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44. UM DIA ANTES DO TERREMOTO


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 44 – UM DIA ANTES DO TERREMOTO


 


 


 


Hermione ouvia as vozes na sala, e sentia a raiva consumi-la. Deixara a mesa do jantar cedo, mas agora, passava da meia noite. Estivera certa que essa noite seria uma longa batalha para defender-se de Rony, mas não.


Ele sequer lembrara-se dela. Deitada de lado, olhava para a porta com amargura. A cama a seu redor estava vazia, pois Gina ocupava agora o quarto ao lado. Uma pena, pois teria que suportar a insistência de Rony!


Ou não, uma vez que achado entretimento melhor que ela, desistira. Era isso, uma grande novidade na vida de Rony, e no momento que lhe surgia outra, a esquecia.


Mordendo o lábio, ela pensou que nunca mais vestiria aqueles vestidos, ou aquelas roupas íntimas que lhe dera! Nunca mais cozinharia doces para ele! Nunca mais...! Seus pensamentos foram interrompidos, quando os risos cessaram.


Passos a alertaram que alguém subia ao segundo andar.


E tantos outros passos seguiam para o corredor. Apressadamente, fechou os olhos, para que não a encontrasse acordada!


Não lhe daria o gosto de vê-la esperar por ele!


A porta do quarto se abriu e Hermione soube que poderia tê-la trancado se quisesse. E ele sabia também!


Rony havia optado por instalar a fechadura naquele quarto, com a desculpa de ser o melhor quarto e que deveria dormir ali enquanto estivesse machucada e queria garantir sua proteção. Uma versão tola que não a convencera em nada!


Por seu lado, também não impôs argumentos quanto a isso! Como agora, em vez de trancá-lo do lado de fora, deixara a porta apenas encostada. Poderia facilmente mentir que era para que Gina pudesse entrar a vontade, mas Rony não acreditaria.


-Não finja dormir, Hermione – ele disse baixo, enquanto se movia pelo quarto.


Resignada, e sabendo que seria infantilidade insistir, abriu os olhos, procurando por sua imagem. Rony tirava as roupas na semi escuridão e ela afastou o olhar.


-Perdi a hora na empolgação de rever Harry  -ele contou sorrindo, sentando-se na beira da cama para tirar as botas e as meias – Mas não bebi, se é o que pensa. Nada além de duas taças de vinho.


Hermione mordeu a língua para não dizer-lhe que não era da sua conta, que não s importava se bebia uma taça, ou um vinhedo inteiro!


-Falaremos de Harry amanhã quando acordarmos.  – ele continuou falando com ela – Nem acredito que deitarei ao seu lado depois de um mês- havia alivio em sua voz e Hermione olhou para ele finalmente.


Havia um ‘que’ de derrota em sua expressão, ao parar e olhar para ela. Estava sem a camisa, e as botas, apenas com a calça. Torturante intimidade!


-Foi o maior susto da minha vida – ele suspirou ao dizer, tocando seu tornozelo por sobre o lençol e acariciando a perna, com delicadeza, pois ainda se curava. – Depois, obvio, da vez que me apontou a arma na estrada e matou meu cavalo!


Ele brincou, para descontraí-la, mas Hermione não sorriu e continuou calada.


A mão gigantesca subiu pelo seu quadril, e não se afastou, sentia-se estranhamento fraca desde àquela manhã, quando entendera que Rony Wesley, ao seu modo, se preocupava com ela! Ele fez carinhos ali e Hermione afastou o olhar.


-Não fique calada  -ele pediu, deixando a mão vagar pelas suas costas e se aproximando.


Hermione sentiu-se pequena, assim, encolhida na cama.


-Não tenho nada para dizer – respondeu.


Rony comprou seu olhar por alguns instantes e então cedeu, levantando-se e tirando a calça.


-Sei  qual é seu problema e saiba que não passei o dia muito melhor! – sua naturalidade era desconcertante e Hermione sentiu o impulso de mandá-lo sair e deixá-la em paz, mas não pode. – Não fique envergonhada por estar tensa  -ele pedi quando a notou corar – é normal do ser humano sentir raiva, e tensão, ao sentir-se frustrado!


