Capítulo 05.
La revanche de l'esprit. ( A vingança do espirito)
John estivera caçando durante toda a noite passada; chegou cansado, a mochila jogada no sofá e a blusa suja de sangue mostravam isso. Fora até fácil matar o vampiro recém transformado, pois devido à transformação inacabada ele ainda não havia tomado em conta todo o poder que tinha em mãos, o único problema é que era deveras cansativo lutar com alguém com muito mais força que si mesmo, mas por fim decapitou o vampiro, espirrando neste gesto, sangue pela silenciosa floresta e em suas roupas também.
Harry e Hermione se dirigiram para outro rumo, caçando os outros membros do mesmo grupo. Já era noite e ainda não tivera notícias deles, mas saberia em seu íntimo se algo tivesse dado errado. Não gostara da idéia de ter sido escolhido para ficar com Scarlett nessa empreitada, mas nada pudera fazer diante da autoridade do irmão. Parecia que tudo voltava a ser como antes. Os dois morenos voltavam a ser a dupla inseparável de outrora. Outro fato que o incomodava era o de a garota loira implicar em todos seus gestos e sorrisos sarcásticos o quanto sabia sobre si.
- Cansado? - perguntou Scar lhe oferecendo café.
- Cansado é pouco. – ele respondeu, pegando a caneca de café fumegante. – Obrigado.
- Pelo visto fui eu quem menos se cansou... - sorriu triunfante se jogando no sofá. - Matei a namoradinha do cara que você matou, foi à decapitação mais rápida que fiz...
John ergueu os olhos para ela, e bufou. Que garota convencida!
- Ela era fraca, por isso não teve trabalho...
- Eu sei disso... - murmurou gargalhando da raiva do moreno. - Mas ainda assim tenho meu mérito. - beijou o rosto sujo do moreno saindo do sofá e indo ao quarto em passos rápidos e femininos sem olhar pra trás.
...
Em menos de algumas horas, Harry e Hermione entravam por aquela mesma porta. Ambos cansados e sujos. Ele carregava uma mochila pesada, enquanto ela desatava o nó que prendera seus cabelos. O fez retirar os sapatos cheios de terra ao entrarem, e o moreno reclamava do piso frio.
Ela sorriu, virando-se para ele.
- Pare de reclamar, parece uma velha ranzinza.
- Eu matei cinco vampiros dos oito naquele lugar... Tenho o direito de reclamar. - resmungou Harry.
- Ah está certo, vamos voltar pra aulas de matemática. – comentou, indignada. – Eu matei a metade, e você a outra metade. Estamos em pé de igualdade.
Sentaram juntos no sofá. Hermione se pôs a massagear os pés, e fechou os olhos, diante da agradável sensação. Deixou um sorriso brotar nos lábios, o qual fora captado por Harry.
- Se me lembro bem eu matei a loirinha com peitos de Pâmela Anderson, o garoto esquelético, a ruivinha sardenta, o moreno com cara de gay e o loiro parecido com o Malfoy. - disse contabilizando. - Nas minhas contas são cinco, estou certo...
- Até pode ser que tenha matado o vampiro que se parecia com o Draco, mas a ruiva sardenta eu mesma acabei com ela! – exclamou, abrindo os olhos novamente. Encarou-o. – Você não me tirou esse prazer, querido. Ela me lembrava a Gina... – emendou e fez uma careta. Harry reprimiu o sorriso, pois o mesmo acontecera quando matou o vampiro louro.
Scarlett que havia saído do quarto sorriu vestida para sair no maior estilo mulher fatal, batom vermelho nos lábios em complemento ao vestido vermelho vivo que se colava nas curvas.
- Vou caçar. Não me esperem hoje... - disse olhando a discussão que continuava.
- Vestida desse jeito, só se for caçar homem... - comentou Harry.
Hermione se encheu de ira, e provida de toda a força que ainda tinha depois de uma caçada exaustiva, deu um bom tapa na nuca do moreno que foi centímetros a frente tamanha a força que ela empregara. Ele gemeu, massageando a nuca. Olhou para ela com espanto.
- Gostou da massagem querido, achei que estava meio tenso. – comentou.
- Adorei isso querida, mas deveria saber que tapa de amor não dói. - comentou escapando de outro tapa.
- Vai ver onde vai doer, Potter! – exclamou irritada. Ele riu, provocando-a.
...
A casa havia se silenciado, todos dormiam tranquilamente, menos John; na cama o moreno suava e se contorcia em seu primeiro pesadelo em anos, a última vez que tinha um era um pré-adolescente. Sua Melany estava próxima de si, a cena se repetia, podia ver a si mesmo no bar conversando com Sheena e pode ver claramente as lágrimas nos olhos magoados de Melany, a confiança se rompendo e a garota correndo em direção ao carro, doida para sair dali, tão cega que a poucos minutos depois morreria naquele carro.
Mesmo não estando no local do acidente, a imagem do carro batendo. Se estilhaçando com Melany dentro, lhe perseguia. Os gritos dela vibravam em alto som na sua mente. Podia ver os olhos azuis da garota brilharem de medo.
Contorceu-se na cama outra vez, suava em demasia, e seus gritos se misturaram com os da namorada em seu pesadelo. Segundos depois, a porta do quarto se abriu, e por ela passaram Harry e Hermione, logo atrás viera Scarlett que acabava de chegar.
Os gritos lancinantes do jovem puderam ser ouvidos pelos dois morenos. Harry seguiu para o lado do irmão, na tentativa de acordá-lo. Então John, abriu os olhos. Os cabelos molhados pregavam-lhe na testa e ele engasgado ofegava.
- John... – chamou Hermione, e ele a olhou desfocadamente.
Ela tocou em seus ombros trêmulos, e o rapaz voltou à realidade.
- Está tudo bem. – ele disse.
- Não esconda de nós John, algo te assustou e sabemos que é muito difícil que algo te assuste...
A loira permanecia muda olhando dentro dos olhos de John, sabendo exatamente o porquê de seus gritos.
- Só foi um pesadelo, eu estou bem. – murmurou, e Hermione trocara um olhar preocupado com Harry.
- Tem certeza? – a morena perguntou, e John balançou a cabeça, assentindo.
- Desculpe ter acordado vocês.
- Não precisa pedir desculpas. - disse o irmão preocupado.
- Peças desculpas por ter mentido também... - murmurou Scar saindo do silêncio.
- É um assunto muito pessoal, porque não dá o fora? – Hermione disse, irritada.
- Não precisa me tratar mal, eu não gosto do Harry. - comentou a loira tranquilamente. - Sabe o que mais me irrita em você Hermione, você é tão cheia de si, suas ordens, seu tom superior, mas nós duas sabemos que somos farinha do mesmo saco, então não ouse usar esse tom de voz pra cima de mim.
Hermione riu-se cinicamente, e bufou.
