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21. O Feitiço da União


Fic: O Despertar do Arcana Spiritum


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Era Dia das Bruxas e todos estavam a mil com os preparativos do baile que ocorreria à noite, todos se arrumando e preparando pro baile, preocupados em agradar seus pares, todos com exceção de Harry, que depois de passar o dia voando em sua vassoura, havia se arrumado tranqüilamente e iria sozinho, obrigado pelo diretor que o intimou a ir.


-E aí cara, como eu estou? –Rony pergunta ao amigo, que o observa atentamente, Rony aparentava elegância, usava um terno em um tom marrom, escuro e discreto, a blusa clara contrastava com a gravata cor de bronze, seus cabelos estavam penteados para traz, perfeitamente alinhados e seguros por algum produto. Sorria de lado esperando a resposta do amigo, parecia ansioso.


-Acho que a Sara vai gostar, você já vai buscá-la? –pergunta normalmente, sem conseguir disfarçar que não estava empolgado com o baile.


-Não, nós vamos nos encontrar no hall de entrada, estou só esperando a Gina. –Rony fala olhando as escadas que davam pro dormitório feminino.


-Então não precisa mais esperar! –Gina fala descendo as escadas, ela estava exuberante em um vestido preto de mangas compridas, justas aos braços modelados , um decote moderadamente revelador abria-se em “V” na frente do vestido, que vinha justo a seu corpo até a cintura e alargava-se em um rodado godê até os joelhos, o tecido leve da saia mexia-se ao menor dos movimentos, brilhando vagamente, ao contrario da cor fosca da parte de cima. Usava brincos de prata eram compridos, dispensando assim o uso de algum cordão, seu cabelo estava preso em um coque alto, e a maquiagem escura nos olhos puxava a atenção para eles, sem, no entanto diminuir o brilho dos lábios convidativos.


-Está linda! –falam em uníssono e oferecem o braço a ela que aceita, os dois.


Os três descem juntos, e no hall de entrada encontram seus pares.


-Obrigado por trazerem minha Deusa em segurança! –Um rapaz de cabelos negros e olhos castanhos esverdeados, vestindo um terno azul marinho, a camisa branca estava com os dois primeiros botões abertos, ele parecia confortável sem a gravata, sorria radiante para a namorada, completamente animado com a noite que estava por vir, esperava Gina ao lado de Sara.


-Que isso Dan, eu sei me defender! –fala bem humorada e dando um selinho no namorado.


-Você também está deslumbrante minha linda! –Rony fala charmosamente a Sara que sorri e lhe dá um selinho.


-Já que estão todos bem, vamos? –Harry pergunta, claramente, desconfortável.


Todos concordam e entram no salão principal, pomposamente decorado. Sentam-se com Neville e sua acompanhante, que também era da Lufa-Lufa como Daniel, ela era ruiva e tinha os olhos cor de mel. Após Dumbledore fazer um longo discurso sobre a importância do Dia das Bruxas, a música começa a tocar e a pista é tomada pelos casais.


Depois de duas horas onde todas as garotas desacompanhadas tentaram, em vão, dançar com Harry, este estava sozinho na mesa, ouvindo uma música lenta, extremamente romântica e lembrava de Hermione. Harry olhava seu copo e girava em suas mãos, fazendo o líquido produzir pequenas ondas, que traziam a imagem do sorriso de sua amada, como se a cada pequena onda a lembrança de um momento especial lhe tomasse a mente, Hermione sorrindo ao vê-lo, ao ouvir algo engraçado, ao receber cócegas, depois de ser beijada por ele ou receber seu carinho. Uma onda de burburinhos se espalha e a música pára chamando a atenção do rapaz, que se vira pra porta, lugar pra onde todos olhavam e seu queixo cai. Harry sente seu ar faltar, suas pernas fraquejarem, seu corpo estremecer, sua boca fica seca e seus músculos em pane ao ver uma linda morena no esplendido vestido branco. Por mais que tentasse raciocinar, não conseguia articular nenhum pensamento coerente, aquela imagem brilhava em sua direção, como uma aparição, como um anjo branco iluminando sua vida. Ela, delicadamente tirou a grossa echarpe branca, de sobre os ombros, revelando o vestido tomara-que-caia, ajustado ao seu corpo, até a cintura, onde se abria em uma grande saia rodada, que alcançava o chão, na barra da saia, haviam pequenas flores bordadas, rosas, azuis, amarelas, claras e discretas, apenas um detalhe no lindo vestido. Um belo cordão de ouro pendia sobre o colo, um pingente de diamantes refletia a luz e chamava atenção, os brincos pequenos sumiam sob os cabelos soltos, que balançavam suavemente a cada passo, cachos grossos e definidos brincando contra sua pele, a maquiagem clara, suave, só evidenciava sua real beleza, os lábios brilhavam contra a luz, tanto quando os diamantes de seu colar. Harry observava toda a sua leveza ao entrar e passar sorrindo pelo corredor formado por todos no salão. Harry pareceu acordar e foi sorrindo até a mulher de sua vida, e antes que ela pudesse dizer qualquer coisa lhe beija apaixonadamente, como se o mundo estivesse pra acabar. Todos batem palmas, emocionados, e Dumbledore faz um sinal pra música voltar a tocar.


