Mofo, archotes e a pergunta
Foi ali, no meio de vidros e um cheiro forte de mofo, que Potter teve a brilhante idéia.
Tentara, em vão, falar com Juliet umas duas vezes, mas Snape conseguira, apenas com um olhar, calar até os pensamentos de Harry.
Paciência, falaria com ela ao fim do árduo trabalho.
Nove, dez, onze... Já passava um pouco da meia-noite quando, finalmente, terminaram todos os vidros.
- Então... Finalmente os delinqüentezinhos terminaram... – bocejou – Podem ir, agora. Rápido.
Entregou-lhes as varinhas e, minutos após Potter e Juliet sumirem nos corredores precariamente iluminados, saiu, silenciosamente, de sua masmorra.
Juliet usava a varinha para limpar o resto de gosma verde que estava grudada nas mãos e Harry acompanhava-a silencioso e pensativo.
- Sabe... – começou ele – Eu estive pensando...
- É, deu pra perceber... Queria falar comigo?
- Sim... Tem a ver com o que eu estava pensando...
- Ahn... E o que é?
- Bem... Sabe... Eu sei que tá meio em cima... Só faltam quatro dias... Mas... Será que você iria comigo ao baile?
Juliet deixara a varinha cair no chão.
- Ir ao baile? Com... Você?
- Ok. Esquece. Já vi que ou você tem par ou eu realmente tenho algo que repele acompanhantes.
Juliet, agora, ocupava-se em tatear o chão, à meia luz dos archotes, procurando sua varinha. Estava com o rosto pegando fogo, tinha certeza. E o coração batia alucinadamente.
Respirou fundo e levantou-se, encarando-o.
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