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8. CAPÍTULO OITO


Fic: Um Toque de Paixão


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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As duas semanas seguintes foram as mais felizes da vida de Gina. Ela e Harry jantavam, cuidavam dos cães e, depois, passavam a noite juntos, em geral no apartamento dela. No fim de semana que se seguiu à primeira noite em que eles haviam feito amor, Harry saiu para correr com ela.


Nenhum deles tinha certeza sobre como aquilo ia funcionar. Harry ainda corria numa esteira, mas parará de praticar cooper ao perder a visão.


Mas disse a Gina que uma usuária de cão-guia, a quem conhecera num grupo de discussão na Internet, corria a Maratona de Nova York com o marido. Eles usavam a técnica do guia com visão, embora fosse diferente da típica posição de caminhada mão-direita-no-cotovelo-esquerdo.


Assim, depois de consultarem a mulher, saíram de manhãzinha para as estradas longas e retas que cruzavam o campo de batalha. Devido ao imenso volume de turistas no verão, as estradas eram mantidas em boas condições. Mas em meados de dezembro o tráfego era quase nulo.


Caminharam até o campo de batalha para fazer aquecimento e alongamento. Ele estranhou não estar com Merlin, mas a escola de treinamento de cães-guias que o treinara dera-lhe instruções explícitas quanto a não correr com o cão. Era fácil superaquecer um cão que já estava usando um guia, e muito perigoso. Não queria desobedecer as instruções da escola em uma questão tão importante. Isso, explicou a ela, era um pouco diferente do que deixar o cachorro deitar na poltrona.


Harry levara uma faixa de pano largo, com a qual amarraram-se um ao outro, o pulso esquerdo de Gina no direito de Harry.


Como cada um deles teria de manter um padrão respiratório estável durante a corrida, estabeleceram um sistema de comunicação não-verbal. Harry corria um pouco à frente para poder responder aos leves puxões em seu pulso. O trabalho de Gina era transmitir indicações a ele, bem como se manter atenta para buracos na estrada e veículos que se aproximassem.


— Isso foi incrível! — exclamou Harry, jubiloso, ao reduzirem o ritmo para uma caminhada e recuperar fôlego suficiente para conversar. Com o braço direito, que estava livre, ele a segurou e a puxou para si, procurando por seus lábios.


— Muito obrigado. Achava que jamais correria ao ar livre de novo.


— Podemos fazer disso um hábito regular — ela comentou quando ele a soltou. — Embora eu ache que deva ser bem difícil encontrar um horário seguro para correr durante a temporada de turismo.


—  Provavelmente. Essas estradas ficam incrivelmente congestionadas.


Ele fez que sim com a cabeça enquanto caminhavam rapidamente na direção do prédio deles.


— Você realmente não viveu em Gettysburg até estar aqui junto com os turistas. Parece uma praga de gafanhotos.


— Vai ser interessante. Nunca morei num lugar que fosse atração turística. — Mal podia esperar a chegada do verão. Sentir-se incomodada por visitantes significaria que estava aqui há tempo suficiente para fincar raízes, e, então, teria a sensação de realmente pertencer à comunidade.


Naquela noite, acordou no meio da noite e percebeu que ele também estava acordado, embora não tivesse falado nada. Ainda era emocionante adormecer em seus braços e acordar da mesma forma. Supunha que um dia essa emoção iria acabar, embora não conseguisse nem imaginar isso.


Ele se deitou com ela aninhada na curva de seu braço, uma das pernas entrelaçada com a dele.


Com a mão livre, ele enrascava uma madeixa dos cabelos de Gina.


— Harry?


— Oi.


— O que estava fazendo?


Ele abandonou seu cabelo e se virou para segurar seu rosto em concha e beijar seus lábios.


— Estava apenas deitado aqui, pensando na sorte que tive em conhecer você.


O coração de Gina expandiu-se um pouco mais ao ouvir estas ternas palavras.