-Não estou frustrada – disse num fio de voz.


-Sim, você está. – ele insistiu, sorrindo – Assim como eu estou. Estávamos pertinho de matar a vontade, depois de um mês, e fomos interrompidos. Não seria humana se não estivesse frustrada sexualmente, Hermione!


-Não fale assim – ela pediu, sem saber por que se sentia tão inerte. Talvez se devesse ao sono, que vinha sentindo muito ultimamente!


-Não falo, se for sincera comigo – ele disse andando nu pelo quarto.


Hermione fechou os olhos, para tirar aquela imagem da mente, mas não pode. Confessava, precisava olhar para ele!


Rony subiu na cama, pelos pés da  mesma, visto que Hermione ocupava seu lado e se aproximou.


-Rony – ela disse baixo e ele sentiu um arrepio da cabeça aos pés.


-Me diga o que deseja, Hermione – ele encostou o corpo contra o dela, de lado, sentindo os contornos e sua mulher e contendo a respiração quando ela respirou mais forte, tocada pelo desejo.


-Não me sinto bem para brigar, por favor – era verdade, sentia-se sem forças para isso!


-E porque brigaríamos? Hermione, consumamos nosso casamento. É minha mulher, não vamos desfazer o casamento de forma alguma! Porque não posso tocá-la?


-Porque eu não quero um casamento, já falamos sobre isso! – exaltou-se e tentou sentar, mas a dor ainda que fraca em suas costelas, a fez deitar, de frente agora, para fugir do contato com o corpo forte.


-Está sentido dor – ele pousou a mão sobre sua barriga, através da roupa de cama e dos lençóis alisando a pele num carinho. – Não vamos brigar, Hermione – concordou com ela – Me diga, os chás que Juanita lhe dá, são para evitar uma família não são?


-Porque  acha isso? – perguntou rápida demais, entregue demais! Não sabia mentir para esse homem!


-Juanita já foi meretriz. Não precisa ser muito esperto para juntar as coisas e chegar à conclusão obvia! – havia um traço de raiva em sua voz, mas achou melhor não quebrar a pouca paz que estabelecera entre ambos, falando de seus planos para Juanita.


-Penso que não ouviu minhas condições para esse casamento – ela disse desgostosa – não terei filhos.


-Eu ouvi.  –ele disse subindo a mão para perto de seus seios e fazendo uma suave massagem. – Apenas me diga, Hermione, porque  não podemos ser um casal normal, com filhos?


Hermione sentiu o impulso de responder e abrir seu coração. Falar do medo, do abandono. Mas não pode, calou-se. Para desespero de Rony, ela se calou.


-É claro que não vai me responder  -ele beijou sua testa, resignado – Pense comigo, Hermione, se está protegida e não haverá filhos, porque não podemos fazer amor?


Ela o mirou sem resposta, os olhos brilhantes e os lábios úmidos, como se pedisse um beijo. Antes de sucumbir ele decidiu vencê-la pela confusão e não pelo embate.


-Estranhos fazem amor, Hermione. Lembram-se quando falamos de mulheres na capital que escolhem seus amantes? Pois bem. É apenas um ato entre duas pessoas que se respeitam e se desejam – achou por bem não assustá-la falando em amor.


Hermione ouviu suas palavras e ignorou a dorzinha em seu coração que lhe dizia que era apenas isso que existia entre eles. Respeito e desejo.


-Diga que não gosta dos meus beijos, que não gosta dos meus carinhos e de me ter em seu corpo. Diga, Hermione e não insisto mais. – era mentira, mas ela não precisava saber disso, não é?


-Sinto-me indisposta – ela respondeu, como se fosse uma verdadeira resposta.


Com Hermione era assim, meias palavras que diziam tudo. Hoje, sentia dor e não o permitira amá-la, mas deixava  aporta aberta para os outros dias! Sorrindo ele a beijou sobre a ponta do nariz.


-quero muito fazer amor,Hermione, mas posso esperar. Amanhã, me diga que permitirá que lhe faça amor sem precisar segura-la a força.


-Rony... – ela ficou sem reação, pois estaria entregando seu coração se fraquejasse.


