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13. ...Outras brigas vão!!!


Fic: Harry Potter e a Realeza Oculta Epilogo - Fic finalizada!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 13 – ...Outras brigas vão!

Os pensamentos de Harry estavam a toda. Tentava ordenar as recém descobertas com o que sabia sobre si e sobre Snape. Não cabia em sua cabeça que Snape poderia fazer alguma coisa para o ajudar ou ajudar alguém que não fosse ele mesmo ou Voldemort. Aquele dragão deveria estar completamente maluco com tudo que disse. E por que Snape e não Sírius? Tinha Remus, Minerva, Moody, Tonks, qualquer um da Ordem poderia ter sido indicado, poderia ter aceitado aquele convite, pensava Harry. Mas ao olhar para o anel em sua mão, aquela realidade desaparecia em sua mente. Snape havia entregado a Sírius o anel, e este agora era seu. Percebeu que Sírius, por mais que não gostasse de Snape, confiava nele. Dumbledore também confiava, mas acabou sendo assassinado por ele. Harry realmente se sentiu mais desorientado depois daquela conversa. Preferiu subir para seu dormitório, mas lembrou que tinha que ver Liane. Subiu para o quarto, pegou o mapa do maroto e saiu.


Já no castelo, Sírius na sua forma animaga, tentava achar a sala de Remus Lupin. Mas antes de arranhar a porta, Remus a abriu.
- Pensei que vocês dois iam passar a noite conversando. Poxa, que demora Almofadinhas! Mas, venha, entre logo. – saiu da porta dando passagem para o grande cão negro entrar.
Sírius entrou e logo se transformou em humano. – Como, belas barbas de Merlin, você sabia que eu havia chegado? Mal passei pela porta e você já estava abrindo-a. Que nariz mais sensível, Aluado. – Sírius já ia na direção de Remus, dando um caloroso abraço, com direito a tapinha e tudo.
- Não é meu nariz que é sensível, é você que tá fedendo muito! Venha, quer beber alguma coisa? Comer algo? Tá com cara de que não come nada de bom a um século!
- E não como mesmo faz é tempo! Essa caçada tá me sugando demais. Cada dia eu tô dormindo num local diferente. Precisava ver gente minha, cansei de estranhos. – Disse já sentando numa das poltronas da sala de Remus.
A sala era simples, mas bem mobiliada. Era dividida em dois ambientes dentro de um local só. Uma área de estar feita para receber visitas e relaxar, e a outra era a área de biblioteca e escritório. Tinha um toque rústico. Pela lareira fez os pedidos de um lanche reforçado e um chá completo.
- Bem, me conte então o que veio fazer aqui, Sírius? Você sabe que pra quase todo o mundo mágico você está morto. Minerva não tem nem idéia que você saiu do véu. E você pede pra ver o Harry, assim, de uma hora pra outra. O que tá acontecendo? E não minta pra mim, que eu vou saber!
- Não se preocupe, não vou mentir, principalmente por que eu não tenho mais saco ou tempo a perder pra ficar te enrolando. Pois bem. Tive que vir falar com o Harry sobre o anel dele e ver como ele estava. Estive tendo uns pesadelos sobre ele e você-sabe-quem. Não queria deixá-lo mais com certas dúvidas ou sem noção do que realmente acontecem em volta dele.
- Então você contou a ele sobre Snape? Contou o que é esse anel e o que ele representa nessa guerra?
- Sim e não. Falei que foi Snape que resgatou o anel e o por que, mas não falei o que ele representa pra ele ou pra essa guerra. O dragão advertiu o Snape que isso ele precisa descobrir, sozinho. O anel o ajuda a ser o que ele nasceu pra ser, mas não o transforma em um super-herói da noite pro dia.
- Sim eu sei. Mas depois de tudo que você me falou na toca, não esperava que fosse demorar pra isso acontecer. Mas, como ele reagiu ao negócio do Snape?
- Acho que vai ser uma digestão demorada. Mas reagiu como eu esperava, duvidando, questionando, mas agora deve tá tendo até dor de cabeça de ficar imaginando os porquês. Eu sei que ele amadureceu muito, mas ainda é teimoso, igual ao |James lembra, um cabeça-dura de primeira.
- Se lembro! Também percebi isso. Depois da morte de Alvo ele ficou mais reservado e analítico. Mas tem perdido as estribeiras por causa de um par de olhos negros. Esse namoro tá mexendo com ele. A história parece que vai se repetir na casa dos Potter. Lílian mudou o James, e agora, o Harry tá passando pelo mesmo tipo de transformação, mulheres!
- Sei. Falei pra ele que eu ia ficar vigiando o namoro dele com a sua cunhadinha, ele riu até.
- Pois é, mas ainda não é cunhada. Eu e a Ninfa estamos nos conhecendo. Ela não acostumou com meu senso de humor próximo a lua cheia e nem com o cheio horrível da porção mata-cão. E eu ainda não consegui me acostumar com aquelas trocas malucas de cabelo.
- Pára de frescura Remus Lupin! Você está de quatro pela animaga que eu sei. Você falou a mesma coisa da Lílian quando você se apaixonou por ela no terceiro ano. “Ai, somos só amigos”, “Ai, só nos conhecemos das aulas”, “Ai, ela não olha pra mim direito, nunca vai olhar”. Chega homem, vire bruxo! – Sírius caiu na risada, levando Lupin com ele.
A comida chegou. Sem cerimônia, Sírius avançou fugaz sobre o lanche, enquanto Remus se servia de chá. Comeram e riram muito. Mas a conversa começou a ficar séria. O semblante de Sírius mudou, mostrando uma séria preocupação no olhar.
- Você acha, Remus, que o que eu te falei sobre as descobertas de Alvo são verdadeiras?
- Eu penso que são sim, Sírius. Não há explicação melhor pra tudo que vem acontecendo e do modo que estão. Ele, quando descobrir sobre o anel e sobre a escolhida vai querer destruir Harry de qualquer jeito. Duas profecias que se completam em tudo. Mas onde está o Snape? Você tem mantido contato com ele por esses dias?
- Não. Ele disse que recebeu uma missão secreta de Voldemort, que despendia dele muito tempo. Mas ele me avisou que não haverá nada de muito importante por agora. Ele está fazendo alianças e tentando recuperar algum tipo de poder que ele havia perdido. Eu não entendi se são as horcruxes ou se é alguma coisa mágica, mas vou esperar novo contato. Temos que ficar atentos.
- E ele achou a escolhida?
- Acho que não. Não me falou nada de novo. Só falou que estava seguindo uns rastros, mas nada de palpável. Dumbledore não deixou nada falando sobre ela, somente a profecia. Mas, me desculpe Remus, tenho que ir. Não posso abusar de você e nem perder minha trilha também. Acho que estou próximo de mais uma das alminhas do verme. Se eu confirmar te aviso. E faça um favor pra mim, de um cheiro na Tonks pra mim. – Disse abraçando o amigo.
- Pode deixar, faço isso com o maior prazer! – Disse Remus abraçado a Sírius e rindo. – Não fique dando bandeira por ai. Tem um professor ai, se chama Norton... Ele é um dos tipos cri-cri, conhece de magia negra e tem um faro pra achar coisas erradas como eu só via em Alvo e no Snape. O cara é bom, mas tenho lá minhas dúvidas.
- Que tipo de dúvidas, lobinho?
- Não sei bem. Tenho a leve impressão de que o conheço, mas algo nele me foge, me deixa com o pé atrás. É muito quieto e reservado. Alguns dos alunos já o odeiam, outros, acho que gostaram dele.
- Os sonserinos com certeza. Gente encrenca é com eles mesmos.
- Sim, mas nem todos. Acho que tem até uns grifinórios que o aprovaram.
- Quem são os loucos?
- Hermione Granger e, se não me engano Gina Weasley. Neville não reclamou dele.
- Hermione? Longborton?
- Por que?
- Nada. Acho que ela sempre teve um sexto sentido muito bom para pessoas e situações arriscadas. É bom procurarmos alguma coisa sobre ele. De onde ele vem?
- Chuta?
- Tá de brincadeira!
- Não.
- Durmstrang! – falaram os dois juntos.
- A casa maligna a solta em Hogwarts.
- Não se preocupe. Estou de olho em cada passo dele. Até agora não vi nada de anormal. Tirando a mania dele de vasculhar os corredores. Parece até o seu passatempo favorito.
- Então, deixo-o em suas mãos. Tenho que ir. Obrigada pelo lanche. E pela conversa. Fique de olho no Harry. Avise-me se algo mudar. Sabe como me encontrar.
- Claro. Até mais, amigo. Cuidado!


