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9. Sufocada de Mentiras


Fic: HP e Nossa História. 1


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                                                    PARTE


                                                                 


                        DOIS


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


                                               Cap. 9 - Sufocada de mentiras


 


         Camila soltou um grito agudo ao ver seu amigo ser atingido, bater com força no vidro dianteiro do carro e cair lá dentro. Preocupou-se a ponto de largar seu professor favorito, GE, e ir socorre Tiago.


            Correu até o carro, mas antes que chegasse outro feitiço atingiu o carro e ele capotou no ar três vezes, caindo de cabeça para baixo. Camila levou a mão à boca e se agachou, tentando observar pela janela do carro, cujo vidro estava em pedaços. Tiago estava espremido entre o banco e o teto do carro, de sua cabeça ferida escorria constantes filetes de sangue. Camila se desesperou, mas algo fez seu coração se acelerar ainda mais rápido.


            A “maca” onde o professor de química se encontrava fora atingido e voou para longe e GE caiu no chão e os médicos, intimidados, não correram para socorrê-lo.Dividida,Camila ficou sem saber o que fazer quando alguém a cutucou .Era Deise,a coordenadora da escola,Tiago possuía uma grande simpatia por ela ,graças a sua semelhança com Joanne Rowling ,escritora dos livros de Harry Potter.


 - Vá ver o professor, eu tento tirar este aluno daqui.


            Camila assentiu brevemente, mas concordou. Deise se agachou enquanto Camila correu até o professor. GE estava jogado no paralelepípedo da rua Oldegard Sapucaia,inconsciente. A que lhe proporcionou grandes arranhões e o braço dele parecia estar fraturado. Camila se concentrou tanto no professor que não percebeu a aproximação de um seguidor de Voldemort. Quando o percebeu ele já apontava uma varinha para ela.


 - Menos uma trouxa e um trouxa! – disse   


 - Não! Você não irá atacá-lo, seu brutamonte sem alma. – disse se levantando, sabia que não podia contra ele, mas precisava fazer algo - Eu não vou deixar.


            O seguidor riu, encarando Camila com profundos olhos amarelados.


 - CRUCCIO!


            O feitiço atingiu o professor e, mesmo estando inconsciente, Camila percebeu as contrações de dor em seu rosto. Camila ficou fragilizada ao ver um homem daquele tamanho gemer de dor. Olhou para todos os lados à procura de algo. A grade que cercava o colégio estava no chão e várias barras pontiagudas estavam jogadas. Um pensamento maquiavélico perpassou sua mente, tão rápido quanto aconteceu.


            A barra de fero tremeu no chão e partiu contra o seguidor, atravessando seu peito e parando na parede oposta. Camila, perplexa com o que havia acontecido, observou o seguidor ensangüentado cambalear e cair no chão. Morto.


 - Professor, professor.. – desesperou-se – Ai, meu Deus!


            Correu até a ambulância e pediu para que um dos médicos socorresse GE. Não muito distante Deise já estava conseguindo retirar Tiago do carro afinal já era possível ver seu magro bracinho para fora do veículo. Após 15 minutos de aflição, Tiago estava por completo do lado de fora do carro consciente, com a cabeça nas pernas de Deise. Aparentava estar mais morto do que vivo.


 - Tiago, você está bem?


 - Não... - disse gemendo – Sinto dores por todo meu lindo corpo. – Camila riu.


 - Nem assim você deixa de ser convencido.


 - Mila, tô com medo.


 - Medo de quê?


 - Tudo o que eu sempre quis está acontecendo, a minha imaginação se tornou realidade, mas temo não sobreviver...


 - Ah, Tiago... – disse Deise – Fique calmo, tudo acabar bem, você irá se recuperar e tudo voltará a ser como era antes... Em breve, muito em breve.


            Camila encarou Deise desconfiada enquanto um médico pegava Tiago e o colocava na maca. Por fim o acompanhou até a ambulância.


 - Pelo menos – disse Tiago – fui carregado por um gatinho! - Camila, sem se conter, riu,vendo seu amigo partir junto com a ambulância.


            A garota chegou em casa extremamente cansada, tinha handball mais tarde ,porém sua energia já se esgotara por completo. Raquel, sua mãe, estava fazendo salgados na casa da vizinha, para vender. Paulo, seu pai, estava no trabalho, era motorista de ônibus. Já sua irmã, como de costume, assistia TV em casa, parecia que nada havia acontecido.


- Camila, o que há com você?! – perguntou Carol ao ver a irmã chegar suja e com os cabelos cheios.                                                                                            - Talvez se você assistisse a um telejornal e largasse a HBO -canal de filmes- Você saberia! – Camila pegou o controle remoto e colocou na BBC, canal de jornalismo da Inglaterra e subiu as escadas para pegar sua roupa e tomar um banho.           


- CARALHOOOO!


