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1. Traquinagem de Natal


Fic: TRAQUINAGEM DE NATAL - RxHer by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Traquinagem


De Natal


 


Os passos eram incertos e trôpegos e Rony ergueu uma sobrancelha vendo-a cambalear. Mas sua pequena Rose não desistiria tão fácil.


Agarrou-se ao sofá e riu para ele sentindo-se vitoriosa em ficar de pé tanto tempo e sem ajuda de ninguém.


A dias de completar um ano de vida, ela já falava com certa fluência e abandonara o engatinhar pela possibilidade de alcançar um maior território.


Andar e correr era o que fazia seus olhos azuis brilharem. Rose recomeçou seu andar estranho e Rony a incentivou, achando-a a coisa mais engraçada do mundo.


Era um espoleta, como a mistura dele e Hermione deveria ser.


Encantadora para seus olhos de pai apaixonado.


-Papai – ela disse como se o chamasse naquele mesmo tom que Hermione sempre usava para chamar sua atenção.


-O papai está aqui, olhando você andar - ele incentivou.


-Mamãe... – ela cantou, olhando além dele e Rony se virou vendo Hermione passar apressada em direção às escadas que levavam para o sótão.


-A mamãe está ocupada, fazendo uma coisa muito importante – ele explicou, sorrindo ao vê-la rir.


Ela entendia tudo que ele dizia, tinha certeza. Às vezes Hermione reclamava e chamava sua atenção para o fato de ser muito novinha e não compreender suas palavras, mas ele tinha certeza que ela compreendia.


Sua menina era a mais inteligente, até mais que a mãe. Ele provaria isso, no dia que ela entrasse na escola e batesse todos os recordes da mãe!


-Mais um passinho querida – ele pediu – Dá mais uns passinhos para o papai, dá?


Rose riu de novo, colocando a mão na boca e ele ouviu uma voz apressada atrás dele, arrepiando sua nuca:


-Não chupe o dedo Rose, é feio! – era Hermione passando apressada, mas nem tanto que não pudesse vigiá-los – Ronald quer fazer o favor de me ajudar!


-Eu já vou – ele disse e antes que repetisse ela havia sumido.


Sorrindo ele olhou para Rose e não pode repreendê-la. Era a coisa mais fofa do mundo e ele não conseguia ralhar com ela.


Estava empenhado em ajudá-la a andar e tentou dizer a si mesmo que não tinha nada a ver com a ceia de Natal dali a duas semanas. Vovó Molly ficaria deliciada de ver sua netinha andando. E ele não se conteria de tanto orgulho. Por isso insistia em ajudá-la a andar o mais rápido possível.


Não queria exibi-la, apenas sabia que esse seria o melhor presente de Natal que seus pais ganhariam.


Rose esticou os dois bracinhos na sua direção e ele a olhou com diversão, decidindo por esperar e ver o que ela faria.


-Rony, eu ainda preciso de ajuda aqui embaixo!


Decidindo que era mais seguro obedecê-la enquanto Hermione estivesse apenas pedindo e não ordenando, ele apanhou Rose no colo, incerto sobre deixá-la sozinha na sala. Rose tinha braços nervosos como dizia a avó.


Precisava apalpar e pegar tudo que estivesse no seu caminho e raramente o objeto de seu interesse retornava inteiro.


Com a filha no colo ele apareceu no sótão, recebendo um olhar repreensivo de Hermione tão logo ela os viu:


-Eu não disse que não quero Rose aqui embaixo? Ela é alérgica a pó! –disse exasperada.


-Não podia deixá-la sozinha lá na sala Mione – ele desculpou-se, colocando a pequena no chão.


Sua expressão de desculpas e o tom de ingenuidade não a convenceram em nada e ela resmungou:


-Às vezes eu gostaria de te devolver para a casa da sua mãe.


Ela disse isso séria e voltou ao trabalho de separar os enfeites de natal e retirá-los de seu exílio do sótão. Rony sequer se deu ao trabalho de responder, colocando Rose no chão.


-Hei; nada de pegar e quebrar ok? – ele falou para a filha baixinho e Hermione sorriu de costas, achando que ele já deveria saber que Rose levava isso como um incentivo! – O que espera que eu faça? – perguntou a Hermione, depois de assistir sua pequena espoleta entretida com alguns brinquedos antigos que estavam no chão, separados para serem levados para cima.