Em outro local do castelo, alguém andava pelo castelo com rumo certo. A sala de Dumbledore. Os passos eram contidos, para evitar barulho, e no escuro para evitar chamar a atenção de alguém. Sabia que a diretora não ficava na sala durante a noite, que era apenas seu local de trabalho. Precisava entrar na sala sozinho, precisava encontrar o quadro do antigo diretor. Ao cruzar o corredor, ouviu vozes de duas pessoas. Não conseguia entender. Resolveu averiguar se eram alunos. Ao se aproximar da porta, percebeu onde estava: sala de astrologia. Reconheceu de imediato as duas vozes. Eram Hermione Granger e Ronald Weasley, e estavam tendo uma pequena discursão.
- Ron para de ser criança! Isso, isso não vai dar em nada. Não adianta você me cobrar esse tipo de coisa!
- Eu? Eu cobrar! Que ridículo! Isso é um absurdo! Não sou eu que cobro as coisas, Mione, o general aqui é você! Eu só quero que sejamos namorados, não dois amigos que se beijam de vez em quando.
- Mas é só o que eu posso te dar, Ron. Eu acho cedo demais pra nos dois.
- Mas as outras meninas...
- Não me importo com as outras meninas, Ron, eu me importo com o que me faz feliz e bem. E COM VOCÊ TAMBÉM.
- E você está feliz?
- Não muito. Principalmente com a gente brigando por causa de outras pessoas e do que elas fazem ou deixam de fazer. Você parece que não confia em mim. Parece que não está feliz comigo!
- Feliz também não tô não, Mione. Eu te amo e quero você só pra mim. Não gosto de sobrar na sua vida.
- Mas quem te disse que você tá sobrando?
- Você. Principalmente quando você coloca aqueles livros velhos na frente do nosso namoro. Não a cara que entenda tanta vontade pra estudar.
- Eu não acredito que você tá falando isso de novo, Ronald.
- E vou continuar a falar. Eu não quero namorar uma estante de livros. Eu quero você. – disse isso pegando a cintura de Mione e trazendo para perto. - Eu preciso de você Mione, eu quero você! Minha namorada. – Disse tentando se aproximar dos lábios. – Você sabe o quanto eu quero isso, o quanto eu espero que aconteça entre a gente.
- Eu sei, Ron. – disse com os olhos fechados. Estava dominada pelas grandes mãos do namorado. Mas sabia que não poderia ceder. O respirar dele no seu pescoço estava a incomodando. – Vamos para por aqui, vamos. – tentava sair da corda de mãos que a seguravam próximo ao corpo dele.
- Calma Mi. Vamos ficar mais um pouquinho assim, vamos. Vamos aproveitar que estamos sozinhos. – Ron virou-se para Mione, a encarando. Aproximou-se mais e a beijou.
Ao ver os dois alunos ali naquele amasso, teve o impulso de abrir a porta com toda força e dar um susto nos dois. Mas quis esperar pra ver até onde aqueles dois iriam.
- Para Ron, aqui não. Não desse jeito. - Reclamava Mione, tentando sair dos braços do namorado.
- Vem Mione, deixa rolar. Me beija, vai.
- Não Ron, não assim. Vai, pára. – Mione estava se sentindo mal. Gostava de Ron, mas não sentia tanta paixão pelo namorado a ponto de deixar rolar alguma coisa a mais que beijos e carícias. Não estava pronta.
- Não. Não faz isso Mi. Vem cá. – Ron começava a circular a mão pelo corpo da namorada. Ele a amava e a queria. Pensava que Mione estava sendo infantil com o namoro deles. Ele queria despertar todos os sentimentos de Mione com aqueles beijos e amassos. Queria mostrar pra ela que não seria nada demais.
- Não Ron. Me deixa!
Aquela situação estava começando a dar medo em Mione. Ela não conseguia mais lutar contra as forças de Ron. Não queria machucá-la, mas ele já estava usando de força com ela. Aquilo não era o que ela queria. Não daquele jeito, não a força. Ele parecia não querer ouvi-la. Continuava a tentar beijá-la, abraçá-la. Não sabia mais o que fazer. Sua voz já não saia mais pela boca. Ron não havia percebido, mas ela chorava. Ficou totalmente imóvel. Não tinha mais forças para afastá-lo. Ele a levou ao chão. Continuava a beijá-la.
Ele percebeu o que estava para acontecer. Viu o estado da garota. Aquilo ia ter um fim não muito bonito para ela. Decidiu que acabaria com aquilo.
- Pare já com isso seu moleque insolente! – gritou já andando a passos-largos na direção do casal.
- Mas que...- Sua voz ficou presa na garganta ao se deparar com o Professor Norton a sua frente, o puxando do chão como se fosse um boneco.
- Muito bonito senhor Weasley. Sai daqui imediatamente. Ou prefere uma expulsão por tentar molestar a sua própria namorada! – Ele estava de costa para a garota que tentava arrumar a roupa que vestia, se rastejando em direção a parede.
- Mas eu não fiz nada! Eu... – Foi quando olhou para Mione, no canto da parede. Ela estava chorando. Tentava se cobrir. Não conseguia olha para ele. – Eu não quis fazer nada de mal. Eu a amo. Não quis machucá...
- Cale a boca e caia fora daqui seu moleque sem noção! Saia antes que eu leve você pessoalmente a diretoria. FORA DAQUI! – exclamou apontando a mão na direção da porta.
Ron agora estava assustado. Não tinha percebido o que estava fazendo. Resolveu sair. Conversaria com ela depois.
Norton então se virou. Viu a garota acuada no canto da parede da sala. Seu rosto estava abaixado, mas viu que chorava. Aproximou-se lentamente e abaixou.
- Você precisa de ajuda, srta Granger? – Levou sua mão aos ombros da garota, que assustada, recuou. – Não se preocupe, não vou machucar a srta. Venha. – retirou sua capa e jogou nas costa de Hermione. Esse movimento a fez olhar para ele. Seus olhos avermelhados e cheios de lágrimas apertaram seu coração.
- Me desculpe, professor, mas eu, eu não... – não conseguia mais falar. Suas lágrimas vieram a tona. Curvou-se para que o professor não a olhasse. – Foi tudo culpa minha.
- Vocês exageraram, mas a culpa da senhorita estar assim, com certeza não é sua. - Venha. Vou levá-la até a enfermaria. Precisa se acalmar. – Ao tentar levantá-la, Hermione fraquejou e acabou desmaiando.
Em seus braços, Norton pode ver a beleza da garota. Sentiu-se tão responsável por sua segurança que preferiu colocá-la novamente no chão e tentar acordá-la. Sem sucesso ficou ali. Não entendia o porque de estar fazendo isso, se o mais correto era levá-la a enfermaria. Mas precisava ficar ali, com ela, a espera de que seus olhos se abrissem. O tempo passou e ele acabou dominado pelo sono e dormiu. Ficaram ali. Ele encostado na parede, com Hermione aconchegada em suas pernas. Ele segurando uma de suas mãos próximo ao corpo da garota. Ela deitada com a cabeça voltada para o corpo dele.


