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42. O CAVALHEIRO DE GESSO


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 42 – O CAVALHEIRO DE GESSO


 


 


 


 


 


Hermione estava de pé na varanda, esperando avistar ao longe quem seria a visita. Metade de Hermione pedia aos céus que não fossem Suzan e sua mãe, com o único intuito de perseguir e seduzir Rony, mas a outra metade, pedia que fosse, pois ao menos, conhecia os perigos que a visita lhe traria!


Havia levantado quando Gina avisara que alguém se aproximava. Imediatamente, mandara a cunhada para dentro do quarto e que se trancasse, enquanto Rony não voltava. O pequeno Duran havia chamado alguns empregados que esperavam na frente da casa, armados.


Podia ser exagero, mesmo assim, não estava pronta a baixar a guarda.


Custava-lhe muito ficar de pé, estava cansada, mas Juanita estava na cozinha com os filhos, e cuidando do almoço.


As porteiras foram abertas para a carruagem passar, e esta era sofisticada e luxuosa, toda em negro, com cavalos majestosos, animais belíssimos, e de linhagem impecável!


O cavalariço parou os cavalos, e o outro rapaz vestido com as melhores roupas que um empregado poderia usar, desceu e abriu a porta da carruagem.


A primeira coisa que Hermione viu, foi à bengala. Inútil, porém em sinal de status social. Ela foi colocada para fora, antes de um pé masculino, calçado em sapatos lustrosos. O resto do corpo o seguiu e um homem desceu, agradecendo ao rapaz com um movimento do chapéu, enquanto, se recompunha e olhava em volta.


Era jovem, vestia-se impecavelmente, num fraque caro, tinha na face um óculos redondo, que não escondia o brilho dos olhos verdes intensos, assim, como os mesmos óculos não poderiam ocultar o tom da pele,e os lábios que abriram um sorriso simpático ao avistar Hermione.


Ele tinha uma postura íntegra e sociável, e imediatamente, Hermione gostou do que viu. Como se gosta de um doce, sem nem mesmo prová-lo. Simpatia pura e simples.


-Senhorita – ele tirou o chapéu, aproximando-se, fato raro, pois os homens de poder normalmente eram apresentados por seus subalternos – Procuro por Rony Wesley  -ele disse com voz mansa, calma e serena.


-E a quem atribuo à visita?  -seu tom jocoso, ascendeu um brilho no olhar verde.


Ele abriu um belo sorriso, cordial, mas também divertido.


-Deve ser Hermione Granger – ele observou, analisando-a de uma forma agradável, pois ao contrário da maioria dos homens não lhe analisava as formas do corpo, mas sim, detalhes como a face altiva, a voz postula e a estatura mínima.


-Estou em desvantagem, pois não sei com quem falo – ela ironizou, deixando claro que não retribuiria sua simpatia, por mais que lhe fosse difícil.


-Um amigo, Srta.Granger. Um amigo – ele dirigiu-lhe outro sorriso, estendendo a mão em sua direção – Permita que me apresente como se deve?


Hermione negou, um olhar irredutível.


-Estou ouvindo claramente o que diz, pode apresentar-se daí mesmo onde está!


-Pois vejo meu amigo não mentiu em sua descrição – ele disse a si mesmo, deliciado com a constatação – Estou aqui a contive de Rony. Chamo-me Harry Potter.


-É mesmo? – ela não ficou surpresa, pois  sabia dessa visita.


-Me convida a entrar, Srta.Granger? Foi uma longa viagem – ele era tão simpático que doía.


Mas Hermione não se deixava abater por simpatia. Não mesmo!


-Rony não deve demorar a voltar, Sr.Potter.


Com essas palavras virou-se para um dos empregados e disse em alto e bom som:


-Mantenha o Sr.Potter sobre suas vistas.  E me avise quando seu patrão voltar!


O empregado pareceu querer argumentar sobre deixar um homem daquela posição e estirpe na rua, e no sol, mas se calou. Não seria ele a ousar contrariar Hermione. Não mesmo! Já ouvira o bastante sobre sua precisão com armas para se dar a esse luxo!


Harry ficou boquiaberto quando a porta se fechou e os dois empregados o encaminharam para fora da propriedade.


