FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

6. Capítulo VI


Fic: Senhor das Terras Altas CONCLUIDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

—  Onde está sir Harry?


Gina ignorou o sorriso no lindo rosto de Gregor. Durante três dias ela conseguira ficar o mais tempo possível perto de Harry. A cada dia ficava mais ardilosa. Mas, começava a recear ter se enganado e que o beijo que haviam trocado não o afetara tanto quanto a ela. Pior, ele poderia tê-la apenas elogiado ao dizer que as cicatrizes que ela tinha no rosto não eram tão feias. Homens podem van­gloriar-se das próprias cicatrizes, mas não gostam dessas marcas em uma mulher.


— Ele saiu há uma hora — respondeu Gregor. — Levou seis homens com ele. Pretende verificar se há sinais dos Riddle.


Gina franziu o cenho ao olhar na direção dos portões.


— A pergunta é: ele está fugindo de mim ou do pai dele? — ela resmungou.


— Ambos — Gregor respondeu, e riu quando a viu corar.


—  Harry não serve para moças — disse o sorridente Nathan, os olhos azuis brilhantes e vivos. — Se pretende agar­rá-lo, prepare-se para lutar.


Por um momento ela quis responder para o garoto, mas depois de pensar um pouco desistiu e apenas suspirou. Harry nunca acreditaria nela. Era constrangedor que os irmãos dele tivessem percebido seu jogo, mas eles poderiam ser úteis. Não haviam demonstrado contrariedade e isso lhe dava al­gum conforto.


— O que quis dizer com "Harry não serve para moças?" — Gina perguntou a Nathan. — Ele não gosta de mulheres?


— Opa... Ele gosta sim. Mas sua aparência faz com que as moças fujam dele e Harry não tem habilidade para cor­tejá-las.


— Por causa da cicatriz?


Os irmãos menearam a cabeça afirmativamente. Gina falou, contrariada:


— Meu irmão tem cicatriz e isto não faz com que minha cunhada Mione deixe de gostar dele. E nossa Mione veio de uma tribo de homens bonitos. Alguns são de tirar a respira­ção das mulheres. Harry, sendo o líder, deveria fazer com que as mulheres mudassem de opinião.


— Bem, suponho que ele poderia levar uma mulher para a cama se pedisse — disse Nathan. — As mulheres aqui sabem seus lugares.


Gregor riu vendo a expressão de Gina.


— Uau, rapaz! Estamos arriscando a vida falando desse jeito.


— Você está dizendo que as mulheres de Scarglas não podem dizer não a um homem? — ela perguntou, apoiando as mãos sobre os quadris e olhando fixamente para o jovem Nathan.


— Bem, algumas o fazem, mas o pai diz... — Nathan titubeou e deu um passo para trás.


Ela ergueu a mão para fazê-lo calar-se.


— Não repita essa besteira. Sei bem em que lugar que ele acha que uma mulher deveria estar. Não havia percebido que as mulheres aqui aceitam essa idiotice como se fosse uma verdade. Alguém devia ensiná-las a dizer não. Mas... Onde está Lily?


— Oh... Acho que está no herbário.


Gina quase sorriu quando seu jovem guarda corou.


— Por que mencionar Lily faz você corar?


— Não estou corando — disse Nathan, empurrando Gre­gor que ria dele.


—  Se não estiver corando, então devo pensar que está com febre. Isso significa que preciso mandá-lo para a cama, depois de um bom purgante — Gina ameaçou, tendo que fazer um grande esforço para não rir do assustado rapaz.


— Lily está no herbário fazendo uma poção para mim.


—  Você é um rapaz corajoso — Gina murmurou. — Uma poção para quê?


— Bem, é uma pomada para a minha pele — ele corou novamente. — Para clarear as manchas.


Gina examinou a pele bonita de Nathan.


— Não tem a pele ruim, Nathan. Quantos anos você tem?


— Faço dezenove no mês que vem.


— Bem, a melhor cura para manchas é ficar mais velho. Também deve manter a pele muito limpa. Esfregue-a com sabonete pelo menos uma vez por dia. Use água quente e enxágüe bem. Se as manchas piorarem depois disso tudo, ponha um pouco de uísque nelas.


— Uísque? Como isso ajudará?


—  Não sei — Gina ergueu os ombros. — Acho que ajudam a secar. Não sei o porquê, mas sei que funciona.