— A sensação é mútua.


Houve um momento de silêncio confortável. Então, ele disse:


— Nunca terminamos uma conversa que começamos há algumas semanas.


— Que conversa? — Ela estava sonolenta, saciada e absolutamente confortável.


Por baixo do rosto de Gina, o peito de Harry subiu e desceu enquanto ele ria.


— Correndo o risco de cometer uma gafe terrível ao mencionar o nome de outra mulher enquanto estamos na cama, estávamos falando sobre Cho.


— Oh. — Ela pensou no assunto. — Realmente é um risco que você está correndo, mas estou ouvindo.


— Eu realmente gostaria de contar a respeito dela. — Sua voz ficara séria.


Levantou a mão e acariciou o rosto dele.


— É claro.


— Ela foi fantástica depois do acidente. Ela me apoiou muito, e se mostrou muito determinada a não me deixar afundar num poço de autopiedade. Na verdade, foi ela quem sugeriu que eu arrumasse um cão-guia.


— Certo. Talvez eu goste dela.


Ele sorriu e acariciou os cabelos de Gina.


— Ainda gostava dela, mas nessa época estava completamente centrado em mim mesmo. Só conseguia pensar em como minha vida havia mudado.


— É compreensível.


— Talvez. Em todo caso, depois de seis meses, eu disse a Cho que não poderia me casar com ela. Meti na cabeça a idéia idiota de que agora tinha tantos desafios físicos a vencer que não poderia ser o tipo de marido que ela merecia.


— Isso foi incrivelmente estúpido. Ele estremeceu.


— Eu sei. Realmente a magoei. A única coisa que Cho me fez prometer foi que eu buscaria apoio psicológico depois que rompêssemos. Foi o que fiz. O psicólogo com quem me consultei também havia perdido a visão quando tinha cerca de 20 anos. Ele me ajudou muito a passar da fase do "Por que eu?" e começar a viver novamente. Entrei numa lista de espera por um cachorro e, então, cerca de seis meses depois, uniram-me a Edwiges.


— Mas por que você não voltou com Cho? — Ela se deitou, usando o braço dele como travesseiro. — Não que eu esteja me queixando.


Ele sorriu.


— Eu me sentia culpado por ter terminado daquele jeito. E, então, depois de muito tempo, pensei que talvez conseguisse consertar nosso relacionamento. — Ele cocou a cabeça enquanto falava. — Vendo agora, acho que o que eu desejava mais era a familiaridade do relacionamento conhecido, mas decidi que a queria de volta.


Gina não pôde conter um estremecimento. Harry hesitou, mas então ele simplesmente prosseguiu com seu relato.


— Ela ainda estava morando no mesmo prédio. Assim, um dia eu simplesmente apareci por lá. Toquei a campainha e um cara que eu não reconheci atendeu a  porta. Assim que ele me viu, gritou por Cho. Eles haviam acabado de se casar.


— Puxa. Hora errada.


— É. Eu me senti um idiota. Durante muito tempo, pensei que ainda a amava. Eu estava furioso comigo mesmo por tê-la perdido, e furioso com ela por ter desistido de mim, por mais irracional que isso fosse, considerando que fui eu quem a chutou.


— Sentimentos nem sempre são racionais.


— Quando a vi, outro dia, realmente me fez bem perceber que não a amava mais. Eu não fiquei magoado com ela, nem a quis. — Ele recolheu o braço, trazendo-a para mais perto para beijar sua testa. — Eu havia prosseguido com minha vida. Tinha conhecido você.


Uma bolha de felicidade se expandiu dentro dela, ameaçando fazê-la flutuar até o teto.


— Eu nunca me senti assim a respeito de ninguém — disse ele. — Eu achava que amava Cho, mas nunca senti por ela o que sinto por você. Gina, eu amo você.