-Apanhe aquela caixa para mim – ela apontou a caixa no alto da estante.


-Onde está sua varinha? – ele ironizou enquanto fazia o que pedira.


-Guardada oras. Não preciso de varinha, tenho um marido – ela caçôo.


Rony lançou-lhe um olhar falsamente ofendido e colocou a caixa pesada no chão.


-Oh Rony, olhe só que lindo!  - ela disse abrindo a caixa.


-O que é? – olhou por seu ombro.


-A árvore de Natal dos meus pais. Eles me deram ano passado quando a nossa queimou – ela ficou séria ao lembrar-se de como ele conseguira a façanha de incendiar a primeira árvore de Natal dos dois, visto que era o primeiro ano de casados.


-Foi um acidente. Você não me disse que não poderia derramar água nos fios elétricos dos piscas-piscas – ele defendeu-se.


-Sim, como se precisasse dizer – deu de ombros, retirando uma caixa menor e olhando para ele – Essa árvore está na nossa família desde a minha avó. Precisa ser cuidadoso com ela – insinuou, sorrindo quando ele revirou os olhos -  e essa é a parte principal. Sem isso, não existe Natal!


-E o que é? – perguntou curioso.


-É o anjo de Natal que meu avô fez com suas próprias mãos para minha avó quando se casaram. Está na nossa família há anos! Veja como é lindo – ela abriu a caixa mostrando um belo anjo de gesso com enfeites dourados – São o símbolo do amor que uniu os Grangers por cinco décadas, e então meus pais há quase duas décadas. E espero que nos acompanhe por tanto tempo ou mais – ela sorriu-lhe e ele tirou a caixa de suas mãos abraçando-a


-Ficaremos juntos para sempre Hermione. Com ou sem símbolo – galanteou e ela se afastou.


-Mas é melhor que seja com símbolo! - ela reclamou – Agora, tire Rose daqui, não quero que fique alérgica antes das festas!


-Porque não sobe com Rose e aproveitam o domingo, enquanto eu termino aqui? - ele sugeriu, beijando seu pescoço.


-Rony... – ela pareceu receosa.


-Aproveite um pouco seu tempo com Rose, passou o dia todo enfurnada aqui embaixo. Ou acha que não sou capaz de abrir umas caixas e tirar os enfeites de Natal?


-Não é isso... É só que... – olhou dele para Rose e sorriu – Tem razão, quero ficar com a minha filhota um pouco. Mas Rony... Cuidado. São as cosias da mamãe, ela me deu, mas seria uma ofensa horrível estragá-las! Além disso, lembre-se, Natal não é Natal sem minha árvore e meu anjo!


-Eu ouvi e compreendi – ele parou de falar ao ouvir um espirro, Rose engatinhou até eles querendo atenção da mãe, quando outro espirro a fez encará-los com uma expressão tão engraçadinha que Hermione abaixou-se a apanhando no colo.


-Olhe Rony, nossa fadinha já está espirando!


-Eu sei, é minha culpa – ele disse antes que fosse acusado.


-Sim, é sua culpa, mas uma simples poção para alergia dará um jeito nos espirros, não é Rose?


Rony beijou-a e Hermione subiu para a casa, deixando-o no sótão.


Às vezes ele se surpreendia em como Hermione mudara com ele desde o casamento. Era isso que diziam sobre amadurecimento? Sim.


Mais compreensiva e mais doce. Sempre o ouvia antes de tomar uma decisão, e sentia muito orgulho de ver que Hermione precisava e apreciava sua opinião sobre as decisões que tomaria em sua vida.


Era lindo e comovente como ambos cresceram e evoluíram, sobretudo depois do nascimento de Rose.


Pensativo, ele começou a pegar as caixas e abrir seus conteúdos natalinos. Até que era uma atividade divertida, pois encontrou vários álbuns de quando Hermione era pequena e outros pertences como bonecas e livros.


Levou meia hora para abrir todas as caixas e separar o que precisariam para decorar a sala e o resto da casa para aguardar a chegada do Natal. Distraído, ele jogou um pedaço de pano velho num canto e não viu que acertou justamente uma pequena caixa que Hermione deixara protegida sobre uma poltrona sem uso.