— Lily disse que a poção dela ajudará.


— Lily é uma mulher doce e querida que conhece mal­dições, poções e pomadas. Mas eu previno que tome cuidado com as poções inventadas por ela. Sejam cautelosos.


Gregor concordou, mas Nathan fiou inseguro.


— Suas invenções às vezes causam reações: cabelos verdes, cabelos azuis, violentas diarreias... — Gina continuou.


— Erupções cutâneas medonhas — acrescentou Gregor. Nathan manteve o olhar em Gina, que se afastava em direção do herbário.


— Você sabia que as curas de Lily nem sempre são se­guras?


— Sim — respondeu Gregor. — Nunca percebeu que a maioria de nós recusa suas poções, pomadas e outros re­médios?


— Pensei que vocês recusassem por serem amargas e cheirarem mal.


—  Isto também, mas houve resultados alarmantes em seus tratamentos nos primeiros anos depois que ela chegou aqui. Pode confiar nela para cuidar de uma ferida, imobilizar um osso ou tratar de febre, mas é melhor evitar o resto.


— Não esquecerei disso — Nathan sorriu. — Agradecerei Lily pela gentileza, mas seguirei os conselhos de Gina. Lily ficaria magoada se recusarmos sua ajuda.


— Não se preocupe. Gina sabe como agir. Ela convive com Lily desde que pôs os pés aqui e não vai magoá-la. Lily quer ser uma boa curandeira e Gina a tem ensinado bastante, o que tem aumentado sua auto-estima. E faz tudo isso com muita gentileza.


— Você acha que Gina fará isso com nosso irmão? — Nathan perguntou, rindo.


Gregor riu também e meneou a cabeça.


— Acho que ela precisará de um chicote e de uma corda grossa.


— Mas por que ele não quer uma moça tão boa?


— Oh, ele a quer. Mas não se acha suficientemente bom para ela.


— É óbvio que ela não pensa dessa maneira.


— Sim, mas ela também se irrita com suas próprias ci­catrizes. E a intromissão de nosso pai não ajuda em nada. Isso faz com que Harry fuja, e Gina se retraia. Será uma corte difícil e confusa e temo que não será fácil para nenhum dos dois.


— Talvez possamos fazer alguma coisa, embora eu ainda não saiba o quê. Será que devemos falar com Harry?


— Não. Por enquanto não diremos nada. A não ser fazê-lo enxergar que está agindo como um completo idiota. Mas, se ele descobrir quem ela é e ainda quiser pedir resgate, nós interviremos. Eles se querem e ela seria uma ótima lady para Scarglas. Não deixarei que os medos e as dúvidas, dele ou dela, arruínem o que eu vejo como um casal perfeito.


— Estarei pronto para ajudar.


— E todos os nossos irmãos.


— Será que todos vêem o que está acontecendo?


— É claro. Você não acha esquisito que ela tenha anda­do livremente por aí e nenhum dos Potter se atreveu a cortejá-la?


E os dois irmãos riram à vontade.


Mudanças não eram aceitas com facilidade em Scarglas, concluiu Gina ao olhar para Clare. Depois de se assegurar que o remédio preparado por Lily era inofensivo, Gina se apressou em se juntar às mulheres que lavavam roupa, an­siosa para oferecer-lhes seu sabão.


Clare era teimosa e não aceitava sugestões, mesmo insig­nificantes, por achar que estavam invadindo seu território. Gina gostaria de ter a habilidade de Mione diante dos senti­mentos dos outros. A cunhada sentia o que havia no coração das pessoas. Seria muito útil, no momento, saber até que ponto a recusa de Ctare era medo de perder seu lugar ou simplesmente obstinação.


— Isto faz com que a roupa de cama fique mais macia — disse, pondo, com cuidado, algumas barras de sabão que ela tinha preparado, sobre um banquinho. — Também ajuda a conservar as roupas e lava com eficiência. — Gina espe­rava que as empregadas não parassem de esfregar as roupas para observar as duas, mas elas esperavam que fosse eclodir uma batalha. — E será melhor para suas mãos.


— Você não é a dona daqui — falou Clare. — É apenas uma refém.


— É verdade. Mas não vejo motivo para que vocês não usem um sabão melhor.


