Algumas brigas vem ...
Uma sonserina e um grifinório!!!! Essa era a fofoca do ano em Hogwarts. Ninguém poderia imaginar que isso pudesse acontecer, ainda por cima com Harry Potter. E eles estavam felizes e era isso que importava para eles e seus amigos, quer dizer, quase todos os amigos. Gina parecia se importar demais. Tinha se afastado do quarteto, andava mais sozinha e não era vista com tanta freqüência. Hermione sabia que a amiga sofria com o novo casal. Já haviam conversado sobre Liane e Harry durante as férias e durante a semana do grande acontecimento. Ela estava sofrendo por Harry tê-la trocado tão rápido e não ter respeitado os sentimentos dela. Ela queria esquecê-lo, mas Harry havia sido seu primeiro amor.
Fim de tarde, fim das aulas. O quarteto saia para os jardins de Hogwarts para conversar tentar descansar das aulas puxadas do dia. Eric estava também com o grupo. Fora bem aceito, principalmente pelo jeito de Liane tratá-lo e a confiança que depositava nele. Harry chamou Gina para ficar com eles:
-Vem Gina, nós vamos para o lago dar uma descansada, vem com a gente! – Chamou Harry.
-Anda mana, vamos logo para aproveitar o pôr do sol, vem! – chamava Ron, quase empurrando todo mundo.
-Vem Gina. – disse Liane.
Mione olhou para Gina que fez cara de poucos amigos. Sabia que ela queria distância do grupo por um tempo
-Vá lá, Eric, puxe a Gina para ficar conosco. – disse Liane.
-Mas não é pra tirar casquinha da minha irmã não, viu! – falou Ron num tom de ameaça.
- É melhor eu não ir, não quero atrapalhar os casaizinhos – disse Gina ironicamente.
-Mas o Eric tá junto e ele não tem namorada, que eu saiba! – disse Harry quase que de sopetão, não percebendo o tom de Gina.
Liane e Mione quase quiseram socar Harry pelo que ele havia dito.
-Não, eu não preciso de você pra escolher um novo pretendente pra mim não, Harry. Eu posso muito bem encontrar um pra mim sozinha, viu. Agora se me dão licença, eu tenho mais o que fazer da minha vida do que fica aqui servindo de amostra pra vocês, Adeus. – e saiu andando rápido, quase correndo e batendo os pés. Não queria chorar na frente de todos, muito menos na frente de Harry.
-Gina, peraí, ninguém... – Mione tentou melhorar a situação mas sua amiga não quis nem ouvir. Ela ia sair correndo atrás de Gina quando foi impedida por Eric.
-Mione, deixa que eu vou, depois eu falo com vocês. - Eric saiu correndo atrás dela, não dando nem tempo de Ron pensar em algo pra falar.
Havia se quebrado o clima de sair para o lago, então Ron e Mione foram em direção ao salão comunal da Grifinória e Harry e Liane em direção a biblioteca. Eric tentou alcançar Gina, mas ela foi direto para a colina, onde ficava a casa de Hagrid. Parou perto de uma pedra, e ficou a olhar a paisagem. Eric se aproximou devagar, não queria assustá-la nem causar qualquer recusa de sua presença naquele momento.
-Por que eles têm que ser assim tão chatos, tão estúpidos. Será que não deu pra perceber que eu sofro com aqueles dois juntos, poxa, eu ainda gosto do Harry e ele parece nem se importar com isso! Até meu irmão fica defendendo os dois! – disse Gina quase chorando.
-Eu não sei você, mas não gosto de pegação pra todo mundo ver, e nem amostras de amor em publico, prefiro essas coisas a sós - disse Eric, chegando próximo a Gina e olhando pro infinito.
-O que faz aqui? – questionou surpresa.
-Vim me certificar de que você não vai ser suicidar pelo Potter. Ele não merece o sacrifício de ninguém, ainda. – disse Eric com um soar cínico, sem olhar para Gina.
- Pensei que gostasse dos dois.
-Gosto da Liane, mas dele, sei lá, é uma pessoa sem graça.
-Por que veio atrás de mim?
-Já te disse, Weasley, não tem outra coisa pra perguntar?
Fez-se um silêncio, onde se podia ouvir a respiração de ambos, se recuperando da correria anterior.
-Queria não me importar com eles, mas me importo. Acho que você não sabe, mas eu namorei o Harry ano passado, mas ele quis se afastar pra eu não correr riscos por causa de você-sabe-quem. Pra não ser mais um alvo. Só que as coisas foram se esfriando até o dia em que Liane apareceu, no casamento do meu irmão, ai, tudo foi pelos ares.