Harry e Hermione, depois do longo beijo, começam a dançar com os verdes fixos no castanho, dizendo naquela troca de olhares o quanto eram importantes um pro outro, e o quanto tinham sofrido pra poderem se reencontrar. Após dançarem por uma hora, Hermione o leva pra mesa de bebidas e de comida, onde ficam por cerca de meia hora, até Hermione, discretamente, puxá-lo pra fora pela porta que fica atrás de onde geralmente está a mesa dos professores.


Eles sobem até o sétimo andar e passam por corredores que Harry não conhecia, até chegarem em frente há uma parede, aparentemente normal, mas quando Hermione a toca com sua varinha e sussurra algo inaudível, uma porta aparece e a garota o guia pra dentro da “sala secreta”.


-Uau! –Harry exclama ao ver um quarto , onde o chão estava coberto por pétalas de rosas brancas e vermelhas, que eram iluminadas por dezenas de velas, que formavam um círculo em torno de um colchão de casal, posto no meio do quarto. O teto estava encantado como o salão principal e mostrava uma noite sem nuvens e iluminada por várias estrelas e uma bela lua nova, o que dava um toque especial ao lugar, propositalmente, iluminado de modo a deixá-los ver apenas o essencial -É incrível! –fala se voltando pra ela que parecia aflita.


-Eu queria fazer algo especial, pra essa noite tão importante. –fala com um pouco de dificuldade e sem conseguir olhar pra ele.


-Só o fato de você estar aqui, já torna tudo especial. –ele fala sorrindo amavelmente, e fazendo-a olhá-lo nos olhos. –Mas você sabe que eu esperaria o tempo que fosse preciso, não sabe? –pergunta de forma doce e compreensiva, fazendo-a se sentir mais confiante, coisa que demonstra sorrindo apertando a mão esquerda dele, puxando-o pra mais perto da cama. –Tem certeza de que quer isso? –pergunta com certo esforço, pois seus olhos demonstravam o quanto desejava por aquele momento, onde poderia não só tê-la novamente em seus braços, mas também poderia amá-la como a muito ansiava.


-Eu não só quero, como preciso de você; agora. –sussurra se aproximando dele e acariciando seu rosto, olhando os olhos verdes que tanto amava, antes de deslizar suas mãos até os ombros dele, como se fosse tirar-lhe o blazer.


-Calma! –fala sorrindo e a puxando pela cintura pra junto dele, que toca sua testa na dela, olhando profundamente nos olhos castanhos, que agora pareciam mais brilhantes que qualquer constelação que iluminava aquela, noite perfeita. –Temos a noite toda pra compensar o tempo que passamos longe; quero te amar por todos os dias, horas, minutos, segundos. –ele sussurra suavemente, envolvendo-a, e percorrendo com os lábios toda a extensão do pescoço e rosto até chegar à boca, onde sussurra “segundos”, antes de beijá-la de forma sensual e provocante, pressionando ainda mais o corpo dela contra o seu, enquanto ela também o puxava pra si pela nuca com uma das mãos, enquanto a outra percorria suas costas.


 


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-AH! –Voldemort grita, após entrar em seu quarto e trancar a porta –Maldição, o que aquele moleque está fazendo? –grita furioso, levando as mãos à cabeça e se jogando em sua cama –Desde quando ele é tão poderoso... Ah...que inferno... esse calor, essa sensação...amor, eu odeio isso... MALDITO! –continua gritando furioso e caindo da cama com uma pontada mais forte, fazendo alguns objetos a sua volta voarem tamanha sua fúria e dor.