Os primeiros raios de sol cruzavam o horizonte estrelado da madrugada que se encerava, quando pode ver os traços da pessoa a sua frente. Decidiu se aproximar, andando em direção a varanda.
- O que faz aqui, novamente, srta. Granger? – questionou a voz atrás de si. – Sabes muito bem que não se pode ficar vagando pela escola neste horário. Mesmo que você seja a monitora-chefe. – Estranhou ela não ter se virado para reconhecer quem falava com ela.
Hermione sabia que poderia encontrá-lo ali, só não sabia que seria tão rápido. Sua intuição estava certa. Ou ele passava sempre por ali ou estava seguindo-a. Precisava seguir seus instintos, sua habilidade de reconhecer algo de bom nas pessoas. Mas sabia que ele era diferente. Sentia um misto de coisas quando estavam próximos, não sabia da parte dele, mas sabia que algo a fazia se aproximar dele. E isso a assustava, mas também a intrigava.
- Não vai me responder senhorita? Sabe que não suporto ser menosprezado, muito menos por uma aluninha sabe-tudo como você!
- Se isso é uma ofensa professor,...- se virando e encontrando o professor Norton apoiado na parede ao seu lado. -...eu vou ser bem sincera. Cansei de me preocupar com ofensas sobre a minha pessoa, minha origem, ou qualquer coisa que possam falar de mim. Simplesmente não vou dar mais ouvido a essas babaquices. – Disse, se virando novamente para a paisagem noturna a sua frente.
Aquilo fez o sangue de Norton ferver. Como ela podia dar uma resposta atrevida como aquela para ele. Ele ainda era seu professor. E ainda por cima, dar as costas para ele novamente. Aquilo não poderia continuar. Isso merecia uma punição exemplar. Sem pensar muito, Norton segurou um dos braços de Hermione e a virou para si, de uma vez, fazendo o corpo de ambos se esbarrarem.
- Quem você pensa que é, garota estúpida, para falar nesse tom comigo, hein? – segurando agora os dois braços de Hermione. – você não passa de...._- Os olhos de Norton se perderam quando pode observa o que estava a sua frente. Hermione tinha os olhos mais vermelhos que poderia existir. As lágrimas caiam por seu rosto deliberadamente. Não conseguia mais falar. Mesmo demonstrando um olhar de ódio para a garota a sua frente, perdeu seus pensamentos enquanto passava seus olhos por todo o rosto, cabelos, pescoço. Sentia-se enfeitiçado. A única coisa que conseguiu pronunciar foi... – Maldição, Granger!
Norton a soltou com um empurrão. Não queria ela perto dele. Não podia acontecer o que sua imaginação criava. Para ele aquilo era um problema, e não uma solução. Tinha que lutar. Não passaria por isso novamente, ainda por cima com ela. Era sua aluna, era uma garota.
Hermione, com o empurrão dado por Norton, quase caiu no chão. Tinha tirado sua dúvida, aquilo realmente era impossível. Não existia amor ou qualquer coisa parecida com um sentimento bom dentro dele. Ela queria estar errada, desejava ter errado com ele. Mas ele era até pior que Severo Snape. Nele, se existisse algo de bom, havia morrido naquele momento.
- Não quero vê-la andando mais por esse lugar fora do horário de sua ronda noturna, está me ouvindo Granger! – ele estava quase gritando, mas não olhava pra ela.
- Sim senhor, Professor Norton. – disse segurando as lágrimas e evitando qualquer tremor na voz. - Não o perturbarei mais, professor, com sua licença. – disse saindo em direção a porta.
Norton então se lembrou do que um velho amigo disse há alguns anos atrás. “Deixe seus instintos de homem se mostrarem, crescerem quando isso o desperta. Não reprima aquilo que você mais quer, meu jovem, aquilo que não só o seu corpo deseja, mas que sua alma mais anseia. Ame!”
Não quis pensar. Se fosse pra perder a linha tinha que ser com classe e de uma vez só! Antes que Hermione alcançasse o vão da porta, ele a segurou novamente por um dos braços, puxou-a para perto de si e tomou sua boca com todo o desejo que o consumia naquele momento. Pode sentir que ela tentava sair de seu abraço, mas isso o fez aprofundar o beijo. Sentiu que ela se deixou ficar, e assim cedeu aos desejos da boca de Norton. Hermione era sua, ali, naqueles poucos minutos, era somente sua.
Depois com movimentos mais suaves e delicados, Norton foi se separando da boca que o tinha deixando louco há alguns minutos. Estava confuso e sabia que havia plantado também uma confusão na cabeça da jovem em seus braços. Uma de suas mãos tocava um cabelo macio e sedoso, a outra estava segurando o rosto quente e delicado de Hermione. Abriu seus olhos e pode ver que ela ainda não havia aberto os seus. Pode perceber que as mãos dela o seguravam no peito. Viu que os lábios dela estavam avermelhados. Assim ficava mais tentador estar com ela. Tentou retirar sua mão do rosto da garota, queria fugir dali o mais rápido que pudesse. Mas ela abriu seus olhos e rapidamente segurou a mão de Norton, prendendo-a no mesmo lugar, junto a seu rosto.
- Não faça isso agora, por favor. Deixe-me ficar aqui só mais um pouco, não me deixe assim. – fechou os olhos novamente, sentindo a mão daquele homem em seu rosto. E abrindo-os novamente disse. – Eu queria, mas pensei que era loucura da minha cabeça desejar algo tão maluco assim. Mesmo que o senhor não tenha feito nada demais, antes disso, eu senti que isso poderia ser real, como foi agora.
Norton estranhou aquelas palavras. “Como ela pode esperar isso, ainda por cima de mim!” “Ela mal me conhece!” “ E como assim, nada demais? Eu a beijei na boca!”
- Hermione, quer disser, srta. Granger. – se afastando e dando as costas para ela. – Isso não se repetirá mais, ouviu, nunca mais! Peço desculpas pelas minhas reações. – estava quase gaguejando. – Isso foi imperdoável da minha parte. Extremamente indelicado e , e e...
Ela não queria escutar desculpas. Muito menos ouvi-lo falar sobre erros ou qualquer coisa do tipo. A única coisa que queria ter sentido foi os carinhos que ele lhe ofereceu a minutos atrás. Ela não havia se enganado, mas estava vendo que uma certa confusão de sentimentos estava solta entre os dois. E cortando-o falou:
- Eu, eu te entendo. Mas para mim não foi erro algum, aconteceu, e eu esperava por isso. Queria saber se o que acontecia entre nós dois, se o nosso olhar, poderia ser algo mais do que frutos da minha imaginação. E é real. Senão você jamais iria me beijar desse jeito.
- Conhece a palavra desejo, não conhece srta? Isso é o que uma mulher bonita, como a srta, e na sua idade, faz nascer no corpo de um homem. D e s e j o! Somente o desejo de ter algo bonito e palpável em minhas mãos podem ter feito isso acontecer, srta. Não sou homem de me deixar levar por apaixonites agudas ou coisas do tipo. Sou mais velho que você, e além do mais, posso fazê-la esquecer de tudo isso rapidinho. – Ele estava com sua varinha em punho. Estava apontando para Hermione. Seu rosto não demonstrava nenhum sentimento. Ele pode ver que a garota a sua frente deixava uma lágrima cair de seus olhos, mas ela não se moveu.
- Se é isso que você quer, então, faça! – disse dando alguns passos em direção a Norton. – Eu não tenho medo do que você possa apagar da minha mente. Isso até que vai ser bom, pois eu não vou sentir mais qualquer coisa em relação a você, muito menos lembrar que você foi...- pensou. – ...que você foi simplesmente um covarde. Vamos. Livre-se de mim! Não é o que você quer?
Sem pensar, ele a olhou. Aproximou sua varinha da cabeça de Hermione e disse quase como um sussurro. – Eu não tenho medo de mim, srta., muito menos de você. Eu só não quero que isso continue, e muito menos que a srta possa se enganar comigo. Não sou a melhor pessoa para que uma garota, como você, possa gostar. Existem homens menos complicados do que eu para que você possa se entregar. – e sem dizer mais nada. – Obliviate nouns!
Hermione desfaleceu instantaneamente nos braços de Norton. Ele a pegou nos braços e a levou para dentro da sala. Depositou-a num pequeno sofá. Pode olhá-la bem. Dentro de si, sabia que tinha feito o certo para ela. Não haveria futuro para eles juntos. Beijou-a ternamente na testa. - Agora, srta Granger, lembre-se que isso foi apenas um sonho, pra ser mais real, foi um pesadelo. Você acabou dormindo aqui. – Então saiu deixando-a debruçada no sofá. Mas resolveu voltar e se esconder nas sombras. Queria ter a certeza de que tudo saíra bem e que nenhuma lembrança havia sido deixada intacta. Tinha que se preservar. Não era um homem de sentimentos e nem de amores. Era apenas um professor que devia seguir sua missão, para o bem de todos e mal de alguns.
Hermione acordou assustada. Estava confusa e um pouco desnorteada. Observou onde estava, tentando reconhecer o local. – Mas o que é isso? Droga, o que eu tô fazendo aqui? – Olhou para os lados como se procurasse alguém. E não havia ninguém. Levantou-se. Organizou sua roupa. Foi em direção a varanda da sala, mas não saiu. – Que idiota que eu sou! Só um sonho! – ela balançava a cabeça lateralmente. Levou as mãos a boca. – Mas seria interessante! – deu um leve sorriso e se encaminhou a saída da sala. Com o bater da porta Norton saiu das sombras, olhou para a porta fechada e disse:
- Eu não mereço isso! – ironizou, deixando um quase sorriso sair de seus lábios. – Só me faltava mais essa agora! – Disse saindo pela mesma porta.