Ela começou uma choradeira e ele sem muita paciência, pegou-a pelos ombros, calando a boca dela com um beijo. E que beijo. Ele parecia que não queria mais soltá-la. Ela parecia que não sabia o que fazer. Deixou-se levar, até que Eric começou a parar o beijo e se afasta dela. Eles abriram os olhos e acharam um o olhar do outro. Os olhos de Gina mostravam surpresa e confusão. Mas o olhar de Eric era de contentação, de prazer. Foi nesse olhar que Gina se achou, nos braços de alguém que ela nunca havia parado pra conhecer e conversar direito antes e que naquele momento, ela gostaria de não se afastar mais. Eric continuou a olhar ela se afastar dele e sair correndo, como se quisesse fugir dele também.
-Maldição, Weasley! – falava somente pra ele mesmo escutar. – você não vai mexer comigo não. Ah, não vai mesmo. Não desse jeito.
Na biblioteca, Harry e Liane buscam algumas informações sobre o anel de Harry e as marcas de Harry e Liane. Não tinham a intenção de ficar muito, pois já estava quase na hora do jantar e tinham muitas lições ainda para fazerem. Harry começou a não se sentir muito bem, mas não quis contar nada, pensou que poderia ser passageiro, e que logo ficaria bem. Acharam um livro que falava sobre histórias antigas e mitos esquecidos. Folheando as páginas, Harry achou um desenho, muito parecido com o do se anel e viu outros muitos parecidos com o vale das águas, o quadro que havia no quarto de seus pais, em Godric's Hollow. Imediatamente ao reconhecer aquelas gravuras, os olhos de Harry começaram a embaçar, sua tontura aumentou, não levou muito tempo para cair ao chão. A última coisa que escutou foi o grito de Liane e sua voz o chamando.
Ao abrir os olhos Harry percebeu que estava em algum local diferente, que não poderia ser o castelo de Hogwarts. Era extremamente cheio de plantas, e que estava deitado em um divã. Não usava mais o seu uniforme, mas sim roupas leves e frescas, e que estava sem seus óculos. Levantou, mas não viu ninguém por perto, nem Liane, estava só. Foi andando em direção a uma escada, parecia que se encontrava em uma floresta, pois a escada descia em volta de um tronco grande de uma árvore. Era realmente um belo local. Podia sentir a suavidade da brisa passando por seu corpo, podia escutar os sibilos dos animais escondidos, podia escutar o cair das águas. No fim da escada pode perceber que todo o chão era forrado com a grama tão verde que jamais havia visto em toda sua vida, parecia que não era real. Olhando por toda a paisagem pode perceber que uma pessoa andava em direção a uma colina e decidiu ir atrás.
Enquanto chegava perto pode perceber que era uma mulher, tentou chamar sua atenção, mas sua voz não fazia qualquer ruído audível. Andou mais rápido e pode ver a mulher parando na ponta da colina. Era um final de tarde e a lua cheia começava a brilhar, nascendo entre as rochas e as árvores. Aquele local era de uma beleza arrasadora, que deixava o próprio Harry embasbacado. Quando a mulher se virou, o coração de Harry quase saiu pela boca. Era Liane, mais bela do que ele jamais sonhara que ela poderia ser. Estava com os cabelos negros soltos, em forma de cachos, sua roupa parecia extremamente branca, como sua pele. Usava uma blusa branca de alças finas e uma saia branca que arrastava ao chão. Ela o olhou e sorriu, esticando sua mão. Harry a aceitou e ando em direção a Liane, ainda surpreso. Queria saber onde estava e o que era tudo aquilo. Pode perceber que na mão de Liane repousava um anel, que era idêntico a uma das alianças de seus pais. Olhou para suas próprias mãos e viu o mesmo anel em seu dedo, além do anel em forma de dragão, o qual brilhava sutilmente. Estava mais confuso que antes. Mas quando ia perguntar algo a Liane um revoar de asas os alcançou assustando Harry que foi ao chão. Era um imenso dragão vermelho que voava sobre suas cabeças. Pode escutar a voz de Liane, que permanecera de pé.
-Harry, não tenha medo! Venha! – disse numa voz suave e doce.
Harry começou a sentisse mal novamente, tentava falar mais não saia um único som de sua boca. Tudo começava rodar. Mas pode escutar outra voz o chamando.
