Outro não?
- E então, Juliet? Você está bem? – acrescentou percebendo o desconforto da menina.
- Sabe, Harry. Eu realmente gostaria de ir ao baile...
- Comigo? – perguntou num tom de brincadeira.
- Ao baile. Independente da companhia, mas...
- Mas?
- Mas eu não posso.
- Não pode?
- Não... Não posso mesmo.
- Vai com o namorado? Amigo? Conhecido? – Harry continuava usando o tom engraçado que a fazia revirar os olhos.
- Não Harry, eu não posso ir ao baile.
Potter olhou Juliet com a maior cara de interrogação do mundo. A menina apenas continuou a caminhar. Em silêncio seguiram para seus respectivos dormitórios sem, ao menos, um “boa noite”.
Harry tentara, em vão, falar com Juliet durante toda a quinta-feira. Ela sempre evitava-o, ignorando seus acenos e chamados.
Alguma coisa estava errada. Harry tinha certeza. Mas o que?
Será que falara algo errado? Pela atenção que Juliet dispensara a ele durante o dia – nenhuma – parecia que seria difícil saber.
Perto da hora da janta, uma coruja deixou cair para Harry (causando certo ciúme em Edwiges) um pergaminho selado.
Olhou para Rony e Hermione que encolheram os ombros.
Abriu-o, então.
Uma letra bonita e um bilhete curto o aguardavam.
“Oi Harry,
Acho que lhe devo uma melhor
explicação para minha resposta, não?
Poderia encontrar-me após o jantar
na Sala Precisa?
Apenas pense: “Eu quero entender”.
Você sabe como funciona.
E não tens obrigação nenhuma,
mas estarei lá, mesmo assim.
J. Brooke.”
- E então?
- É Harry! Fala logo o que houve!
Olhou o relógio.
- Nada, vamos jantar?
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