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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

13. Capítulo XIII.


Fic: thegossipqueen. - CAPÍTULO TREZE. coments?


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo XIII.
Eu nunca mentiria para você.
ps. desculpa pela má formatação do capítulo, eu não consegui ajeitar. :B


thegossipqueen.net
your source into the queens’ life.


ATENÇÃO! todos os nomes de pessoas e lugares foram abreviados para proteger os verdadeiros inocentes. Ou melhor, a minha identidade secreta.

Oi gente!
Boas notícias para quem gosta do nosso adorado S. Depois de alguns dias no hospital, ele finalmente receberá alta hoje. Ótima notícia. Dizem por aí, que três pessoas não pregaram o olho: E, R e M. E dizem que um novo ar de romance paira pela nossa querida comunidade do WNH... ah, amor!

Depois de uma conturbada volta, com direito a abraço em um show (se você não viu a foto inédita, clique aqui!) e hospedagem direta na casa da sua, até então, melhor amiga, L. mostra que não está pra brincadeira. E a sua mais nova vítima foi A. Pobre A... ter que olhar para aquela cara loira azeda da nossa rainha já é doloroso demais, agora tem que ficar agüentando os constantes ataques dela, só por insinuar a verdade que todos nós já sabemos: T e L é o nosso casal clássico! Quer E queira ou não.

E quanto a outro detalhe... o que aconteceu no misterioso estacionamento do bar? Nossas fontes pareciam muito ocupadas apreciando o casal, que mal se tocou para a regra número um da vida: o tempo não pára. Por que E e R estavam lá? E porque ela ficou tão desesperada no hospital?

Esperando por fontes. Sei que vocês estão participando, gente, mas precisamos de um pouco mais de ação da sua parte – uma rainha fofoqueira não pode lhe dar com tudo sozinha. Mas fico feliz por quem está me elogiando e entupindo minha caixa de entrada de e-mails construtivos e spams. Agora vamos responder alguns emails, coisa que não faço há muito, muito tempo.

matheusbolelli@hotmail.com: Oi TGQ! eu simplesmente adoro você e acho suas notícias um tesão. será que a L vai conseguir ficar mesmo com o T? sabe, eu acho ele um panaca! dividido entre a E e a L... não vê que a L é melhor? enfim, você sabe mesmo se ela tá solteira? se ela tiver, eu definitivamente entro na fila.

TGQ:
acalma o T, filho. Nossa L. já está muito ocupada com os seus próprios problemas e eu duvido que namorar um total estranho como você esteja na lista dela. De qualquer forma, ela e o T. estão a um passo de...  “ceder à tentação”, se é que me entende.

marianaradcliffe@hotmail.com: Olá! Então TGQ, eu queria dizer que sou totalmente sua fã! Eu fui ao show do Cobra e foi simplesmente demais, eles realmente são incríveis. Mas uma coisa eu achei totalmente inacreditável: SB não estava aproveitando nadinha da música, pelo contrário, estava bebendo todas, e desacompanhado, conversando com um cara forte, mal-encarado e muito estranho bebia também com ele. O que você diz sobre isso? Enfim, amo tanto o SB que estou até pensando em fazer um fã-clube. Você participaria?

TGQ:
O que eu digo sobre isso? Coisas realmente estranhas acontecem em festas. E em shows de bandas com nomes de animais também. E algo muito forte me diz que E. não estava lá por acaso. Mas isso não vem ao caso. Sobre o fã-clube, desculpe, sou totalmente contra. S. pode ser hot, mas o meu favorito ainda é o T.!

monique-cidade2001@hotmail.com: eu simplesmente detesto você, TGQ. você é muito desocupada, sinceramente. vc podia estar estudando, ou algo do tipo, mas só liga pra falar mal dos outros! VAI PROCURAR O QUE FAZER, LOK.

TGQ:
você só deve ser uma nerd bv. ou quem sabe a versão ugly betty da selena gomez? Eu simplesmente não falo mais absolutamente nada.

Continuem mandando e-mails, o seu poderá ser respondido no site.


 Estou definitivamente de volta. Quer você queria, ou não.
xoxo,
The Gossip Queen.


 thcrown.gif picture by mrmathe


;narrado por lílian evans.