— Você não tem que dizer o que se deve fazer em Scar­glas. Vá ajudar aquela bruxa louca que é Lily.


— Lily não é louca e tampouco bruxa. – Clare resmungou.


— Também não é a curandeira que proclama ser. Não sei porque o líder não a manda embora juntamente com seu bastardo, antes que ela mate alguém. Agora, saia daqui, moça.


O empurrão que Clare deu em Gina a fez dar alguns passos para trás, mas ela logo recuperou o equilíbrio. Pelo canto do olho Gina viu Nathan se aproximando, e ouviu as outras empregadas conversarem baixinho, mas nada disso a fez hesitar. Arremessou-se na direção de Clare, que lhe dera as costas. Um chute bem dado fez a mulher cair de joelhos. Gina pegou o braço direito da mulher e o virou para trás, enquanto passava o braço ao redor do pescoço da mulher. Curvando-se um pouco, conseguiu falar no ouvido da em­pregada, mas não se esforçou em falar baixo.


— Agora, eu poderia ignorar o fato de você ter me cha­mado de moça e de ter posto as mãos em mim — ameaçou Gina. — Mas não posso ignorar o que você disse a respeito de Lily.


— Ela... — começou Clare.


Gina aumentou a pressão sobre o pescoço de Clare.


— Lily é uma mulher doce com um grande coração e que assumiu um serviço que ninguém quis. Ela foi vítima das palavras lascivas de um homem, que não lhe havia dito que era casado. Portanto, dirija suas ofensas a quem merece. E, se não quiser ter sua afiada língua arrancada, sugiro que não fale mal do filho dela. — Gina empurrou Clare e con­tinuou: — E, se não aceita nem uma pequena mudança, eu mesma lavarei minhas roupas.


Clare tropeçou e tentou zombar de Gina que manteve um espaço seguro da pequena mulher.


— E o que uma mulher fina como você entende de tra­balho honesto?


—Julgando sem saber, novamente? Você deve ser difícil de aprender. Eu sei esfregar roupas, consertar um telhado, arar um campo, remendar uma armadura e muito mais. E sei também como calar uma língua maligna.


Gina pegou a faca com que cortara as barras de sabão e a arremessou contra Clare, prendendo a manga do seu ves­tido no tronco atrás dela.


— E saiba que essa faca pegou exatamente onde eu pre­tendia. — Gina pegou um pedaço de sabão e se afastou. — Faça o que quiser com o sabão. Minha opinião é que você deveria lavar sua língua com ele.


Logo que Gina se afastou, Nathan tirou a faca que pren­dia Clare ao poste e olhou fixamente para ela.


— Ela não gosta de ser chamada de moça.


— Quem é ela? — Cíare perguntou, com a voz trémula.


— Bem, nosso líder a chama de Gina-dos-dez-punhais.— Nathan sorriu ao ver Clare empalidecer. — Foi o número de punhais que ele encontrou com ela quando a sequestrou. — Ele se aproximou mais um pouco e declarou em voz baixa e rouca: — Todos nós gostamos de Lily e o filho dela é meu irmão. Uma mulher inteligente deveria observar quantos bastardos há em Scarglas. Uma mulher inteligente também devia apurar os ouvidos, pois aquela mulher poderá vir a ser a próxima lady de Scarglas, a esposa do líder. — Ele se afastou de Clare que tremia, e foi atrás de Gina. — Na verdade, eu e meus irmãos estamos decididos a fazer com que isso se torne realidade.


Nathan encontrou Gina perto da muralha. Ela tinha as mãos sobre os quadris e olhava para o céu. Quando ele che­gou perto, viu que ela inspirava e expirava vagarosamente.


— Perdi o controle — Gina desabafou, fixando o olhar nas nuvens escuras que prometiam chuva.


— É verdade, perdeu — concordou Nathan. — Fez Clare ficar morrendo de medo.


Gina disse a si mesma que não encontrava prazer nisso.


— Uma lady não deve perder o controle. Nossa Mione diz que, quando uma lady fica brava, ela não deve fazer as pes­soas ajoelharem aos seus pés e nem atirar facas nelas.


— O que uma lady deve fazer?


— Nossa Mione diz que uma lady deve agir com educação e fazer as pessoas a entenderem falando com firmeza, mas com calma.


— Bem, você não gritou. – Ela sorriu e suspirou.