Acordou assustado. Não imaginava que havia sonhado com tudo aquilo. Fazia tempo que não tinha pesadelos, e não imaginava há quanto tempo não tinha sonhos "traquilos", por assim dizer. Pode perceber que ela ainda estava com ele dormindo. Seu semblante estava mais harmônico, menos sofrido de quando ela desmaiou. Tirou-a do seu colo e a acomodou no chão. Transfigurou sua capa em um cobertor e uma peça de metal num travesseiro. Olhou-a mais uma última vez e a deixou. Sua missão tinha sido atrasada, mas continuaria. Não seria uma garota a colocar tudo a perder. Pensou. A diversão vem depois das obrigações.
Norton seguiu para a sala de Dumbledore deixando-a ali totalmente desprotegida. Ao se deparar com as estátuas retirou sua varinha e a mostrou.
- Deixem-me passar!
A estátua se movimentou e olhou para o professor, dizendo:
- Quem pode passar sem senha aqui é, somente é o dono desta sala, e aquele que ele permitiu!
- Eu tenho a permissão! Aqui está! – Estendeu então o braço, passou sua varinha numa cicatriz próximo ao pulso, fazendo a cicatriz sangrar.
A estatua então permitiu a passagem de Norton. Ao entrar na sala pode ver a mesa grande numa parte elevada da sala, quadros, livros, objetos mágicos, uma luneta. Norton respirou aliviado.
- Pensei que iria demorar a vir até aqui! – a voz vinha de trás de Norton que se virou com a varinha em pulso.
- Que susto Alvo! Sabe que não sou acostumado a conversar com quadros. Mas sim, demorei a vir devido a alguns assuntos pendentes. Minhas desculpas. Não sabia que me esperava tão cedo. Talvez teria me apressado mais.
- Meu jovem, às vezes a pressa é inimiga da perfeição. Mas o que importa é que está aqui. Teve algum problema em entra?
- Não, nenhum. Fiz o que você me pediu.
- Certo, certo. E então, gostando de sua posição aqui?
- Você está brincando comigo, Alvo, não está?
- Não meu jovem! Você esperava algo mais do que tem agora, principalmente depois do que aconteceu comigo. Eles não dariam a você, um jovem professor e pouco conhecido entre os professores daqui, a vaga de professor de magia contra as artes das trevas, mesmo você sendo um dos melhores que já conheci em minha vida. Simplesmente por que não sabem muita coisa de você.
- Pensei que eles abaixariam a guarda.
- Minerva está muito atenta, mas não percebeu o que fizemos. E se você continuar assim, ninguém vai perceber nada.
- Assim espero.
- Espere. Há algo te preocupando. O que aconteceu?
- Nada, Alvo. Lá vem você querendo saber algo que não aconteceu.
- Agora que você me respondeu que aconteceu algo, por que te conheço muito bem, me fale.
Norton olhou com quase ódio mortal para o quadro do velho diretor.
- Já disse, não foi nada! – disse enfático. Dando as costas pro quadro. – Por que quer se meter em algo que não existe. Parece que não perdeu sua antiga mania de atazanar a vida alheia.
- Não perdi minhas principais qualidades, principalmente a de reconhecer em você que algo te preocupa ou te faz sofrer. Vamos, fale o que aconteceu?
- Você sabe o que aconteceu, não sabe? – Norton se virou para o quadro.
- Sei. Mas quero ouvir de você.
- Eu perdi a noção do que fazia e do por que estava lá, só isso. Está tudo resolvido. Ela está a salvo e bem, e isso vai se perder no fundo das minhas memórias. Pronto.
O velho do quadro deu uma risada daquela, deixando o professor estático, e com muita raiva.
- Você não muda mesmo meu filho!
- Do que está rindo? Não disse nada que viesse a fazê-lo rir, Alvo.
- Ela remexeu algo ai dentro não foi?
- Ela não fez nada. Só desmaiou.
- Sei que você não é homem de perder a compostura tão fácil, e ainda por cima com uma aluna. Mas saiba que ela não é qualquer uma. Nós conversamos muito da última vez que ela passou por aqui. Ela será uma grande bruxa, uma das melhores que já vi! Veja bem o que você vai fazer.
- E o que eu tenho haver com o que você acha dela, Alvo? Ela é uma menina chata que tá crescendo. Que tem um namorado cretino, que ela não ama. Um amigo besta que pensa que é Deus. Ela tá bem servida. Não precisa de mim pra piorar a situação.
- E quem disse que ela quer você pra piorar a situação dela?
- Do que você está falando, Alvo?
- Eu mostrei a ela algumas lembrança que te ajudarão com Harry e os outros.
- Eu não acredito que você falou a ela de Severo Snape.
- Ela é esperta, inteligente, sábia e tem um coração maior do que você imagina.
- E do que isso me adianta. Ela não pode provar nada e não pode saber quem realmente eu sou. Isso só vai atrapalha as coisas. Por que você tinha que mostrar aquilo pra ela.
- Por que, Severo Snape é o responsável pela minha morte. Você sabe do que estou falando. Tenho que trazer a verdade a tona. Está chegando a hora de todos saberem a verdade sobre mim, sobre você, sobre Harry, sobre Tom. Tudo tem que ser revelado. Só assim teremos chances reais dessa guerra acabar.
Norton se calou com as palavras de Dumbledore. Sabia que a verdade poderia ser dolorosa mas tinha que surgir.
- Então, vai usar a Srta Granger como me usa?
- Sabe que nunca o usei, precisei de você e ainda preciso. Assim será com Hermione, se ela quiser. Mas preciso que mantenha seu disfarce, está muito cedo pra ela saber a verdade. Só te peço que não faça nada do que você possa se arrepender.
- Do que você tá falando?
- Eu já vi este olhar antes, meu jovem, e eu não erro. Apenas cuide para que você e a srta Granger possam trabalhar em paz.
- Realmente, Alvo, você é um velho louco mesmo.
- A loucura, meu jovem, só é real dependendo do angulo por onde você a vê!
- Então tenho que ficar perto da sabe-tudo. Não posso falar nada. E tenho que ajudar ela e o resto do povo a acabar com você-sabe-quem. Muito bom, Alvo! Não quer mais nada? - Disse ironizando todas a palavras. Resolveu que tinha que ir, já estava tarde. – Até mais! Sabe como me chamar de novo? – Disse de costa para o quadro.
- Sim eu sei! Descanse. Me avise se alguma coisa mudar nos planos de Tom. Ou nos seus!
Norton saiu fazendo que sim com a cabeça.
- Jovem! Não deixe isso passar novamente.