Em choque, ele se aproximou olhando para o frágil anjo de gesso. Estava partido em duas partes e sua vestimenta ornamentada estava destruída.


Merda!


Desesperado, retirou a varinha das vestes e tentou controlar o pavor fazendo um simples feitiço de concerto. Mas como estava nervoso demais deu errado e os pedaços se retorceram e ficaram irreconhecíveis.


Desesperado ele olhou para os pedaços sem saber o que fazer. Hermione o mataria quando soubesse!


“Alem disso, lembre-se, Natal não é Natal sem minha árvore e meu anjo!”


A frase explodiu em sua memória no exato momento que ouviu passos na escada.


-Rony amor, o jantar está pronto – ela disse espiando.


Apressado ele escondeu os pedaços no bolso da calça e até sorriu, um sorriso torto e estranho.


-Já vou – respondeu sem jeito.


-Não demore meu amor.


É claro que não demoraria.


Afinal, tinha pressa para morrer...


 


............................................................


 


-Eu não sei o que Rony tem – Hermione desabafou.


Estava em sua sala de estar, a festa do Natal correndo solta. Depois da ceia convenceram os Wesleys a abrirem os presentes na casa dos Granger-Wesley. Algo sobre serem o primeiro casal a querer seguir as tradições de Natal ao pé da letra, mas para Hermione era apenas um modo de exibir a decoração e provar as outras cunhadas que também era capaz de realizar uma recepção de Natal decente!


-Meu irmão parece um pouco tenso nos últimos dias – concordou – Vocês brigaram?


-Não. Para ser franca, ele vem me adulando há dias. Parece tão distante e nervoso e por outro lado está sempre me paparicando! – havia uma nota de medo em sua voz – Gina... Sabe que dizem que homens infiéis sentem culpa não é? Que presenteiam a esposa para... Esconder a própria culpa! Acha que...?


-Rony não é tolo o bastante para ter uma amante! – Gina defendeu.


-E se não for uma amante? Pode ter sido só uma aventura... - ela olhou para  a cunhada assustada.


-Fale com ele. Conte como se sente. – Gina sugeriu.


-Você faria isso? – duvidou.


-Claro que não. Seguiria Harry até descobrir quem é a vadia e então, arrancaria os olhos dela. – ela respondeu placidamente, acariciando a barriga de seis meses – E você, o que pretende fazer?


-Até um segundo atrás pretendia colocar cerveja trouxa no copo dele e lhe dar um porre. Você sabe que Rony não pode beber. Fica pateticamente fácil de manipular. Acabaria contando tudo.


-Então porque não faz isso? – Gina perguntou sorrindo.


-Porque tenho medo da verdade. – confessou.


Rony avistou Hermione perto da árvore de Natal e sentiu o coração acelerar. Gina mexia em ume enfeite e as duas começaram a falar sobre algo intimo, pois falavam baixo.


-Ela não notou? – Harry perguntou divertido perto dele.


-Não. Ainda não. – respondeu ansioso, pisando sobre ovos. Esperava que a qualquer momento ela descobrisse e o odiasse para sempre.


Claro, destruir o símbolo do amor entre os Granger que estava na família a dezenas de anos era o mesmo que espezinhar o amor dos dois. Não era? Tenso, alargou a gola da camisa com o dedo, olhando para Harry martirizado.


-Hermione vai entender se você contar que foi um acidente – Harry tentou tranqüilizá-lo.


-Você contaria a Gina? – notando a expressão do amigo, continuou – Harry, como poderia imaginar que não existe mais nenhum artesão capaz de fazer uma droga de anjo igual?


-Com a sua sorte, só poderia ser assim – ele riu e Rony ficou indignado.


-Agora é só rezar para que Hermione não note. – disse esperançoso.


Até então não notara nada diferente.


No alto da árvore o anjo brilhava e chamava atenção pela beleza. Mas Rony o via exatamente como era. Um velho e enrugado gnomo, petrificado e encolhido, vestido com um estúpido vestido de boneca e enfeitiçado para iludir os olhos de quem o visse.


De longe ele sorriu, observando Fred se aproximar da árvore com Rose nos ombros. Ela ria e pulava e ele segurava suas mãozinhas para não deixá-la cair, rindo para Hermione que pediu para ser cuidadoso.