 


Tem quatro lições na vida, aliás, quatro mandamentos que a gente não pode esquecer nunca, jamais, never, nem fodendo. Sim, os dez mandamentos de Moisés, que deve ter dado tanto trabalho para ele, carregar aquela tábua gigantesca pelo deserto, ou por onde seja. Bem, agora eu só carrego quatro por um lugar menor, porém não menos doloroso: a minha consciência. E pode crer, eles estão deixando ela bastante pesada.


 


OS QUATRO MANDAMENTOS IMPORTANTES PARA LÍLIAN EVANS.


#1: Não cobiçarás a mulher do próximo.


obs. mental: talvez não seja mulher, até porque, não tenho certeza se o Tiago já mudou de time, mas até agora é homem. Só que Deus queria que fosse mulher porque achava mais provável que os homens traíssem, hm. Traição está no sangue, não dá pra negar, não dá pra negar. 


 


Mais uma vez, me deparei com uma armadilha da vida, e ela me fez acordar – coisa que eu simplesmente detesto: tinha uma criança no meio da sala de estar da luxuosa cobertura da Emmy, berrando feito uma louca.


 


- Aprenda uma coisa, Lily. – sussurrou Emmy, levantando-se como uma sonâmbula. Ultimamente, ela andava meio esquisita. Andava um pouco... preocupada demais com o que tinha acontecido no show do Cobra. E eu realmente não sei o que lhe preocupava: Sirius Black ter sido atacado por alguém com uma garrafa de vidro e ela estar lá ou o fato de que eu e Tiago, o atual namorado dela nos beijamos, enquanto ela estava lá.


 


Bem, foi um beijo rápido. Muito rápido. Quase ninguém viu e a Marlene fez o favor de interromper para avisar que o Sirius tinha sido agredido. Foi tão rápido que eu nem me lembro direito quantos minutos demorou. Quer dizer, segundos. Não, não, foi minutos mesmo.


 


Ok, a pressão era grande. Era como se quisessem que nós ficássemos juntos. Como se fosse uma força maior, como se fosse o próprio destino entrando em ação. Primeiro, eu liguei para a Emmy, desesperada, porque eu estava sem teto, com uma maquiagem borrada, um casaco velho e com um par de sapatos Prada na mão, sem teto e sem dinheiro. E adivinha quem atendeu? Sim, sim.


 


Segundo, ele foi me buscar. Lógico que eu estava totalmente embaraçada com aquela situação, aliás, a última vez que eu tinha visto ele nós tínhamos brigado e eu decidi largar tudo e sair em busca de novas aventuras do outro lado do país. Muito bem Lílian Evans, você merece um Oscar de maior idiota por essa. Mas o pior é que não teve assunto dentro do carro, e nós ficamos ouvindo a música mais brega que passava no rádio no momento.


 


Quando eu finalmente consegui falar alguma coisa, falei logo sobre a pessoa errada: Emmeline. Indaguei para ele se ela sabia que ele tinha ido me buscar, e ele sussurrou algo como isso não pode nem passar pela cabeça dela. E foi aí que eu tomei a plena consciência que, dentro daquela casa, alguma coisa – e era uma coisa bem picante – devia estar acontecendo. Dentre a enorme vontade de perguntar quantas vezes eles estavam transando por dia e se eles planejavam dar alguns irmãozinhos de presente para Katherine, me ative em perguntar somente o essencial – aliás, o que vinha a ser da minha conta (ou não).


 


- Vocês estão namorando?


 


O ar gélido do ar-condicionado do carro entrou pelas nossas narinas e veio a intermediar bem no meio do nosso estômago, como se estivéssemos antes prestes a cair de uma montanha russa a noventa graus e agora ela finalmente despencasse – para o nosso terror. Senti meu coração pulsar mais rápido, quanto percebi que estávamos parados em um sinal. Tentei desconversar com mil desculpas, mas ele continuava sem dizer absolutamente nada.


 


A música mudou de um tom brega, para algo totalmente pesado e demoníaco, uma daquelas bandas de rock dos anos oitenta. O semáforo ficou verde e Tiago acelerou o carro, de forma que me fez esquecer o que nós discutíamos monotonamente, mas ele retomou, após o frio silêncio.


 


- Sim. – foi apenas uma palavra monossílaba de três letras. Mas teve o efeito de uma polissílaba de trinta letras.


 


Ok. Talvez eu não tivesse superado ele totalmente. Talvez eu quisesse – e quisesse mais que tudo no mundo inteiro – mais uma chance com ele. Mas ele estava namorando minha melhor amiga, aquela que daqui a exatamente alguns quarteirões eu tocaria a campainha e imploraria por alguma comida e abrigo. Eu não tinha esse direito.