- Eu a trato da maneira como me convir, e enquanto eu não achar plausível dispensar de meu “bom” ânimo com você, vá esperando coisas piores. E eu não ligo se você gosta ou não do Harry, se quiser ele é todinho seu. – começou furiosa. Os dois rapazes escondiam os sorrisinhos, mesmo John tendo passado por um pesadelo tão real. Aquilo o fazia esquecer. – E limpe sua boca antes de qualquer comparação. Nunca seremos iguais, nem teremos propósitos semelhantes! Eu apenas a aturo pelo bem de terceiros.
- Ainda bem que eu posso ler mentes, afinal sei muito bem o quanto lhe doeu o se “quiser ele é todinho seu...” - a loira sorriu outra vez vendo que havia atingido a outra. - E não fale de propósitos, você não sabe os meus, mas eu sei os seus e pare de ser hipócrita, em nenhum momento eu me dirigi a você para qualquer coisa que fosse. Havia falado com o John, não citei seu nome em nenhum momento, mas é claro, que você teve de se meter! Pois nunca deixaria em branco um espaço pra me alfinetar... - respirou mais séria analisando o perfil da morena. - E sabemos muito bem porque você faz isso, porque não consegue agüentar os olhares do Harry pra minha bunda quando eu me levanto de manhã, pois bem está incomodada, querida? Bata de frente com ele e não ouse dizer que é mentira, ou eu juro que desvendo para os irmãos Potter seus sonhos mais íntimos e secretos.
O semblante de Hermione se endureceu mais do que esperava. Seus olhos estavam em chamas, e um sentimento impulsivo se apossou da morena. No entanto, ela tinha autocontrole demais... Sem esperar mais, ela saiu porta a fora, mas ainda com uma pose arrogante e altiva.
Harry descruzou os braços, e em silêncio resolvera ir atrás da morena, deixando o irmão e Scarlett sozinhos.
- Poderia ter pegado mais leve. Apesar de Hermione ser “casca grossa” ela é bem sensível. – comentou o Potter mais novo.
- Ela tem me tratado mal desde que cheguei e eu não tenho culpa se o seu irmão é um tarado compulsivo... - comentou sorrindo fraco sob a menção de Harry. - Quer conversar sobre o pesadelo?
- Não. – respondeu secamente. – Ainda não estou preparado... E sei que se tratando de você, não terei outra escolha, caso isso se repita.
- Exatamente... - a loira o olhou. Alguns instantes de silêncio se instalaram no quarto. - Vou te contar uma coisa John, nós somos parecidos...
- Não acho que somos. – disse, respirando fundo. – Mas porque diz isso?
- Nós dois somos sérios demais, não gostamos de falar sobre nossas intimidades e nos fazemos de fortes pra todos a nossa volta. Mas sabemos muito bem que na verdade não somos tão fortes assim, às vezes até choramos sem que ninguém veja, não é? - beijou o moreno no rosto alisando o cabelo escuro. - Boa noite John...
Ele suspirou fundo, afundando-se na cama. Se eram parecidos ou não, disto não sabia, mas tinha ciência do quanto Scarlett era misteriosa. Em alguns momentos chegava a odiá-la, como Hermione fazia sempre, mas em certas ocasiões poderia até gostar dela... Ergueu a sobrancelha, se reprimindo por este último pensamento, e em seguida tentou recobrar seu sono. Só esperava que este viesse-lhe calmo e sereno.
...
Olhando para um ponto fixo, Hermione, deixara o copo de água pela metade, em cima do balcão. Ultimamente certas verdades lhe eram jogadas sem pudor nas faces, e por mais que fosse difícil admitir, elas doíam. Estava tremendo de raiva. Talvez de si mesma.
Encostou-se na pedra fria do balcão e suspirou fundo. O coração batia em compasso com o que sentia.
Harry veio pra perto de si segundos depois, tempo o bastante para vê-la daquele jeito. Não gostava de ficar tão vulnerável perto dele.
- Quero ficar sozinha. – ela disse, sem olhar para o moreno.
- Eu não disse que ia ficar perto de você. - comentou. - Mas já que estou aqui, só queria te pedir um favor...
- Que favor? – Hermione virou-se para ele. Era visível que estava ressentida, e não iria suportar se Harry lhe acusasse também.
- Tente relaxar... - pediu sorrindo. - Temos tido um trabalho atrás do outro, e a tensão é palpável, então só relaxe...
- Não sou do tipo que relaxa... – murmurou, fitando os pés. – No fundo ela tem razão. Ninguém suportará viver perto de mim daqui um tempo. Eu sou mesmo assim? Controladora, arrogante...
- Mais ou menos. - brincou piscando. - Você é adorável, Hermione... Só tente maneiras diferentes de abordar certas coisas. Scarlett realmente nunca fez nada que pudesse inspirar tudo de ruim em você.
- Talvez se parasse de olhar pra bunda dela! – ela exclamou, o olhando chateada. – E... Bem, talvez eu esteja me sentindo ameaçada. E com ciúmes... Mas, são ciúmes de amiga, ouviu? – emendou vendo que o sorriso nos lábios de Harry se intensificara.
- Ouvi... - comentou muito feliz. - Vou tentar parar de olhar pra bunda dela, mas relaxe Hermione ela tem 20 anos é nova demais pra mim.
- E desde quando isso foi desculpa, pra você? – indagou, apontando o dedo para ele.
- Desde que eu reparei uns olhares a mais do John por ela. Sou garanhão, mas não fura olho.
A morena sibilou um sorriso e beliscou-lhe o braço.
- Nada de ficar jogando aquela garota pra cima do seu irmão. John é bom demais para ela, até você é bom demais para ela. E ele merece alguém que cure suas feridas.
O caçador gargalhou sentando-se no balcão da cozinha.
- Me dê um motivo para ela não ser boa para o John?
- Um: ela é loira. Dois: Tem a sobrancelha fina demais. Três: Você fica olhando pra bunda dela. Quatro: Ela usa batom vermelho! Cinco: Ela é loira... E... – bufou. – Não insista, nisso.
Harry reprimia a risada, mordendo nos lábios. Ela também segurava o riso. Chegou perto dele, apoiando as mãos em suas pernas. O moreno ergueu a sobrancelha, inseguro do que viria, então ela riu.
- Acho que não gosto de dividir meus irmãos Potter com ninguém. Isso ficou bem claro, não é?
- Exatamente isso, sabe, eu a acho o tipo perfeito de garota para o John...
- Você não é confiável para isso. – comentou rindo. Ele passou os braços ao redor da cintura dela. Ficaram se olhando.
- Acho que vocês deveriam conversar morena...
- Eu sabia! – exclamou ela, e fez menção de sair de perto dele, mas Harry a prendera em seus braços. – Tinha alguma coisa por trás disso tudo. Eu não vou conversar com ela, a menos que queira internar uma das duas numa emergência!