Tirando a sobrinha os ombros, ele a ergueu bem alto para poder ver os enfeites.


Rony sentiu o ar sumir dos pulmões quando as mãozinhas pequenas se agarraram no tal anjo.


Hermione e Gina se apressaram a segurar a árvore enquanto ela tinha nas mãos o alvo de seu desejo, rindo e brincando.


Hermione apanhou a filha no colo e ficou brincando com ela e o enfeite, como se fosse uma linda bonequinha.


-Ah cara, essas coisas só acontecem comigo – Rony lamentou se aproximando delas, em tempo de ver a Sra.Granger toda emocionada com a netinha brincando com o ‘símbolo' de Natal da família Granger a dezenas de anos... ’.


O Sr.Granger apanhou a câmera fotográfica e começou a tirar várias fotos trouxas enquanto Hermione segurava a filha e Rose passava de colo em colo para sair em várias fotos, com todos os parentes.


-Rony amor, vem aqui – Hermione o chamou e ele obedeceu.


Sempre ficava envaidecido quando ela o chamava de ‘amor’ na frente de dos outros. Sentia-se o homem mais amado do mundo.


Ela colocou Rose em seu colo, e então o anjo nas mãozinhas sapecas. Rony ficou parado passando para a lente, contendo a expressão de asco, enquanto a filha inocentemente esfregava aquele duende sujo e mal cheiroso no rosto dele.


Para Rose era uma divertida brincadeira e ele até sorriu, afinal, sua bonequinha estava se divertindo.


Num canto Harry ria e cochichava algo para Gina, que desatou a rir olhando para ele.


-Não Rose, não coloca isso na boca, pelo amor de Merlin! – Rony quase gritou tirando o bicho asqueroso das mãos da filha.


Rose ameaçou choro e Hermione apareceu ao seu lado, enlaçando sua cintura.


-Não deixe Rose chorar logo agora – ela pediu, recolocando orgulhosa o anjo de volta nas mãos do bebê.


Mantendo-se abraçada a Rony, ela sorriu para a foto e ele ficou tão orgulhoso que a puxou para o beijo.


-Rose, não! – o grito estrangulado de Gina os separou e ele olhou horrorizado.


Rose havia  mordido e arrancando a cabeça do ‘anjo’.


-Rose, coloca isso para fora – ele disse desesperado para que ela não engolisse aquilo - Rose, pelo amor de Merlin, cospe isso! – ele abriu sua boquinha ate conseguir tirar a diminuta cabeça do anjo de sua língua.


Hermione tirou os dois pedaços do anjo de suas mãos e segurou a filha no colo, acalmando-a, pois estava nervosa pelo ataque do pai.


-Filhinha, desculpe o papai.  – disse culpado – Meu amor, venha limpar a boquinha - ele tentou pegá-la, mas Hermione negou.


-Rony, foi só um pedaço de plástico velho. Ela nem engoliu – sorriu para acalmá-lo.


-Acho melhor lavar sua boca e... – “desinfetá-la”, pensou em esclarecer, mas ela arrancaria a sua cabeça igual Rose fizera com o tal anjo se soubesse que sua filhinha amada e cuidada quase engolira um pedaço de um gnomo.


-Certo, se isso vai deixá-lo mais calmo – ela o beijou nos lábios com carinho – Que papai mais coruja você tem Rose - ela disse com a filha que estava sorrindo da própria arte – E que dentinhos mais afiados filha, vamos lavar a boquinha e tomar uma mamadeira.


Rony a observou caminhar lentamente em direção da cozinha, enquanto conversava com a filha de modo sereno e delicado.


Rony olhou para a sogra que tinha colocado os dois pedaços do ‘anjo’ sobre a mesinha de centro, e pensou em quando teria uma oportunidade de se livrar do pobre gnomo. Que morte horrível em pleno Natal, pensou culpado.


Harry tinha contado a Gina, pois ela não parou de rir sempre que olhava para ele.


Poucos minutos depois e muitas fotos também, Hermione voltou com Rose, limpa e alimentada. Rony quase morreu de orgulho quando ela veio segura pela mãozinha, andando pelos próprios pés como uma mocinha.


Os cachinhos ruivos balançavam graciosamente, e ela tinha uma expressão compenetrada dentro do vestidinho lilás. A Sra.Wesley foi a primeira a notar, e quando Hermione soltou a mão da filha, a pequena correu para a sala, com pacinhos trôpegos e incertos.


