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6. A Fuga


Fic: HP e Nossa História. 1


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                                                                       Cap.6 – A Fuga


 


         A noite finalmente caíra e a vista tornara-se contraditoriamente mais linda. Dava até um certo medo, pois para onde se olhava, apenas a escuridão do mar. A sensação de estarem perdidos continuava, mas logo sumia quando se percebia a Lua refletida no mar, as águas escuras ou até mesmo um reflexo prateado de cardumes. Mas após 3 dias aquela mesma visão tornara-se tediosa. Yasmin e Sara conversavam na tentativa de passar o tempo, mas até os assuntos acabavam. Falaram de seus sonhos, suas famílias, seus amigos, escola... E logo um silêncio ainda mais depressivo tomava conta do ambiente. Ambas se revezavam em deitar no colo de uma e apreciar a insólita paisagem. Às vezes, um desejo desesperado da fugir dali perpassava em suas mentes.


            A noite do 3º dia chegou. Yasmin estava deitada no colo de Sara, sem sono, se concentrando na saudade de seus melhores amigos. Sara permanecia calada; seus olhos sonhadores observavam a imensidão azul. Nada mudara. A garota olhou para frente e algo acelerou seu coração. Exclamou um “Ai, meu Deus!” que logo foi acompanhado por vários murmúrios, com a exceção do segurança. Yasmin, curiosa, levantou-se para ver o que chamava a atenção: era terra, terra firme. Um tanto longe, mas já podia ser vista. Eles estavam finalmente chegando. Mas... Se isso era bom nem Yasmin nem ninguém sabia responder. Seu estômago doía e ela sabia que não era o único, pois nestes 3 dias eles foram alimentados apenas com água, 3 vezes ao dia, e 2 barras de cereal, 2 vezes. Yasmin, que já era magra, sentia seus ossos querendo sair da pele.


  


   “Será que ao chegarmos poderemos comer algo?... Claro que não!... Tolice pensar nisso. Estamos indo de encontro à morte, não tem cabimento oferecer piedade”. Veio a sua mente a lembrança do bondinho 24.


                                                                                 


            Yasmin voltou a olhar para frente, a terra estava mais próxima; o cabo de condução se estendia até uma montanha bem alta. A paisagem marítima que tanto a acompanhava agora era substituída por areia e rochas. A montanha estava próxima agora.


 - Onde estamos? – indagou Sara


 - Bem, se permanecemos em linha reta desde o Rio de Janeiro, provavelmente estamos na África. – concluiu Yasmin.


 - Além de bruxa é esperta?! – ironizou o segurança após 5 dias de mudez. – Pois bem. Terminamos a primeira parte da viagem. Estamos no sudoeste africano, exatamente na Namíbia. E fiquem quietos porque o primeiro que se exaltar terá o privilégio de morrer mais cedo. Estamos indo para o foco da guerra, então a viagem não terminou.


 - Onde fica o foco da guerra? – sussurrou Sara


 - Em Londres, Inglaterra. – respondeu Yasmin.


            O bondinho tremeu, anunciando que havia parado. O segurança agitou sua varinha e uma corda surgiu, amarrando um adolescente ao outro. Yasmin ficou amarrada a Sara e a um garoto do banco da frente, ela não o conhecia.


 - Vocês pensam que vão aonde? – riu o segurança – A viagem continua neste mesmo bonde, ele vai virar e seguir até Portsmouth na Inglaterra.


 - O quê? Estamos na África e não poderemos conhecê-la?! – retrucou uma menina de traços indianos e longos cabelos.


 - Ah, você quer conhecê-la? – desdenhou o segurança


 - É claro que quero.


 - Vamos fazer um trato: em vez de morrer em Londres, você conhece a África e morre aqui, que tal?


 - Eu vou morrer de qualquer jeito...


            O segurança agitou a varinha e as cordas que prendiam a garota sumiram. A porta foi aberta e o segurança mandou que primeiro ela saísse. Yasmin ficou atenta... A menina obedeceu e olhou ao redor ao pisar no solo, a visão parecia ser bela. Entretanto o segurança fez mais um movimento com sua varinha...


 - AVADA KEDAVRA!!                                                                                                                                     -15-


            Um raio verde ofuscou a visão de todos, acompanhado de um grito solitário de dor. A luz sumiu. No chão apenas o corpo frágil e imóvel da menina. O segurança o chutou e ele rolou montanha a baixo.


 - Você disse que ela conheceria a África!! – irritou-se Yasmin


 - Sim, eu disse, mas não me lembro de ter mencionado se ela o faria viva ou morta. Aliás, você também quer conhecer? Alguém mais quer conhecer a África? – e olhou um por um, com a porta aberta num ato convidativo. Não obteve resposta. – Melhor assim. – fechou a porta e saiu a andar pelo bonde.