 


O silêncio reinava no carro outra vez, e dessa vez parecia definitivo. Chegamos ao grande apartamento, aquele que eu já tinha vindo diversas e diversas vezes, pelos mais diversos motivos. Tiago estacionou o carro silenciosamente o carro e me posicionei para abandoná-lo. Abri a porta do carro e coloquei os pés no calçamento da rua.


 


Até que me virei e sentei novamente, com a porta do carro entreaberta. Olhei fixamente para Tiago, que já me observava.


 


- Obrigada. – murmurei, dando-lhe um tímido beijo. Ele corou, e eu também logo em seguida. – Por tudo. Eu não teria feito o mesmo por você. – então, peguei os sapatos na mão e desci no calçamento, entrando no prédio, pronta para pedir abrigo a minha melhor amiga.


 


#2: não furtarás, nem matarás.


obs. mental: é importante colocar aqui que esse não furtarás, nem matarás é algo tipicamente simbólico. A representação que será dada a seguir será de: nunca faça qualquer coisa contra as outras pessoas, violências verbais ou físicas constam na lista.


 


- Nunca deixe sua filha de dois anos sem mamadeira de manhã, porque ela pode lhe acordar desesperadamente faminta? – indaguei eu, ainda um pouco tonta, enquanto pude perceber que Brittany Vance e Mariah Vance já estavam sentadas na mesa do café da manhã, discutindo algum assunto que estava estampado nos jornais. Brittany fazia mais o papel de vítima, enquanto Mariah, que era a mãe, tratava logo de lhe passar um sermão. Emmy riu da minha resposta, e, distraída, pegou a mamadeira da filha e entregou a ela, enquanto ela assistia o programa do Discovery Kids, o mesmo que ela assistia a exatamente uma semana.


 


- Não. – disse Emmy, com um sorriso. – Sempre use camisinha nas suas relações sexuais, porque pode resultar nisso. – ela então apontou o dedo para a filha.


 


- Emmy! – eu disse, boquiaberta. – Você está arrependida...?


 


- Foi um erro. – comentou ela, com um sorriso macambúzio. – Mas eu já superei, e eu amo ela, demais.


 


Nós duas concordamos, com um sorriso alegre. Talvez Tiago realmente não amasse a Emmy, amasse a mim. Talvez ele só estivesse com ela por pura conveniência; ela tinha uma filha dele. Ele precisava ser um bom pai, ensinar coisas a ela, dar-lhe um futuro. Talvez ele ainda gostasse de mim, como sempre tinha gostado, desde o primeiro ano, quando começamos a namorar, ao som de Cobra Starship.


 


- Argh, minha mãe está na sala. – comentou Emmy, fazendo uma careta depreciativa. – O que você acha de tomar o café da manhã lá no meu quarto, pode ser até melhor.


 


- Tudo bem para mim.


 


Fomos até a cozinha e preparamos um ótimo café da manhã, com uma grande diversidade de frutas, comidas gostosas e bebidas, para que pudéssemos começar a manhã daquele ótimo dia bem. Aliás, era o dia que nós assistiríamos a gravação do novo CD da super pop-star Brittany Vance. Emmy realmente fazia uma careta quando pensava na mãe dela, mas eu me mostrei bastante excitada para a gravação.


 


Chegamos ao quarto e começamos a comer e a discutir qual seria a roupa que usaríamos para ir assistir a gravação. Só que Emmy lembrou-se que tinha esquecido do seu cereal favorito, e, como ele estava na sala onde a sua mãe estava conversando com a sua avó, pediu para eu ir buscar. E eu fui.


 


Chegando à sala onde Katherine assistia TV, consegui ouvir gritos árduos de Mariah, que soltava ávidos sermões para Brittany, que apenas escutava. Ela praticamente chorada, sendo diminuída pela voz que aumentava de volume constantemente, onde o pivô da discussão era um celular encima da mesa. Fiquei bastante curiosa e cheguei mais perto da sala, afim de escutar.


 


- Você anda falando com ele? – indagou Mariah, furiosa, já em pé. – Vamos, confesse, você anda falando com ele sim! O que ele está querendo dessa vez? Dinheiro? É dinheiro? Porque a sua turnê foi um fracasso, mal temos dinheiro para comer agora, e é tudo culpa sua!


 


- Não. – murmurava Brittany, com lágrimas caindo. – Não, a culpa é sua. Forjou tudo isso, precisava?


