Um ano depoois... Eu volto a postar! Confesso que eu não era tão irresponsável com minha outra fic, mas bem, eu estou tentando postar capítulos longos e que compensem a espera :x
Antes de tudo, cheguei a 200 folhas de fic no Word (pra ser sincera, 202) e é muito comparado a minha outra fic que senão me engano, acabou com 187. Resumindo, era só um fato inútil que eu queria postar HSAUASHUASHUASHSAU'
Ah, ia me esquecendo da música. Eu escrevi ouvindo muito The Swell Season - Falling Slowly, gente, é uma música MUITO linda *-* Quem tiver a oportunidade de ouvir, ouça por favor!
Quanto a fic, espero que se ainda a lêem, gostem do capítulo!
Beijos e boa leitura!
***
Colbie ficara velando o sono de Gina durante a noite, não queria fechar os olhos e perceber que tudo o que acontecera tinha sido só mais um sono bom. Tinha medo de que sua mente tivesse lhe pregado uma peça. Mas parecia tudo tão real que após algumas horas, ela acreditou que aquela era a verdade.
Gina estava em seus braços. A ruiva estava deitada em seu colo e Colbie sentia a respiração dela, lenta e calma, tocar seus braços. Gina tinha uma expressão tão serena na face que Colbie contemplou durante toda a noite. Parecia que nada podia alcançá-la naquele mundo de sonhos em que agora ela estava. Colbie sorriu quando viu os olhos castanhos da ruiva se abrirem preguiçosos.
- Bom dia preguiça... – Colbie disse sorrindo enquanto se aproximava e dava um beijo no nariz da ruiva, Gina sorriu preguiçosamente e encarou aqueles olhos verdes que eram seus guias naquela escuridão. Levantou-se preguiçosamente e foi escovar os dentes, estavam na Sala Precisa, talvez o único lugar seguro na escola naquele momento.
A ruiva estava de costas para Colbie e podia sentir os olhos dela percorrerem seu corpo, virou-se e encontrou a morena sorrindo para ela, com uma expressão leve no rosto. Gina caminhou até ela e sentou ao seu lado, entrelaçaram as mãos e ela sentiu Colbie apoiar o queixo em sua cabeça. A morena inspirou profundamente enquanto perguntava brincalhona:
- Como passou a noite?
- Colbie, eu adormeci olhando nos seus olhos... Acha que a minha noite podia ter sido ruim? – Gina respondeu meigamente enquanto fazia Colbie lhe encarar e lhe deu um selinho, a morena corou levemente e Gina não pode deixar de notar esse fato, sorriu com satisfação. A ruiva disse rindo:
- É impressão minha ou você tá corando?
- Ah Gina, largue de besteira... – Colbie disse nervosa enquanto se levantava e caminhava até a janela, parecia que até o clima estava colaborando. Alguns raios de sol estavam conseguindo passar pelas espessas nuvens cinzentas que encobriam a escola. A morena sentiu as pequenas mãos de Gina enlaçarem suas costas, a ruiva respirou em seu pescoço e disse:
- Anda, não precisa ter vergonha... Eu sei que você gostou do que eu disse...
- Você é muito convencida Weasley... – Colbie disse sorrindo enquanto se virava e encarava a sua ruiva. Gina era a sua razão e o que precisava para continuar lutando naquela guerra, escolhera seu lado, era o lado mais próximo a ela. Não se importava com Voldemort, com os Comensais, com os homens e mulheres de Dumbledore... A única coisa com que se importava era com a segurança dela, se pudesse continuar a ver aquele sorriso tão singelo nos lábios de Gina, nada teria sido em vão, nem mesmo a sua morte.
- Não sou convencida Summers, só sei que tem algumas pessoas que me amam... – Gina respondeu enquanto enlaçava o pescoço de Colbie e a trazia mais pra perto de si. Colbie deu aquele meio sorriso que deixava Gina quase sem ar, depois disse maliciosa:
- Ah é? E quem mais no mundo te ama além de mim? Porque eu vou atrás do babaca e arranco a cabeça dele, você é a minha ruiva...
Gina riu diante da ênfase que Colbie deu a expressão “minha ruiva”. Contemplou os olhos verdes da sonserina que mudara sua vida e a ensinara o que era o amor de verdade. Gina sabia que não viveria mais sem ela, ela era a sua essência e o que a fazia completa de verdade. Quando sentia o corpo de Colbie perto do seu, sentia que estava protegida de todas as maldades do mundo... Não precisava mais de nada para viver se tivesse a certeza que a sonserina ficaria ao seu lado pelo resto da vida.
- Tão romântica... Mas o que é isso Summers? Você não confia mais no seu taco? – Gina disse irônica arqueando a sobrancelha numa expressão desafiadora. Colbie revirou os olhos e apertou a cintura da ruiva com possessividade, depois a abraçou fortemente e disse ao pé do ouvido:
- Eu confio em mim e em você, só não confio nos outros babacas que ficam te rodeando quando eu não estou por perto...
- Você é muito ciumenta sabia? Mas de alguma forma, eu não consigo mais resistir a isso... – Gina disse enquanto tomava a boca de Colbie com desejo e paixão. As duas se abraçaram e beijaram-se, apenas ouvindo seus próprios suspiros e as próprias respirações e de alguma forma, aquela era a melodia perfeita pra ela. Estavam sentindo uma à outra tão intensamente que seriam capazes de esquecer o mundo juntas...
Inevitavelmente, separaram-se ofegantes. Colbie juntou sua testa com a de Gina e fechou os olhos, sentindo o aroma floral da ruiva. Gina sorriu e correu sua mão pela face de Colbie, desenhando cada contorno como se quisesse preservar a face da morena em todas as partes de seu corpo. Não apenas em sua mente.
Colbie abriu os olhos revelando os orbes verdes profundos e frios como esmeraldas. Deu um sorriso para Gina e baixou os olhos quando a ruiva lhe encarou, Gina sorriu enquanto levantava a face da namorada e a levava para sentar ao seu lado no sofá. A ruiva não sabia o que fazer, só queria a morena perto de si e pareceu que Colbie percebera isso, porque logo quando se sentaram, a sonserina a puxou para perto.
Enquanto as duas se encaravam, Gina sentiu uma pontada no peito e apertou ainda mais a cintura de Colbie. Podia ser paranóia sua, mas seu coração estava insatisfeito com aquela situação, por mais que estivesse tranqüilo com a presença de Colbie ali, ainda estava preocupado com o que poderia acontecer.
Colbie percebera que Gina emudecera, que a respiração dela aumentara e que seu corpo enrijecera. Algo passara pela mente da ruiva fazendo com que ela ficasse preocupada. A sonserina afagou o braço de Gina, deu-lhe um beijo na testa e perguntou:
- O que foi?
- É... Não é nada Colbie... Deixa pra lá... – Gina respondeu nervosa enquanto tentava sorrir, mas deu a Colbie uma careta que a fez rir. Colbie lhe sorriu e afagou o queixo com as mãos frias, depois disse:
- É algo sim... Se te preocupa, me preocupa também, pode ir falando...