- Pensa bem, Hermione. - pediu abraçando a garota. - Você não tem motivos concretos pra maltratar a loira.
- É Scarlett, não “loira”, Harry. – ela resmungou. – Você dizendo isso fica muito... Muito... – corou, desviando os olhos dele. – Muito provocante.
- Viu, isso é ciúme. - o moreno a soltou relutante. - Por bem ou por mal, acho melhor vocês conversarem.
- Nem morta! – exclamou, virando-se. Pegou o copo de água, cuja vontade era jogar em Harry, e saiu da cozinha ao passo que ele a seguiu.
- Eu sei que você é sensata... - murmurou beijando o topo da cabeça da morena. - Vai conversar com ela...
- Precisa ser mais incisivo para me convencer Harry, muito mais. Agora eu vou dormir. Estou cansada.
- Boa noite Mione...
...
O novo dia havia nascido e logo um novo caso surgira.
Um homem havia sido morto, semanas após a esposa ter falecido. Nada demais até então, se não fosse esse o novo arrombo de uma série de casos semelhantes na vizinhança.
Detalhes que os levaram a crer, que com certeza um fantasma muito vingativo rondava o local.
Harry sorriu ao olhar os disfarces da vez. Scarlett ostentava muitas jóias, pulseiras, cordões e anéis, John por sua vez estava vestido em um terno caro que estourou um dos cartões clonados que tinham. Hermione levava inúmeras jóias também, mas um xale nos ombros lhe dando uma imagem de dama requintada, seguida por sua própria roupa, um terno que também quebrou outro cartão. A sorte, é que tinham muitos com dinheiro ainda.
Alugaram um carro mais requintado, pois não faria sentido chegarem com o Impala de Harry, afinal eram “milionários”. O corretor lhes esperava diante da grande habitação vitoriana. Em sua fronte havia heras crescendo numa cerca viva, e um grande carvalho ladeava a varanda.
Hermione ralhava com Harry pela décima vez, visto que o moreno reclamava também pela décima vez da gravata. Era de conhecimento de todos ali, que os dois – Harry e a gravata – não conviviam em total harmonia. A mulher ajeitara outra vez o nó, e o mandou ficar quieto, dando-lhe um tapa nas mãos, quando ele tentou mexer no traje. Nem precisariam fingir muito ser um casal, ao contrário de John e Scarlett, que cortavam um duro danado encenando um relacionamento.
- Olá. - disse Harry estendendo a mão ao corretor - Somos os Templeton, essa é minha esposa Camille. - emendou e Hermione estendeu a mão cheia de anéis cravados de diamantes para o corretor que aceitou encantado, pelos diamantes, é claro.
No entanto, os olhos do rechonchudo corretor, deslizaram-se para o decote sutil de Hermione. Assim como nas curvas acentuadas pelo vestido colado ao corpo e de cor clara. A morena sorriu, e Harry olhou feio para o senhor que limpou o suor da testa.
- Sou Thomas, e esta é minha noiva, Sarah. – se cumprimentaram com um aceno simples. - Fui eu quem conversou com o senhor pelo telefone. – disse John, estendendo a mão ao homem.
- Oh, sim. Como vão?
- Muito bem, e ansiosos por ver esta belíssima casa. – falou Hermione, agarrando-se no braço do “marido”. – Não é querido? Se Thomas não gostar, podemos comprar.
- Eu já estou adorando a fachada da casa chérie. - disse Scarlett num falso sotaque francês. - Eu lamentarr muito, mas ter de escolherr outra casa querridinha. - disse sorrindo abraçada ao "noivo”.
- Humpf – Hermione deu de ombros. – Contando que você, chérie, fique bem longe de mim. – disse sorrindo polidamente.
- Sabe como é, elas querem ocupar o alto posto de senhora da nossa família. - Harry comentou, sorrindo torto, ao corretor.
- Ah sim, sei... - desconversou o homem.
- Mon amour. - disse Scarlett beijando as faces de John. - Essa casa é perfeita, nossos filhos brincarrão bem aqui. - disse mostrando um ponto ensolarado do jardim. - Podemos verr a casa toda?
Hermione revirara os olhos a cada vez que Scar abria boca. Harry fitou ao irmão, como se mostrasse em seus olhos além do divertimento, que aquela rixa lhes viera a calhar. O homem que pareceu ser astuto, nem desconfiou de nada, nem desconfiaria.
- Mas é claro, venham comigo. – sugeriu o corretor Winfrey.
As duas mulheres subiram as escadas, ombro a ombro, como se disputassem quem chegaria primeiro e com mais postura. John parou ao lado o irmão, e tivera que rir.
- Vai ser um dia cheio... – ele comentou baixo.
- Duas mulheres bonitas competindo por atenção... - pensou o mais velho ponderando. - Acho que vai mais que cheio, vai ser muito bom...
Dera uns tapinhas no ombro de John, e juntos subiram os degraus da varanda. As duas moças já estavam lá dentro, e “inspecionavam” a mobília.
- Tudo é muito bonito, será um desperdício que more aqui, Sarah. – alfinetou Hermione, passando os olhos para o quadro em cima da lareira de mármore.
- Mon amour. - disse a loira manhosa sobre o abraço de John. - Camille está me magoando querrido.
John se retesou, o perfume de Scarlett lhe invadira as narinas. Era suave, muito diferente de tudo que emanava dela. Ficou tonto, e sem jeito.
- Por Deus, mantenham as regras da boa convivência. – ele disse, limpando a garganta.
- Eu não fiz nada amour. - disse lhe dando um beijo no pescoço, deixando o garoto nervoso e Harry quase não se conteve de vontade de gargalhar. - Faça algo.
- Eu... Eu não posso, digo... – murmurou, atordoado. Os olhares curiosos do corretor lhe enrubesceram. E os zombadores de Harry, o provocavam. Já Hermione não tinha uma reação visível, mas não escondera que se divertia. - Will, por favor, dê um jeito você em sua esposa.
- Vai deixar que eles falem assim comigo, bombonzinho? – indagou, acariciando-lhe os cabelos negros, enquanto juntava seu corpo ao dele. – Vai, Will? – sussurrou-lhe ao ouvido.
Agora as duas pareciam competir quem deixava o Potter mais aturdido.
- Deixe Camille em paz irmão... - pediu beijando a esposa.
- Meu cajuzinho lindo, vamos ver os quartos. - pediu a loira selando os lábios aos de John. E ficaram no beijo um bom tempo.
A loira acariciou a cintura do moreno pedindo permissão com a língua para o beijo, ele se arrepiou e beijou-a com vontade para a graça de Harry que admirou o ato do irmão fazer jus ao sobrenome Potter. Agora sim, se pareciam com um casal de verdade, sem gestos automáticos e todo o resto. O beijo fora bastante natural. O modo como John a retinha nos braços era como se fosse seu dono, e a boca explorava a dela com um sabor diferente. Um desejo talvez contido, que agora num momento de escape, ele tenha aflorado.