Finalmente dava razão às cartas de Rony!


E não é que seu amigo arrumara  sarna para se coçar??? 


 


 


 


 


 


 


Rony avistou a carruagem do outro lado da porteira. Estava aberta, e um homem estava de pé, perto dos cavalos, descomposto.


Havia tirado o fraque, aberto a camisa impecavelmente branca, e dobrara as mangas, além de tirar os sapatos e as meias. Ele se abanava com o chapéu e a bengala que era usada para comprovar seu status social jazia esquecida no chão quente. Ele suava tanto que seus óculos estavam embaçados.


Com breve olhar e notou seus homens guardando a entrada da porteira. Não era preciso ser gênio para saber que Harry havia conhecido a hospitalidade de Hermione!


A alegria de ver seu grande amigo Harry foi maior que sua irritação pelo comportamento mal educado da esposa e ele avançou, exigindo mais do cavalo.


Ao ouvir o trote, Harry virou-se para ver quem era e alivio o percorreu ao ver Rony.


Estava quase se convencendo que morreria sob aquele sol escaldante! Sentia sede. Sentia a pele ardente. Estava perto de ter um desmaio.


Céus, não era homem de verdade, era uma mocinha reclamando do calor! Um homem só percebe o quanto é acostumado à boa vida, quando se vê diante da vida rústica e ele estava a apenas um dia naquele lugar  e já tinha a sensação de ter entrado num universo paralelo!


Rony desceu do cavalo e entregou-o a um dos empregados dando ordens para que abrissem a porteira e ajudassem com a carruagem.


-Harry!  -ele disse ao ver seu amigo completamente descomposto – Uma visão que vale uma vida!


-Não ria meu amigo, sua noiva é o demônio!  -ele,gritou de volta, aproximando-se para um abraço de irmãos.


-Noiva não! Esposa! – disse ao soltarem-se, a despeito do olhar chocado de Harry – Não recebeu minha ultima carta?


-Deixei Londres há dois meses – ele contou, sorrindo – tive compromissos a resolver antes da viagem para cá! Uma pena, ou teria trazido um presente de casamento!


-Sua presença é um presente – Rony disse com sinceridade- Vamos entrar, não esta acostumado a esse calor!


-Tem certeza que não levarei um tiro? – ele perguntou um pouco incerto.


-Nem mesmo eu tenho essa certeza, amigo – ele respondeu, e atrás da brincadeira havia um traço de verdade. – Vamos entrar, quero lhe apresentar Hermione!


-Não seria melhor pularmos essa parte? – havia um tom de horror em sua voz.


-Não tire conclusões antes de ver aqueles olhos castanhos, Harry. Eles farão gato e sapato de você, assim como acontece comigo – ele garantiu, conduzindo-o para a casa – Hermione é um rocha. Nunca a subestime. 


-Não sei se essa é uma grande qualidade em uma mulher  - ele ficou um pouco em duvida, encarando o amigo – não era esse o seu tipo de mulher!


-Não, não era, o que prova, que não conhecia as coisas boas da vida!


Harry procurou em sua face algum traço de piada, supondo que o amigo estava completamente louco!


-Terá o sol fritado seus miolos?  -ele questionou indignado.


-Não, mas terá essa sensação ao ver minha irmã –ele avisou,ao que Harry estacou no chão, a metros da casa.


-Seu convite foi apenas uma estratégia de alcotiveiro?


Rony olhou para ele sem compreender sua expressão séria.


-Sim, foi.  –ele concordou – É minha irmã. Quero o melhor para ela. É meu amigo, e quero o melhor para você. Vê maldade nisso? – foi sincero, como aliás, sempre fora com Harry.


-Não – concordou, menos tenso – Sabe que não sou propriamente entusiasmado com a idéia do casamento! – avisou.


-Isso porque ainda não conhece Gina – ele disse tão seguro que os olhos de Harry brilharam.


Os dois seguiram, e desfeito o desconforto, Rony abriu-lhe a porta e esperou que entrasse.


A casa era simples, mas Rony pretendia melhorar. Agora que tinham reformado o segundo andar, faltavam móveis, mas espaço sobrava.