  


                                    “Os membros da Ordem podiam aparecer agora...” – pensou a garota.


           


            Duas horas depois, o segurança voltou trazendo um substituto de Carllo. O bondinho tremeu e virou para o norte. Do lado esquerdo, mar; do lado direito, terra firme. Agora Yasmin sentia que não conseguiria passar mais um dia naquele lugar... Mas passou... Passou mais cinco longos dias. O desespero era imenso e a garota chorava de agonia, não agüentava ficar mais presa, enjaulada, vendo sempre as mesmas pessoas, as mesmas coisas, sentia-se a beira da loucura. E ela não era a única. Pessoas tinham desmaiado e outras sofriam de desnutrição, miseras barras de cereais diárias não era m suficientes para suprir o corpo, ainda mais só com aquilo e água por 8 dias. Assim, como os demais, os olhos de Yasmin estavam fundos e seu corpo doía por completo, somado aos bancos de metal que não davam o mínimo para se descansar. Pensava seriamente se aquelas crianças do 24º bondinho teriam agüentado até ali, aquilo era uma tortura.


   Sara tremia em demasia, seu corpo esquálido e gélido, certamente conseqüência da desnutrição e da mudança de tempo. Mas nem mesmo Yasmin tinha forças para socorrê-la. Abraçou-a tentando aquecê-la, pois o tempo estava se tornando cada vez mais frio ao se aproximarem do território francês. À noite algo que yasmin jamais pudera ver: neve. Flocos de neve caíam batendo no bondinho, era lindo e inconveniente ao mesmo tempo, pois isso era o que menos se precisava naquela situação. Os minutos pareciam passar conjuntamente com a queda de temperatura... A fome, o frio, a solidão, o cativeiro sufocava a todos ali.


            Yasmin olhava a satisfação do substituto de Carllo ao ver a cena e uma raiva súbita lhe consumiu na hora, saindo sob forma de protesto:


 - Por que não nos mata logo?!


 - Quê?! – perguntou sem acreditar que alguém lhe dirigisse a palavra


 - É isso mesmo! Por que não nos mata logo? Por que nos deixa morrer aos poucos? – a reação esperada veio em seguida


 - Porque esta é a graça. É isto que Você-Sabe-Quem quer; vocês doentes e fracos, assim ele pode matar mais gente com um único feitiço.


           


            Como ele conseguia ser tão frio? Como uma pessoa podia não sentir a mínima pena ao ver aquilo tudo acontecer... Como?


 


            O bondinho parou, assustando Yasmin. Sara estava muito mal, precisava de cuidados rápido. Por que eu não consigo ser forte? Pensava Yasmin. Aquele maldito curso por carta não lhe ensinou muita coisa, não contra um comensal, muito menos dois. Mas Sara... Ela precisava de ajuda e rápido!


            Eles abriram as portas e mandaram que todos se retirassem; muitos deles não acreditavam e sem forças, não se levantaram. Yasmin se levantou pronta pra atacar caso alguém investisse contra ela, envolveu o braço de Sara em seu pescoço e a ajudou a se levantar também. O local era lindo, um topo de montanha coberto de neve, milhares de seguranças estavam espalhados. Yasmin estava finalmente pisando na Inglaterra.


            Sara escorregou de seu pescoço, caindo na neve, tremendo e se abraçando, já sem nenhuma cor na face:


 - A-ca-bou... É... O meu fim. Jamais verei de novo me-meus pa-pais...


 - Não, Sara! – exclamou Yasmin se ajoelhando ao lado da amiga – Não desista, ainda há esperança.


            Yasmin não estava certa do que dizia, olhou ao redor. Milhares de comensais, maltratando crianças e adolescentes dando-lhes chicotadas, os empurrando, gritando... Realmente havia esperança?


 - Meu pai sempre dizia que devemos persistir em nossos sonhos, que eles se tornarão realidade... Mas esto-tou num lugar onde é impossível até sonhar. A esperança se foi... – sussurrou Sara enquanto uma brilhosa lágrima escorria por seu rosto extremamente pálido.


 - Não pense assim, Sara, eu...  Eu prometo que você vai voltar a ver seus pais, nem que minha vida dependa disso. – Yasmin segurou nos braços de Sara e voltou a erguê-la, com força. À frente um grande muro com portões vermelhos trancados e vigiados por três seguranças.