Gina ficou em silêncio e mordeu o lábio. Tinha medo que Colbie fosse rir de sua preocupação dispensável, afinal, estavam juntas, o que poderia acontecer agora? Respirou fundo e entrelaçou as mãos, sentiu a mão fria de Colbie pousar sobre elas. A morena tinha o rosto em seu pescoço e dizia:
- Pode dizer, eu prometo não rir de você...
- É que é complicado dizer algo sentindo sua respiração no meu pescoço... – Gina disse brincalhona enquanto abria um sorriso e virava-se para observar Colbie, aquele era seu ponto de escape para evitar a resposta. Colbie tinha uma expressão maliciosa no olhar, observou o rosto de Gina, parando na boca propositalmente. Depois aproximou, sem beijar Gina e disse:
- Então quer dizer que minha presença te influencia dessa forma? Isso é um ponto fraco Weasley...
- Eu não tenho vergonha de dizer que você é meu ponto fraco... Mas e quanto a você Summers? O que seria seu ponto fraco? – Gina disse maliciosa levantando-se e saindo do alcance das mãos de Colbie, a sonserina fez uma careta e levantou-se também, indo até a ruiva e a abraçando por trás. Pigarreou e disse:
- Eu não tenho fraquezas Weasley, sou forte.
- Você e seu maldito ego não é mesmo? Típico de uma sonserina. Pois eu acho que a sua fraqueza é me ver sem me tocar por algum tempo... – Gina respondeu ironicamente enquanto tirava os braços de Colbie da sua cintura. Ela virou-se para sonserina e cruzou os braços em sinal de desafio, Colbie colocou as mãos nos bolsos e disse:
- Meu amor não é tão carnal a esse ponto Gina...
- Eu sei que não é, mas também sei que você não fica mais sem mim por muito tempo... E então? Estou errada? – Gina disse sorrindo enquanto caminhava até Colbie e a encarava. Os olhos da ruiva estava maliciosos e de certa forma, maldosos também. Colbie não conseguia resistir a sua ruiva que era tão menina e tão mulher ao mesmo tempo, mas era uma sonserina e não admitiria perder para uma grifinória. Respirou fundo e respondeu séria:
- Eu consigo ficar sem te tocar Gina, por hã... Vinte minutos.
- Parece bom pra mim, vamos começar a contar a partir de agora então. – Gina disse maléfica enquanto sentava-se e cruzava as pernas. Percebeu que Colbie tentava não encará-la e assobiava olhando para o teto. A ruiva não pode deixar de rir da situação, sabia da paixão de Colbie e que ficar no mesmo aposento que ela, mas sem contato físico, era suicídio.
Colbie arqueou as sobrancelhas e entrelaçou as mãos, sua respiração estava ofegante e ela tentava voltar a ser aquela mesma sonserina de sempre. Baixou os olhos e ficou estudando a formação de seus dedos quando sentiu o perfume floral de Gina próximo de si, levantou os olhos e deu de cara com a ruiva próxima a si, lhe encarando.
- Gina, isso é trapaça. Você não pode ficar tão perto assim... – Colbie disse mal humorada enquanto tentava ignorar o perfume e também o corpo da ruiva próximo a si, Gina sorriu maleficamente, tocou o queixo da sonserina e disse:
- Não especificamos nada em relação a distância...
- Mas daí você quer me matar, você sabe que a carne é fraca! – Colbie justificou mal-humorada saindo de perto da ruiva e indo até a extremidade oposta no aposento. Não iria perder pra uma grifinória, faltava-lhe a razão, mas ainda lhe restara o orgulho sonserino. Gina gargalhou e continuou a encarar Colbie com uma expressão de falsa inocência.
As duas calaram-se e Colbie colocou as mãos nos bolsos, estudando a parede do local e tentando não enxergar Gina. Os minutos iam se passando vagarosamente, para Colbie já se passara mais da metade do tempo, mas na verdade, não tinha passado nem metade. A morena tirou os olhos da parede e arriscou olhar para a ruiva, Gina tinha a expressão séria e também parecia concentrada, pelo jeito, não era a única ali que estava sofrendo com aquela situação. Colbie percebeu que Gina fazia tanto esforço quanto ela e disse irônica:
- Pelo visto foi pega pela sua própria aposta não é Weasley?
- Mas o que você está dizendo Summers? Eu estou perfeitamente bem aqui... – Gina disse insegura enquanto respirava entre as palavras, Colbie aproximou-se dela e prensou-a na parede, sem tocá-la. Gina encarou os lábios de Colbie com desejo e disse ofegante:
- Você não... Você não pode... Me tocar...
- Eu não estou te tocando, minhas mãos estão perfeitamente paradas juntas ao meu corpo... Mas Gina, sabemos que isso não está fazendo bem a nós, podíamos esquecer a aposta não é? – Colbie disse sensualmente, Gina sentiu o hálito quente da outra em sua face e suas pernas bambearam rapidamente. As duas se encararam ainda por alguns minutos, antes de Gina suspirar derrotada e enlaçar o pescoço de Colbie murmurando:
- Essa foi a coisa mais idiota que eu propus a alguém...
- Ah nem tanto, foi boa... – Colbie disse sorrindo enquanto abraçava a ruiva e cheirava-lhe os cabelos. Nunca se cansaria daquele perfume floral. Gina riu e aconchegou-se no peito de Colbie perguntando:
- Você tá maluca, não teve nada de bom nisso.
- Claro que não... Eu fico pensando, se meros 20 minutos sem você me enlouqueceram, imagina o que seria uma vida inteira? Me fez ter ainda mais certeza da minha decisão... – Colbie disse séria e apaixonada enquanto afagava os cabelos da outra, sentiu Gina beijar seu pescoço e dizer:
- Ainda bem que você percebeu, eu te amo Colbie.
- Também te amo Gina... – Colbie disse apaixonada enquanto tomava os lábios de Gina com saudade e amor. Não se imaginava mais sem ela, lutaria por ela e se preciso, morreria por ela.
***
Ruby Valentine segurava a carta na mão totalmente incrédula com o seu conteúdo. Samantha Summers não podia ter sido maluca a esse ponto. A garota respirou fundo tentando prever o que aconteceria de agora em diante na Guerra. Com certeza, a Guerra começaria a ser resolvida após o que acontecera.
Sentou-se na cama e massageou a têmpora. Estava com enxaqueca e ainda tinha que pensar como ficaria sua situação em ambas as opções, caso Colbie ficasse do lado dos Comensais ou caso ela passasse para o lado da Ordem da Fênix. Após pensar e pensar, chegou a inútil conclusão de que ambas as decisões destruiriam seu plano original, mas acelerariam o resultado final.
Ruby sorriu derrotada quando vislumbrou o seu resultado final. Nunca fora inocente a acreditar em um “felizes para sempre”, mas só queria ser feliz ao lado de Pansy o tempo que o destino estivesse disposto a lhe dar. Podia negar aquele amor por medo de parecer fraca e impotente, mas fazia tudo o que fazia por amor. Sabia que era uma maneira irônica de justificar seus crimes, mas era a verdade.
Quando percebera que acabara despedaçando o coração de Pansy, todo o seu orgulho e todo o seu ego foram por água abaixo. A dor que sentiu ao ver as lágrimas correndo pelo rosto da sua loira cortou-lhe não só o coração, como a alma. Foi então que ela percebeu o que era o amor de verdade. Mas reconhecer o amor não era o mesmo que aceitá-lo e isso durou tempo.