-Sente-se  -ele indicou e Harry  não se fez de rogado, atirando-se ao sofá.


O calor o deixara vermelho e suado, e tudo que podia querer era água. Água cristalina. Que aplacasse aquela fogueira que queimava suas entranhas.


-Juanita, traga algo gelado – Rony pediu quando a mulher surgiu curiosa, analisando o estranho – e traga Hermione também.


-Devo chamar sua irmã? -ela perguntou com um tom de maldade na voz que não passou desapercebido.


Rony achou melhor sorrir e disfarçar antes que Harry percebesse o mal estar entre as mulheres daquela casa, parte tocado do gênio explosivo e petulante de sua irmã!


-Sim, peça a Gina para acompanhar Hermione, ela não deve fazer esforços em demasia enquanto não se recuperar totalmente!


Juanita deu de ombros, pois sabia muito bem de suas intenções casamenteiras. Por ela tudo bem, desde que ficasse livre daquela  menina mimada e gritona!


Harry ainda lamentava o calor, relativamente recomposto, visto que abotoara a camisa e arrumara as mangas, para não parecer que desrespeitava as mulheres daquela casa, quando as duas surgiram.


A primeira delas, conhecia, era Hermione. Ela andava com a postura de quem manda, e não pede favores.  Queixo altivo, pescoço reto, olhar firme. Para Harry que conhecia um pouco da alma humana, era possível ver doçura no fundo daquelas pupilas castanhas. E notou que Rony tinha razão, aquela pequenina mulher podia fazer gato e sapato de um homem, e nem mesmo dar valor a isso!


Tinha a face bonita, o corpo perfeito, e os cabelos, muito delicados e suaves, longos o bastante para fazer um homem perder-se em fantasias sobre tê-lo em volta de si numa noite de amor. Mas esses pensamentos não tinham lugar em sua mente, não com  o olhar de encanto do amigo bem ao seu lado.


Rony admirou  o vestido, pois era a primeira vez que vestia um dos vestidos e justamente no dia em que quase voltaram a fazer amor. Isso só podia ser um sinal.  Um sinal, que Hermione não o detestava tanto assim!


Levando em conta o grande silêncio estabelecido, Rony aproximou-se e apanhou a mão de Hermione, trazendo-a mais próxima.


-Hermione, esse é meu grande amigo, Harry. Falei sobre ele dezenas de vezes, e agora, ele está aqui para nos visitar e nos agradar com sua presença numa estadia, que espero, seja longa!  - como ela analisou Harry mas não teceu comentários, ele disse contendo um palavrão, visto que passava vergonha por sua causa – Diga a Harry do imenso prazer que é tê-lo em nossa casa, Hermione, ou ele sentira que não é bem vindo.


Era um desafio e Hermione olhou para ele como quem espera que um raio despenque do céu diretamente para a cabeça ruiva.


-É um grande prazer tê-lo em nossa casa  -ela disse azeda e falsa, e aos ouvidos de Harry soou como um convite a se retirar.


Era melhor ter esbravejado, pensou Rony, suspirando.


Hermione estava mal humorada e se conhecia uma mulher, como sabia ser capaz de ler o corpo feminino, esse mau humor se devia a paixão recolhida e não consumada daquela manhã. Apenas por isso sorrir e relevou seu ataque de  cinismo!


-E é um prazer conhecê-la, Sra.Wesley – ele cumprimentou a distância, visto não parecer ter interesse em uma aproximação.


-Está é minha irmã – Rony estendeu a mão para a jovem que estava escondida atrás de Hermione e que Harry não notara ante o ataque feroz de rejeição de Hermione.


Harry contemplou a mão delicada que Rony segurava e então seguiu observando o braço, os ombros, o colo, onde um decote sóbrio permitia ver os cálices de seus seios brancos como leite. A pele era lindamente viva, ressaltada pelo tecido rosa do vestido. A cintura era fina, nem tanto, comparada a de Hermione, mas as duas não tinham um físico parecido.


A irmã de Rony tinha carnes em todas as partes. Seios fartos, quadris redondos. Perfeita, como deveria ser uma mulher para ter seus filhos e cativá-lo para uma vida toda!