-O anel encontrou o seu Senhor, aquele que tem o dom de Merlin, seu próprio sangue, o chama. O mal agora poderá se banido novamente. Eis o seu novo servo. Seja bem vindo a Avalon, filho de Merlin.
Tudo girava, não conseguia mais ver Liane, nem o dragão, nem a floresta, nem nada. Tudo agora era só silêncio. Acordou em uma das camas da enfermaria, e já era tarde da noite, pois não escutava nem um piu de nada, estava tudo escuro, e aparentemente só havia ele naquele lugar. Com um pouco de dificuldade voltou a dormir.
Harry voltou no outro dia para as aulas. Madame Pomfrey o havia liberado pois não havia encontrado nada demais em seus exames, parecia tudo bem com Harry. Para ela havia sido somente um desmaio por falta de açúcar no sangue, e por isso não necessitava ficar mais tempo na enfermaria. Depois das aulas do dia, Harry reuniu seus colegas, Ron, Mione e Liane, para contar o que havia acontecido com ele na biblioteca.
-E ai, Harry, como você está? – sussurrou Mione
-Ficamos preocupados quando Liane nos contou o que houve - disse Ron.
-Eu pensei que tinha sido a cicatriz novamente e sai correndo pra pedir ajuda – disse Liane um pouco apreensiva
-Não se preocupem, eu estou bem, e não foi nada com Voldemort – todos olharam estranho para Harry. – Foi outra coisa que eu ainda não entendi.
-Fala logo o que foi, cara. Pra você passar mal de novo a coisa não foi boa, não é? – questionou Ron
-Aqui e assim – olhando para todo o salão – não dá pra falar coisa alguma, sempre vai ter alguém pra tentar escutar o que conversamos. Vamos marcar na sala secreta, deixe-me ver, hum, às 22:00 horas tá bom pra todo mundo? - Questionou a todos, buscando uma confirmação.
-Harry, eu tenho uma reunião com a professora Minerva, digo, com a diretora Minerva às 21:00 horas, talvez eu me atrase. – disse Mione um pouco desconcertada
-Você sabe se é alguma coisa sobre a gente? – questionou Liane
-Acho que não, senão todos teriam sido chamados. Acho que deve ser alguma coisa sobre a monitoria. Não tem sido fácil ser a monitora-chefe, isso cansa. – disse Mione terminando com um suspiro
-Tá certo Mi. Nós nos encontramos então depois das dez, na sala secreta. – disse Harry.
Os quatro então se levantaram e foram em direção ao salão para o jantar. Quinze para as nove da noite, Hermione se dirigia para as Gárgulas que davam acesso à Sala da Diretora.
-Pingo de mel - disse a senha.
Hermione se encaminhou às escadas que davam direto na porta da diretora. Fazia muito tempo que não pisava naquele escritório. Aquilo a fazia ter lembranças, doces lembranças de seu antigo dono. Bateu na porte e recebeu permissão para entrar. A diretora estava sentada em uma mesa com grande quantidade de papeis. A sala havia mudado um pouco. Algumas peças não estavam mais ali. Lembrava ainda um pouco com a antiga sala de Dumbledore, as coisas estavam mais arrumadas e mais femininas, pois se via também algumas flores espalhadas pelo recinto.
-Entre e fique a vontade, srta Granger, já vou atendê-la. – disse Minerva sem tirar os olhos dos papéis que mexia.
Hermione andou até uma das cadeiras a frente da mesa onde estava a diretora, mas ficou a olhar toda a sala, até que avistou um quadro, que continha apenas uma cadeira e uma escrivaninha, não havia mais nada. Lembrou-se que poderia ser o quadro do antigo diretor, mas achava estranho não o vê-lo ali. Sendo tirada do seu devaneio, escutou a voz de Minerva a chamá-la.
-Srta Granger, por Merlin, preste atenção. Preciso resolver um assunto neste momento e preciso conversar com a Srta ainda hoje, por isso, peço que me aguarde aqui até o meu retorno, que espero, que não seja demorado. Quando eu voltar conversaremos. De acordo Srta? – questionou Minerva com um olhar de preocupação.
-Claro senhora diretora. Eu a espero aqui. – Disse Mione sem pestanejar.
-Então, até a volta. – e saiu, deixando uma Hermione apreensiva olhando tudo á sua volta. Resolveu então, já que estava sozinha, ficar andando pela sala, observar os livros das estantes, ver alguma coisa que não conhecia. No seu perambular escutou uma voz conhecida a chamando.