- Me segura, que eu vou desmaiar. – comentou Hermione, se “segurando” para não rir. – Mais uma demonstração de paixão dessas, e o velhinho aí, vai assombrar essa casa.
- Irmãozinho, deixe para fazer isso quando estiver com sua esposa em um local reservado... - disse Harry não contendo o riso.
Envergonhado, John, parou o beijo, escutando um murmúrio de protesto. Não sabia o que havia acontecido consigo, mas depois pensaria nisso, ali não era o lugar.
- Tem razão. – pigarreou, recuperando-se.
- Sim, ele tem razão. - disse Hermione. – Vamos bombonzinho, que tal o andar de cima? Vamos deixar os pombinhos aqui no térreo, afinal, eu sempre estou a um patamar a mais que Sarah.
Então ela puxou Harry escada acima, e o corretor, ficou hesitante se os seguia ou ficava onde estava. Nunca tivera tantas emoções em um dia pacato de trabalho.
Scarlett fez um barulhinho de raiva saindo do papel de dama requintada.
- Cara, a "Camille" me irrita...
John arregalou os olhos, assim como o corretor Winfrey. E o rapaz, o levou para outro cômodo, murmurando um: “mulheres”.
- Esta é a sala. - murmurou o homem mostrando o cômodo com extensão maior que o hotel onde estavam os quatro.
- Mas é perrfeito. - gritou Scarlett feliz.
- E caro... - continuou Harry, a voz ouvida do outro cômodo e o barulho que com certeza foi um chute dado por Hermione seguido disso. - Nada que não possamos pagar, é claro...
Olharam o restante do térreo, varrendo todos os detalhes com precisão. John reteve-se num porta-retrato. Onde nele havia uma fotografia de um casal de meia idade. A mulher sorria, assim como o companheiro. Imediatamente ele reconheceu o casal misteriosamente morto.
- Esses eram os antigos donos? - perguntou ele, ao corretor, ao passo que Scar, voltou-se para o noivo de mentira.
- Sim, Senhor e Sra. Smith... - disse o homem.
- Eu vi um filme com esse nome - disse Harry outra vez sendo chutado.
- Querido, dá pra se concentrar aqui, em mim? – a voz de Hermione tomou o ambiente, e o moreno que estava em sua companhia rira.
- Eles morreram há muito tempo? - perguntou Scarlett. - Sou muito interessada em histórias... Fazem-me ter mais interesse pela casa...
- Oh, não. Morreram há sete meses. Foi um trágico acontecimento. Nora Smith morreu de doença, e o marido foi assassinado depois. A polícia não conseguiu encontrar o assassino. – contou Winfrey. – Por isso aconteceram mais assassinatos pelas redondezas. Mas aqui é um lugar muito seguro. Instalamos mais câmeras e a segurança é de um excelente nível. – disse se arrependendo de ter mencionado o fato.
- Foi mesmo uma tragédia, não? – indagou John a esmo, e o corretor anuiu.
- Que coisa triste... - concordou a loira, vendo Harry e Hermione voltarem ao mesmo andar onde se encontravam. - E depois ocorreu mais algum assassinato? Esse assassino matou mais pessoas?
- Bem... – hesitou, mas não podia negar uma resposta. Os ricaços poderiam processá-lo por omitir uma coisa assim. – Sim, três num raio de 500m. Todos assim... Mas num dos casos, a esposa escapara com vida.
- Verdade? – indagou Hermione interessada. Seu tom de voz fora bem diferente do que se passava por dentro dela.
- Sim, ainda mora na mesma casa, a duas quadras daqui. – explicou o homem.
- Bombonzinho, não quero que Thomas more aqui. – Hermione disse. – Quanto a Sarah eu não importaria... Podemos ir?
- Olha aqui sua... - gritou a loira doida pra avançar na outra. - Quero ir embora também meu amor...
- Ótimo, temos muito que fazer. – disse John, seguindo Scarlett. Harry guiou Hermione para fora, e o corretor os seguia. O mais novo voltou-se para ele e sorriu. – Ligaremos no fim da semana, ainda temos outras casas para visitar, mas gostamos bastante dessa.
- Oh, tudo bem Sr. Templeton - sorriu o homem. - Tome meu cartão e me ligue quando puder...
Acenaram e entraram no carro, tinham mesmo muito que fazer.
- Vamos sair dessas roupas ridículas e falar com a tal moça... - disse Harry - Preciso tomar banho tenho alergia a perfume caro.
...
O pequeno quarto de hotel, com duas camas de solteiro, abrigava o quarteto que durante o dia havia recolhido diversas informações sobre o caso que vinham investigando.
- Nem acredito que vamos dormir aqui... - disse a loira reprimindo um gemido. - Poderíamos ter achado um local melhor, afinal estamos exaustos, andamos por todo o lugar, naquela mansão, na casa da velhinha ricaça...
- Oh, céus protejam-se. – Hermione se manifestou. – tenho que concordar com ela, Harry. Este lugar é um... Um chiqueiro.
- É o hotel mais barato nessa vizinhança chique...
- Qual é? Clonamos cartões pra sobreviver, não precisamos nos preocupar com o preço! - gritou Scar, frustrada.
- Não é por clonarmos cartões que podemos gastar além da conta, afinal, gastamos rios de dinheiro com as roupas hoje. Se vocês duas tivessem discordado dos trajes caros, estaríamos num lugar melhor. – disse John, esticando as pernas no sofazinho no canto, o qual possivelmente teria que dormir.
- Bem, vamos unir as camas, assim os quatro dormem nelas... - falou Harry.
- Ah, que original. – Hermione comentou, revirando os olhos.
- Vai ser bem desconfortável dormir nesse sofá. – admitiu John, para sua surpresa.
- Não acredito que até você concordou com essa loucura! - exclamou Scarlett admirada.
- Se quiser dormir no sofá, vá em frente. – disse o moreno.
A loira pegou as cobertas e um travesseiro indo de encontro ao sofá.
- Boa noite... - disse frustrada.
- Boa noite. – o trio respondeu em uníssono.
Hermione foi para o banheiro, e subitamente Harry estava ansioso. John se ajeitou no canto direito, basicamente ocupando uma cama inteira, o que iria proporcionar aos outros dois morenos, pouco espaço na cama sobressalente. Mas dormir junto a ela, não seria tão mal, pensou sorrindo a esmo.
Minutos depois, vendo a moça loira se revirar no sofá, John levantou-se de onde estava e retirou o colchão do estrado. O levou até o meio do quarto, e o colocou no chão. Scarlett olhou para ele, assim como o irmão.
- Dorme no colchão, eu fico no sofá e... Harry se ajeita com a Mione na cama de solteiro. – disse o mais novo. O outro sorriu, como se John tivesse inventado a energia elétrica.