Mas esse corpo, poderia ser como de tantas outras, pensou, olhando para o rosto da moça e imaginando que como sempre, perderia o interesse tão logo visse o rosado forçado das faces, e os lábios em um sorriso afoito em agradar.


Mas não encontrou nada disso. O rosto da jovem era expressivo e redondo, com olhos azuis claros e profundos, as bochechas eram coradas, mas não pelo encanto juvenil, mas sim, de fúria contida. Esse corado avermelhava seu pescoço e a tornava um tomate incandescente!


E ela sabia disso, tanto que soltou a mão do irmão e afastou o olhar. Harry se perguntou se teria dito algo para ofender a moça,mas esse pensamento não perdurou, visto que não pensava direito não com a visão de seus lábios úmidos e cheios, pedindo por um beijo.


A jovem era um anjo, pensou, decidido a exigir que Rony arrumasse um padre naquele momento, para que pudesse cumprir suas obrigações e arrastá-la o mais rápido possível para a primeira cama que encontrasse!


-Harry – havia um tom de aviso na voz de Rony, e Harry afastou o olhar a contra gosto, entendendo que Rony não poderia permitir tal olhar de um homem para sua virginal irmã.


Pensar nisso, só aumentou o furor em seu sangue e Rony pôs-se a frente da irmã.


-Ginerva, quero que conheça Harry Potter.


Os olhos da jovem o fitaram por breves segundos, com acusação e ele ficou confuso.


-É um prazer verdadeiro conhecê-la, Srta.Wesley – ele apressou-se apanhar sua mão para um beijo.


-Igualmente, Sr.Potter. – a voz doce, o fez erguer os olhos de seus dedos e sorrir.


Era claro, ouviria aquela voz pelo resto de sua vida, em seu ouvido, ao acordar! Olhou para Rony e soube pelo sorriso do amigo, que já esperava por isso.


Claro, Rony era conhecedor das mulheres, e sabia avaliar uma pedra preciosa quando a tinha em mãos, e naquele momento, tinha duas em suas mãos!


Água e vinho, Hermione e Ginerva.


-Me chame de Gina  -ela disse ao amansar a expressão, respirando fundo.


Fora um verdadeiro choque, encontrar o alvo de sua paixão platônica, desvelando-se em olhares e sorrisos para sua cunhada, sem nem mesmo notá-la! Sentira o mundo ruir ao seu redor, levando com ele seus sonhos!


Isso, até notar algo em seu olhar. Oh, ele era tão mais perfeito que em seus sonhos!


-Me chame de Gina – Rony imitou sussurrando ao ouvido de Hermione que se arrepiou. Ele imitava o jeito derretido da irmã e Hermione olhou para ele com falsa repreensão.


-Vou buscar refrescos – ela disse notando que cedia, e se afastando dele.


-Hermione- Rony segurou em seu braço, com um olhar de quem implora – Harry é meu amigo.- era um pedido para que fosse educada e o tratasse bem, não desmerecesse e o fizesse passar vergonha.


-Sei disso – respondeu baixo, no mesmo tom que ele – no entanto, não é nada meu, e não o quero aqui!


-Já falamos sobre isso! – ele elevou a voz, mas  nem Harry e nem Gina notaram entretidos um com outro.


-Você falou. Eu apenas ouvi.


Sim, ela tinha razão.


Rony deixou-a ir e olhou para o amigo e a irmã.


Sentiu uma pontinha de inveja de Harry, por ter a possibilidade de casar-se com uma mulher que o amaria.


 


 


 


 


Autora: taí, o Harry finalmente deu as caras. E com ele outros probleminhas....hehe...virão.


Meninas, não posso pegar outra beta, tenho medo da Mi, ela me acha e me esfola viva! Ela vai voltar daqui a alguns dias, por isso vou me esforçar para não atrasar capítulos.


Vocês não tem idéia ‘da meda’ que deram nela. Tadinha, acha que vai ser substituída. Ta que nem marido traído! Hehe...


Mi, relaxa. Eu gosto de sofrer, por isso não vou te trocar por nenhum modelo de beta mais moderno e disponível, ok? Pode dormir tranqüila. Quando voltar seu lugar estará guardadinho!!!! Hehe...


 cap dia 13/12.


Beijos

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