—  Eu gostaria de ter o dom de nossa Mione. Ela sabe perceber os sentimentos de uma pessoa. E como se pudesse ler o coração dos outros.


— Parece ser um dom muito útil.


— É. Se eu tivesse esse dom, poderia saber por que Clare é tão brava e amarga. Terá bílis no lugar de sangue?


Os dois sorriram e Gina retomou o caminho para casa.


— Na realidade, algumas pessoas já nascem mal-humoradas. Outras ficam assim enquanto estão crescendo. Se a pessoa sabe o motivo, pode se curar e tornar-se doce nova­mente, ou pelo menos saberá lidar com isso sem precisar ter sua língua cortada. Clare também foi para a cama com seu pai?


— Não. E seu marido diz que ela pouco vai para cama com ele. — Nathan corou. — Desculpe, eu não deveria estar falando disso com você.


—  Não se importe. Fui criada com cinco irmãos até os treze anos. Então nossa Mione chegou e fez algumas mudan­ças, suavizando o modo como vivíamos. Entretanto, ainda somos um pouco rudes. Duvido que você possa dizer alguma coisa que me choque ou que eu não tenha ouvido antes. — Gina franziu o cenho. — Por que Clare chama Lily de bruxa?


Gina notou que Nathan ficou desconfortável com a per­gunta.


— Ah, se você ficar aqui por algum tempo ouvirá essa palavra muitas vezes. Acho que os Riddle alimentaram os rumores. O fato de sermos todos morenos e Scarglas ser proibida, não ajuda muito. Meu pai teve cinco esposas e quatro delas morreram. Isso causou muitos rumores. Dizem que ele encanta as mulheres. E ele vive amaldiçoando a todos.


De repente, Gina parou e pegou no braço de Nathan.


— Agora sei quem vocês são. Ouvi as histórias, mas nunca dei muita atenção. Se forem os Riddle que espalharam esses rumores, eles estão fazendo um trabalho muito bom. -— Ela meneou a cabeça e começou a andar novamente. — Acho que perdi a perspicácia. Eu deveria ter reconhecido esta casa, que as histórias descrevem muito bem. Quando a vi pela primeira vez, lembrei de uma ou duas coisas, mas não lhes dei atenção. Achei que fosse o aspecto da casa que me fizera pensar em coisas como bruxaria e assassinato.


— E agora, não tem medo?


— Não. Eu não vi nada. Vocês têm uma coleção de pes­soas esquisitas aqui, como o velho duende que dança nas noites de lua cheia no meio de um círculo de pedras. Oh, e Peter, que tem tanto medo de água que carrega sujeira de dez anos sobre o corpo.


— Acho que mais de vinte anos.


— Mas não vi nenhuma bruxaria. E, embora eu não goste muito do seu pai, acho que ele não mataria uma esposa. Ele as engravidava tantas vezes que isso as enfraquecia levan­do-as à morte, ou a fugirem. Quanto a mulheres encantadas, bem, ele obviamente tem uma verdadeira habilidade para galanteá-las e as levar para sua cama, e desconfio que ele escolhe as que são tolas o suficiente para acreditar nas men­tiras dele.


— Sim, ele é habilidoso nisso. Ele também usa sua po­sição aqui para levar as mulheres para a cama. Ele e Harry freqüentemente discutem por causa disso. — Nathan parou de falar e olhou para os portões. — Falando em Harry, lá vem ele.


Gina tentou não parecer muito satisfeita com a chegada de Harry. Não queria mostrar seu interesse por ele muito abertamente. O modo desajeitado como Harry desmontou do cavalo, tremendo e mancando um pouco ao pisar no chão, acabou com a pose de Gina, que correu para o lado dele.


— Você foi ferido — ela disse, olhando cuidadosamente para ele.


— Não é nada — ele afirmou, profundamente emociona­do pela preocupação dela, e praguejando contra a própria fraqueza.


Vendo a calça dele manchada de sangue, Gina resmun­gou, parecendo contrariada.


—  Você sangra como um porco. É melhor cuidarmos disso o mais rapidamente possível.


Antes que pudesse recusar a ajuda, Harry viu-se levado ao seu quarto por Nathan e, vendo o rastro de sangue que deixava, decidiu que não tinha sentido discutir. Esperava apenas que a dor e a perda de sangue o deixassem suficientemente fraco para não desejar Gina enquanto ela tratasse dos seus ferimentos.