            De repente, milhares de vassouras irromperam o local, voando sob comando de bruxos que tentavam deter os maléficos bruxos de sobretudo e de relance Yasmin viu um homem magro de cabelos lisos, vagamente parecido com Harry, só que muito mais velho. Sentiu-se perdida, segurando Sara no meio da confusão; dois seguranças que guardavam os portões saíram em batalha, restando apenas um.


                                                                                                                                                                              -16-


            Olhou ao redor, o número de membros da Ordem era muito inferior ao oposto, tinha uma vaga chance de fugir. Não a deixaria escapar por nada. Levou Sara até bem próximo ao portão e a sentou no canto, dizendo:


 - Não saia daqui! Eu já volto pra te buscar.


 - Na.. Não me deixe sozinha! – implorou Sara, se abraçando na tentativa de diminuir o frio.


 - Confie em mim.


            E dando uma ultima olhada em Sara, ergueu a si mesmo e a sua varinha, em direção ao imenso portão de ferro vermelho. Ao lado, pura carnificina na batalha entre comensais e membros da Ordem.


 - Volte, garota! – ordenou o segurança. Yasmin deixava sua mão direita pra trás, ocultando a varinha. Olhou diretamente para o segurança, num tom imperativo.


 - Abra este portão.


 - ...


 - Deixe-me passar... Agora!!


 - Não devo obediência à uma trouxa!! – Um sorriso sarcástico surgiu na face da garota.


 - Repita o que você disse.


 - Não-devo-obediência-à-uma-trouxa-como-você!


            Uma forte rajada de vento bateu nos longos cachos de Yasmin, os fazendo esvoaçar, enquanto ela erguia a varinha e entoou um feitiço tão rapidamente que seu adversário não teve tempo de se defender. Já estava na hora dela expor todo o seu potencial.


            Yasmin tentou abrir o portão, mas nem a magia foi capaz de destrancá-lo. Nervosa, estourou a fechadura e o abriu bem pouco, para que ninguém percebesse. Uma gigantesca escada de pedra descia montanha a baixo. Voltou e procurou Sara, porém a encontrou jogada no chão... O pânico percorreu Yasmin... Estaria morta?! Agitou sua varinha.


 - MOBILICORPUS!


            Imediatamente o corpo de Sara levitou ficando centímetros à sua frente, feitiço prático como ela jamais pensou que fosse. Passou pelo imenso portão de ferro e o fechou. O som da guerra foi abafado, finalmente Yasmin relaxou, respirou profundamente, como se buscasse fôlego, e encarou os lados. Nada nem ninguém, a não ser a escada de pedra e um túnel que a cortava no meio... Era muito alto... Yasmin deixou sua varinha descansar e descansou Sara no chão por uns instantes. Recostou a cabeça num leão de pedra que decorava a escada, só por uns instantes para relaxar, afinal precisaria de forças para ajudar Sara.


            Passados 2 minutos, Yasmin voltou a erguer a amiga com a varinha e a descer as escadas. O silêncio era aterrorizante e suas experiências, de filmes e livros, lhe diziam que isso não era bom. Olhou para trás e se assustou. Um dos leões piscou. Ela tinha certeza. Soltou Sara ao lado e ergueu sua varinha pra um possível ataque.


   Milhares de pedaços de pedra voaram por toda direção e a impressão era a de que os 2 leões haviam quebrado, mas quando a poeira assentou a garota vira 2 animais de carne e osso que pularam contra ela rugindo.


 - PETRIFICUS TOTALIS! – gritou agilmente.


            O feitiço acertou um dos leões que, petrificado ainda no ar, estilhaçou-se na queda. Já outro acertou com a pata o rosto de Yasmin, causando-lhe um corte profundo e a derrubando. A garota rolou uns 5 degraus abaixo com o impacto e conseguiu se segurar, mas sua varinha caíra de sua mão, bem longe. Encarou a criatura, o medo lhe paralisando. Não daria tempo de correr e pegar a varinha, o leão e suas quatro patas seriam mais ágeis, pegando facilmente... O que ela faria?


            O leão rodeava Yasmin e a encarava com seus olhos felinos amarelos, a espera de um movimento qualquer. A respiração de Yasmin ficava cada vez mais intensa, sem sua varinha ela ficava completamente vulnerável... Porém uma lembrança veio à sua mente de repente... Lembrou-se dos livros de J.K. mais especificamente o quinto livro, quando Harry era atacado por dementadores na Rua dos Alfeneiros e perdia a varinha. Talvez ela conseguisse chamar a atenção do leão para a varinha e saísse correndo. Mas e depois? E Sara? Precisava pensar... Seu plano não poderia ter nenhum furo. Mas se Harry conseguiu que sua varinha funcionasse mesmo ela estando longe, talvez ela também conseguisse o mesmo trazendo sua varinha com um feitiço convocatório. Era arriscado, mas também sua única chance. Sabia que a partir do momento que gritasse o feitiço o leão a atacaria, daria tempo de segurá-lo e dizer outro feitiço, antes de ser estraçalhada por agudos dentes? Ela não sabia, mas era sua única e última chance.