Hermione acordou assustada. Olhou para todos os lados e não viu ninguém. Respirou fundo. Começou a relembrar de tudo. De Ron usando de força com ela, do professor Norton tirando-o de cima dela. Dele colocando uma capa em seus ombros, da visão ficando embaçada...Sim havia desmaiado. Mas onde será que ele estava?
Se levantou, conseguindo ficar firme sob suas pernas. Viu que sua blusa estava rasgada, seu cabelo estava bagunçado, a roupa amarrotada. A capa não estava sobre seus ombros e sim uma coberta. Viu que não havia motivo pra ela estar ali. O professor não a levou a enfermaria e nem a levou para outro lugar. Não conseguia pensar os motivos do porque daquilo. Resolveu voltar pro dormitório. Queria tomar um banho, trocar de roupa e dormir. Ia pensar em tudo depois. E foi o que fez.
Andando pelo corredor escutou passos e tentou se esconder, eles vinham em sua direção. Encolhida num canto pode ver um homem alto andando na direção da sala onde ela estava. Seu coração acelerou. Resolveu acompanhá-lo, escondida para ter a certeza de quem era. Sem sair das sombras ela pode ver o professor Norton ir até o local onde ela havia estado. Ele se agachou. Ficou alguns segundos e foi para a varanda. O que será que ele queria? Pensou Mione. Tomou coragem e saiu das sombras, caminhando na direção de Norton.