 


- Você queria estragar a sua carreira então? A gente estaria no fundo do poço. Sem dinheiro para sustentar essas duas meninas e ainda mais essa outra que se instalou na nossa casa.


 


- Ele só quer ver a filha dele. – objetou Brittany. – Henri tem o direito de fazer isso.


 


De repente, Mariah levantou-se e deu um tapa na filha. Foi um tapa tão forte, que fez Brittany cair da cadeira. Mariah estava roxa, de tão irritada.


 


- Não – começou ela, tentando se acalmar, mas visivelmente abalada. – fale o nome dele novamente. Custou muito caro para nos livrarmos dele. Ele não tem direito a nada, entendeu? Absolutamente nada.


 


Emmeline veio lá de trás e observou que eu estava sorrateiramente observando algo. Veio de fininho, como não quer nada, e murmurou algo no meu ouvido. Com o susto, dei um berro enorme e acabei sendo descoberta por Mariah e Brittany.


 


Brittany olhou-me totalmente sem expressão. Já Mariah, tentou não expressar, mas estava furiosa por eu ter ouvido a conversa das duas. Olhei-as dando um sorrisinho torto. Emmy deu de ombros para toda a cena e simplesmente pegou o seu cereal e voltou para o quarto.


 


#3: honrai pai e mãe.


obs mental: é, nem sempre pai e mãe está no sentido literal. Por exemplo, pode ser só o pai. Ou só a mãe. Vamos colocar, no caso, duas mães. E ainda não são minhas mães, mas isso não vem ao caso – não agora.


 


Corei. Brittany e Mariah me olhavam com olhos gigantescos, como se eu tivesse ouvido algo que colocasse a vida das duas em risco. Aliás, vou confessar que, a princípio, aquilo tudo não tinha feito o menor sentido. Mas aí depois foi que caiu a ficha: o pai da Emmy, esse tal Henri, queria ver a filha novamente! Claro. E a Mariah não quer deixar, porque seria uma bomba se isso caísse na imprensa e ele ia querer muito mais dinheiro delas.


 


- Você ouviu alguma coisa que nós dissemos? – perguntou Mariah, calma, dando voltas e mais voltas pela mesa. Ela tinha me obrigado a sentar na cadeira, junto à grande mesa onde o enorme banquete matinal estava posto. Brittany levantou-se e sentou-se, imitando-me. Mariah continuou a rodar a mesa, enfatizando a pergunta que a mim tinha feito.


 


- Não, senhora. – eu menti. Lógico que menti. Eu estava com medo, eu não tinha dinheiro ou lugar para morar e agora tudo dependia da família Vance. Eu simplesmente não podia perder isso, por nada.


 


Mariah continuou rodando pela mesa, tentando digerir o que eu tinha acabado de lhe informar. De fez em quando, ela dava alguns gemidos pensativos e então, reflexiva, concordou comigo.


 


- Tudo bem. – disse ela, parando. – Mas se você tiver ouvido alguma coisa – qualquer coisa – que eu e Brittany dissemos nessa sala, você vai esquecer, está certo?


 


- Sim, senhora. – eu disse, assustada.


 


Então, o que ela poderia fazer? Me expulsar daquela casa? E para onde eu iria depois daquilo? Preferi não pensar muito nisso. Hesitei um pouco e depois, envergonhada, voltei ao quarto, quase correndo, de Emmeline e lá começamos a nos arrumar a gravação.


 


Depois dessa, eu não toda a excitação tinha desaparecido, era como se eu não estivesse indo ver uma super pop-star gravar o seu mais novo disco de sucesso. Mesmo assim, pareci estar animada, para fazer com que Emmy não desistisse do passeio. Fui até a pequena bolsa que Emmy tinha comprado para mim, juntamente com uma pequena quantidade de novas roupas – porque, aliás, eu precisava de roupas novas, tudo tinha ficado na Califórnia – e escolhi um vestido para ir até o estúdio.


 


O clima no carro entre Brittany e eu ficou absolutamente frio. Eu não sabia o que dizer e, entre tosses e suspiros, conversava com Emmy, ignorando a presença de sua mãe ali. Quando chegamos, Emmy ficou um pouco decepcionada. Segundo ela, essa gravadora estava em baixa no mercado musical e a mãe dela mal faria sucesso ali.