A loira não acreditava naquilo, lhe deu um de seus raros sorrisos e se deitou no colchão próximo ao sofá onde o moreno se deitara. Hermione que voltava pro quarto depois de escovar os dentes viu os dois deitados próximos um ao outro e teve de conter o ciúme, sentindo que já havia se acostumado com a visão dos dois como um casal, mesmo que não fossem ainda.
No entanto, seu coração se estancou dentro do peito, quando voltara seu rosto para a cama de solteiro. Harry estava deitado, e lhe sorriu maroto, espalmando a mão sobre o colchão, num chamado silencioso.
Corou terrivelmente... Maldito dia que fora escolher aquela camisa para dormir.
...
Todos no quarto adormeceram num sono pacífico...
John estava no topo de um lugar alto, a sua frente um precipício, sentia como se fosse real o vento gelado em seu rosto, a grama molhada de orvalho em seus pés descalços. Olhou pra paisagem atrás de si, árvores mortas, ossadas, e em todo o caos da cena uma moça em seus 20 e poucos anos, trajando um vestido medieval o olhava pacífica, feliz ao contemplar a cena de morte em que se encontrava.
O rapaz sentira seu peito se comprimir. Os olhos terrivelmente azuis e ferozes o fitavam com ódio. Mas a face da moça era serena, ocultava seus reais sentimentos. Os cabelos loiros e compridos se esvoaçavam devido ao vento. Por um instante John se descuidara de onde estava, e tentou se aproximar dela, mas havia uma barreira e tanto os separando.
Logo se desprendeu da visão da mulher e ouviu a voz de sua Melany, se unindo ao vento o puxando e sugando.
“John, venha pra mim... eu te perdôo meu amor."
Ele franziu o cenho, aquilo não poderia ser real. Melany estava morta, mas ali, diante dele, quando esta lhe sorrira, fora muito verdadeiro. Seu coração sentia uma necessidade insana de segui-la para qualquer lugar. A mão estendida, translúcida e brilhante, o convidava.
Aos poucos seus pés o levavam para perto de sua amada, andou de encontro ao precipício com felicidade, em breve a teria, em breve ficariam juntos e...
- Acorda moleque! - gritou Harry enquanto escovava os dentes lhe jogando um travesseiro. - Tá na hora de acordar... Temos muito a fazer.
Assustado, John abriu os olhos. Havia amanhecido. Lentamente ele se ergueu confuso por tudo que presenciara no sonho. Tudo fora diferente. Não sentia medo e sim uma plenitude desconhecida.
- Mas que droga, essa foi a pior noite da minha vida! – exclamou Hermione, abotoando a jaqueta jeans escura.
- Não diga isso meu amor, nós dormimos como anjinhos abraçados. - Harry jogou um beijo no ar para a morena. - Um aquecendo o outro.
- Uhum, você aqueceu muito o meu cangote com aquele ronco terrível. – zombou rindo.
- Eu ronquei porque você me cansou a noite toda bombonzinha... - disse o mais velho dos Potter enchendo o revolver com as balas.
O comentário se perdera, já que estavam todos quase prontos. E se retrucasse, ficariam ali para sempre. John se mantinha calado, muito mais do que o normal, enquanto ajeitava as coisas em sua mochila. Alheios a tudo, Harry e Hermione, não percebiam, no entanto, os olhos astutos de Scarlett captavam com precisão tudo que o moreno passava.
- Quem era a loira? - perguntou Scarlett ao andarem de encontro ao carro.
- Quer parar de bisbilhotar meus pensamentos, ou seja lá o que for?! – indagou irritado. – Só porque faz parte da “equipe”, isso não lhe dá o direito de interferir em assuntos pessoais, principalmente os meus!
- Quando o assunto pessoal se transforma num novo caso... - parou no caminho olhando o moreno, séria. – Sim, eu me meto.
- Pois não devia. – se aproximou dela, acuando-a. Os olhos crispando de raiva. – Quando for necessário a sua “ajuda”, e se for necessário, você vai ficar sabendo. Então acho melhor cuidar de sua vida. – emendou seco.
- Está tão feliz por sonhar com a ex-namorada morta que não percebeu a presença de outra mulher no sonho, seu grande idiota. – gritou, o dedo indicador batendo firme no peitoral do moreno. - Isso é do meu interesse e não pense nunca que eu me importo com você... Embora você não mereça a minha atenção. - gritou lendo outra vez o pensamento do moreno.
- Sai da minha cabeça! – ele berrou, empurrando-a de encontro a lataria do carro de Harry. Assustada, Scar o encarou. – Nunca mais entre nos pensamentos ouviu?! – apertou-lhe os braços, deixando com o gesto, algumas marcas vermelhas.
O medo da loira se foi, e nela se apoderou uma fúria enorme. Antes que o moreno pudesse se defender, um forte soco dado pela loira lhe atingiu o maxilar.
- Nunca mais me toque ouviu bem... - disse pausadamente. - Nunca mais... - a loira saiu andando firme pelo caminho longe do trio.
Harry e Hermione que se aproximavam, não entenderam bem o que havia acontecido. A morena caminhou até John que massageava o queixo. Estava um pouco vermelho.
- O que houve? – perguntou, preocupada.
- Nada demais... Só um pequeno embate.
Logo os olhos castanhos de Hermione se dirigiram para Scarlett. Ela ergueu a sobrancelha, e num gesto mudo, arregaçou as mangas da jaqueta. Mas quando dera um passo à frente, Harry lhe segurou.
- Hermione não se meta! - disse tão sério que a morena se aquietou no mesmo instante. - Se ele foi socado com certeza mereceu.
Ela bufou, fazendo cara feia.
- Ótimo, a proteja. – falou dando de ombros, passou por ele, o fitando de modo acusador. – Vamos logo acabar com essa porcaria de espírito!
Entrou no carro, e para desespero de Harry bateu com força a porta do impala. Ele suspirou cansado...
- Mexe comigo, me soque, me faça sangrar... - resmungou olhando a porta. - Mas não mexa com o meu carro.
- Se não entrarmos logo ela vai fazer picadinho do estofado. – John comentou, indo se sentar ao lado dela no banco de trás.
- Vamos acabar com isso de uma vez. - concordou o moreno se unindo a morena e agora a loira no carro. - Antes que uma acabe com a outra, e consequentemente comigo também.
...
- Pobre senhora, além de iludida foi traída. – comentou Hermione. – Eu sei como ela se sente.
As palavras dela além de surtirem um efeito em Harry chegaram até John. Ambos tinham antecedentes sobre esse tipo de coisa... Saíram da casa da vitima sobrevivente e descobriram coisas importantes, tais elas, como o perfil do “espírito”.
- Ela também é um pouco culpada, Mione, quem mandou querer um cara de 20 e poucos anos. - disse Harry entrando no carro.
- Isso não justifica. – replicou. – Se quer saber, bem feito pra ele.