Música sunburn - Muse

Percebeu que não estava mais só. Tentou sentir quem vinha em sua direção e não conseguiu acreditar no que seus sentidos lhe mostravam. Não podia acontecer duas vezes na mesma noite.
- O que faz aqui, novamente, srta. Granger? – questionou a voz atrás de si. – Sabes muito bem que não se pode ficar vagando pela escola neste horário. Mesmo que você seja a monitora-chefe. Ainda mais depois do que aconteceu nesta mesma sala, não acha? – Ainda estava de costas pra garota.
- Eu vi que alguém vinha pra cá e me escondi. Quando vi que era o senhor vim para entregar a coberta que deixou sobre mim, e agradecer pelo que fez. – Disse retirando dos ombros a coberta e estendendo para que ele a pegasse.
- Você se acha muito esperta, não é mesmo, srta Granger! Não acha que deveria voltar para o seu canto ao em vez de vir aqui e ficar chorosa querendo agradecer por algo que eu devia ter deixado acontecer pra a srta aprender que nenhuma sabe-tudo está livre das coisas horríveis do mundo. Me faça um favor e um a srta também, não se humilhe a esse ponto, vá. – Aquela palavras assustaram-no. Não queria falar aquilo, mas se viu obrigado quando a olhou toda fragilizada. Tinha que fazê-la crescer se quisesse ver o final da guerra.
- Se isso foi pra me ofender professor,...- Viu ele andar e se apoiar na parede ao seu lado. -...Eu vou ser bem sincera. Cansei de me preocupar com ofensas sobre a minha pessoa, minha origem, ou qualquer coisa que possam falar de mim. Simplesmente não vou dar mais ouvido a essas babaquices. Desculpe-me se pareceu que eu quis me humilhar, mas as pessoas normais agradecem pela boas atitudes uma das outras.
- Quem você pensa que é, garota estúpida, para falar nesse tom comigo, hein? – saindo do apoio da parede, segurando agora os dois braços de Hermione. – você não passa de uma..._- Os olhos de Norton se perderam quando pode observa o que estava a sua frente. Hermione tinha os olhos mais vermelhos que poderia existir. As lágrimas caiam por seu rosto deliberadamente. Não conseguia mais falar. A realidade do sonho veio a sua mente. Não pode ser. Não assim. Não com ela. Respirou fundo. Não queria Hermione metida em sua vida, principalmente na forma de um relacionamento. Mas o rosto dela próximo ao seu o estava deixando louco. A beleza do olhar, mesmo triste o perturbava. Não podia deixar que ela percebesse tudo. Percebeu que a segurava com força demais e a soltou. Parecia que havia se desequilibrado e quase caiu após ele a ter soltado. A única coisa que conseguiu pronunciar foi... – Maldição, Granger!
Na verdade, Norton a soltou com um empurrão. Não queria que ela chegasse tão perto dele. Não podia acontecer o que sua imaginação criava, o que havia sonhado, não acreditava nessa coisas. Para ele aquilo era um problema, e não uma coisa boa, algo que fizesse bem aos dois.
Ela não sabia o por que da grosseria dele. Ela não havia feito nada para deixá-lo bravo. Estava triste por pensar que ele seria uma pessoa com coração bom, principalmente por a te defendido de Ron. Estava confusa. Ficou olhando para ele. Lembrou dos vários dias que ficou a olhá-lo nas aulas, nas refeições. Ele também a olhava e não com aquele olhar de ódio ou de desprezo, mas algo que fazia se sentir acolhida, até mesmo querida por ele. Só podia ser coisas de sua imaginação jovem. Aquele homem não poderia olhar para ela com desejo ou qualquer coisa do gênero.
- Não quero vê-la andando mais por esse lugar fora do horário de sua ronda noturna, está me ouvindo Granger! Muito menos namorando ou fazendo qualquer coisa que seja proibido nesta escola. Você me ouviu bem, não é?– ele estava quase gritando, mas não olhava pra ela.
- Sim senhor, Professor Norton. – disse segurando as lágrimas e evitando qualquer tremor na voz. - Não o perturbarei mais, professor, com sua licença. – disse saindo em direção à porta.
Antes que Hermione alcançasse o vão da porta, ele a segurou novamente por um dos braços, puxou-a para perto de si. Sabia o que o movia a fazer aquilo. Não queria deixá-la partir pensando que era um miserável filho-da-mãe, sem coração, ou alguma coisa parecida com isso. Dumbledore disse que eles precisavam estar juntos. E para isso acontecer tinha que ter a confiança dela. Isso era o que importava. Respirou fundo. Segurou o rosto de Hermione com uma das mãos. A olhou diretamente nos olhos, que demonstravam surpresa com a iniciativa dele. Estava assustada. Se aproximou de seu rosto. Tomou sua boca com todo o desejo que o consumia naquele momento. Sabia o que estava fazendo era um erro, mas tinha que ser feito. Pode sentir que ela tentava sair de seu abraço, mas isso o fez aprofundar o beijo e a trazer para mais próximo dele. Sentiu que ela se deixou ficar, e assim cedeu aos desejos da boca de Norton. Ele segurava sua nuca e ela se deixava ficar, passando uma de suas mãos no pescoço dele seguindo para o rosto. Hermione era sua, ali, naqueles poucos minutos, era somente sua, exatamente como no sonho, ali estava sua nova realidade, não tão desejada, mas que seria bem aproveitada.