Contudo, a felicidade tornou-se apreensão quando ela lembrou que também tinha um segredo. Precisava contar quem ela havia sido. Ela não achava que isso tinha alguma importância, mas... não era o tipo de segredo que ela deveria guardar do homem com quem queria passar o resto da vida. E ela queria.


— Querida? — Ele a fez deitar-se e se colocou sobre ela, um vulto imenso pairando sobre ela na escuridão, com ombros que bloqueavam a pouca luz do cômodo.


— No que está pensando?


— Faça amor comigo — disse ela. Ela precisava pensar em como explicar por que guardara aquele segredo, antes de revelar tudo. Deliberadamente, levantou o joelho, que estava aninhado entre as pernas dele, e esfregou-o suavemente para a frente e para trás, sentindo-o estremecer quando sua pele sensível foi estimulada, e quando ele se moveu para se deitar entre as pernas dela, ela imediatamente começou a balançar-se contra ele. Ela sentiu o membro quente e latejante crescer. Quando Harry curvou-se para trás, e a ponta lisa sondou sua delicada abertura, Gina sentiu uma rajada de excitação percorrer seu corpo. Plantou os pés na cama e empurrou o corpo para cima. Ele arfou alto quando a ação de Gina levou-o profundamente para dentro dela.


Harry pôs as mãos enormes em concha nas nádegas de Gina, inclinando-a para receber seus golpes constantes. A medida que sentia a nuvem de desejo adensar-se, preparando-se para irromper sobre sua cabeça, Gina agarrou-se a ele, cruzando os tornozelos por trás de suas costas para segurá-lo firme e profundamente. Eu também amo você, pensou, mas não poderia dizer isso em voz alta até ter sido completamente honesta com ele. Eu também amo você.


Na noite de sexta-feira armaram uma árvore de Natal no apartamento de Gina. Harry não decorava o  apartamento.                                                          


— Não é que eu não goste do Natal — explicou, mas não posso ver a decoração, e é um saco retirar  um monte de coisas dos armários para depois guardar  tudo de novo. Mas vou adorar ajudar você.


—Tudo bem. Mas pelo menos coloque uma guirlanda na porta. E me ajude a decorar meu apartamento.


— Meu trabalho será comer biscoitos enquanto troco CDs natalinos.


— Que grande voluntário!


Ele riu, feliz por ela querer dividir com ele os preparativos para o Natal.


— Acordo fechado...


Foram de carro até uma loja comprar uma árvore. Caminhando por entre as fileiras de árvores, Harry apertou a mão enluvada de Gina. O tempo estava muito mais frio do que na semana anterior, quando  eles haviam corrido, e a meteorologia previra neve para o fim de semana.                                            


— Isto é fantástico — disse ele, respirando profundamente o ar gelado e com aroma de pinho. — Traz de volta boas lembranças de minha infância. Minha família costumava sair para cortarmos juntos nossa árvore.


— Isso devia ser agradável. Nós sempre comprávamos uma árvore artificial. Mamãe dizia que era muito difícil para uma mulher solteira e duas menininhas carregarem uma árvore de verdade.


— Então agora você mesma decora uma árvore de verdade.


— E a minha irmã também. Faço isso porque é divertido. Ela também faz porque está determinada a dar um Natal de verdade aos filhos.


—  Você não teve um Natal de verdade quando criança?


Ela balançou a cabeça.


— Mamãe nunca dedicou muito tempo a fazer nada além do necessário para mim e CeCe. Não me entenda mal... Ela não é má pessoa, mas estava absorta demais em seu sofrimento e na raiva por meu pai para se concentrar em nós.


— Você se recorda dos dois juntos?


— Na verdade, não. Tenho umas lembranças vagas dele brincando conosco, mas nenhuma recordação específica de minha família unida. Ele voltou por cerca de um ano depois de se divorciar da segunda esposa, mas nos deixou de novo quando eu tinha 9 anos. Depois ele teve mais três esposas, durante minha adolescência e o começo de minha vida adulta, e agora está para se casar com a número 6.