 - ACCIO VARINHA!!


            O leão soltou um poderoso rugido e avançou correndo em sua direção, saltou ferozmente ao mesmo tempo em que os delicados dedos de Yasmin se fechavam em torno da varinha.


 - PETRIFICUS TOTALIS!!


         O feitiço atingiu certeiro o peito da fera, Yasmin se deslocou para o lado a fim de que o bloco de pedra caísse e se quebrasse em mil pedacinhos. Respirou profundamente. Sentia-se cansada e vitoriosa. Porém para sua preocupação, Sara conseguira ficar ainda mais gelada e o medo subiu à sua garganta. “Será tarde demais?” Mas ela havia prometido à garota que ela voltaria a ver os pais, ela tinha que conseguir! Yasmin se levantou e encarou a entrada para o túnel, era grande e muito escura, como ela se defenderia e levaria Sara ao mesmo tempo?                                                                                                                                                                                                                                                   -17-


 - LUMUS MAXIMA.. - Uma forte luz surgiu que foi capaz de iluminar metade do túnel e um barulho de asas lhe assustou. Milhares de morcegos fugiam da claridade e na fuga acabavam batendo em Yasmin.


 - LUMUS. – ordenou acendendo sua varinha como uma lanterna super luminosa. Yasmin ergueu Sara com MOBILICORPUS e ficou surpresa ao perceber que conseguia utilizar LUMUS ao mesmo tempo. Tomando coragem, Yasmin entrou no túnel onde a escuridão era densa a ponto do ar ser pesado. Nenhum perigo aparente. Seguiu mais para o interior, supondo ser o coração da caverna. Algo a impedia de passar.


            Um imenso lago de águas cristalinas estava à sua frente. Ela se abaixou e olhou seu reflexo na água, bebeu um pouco. Saciou sua sede por completo. Olhou ao redor e encontrou um tronco no canto, precisava descansar um bocado. Apontou a varinha para ele e disse:


 - LACARNUM INFLAMARIUM.


            Logo o tronco ficou em chamas e pôde aquecer o frio túnel. Levou Sara para bem perto na tentativa de aquecê-la. Levantou-se, dando uma boa olhada em Sara e se virou. Seu coração saltou de susto com a surpresa do que viu. Um cavalo branco, lindo, parecia ser amigável... Mas ela estranhou algo. Era um cavalo sim, mas suas crinas eram folhas de tábua. Ela já lera a respeito no livro Animais Fantásticos e Onde Habitam, mas não conseguia se lembrar o que ele fazia.


            O cavalo empinou-se e brincou com Yasmin.


 


                                                           “Super dócil... que mal pode fazer?!”


 


            O cavalo se abaixou, como se pedisse para Yasmin que o montasse. E por que não? Sara estava bem ali, sendo aquecida pela fogueira. Subiu, montando no cavalo. Ele empinou, a garota segurou em volta do pescoço do animal para não cair e, com leveza, o lindo cavalo começou a cavalgar por onde Yasmin tinha vindo. Ela adorou sentir o vento bater contra seu resto, a sensação de liberdade, seus cachos balançarem...


 - It’s so good!


            O cavalo parou de repente, pouco antes da saída do túnel, virou-se e voltou o trajeto de antes, mas agora cavalgava sem delicadeza. Seus olhos se estreitaram para melhor enxergar o local, a velocidade era tão grande que Yasmin ouvia o zumbido do ar nos seus ouvidos. Lembrou-se de súbito um trecho do livro mágico sobre animais:


 


            “Kelpie (cavalo-do-lago): cavalo com crinas de folha de tábua. Este demônio aquático após atrair incautos para montá-lo, ele mergulha direto no fundo do rio, lago ou lagoa e devora o cavaleiro, deixando suas tripas boiando na superfície..”


 


            Precisava pular o mais rápido possível, mas numa velocidade tão grande ela morreria. Avistou, então, o tronco em chamas e Sara, ainda caída. O Kelpie saltou repentinamente, se atirando no lago, e mergulhou. Yasmin tentou se soltar, mas os pêlos do animal cresceram e a agarravam, a impedindo de fugir. Precisava fugir antes de chegar ao fundo.