No fim da manhã do dia seguinte, Voldemort acorda com a camisa aberta –ele havia puxado-a de modo a arrebentar os botões –completamente encharcada de suor, seu cabelo todo desarrumado, também molhado de suor. Ele olha em volta e vê o quarto que antes estava arrumado impecavelmente, totalmente bagunçado, como se um furacão houvesse passado ali. Os livros de sua estante estavam espalhados pelo quarto, a cama completamente desarrumada e suas cortinas rasgadas e em cantos opostos do quarto, a mesa de centro estava virada bloqueando a porta, e sua poltrona arremessada num outro canto do quarto, assim como suas anotações espalhadas e manchadas pela tinta dos tinteiros que também voaram, e no tapete em que estava podia ver um pouco de seu sangue que havia saído pelo nariz e pelo corte que havia feito na boca devido a um pico de dor, que quase o fez querer se decapitar.


-Eu vou me vingar, agora vais conhecer a fúria do Lord das Trevas! –fala em tom frio e com um brilho insano nos olhos que faria muito auror experiente implorar misericórdia.


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-Pára Harry, me deixa dormir! –Hermione fala abraçada ao travesseiro enquanto Harry beijá-lhe o pescoço e acaricia suas costas.


-Acorda Mione, você já dormiu por mais de um mês. –pede carinhosamente, entre um beijo e outro, a abraçando e afastando os cabelos dela do rosto e pescoço.


-E dormiria mais outro! –fala puxando a coberta de forma a proteger o rosto e pescoço.


-Deixa de ser preguiçosa! –fala puxando a coberta dela que se irrita e pela primeira vez se vira pra ele e abre os olhos, ignorando a claridade.


-Preguiçosa! Do que você é movido hein? –fala irritada olhando Harry que ria. –Só mais umas horinhas. –volta a falar sonolenta, mas dessa vez o abraçando e se aconchegando nos braços dele.


-Eu adoraria ficar o dia todo aqui com você assim, nos meus braços, mas já passa de meio-dia. –fala baixo no ouvido dela, a abraçando, mas ao ouvir a hora ela se senta assustada.


-Você disse meio-dia? –Hermione pergunta assustada.


-Hunrun. –responde acenando com a cabeça.


-Oh, droga! Temos que tomar banho e sair daqui. –fala apressada e puxando o lençol com a intenção de se levantar.


-Banho? Onde? –Harry pergunta confuso e se sentando.


-Ainda bem que não era um comensal! –fala apontando a porta –Ah, se você não percebeu a porta, também não deve ter visto a mala. –aponta uma mala preta no canto do quarto.


-Realmente não tinha notado, mas então é melhor irmos logo. –fala se levantando e a puxando junto, a surpreendendo.


-Harry! –ela exclama repreendendo-o.


-Acho que depois dessa noite esse lençol é completamente desnecessário! –fala sorrindo maliciosamente e a puxando pra si.


-Ok, mas vamos logo, por que não devíamos estar aqui há muito tempo! –fala se soltando dele, e seguindo pro banheiro.


Cerca de meia hora depois, ambos entram no salão principal e vão se sentar com Rony e Gina.


-Boa tarde! –Harry e Hermione dizem ao se sentarem.


-Nossa, como vocês conseguem ficar tão bem dispostos depois de um festão daqueles? –Gina pergunta com ar cansado.


-Aposto que acordaram cedo, foram treinar na sala precisa e agora estavam em algum lugar do jardim matando as saudades ! –Rony fala sonolento e depois pondo, preguiçosamente, um pouco de comida na boca.


-Nossa, a festa foi boa mesmo, você não ta com ânimo nem pra comer. –Harry fala observando o amigo.


-Ah cara, nem te conto o que aconteceu no fim da festa! –Rony fala mudando o tom pra malicioso.


-Acho bom não contar mesmo! –Hermione fala alertando-o.


-Tudo bem, até por que nem saberia falar muita coisa, nem me lembro de como cheguei na cama. –fala bocejando ao final.