Ele estava um pouco estarrecido com a infância que ela tivera.


— Ele deve gostar muito de pagar pensão.


O comentário fez Gina rir. Ela encostou a cabeça no ombro dele por um doce momento antes de dizerem à vendedora qual árvore haviam escolhido.


De volta ao apartamento, ele a ajudou a carregar a árvore escadaria acima e colocá-la em sua sala de estar. Contando com a ajuda dele, ela pudera escolher uma árvore maior do que de costume. Harry gostava da forma como ela sempre considerava que ele era capaz de fazer a maioria das coisas, exceto quando ele dizia que não. Ele não ajudara ninguém com essa parte do ritual do Natal desde que perdera a visão, e estava achando profundamente satisfatório ser mais do que simples espectador. E ficou ainda mais feliz ao conseguir subir as escadas com aquela árvore sem quebrar o pescoço.


Gina tinha inúmeras bolas, ornamentos e delicados enfeites de madeira alemães que, segundo ela, eram principalmente vermelhos, prateados e verdes, belas guirlandas decorativas e uma coleção de ornamentos de cristal irlandeses.


— Papai dá um a CeCe e a mim todos os anos, desde que nascemos — disse ela, colocando uma peça fria de vidro na mão dele.


Explorando a peça, ele percebeu que se tratava de um anjo, e que havia alguma coisa gravada num dos lados.


— O que diz aqui?


— O primeiro Natal do bebê. Com meu nome e a data de nascimento. Todos eles têm minhas iniciais e o ano.


— Uma bela tradição — declarou. — Todos nós temos meias de Natal tricotadas por minha mãe. E vários dos nossos enfeites de árvore foram feitos por ela numa época ou noutra. Desconfio que não existe nenhum tipo de costura que ela não consiga fazer.


— Acho que eu gostaria de ter coisas como essas.


— Desculpe, mas eu não sei costurar — disse, fazendo-a rir.


Depois que terminaram de montar a árvore, ele a puxou para si, sentindo a excitação que sempre lhe despertavam aquelas curvas longas e esbeltas.


— Obrigado por me pedir para fazer isso. Tenho a impressão de que estamos criando algumas tradições.


Ela beijou o queixo dele.


— Gostei de ouvir esta palavra: tradições.


— Coisas que faremos todos os anos — esclareceu, querendo ter certeza de que ela entendia o quanto era importante em sua vida. Era engraçado como, em menos de dois meses, Gina tornara-se tão necessária para ele quanto... respirar.


Ele a sentiu respirar fundo.


—  Minha irmã me convidou para passar o Natal com ela, mas ainda não lhe dei certeza.


Ouvindo a pergunta que ela não fizera, ele comentou:


—Acho melhor conversarmos sobre o que faremos com relação ao Natal. Quero conhecer sua família...


— E eu quero que você os conheça. Inclusive, CeCe ameaçou não me dar meus presentes se eu não levar você para a ceia de Natal.


Ele riu.


— Eu quero apresentar você à minha família também. Mas por que não fazemos nossos planos logo, pra que eu possa dizer à minha mãe quando estaremos lá?


— Seria muito agradável passar a véspera de Natal aqui. E ir ao culto em minha própria igreja pela primeira vez.


—  Seria bom mesmo — concordou. — O culto deve acabar por volta das nove. Gostaria de ir até a casa da sua irmã depois disso?


Ela fez que não com a cabeça.


— Preferia passar a véspera de Natal aqui mesmo, apenas nós e os cachorros. Podemos acordar de manhã bem cedo para irmos até a casa de CeCe.


— E à tarde ir até è casa da minha família?


— Parece um plano. — Ele podia ouvir um tom de diversão em sua voz. — Mas se comermos nos dois lugares, depois não vamos caber em nossas roupas.