            A voz de Carol parecia ter ultrapassado a velocidade do som, Camila teve de tampar os ouvidos mesmo estando debaixo do chuveiro, agora sua irmã entendera o que estava acontecendo.


            Minutos depois, Camila sentou-se ao lado de sua irmã. Aquela altura, Carol estava com uma bacia cheia de pipoca e disse no tempo entre uma pipoca e outra que ela colocava na boca:                                                                                                                                                                                                                                                              -26-


 - Caramba, parece que estou vendo uma superprodução e isto tudo está acontecendo em Londres... AHH!! – gritou – CARAMBA, A JORNALISTA MORREU!!


             Camila olhava o telejornal sem conseguir captar as informações e acreditar que tudo aquilo era verdade, pegou uma única pipoca e demorou a mastigá-la e engolir. Ela e sua irmã pareciam uma retardada e uma obcecada, respectivamente.A lembrança de Eudes e de Tiago invadiu sua mente, torcia para que sobrevivessem, mas sabia que isto fugia de suas mãos. Sentia que algo de ruim iria acontecer, não conseguia entender como, mas sabia.Tudo parecia tão surreal que às vezes pensava estar maluca e que estava imaginando tudo.


            Paulo entrou na sala seguido por Raquel aos gritos, estavam claramente discutindo. Camila estranhou seu pai chegar tão cedo. Ambos pararam na frente da TV, Raquel puxava Paulo que não queria sair.


 - ELA PRECISA SABER!! – gritava Paulo


 - Mas eu lhe proíbo de contar! – Raquel tentou gritar mais alto que Paulo e, graças à sua rouca voz, não foi possível.


 - Ela também é minha filha e também tenho direito de decidir sobre seu destino.


 - AH NÃO TEM NÃO!


            Ambos discutiam como se suas filhas não estivessem presentes. Camila nunca vira tamanha fúria nos olhos da mãe, mas pareciam ter mais isso, também havia medo.


 - Ainda há chance de tudo mudar, tudo voltar ao normal! – continuou Raquel.


 - Não seja absurda Raquel! Estamos em plena guerra, será muito mais seguro que ela saiba, para o próprio bem!


 - Sugiro que seja melhor discutirmos a sós. – disse Raquel que parecia se tocar que suas filhas estavam presentes - Vamos conversar e tomamos uma decisão!


            Raquel pegou na nuca de Paulo e o levou, escada a cima, para o quarto. Camila sentiu a curiosidade tomar conta de si, Carol, por outro lado, voltou a ver televisão e comer pipoca como se ninguém tivesse passado ali.


            Estava tudo tão estranho... O ambiente, a casa... Sua família...


            Desesperou-se ao pensar do que seus pais estavam falando. Subiu as escadas, sorrateira, e colou seus ouvidos na porta, percebendo, a seguir, que era desnecessário, pois eles gritavam alto o suficiente, como se estivessem em campos opostos de handball:


 - Ela não conseguiria conviver com isso, faço isso para o próprio bem dela!


 - Você acha que mergulhá-la num mar de mentiras é o bem de Camila?


                                  


                                                           “É comigo...- pensou - É comigo!”


 


- ACHO QUE POUPÁ-LA DO PRECONCEITO, SIM, É PARA O BEM DELA!!


 - Você não deve decidir isso Raquel, ela já tem idade suficiente para decidir a própria vida!


 - VOCÊ NÃO TEM DIREITO DE DAR PALPITE, PAULO... - dessa vez Raquel diminuiu a voz – Você nem se quer é o pai dela.


                                                “O quê?! O que minha mãe quer dizer com isso???”


 


- Posso não ser, mas dediquei toda a minha vida a criá-la como se fosse!


 -NÃO QUERO MAIS DISCUSSÃO, A FILHA É MINHA E QUEM DECIDE SOBRE A VIDA DELA SOU EU, APENAS EU!


            Era possível se ouvir a respiração ofegante de Raquel do lado oposto da porta. A briga parecia ter acabado, pois a seguir viera o silêncio. Mas para Camila aquele assunto não estava encerrado, ela precisava descobrir o que estavam escondendo dela.   


Uma fúria apoderou-se de Camila, estavam escondendo tantas coisas dela... Como poderia Paulo não ser seu pai!Como poderiam ter escondido isto dela!


            A porta do quarto se escancarou sem ninguém tocá-la, mas Camila não deu atenção, por isso, apenas encarou seus pais que a observavam assustados. Caminhou até eles, sem perceber que os móveis à sua volta tremiam derrubando tudo e, conforme sua raiva e fúria aumentavam, frascos de perfume explodiam e vidros se estilhaçavam no chão.


 - O que vocês estão escondendo de mim que eu ainda não sei?! – perguntou Camila entre os dentes.


 - Filha... Você... Você ouviu tudo!


 - Eu queria contar. – disse Paulo sentando-se na cama.