-Não façam essas caras vai, não tem nem metade dos alunos acima do quinto ano acordados! –Gina fala apontando em volta, as mesas bem vazias –Essa festa vai entrar pra história da escola! –Gina fala sorrindo marotamente.


-Nesse caso, acabem logo o almoço que precisamos contar umas novidades pra vocês. –Hermione fala trocando um olhar cúmplice com Harry e os irmãos apenas concordam.


Os quatro entram na sala precisa e Harry tranca a porta, se sentando com os demais em algumas almofadas espalhadas pelo chão.


-Então qual a novidade? –Gina pergunta ansiosa.


-Em primeiro, só vocês dois e Dumbledore vão poder saber disso, ou seja, ninguém da ordem ou qualquer outra pessoa pode saber, entenderam? –Hermione fala seriamente, olhando pra eles.


-Sim, mas por que é tão secreto que nem o pessoal da ordem pode saber? –Rony pergunta curioso e sendo apoiado por Gina.


-Bom, eu vou contar pra vocês tudo o que aconteceu comigo quando fiquei inconsciente, e vocês vão entender. –Hermione fala prendendo a atenção de todos, incluindo Harry. –Então quando essa comissão me perguntou quem eu era, eu disse meu nome, e logo depois o mesmo ancião apareceu, só que ele disse que eu era a descendente de Akhenaton, o filho do Sol, e conforme ele veio andando em minha direção foi ficando mais jovem e as roupas mudando até ficar com aparência de guerreiro... –ela é interrompida por Harry.


-Engraçado, foi diferente comigo, a Maat, minha ancestral, já apareceu na forma jovem. –Harry fala pensativo.


-Isso aconteceu por que morri jovem, aos 43 anos, mas a forma que viu na sala de julgamento foi a de 25 anos. –Maat que estava sentada ao lado dele fala.


-Maat disse que foi por que ela morreu jovem, aos 43 anos, e que a forma que eu a vi na sala do julgamento foi a de 25 anos. –Harry fala e Hermione faz que entendeu, enquanto Rony e Gina se assustam.


-E ela que dizia que eu ia ser o primeiro a morrer! Morri de velhice, mas diz a ela que meu último pensamento antes de morrer foi pra ela, a mulher mais linda que já existiu! –Ak fala com ar sonhador.


-Maat, o Ak disse que isso é engraçado, pois você dizia que ele ia ser o primeiro a morrer e no entanto ele morreu de velhice, mas que o último pensamento dele antes de morrer foi pra você, e ele também disse que você é a mulher mais linda que ele já viu! –Hermione fala olhando pra Harry que via Maat ficar muito vermelha e constrangida.


-Manda esse besta calar a boca! –Maat fala muito constrangida.


-A Maat me pediu pra dizer que ela fica muito agradecida, mas não precisa elogiar. –Harry fala olhando a cara nada contente de Maat.


-Até parece, ela deve ter me mandado calar a boca. –Ak fala um pouco triste e Hermione ri.


-O Ak agradece por você não ter dito que ela o mandou calar a boca. –fala entre risos e Harry também ri, Maat fica de cara fechada.


-Vocês querem explicar o porque de estarem falando com sei lá quem? –Gina fala tentando entender aquela discussão.


-Desculpem, mas é que o Akhenaton é a representação do meu sangue ancestral, assim como a Maat é do Harry. –Hermione explica, mas Rony faz cara de quem não entende.


-É como se eles fossem fantasmas que só nós podemos ver, no caso só eu vejo, ouço e toco na Maat. –Harry explica.


-Ah, mas então a Mione não pode ver a Maat e você não pode ver o Akhenaton, e nem eles podem se ver ou ouvir? –Gina pergunta ainda um pouco confusa.


-É que a comunicação acontece porque de certa forma eles fazem parte de nós. –Hermione explica e eles assentem.


-Então é como se o Ak, se ele não se importar, é como seu avô? –Gina pergunta pensativa.


-Podem chamá-lo de Ak sim, e ele até me pediu pra chamá-lo de vovô, mas eu não conseguiria, num dá pra chamar alguém que aparenta 25 anos de vovô! –Hermione fala entre risos,


-Então ele num ta forma de ancião não? –Gina pergunta interessada.


-Não, ta forma de gatinho! –fala piscando pra Ak que retribui e sorri galante.


-Hum, então ele é gato é? –pergunta ainda mais interessada.


