Uma surpresa de Natal
Era uma quinta-feira comum.
Ou aparentemente comum.
Começo de dezembro, um dia nublado.
Dumbledore pediu para que todos se reunissem no Salão Principal logo após o jantar.
Juliet havia acabado de comer um considerável pedaço de pudim de carne e agora bebia um pouco de suco de abóbora. Mal pousara a taça na mesa, Dumbledore ergueu-se e pediu a atenção de todos.
-Agora que estamos todos, ou quase todos – corrigiu-se ao ver um ou dois alunos ainda comendo – saciados, gostaria de comunicar-lhes sobre o Natal aqui em Hogwarts este ano.
Um leve murmurinho formou-se e cessou assim que Dumbledore retomou a fala.
-Este ano não passaremos o natal sozinhos! Receberemos os mesmos convidados que nos deram a honra de sua visita há dois anos atrás: Durmstrang e Beauxbatons.
Um nível maior de barulho tomou conta das mesas. E Dumbledore, pacientemente, esperou todos se calarem e continuou.
-Como todos vocês sabem, estamos vivendo tempos difíceis, sob ameaças constantes das Trevas e, como disse há dois anos, os laços que criamos devem ser mantidos. Agora, mais do que nunca eles serão importantes. As duas Escolas serão nossas hóspedes por dez dias e todos terão tempo suficiente para se conhecer.
Uma onda de aplausos se iniciava quando Dumbledore ergueu a mão.
-A parte mais esperada por vocês, alunos, talvez seja essa, agora, quando eu lhes contarei que teremos um baile na noite do dia 24 para o dia 25 e, não é só isso; para nos retratarmos com os mais novos, todos, sem exceção, estão convidados. Do primeiro ao sétimo ano. Não esqueçam, nada de mal poderá acontecer a nós enquanto os laços que nos unem forem maiores que aqueles que nos separam.
Dumbledore sentou-se sob uma chuva de aplausos.
Harry, finalmente, voltara seu olhar para os amigos.
Rony estava com a cara mais vermelha que tomates e Hermione fitava o tampo da mesa como se fosse algo muito interessante.
Harry olhou de um para o outro, em silêncio, quando Rony abriu a boca e pareceu engasgar-se com ar, ele percebeu que o amigo não estava afim de repetir o mesmo erro de anos atrás.
Riu e deu uns tapinhas nas costas do amigo.
-Hermi.. Hermi..Hermione...
-Ronald?
-Você quer.. Err.. quer ir..
-Quero ir...?
-VocêQuerIrAoBaileComigo?
Ronald falara tão rápido e alto que todos da mesa pararam e olharam para ele e Hermione, que corou instantaneamente e respondeu num tom baixo.
-Tudo bem.. Err.. Eu vou.
Enquanto ambos coravam e Hermione se retirava para o Salão Comunal, Harry riu e apertou a mão do amigo.
-Uau Rony! Você conseguiu, cara! Parabéns!
-Muito engraçado, Harry.
Ambos levantaram-se, Harry ainda ria e guiava um Ronald ainda perplexo com o que fizera para fora do Salão Principal.
Juliet que estava absorta demais em pensamentos para reparar qualquer um fazendo qualquer coisa, olhou para o prato a sua frente e murmurou totalmente irônica para sua própria imagem refletida no fundo.
-Ótimo. Era só o que eu precisava para ser feliz.
Levantou-se num mixto de irritação e chateação e foi direto para o Salão Comunal.
Do outro lado do Salão Principal, Gina e Luna conversavam baixinho.
-Uau, seu irmão foi realmente corajoso!
-É. Ele me assusta, às vezes.
Riram.
-Mas e aí? Acha que o Potter vai te chamar?
-Espero... Ou posso ir com Neville, outra vez. Ou sei lá. Tem o Dino também. Vou esperar, se Harry não agir...
-Vocês estão juntos ou não, afinal?
-Não sei Lu! Nós nos beijamos algumas vezes durante as férias... Mas não conversamos mais depois que as aulas começaram. E... Ah, sei lá!
Ainda rindo, as amigas se despediram e foram cada uma para seu Salão Comunal.
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