Depois do fim do ano passado, tentou esquecer Pansy, evitava olhar a loira pelos corredores e evitava um contato direto com ela, afundando-se em relacionamentos curtos e sem valor ou ás vezes, nos braços de David Colemann. Falando em David, nunca soube o que sentia por ele.
A relação dos dois se resumia a posse e poder, frequentemente Ruby colocava na cabeça que só estava com ele pra aplacar a sua própria solidão e que ele, depois de ter tentando abusar de Colbie e se arrepender, fazia o mesmo. Os dois eram frios, insensíveis e totalmente egocêntricos, consolavam um ao outro nos momentos de solidão. Mas a morena não sabia o que era, achava também que usava o rapaz para seu próprio benefício, como fazia com todos os homens e mulheres que seduzia...
Exceto Pansy. A loira era a única pessoa do mundo que Ruby usava e acabava sentindo-se a pior pessoa do mundo depois. A morena costumava pensar que o amor que sentia por Pansy era a única coisa pura e bela que ela tinha guardado dentro de si, a única coisa que a salvaria de uma sentença direto para o inferno.
Ruby levantou-se e ajeitou o uniforme, por mais que estivesse extremamente emocional naquele dia, não perderia o acesso de raiva e dor que Colbie Summers teria quando soubesse o que acontecera ao seu querido pai, se da última vez ela torturara Malfoy mentalmente, agora seria até capaz de matar alguém só com o olhar.
A morena deu uma rápida olhada pelo dormitório a procura de seus materiais e sorriu quando viu a expressão de Pansy dormindo. Aproximou-se lentamente da cama da garota e segurou a mão dela, beijou-lhe e afagou a franja que estava caindo pelos olhos. Pansy remexeu-se na cama e seus olhos abriram-se, ela deu um sorriso preguiçoso enquanto olhava para Ruby e disse:
- Você me confunde garota.
- Você também, mas não se esqueça daquilo que te disse... – Ruby disse ainda afagando o rosto da loira, Pansy pegou sua mão e perguntou rindo:
- Esquecer de que? Que você disse com todas as letras que me ama? Pode ter certeza que nunca vou esquecer isso, é raro Ruby Valentine dizer isso pra alguém...
- Mas eu te amo mesmo e você é a minha garota. – Ruby deu um sorriso e disse beijando a testa de Pansy e levantando-se da cama, antes de sair deu um breve aceno e mandou-lhe um beijo. Pansy fechou os olhos e sorriu, seus sonhos estavam tornando-se realidade, sua atração por Ruby era tão forte que até a fazia esquecer a sua busca pela Tiara de Rowena e seus pais que corriam perigo... Podia parecer egoísmo, mas não era, Pansy Parkinson só estava embriagada de amor.
David Colemann estava apreensivo. Não sabia que rumo tomar, o jogo virara completamente e ele tinha que agir se queria permanecer vivo naquela Guerra e sair com o seu prêmio. Precisava colocar suas mãos na Tiara de Rowena e saber do que se tratava, afinal, era um objeto como os demais que Voldemort estava protegendo e Harry Potter estava caçando. Ele não sabia o que era a Tiara de Rowena, só sabia que o lorde o mandara protegê-la como se fosse a sua própria vida...
Mas não era isso que o rapaz estava fazendo, ele estava procurando a Tiara, precisava entregá-la a Potter para que pudesse matar Voldemort e enfim tomar o poder que sempre almejara. David não sabia como chegara até aquele ponto vivo, o lorde parecia preocupado com outros objetos seus que estavam desaparecendo e ele manipulava tudo às escuras.
Pansy Parkinson era uma peça essencial no seu plano, mas Ruby parecia cada vez mais relutante em colaborar. A morena estava começando a mostrar as suas cartas e David não estava gostando nada do que via. E ainda tinha Colbie Summers em seu encalço e que depois do acontecimento noticiados no jornal daquela amanhã tornaria-se ou uma grande comensal ou o seu pior pesadelo.
O rapaz passou a mão na testa para limpar um pouco do suor que escorria, olhou-se na janela e viu que seu reflexo parecia cada vez mais velho e que sua beleza esvaia-se aos poucos. Aquela Guerra estava acabando com seu físico e sua mente, ele precisava pôr um fim em seu plano.
David Colemann não fora criado para servir alguém, fora criado para mandar em alguém e nunca aceitaria a posição que Voldemort impusera a ele, por mais alta que ela fosse. Ele era ganancioso e ambicioso o bastante para desejar o poder do Lorde das Trevas, tinha seus próprios Comensais e métodos e estava quase atingindo seu objetivo. Voldemort tinha traidores por todos os lados, só desejando seu poder ou temendo a sua magia e uni-los foi fácil...
A porta da sala abriu-se fazendo com que o rapaz se sobressaltasse, estava ansioso e temeroso nos últimos dias, achando que Voldemort entraria por sua sala a qualquer momento e o mataria. Mas não era Voldemort, naquele instante, Spike Cervantes pigarreou antes de dizer:
- David, parece que o Potter e os dois amiguinhos sujos dele foram até a antiga casa do lorde...
- E quem lhe disse isso? – David perguntou interessado enquanto levanta-se da cadeira e cerrava os olhos pensando no que poderia ter despertado a atenção deles naquele local. Spike sentou-se numa cadeira de madeira e continuou com a voz grave:
- Ouvi uma e outra conversa pelos corredores, o lorde teve mais um daqueles acessos de raiva ontem e deixaram escapar que se tratava de algo relacionado à sua antiga casa.
- Continue observando Spike, precisamos saber do que se trata... Você ficou sabendo do que aconteceu com o pai da vadia da Summers? – David perguntou com uma raiva visível em seus olhos, toda vez que mencionava Colbie, perdia o controle. A garota conseguia tirá-lo do sério e ao mesmo tempo, ser mais um dos seus objetos de desejo incondicional. Spike acenou afirmativamente com a cabeça e disse:
- Samantha é maluca, a Summers vai se virar contra nós e estaremos ferrados. Ela tem potencial mágico pra explodir essa Mansão com todos nós dentro dela...
- Ela tem potencial, mas não sabe o quanto e nem como usá-lo Spike, isso é uma vantagem... Se ela souber que tem alguém dentro dos Comensais que quer derrubar o lorde, vai ser fácil manipulá-la. – David disse com um sorriso mau enquanto um lampejo de idéias passou por sua mente, podia manipular Colbie facilmente se ela estivesse muito machucada. Spike arregalou os olhos e disse impressionado:
- Você tá maluco David? Ela nunca vai colaborar para derrubar o lorde e te colocar no poder! E você disse que queria ela morta!
- Bem, eu mudei de idéia, ela pode ser extremamente útil... E além disso, ela não precisa saber que eu planejo chegar ao poder, ela só tem que saber que queremos derrubar o lorde, como bons homens que somos... – David disse irônico enquanto servia-se de um copo de uísque, Spike balançou a cabeça negativamente e disse agourento:
- Isso não vai dar certo, ela não vai acreditar em nós...