-Um Deus de dois metros de altura, músculos super definidos, loiro de cabelos cacheados, como um anjinho e olhos verdes esmeraldas, com a pele um pouco morena, ou seja, algo impossível de se chamar de vovô! –Hermione fala empolgada pra Gina, enquanto Rony olha pra Harry que não gosta nem um pouco da empolgação da namorada.


-Realmente lindo ele era. –Maat fala num suspiro, e como se lembrasse-se dele.


-Eu posso saber que historia é essa? –Harry pergunta muito enciumado.


-Ei, calma amor, o Ak é como um pai pra mim. –Hermione fala tentando parar de rir.


-Sei, um pai que você acha um Deus, até a Maat que não gosta muito dele, concordou com você, e eu não gosto nada disso! –Harry cospe as palavras sem pensar e Maat que olhava as meninas se assusta, enquanto Ak sorri vitorioso. –AH! –Harry grita e cai deitado no chão tendo uma pequena convulsão –Isso dói Maat, desculpa. –fala com dificuldade e se levantando, olhando pra ela.


-Ok, mas vê se aprende a não ser indiscreto! –Maat fala aborrecida.


-O que foi isso, cara? –Rony pergunta assustado.


-Ela me deu um choque. –Harry fala passando uma das mãos na nuca e Hermione que estava de frente pra ele se aproxima pra olhar.


-Você está bem? Se machucou? –pergunta preocupada.


-Não, eu to bem, aliás porque ta preocupada se há um minuto atrás tava de risinhos com o Ak? –fala ainda enciumado.


-Deixa de ser bobo! Já disse que o Ak é como um pai pra mim, e além disso, eu aposto que a Maat é linda, mas nem por isso tenho ciúmes dela! –Hermione fala tentando ser racional.


-Ela bonita mesmo? –Rony pergunta interessado.


-É, tem a pele alva, os olhos azuis, cabelos negros até a cintura, rosto delicado, como uma princesa! –fala sorrindo pra Maat que fica encantada com a descrição.


-Desculpa querido, apesar de ciumento, você sabe como agradar uma mulher. –Maat fala fazendo um leve carinho no rosto dele.


-Ela te faz carinho e eu não fico histérica, será que você pode agir como um adulto também? –Mione pergunta encarando-o.


-Ta, eu exagerei, mas não gostei do jeito como o descreveu! –fala ainda de cara fechada.


-Certo, mas então conta como foi nessa tal sala com os outros anciões. –Gina pergunta voltando ao assunto.


-Certo, eles disseram que teríamos que passar por 7 provas, então depois haveria um julgamento e se fossemos aprovados poderíamos tentar controlar o Arcana Spiritum, que é a materialização do poder que dominaríamos. As cinco primeiras provas eram relativas a elementos, e pra passar por elas era necessário pegar uma esfera e por no local correspondente do pentagrama em que estávamos, e as outras duas eram psicológicas. –Hermione explica olhando pra Harry que concordava com ela.


-E elas foram muito difíceis? –Rony pergunta empolgado.


-Muito, já que cada esfera era guardada por um guardião e as outras duas era muito complexas. –Harry fala deixando os amigos mais empolgados.


-Então contem como foi! –Gina pergunta ansiosa.


-Ok. A primeira prova foi a do fogo, nós parávamos em frente a uma caverna que ficava em um vulcão, era só seguir a caverna até achar a esfera. Só que conforme íamos entrando o calor aumentava, então o primeiro passo era usar nossa magia pra podermos nos adaptar a temperatura. –Hermione explica calmamente.


-Mas então vocês podiam usar suas varinhas? –Rony fala meio pensativo.


-Não, varinhas são um insulto aos Marrillins, os primogênitos eram Freehanded, não precisavam de varinha, e agora somos parte dos Marrillins já que nos apossamos da nossa Herança ancestral. –Harry fala orgulhoso.


-Uau, então vocês não vão mais usar varinhas? –Gina pergunta admirada.


-É claro que vamos! Primeiro pra controlar nosso poder, já que ainda não o dominamos direito, e depois porque ninguém pode saber que somos freehanded! –Harry explica em tom de aviso.


-Ah, saquei, mas então vocês ter que fazer algum treino especial? –Rony pergunta pensando que talvez eles tivessem que deixar Hogwarts.