-Apenas diga, Hermione...


A forma como disse seu nome, ou os beijos suaves sobre seu rosto, toques tão carinhosos que a fizeram tremer perdida em sentimentos confusos.


-Amanha o deixarei fazer amor comigo – ela disse sem pensar, sem pesar os pros e os contras.


-Me faz o homem mais feliz desse mundo, Hermione.  – ele confessou, beijando-a finalmente nos lábios.


Um beijo com sabor de desejo, porém lendo e doce. Rony queria deixá-la excitada, mas não a ponto de se agitar e também não desejava ficar insone a noite inteira, por isso sorriu quando se separaram, notando sua surpresa:


-Posso ser gentil, se me der à oportunidade de mostrar-lhe – justificou-se, apanhando sua mão e pousando sobre sua cintura, ajudando-a a virar-se para seu lado, de frente para ele. – Durma nos meus braços, Hermione, não tenha medo de  mim.


Hermione suspirou quando sua cabeça pousou em seu peito, e seu corpo ficou quase sobre o dele. Não era a primeira vez que estavam assim, mas era a primeira vez em que o deixava saber que queria estar ali, em seus braços.


Relaxando, ela sentiu seus carinhos em suas costas e em seus cabelos e sentiu também que o sono havia fugido. Quase voltou atrás e pediu que fizesse amor com ela agora mesmo, mas lembrou-se que o chá de Juanita poderia não ter feito efeito ainda. Por isso manteve-se em silêncio.


Um curto silêncio.


-Não consigo dormir – disse baixinho, e Rony sorriu na escuridão.


Hermione era sempre tão calada, que saber que desejava falar, e principalmente, falar com ele, era entusiasmante!


-Deseja conversar sobre Harry?  -ele perguntou testando o terreno.


-Não, mas você deseja, não é? – ergueu um pouco o rosto, olhando para sua expressão culpada.


-Harry tem sido minha família a vida toda. Sinto muita felicidade em tê-lo por perto, mesmo que não seja uma longa visita – confessou.


-Por isso deseja que se case com Gina? – ela não notou quando sua mão começou a traçar círculos pequenos sobre seu umbigo, e então, mais acima, sentindo a pele máscula e os músculos, a pele quente e o coração se acelerar.


Rony suspirou, colocando um dos braços atrás da cabeça e Hermione se moveu para longe, fazendo-o ficar prematuramente alarmado. Ela apenas ascendeu à luz do lampião ao lado da cama, e voltou à posição anterior, inclusive com as caricias em seu peito.


Rony estava muito atraente, languido e relaxado e quem suspirou foi ela, se perguntando se deveria ser sempre assim a vida de casados. Essa intimidade toda!


-Acredito que é mais um meio egoísta de tentar trazê-lo para perto – confessou – Casando-se com Gina, tenho certeza que algumas vezes ao ano, terá que vir pessoalmente trazê-la para ver nossos pais.  Além claro, de ter certeza que o marido da minha irmã é o melhor homem possível!


-E ele e mesmo tudo isso? – perguntou sem maldade.


-Sim – ele disse olhando para seus olhos brilhantes e se perguntando por que tanto interesse em Harry – O que achou dele, Hermione?


-Parece-me igual a você  -ela respondeu e por um segundo ele ficou tenso – é sensível demais, com gestos delicados para um homem.


-E acha que sou assim?  -havia ironia em sua voz.


-Não pode negar que era assim quando chegou – ela lembrou-o, sem fugir ao seu olhar.


-Sim, e você era...exatamente como é agora  -ele mesmo riu, ao chegar a essa constatação. Hermione escondeu o rosto em seu peito e ele soube que era para não ser vista rindo de uma piada sua – O sangue de fazendeiro que há nas minhas veias falou mais alto, e sou, o que sempre fui, Hermione. Os nos em Londres me fizeram esquecer, apenas isso.


-Acha que será um grande casamento? – ela perguntou mudando de assunto.


-Bem, Gina acabou de chamar Harry de almofadinha afemininado, sendo assim, não sei se haverá casamento.  –ele informou e ela sorriu.


-Talvez Harry não se importe – ela disse mansa.