Harry concluiu que devia estar mesmo muito fraco quan­do apenas resmungou ao ser despido por Nathan. Gemeu ao ser deitado na cama e, enquanto Nathan ajeitava a coberta de modo a deixar expostos apenas a perna ferida e o peito, Harry desejou desmaiar.


— O que aconteceu?—Nathan perguntou, enquanto Gina lavava o sangue da perna de Harry.


— Pegamos alguns Riddle roubando gado. Infelizmente, havia uns doze homens escondidos por perto. Fomos pegos de surpresa enquanto lutávamos com os ladrões. Outros ho­mens estão menos feridos.


Oh, céus, não tenho certeza onde Lily está — disse Gina. — Ela precisa saber que necessitamos dela.


— Vou buscá-la — Nathan declarou saindo do quarto. Harry queria dizer para Nathan ficar, mas era um homem adulto, um homem forte e decidido. Deveria ser capaz de ficar a sós com Gina e não ceder aos seus desejos. Ela tocava na sua perna apenas para tratar do seu ferimento e esse toque inocente devia ser ignorado.


Essa decisão o deixou mais calmo e, por momentos, gos­tou de ter sido ferido para ter Gina banhando seus ferimen­tos com uísque. Entretanto, esse alívio não durou muito tem­po. Bastou sentir o calor dos dedos de Gina, que colocava delicadamente as ataduras na coxa ferida, para o desejo vol­tar com violência. Um rápido olhar revelou que as cobertas não permitiam que sua ereção ficasse exposta e ele respirou aliviado.


— Você tem sangue no rosto — Gina disse ao endireitar as costas, depois de concluir o curativo.


— Não é nada. É apenas um arranhão.


— Mas deve ser limpo.


Quando ela se abaixou para lavar o corte acima da orelha, Harry inalou o cheiro do corpo de Gina e sua respiração ficou ofegante. Os seios dela estavam a poucos centímetros da sua boca e ele pegou-se tentando ver mais do que devia. Gina tinha a pele clara e dourada. E, apesar de tentar du­ramente, ele não pôde evitar desejar saber se ela tinha o mesmo gosto suave e doce da sua aparência.


Quando Gina se moveu, Harry a enlaçou pela cintura, beijou cada um dos seus seios e inalou novamente seu cheiro de limpeza. Gina estremeceu e sentiu a respiração presa na garganta.


Embora tivesse urgência de sentir aqueles seios, Harry ergueu a cabeça e beijou o pescoço de Gina, que olhou para ele com inegável brilho de desejo. Seus lábios grossos es­tavam entreabertos e ele aproveitou a vantagem para beijá-la profundamente e com toda a força do seu desejo.


A cada investida de sua língua, Gina sentia seu desejo aumentar. Ele pôs a mão atrás das costas dela. Um gemido escapou da boca de Gina quando ele desceu a mão até seus quadris, enquanto a outra mão acariciava seus seios. Nada do medo que Malfoy incutira nela foi despertado pelo toque de Harry. E ela queria mais, muito mais.


Gina estava para subir na cama com ele, quando repen­tinamente Harry a empurrou. Magoada e confusa, ela lutou para ficar firme ao olhar para ele. Havia um leve rubor nos rosto dele e sua respiração era ofegante, sinais de que ele a desejava intensamente. Então, Gina ouviu Lily chamando-a e o tormento da rejeição de Harry foi aplacado.


— Vá. Lily precisa de você — ele disse, cobrindo os olhos com uma das mãos.


Gina hesitou apenas por um momento antes de correr para fora do quarto, encontrando Lily do lado de fora. Ape­sar de frustrada pelo final abrupto do envolvimento deles, ela concluiu que tinha sido melhor. Harry estava ferido e não tinha condições para consumar a paixão que sentiam um pelo outro. Além disso, ele estava lutando contra essa atração. E ainda não era hora de tentar fazê-ío mudar de ideia.


Usando de todo seu autocontrole, Gina voltou sua aten­ção para ajudar Lily a cuidar dos outros feridos. Harry não teria condições de fugir nem de evitá-la por vários dias, até que seu ferimento começasse a cicatrizar. Haveria muito tempo para debelar sua resistência.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.