- Temos que nos concentrar na mulher que ela disse ter visto no enterro do marido jovem... - concordou Harry.
- Sim, ao que tudo parece, é esta mulher a quem estamos caçando. – disse John, pensativo.
Ficou mudo por um longo tempo enquanto estava com a senhora Hopkins. Enquanto ela narrava tudo, John empalidecia. A descrição da jovem era a mesma daquela que precedera Melany em seu sonho.
- Acho melhor pesquisarmos sobre essa jovem. Talvez nas páginas policiais dos jornais. A Sra. Hopkins disse que ela se parecia com uma moça que morava naquela casa que visitamos... E que por coincidência morreu antes de Nora Smith e o safado do marido.
- Será como procurar uma agulha em um palheiro... - concluiu Harry. - Não temos nenhuma dica, nada sobre a tal mulher, só sabemos que ela é loira...
Scarlett olhou para John, pelo retrovisor, ele fez uma careta.
- Talvez eu possa ajudar. – ele disse. – Me deixem na biblioteca pública.
- Algum capítulo da vidinha nada pacata de John Potter que nós perdemos? - perguntou Harry.
- Só me deixe lá, ‘tá legal?!
- Eu fico com você... Vai precisar de ajuda. – disse Hermione.
John assentiu, melhor a companhia da morena do que de Scarlett.
- Me deixe no próximo quarteirão Harry. - pediu a loira.
- Sem problemas, Harry taxi ao seu dispor... Ei espere e como é que eu fico? - perguntou o moreno. - Só concordo em ficar sozinho, se puder usar seu laptop John...
- De jeito nenhum! – exclamou o outro. – O laptop fica comigo.
- Ok, então eu vou contigo Scarlett, nada de ficar sozinho. - disse o moreno.
- Eu vou comprar umas roupas, se quiser ir, não tem problema nenhum... - comentou a loira sem se importar, mas a outra moça havia se importado.
- Boas compras. – Hermione disse ríspida. – Vire à esquerda, a biblioteca é logo ali.
...
Hermione e John enfim haviam achado a tal mulher em um dos registros de jornais da biblioteca, pegaram um táxi para chegar ao hotel e perceberam que tanto Harry como Scarlett ainda não tinha dado o ar de sua graça por ali. Meia hora depois o moreno e a loira entraram no quarto levando cada um, um hambúrguer na mão e gargalhando de algo que provavelmente Harry tinha falado.
A morena parou o que fazia para contemplar a cena com asco. Logo se enchera de ciúmes, visto os olhares dos dois recém chegados. Por um momento ela não se arrependera de deixá-los irem sozinhos, mas agora, se arrependia amargamente. E ainda, a sensação de que nunca teria Harry apenas para si, era crescente. Não que quisesse monopolizá-lo, mas as atenções do moreno se detinham nas mais diversas coisas, inclusive nas mulheres.
- Pelo visto estão se divertindo um bocado. – comentou azeda, entregando a John, umas folhas de jornal que havia pegado para analisar.
- Bastante, descobrimos que gostamos dos mesmos tipos de filmes... - riu Harry. - E então o que acharam?
Hermione não lhe respondeu, virando a cara. John pegou o jornal, e jogou para o irmão que o pegou no ar.
- Leia você mesmo. – respondeu, erguendo de leve a sobrancelha.
Scarlett olhou sem interesse. Somente olhou longamente John, pois sabia que se tratava da mulher do sonho. Mas ainda estava magoada demais com o moreno para falar-lhe algo.
- Humm, loira gostosinha... – comentou Harry olhando a foto da mulher.
- Esta é Esther St. Claire Jones morou naquela casa desde criança quando os pais morreram, e ainda quando se casou com Marcus Jones. – Hermione explicou. – Ele era um tipo de homem parasita. Estava doido para se casar com uma moça rica. E foi aí que encontrou Esther. A pobre órfã. Viviam até bem, segundo a reportagem. Então, no meio disso tudo, ela o descobriu como era de verdade. Vivia uma vida dupla regada de mulheres, das quais bancava com seu dinheiro. Ela ficou doente, morreu definhando de tristeza...
- Semanas depois de sua morte, o marido foi encontrado brutalmente assassinado. A polícia na época não achou nada que pudesse levá-los a algum suspeito. – emendou John, já que Hermione se calara. - Então encerraram o caso. Mas daí mais mortes apareceram no mesmo estilo. O Sr. Smith primeiro, depois outros dois homens, e por fim o falecido marido jovem.
- Todos os homens que supostamente adiantaram as mortes das mulheres. - murmurou a loira pensativa.
- Loira malvada... Isso é carência, precisa de alguém pra lhe dar um corretivo. - concordou Harry olhando a foto.
- Talvez você queira, mas cuidado, pode entrar na sua lista negra. – Hermione alfinetou, antes de continuar. – A Sra. Hopkins sobreviveu por acaso do destino, ela estava internada no hospital depois de pegar o marido na cama com a secretária, teve um enfarto, e por pouco não morreu. Esther cometeu um ato precipitado, mas não sem algum louvor.
- Sei o que é sofrer com uma pessoa ciumenta sempre por perto... - alfinetou também Harry. - Ainda bem que no meu caso, não é nenhum fantasma.
- Se é assim que pensa. – ela disse, fitando o moreno com raiva e mágoa.
- Cara, é uma coisa sobrenatural o modo como sempre conseguimos brigar a todo o momento. - comentou a loira.
- Não é nada sobrenatural, é bem real. – Hermione replicou. – Mas vamos logo com isso, quanto mais rápido nos livrarmos do espírito de Esther, vai ser melhor. Vou esperar lá fora, acho que ficarmos trancafiados nesse cubículo contribui para as farpas.
...
Entraram silenciosos na casa luxuosa. Ali a noite era quase assustador. Os moveis foram cobertos outra vez com lençóis brancos, dando a aparência sinistra ao ambiente. John e Scarlett ficaram incumbidos de vasculhar a mansão, a fim de encontrarem alguma coisa que poderia ser um vínculo material de Esther St. Claire Jones. Enquanto Harry e Hermione foram até o cemitério queimar os restos mortais da mulher.
Ter acesso a chave fora fácil, ligaram para a secretária do corretor, e ela lhes forneceu uma cópia. Necessariamente não estavam invadindo. Os pertences da antiga moradora estavam todos guardados num belíssimo quarto, mas ele era grande cheio de lugares aos quais teriam de olhar.
Já fazia alguns minutos que estavam ali, e Scarlett não pronunciara uma só palavra, o que fizera com que John se sentisse culpado. Talvez devesse pedir desculpas, já que fora realmente grosso, o que não era de seu feitio.
Mas não sabia com começar...
A loira começou a tirar os lençóis e procurar por algo, não sabia ao certo, mas procurava...
- DROGA! - disse espirrando. - Quanta poeira.