— Correrei esse risco, se você correr.


Ele abaixou a cabeça para salpicar uma linha de beijinhos pela sensível coluna do pescoço de Gina até afundar o nariz na concavidade acima de sua clavícula.


— Acabamos de montar a árvore? Porque tenho um presente que quero dar a você.


Ela riu, deslizando a mão pela frente do corpo dele para explorar a forma crescente de sua excitação.


— Mal posso esperar. Pode me dar agora?


A festa de Natal no escritório de Harry foi realizada, no terceiro sábado de dezembro, em um clube nos arredores da cidade.


Gina estava empolgada por Harry querer que ela o acompanhasse para conhecer seus amigos e colegas de trabalho. Ele já fora à igreja com ela duas vezes, e algumas das pessoas ela já conhecera lá. Era agradável saber que outras pessoas os consideravam um casal.


Ainda assim, estava terrivelmente nervosa por causa da festa. Queria estar bonita para Harry, embora ele não pudesse apreciar isso visualmente. O fato de que ela seria examinada pelas pessoas que o conheciam era motivo suficiente para fazê-la querer estar o mais bonita possível.


Mas vestir-se, colocar maquiagem e arrumar o cabelo trouxe sua tensão e medo de volta à superfície. Ela se sentiu da mesma forma que nas primeiras semanas depois de ter desistido de trabalhar como modelo. Ela passara algum tempo com a mãe até decidir onde iria morar. Cada vez que saíra da casa, sentira-se como um ratinho do campo aventurando-se fora de seu esconderijo, expondo-se aos predadores. Sentira-se aterrorizada com a possibilidade de que desconfiassem que ela era algum tipo de celebridade e acabassem reconhecendo seu rosto.


Mas com o passar do tempo Gina descobriu uma verdade surpreendente: as pessoas estão muito concentradas em suas próprias vidas e preocupações para dar muita importância a um novo rosto que acabam de conhecer.


De vez em quando alguém olhava para ela e perguntava se já se conheciam, como Rony, o amigo de Harry. Mas ninguém jamais fizera a conexão.


Prometeu a si mesma que contaria tudo a Harry em breve. Antes do Natal. Então, eles começariam o novo ano sem nenhum segredo, sem nada oculto entre eles. Contudo, ela começava a achar que estava ficando paranóica, achando que alguém iria reconhecê-la.


Era a cor, concluíra Gina meses antes. Sem maquiagem, seus olhos eram comuns e a ênfase facial era em sua estrutura óssea e pele de porcelana. Mas com maquiagem... com a maquiagem correta, seus olhos tornavam-se poças negras e ardentes. Quando pintava os lábios nas cores ousadas exigidas por seus cabelos, então loiros, sua boca ficava carnuda e seus olhos hipnóticos. E usara os cabelos numa explosão de cachos que atraíam a atenção de todos.


Sem os cabelos loiros e cacheados, Gina era outra pessoa. Apenas levara algum tempo para relaxar e compreender isso.


Mas agora estava diante de um dilema: precisava vestir-se para a festa. Vestir-se significava usar alguma maquiagem, fazer algum esforço. E correr o risco de que seu rosto despertasse a memória de alguém.


Mesmo assim, ela não tinha escolha. Não podia vestir-se mal, Harry dissera-lhe que quando o pai de Rony se aposentasse, dali a um ano, ele iria lhe oferecer sociedade na firma. Era uma oportunidade maravilhosa para Harry, e ela precisava apoiá-lo.


Então, fez todo o possível para se camuflar.


Como A’Gna, dispensando qualquer sobrenome, ela quase sempre usara os cabelos loiros soltos, exibindo os cachos. Para a festa, ela os amarrou, lisos, numa trança elegante.


Ela iria se vestir em tons escuros, que combinariam com seus cabelos ruivos. Como Harry usaria smoking, ela teria de vestir algo longo.