 - Filha... É... É que... Ah, agora é inútil continuar escondendo!


 - O que você quis dizer quando disse que “ele” não é meu pai? – perguntou Camila apontando para Paulo


 - Está bem, Camila, sente-se. Vou contar tudo.


 - EU NÃO QUERO ME SENTAR!!


Raquel sentiu-se intimidada pela filha, encarou os próprios pés, respirando fundo e disse:                                                                                                                                                                                                             


         -27-


 - Bem, filha, há algum tempo atrás seu pai e eu brigamos muito feio e ficamos alguns meses separados, mas depois nossos problemas se resolveram e o sentimento falou mais forte,porém... Bem, Camila,eu não fui fiel durante esses dias...Conheci um homem que era diferente de todos os outros...Ele me impressionou com todos os seus poderes.


 - Um bruxo?!


 - Sim, Camila, um bruxo. Ele me levou para vários lugares que eu jamais pensava existir... Foi quando ele me levou num hotel mágico que você surgiu. Foi tudo tão maravilhoso naquele hotel mágico.


 - Então, eu sou filha de um bruxo?!


 - Exato. Mas eu não queria te contar, você teria de estudar longe e muitas pessoas achariam que você estava maluca. Você sofreria preconceito em ambos os mundos: aqui por acharem você louca e lá por você ter uma mãe trouxa.


 - Não estou te considerando minha mãe atualmente! E onde está meu pai?


 - Ele morreu num acidente, durante a Copa Mundial de Quadribol.


 - Você mentiu pra mim, não só mentiu como me enganou desde a minha existência – Camila deu um passo par trás – Nunca senti um ódio tão grande por alguém como estou sentindo por você!


            Camila saiu do quarto correndo, desceu as escadas e passou por sua avó que estava sentada na varanda, passou corrida por sua vila, porém tropeçou  no portão e espatifou no chão sem conseguir forças para levantar. Continuou chorando ali mesmo, com as pessoas olhando para o seu estado. Entregava-se por completo à tristeza que seu coração sentia. Seu joelho estava profundamente ralado, mas a ardência que sentia não chegava perto de sua angústia, raiva e desconfiança... Afinal, a pessoa que ela mais confiava no mundo foi a que mais lhe enganou em sua vida.


 -Levante-se já daí, menina!- disse uma voz imperativa atrás de Camila.


            Ana, avó de Camila, estava de pé, apoiando-se numa bengala de madeira, encarando a neta estirada ao chão. Percebendo que ela não se levantara, bateu nela com a bengala, dizendo:


 - Ande logo ,vai,ande!


            Camila sentou-se. Sentia-se tão vazia... Só de imaginar que tudo o que pensou ser sua vida na verdade não era... Sentia um forte aperto no coração... Uma angústia.


            Ana levou Camila até seu quarto, onde trancou a porta para que ninguém as perturbasse. Fitou Camila com seus olhos escuros, de pé, por um longo momento, dizendo a seguir:


 - Você acha isto algo interessante, Camila?


 - ...


 - Sair correndo, se entregar ao desespero e mostrar isto para os outros, que nada tem haver com a sua vida? Seus pais lhe deram a melhor educação, te criaram com total dignidade e....


 - ELE NÃO É MEU PAI!!


            Ana aumentou seu tom de voz.


 - Ele te pegou desde que era recém-nascida, te criou como filha de sangue e te ama como tal, por isso ele é sim, seu pai. Muito mais pai do que o outro que te deixou, isto é, se aquele traste puder um dia ser chamado de pai!


            Camila olhou para a avó, seu rosto trêmulo contraía sua boca...


 - E agora, o que vou fazer?


 - Não seja tola, menina! Você vai estudar magia, vai se tornar uma grande bruxa e vai lá – disse apontando para a janela aberta - Ajudar a nós, trouxas a não perder. Você vai, como sempre, lutar com o preconceito e deixar claro, muito claro, que nem todos os bruxos são como seu pai!                                                              


 - Por que a senhora fala tão mal dele?


 - Camila se você o conhecesse, teria vergonha! Esse foi um dos motivos pelo qual sua mãe lhe escondeu tudo!     


 - E como você quer que eu aprenda magia tão rápido?!                                                                            


 - Ah, minha neta, você deixa isso com sua avó, afinal você pode não saber, mas ela tem muitos contatos!      


 - A Carol sabe de tudo?


 - Não! Os únicos que sabem são Raquel e Paulo; eles nem sabem que eu sei, descobri com minha prática mania de prestar atenção em tudo e de, às vezes, fofocar atrás das portas. Ajudou muito mais do que a primeira, já que descobri deste jeito...


            Camila encarou os olhos da avó e se sentiu profundamente reconfortada, e até vendo pelo lado agradável dos fatos, ser bruxa poderia ser algo de extremo divertimento.


                                                                                 

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