- Er... Scarlett? – chamou o rapaz, incerto ainda de sua próxima ação.
- Fale. - disse espirrando outra vez ao puxar mais um lençol.
John mordeu o lábio, desejando naquele momento que ela não tivesse levado suas palavras a sério, e tivesse penetrado em sua mente. Seria bem mais fácil.
- Queria... – falou, suspirando fundo. – Queria lhe pedir desculpas pelo modo ao qual eu a tratei. Sei que não foi certo, mas estava irritado.
- Não me importo com o modo como você me trata John... - disse a loira. - Vamos trabalhar logo... Continue procurando.
- Estou tentando me desculpar, mas você não facilita... – resmungou. – Sei que quer aceitar minhas desculpas, então... – teimou, aproximando-se dela. – Por favor, me escute. – Ela o encarou a contragosto. – Não sou muito sociável como Harry, mas tenho meus motivos, ainda é doloroso para mim, falar sobre a Mel. E me senti como se você estivesse invadindo minha dor, então extravasei.
- Me agredindo... - comentou ainda magoada. - Não é o primeiro a usar a força comigo, acredite. Tenho experiências piores do que as suas com a ex-namoradinha, então eu não me importo, nunca me importei.
- Não sei pelo que passou, mas queria que soubesse... Que me arrependi de ter sido um “bruto” com você. – disse por fim. – Queria que me desculpasse. De verdade.
Olhou para ela, seu olhar era sincero, os sentimentos também. Ela sabia disso. No entanto, não queria dar o braço a torcer, mas tinha que lhe dar algum mérito. Para alguém orgulhoso feito John não era nada fácil esta conversa.
- Está desculpado Jonathan Potter. - disse sorrindo vendo o olhar do moreno mudar. – Você está bem?
O rapaz caiu de joelhos e logo a loira entrou em sua mente, podendo ver exatamente o pesadelo que ele vivia acordado. Viu a fantasma sorrindo ao longe e a voz de Melany chamando por Jonh. Voltou à realidade atual, fazendo de tudo para acordá-lo, que mesmo de olhos abertos continuava como estátua. Pegou o celular e ligou o mais rápido que seus dedos permitiram para Harry.
No viva-voz ele atendeu ao primeiro toque.
- Onde vocês estão?- perguntou Scar.
- Indo pro cemitério, ora, para onde pensou que estávamos indo? – indagou Hermione, e o moreno ao seu lado sorriu por um instante. A viagem que ela fazia em silêncio se rompera afinal.
- Então se apressem. - gritou a loira apertando o caçador nos braços onde o mesmo caiu em seu colo desacordado. - Entrei na mente do John, o fantasma de Esther está tentando matá-lo.
- O que? - gritou Harry acelerando o carro.
- Que droga! – exclamou a morena.
- Andem logo! - gritou. - Estou tentando contê-la na mente dele, mas é meio que impossível fazer qualquer coisa que seja...
Nos momentos seguintes, Harry quebrara todos os limites de velocidade. A estrada vazia e deserta lhe proporcionara maior rapidez. Cada segundo contava para salvar a vida de John. Tinham que chegar o mais depressa possível ao cemitério.
Scarlett deitou John no chão, e apoiou sua cabeça no colo. Apoiou as mãos sobre as têmporas e fechou os olhos. Aquela mulher não o levaria... Não se pudesse impedir.
Encontrando um elo, a loira penetrara no “sonho”.
- Jonh. - gritou a voz tentando ser ouvida na tempestade. - Jonh!
O rapaz estava envolto em uma névoa parca, mas densa. Parecia fitar alguém. Direcionou seus olhos para aquele ponto, e lá estava ela. Deveria ser a tal Esther. Vestida de branco, os cabelos cintilando e o sorriso nos lábios.
- Mel... – o moreno murmurou. Por mais que tentasse não conseguia não seguir até ela.
Scarlett correu ao encontro do moreno, ofegante pegou em seu braço tendo sua atenção por milésimo de segundo, para a raiva do fantasma.
- Jonh ela morreu, ela não pode voltar. - disse ao rapaz.
- Mas ela está ali, e me perdoou. – falou fitando Scar. – Tenho que ir.
- Não Jonh! - gritou a loira o impedindo. - Ela não é a Melany, a Melany não está mias entre nós, o fantasma dela foi liberto quando você se arrependeu, lembre-se disso.
- Está me enganando! – bradou soltando-se dela. – Está mentindo pra mim!
Indignado, voltou a caminhar para frente, onde havia uma queda livre, da qual sua alma não poderia escapar. O fantasma se aproximava pronta a impedir Scarlett, enquanto ela desesperada tentava conter o moreno.
- Jonh, escute! Isso não é real, ela morreu...
Ignorou-a outra vez. O espírito sorriu malevolamente quando John se aproximou mais dela, e do precipício. Num gesto simples, Scarlett sentiu que algo a sufocava, apertava-lhe os pulmões e ela não conseguia respirar.
- Jonh, por favor. - gritou sem ar... Tentando tirar as mãos da mulher de si, sabia que se não conseguisse morreria, sentia seu corpo real, sufocando.
Por um momento o rapaz dirigiu seu olhar para Scarlett. Era o mesmo olhar de Melany quando precisou de ajuda. Sua mente não queria seguir adiante, mas seu corpo não o obedecia. Olhou para baixo, seus pés estavam no limite.
...
Harry e Hermione corriam contra o tempo. Já no cemitério procuravam o túmulo levando em mãos um tonel de gasolina e sal, componentes que segundos seus pais, - muito tempo atrás lhes tinha ensinado -, matava os espíritos.
Procurando lápide a lápide, corriam, com as pás em mãos, prontos a cavar...
Não poderiam deixar o desespero tomar conta de suas ações, mas ao avistar o extenso cemitério, uma pitada disso lhes assomou. Preocupados, os dois morenos, se desembestaram um para cada lado. Separados cobririam melhor o terreno.
- Achei Hermione. - gritou Harry começando a cavar.
A morena se juntou a ele, e a todo vapor retiravam a terra por sobre o caixão de Esther. Ambos pensavam enquanto isso, nos pesares que John passava, e principalmente por não poderem estar lá. No entanto, ele não estava sozinho, o que era menos angustiante.
Mesmo que suas mãos estivessem sendo castigadas pelo esforço, Hermione não reclamara uma só vez. Minutos se passaram, e faltava pouco agora.
...
Em outro lugar Scarlett ofegava e só então moreno percebeu que as forças já saiam do corpo da loira, que agonizava com as lágrimas saindo de seus olhos.
Não poderia falhar com outra pessoa, como fizera com Mel. Tentou retomar o controle de seu corpo, mas tudo que fazia não era suficiente. Estava preso nas “teias” invisíveis do espírito vingativo, o qual já não tinha a aparência de Melany.
A loira conseguiu se soltar do espírito, e correu ao encontro de John que dava a contra gosto o primeiro passo.