-Calma, primeiro vamos falar dos testes, depois entramos nos treinos, ok? –Hermione pergunta e os Weasley concordam –Bom, então como dizia, fomos entrando até chegar em espaço aberto, onde havia um lago de lava com uma rocha no meio, sobre a qual a esfera estava. Então desse lago surgiu um homem de lava, ele não tinha rosto, apenas grandes olhos totalmente vermelhos como se fosse rubi, e cuspia jatos de lava e arremessava bolas de fogo. Pra passar por ele eu me escondi atrás de uma rocha e me concentrei pra fazer uma cópia minha, e fazê-la ir até o guardião que tava do outro lado do lago, então enquanto ele tentava atingir a sombra, eu usei o accio pra pegar a esfera e sair com o Ak, acho que não demorou nem dez minutos. –Hermione fala tentando lembra da luta.


-Isso que é tática! Eu te disse que havia um jeito mais simples! –Maat fala com Harry admirada pela inteligência de Mione.


-Ei, eu te disse que não era o tipo inteligente, mas que eu ia tentar, e eu avisei que táticas são especialidades da Mione! –Harry fala se defendendo e espantando os outros.


-Isso quer dizer que você demorou mais? –Gina fala segurando o riso.


-É, mas consegui pegar, só que usei a espada. –fala dando de ombros.


-A espada? Você lutou com os guardiões? –Hermione pergunta abismada.


-Claro, você não? –Harry pergunta surpreso.


-E pra que eu lutaria? Eu só tive que lutar com o último e um pouco com o quarto, mas foi só! –Hermione fala pensativa, fazendo Maat olhar reprovadora pro Harry e com respeito pra Hermione, ao mesmo tempo em que Ak se mostrava orgulhoso a abraçando.


-Então fala como você passou do primeiro. –Rony pede ansioso pra ouvir a história.


-Ok. Eu quando cheguei até o guardião, conjurei a espada de Griffindor e fui pra cima, percebi que ao voltar ao lago ele se regenerava, então deixei ele me queimar um pouco e o cortei ao meio, e como ele não podia se mover usei o accio pra pegar a esfera e saí, mas a Maat acha que foi violência gratuita, ela pensa como a Mione.


-O Ak disse pra você não ligar pra ela, porque ela é meio exigente mesmo, e gosta que todo mundo faça as coisas do jeito dela, mas eu digo que você se expôs à toa, e poderia ter se machucado! –fala preocupada.


-A Maat concorda com você. –fala desgostoso.


-E a segunda prova, como foi? –Rony pergunta curioso pra saber mais.


-A segunda foi mais difícil... –Hermione continua os relatos, interrompendo pra Harry contar a versão dele.


-Uau! Essa luta foi demais, até queria ver vocês lutando com o estilo do outro! –Gina fala rindo.


-Quem sabe a gente não pode tentar um dia desses! –Harry fala sorrindo pra Hermione que concorda.


-Eu to doido pra ver esses poderes novos! –Rony fala empolgado.


-Não vai ver tão cedo, seria perigoso expor qualquer uma a essas habilidades que ainda não dominamos. –Hermione fala e vê os amigos ficarem decepcionados.


-Bom, então pelo menos continuem falando das provas. –Gina fala em tom conformado.


-Ok, a sexta e a sétima provas foram as piores já que dependiam do nosso psicológico. Na sexta prova, nós tínhamos que abdicar da realização dos nossos maiores sonhos, e na sétima superar nossos piores pesadelos. –Hermione fala se arrepiando ao lembrar do ocorrido.


-Eu por exemplo acordei no dormitório pensando que todo o teste tinha sido um sonho, e depois descobri que minha mãe era a professora de Runas, Lupin o professor de DCAT, meu pai havia derrotado Voldemort e era o melhor auror do ministério e estava em missão com Sírius, e eu, você, Simas e Dino formávamos os novos marotos... –fala até ser interrompido por Rony.


-Uau, então sua vida tava perfeita, como você conseguiu desistir disso? –Rony pergunta abestalhado.


-Foi fácil, eu era um idiota que só queria saber de aprontar, ganhar do Malfoy em qualquer coisa e colecionar conquistas, isso era ridículo, e o pior é que por isso a Hermione me detestava, eu até tentei me aproximar, conquistá-la, mas o que consegui foi um belo tapa depois de roubar um beijo, durante uma detenção que ela tinha me dado por sua causa. –fala triste, mas fazendo Rony rir.


