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4. Noite Selvagem


Fic: Supernatural: The dark Age - Fic sendo excluida aviso aos leitores online


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 04.
Noite selvagem.


Flashes surgiram em sua mente bagunçada... uma festa, bebidas, um homem bonito, mais bebidas, um estreito caminho por onde passaram e então... Nada.  Abriu os olhos dolorosamente sensíveis a claridade, não sabia onde estava, nem o que fazia no galpão mal iluminado. “Droga” pensou irritada, agora sabia o que Harry dizia sobre beber demais.

Tentou clarear seus pensamentos, mas tudo estava difícil de controlar. A visão meio turva não lhe proporcionava um bom reconhecimento das coisas a sua volta e a sensação revoltosa no estômago era pesarosa. Levou os dedos a cabeça. Tateou-a, e aliviada, constatou não estar ferida.


Suspirou fundo, limpando a garganta, seca e com gosto amargo.


- Ei, tem alguém aí?


Viera-lhe o silêncio profundo como resposta.


Gritou por mais alguns minutos, notando que o ato era realmente inútil. Procurou por sua faca escondida sob o cano longo da bota, remexeu-se desconfortável e achou-a. Com certa dificuldade, cortou a corda grossa que atava suas pernas. Em seguida, fora a vez das cordas que amarravam seus pulsos. Devolveu a faca em seu devido lugar, e massageou a pele avermelhada. Passou um minuto fazendo isso, com os olhos fechados, tentando além de apaziguar a ardência dos vergões como também a tonteira que teimava em tomar conta de sua cabeça.


Levantou-se, e lentamente, dava passos para o que lhe parecera ser uma porta grande. Por mais que tentasse se lembrar, não conseguia discernir nada.


Como havia chegado ali? Como havia saído com um cara que nunca havia conhecido sem que seu alarme de prevenção apitasse? E a pergunta do século... Quem era aquele homem misterioso?


Parou perto da saída, escorando-se numa pilastra. Respirou fundo, e continuou seguindo para fora do galpão. Abriu a porta, com extrema facilidade. As roldanas deslizaram-se como uma faca cortando manteiga, e Hermione estranhou o fato. Estava sem forças, e o portão com certeza não estava livre das imperfeições do solo e da ferrugem.


Longos segundos depois, a morena entendeu que não fora a sortuda de ter achado uma porta relativamente fácil de abrir, quem fizera isso por ela, fora Harry e John.


- Hermione, tudo bem? - perguntou Harry olhando para o estado de suas roupas. Só depois ela percebeu com raiva que Scarlett também se encontrava junto aos irmãos.


O moreno, preocupado, a amparou, mas Hermione o afastou num gesto brusco. O que lhe custou mais uma latejante dor de cabeça.


- Estou bem, mas o que estão fazendo aqui? – perguntou recomeçando a andar vacilante. Tropeçou e os irmãos se adiantaram para segurá-la.
- Salvando a mocinha do lobo mal. - escarneceu Scarlett. - Rastreamos seu telefone celular... Ironicamente seu raptor é um idiota que se esquece de olhar os bolsos do raptado.
- Ninguém me raptou, que idéia absurda! – a morena exclamou irritada. – Eu estava com um cara, e daí?
- Achamos estranho você não ter aparecido em casa, Mione. Ficamos preocupados – falou John, fitando o irmão de soslaio. Se lembrando dele andando de um lado para o outro, tecendo as mais variadas hipóteses do “sumiço” da morena. -, então seguimos suas pistas...
- Não precisavam se incomodar... Estou perfeitamente bem!
- Vejo que você está realmente bem. - disse Harry olhando mais uma vez para as roupas sujas e rasgadas em seu corpo, e por um momento Hermione achou estar delirando, ele estava sério, sem seu habitual escárnio ou ironia.
- Podemos ir embora? - perguntou à loira. - Essa conversa está ficando chata...
- Posso matá-la? – Hermione perguntou, bufando, quando a outra os deixara sozinhos.
- Vamos conversar sobre isso mais tarde. - lhe disse Harry olhando-a friamente.
- Não me olhe assim... E não me toque! – ela resmungou, desviando-se do braço que o mais velho dos Potter lhe oferecia. – John, pode me levar?


Ele assentiu, enquanto Harry praguejava. Viu o irmão, apoiar à morena, e caminhar para onde estava seu carro. Não sabia o que havia acontecido com Hermione, mas sabia o motivo daquela saída. Fora tudo culpa dele... Ou melhor, da discussão que tiveram.