Não havia dúvidas que a primeira neta do casal Wesley e Granger era o centro da festa e a alegria.


Rose correu diretamente para a mesinha e se agarrou no corpo do anjo.  Rony nem acreditou quando viu a filha desfilando pela sala com aquele gnomo decapitado!


Pelas barbas de Merlin!


Angustiado, seguiu a filha por todos os lados tentando tirar de suas mãos aquela coisa nojenta. Mas quem disse que Rose deixou?


-Eu sinto muito mãe – ele ouviu Hermione dizendo ao apanhar a filha no colo.


-Não sinta querida, esse anjo é só um enfeite, o que vale são as nossas lembranças – ela disse beijando a filha e a neta.


-Oi amor – Hermione se aproximou dele com Rose no colo, quase adormecida – Acho que teremos que abrir os presentes de Rose sozinhos – ela disse sorrindo de puro contentamento.


-Podemos fazer isso mais tarde – ele disse apanhando a filha no colo - Rose filha, acorde! – ele estremeceu diante da palmada que Hermione lhe deu reclamando – O que foi? Agora ela está acordada!


-Ronald Wesley!  - ela reclamou – Não ouse atrapalhar o sono de Rose!


-Está bem Hermione – ele ria, enquanto concordava.


-Não esqueça quanto antes ela dormir, antes abrira o ‘seu’ presente. – disse maliciosa.


Rony se apressou a levar a filha até os avos para se despedirem e a colocou no berço. Mas tarde eles a trocariam para dormir.


-Papai... – ela resmungou sonolenta e ele riu.


-Papai está aqui. E a mamãe também


Hermione estava de pé, perto da porta, observando os dois juntos.


Quando Rose se rendeu, eles voltaram abraçados para a sala. Mais algumas horas e todos foram embora, e os dois ficaram sozinhos. Sabiamente, ele consumiu com os destroços do gnomo e sentiu-se aliviado por não ter sido descoberto.


Hermione o mataria se soubesse de tudo!


Mas agora, estava tudo bem, ela jamais ficaria sabendo!


A noite do Natal não poderia ter sido mais perfeita. Estava pronto para dormir e foi atrás de Hermione. Ela descarregava as fotos da máquina digital no lap top que ganhara de Natal dos pais.


Estava ansiosa para ver as fotos trouxas, além das bruxas.


Seus olhos percorram toda a seqüência de fotos. Harry e Gina sorrindo para a câmera, seus pais sorrindo para câmera. Seus sogros sorrindo para a câmera. Rony com expressão desesperada enquanto Rose mastigava a cabeça de um gnomo...


Seus olhos se arregalaram no exato momento que viu a foto.


Rony estava tranqüilo na cama, esperando por Hermione para ganhar seu ‘presente’ de natal quando o grito soou em toda a casa:


-RONALD WESLEY!


Alarmado, ele saltou na cama.


Com passos hesitantes ele andou até a sala e olhou para sua expressão assassina, temendo sua reação.


-Feitiços de ilusão não enganam lentes de maquinas fotográficas. – ela disse entre dentes, furiosa. Na tela do computador, a imagem de Rose correndo pela sala com um gnomo verde, decapitado nas mãozinhas. – O QUE VOCÊ PODE-ME DIZER SOBRE ISSO?


-Foi sem querer Hermione... Foi sem querer....


Fora sem querer. Era verdade.


Mas que ele ficou sem seu presente, há, ele ficou!


How-How-How-How


 


 


 


 


Fim


 


Criado em: 04/2009


Terminado em: 12/2009


 


 


 


 


Beta: Coisa mais fofa não? RS, desculpem a demora, é que é apenas um computador pra 5 pessoas, acaba me atrasando as vezes, mas estou correndo com os capts!!! Bjos a todas as leitoras e um feliz natal!!!


 


 


 


 


 


 


 


 

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Comentários: 1

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Enviado por ELIANA FREITAS em 14/03/2013

Adorei tive que rir desse fala kkkkkkkkkk  "Rony ficou parado passando para a lente, contendo a expressão de asco, enquanto a filha inocentemente esfregava aquele duende sujo e mal cheiroso no rosto dele."

Nota: 5

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