- Vai sim, é só ela saber que a Weasley corre perigo, ela estará absorta pensando na segurança da sua vadiazinha enquanto faz tudo que mandamos... – David respondeu enquanto abria as cortinas de seu escritório e apreciava a vista de sua janela, Spike fechou a cara amaldiçoando o momento em que aceitara se juntar a David, agora sua cabeça estava em jogo.
David sorria satisfeito, sua peça-chave estava entrando em jogo.
***
Colbie estava sentada em uma das poltronas da Sala Precisa observando Gina arrumar-se, a ruiva ficava extremamente linda ao acordar, parecia que a parte mulher dela tornava-se mais evidente em tudo que ela fazia. Colbie levantou-se e abraçou a cintura de Gina por trás, cheirou-lhe os cabelos e disse:
- Eu não quero sair por aquela porta e enfrentar a realidade...
Gina sorriu triste enquanto afagava as mãos de Colbie e virava para encará-la. Os olhos verdes tinham um ar que ela nunca tinha visto, um vazio que doía-lhe a alma e cortava-lhe o coração. Um vazio que ela não sabia descrever do que se tratava. A ruiva nada conseguiu fazer a não ser afagar o rosto da morena e dizer:
- Nós vamos enfrentar aquela realidade juntas Colbie, nós prometemos e vamos ser a força uma da outra...
- Mas Gina, aquela realidade é cruel, ela pode tirar você de mim e eu não sei o que eu faria sem você... – Colbie disse dolorosamente enquanto fechava os olhos e tentava conter as lágrimas que ameaçavam escorrer por sua face. A morena pegou a mão da ruiva e colocou-a sobre seu coração, depois disse entre risos e choro:
- Está vendo? Nunca ninguém fez meu coração se acelerar dessa forma, só você. Eu tenho certeza que se eu te perder, ele vai parar, você tem sido tudo pelo que lutei, você é a minha vida Gina e eu não quero te perder...
- Ei, ei... Você não vai me perder, tira isso da cabeça! Eu sei me proteger muito bem! – Gina disse séria enquanto limpava as lágrimas de Colbie e a puxava para um abraço apertado. Gina também estava temerosa, sentia seu coração acelerar-se a cada menção de uma despedida, ela também queria ficar presa naquele mundo que só era delas, mas tinha uma Guerra sendo travada lá fora, uma Guerra da qual elas faziam parte.
Colbie encaixou o corpo de Gina no seu e apertou-a com força, depois afagou os cabelos da ruiva e respirou fundo tentando controlar aquele sentimento que ao mesmo tempo lhe dava coragem, mas também, lhe dava covardia. Amar era contraditório, estava amando uma grifinória no meio de uma Guerra em que, tecnicamente, estavam em lados opostos.
Gina deixou-se levar pelo abraço que Colbie lhe dava, sentindo-se protegida enquanto os braços dela lhe enlaçavam. A ruiva aconchegou-se no peito da morena, sentindo o perfume amadeirado dessa penetrar em suas narinas e a embriagar. Gina só conhecera o amor com Colbie e também sabia que a sonserina era a sua vida.
A morena beijou o topo da cabeça da ruiva e continuou a olhar para o nada, tentando apenas se concentrar no momento. Gina então separou-se dela e entrelaçou as mãos das duas com um sorriso brincalhão nos lábios, a ruiva disse:
- Você não vai me perder sabe por quê? Primeiro porque eu sei me proteger muito bem sozinha e segundo, porque eu tenho a sorte de ter uma comensal me protegendo...
- Acho que tá mais pra azar, uma comensal protegendo uma garota de Dumbledore? Você confia mesmo nela? – Colbie perguntou sorrindo enquanto brincava com uma das mechas do cabelo da ruiva, Gina mostrou-lhe a língua e disse:
- Claro que confio, se eu confiei meu coração a ela, eu seria capaz de também dar a minha vida...
Colbie ficou séria diante daquela afirmação, Gina também. As duas encararam-se por alguns instantes antes de Colbie puxar Gina pela nuca para mais um beijo apaixonado, as duas aproveitaram o beijo como se fosse o último, sentiram-se como se fosse a última vez e só se separaram quando ouviram alguns passos no corredor. Colbie sorriu tristemente, ficou muito próxima da ruiva, passou o dedo indicador pela face dela e disse:
- A realidade nos chama ruiva...
- É, temos que ir... – Gina disse inconformada e fazendo bico, levantando-se e ajudando Colbie a levantar-se em seguida. As duas entrelaçaram as mãos novamente, respiraram fundo e andaram até a porta. Antes de sair, Colbie beijou a mão de Gina e lhe deu um sorriso.
A ruiva guardou aquela imagem consigo e novamente sentiu aquele aperto no peito de minutos atrás, algo lhe dizia que o pouco de felicidade que tivera naquele dia incomodara alguém...
***
Colbie não teve coragem de virar e encarar Gina enquanto se afastava dela. A morena caminhava pelos corredores cabisbaixa e a passos pesados, perdida em seus próprios pensamentos e em suas próprias dores, sentindo a Marca Negra doer em seu braço. Talvez seja por isso que ela não percebera os olhares preocupados que lançavam a ela.
Colbie foi até às masmorras da Sonserina, o seu dormitório estava escuro e sem ninguém. Ela agradeceu, ao menos assim teria um pouco de paz e também não teria que agüentar Ruby interrogando sobre onde e com quem ela estava.
Falando em Ruby, Colbie não sabia como ela ia agir quando soubesse o que estava disposta a fazer, com certeza, diria que era bobeira arriscar-se por um amor. Mas Ruby não conhecera o amor como ela conhecera, de forma tão intensa que se não fosse vivido, poderia levar a morte...
Tomou um banho frio e lembrou-se da semana anterior quando chegara a Hogwarts e do que acontecera antes. Tinha magoado seu pai, ele nunca a perdoaria, nem mesmo se ela salvasse a vida dele. Colbie suspirou pesadamente enquanto sentia a água correr por seu corpo, tentava se convencer de que fizera o certo e de que agora, ele estava perfeitamente seguro e que não seria responsabilizado por suas atitudes...
Mas não conseguia. Amava e admirava demais o pai, sentia-se um lixo quando lembrava o que fizera e de como fora arrogante com ele. Conhecia o pai e tinha esperanças de que ele a perdoasse algum dia, nem que fosse em silêncio, ela não merecia tanto amor dele depois do que fizera.
Saiu do banho e se trocou, perfeitamente acordada, saiu do dormitório e rumou para o Salão para tomar o café, ao menos poderia observar Gina de longe durante o dia. Saiu das masmorras e andou pelos corredores e dessa vez, percebeu os olhares que lhe lançavam. Não ligou, pensou que talvez fosse a sua súbita mudança, nos últimos dias fora vista andando com os Comensais e até mesmo, dando ordens para alguns...
Os olhares a seguiram até o Salão, quando chegou ao local, foi o mesmo. Os mesmos olhares pesarosos e amedrontados a encarando, na mesa dos professores, Snape a encarava com interesse e Amico tinha uma expressão satisfatória. Procurou o olhar de Gina na mesa da Grifinória e surpreendeu-se quando a ruiva lhe encarou com os olhos castanhos cheio de lágrimas.