Entraram no carro, onde se enfureceu mais ao ver que nos bancos da frente se sentavam Scarlett e Harry, como motorista, deixando para si e para John os bancos do carona. Fechou a cara, cerrou os olhos, e apoiou-se no ombro do rapaz ao seu lado. Harry, a fitou por instantes pelo retrovisor. Hermione pareceu senti-lo ainda mais do que antes, e abriu os olhos, seus olhares se encontraram, se chocaram num embate silencioso. Então a morena voltou ao mundo da escuridão.


...


Fitava-se no espelho a cerca de vinte minutos. Estava pálida, enjoada. Apoiou as duas mãos nas extremidades da penteadeira de madeira escura. Sentia-se muito estranha, mas supôs ser efeito da bebedeira da noite passada. Fechou os olhos, e os borrões se passavam rápidos em sua mente. Vislumbrava pequenos pedaços da noite... O olhar cinzento do seu acompanhante, as mãos geladas e grandes, que lhe afagavam a pele.


Estremeceu, apertando mais a madeira que segurava. Os olhos castanhos abriram-se novamente. Fixaram-se em sua figura abatida. Por mais que estivesse cansada, não conseguia se deitar.


A porta se abriu e Harry entrou pelo quarto; ele se sentou confortavelmente em sua cama, sem pedir licença, o que a fez revirar os olhos. O moreno a olhou em seu ritual de busca de controle e paciência.  Olharam-se por uns minutos, então Hermione decidiu se sentar ao lado dele.


- Nunca pensei que fosse ver esse dia chegar...
- “Esse dia”? Se explique, por favor. – ela disse, suspirando fundo.
- Você bêbada, indo festejar na balada, saindo feliz com um cara que nunca viu na vida... Curtindo a vida adoidado. - Harry sorriu ao ver que havia esquecido um detalhe, e resolveu omiti-lo, tanto dela quanto dele próprio. - Te procuramos a noite toda, até acharmos você, John e Scarlett vão investigar o tal cara...
- Não sou mais uma criança indefesa. Só queria me divertir. – ela respondeu. – Também tenho direito, não acha?
- Também? Explique-se, por favor. - imitou a frase dita pela morena.


Hermione deixou o ar sair vagarosamente dos pulmões.


- Só queria ficar longe... Longe de você. – comentou, sem fita-lo.
- Vamos recapitular... Você saiu em disparada a uma noite de bebida e sexo, e tudo por mim? - disse rapidamente as palavras saindo sem vírgulas, sem pausas. - Você ficou doida?!


Ela riu. – E foi muito bom se quer saber! – mentiu.
- Realmente. - disse pela terceira vez olhando para seu rosto cansado.


Ela se levantou, e o olhou sentado em sua cama. Estava chateado, ou era impressão sua? Hermione engoliu em seco. Maldito! Mesmo tendo ele toda a culpa, ainda se sentia mal por vê-lo assim. Mas tinha que feri-lo. Tanto ou mais do que ele em seus comentários regados de sarcasmo.


- Não deveria ter ficado tão preocupado, afinal, para todo caso teria outra parceira... Posso ser facilmente substituída. – comentou cruzando os braços, atraindo os olhos de Harry para seu rosto.
- É só trabalho, e não é como se realmente fossemos namorados ou algo do tipo...
- Eu sei, então o que está fazendo aqui? – perguntou, escondendo seu verdadeiro sentir.
- Tentando entender o porquê dos seus ciúmes...
- Não entende, porque não tenho ciúmes. – desconversou. – Só não gosto dela, o que há de mais nisso?


Harry se levantou, sorriu torto, mesmo estando com raiva.


- Ela não me beijou, não me abraçou, Scarlett simplesmente fez o que eu faço... Faz conotações sobre um possível caso entre nós dois. - defendeu o moreno. – De todo modo, foi bom ela ter feito isso...
- Não vejo nada de bom nisso, sinceramente. – replicou irritada, ficando em silêncio por um breve instante. – Veio aqui só para isso? Perguntar-me por que eu não gosto daquela loira franzina, e ainda atribui isso ao ciúme? Francamente, suas teorias pioram com o passar dos anos.
- Vejo que só agora você percebeu que eu não vou ficar o tempo todo disponível esperando você engolir seu orgulho idiota! - gritou o moreno saindo porta a fora.


A dor de cabeça triplicara, depois que Harry a deixara, sozinha. Cambaleante, Hermione sentou-se na cama outra vez. Abaixou o rosto. Queria chorar, mas já o fizera muito por ele. Queria gritar, mas a dor em suas entranhas não permitia. As palavras do moreno foram duras, mas percebera o significado delas.