 


Ao entrarmos na gravadora, Brittany entrou em uma salinha fechada, mas que nós conseguíamos ver pelo vidro, onde ela cantaria algumas músicas para gravar a versão Studio do novo CD. Sentamos em um amplo sofá, onde escutaríamos as músicas enquanto ela cantava. A primeira, foi uma versão ao estilo dance da música Champagne SuperNova do Oasis. Eu não gostei muito, achei que eles foram geniais gravando a música do jeito que ela é. Depois ela cantou uma música inédita, chamada Flames that Burn me. Ia ser o primeiro single e a Emmy pareceu não gostar muito – apesar de eu ter adorado.


 


Mas foi quando ela começou a cantar uma nova versão para a música Toxic da Britney Spears, que eu observei o pequeno jornal que estava no móvel perto do sofá onde estávamos sentadas. A manchete da coluna de fofocas era clara: BRITTANY VANCE – CARREIRA DESTRUÍDA? Fiquei bastante curiosa, mas, apesar de saber que essas colunas geralmente mentem, após ler comecei a fechar as peças do quebra-cabeça.


 


Na coluna dizia que ela, durante a sua turnê, tinha se encontrado com um homem misterioso, que devia ser o tal Henri. Que ela faltou alguns shows e chegou bastante atrasada em outros, o que devia ser o motivo do seu fracasso. E agora o estúdio mais famoso de Londres, que produzia seus discos, tinha queimado a sua ficha na empresa, fazendo ela mudar para um estúdio falido. E agora muitos problemas surgiriam.


 


#4: não usais o nome de Deus em vão, nem idolatrar nada.


obs mental: ok, isso é impossível, pelo menos pra mim. –tip.


 


- Hoje é um dia muito importante. – exclamou Emmy, começando a tirar a roupa que tínhamos ido para a gravação do novo CD de Brittany. – Hoje, eu e Tiago Potter fazemos um mês de namoro. E ele me convidou para jantar no Pearl. – ok, para você que não sabe, Pearl é o restaurante mais luxuoso de toda Londres.


 


Hum.


 


Emmy começou a andar pelo quarto, como se estivesse procurando algo. Perguntei então o que era, para poder talvez tentar ajudá-la, ou caso já tivesse visto, poderia dizer onde estava. Ela procurava o colar que Tiago deu a ela no aniversário de dezoito anos. O colar que eu, por um acaso do destino, tinha ajudado a comprar.


 


Mas tudo bem. Quer saber, eu não dou a mínima para o que eles vão fazer nesse restaurante, se eles vão comer a comida mais cara da cidade, ou se eles vão se beijar, muito menos para o que eles vão fazer depois disso. A propósito, desejo que eles se beijem e transem a noite inteira e peguem AIDS. Ele não é meu namorado mais, e eu não sinto mais nada por ele. Ok, talvez eu sinta um pouquinho, mas é tão pouquinho que eu não estou nem aí. Ou talvez esteja aí assim, mas não vem ao caso.


 


- Por que você fez essa cara de que não está feliz por mim? – indagou Emmy, com uma cara um pouco confusa. – Quer dizer, você está feliz por mim, não está?


 


- Claro que estou. – eu disse, dando um sorriso torto e então, comecei a ajudá-la a encontrar o tal colar perdido. Procuramos pelo quarto inteiro, debaixo da cama, tentamos a sorte na sala e na cozinha e não achamos. Até que eu cansei de procurar e olhei para o relógio. Já estava escuro e eu estava com fome.


 


- Porque você não prepara alguma coisa para você comer? – sugeriu Emmy, ainda querendo encontrar o colar. Depois, deu um suspiro e murmurou: - acho que vou encontrar outra jóia para usar hoje. E você, o que vai fazer?


 


- Ah, não sei. – comentei. – Vai reprisar Gossip Girl na ITV2 e... tem pipoca.


 


- Não acredito que você vai ficar em casa hoje. – exclamou ela. – Nem mesmo Josh Schwartz merece a sua presença nessa residência. Você pode sair com a Lene e o Sirius...


- E ficar segurando vela? – perguntei eu, pronta para colocar a pipoca no refinado microondas.


 


- Você pode sair com o Remus. – sugeriu ela.


 


- Não, não, deixa quieto. – murmurei. – Vai ser divertido assistir esse episódio...


 


- Pela décima vez? – disse ela, agora já lá dentro.