Colbie estava confusa e não entendia o que estava acontecendo e porque estavam a olhando daquela forma, andou até a mesa da Sonserina e sentou-se. Ruby rapidamente apareceu do nada com um exemplar do Profeta Diário daquela manhã na mão, ela sibilou calmamente e seu ouvido:
- Bem vinda a realidade Summers!
Dizendo essas palavras, Ruby jogou o jornal sobre o prato de Colbie. A garota deixou seus ávidos olhos verdes percorrerem rapidamente a manchete principal da página e naquele instante, desejou nunca ter lido o que lera.
“FUNCIONÁRIO DO MINISTÉRIO É ENCONTRADO MORTO EM CASA
Henry Summers (52) foi encontrado morto, na própria casa hoje de manhã. Sua esposa, Samantha Summers (45) disse ao nosso jornal que o marido chegara tarde em sua casa e que, supostamente, fora vítima de um fulminante ataque do coração. A esposa alegou não ter ouvido qualquer sinal ou pedido de socorro do marido. Henry Summers fora um excelente auror no passado e atualmente, estava aposentado. Damos nossas profundas condolências a filha deles, Colbie Summers que está em Hogwarts e deve estar lendo nossa notícia nesse momento.”
Colbie teve que reler o texto para compreender o real sentido dele, tinha uma foto de seu pai sorridente na capa. Aquele sorriso carismático e engraçado que só ele tinha e que ela nunca mais veria. A verdade e a força daquelas palavras lhe atingiram como uma lança, a garota estava cega de dor, levantou-se da mesa derrubando e empurrando tudo que via pela frente.
Correu porta a fora e sentiu os olhares dos alunos em suas costas, mas não ligava, não ligava mais para nada. Sentia um peso enorme nas costas, correu até a margem do lado e deixou-se sentar-se lá com as lágrimas correndo furiosamente por sua face.
Não conseguia acreditar que seu pai morrera achando que ela era uma vadia, também não conseguia acreditar que ele morrera por causa de um ataque do coração. Sabia muito bem o que e quem fizera aquilo com ele. A garota deu um grito de dor, estava sentindo a cabeça doer, levantou-se com varinha em mão, disposta a explodir todos que encontrasse em sua frente.
Sentiu aquela descarga de energia e magia correr pelo seu braço direito. A varinha em punho, rumou para o castelo, as pessoas a encaravam com olhos aflitos, alguns morriam de medo e a partir de agora, deveriam ter medo. Ela perdera sua fonte de proteção e eles pagariam caro. Levantou a varinha pronta para realizar um feitiço que nem sequer sabia o nome, só sentia a dor naquele momento, a dor de uma ferida que nunca se cicatrizaria...
Mas não conseguiu pronunciar nem fazer nada. A energia e a magia que percorriam seu corpo a nocautearam, pela primeira vez ela sentiu o poder de seu sangue pulsando em suas veias, era muito forte e ela não suportou. Colbie sentiu a cabeça pesar, seus olhos fecharam-se e ela desmaiou.
Gina ficou completamente atônita quando viu pelos olhos de Colbie os sentimentos dela em relação ao pai, das poucas vezes que a morena o mencionara, sempre fora com orgulho e admiração. A ruiva, agora, não sabia como agir. Nunca enfrentara a morte tão de perto e de forma tão avassaladora como tinha sido vista nos olhos de Colbie.
Quando a sonserina levantara-se da mesa completamente cega de fúria e dor, Gina queria ir atrás dela, mas não conseguiu mover-se. Tinha que confessar que sentira medo do que precisaria fazer para ajudá-la, sentiu-se uma covarde mentirosa, senão estava pronta para ajudá-la naquele momento, quando ajudaria? Gina era humana como todos, tinha sentimentos como todos e o sentimento que a preenchera naquele momento fora o medo.
Nunca vira Colbie daquela forma, quando se levantou para seguir a multidão que acompanhou a sonserina para os jardins sentiu mais ainda o assombro tomar-lhe o corpo. Colbie tinha uma fúria enérgica nos olhos quando se levantou com varinha em punho, mas quase que instantaneamente, essa fúria apagou-se. Gina foi ao desespero quando viu Colbie desmaiar, Aleto e Amico foram ao encontro dela e tiraram-na rapidamente dali.
Gina sentiu então seu assombro passar. Colbie sofrera um golpe terrível e precisava de Gina perto dela, só que a ruiva tinha medo. Seus pressentimentos se concretizaram e a sua felicidade ferira alguém...
Ruby Valentine estava sentada em uma das milhares salas vazias de Hogwarts sem saber o que fazer. Colbie Summers a impressionara novamente, o brilho que ardera nos olhos dela minutos atrás no jardim não era uma coisa normal. Pela primeira vez, teve realmente certeza do sangue de Godric Griffindor que a garota carregava. O brilho furioso e corajoso nos olhos dela a fez temer o seu futuro naquela Guerra.
Ora, se Colbie soubesse de fato o seu potencial e o usasse, ninguém poderia enganá-la, muito menos manipulá-la como Ruby tinha em seu plano original. Se a vingança fosse mais forte que tudo para Colbie, ela agiria por conta própria e qualquer um seria seu inimigo dentro dos Comensais. Samantha que nunca errara, fizera uma besteira e Voldemort acabara de ganhar seu pior inimigo depois de Harry Potter.
A porta da sala abriu-se e Ruby deu um pequeno sobressalto de susto. Pansy Parkinson entrara pela sala, estava bela, porém a expressão estava fechada. A loira aproximou-se da morena e sentou ao lado dela, depois encarou os olhos castanhos de Ruby com intensidade.
Ruby sabia o que ela estava pensando, Pansy achava que tinha a ver com o que acontecera com Colbie. A loira respirou fundo, depois desviou os olhos de Ruby e disse séria:
- Por favor, me diga que você não teve nada a ver com a morte do pai dela...
- Não Pansy, eu não tive nada a ver dessa vez... – Ruby disse sorrindo calmamente enquanto afagava a face de Pansy com as costas de sua mão, Pansy segurou o pulso de Ruby e rapidamente, algumas lágrimas escorreram teimosas por sua face. Ruby ficou confusa e perguntou:
- O que foi Pansy?
- Eu não entendo porque você ainda insiste em tentar ficar comigo no meio de todo esse ódio e de todas essas mortes... – Pansy respondeu melancólica enquanto levantava-se e ia até a janela, estava perdendo mais aulas e perdendo ainda o tempo que tinha para pesquisar sobre a Tiara de Rowena para David. Ruby fechou a cara e respondeu séria:
- Porque eu te amo, eu já te disse isso.
- Será mesmo Ruby? Você usou Colbie, trouxe-a para os Comensais e agora, ela está desacordada e todo mundo teme o que ela pode fazer... – Pansy respondeu fria enquanto virava-se para encarar Ruby, a morena sentiu o olhar da outra arder em sua pele e em sua alma. Estava acontecendo o que sempre temera, Pansy duvidava mais uma vez do seu amor.
Ruby levantou-se, selou os lábios com os de Pansy demoradamente. Depois lhe segurou a face e a encarou, estava sentindo medo de perder Pansy, tinha que evitar que ela se metesse em toda a sujeira que David estava planejando. A morena respirou fundo e disse:
- O que ela tem a ver com nós?