-Cara num acredito nisso, você o bonzão com as garotas levando um tapa da Mione numa detenção que nem pra você era! –Rony fala entre risos.


-Não tem graça Rony, por mais que aquele dia tenha sido bom por eu estar com minha mãe, foi horrível estar sem a Mione, não adianta ter um passado perfeito se eu não puder ter o futuro perfeito! –Harry fala seriamente e segurando a mão de Hermione que sorri.


-E você Mione, do que teve de abrir mão? –Gina pergunta interessada.


-De um casamento perfeito, uma filhinha linda, e um emprego chato, mas muito bom. –Hermione fala sorrindo pra Harry.


-E você desistiu disso tudo por que? –Rony pergunta sem entender.


-Por vocês, os meus pais haviam sido mortos e os Weasley haviam nos virado as costas depois de Rony virar um comensal, devido a nossa briga, Harry havia matado voldemort, mas Rony e Draco que eram como irmãos –Rony faz uma careta –estavam reorganizando os comensais. No terceiro dia que eu estava lá, era uma segunda e eu cruzei com você no ministério, mas você foi fria e dura comigo, foi horrível, e pra piorar quando cheguei em casa Rony e Draco estavam lá pra seqüestrar minha filha de cinco anos, Harry já havia derrubado vários comensais, os dois estavam lá e o Harry e o Rony se olhavam com tanto ódio... éramos tão amigos, éramos uma família, aquilo não podia ter acabado, eu sei que foi uma ilusão, mas me fez ter medo de perder vocês, é claro que eu era feliz, tinha o Harry comigo, mas ter isso sem ter amigos não é a mesma coisa, eu descobri que precisava deles, mas também preciso de vocês. –Hermione fala olhando os amigos que a abraçam emocionados.


-Nunca vamos abandonar vocês, seremos amigos pra sempre! –Gina fala estendendo a mão e todos juram serem amigos pra sempre.


-Mione, eu só queria te dizer que eu fui infantil, mas já passou, eu nunca vou abandonar as únicas pessoas que dariam a vida por mim, sem nem mesmo pensar. –Rony fala apertando a mão dos amigos.


-Agora que já fizemos a cena de melhores amigos, que tal me dizer que história é essa de marido e filha? Quantos anos você tinha? –Gina pergunta curiosa.


-Vinte cinco, Lily tinha 5, era linda, engraçado, sinto falta dela. –Hermione fala fechando os olhos e revendo o rosto da menina.


-Esse problema eu posso resolver! –Harry fala malicioso.


-Vou cobrar daqui uns anos. –ela responde devolvendo a provocação.


-Devemos sair? –Rony pergunta olhando a troca de olhares dos dois.


-Deixa de ser bobo! –Hermione fala sorrindo.


-Sabe que eu fiquei curiosa pra saber como foram esses três dias de casada com o Harry? –Gina pergunta com falso tom de inocência.


-Hum? Como assim? –Harry pergunta não gostando do tom de Gina.


-Harry você não vai ter uma crise de ciúme porque eu beijei você na minha prova não é? –Hermione pergunta sem paciência.


-Não, claro que não, eu só não iria gostar se você tivesse tido um amante. –fala tentando parecer normal.


-E como eu ia ter um amante com um marido grudento e uma filhinha tão sapeca quanto o pai! –Hermione fala em tom divertido fazendo todos rirem.


-E como foi a prova sete? –rony pergunta curioso.


-Foi horrível, eu acordei na enfermaria depois da discussão com Draco e Dumbledore me disse que a Hermione tinha morrido, eu quase enlouqueci, fiquei muito mal, mesmo com vocês dois me dando força e depois de uma aula de poções que trabalhamos antídotos, tomei o veneno que Snape tinha feito, então quando os efeitos alucinógenos começaram a fazer efeito a imagem de Hermione surgiu na minha frente e como se ela fosse um espírito, começou a falar comigo, me dizendo pra reagir e aí eu tomei o antídoto e sai da prova, e fui a julgamento. –Harry fala com o ar triste ao lembrar do quanto sofreu.