Depois com movimentos mais suaves e delicados, Norton foi se separando da boca que o tinha deixando louco há alguns minutos. Sabia que havia plantado uma confusão na cabeça da jovem em seus braços. E ele sabia como iria trabalhar com isso. Mas o beijo o havia modificado. Se percebeu acariciando os cabelos de Hermione e fazendo um leve carinho em seu rosto. Observou cada reação dela ao seu toque e ficou surpreso por ela não rejeitá-lo. Seus olhos fechados deixavam seu rosto tão tranqüilo ou até mais do que quando ela desmaiou em seus braços. Ele então a chamou: - Srta Granger!
Hermione então abriu seus olhos. Não podia acreditar no que havia acabado de acontecer com ela. Ela se via abraçada a seu professor, o qual havia acabado de beijar. Respirou fundo e o olhou. Escutar sua voz a chamando fora um susto. Percebeu que aquele olhar duro e insensível estava longe. Ali estava apenas um homem, aparentemente preocupado.
- Srta, você está bem. Me desculpe por isso. – Ele já se afastava dela.
- Não faça isso agora, por favor. Deixe-me ficar aqui só mais um pouco, não me deixe assim. – fechou os olhos novamente.
- É melhor não, srta. Eu me excedi, srta Granger. Não há perdão para isso. – disse saindo do abraço e ficando de costas para ela. - Isso foi um erro da minha parte. Isso não se repetirá mais, ouviu, nunca mais! Peço desculpas pelas minhas reações. – estava falando rápido e quase gaguejando. – Isso foi imperdoável da minha parte. Extremamente indelicado.
- Eu, eu te entendo. Mas para mim não foi erro algum, aconteceu, e eu acho que esperava por isso. Queria saber se o que acontecia entre nós dois, se o nosso olhar, poderia ser algo mais do que frutos da minha imaginação. E é real. Senão você jamais iria me beijar desse jeito. Não ia forçar alguma coisa, mais iria esperar. Sim eu estou surpresa pela reação que tivemos, mas eu permiti, não foi. Não há o que perdoar.
- Você acha que eu planejei tudo isso?
- Não. De jeito nenhum e não tinha como.
Tinha que jogar com ela. Não poderia mostrar sentimentos. O beijo fora suficiente.
- Acho melhor a senhorita parar por ai. Não sou um homem fraco que se deixa levar por sentimentos ou qualquer coisa parecida. Não sou também um aproveitador de alunas. Você foi a primeira que beijei e será a última. Mas não posso deixá-la com esse tipo de memória. É muito fácil uma criança como você ficar imaginando coisas... Sou mais velho que você, e além do mais, posso fazê-la esquecer de tudo isso rapidinho. O que vou fazer será melhor para os dois – Então pegou sua varinha e a deixou a mostra. – Não irá sentir nada, Srta, e também não lembrará de nada. Assim vai ser melhor.
- Se é isso que você quer, então, faça! – disse dando alguns passos em direção a Norton. – Eu não tenho medo do que você possa apagar da minha mente. Mas sei que eu não sairei é da sua. Outra coisa, não sou mais criança, como você pode perceber. E se foi tão horrível, apague a sua memória também.
- Não brinque com fogo, garota!
- É você que parece que quer brincar!
- O que você quer de mim?
- A mesma coisa que você.
- E seria...?
- Ver no que isso vai dar.
- E arriscar ver minha linda cabecinha a prêmio pelo Ministério?
- Não sou tola, isso é uma coisa pessoal e não um circo! Não vejo a necessidade de ninguém mais saber. Como você mesmo disse, não vai mais acontecer.
- Exatamente. Mas o que a srta quer dizer no que isso vai dar?
- Não sei, por isso quero ver. Não vou dizer que foi ruim, mas foi algo novo pra mim, e com certeza pra você também.
- Pro senhor, você quer dizer?
- Sim, pro senhor também. – Enfatizou. – E pelo que li, a obliviação causa desconforto, dores de cabeça e confusão metal por dias. E isso, eu não preciso mais. Por favor, não faça isso. Mas se acha necessário, faça logo. Não estou a fim de ser mais marionete de ninguém. – Disse com voz de chateação.
- Você me convenceu, srta Granger. Mas espero que não pense que estou apaixonado ou qualquer coisa fantasiosa do tipo. Quero poder confiar na srta.
- E poderá, professor.
- Agora volte pro seu dormitório. Já está de madrugada.
Ele a levou até a porta. - Não quero vê-la neste horário novamente pelos corredores.
- Vou tentar. – disse com um sorriso e saiu.
- E eu vou está atento, srta. Agora, vamos ver o que Alvo tem preparado pra nos dois. E se bem o conheço, boa coisa não é. – disse dando meia volta e indo em direção oposta a de Hermione.