- Da mesma forma que você a usou, você me usou também Ruby. Você me trouxe para os Comensais e depois, me fez prisioneira de David, meus pais correm perigo... – Pansy disse cambaleante, enquanto se afastava de Ruby tentando evitar aquele perfume de rosas que era como droga para si.
A loira se achava burra por acreditar mais uma vez no amor de Ruby, sendo que todas as razões levavam a crer que a morena não prestava. Talvez gostasse de amores impossíveis e gostasse de sofrer, porque só conseguia explicar o que sentia por Ruby daquela forma. Ela sofria, chorava e continuava a amá-la com todas as forças que ainda lhe restavam. Ruby era a pior pessoa do mundo, manipulava e seduzia apenas por interesse próprio e mesmo assim, Pansy não conseguia deixar de observá-la sem sentir seu coração acelerar...
Ruby encarou Pansy e sentiu uma chama de raiva e ódio arder dentro de si, a imagem que Pansy tinha de si era a pior possível. Ruby não pode deixar de notar que ela pensava certo, mas Pansy só se esquecia do fato de que Ruby a amava e fazia tudo por amor. Ruby encarou os próprios pés, temendo a resposta para sua próxima pergunta, depois suspirou e perguntou melancólica:
- E o que te faz pensar que é igual a Summers para mim?
- Eu não preciso pensar Pansy, os fatos falam por si só. – Pansy respondeu séria encarando-a com olhos tão intensos que Ruby sentiu-os lendo a sua mente. A morena levantou os olhos dos pés e encarou Pansy, tentando passar no olhar todo o amor que sentia por ela, mas Pansy permaneceu impassível.
Porém, Pansy estava travando uma luta dentro de si. Queria acreditar em Ruby, que ela mudara e que fazia tudo que fazia para proteger-lhe. Mas não conseguia, não podia. Nem mesmo seu coração naquele momento parecia acreditar em Ruby e no que ela dizia.
Ruby sentiu aquelas palavras lhe nocautearem por alguns instantes, Pansy estava tecendo uma despedida e a morena estava sentindo todo o peso de seus atos pesarem sobre suas costas. Realmente, não podia se apagar um passado regado por más ações. Abriu a boca diversas vezes tentando encontrar uma resposta, mas se calava sempre quando via que justificar seus atos falando sobre amor era muita presunção. Então, sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos, limpou-as disfarçadamente e disse:
- Mas os fatos são coisas do passado, será que você nunca me perdoou?
- Eu te perdoei Ruby, tentei fazer as coisas ficarem mais fáceis e sonhar com meu amor, mas eu não consigo... Eu já te disse que você que tem que se perdoar, só assim você vai ver o que fez, mas eu não posso mais te ajudar... – Pansy disse entre algumas lágrimas, dando as coisas a Ruby e abrindo a maçaneta, porém, Ruby segurou seu pulso e perguntou friamente:
- Tudo isso por causa da Summers? Porque se for, eu não tive nada a ver com a dor dela, não dessa vez.
- Não Ruby, tudo isso porque eu estou vendo o filme que eu vivi se repetindo com ela e também, vendo que você não consegue se perdoar e parar de ferir os outros... De alguma forma, você acabou se acostumando com toda essa dor e todo esse sofrimento. – Pansy respondeu cabisbaixa enquanto se soltava de Ruby e saía da sala. A morena encarou a porta por alguns segundos e depois, irrompeu em um choro silencioso que fez com que caísse e chorasse sozinha.
Sempre fora assim, sempre sozinha. Será que Pansy não entendia que estava querendo mudar? Talvez não se perdoasse mesmo e acomodava-se às situações que lhe eram impostas para não enfrentar a verdade que sempre doía mais. Mas ela não tinha mais força para lutar contra o que era, não diziam que o amor era belo justamente por aceitar o outro como era? Então porque Pansy não a aceitava?
A resposta era simples: Pansy não a aceitava porque estava tentando esquecer que a amara um dia. Ruby sorriu ironicamente, era tão inútil como ser humano que a única pessoa que a amara fora vencida pela realidade.
***
Colbie acordou sentindo a cabeça latejar e o sangue pulsar fortemente em suas veias, aquela mesma sensação estranha estava por todo o seu corpo agora. Estava tudo escuro e ela tentava dizer para si mesma que fora tudo um sonho; seu pai não morrera e ela não desmaiara na frente de toda a escola. Mas seus sonhos caírem por terra quando ela viu que estava na Ala Hospitalar.
Impressionou-se quando se viu sozinha, talvez estivesse com medo e querendo que ela apenas pensasse sozinha o que fazer agora que perdera uma das coisas que protegia e lhe dava força. Sabia muito bem quem fora que assassinara seu pai, podiam dizer que havia sido a Ordem da Fênix, mas ela sabia que fora sua mãe.
Samantha Summers era fria e também, lunática. Faria qualquer coisa para que a filha libertasse seu potencial mágico naquela Guerra sem sentido, mas agora, tinha sentido para Colbie. Tudo o que ela queria era vingança.
Vingança principalmente pela morte de seu pai e também, por todo o sofrimento das pessoas inocentes que foram jogadas de cabeça no meio da confusão. Colbie sorriu ironicamente quando viu uma intenção tão vela passando por sua mente, talvez fosse fato que ela herdara alguma coisa de Godric Griffindor.
Mas sabia que no fundo, tudo se resumia a Gina. Iria lutar naquela Guerra, iria acabar com tudo e todos por ela. Mas evitava pensar na ruiva naquele momento, porque depois da noite e da manhã linda que tiveram, teria que abandoná-la e provocar uma dor tão grande nela que talvez, ela nunca a perdoasse.
Só de pensar na dor de Gina, Colbie sentia que também se dilacerava por dentro. Estava unida de tal forma com Gina que ambas formavam uma só, a ruiva fazia prevalecer em Colbie o que ela tinha de melhor. A morena tinha medo que quando se afastasse dela, seu lado obscuro prevalecesse e ela se esquecesse de seus objetivos no meio de tudo aquilo.
Passos foram ouvidos na escuridão que acabaram por tirar Colbie de seus pensamentos, ela perguntou-se quem estaria naquela escuridão, naquela hora da noite esperando que ela acordasse. Rapidamente pensou em Gina, mas tranqüilizou-se quando viu que Ruby Valentine lhe encarava com um olhar cheio de perguntas.
Colbie lembrou-se das palavras dela e sentiu uma bolha de raiva preencher no seu peito. Estava cansada dela manipulando todas as suas ações, demorou, mas percebera por fim que Ruby só pensava em si e em salvar o seu da reta naquela Guerra. A outra sorriu e disse ironicamente:
- Acordar na realidade foi bom pra você?
- Se foi, você não imagina o quanto. – Colbie respondeu sarcástica sentindo a ferida em seu coração provocada pela morte de seu pai arder, precisava lembrar-se de tudo para encarar tudo com ainda mais fúria e mais ódio. Ruby deu uma gargalhada fria, ela parecia mais insuportável do que já era, depois disse:
- Ainda bem, porque daqui pra frente vai ser só dor e sofrimento.