Ainda possuía alguns vestidos deslumbrantes, mas em vez disso enfrentou uma hora de carro até a casa da irmã para pegar emprestado um vestido de veludo verde-pinho falsamente simples. Era sem mangas, com gola suspensa na frente e um decote nas costas até a cintura.


Ela sabia que a textura e o corte apelariam ao tato de Harry, e decerto desviaria a atenção de seu rosto.


Seu rosto. Havia pouco que pudesse ser feito com seu rosto, exceto aplicação de cor. Escolheu tons terra em vez dos rosas e pêssegos que costumara usar em suas fotos, e fez o máximo possível para parecer atraente e elegante sem deixar seu rosto inesquecível. Gina prometeu a si mesma que não deixaria sua paranóia atormentá-la naquela noite.


Harry cruzou o corredor e bateu na porta de Gina. Estava bonito e imponente, num smoking escuro, combinando com camisa e gravata pretas. Ele não estava com Merlin. Contou que pensara muito se deveria levar o cachorro, mas finalmente decidira deixar seu guia descansar em casa, afinal eles passariam a maior parte do tempo sentados à mesa de jantar.


Rony e sua acompanhante vieram pegá-los. Vários escritórios de advocacia compareceriam à festa. Cada escritório realizaria um jantar ou nas salas privativas do clube ou em outros pontos da cidade. Mas depois do jantar haveria um baile no salão elegante do clube, para o qual todos os convidados tinham entradas, independentemente de onde fosse o jantar do escritório.


Quando a Mercedes de Rony entrou no estacionamento, Harry disse:


— Você sabe que seu trabalho será me dizer quando eu sujar a gola com comida, não sabe?


— Oooh — murmurou Gina enquanto ele a ajudava a sentar no banco traseiro da Mercedes. —Acho que isso lhe dará algum incentivo para ser gentil comigo.


Ele contornou o carro, dobrou a bengala, ocupou seu lugar ao lado dela e bateu a porta. Enquanto Rony abria a porta para Hermione, Harry inclinou-se até ela e disse com um sorriso:


— Pretendo ser muito, muito gentil com você mais tarde, querida.


— Mal posso esperar — ronronou Gina, correndo um dos dedos pela coxa musculosa de Harry.  .


— Não. Não. Não. — Ele pegou a mão de Gina e entrelaçou os dedos com os dela. — A não ser que queira nos embaraçar, essa é realmente uma péssima idéia. É um passeio muito curto até o clube.


O jantar propriamente dito foi agradável. Ficaram em uma mesa com Rony e Hermione, suas assistentes pessoais, acompanhadas por seus respectivos maridos.


As outras duas mulheres informaram a respeito de quem era quem na sala, com comentários de Rony, que tagarelava como um apresentador de talk show. Na verdade, Gina estava grata por aquilo, porque significava que ela não precisava falar muito e que a atenção das pessoas estava em outra parte.


Depois da sobremesa, as mesas foram limpas e a banda começou a tocar. Era um grupo excelente. Ao ouvir as notas da primeira música lenta, Harry levantou-se e segurou a mão de Gina.


— Dance comigo.


Foi o céu. Ela ainda não o conhecia tempo suficiente para ter se acostumado a estar em seus braços. E ela adorava dançar. Harry era um parceiro forte e, com um mínimo de direcionamento da parte de Gina, para que eles não esbarrassem em outros casais, os dois moviam-se extremamente bem juntos.


Durante uma pausa da banda, Harry fez uma pergunta baixa a Rony, e quando seu amigo respondeu, a cabeça de Harry girou para a esquerda. Depois de um breve aceno de cabeça, Harry virou-se para ela e disse: 


— Quero apresentá-la ao Sr. Brikerman. É filho do fundador da firma, tendo assumido os negócios quando o avô de Rony se aposentou. Agora ele esta querendo que Rony faça a mesma coisa.


— E, então, você será promovido a sócio? Harry assentiu.