- Não consigo parar! – ele disse com os olhos vidrados a frente.
A loira o segurou tentando empurrá-lo.
- Eu vou te ajudar, tenta não andar mais.
Correu para o espírito com todas as suas forças, rezando a Deus que Harry e Hermione estivessem logo chegando próximo ao túmulo. O fantasma riu, e sua risada ecoou assombrosa. Scarlett caiu mais a frente, e mais uma vez tentava barrar John.
- Não adianta, pare, senão vamos cair os dois! – ele disse, já que tendo um mínimo de sucesso, a moça pudera ficar diante dele.
A loira sorriu malvada para Scarlett, mas pela primeira vez ela também sorriu.
- Esse é um jogo com duas fases, meu bem, você pode mexer com os sonhos de John, mas eu também posso...
Logo a figura de um homem apareceu no sonho, John sorriu agradecendo a esperteza Scar por trazer exatamente a pessoa que o fantasma queria ver. Seu marido, nas mesmas roupas da foto do jornal.
...
A pá de Harry bateu no assoalho duro. Era a madeira do caixão. Rapidamente ele pegou o pé de cabra, enquanto Hermione se preparava com a gasolina e o sal. Já tinha ambas as coisas em mãos, quando o moreno, abriu a tampa do ataúde revelando uma pilha de ossos e resquícios do que fora um tecido bonito.
- Vá à merda fantasminha de terceira. - disse o moreno olhando a ossada. - Deixa o meu irmão em paz!
Hermione jogou o sal no esqueleto, e passou o galão de combustível ao moreno.
- Queime logo! – exclamou, e apoiando-se na beirada da cova, ergueu-se saindo dali.
...
Com John e Scarlett o fantasma assustado com a aparição do marido havia lhes dado tempo, um tempo precioso. E tão logo o "corpo" da mulher começou a queimar lhes mostrando que Harry e Hermione enfim haviam conseguido.
Esther Jones não conseguira sua vingança completa, apenas uma passagem de ida para o inferno. John respirou aliviado, quando Scarlett o puxou e juntos caíram para trás.
Acordados do transe se olharam ofegantes, no pescoço da loira as marcas dos dedos do fantasma como se realmente a garota tivesse sido estrangulada, a loira tocou as marcas que queimavam em sua pele. Tonto, o rapaz se levantou. Fitou Scar e sorriu fino.
- Obrigado. – disse num murmúrio.
- Não direi para dispor, outra marca no pescoço eu não aguento. - brigou ligando para Harry.
O celular do moreno tocou e logo atendeu feliz por ouvir a voz de loira e do irmão.
- Estão todos bem. - disse a Hermione sorrindo.
Ela também sorriu, deixando-se relaxar. Olhou para a palma das mãos feridas. A madeira da pá deixara marcas e farpas na pele. E Hermione gemeu baixinho. No entanto, o moreno que desligava o celular após conversar um instante com John, notara. Aproximou-se dela, e lhe tomou as mãos.
Hermione ergueu o olhar, encontrando-se com os verdes e límpidos de Harry.
- Me desculpe pelo modo grosso como eu falei com você... - disse beijando cada palma da mão da morena. - Quando chegarmos em casa eu cuidarei desses cortes, agora vamos sair daqui.
...
Tamparam todos os móveis da casa a loira ainda espirrando pela poeira, havia cortado um dos lençóis e usado como cachecol para esconder as marcas nos pescoço. Acabavam de recolocar o lençol no último cômodo quando o moreno agarrou Scarlett pelo braço imprensando o corpo forte contra o da loira.
- Ficou louco John?
Ele sorriu torto.
- Não, só vou lhe agradecer devidamente.
Dizendo isso, cobriu-lhe a boca com a sua. Evitando qualquer tipo de coisa que a moça quisesse dizer. Ao contrário do beijo anterior, este era lento. John buscava senti-la, sentir o gosto dela. O qual comprovara ser muito delicioso. A loira o abraçou retribuindo ao beijo, ficaram nisso por uns minutos até que o moreno a soltou.
- Bem... Você consegue dar um novo sentido a palavra gratidão. - comentou a loira passando a mãos por sobre os lábios.
- Não se acostume. – disse beijando-a outra vez.
- Eu supero uma vida sem os seus beijos. - disse o empurrando, saíram da casa e John não pode ver o sorriso pequeno marcado no rosto da loira.
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N/A Lenora: Ai pessoas, estou como sempre muito preguiçosa e sem criatividade... Não sei porque, mas é! KKK. Me perdoem por essa notinha brega e sem graça... Mas espero que tenham curtido o capítulo, e que comentem muito. Agradecimento especial as leitoras especiais: Pam e Lais. E Tb ao João que sempre passa aqui e comenta/critica. Isso é bom. Vamso abrir uma sessão das criticas do João. Que tal? (eu disse isso em algum lugar... acho que foi num coment ...????)
É isso, e se divirtam com a sessão recém aberta *COLIRIOS* e não babem muito no Jared/John, porque eu sou hiper ciumenta. E não queiram ver uma Lenora Winchester com ciumee!
Beijokas lindosos e amodosos leitores.
N/a Olivia.
Enfim sexta feira... e essa é treze gente, então, peguem suas armas, se preparem pra enfrentar todas as coisas mas macabras possíveis, mesmo que a coisa maii macabra no nosso mundinho normal seja um velhinho visinho seu que sisma de tirar a dentadura na frente dos outros ><
Enfim... pra alegrar essa fic e esse dia pra lá de sobrenatural tenho o prazer de abrir a seção cólirios da fic...
Primeira foto escolhida pela nossa amiga Lenora... pra inaugurar, os irmãos gostosos dessa fic...Jonh e Harry, Jared e Jensen :) ( a do Jensen eu escolhi *.*)
Ps.. ai gente ta dificil responder, mas eu adoro os comentarios de vocês, morro de rir com os da pamela e ps: QUERO SABER O QUE SÃO AS G GIRLS...to curiosa ><
Taylor seja muito bem vinda e me diz o q são as G girls uahuahauahuahuahauahau
Lais, prometo que verei o negócio do trecho, na presa acho que colocamso errado, obrigado por ter nos mostrado isso...
Moh.. te adoro * to corando aqui gente *
Thayná Buesso brigadão pro comentar :)
Pacoalina.. vlw pelo coment...
Aguardem novo cap na sexta e comentem mais.. no cap passado teve mais comentarios...
Divirtam-sem com a seção colirios para garotas...


E não garotos nós não esquecemso de vocês... mesmo não gostando da fruta.. a gente sempre é justa então aí vem elas...
Ao meu namorado, não ouse babar no pc.. eu sou ciumenta...


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Ps: É a atriz que faz a Scarllet...mas ta morena agorA KKKKKKKKKK
Bj pras garotas.. não babem no teclado e até a próxima...
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