- Você me parece mais amarga Valentine, que foi que fizeram com você? Tiraram o seu doce? – Colbie disse ironicamente enquanto levantava-se da cama, sentiu o olhar de Ruby a estudar com preocupação e com raiva, também sentiu o sangue pulsando em si e uma dor de cabeça fora do comum. Ruby crispou os lábios e disse:
- Sempre fui assim, talvez quando estava presa em seu mundinho de fantasia com a Weasley não percebesse...
- Acho que não Ruby... Talvez tenha perdido algo importante tipo a Parkinson não é mesmo? – Colbie disse sentindo o veneno escorrer por seus lábios. Lançou seus olhos verdes repletos de fúria para Ruby, a morena arregalou os olhos castanhos amedrontada. Colbie descobriu que era bom quando as pessoas pareciam temê-la. Ruby abriu e fechou a boca várias vezes e depois respondeu séria:
- Eu não sei do que você está falando!
- Você pode mentir para si mesma Valentine, mas não consegue me enganar... Sei muito bem que você a ama, mas que não consegue a fazer acreditar nisso. Como você é imprestável Ruby, seduz todos, mas não consegue fazer quem ama acreditar em você... – Colbie disse maldosa sentindo um bem-estar fora do comum ao olhar a expressão deformada de dor no rosto de Ruby, a outra avançou sobre ela lhe dando um tapa na face. Colbie sentiu a dor latejar, mas não reclamou, gargalhou e disse:
- Talvez devesse aprender a amar garota, você parece não saber disso.
- E você sabe? Só faz a Weasley sofrer por causa de suas crises, pois agora você tem motivos de magoá-la ainda mais, vai querer vingança não é? E ela, boa como é, não se encaixa mais no seu mundo! – Ruby disse sadicamente enquanto encarava Colbie com desprezo, nunca sentira tanta raiva de uma pessoa como estava sentindo dela no momento. Colbie mostrara que não era nada inocente, esta, por sua vez, segurou o pulso de Ruby com força e disse:
- Não mesmo Ruby, mas ao menos eu tenho coragem o bastante para poupá-la do sofrimento e mais ainda, tenho coragem de amá-la!
Dizendo isso, Colbie continuou a encarar Ruby que ficara completamente imóvel diante daquelas palavras. Ela não sabia se sentia admiração ou inveja de Colbie, mas sua expressão amenizou-se e ela viu como era fraca perto daquela garota que estava obstinada a morrer só para ver quem amava num mundo melhor.
Ruby soltou-se de Colbie e nesse momento, ouviram-se mais passos. David Colemann entrou sorrindo na sala com Spike Cervantes ao seu lado, os dois encararam as meninas. David disse com escárnio:
- Adorei o showzinho que as duas me proporcionaram minutos atrás...
- Como você é um cretino Colemann, mas não ouviu mais do que já não soubesse não é mesmo? – Colbie respondeu séria enquanto apanhava a varinha, viu que os olhos de Spike arregalaram-se de medo, a cicatriz ainda estava na face dele e Colbie sorriu maldosa quando o homem a encarou. Spike cerrou os olhos e quase partiu para cima dela, David lhe encarou e pediu para que ele parasse.
Colbie gargalhou friamente mais uma vez e disse sarcástica:
- Nossa Cervantes, você é mesmo o cachorrinho dele. Ele fala e você obedece.
- Summers, você está por um fio, não me obrigue a acelerar o tempo e te matar! – Cervantes respondeu baixinho enquanto encarava Colbie com ódio, Ruby observava a cena impressionada. Parecia que Colbie se metamorfoseara em outra pessoa, estava mais fria e cruel do que o normal, parecia quase uma máquina de causar dor. David juntou as palmas das mãos e disse melosamente:
- Ok crianças, vamos parar. Eu tenho um assunto sério para tratar com Colbie, por favor, quero que Spike e Ruby dêem o fora daqui...
- Como você é educado Colemann, mas tudo bem, faça bom proveito dessa daí! – Ruby disse friamente enquanto saía da Ala Hospitalar com Spike em seu encalço olhando para os dois na sala confuso. Assim que saíram, Colbie cruzou os braços séria e perguntou:
- O que você quer comigo?
- Bem Summers, primeiro, dar minhas profundas condolências pela morte de seu pai. Segundo, te propor um acordo... – David disse misterioso enquanto se aproximava da garota, Colbie estranhou o fato, estranhou mais ainda o brilho nos olhos de David. O rapaz a encarou e a garota apenas acenou para que ele continuasse o seu discurso, o rapaz pigarreou e disse:
- Acho que está bem claro para você quem matou seu pai, logo, você quer vingança...
- Eu não vou me aliar você, trabalho melhor sozinha... – Colbie interrompeu séria enquanto apanhava suas coisas e dava as costas a David. O rapaz ficou desconcertado, cada vez mais a garota lhe surpreendia e lhe causava raiva.
Esperava encontrar uma Colbie Summers destruída e implorando por ajuda, mas em vez disso, encontrou uma garota fria e cruel com uma determinação nos olhos de torturar e matar para alcançar seu objetivo. Colbie era mais grifinória do que qualquer membro da casa na escola no momento, tinha coragem e obstinação, ousadia para enfrentar um mal maior que ela sozinha.
- Você não vai conseguir nada sozinha! – David respondeu tentando controlar a raiva contida em sua voz, odiava ser contrariado. Colbie virou-se para ele antes de sair, deu um sorriso irônico e disse:
- Mas pode ter certeza que eu vou conseguir bem mais que você.
Dizendo isso, Colbie saiu da sala. A noite a abraçou com carinho e a garota levantou a manga de seu uniforme para observar a Marca cravada na sua pele, se antes ela tinha motivos e não tinha coragem para o que tinha que fazer, agora ela tinha os dois.
A morte de seu pai não ia ser em vão, muita gente ia pagar caro.
Na ala, Ruby só tinha um pensamento: haviam acabado de acordar um leão adormecido. Era ironia, mas agora os Comensais estavam em maus lençóis e de alguma forma, Ruby não pode deixar de sorrir. Iria manter segredo, Colbie iria enfrentar tudo e todos por amor, coisa que nunca teria capacidade de fazer.
***
Gina acordou na manhã seguinte disposta a encontrar Colbie e ajudá-la com o que acontecia, mas quando viu Colbie no café, a sonserina parecia extremamente “tranqüila” com o que acontecera. Todos estranhavam seu comportamento e Gina, que a conhecia tão bem sabia que aquilo tudo era só uma máscara para o que acontecia com ela.
Por isso, logo que deram os intervalos da manhã, Gina foi atrás dela pela escola. Passou correndo por Luna que a cumprimentava sem responder, a corvinal cerrou os olhos e preparou-se para o que teria que fazer pela amiga mais tarde. Ao contrário dos outros, ela tinha uma percepção além do normal para o que passava naquela escola.
Gina encontrou Colbie sozinha próxima ao lago, ela estava com as mãos nos bolsos e encarava as montanhas que rodeavam a escola com uma expressão fechada. Aproximou-se dela ainda com medo ao se lembrar de ontem, Colbie virou-se para ela rapidamente. Gina ficou sem saber o que dizer, depois gaguejou um pouco e disse:
- Eu só queria dizer que sinto...