-Comigo foi parecido, eu acordei uns meses depois de levar o avada e recebi a notícia de que você tinha ido ao ministério com a ordem pra combater Voldemort e os comensais, só que num duelo com Voldemort, você havia morrido. Explodi com Dumbledore e meus pais, que estavam aqui como todos os pais já que esse era o único pólo de resistência da Inglaterra, me acalmaram, mas depois que ele me levou ao seu túmulo, que até então era secreto, eu não resisti e me senti tão vazia e tão mal que cortei meus pulsos usando a varinha. Mas então eu relembrei de nossas conversas, nossas promessas, e foi como se você me pedisse pra seguir e continuar, então parei o sangramento e me levantei pra sair dali, e então tudo girou e fui ao julgamento. –Hermione conta olhando pra baixo, não querendo encarar os olhares dos amigos.


-Mas esse julgamento era só ilustrativo não é? Afinal o importante eram as provas, certo? –Gina pergunta, evitando que se comentasse a sétima prova.


-Não, mas até que foi tranqüilo, eles até me elogiaram dizendo que tirando a pequena demora na prova seis e a tentativa de suicídio eu havia sido perfeita! –Hermione fala orgulhosa e Ak estufa o peito a abraçando orgulhoso.


-O que foi Harry, você teve problemas? –Gina pergunta ao ver a cara que ele havia feito.


-É, na verdade se não fosse a Maat interceder por mim, eu teria sido reprovado. –fala cabisbaixo.


-Bom, mas se o Arcana Spiritum te aceitou, foi provado que você merecia a herança! –Hermione fala tranqüilizando-o.


-Espero que aprenda algumas coisas com ela, mas o que passou, passou e você já aprendeu a lição não é? –Maat fala pra Harry que confirma com um aceno.


-Não entendo porque os problemas, eu pelo menos gostei das provas dele. –Ak fala pensativo, Hermione só balança a cabeça negativamente.


-Não entendo uma coisa, você parece que no total demorou menos tempo que o Harry nas sete provas, então porque voltou tanto tempo depois? –Rony pergunta e todos olham curiosos.


-Porque foi difícil dominar o Arcana Spiritum, acho que no total eu acabei tudo quase que ao mesmo tempo que o Harry, mas dominar tanto poder no estado em que eu estava foi muito difícil, tive várias paradas cardíacas, e só não morri porque o Amon me reanimou todas as vezes, mas foi por pouco. –Hermione fala passando a dificuldade que teve.


-O Amon tava com você? –Gina pergunta surpresa.


-Quem é Amon? –Rony pergunta confuso.


-Nosso mestre no treinamento das férias. –Harry responde olhando Hermione interrogativamente.


-Então Dumbledore não te disse que Amon é um Marrillin? –Hermione pergunta surpresa e Harry acena que não.


-Não acredito, então treinamos com Lendário todo esse tempo e nem sabíamos! –Gina exclama surpresa.


-Sim, parece que nas férias, vai ser ele quem vai nos treinar e aqui em Hogwarts será Dumbledore, e treinaremos na Câmara Secreta. –Hermione explica e tirando Harry todos ficam surpresos.


-Isso ele havia me dito. Mas já que a história acabou, que tal visitarmos o Hagrid? –Harry fala se levantando e espreguiçando.


-Boa, assim combinamos os treinos animagos. –Gina fala também se pondo de pé.


-Tem razão, alias vocês precisam me dizer como está indo a AD. –Hermione fala e os demais concordam. Harry, Gina e Rony vão contando a ela os progressos da AD na ausência dela.


N/A: Oi, desculpem a demora, mas dependia da Beta pra fazer as roupas e mesmo assim esqueci do Harry e da Sara, rsrsrsrsrs, depois eu ponho a descrição e aviso a mudança.


N/A²: Eu sei que querem saber mais sobre o feitiço e tal, mas vou ter que deixar pro cap 22 porque esse já tava muito grande, rsrsrsrsrsrs, e pra quem ficou em duvida, sim, a Gina mudou de namorado, depois ela explica!


N/A³: Eu sei que essa trama é meio complexa, então quem tiver dúvidas sobre qualquer coisa, é só perguntar que eu respondo no dia seguinte, na própria pág. de comentários, aí outros que tiverem a mesma dúvida já lêem.


Obrigado pelos cometários e quem não quiser comentar, pode votar que já dá pra eu saber se ta ou não legal!

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