-Umas palavras feias não podem matar o interesse de um homem que sabe o que quer  -ele informou sério e ela corou.


-Acho que posso ter feito uma maldade com Ginerva – ela contou, sem poder conter a vontade incontrolável de dividir tudo com ele.


-que tipo de maldade? – ele ficou em alerta, não que suspeitasse de Hermione, mas ela não era propriamente uma santinha!


Ela abafou um risinho contra seu peito e Rony riu diante do som novo. Hermione dando risinhos? Seu coração estava disparado diante dessa nova mágica que descobrira em sua mulher!


-Gina insistiu para saber como era...aquela hora. – era um assunto difícil para Hermione tocar, sendo assim, tinha uma boa razão para que ela fizesse isso. – naturalmente, não lhe contaria!


-Não acha que ela deva saber? – ele estranhou.


-Não. Ela merece o susto – disse séria e ele sorriu entendendo. Gina cairia do pedestal no momento em que fosse colocada em uma cama, com seu marido sobre ela! Como acontecera com Hermione!


-E o que disse a ela então? – ele a juntou mais perto, sentindo o perfume de seus cabelos e deixando o braço vagar, contornando seu quadril e pousando a mão em sua coxa coberta pela camisola.


-disse que o casamento é consumado com um beijo de língua- disse isso séria e ele desabou no riso no instante seguinte as suas palavras.


-Não ria tão alto! Ela vai ouvir!-ela pediu dando-lhe um tapinha no peito e Rony segurou sua mão, junto ao peito.


-É uma mulher muito cruel, Hermione  -ele ainda ria – Admito que seja uma grande estratégia e lição!!! Desse modo, tenho certeza que não deixará Harry avançar o sinal!


-Se for do agrado de Gina,nada a fará desistir de Harry! – ela disse convicta.


-Porque não conta a ela a razão de terem se separado? Tenho certeza que Gina iria tratá-la melhor – ele disse vendo o quanto Hermione gostava de Gina.


-Acha que Gina viverá feliz em Londres?


A rapidez com que mudou de assunto o alertou sobre não forçá-la.


-Acredito que Gina será feliz em qualquer lugar onde estiver seu marido e sua família –ele disse diplomata, esperando que ela entendesse a indireta.


O silêncio foi sua resposta.


-Hermione? – ele chamou baixinho quando notou que ela estava quase adormecendo.


-Sim... – sussurrou em meio a um suspiro.


-Você é feliz ao meu lado?


Era um pergunta simples, mas ela não respondeu. Primeiro, porque estava quase dormindo, e não entendeu ou não ouviu  a pergunta e segundo, porque ele tinha certeza que jamais responderia isso!


Rony apagou o lampião, e respirou fundo, antes de tentar adormecer.


Era mais fácil dormir com Hermione em seus braços, pensou, antes de se entregar ao sono.


Era mais fácil esquecer os problemas, as preocupações com a fazenda, os pensamentos agitados com a chegada de Harry...era mais fácil desligar o mundo, quando estava em seus braços....


 


 


 


 


 


 


AUTORA: primeira vez que Hermione se rende. A paz finalmente se estabeleceu. E agora? É o fim da fic? Será? Hehehehe....


 


 


 


Beta: Que fofo super fofo, mega fofo, ta até escorrendo mel!!! Rsrsrs amei!!! Encantador!!!


 


Meninas, relaxem, acho q eu e a Marja nos damos bem pq nosso senso de humor é meio distorcido, além do senso de realidade, de bondade... Melhor parar aqui, pq acreditem ela tbm me maltrata muito, mas eu aprendi a lhe dar com ela, e podem ficar tranqüilas, vou me esforçar ao máximo pra acertar os capts que estão comigo e entregar a Marja pra ela postar e dar um adiantamento a ela, já estou trabalhando meu tempo pra isso, e obrigada pelo carinho, fico muito feliz de ver como vocês estão recebendo a fic, imaginem como eu fiquei quando a Marja me jogou isso tudo? Esperem, pois tem muito mais ainda, e o negócio vai esquentar, e muito!!! Bjos a todas!!!


 


 


 


 

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