 


Não respondi. De repente, eu fiquei com uma vontade de sair. Talvez fosse porque a Emmy estava saindo com o cara que eu realmente gostava, e isso me dava vontade de gritar e de vadiar também. Lembrei da sugestão da Emmy, de chamar o Remus. As pipocas do microondas começaram a estourar, fazendo um barulho estranho.


 


Meu celular estava em frente da mesa. Não ia custar nada dar uma ligadinha pro Remus... A pipoca continuava estourando, fazendo ainda mais barulho. Liguei o celular e disquei o número do Remus. Caixa postal! Droga. O microondas agora começou a apitar – acabou o tempo!


 


Resolvi ficar mesmo. Já tinha aberto minha pipoca e colocado na tigela para assistir a minha série favorita. Sentei-me no sofá; já ia começar. Aí, o celular começou a vibrar. Era ele.


 


- Ligou, Lil’? – indagou ele, com um barulho musical alto.


 


- Hm. – hesitei.


 


Bem, a Emmy ia estar lá, beijando o Tiago. E eu? Em casa, vendo Gossip Girl? Sério mesmo?


Acho que não.


 


- Sim. – murmurei. – Onde você ta?


 


- Não muito longe. Há alguns minutos daí. – ele disse.


 


- Dá pra vir me pegar? – indaguei.


 


Ele assentiu. Respirei fundo. Agora eu já não podia mais me sentir culpada... O Tiago era dela. Sim, dela. Eu ia conhecer alguém legal essa noite, ia partir pra outra. Me levantei para seguir em direção ao quarto da Emmy, onde eu escolheria uma roupa e desceria para esperar o Remus... e talvez assistir Tiago e Emmy saindo, juntos...


 


O telefone tocou novamente. E dessa vez, era alguém que eu realmente não esperava que me ligasse.


 


- Lily?


 


Era o Tiago. Droga. Porque ele tinha que me ligar justo agora? Fiquei muda.


 


- Não fala nada. Só escuta. – murmurou ele. – Eu tentei fugir. Muitas vezes. Mas não dá; a verdade é que eu ainda estou apaixonado por você.


 


Suspirei. Ele falava tão alto, que eu acho que qualquer um que tivesse ali, naquele momento, poderia ouvir. De repente, a porta do quarto de Emmy abriu e na mão dela estava minha bolsa de roupas. Ela estava com uma cara furiosa, e, pelo visto, ouviu o que o Tiago estava falando. Eu estava agora imóvel.


 


- Eu sei. Eu estou com a Emmy. Mas foi só uma maneira de substituir você; até eu perceber que você é insubstituível. Eu só preciso de um sinal, um sinal que indique que você ainda me ama, e então eu acabo tudo com ela, agora mesmo. Se você não falar nada, eu vou continuar essa farsa.


 


Emmy me olhou, com ódio. Então, colocou a mão dentro da bolsa e tirou o colar que Tiago deu a ela. Minha cara ficou surpresa. Era como se eu tivesse roubado o colar.


 


- Um sinal. – implorou Tiago.


 


Desliguei o celular automaticamente. Emmy andava lentamente em minha direção com a jóia na mão, a bolsa já no chão. Eu estava confusa.


 


- Por que você fez isso comigo? – indagou ela, num mix de tristeza e raiva. Mas parecia que, no fundo, ela queria chorar. – Eu confiei em você. Você é minha melhor amiga. Eu deixei você ficar aqui, na minha casa, comer da minha comida, e agora você faz isso comigo!


 


Hesitei.


 


- Eu não fiz nada.


 


- Não minta. – insistiu ela.


 


- Eu não mentiria para você. – insisti.


 


- Ah é? – falou ela, sarcástica. – Então, quando você estava lá no show do Cobra, beijando o Tiago, tudo aquilo, TUDO AQUILO, foi uma farsa? Ou eu era a verdadeira enganada?


 


Fiquei calada. Como ela sabia?


 


- Pegue as suas coisas. – murmurou ela, agora sem olhar na minha cara. Seus punhos cerraram. – Vai embora. Eu não quero mais te ver, nem por um segundo.


 


- Emmy... – tentei falar com ela, em vão. Me aproximei dela, tentando tocá-la, tentando provar que eu não era esse monstro.


 


Mas talvez eu fosse sim, um monstro. Um monstro que queria tomar tudo da mocinha da história. Ou será que não? Talvez sim, talvez não, depende do seu ponto de vista. Porém, pelo visto, no ponto de vista da Emmy eu era o monstro. E o que fazemos com monstros?