-Quanto tempo Srta Granger. Que bom vê-la por aqui!
Hermione ficou aflita. Seu coração disparou. Reconheceria aquela voz em qualquer lugar. Olhou para os lados, virou de costa e, nada. Não havia ninguém mais naquela sala. Novamente a voz apareceu.
-Pensei que saberia onde me achar com mais eficiência Srta.
Hermione olhou em direção a voz. Seus olhos encontraram a mesma moldura na parede com a cadeira e a escrivaninha, só que havia uma pessoa ali, seu antigo diretor, Alvo Dumbledore.
- Muito bem, Srta, o que veio fazer aqui? Não me diga que a garota mais inteligente de Hogwarts cometeu uma infração grave para parar na diretoria á essa hora da noite? – questionou Dumbledore.
- Não, Professor, não fiz nada. Pelo menos é o que acho. A diretora Minerva me chamou para conversar sobre alguma coisa importante, que ainda não sei o que! O senhor está sabendo de alguma coisa?
-Acho que sei o que Minerva vai falar. Mas não se preocupe. Existem coisas mais preocupantes no momento do que a sua falta de atenção, que se bem a conheço, será resolvido dentro de alguns dias, estou certo?
Hermione então percebeu que estava mesmo sendo analisada e bem observada pelos professores e que seus problemas não passaram despercebidos. Mas como disse Dumbledore, e ele parecia a conhecer bem, estaria tudo resolvido rapidamente.
-Acho que sim, professor.
Então Hermione se lembrou que ali estava a memória mais recente do ex-diretor de Hogwarts, um dos bruxos mais respeitados do Mundo. Ali poderia matar toda sua curiosidade sobre diversos assuntos, sendo um deles as Horcruxes. Quando ia questioná-lo Dumbledore passou a frente.
- Srta, você poderia fazer um favor para mim, antes que Minerva chegue?
-Claro, se estiver ao meu alcance!
- Vá até aquele armário e passe sua mão por sobre os espelhos, por favor.
Ao passo que Hermione o fez, duas portas do espelho se abriram e mostraram um recipiente parecido com uma pequena fonte, onde continha um líquido transparente.
-Professor, não me diga que isso é uma...
-Sim, Srta, isso é uma penseira, e uma das mais antigas que conheço, minha jovem. E preciso que pegue o vaso pequeno de tampa verde e o despeje dentro da penseira para mim, por favor.
-Esse? – perguntou mostrando um frasco transparente de tampa esverdeada.
- Sim.
Hermione o despejou na penseira, que logo depois começou a formar uma espécie de rosto, que, aos poucos dava a forma de um dos rostos mais procurados do momento, o rosto de Severus Prince Snape. Hermione não acreditava que ali estava uma lembrança sobre Snape, e não se contendo aproximou-se mais da penseira. No instante seguinte, Hermione estava em uma sala pouco iluminada, não estava mais na sala da direção, estava revivendo aquela memória.
N/A:Fala galera!! Espero que tenham gostado de mais esse cap. Pois deu um trabalhinho pra deixar entendível. Pois bem mais um mistério pra minha coleção! Ehehehe. Beijos pra todos e não esqueçam de comentar a fic (falando bem ou mal), estou sentindo falta disso.
Ca, valeu pelos coments, brigado pela motivação.
Outra coisa, o local do pensamento de Harry foi baseando no sonho que Aragorn com Arwen em senhor dos anéis.
Outra agradeço a minha new beta Ci, que agora vai me ajudar nessa nova jornada. Brigadão moçinha!!!!
Em breve a capa da fic!
N/B: Oi gente!!!
Bom eu sou a nova Beta, então a partir desse capitulo irei estar revisando-os.
Se tiverem alguma duvida, critica, ou elogio, deixem um comentário, Ok?
Beijos^^
P.S: Se tiver algum erro podem me avisar meu Msn é : ciliabh@hotmail.com
Pra dar água na boca, uma parte do próximo cap.:
“O Professor não agüentou vê-la naquele estado. Estava totalmente indefesa, ele não suportaria vê-la assim. Agachou-se próximo a menina e a abraçou. Mione viu ali a compreensão e o abraçou de volta. Deixou suas lágrimas descerem sem medo. Não sabia o por que de chorar daquele jeito, mas agradecia por ele estar ali com ela. A solidão naquele momento a machucaria ainda mais. E assim ficaram até ambos dormirem abraçados e sentados no chão.”
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