— Brikerman & Potter, Advogados Associados. Soa bem, não acha?


Ela riu.


— Acho sim.


— Sr. & sra. Harry Potter também soa bem — acrescentou Harry. — Também adoro a sonoridade do nome Gina Potter.


Ele a estava pedindo em casamento? Pega completamente de surpresa, ela disse a primeira coisa que lhe passou pela cabeça.


— Adoro, mas como ninguém chamado Potter me pediu para casar com ele, tudo isso é hipotético.


Harry soltou uma gargalhada tão alta que as pessoas ao redor viraram-se para olhar.


— Você é bem direta, não é? — Ele deslizou as mãos pelos braços de Gina para colocar as mãos em seus ombros. — Gina, eu não pretendia fazer isso esta noite. Ainda não comprei uma aliança. Mas como parecemos estar circundando aquele que provavelmente será o assunto mais importante de nossas vidas... quer casar comigo?


A cabeça de Gina estava girando. Ela precisou lembrar a si mesma que precisava respirar.


— Harry... Você tem certeza? Espere! Eu não quis dizer isso!


Ele gargalhou novamente.


— Neste momento eu preferiria uma resposta de uma palavra só.


— Sim — disse, apressada. — Sim!


As pessoas ao redor já haviam notado que alguma coisa estava acontecendo. Alheio aos seus olhares, ou talvez sem se importar com eles, Harry abraçou-a e  beijou-a, curvando-a para trás de modo que num segundo ela estava dependurada no pescoço forte de Harry, dependendo dele para equilibrar-se.


Quando levantou a cabeça, Harry disse:


— Ei, pessoal, esta linda moça acabou de aceitar se casar comigo!


Ao redor deles explodiu uma saraivada de aplausos, assobios e brados.


— Aí, amigão! — Rony estava lá, dando um tapa carinhoso nas costas de Harry, enquanto uma das assistentes pessoais abraçava Gina.


—  Parabéns, querida. Harry é um dos jovens mais decentes que eu conheço.


Ela abriu a boca para responder, mas seu celular, que estava na bolsa pousada na mesa, começou a tocar.


— Desculpem, é meu celular! Com licença.


Ela já estava preocupada antes mesmo de abrir a tampa e falar. Ela só possuía um celular para ser informada sobre emergências de família, ou para que sua mãe entrasse em contato com ela em caso de necessidade. Ela, honestamente, não lembrava dele ter tocado desde que ela se mudara para Gettysburg.


— Alô?


— Gi? — Era CeCe, e Gina notou imediatamente que ela estava chorando.


— CeCe, o que aconteceu? — Ela sentiu seu coração apertar como se estivesse num avião numa turbulência.


— Você está bem?


— Estou — disse CeCe, mas, Gi, papai está no hospital. Você pode vir pra cá?


— É claro. — Ela imediatamente pegou um guardanapo e começou a rabiscar um endereço. — O que aconteceu?


CeCe começou a chorar ainda mais forte.


— Ele saiu para correr com a noiva. Parece que ela é atleta. Correram por 16 quilômetros, e então papai desmaiou. Estão achando que ele teve um ataque cardíaco.                         


— Dezesseis quilômetros! — O pai delas tinha excelente forma física, mas... — Ele não disse a ela que nunca correu mais do que quatro ou cinco quilômetros em toda a vida?


— Conhece papai — disse CeCe, sua voz ligeiramente mais calma. — Ele preferiria morrer a admitir que não é tão forte e em forma quanto um homem jovem. Houve um silêncio súbito quando CeCe percebeu o que acabara de dizer, e então começou a chorar novamente. — Pode vir imediatamente, Gina?


— Claro.


Sem hesitar, Gina concordou e foi contar a Harry o que acontecera, desapontada e perturbada com a trágica mudança de eventos. Como o melhor momento de sua vida subitamente tornara-se o pior?



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