 


A mão da Emmy voou em direção a minha cara. E foi tão forte que eu perdi o equilíbrio e caí.


 


Para mim, tinha sido como uma brasa que atingisse minha face. Ou pior, uma facada na própria amiga. Sim, e eu que dei a facada; além do mais, sou burra. Ingênua. Eu achei que minhas mentiras nunca seriam descobertas... mas nós estamos em Londres. Tudo, de um jeito ou de outro, acaba sendo descoberto. E no final das contas, eu merecia sofrer.


 


E Emmy merecia o Tiago.


 


Estava praticamente rendida. Quando dei por mim, já estava no lobby do apartamento; tive que ver Emmy enxugar suas lágrimas sem ter direito de enxugar as minhas. Ela me encarou colericamente e, pela sua cara, já dava para perceber que tudo isso seria uma página virada da sua vida – eu era a página anterior. E como um livro que não se gosta de ler, ela nunca voltaria para a página passada.


 


Até que ele estava lá, andando na minha direção, com a cara surpresa.


 


E aí eu senti um frio na barriga; as lágrimas cessaram, o mundo girou. Ele era minha salvação – meu deus.


 


- O que aconteceu Lily?


 


- Eu não quero falar sobre isso. – murmurei, ele me ajudando a levantar. – Rem.


 


Continuei andando, cambaleante, em direção da parte de fora do prédio. O mundo ainda girava; eu estava enjoada. Tinha acabado de perder a minha melhor amiga, por uma burrice. E agora, só tinha ele para me ajudar. Ele.


 


Senti uma vibração na bolsa. Eu sabia o que era, e eu não queria. Hesitei; mas então peguei o celular.


 


From: Tiago Potter. To: Lílian Evans.
Um sinal. Por favor.


 


Apagar --- Responder


 


Droga!


Como ele é covarde. Quer saber? Eu vou dar o sinal que ele merece. Cliquei rapidamente em Apagar e isso significou muito mais do que mais memória na caixa de entrada do celular. Eu queria ele fora da minha vida. Porque era incrível: todos os problemas da minha vida estavam resumidos a uma palavra – Potter. Eu apenas cansei. Olhei para o lado e Remus me ajudava a entrar no carro.


 


E foi aí que eu percebi que eu podia superar aquilo.


 


 


;narrado por: marlene mckinnon.


 


- Emmy me contou. – eu disse, fixamente.


 


Estávamos naquele momento sério de discutir a relação. Faziam poucos dias que eu tinha me mudado para o seu apartamento, iria acompanhar a recuperação do corte que Sirius levara. Eu tinha acabado de levar panquecas a sua cama.


 


Seus olhos me encaravam, surpresos. Ele pegou o garfo e furou a panqueca, fazendo cara de zangado. Talvez fosse só uma forma de aliviar a tensão – eu sabia.


 


Eu não estava zangada – longe disso. Eu apenas queria decifrá-lo.


 


- Está tudo bem. – murmurei. – Eu vi você bebendo naquela noite, com aqueles caras. Eu sei que você não fez isso porque você quis.


 


Ele mastigou um pedaço da panqueca. Estava incomodado, achei. Mas eu tinha o direito de saber o que estava acontecendo com ele. Não era de hoje que ele estava agindo estranho. Parecia que ele estava escondendo alguma coisa muito séria de mim, e eu queria ajudá-lo.


 


- Você pode me contar. – insisti. – Você pode me contar tudo.


 


- Não há nada para ser contado. – sussurrou ele. Ele então pegou mais um pedaço da panqueca, agora já quase no fim, e alterando a voz, quase berrou: - E a Emmy é uma vadia mentirosa.


 


Ele então se levantou, visivelmente irado.


 


- Ela está mentindo! Foi ela que se jogou pra cima de mim, ela que tentou me seduzir, foi ela que...


 


Talvez ele estivesse falando a verdade. Talvez Emmy realmente tivesse dado em cima de Sirius. Ele não conseguiu resistir e caiu na sua conversa. Remus viu tudo e ficou com ciúmes, então quebrou uma garrafa na cabeça de Sirius, e os dois combinaram de inventar essa história louca de que o Sirius tentou agarrá-la.


 


Faz sentido.


 


- Tudo bem! – exclamei, tentando mudar de assunto. Ele sentou-se na cama, ainda visivelmente irritado. – Eu estava organizando algumas fotos enquanto você dormia.