oi povo!!!!
que sufoco!!
e que capiyulo!!!! Espero que tenham gostado, pois eutou cada vez mais confusa com que vou escrever!!! Este personagenstem vida própria!!!!

OBS:1 PRA QUEM NÃO ENTENDEU. NORTON TEVE UM SONHO ENQUANTO ESTAVA COM MIONE, DEPOIS VÁRIOS FATOS DO SONHO ACONTECERAM NA REALIDADE QUANTO ELE RETORNOU A SALA. nÃO É REPETIÇÃO, É UM QUASE DEJÁ VÚ!

POis bem quero agradecer a todo que estam lendoa fic, to ficando feliz com a quantidade de gente lendo, mesmo sem reviews.

Dark Mell Lestrange : Muito obrigada por ter gostado do meu jeito de escrever e bem vindo ao meu mundinho.....Também peço que vc espere um pouquinho.... mas quero que no final eles tenham algo muito lindo pois amo tb esse casal!!!

Carla Rosa: Minha linda!!!! Coitadinho do Sírius...eu acho que ele precisa de um amor arrebatador pra perceber algumas coisas na vida dele. E precisa crescer como homem em alguns aspectos, mas sou loca por ele como maroto. Agora sobre a escolha, Snape amou a Navra verdadeiramente. E isso pra uma pessoa como o Snape é algo anormal, rsrsrsrs
Acho que muita coisa do Severo esta escondida dentro dele, ele é reservado demais pra se deixar levar por coisas pequenas......
beijos linda e continue atenta!


até mais povo do meu coração!!
leiam e se divirtam muito, ou chorem, façam o que vc´s quiserem!!!
lembrem-se de me mandar um coments só pra me fazer feliz! Quem tiver idéias pro proximo cap ve avise!!!
xau xau

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