- Não lamente, não precisa. – Colbie respondeu secamente enquanto olhava para Gina, mais uma vez os olhos dela pareciam duas esmeraldas de tão frios e insensíveis que estavam. A ruiva sentiu o coração apertar, algo estava errado, aquela não era a mesma Colbie de ontem... Gina respirou fundo e começou a dizer:
- Então, saiba que vamos enfrentar tudo juntas e...
- Não, não vamos enfrentar isso juntas, eu não preciso enfrentar nada com você Weasley! – Colbie respondeu secamente enquanto desviava os olhos de Gina e olhava para os próprios pés, claro que estava doendo nela tratar a ruiva daquele jeito, mas era preciso e no momento, a única dor que sentia era a perda do pai. Gina arregalou os olhos castanhos de medo, sentiu que seu pressentimento estava prestes a tornar-se verdade e que perdera Colbie de vez para os Comensais.
- Mas e o que prometemos? – Gina perguntou séria, não iria chorar diante de Colbie, não mais. Prometera lutar por ela e não seria agora que iria bancar a garota apaixonada, já passara da época e era hora de enfrentar as coisas como mulher. Colbie levantou os olhos e disse irônica:
- Prometemos um pra sempre que não existe, estamos na realidade Weasley. Você é uma mulher de Dumbledore, eu sou uma comensal. Não sei se percebe, mas isso é contraditório.
- Convivemos com isso perfeitamente bem ontem! – Gina disse irritada enquanto sentia a ironia de Colbie escorrer sobre si, Colbie estava amarga e parecia não ligar para ninguém além de si. A morena bufou impacientemente e explodiu:
- Ontem eu estava presa numa fantasia que nunca daria certo Weasley, hoje eu estou na minha realidade e esta não inclui você!
Dizendo isso, Colbie apanhou sua mochila e saiu caminhando pelos corredores. Gina estava atônita diante das palavras de Colbie, ela pertencia sim a realidade dela, mas como ainda acreditar naquilo depois daquelas palavras? A ruiva sentiu seu coração apertar, mas não chorou, achava que não tinha mais lágrimas depois de uma noite acordada chorando silenciosamente em seu dormitório.
Ela odiou Colbie naquele momento, pela infantilidade, pela maldade, pela ironia e pelos atos dela... Correu atrás da morena, mas não a alcançou, na verdade, a avistou cercada de pessoas no corredor de entrada do castelo.
Colbie estava agonizando a própria dor de deixar Gina mais uma vez silenciosamente quando Ernesto Macmillan bloqueou-lhe o caminho e disse sarcasticamente:
- Vejo que o seu pai morreu, não é mesmo Summers?
- Está em todos os jornais Macmillan, se você não visse, eu diria que é burro! – Colbie respondeu sarcástica enquanto olhava com superioridade para o rapaz, rapidamente uma multidão estava observando a cena, com Gina entre eles. A ruiva temia que Ernesto acabasse mal, ele escolhera um péssimo momento para atacar Colbie.
- Você deveria me respeitar Summers, hoje Ana não está aqui para te ajudar... – Ernesto sibilou com raiva para Colbie, as pessoas riram dele e também temeram por ele. Só um maluco iria enfrentar Colbie sabendo do estado em que ela estava e da fama que ela tinha. Colbie gargalhou friamente e a maioria dos murmurinhos se calaram assustados com a reação dela, depois ela disse:
- Desde quando eu preciso da ajuda de membros da Lufa-Lufa Macmillan? Se enxergue! Olhe bem para você e olhe bem para mim, acha mesmo que eu preciso de vocês?
Mesmo que estivesse fora de si, o pouco da razão que Colbie ainda tinha obrigou-lhe a dar as costas e esquecer o que Ernesto estava tentando fazer. Porém, o rapaz disse triunfante:
- Se acha superior Summers? Uma garota que mal consegue se controlar depois que o papai morre e desmaia nos jardins? Realmente, você é muito superior a mim!
Colbie parou de andar e apertou os punhos com força, as pessoas que estavam perto dela perceberam a raiva e a expressão da garota e se afastaram preocupados com o que poderia acontecer. Ernesto sorriu triunfante quando viu que a garota parara para ouvi-lo, Gina estava apreensiva observando Colbie, estava bem próxima a ela, se a morena levantasse os olhos, a veria.
- Olhe para mim garota, mostre a sua superioridade e não me dê as costas! – Ernesto disse zombeteiro, Colbie levantou os olhos e rapidamente, eles encontraram Gina, pareciam que tinham um magnetismo fora da compreensão. Colbie encarou-a por alguns segundos, vendo a incompreensão em seus olhos, depois sorriu irônica e disse:
- Ok Ernesto, você pediu.
Colbie sentia um calor fora do comum em sua mão direita, ela sacou a varinha e sem murmurar nada, jogou Ernesto de encontro à parede do castelo. O garoto bateu a cabeça e rapidamente ficou desacordado com um filete de sangue escorrendo por entre os cabelos, assim que a sonserina jogou o corpo do rapaz ao chão com um baque curto e seco, todos viram a rachadura na parede, Colbie tinha jogado o rapaz na parede com uma força anormal.
A maioria das pessoas na cena ficou assustada e fecharam os olhos, outras ainda gritaram a saíram correndo dali de forma que a cena estava praticamente vazia. Colbie abriu caminho na multidão e Gina saiu atrás dela, atônita com a força de Colbie.
Gina precisou correr para alcançar Colbie, puxou-a pelo pulso em um corredor deserto, fazendo a sonserina lhe encarar. A ruiva explodiu:
- O que você acha que acabou de fazer? Tá maluca é? Você podia ter matado ele!
- Eu sou uma comensal Weasley, esperava que fizesse o que? Sou um monstro! Você quer continuar amando um monstro?! – Colbie perguntou com os olhos repletos de lágrimas de fúrias, ela encarou Gina tão furiosamente que a ruiva viu que Colbie mudara e para pior.
A morena olhava todos como se fossem meros objetos, inclusive ela. Gina se afastou, colocou a mão na boca antes de dar-lhe as costas e saiu pelo corredor chorando. Não sabia o que fazer, não sabia o que sentir, Colbie já não era mais a mesma.
No corredor onde Ernesto Macmillan estava desacordado e rodeado de curiosos preocupados, Madame Pomfrey realizava os primeiros-socorros atordoada com o que acabara de ver. Nunca vira uma estudante ter tamanha força e poder mágico, Minerva estava ao seu lado com a expressão obstinada. A Ordem precisava arrumar um jeito de parar aquela garota e ela tinha certeza que a carta que enviara resolveria o problema.
Draco Malfoy estava espantado e amedrontado. A lembrança da tortura de Colbie ainda assombrava seus sonhos, ele não poderia fazer nada se ela decidisse matá-lo.
Ruby Valentine estava presa em seus próprios pensamentos e assombrada com a crueldade que viu nos olhos da antes tão pura Colbie Summers.
Pansy Parkinson não conseguia acreditar que Colbie fora capaz de fazer aquilo, a única sonserina que ela achava que poderia mudar a imagem da casa.
Aleto e Amico sorriam satisfeitos.
Já Colbie estava fria e agia como se não tivesse feito nada além do normal, a garota atravessara uma das passagens que levavam a Hogsmeade e aparatava rumo a Mansão dos Malfoy.
***
Espero que tenham gostado e agora que estou de férias, tentarei postar mais viu?
Até a próxima!
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