 


Então, peguei uma foto que tinha guardado de um dos álbuns de família, cujas fotos tinham sido organizadas por mim. No verso da foto, tinha escrito Para você nunca esquecer de nós, Black.  Na foto, cinco adolescentes de, mais ou menos quinze anos, sorriam em um lugar bastante bonito. Três garotas, uma loira que tinha uma cara bastante enjoada, uma morena, a mais bonita, que parecia ter um orgulho tremendo, porém era muito bonita, e uma morena, com o cabelo mais claro, que parecia não se destacar entre as três. E dois garotos, muito parecidos, e um deles estava parado na minha frente.


 


- Eu achei essa daqui. – eu mostrei para ele a foto. Ele fez uma cara de espanto, porém, totalmente oposta à revoltada que tinha feito há alguns minutos. – Quem são esses?


 


- Esse daqui sou eu. – ele disse, mais manso, apontando para um dos garotos bonitos da foto. EEle então apontou para o outro. – E esse é o meu irmão, Régulos.


 


- Você nunca me conto sobre ele.


 


- Ele está preso. – murmurou ele. – Bem, essa foi a verdadeira razão para eu ter vindo para Londres. Minha mãe estava simplesmente insuportável. Até com o Régulos preso ela não parava de me comparar com ele...


 


Lembrei da primeira vez que eu vi Sirius, há alguns anos atrás. Foi platônico. Ele era o forasteiro – tinha vindo dos EUA morar sozinho porque não agüentava mais a família. E eu, era a bonequinha de porcelana da escola. Nós formamos o casal perfeito.


 


- E essas três são minhas primas. Narcisa, a loira, Bellatrix, a morena, e a outra mais escondida ali é a Andrômeda. Eu simplesmente detesto a Narcisa, mas não tanto quanto a Bella. Já a Andrômeda... bem, ela era legal.


 


Sorri para ele.


 


- Vocês pareciam ser bem unidos. – comentei.


 


- É. – assentiu ele. – Mas hoje eu não quero ver esses quatro nem pintados de ouro. Guarda essa foto lá no armário, por favor, Lene.


 


Fui, com a foto nas mãos, até o grande armário escuro no fim do quarto. Eles faziam um ótimo grupo... pareciam conosco, talvez mais unidos por serem uma família. Porque será que tudo acabou? Porque será que Sirius não quer ver os seus primos americanos? Ou pior, até mesmo seu irmão?


 


Abri a gaveta lentamente e olhei novamente para a foto.  Bellatrix. Um nome bonito. Para uma mulher bonita. Ela era linda... tinha feições perfeitas, que deixavam as outras garotas da foto totalmente desfocadas. E até os garotos pareciam ser apaixonados por ela.


 


Espera um momento. Nem pintados de ouro. Será que o Sirius tinha tido um romance com Bellatrix? Será que ela deu um pé na bunda por causa do Régulos?


 


Será que ele amava mais ela do que eu?


 


Abri a pequena gaveta do armário para guardar a foto. Tinham apenas alguns papéis...  um envelope se destacava dos demais. Para Sirius, tinha escrito no envelope, com a mesma caligrafia do verso da foto. Desesperadamente, abri o envelope, porém, nada tinha ali.


 


Do lado da gaveta que eu guardei a foto, tinha outra gavetinha. Abri a gaveta, para ver se a carta que denunciaria o romance entre Bella e Sirius estava lá, porém tive outra surpresa.


 


Ali, no meio da gaveta vazia, ela se destacava. Com um brilho incomum e um formato que denunciava os piores pensamentos que já tive de Sirius Black, uma arma jazia no meio da madeira, um pouco comida por cupins. Pensei muitas coisas, até que ouvi um barulho.


 


Peguei a arma com as mãos trêmulas e me dirigi ao quarto. Sirius não estava lá. Andei em direção à cozinha, tendo a certeza de que ele estaria lá.


 


- Sirius, o que essa arma tava faz...

Uma garota morena estava na porta, e Sirius tinha atendido. Ela estava nervosa, e algumas lágrimas caíam do seus olhos.

- Me ajuda, priminho, por favor, me ajuda. – suplicou ela. – Eu só tenho você aqui em Londres.

Bellatrix Black parou de falar ao perceber que eu entrava na sala, com uma arma na mão. E a tensão pairou no ar.




TGQfinish.png picture by mrmathe


n/b: Jesus, que capítulo foi esse? *-*
Só digo uma coisa: OMFG!

n/a: hm, espero que gostem :*

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