            Conforme o animal afundava, outra preocupação veio à mente de Yasmin... a falta de oxigênio. Cada minuto passado era mais oxigênio perdido. O cavalo jogou Yasmin para frente e ela sentiu suas costas baterem no fundo, a machucando. Ela não queria morrer daquele jeito, não com suas tripas boiando na água... Apalpou sua calça à procura de sua varinha e a encontrou, lançou vários feitiços, mas o cavalo se desviou de todos. Investiu contra ela, mas esta conseguiu se virar, fazendo-o bater com a cara no chão. Nadou para cima, precisava de oxigênio senão morreria. Sentiu segurarem sua perna virou-se, eram os pêlos do Kelpie, apontou-lhe sua varinha e o acertou no rosto, o empurrando para o fundo.


            Nadou para cima, sentiu seu pulmão latejar pela falta de oxigênio e a superfície ainda estava tão longe... Sentiu uma dor torturante no peito, o coração disparando, a agonia, a sensação de desmaio.... Seus olhos cerrando-se. A superfície estava tão longe e a esperança... Acabando-se. Sentia-se agora relaxada e uma luz brilhante. Ela queria tocá-la, mas estava tão distante...


                                                                                  -//-


 


            Yasmin cuspia água voltando a si e estava em terra firme, ao lado do lago e no colo de alguém. Olhou para cima e encontrou o olhar de Sara!


                                                           “Mas como?! Ela estava à beira da morte!”


 


            Sara tossiu e Yasmin percebeu estar encharcando o colo da amiga, levantou-se e a encarou, perguntando:


 - Como você se recuperou?? – Yasmin percebeu estar rouca.


 - A fogueira me aqueceu e eu acordei. Vi você boiando na água, como morta, juntei o máximo de forças possíveis e te puxei para fora da água. - tossiu. Um barulho de água esparramando arrancou um grito das duas garotas quando Yasmin ia agradecer à amiga: uma serpente d’água surgiu, erguendo-se até o teto, Yasmin percebeu Sara entrar em pânico.                                                                                                                                                                                          -18-


 - QUE BICHO É ESTE?? – berrou Sara.


 - É um Kelpie, só que ele está assumindo a forma de uma serpente, ele costuma ser um cavalo dócil e enganador. Deve ter ficado furioso pelo feitiço que acertei nele!!


            Yasmin percebeu que Sara não entendera uma só palavra, entretanto ela preferiu desviar de uma investida da serpente em vez de dar explicações. Procurou sua varinha na calça jeans e o pânico aumentou quando não a encontrou.


 - Sara, onde está minha varinha?! – gritou desesperada enquanto fugia da serpente.


 - Não sei. Apenas tirei você da água! – respondeu Sara.


            Yasmin ficou perplexa, passou as mãos na cabeça, tentando ter uma rápida idéia. Olhou para o lago e encontrou sua varinha. Ela boiava a centímetros do Kelpie, era impossível de se aproximar, impossível!! Fugiu de uma nova investida, agora escapando por milímetros; não iria conseguir fugir por muito tempo... Precisava de uma idéia... E rápido. A serpente atacou novamente, quase acertando o tronco em fracas chamas, e logo uma idéia lhe veio à mente. Correu para o outro lado e se posicionou atrás do tronco; a serpente atacou e foi parar exatamente em cima das chamas do tronco, logo ardendo em fogo. O animal em volto em brasas retornou para o lago, na tentativa de apagar as chamas.


 


                                                                       “Esta é minha chance!”


 


            Yasmin pulou na água, pegou sua varinha e olhou para o fundo. O pouco que viu percebeu que o Kelpie estava voltando. A garota voltou para a terra e encostou a ponta de sua varinha na água, murmurando um feitiço. A água, no mesmo instante, se congelou, prendendo o kelpie.


 - Vamos, Sara, antes que o gelo derreta. Podemos atravessá-lo.


            As amigas entrelaçaram os braços na tentativa de se sentirem mais seguras pois o gelo já estava molhado e, por conseqüência, escorregadio. O Kelpie  podia ser visto sob a forma de uma serpente congelada, bem debaixo delas. O animal raivoso mexeu seu rabo, fazendo o gelo rachar justamente onde as garotas passavam. Elas aceleraram os passos cuidadosamente para não caírem. Após alguns instantes elas conseguiram chegar ao outro lado, em terra firme.


            Desse outro lado do túnel havia apenas uma pequena escada que levava a um portão negro. A esperança voltou finalmente e ela mal podia acreditar que sobreviveu a tantas coisas... Tinha que contar para seus amigos. Mas ela não podia... Além da distância havia o segredo. Parou em frente ao portão, respirou fundo e o abriu confiante.


 


 

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