Havia muitas coisas que atrapalhavam o relacionamento de ambos. O orgulho era o pior de todos. Harry não admitia abertamente que também errara, e Hermione, não admitia que precisasse dele... E quando enfim o moreno havia pelo menos dado a entender que ainda gostava e se lembrava do que tiveram juntos, ela ficara quieta deixando aquela oportunidade passar. No entanto, não adiantava ficar se remoendo, não adiantaria nada. Conversariam depois, seria bem melhor.


Agora dormiria para tentar esquecer-se disso...


...


Espalhados pela sala encontravam-se Harry comendo um hambúrguer, John pesquisando ao laptop e Scarlett sentada no sofá aparentemente meditando, Hermione não havia acordado, então só restava a cada um ficar quieto esperando a baladeira de ontem acordar.


Harry estava profundamente sério, mais se parecia com o irmão mais novo, e este percebera o desânimo do outro. Horas se passaram, e quando a noite apontava no céu, Hermione descera. Distraídos, cada qual na sala, mal a notaram. No entanto, quando a morena postou-se ao pé da escada, John deixara escapar uma exclamação.


Os olhos verdes de Harry se voltaram para o ponto certo. Não esboçara nenhuma reação aparente, mas seu corpo reagira de imediato diante da mulher vestida de vermelho. O vestido que Hermione usava, realçava suas curvas e sua pele ligeiramente pálida. Os cabelos soltos caíam como um véu sedoso pelos ombros desnudos. Os olhos brilhavam incomuns...


Brilharam mais quando se focou nos rapazes. Em Harry em especial.


- Acordou a Cinderela. - anunciou Scarlett de olhos fechados sentindo a presença da morena.
- Se sente melhor? - perguntou Harry disfarçando o interesse.
- Muito. – respondeu, lançando-lhe um sorriso provocante.


O moreno ficou a olhá-la, naquele gesto insinuativo. Sentiu o coração se acelerar...


- Então John, algo de novo? Quero trabalhar logo... - disse Harry mudando de assunto.


Hermione riu, jogando os cabelos para trás. Deles emanava um aroma característico. Que atraía a atenção de Harry, e até mesmo de John.


- Não... Não temos nada. – ele devaneou intrigado.
- Então é isso... - murmurou Harry entediado. - Esperaremos.
- Vai sair, Mione? – perguntou o caçador mais jovem.
-Talvez. – ela respondeu, erguendo a sobrancelha. Fitou Harry demoradamente. – Preciso de companhia...
- Fui só eu que percebi ou todos entenderam que isso foi uma cantada e das boas? - riu Scarlett. - Ela te superou, Harry.


O moreno corou, e John riu discreto. Hermione mordeu o lábio inferior, e caminhou até a mesa onde se encontrava o moreno. Encostou-se nela, num gesto insinuante, e parou bem perto de Harry.


- E então? – perguntou.
- Então o que? – replicou ele, vendo que Scarlett e John, agora sentados no sofá, riam prestando atenção em Hermione.
- Aposto dez que ela deixa ele corado de novo em menos de 12 minutos. - murmurou a loira a John.
- Não curto muito apostar... - John disse. – Mas, é bem tentador... Vou esperar o desenlace das coisas.


Hermione sorriu outra vez, afagando o rosto de Harry. Torneava sedutoramente os contornos masculinos de seu rosto. Levemente, brincava com ele.  E com suas reações. O moreno suspirou incapaz de se controlar se ela continuasse com aquelas carícias.


Inclinou-se um pouco para frente, deixando a curva dos seios à mostra. O olhar de Harry caíra sobre o decote, e mais uma vez ele corou.  Não gostava de ser a caça do dia... Não sob os olhares e apostas de John e Scarlett.


Hermione aproximou-se, taciturna, do moreno. Ele se enrijeceu. Parou centímetros perto do ouvido dele, e sorriu, mordiscando-lhe o lóbulo da orelha. Harry fechou os olhos. Por momentos esqueceu-se da platéia, e a mulher parecia ignorá-la.


- Não perguntarei outra vez, querido... – sussurrou.
- O que você bebeu? - perguntou a loira puxando Hermione pela mão, interrompendo a cena. Salvo pelo gongo Harry suspirou “aliviado”. - Que tal você tomar um banho frio, Granger?
- Me solta! – exclamou irritada. – Não vou tomar banho frio nenhum!
- Talvez você devesse sim... - disse Harry ainda recuperando o autocontrole.
- Bobagem! – deu de ombros. Pegou a bolsa. – Bem, já que é isso que tem em mente para mim, Harry, eu vou sair. E não me esperem essa noite...
- Vai deixá-la sair? – indagou John ao irmão que não se movera. Bufou e atravessou na frente de Hermione que já estava girando a maçaneta. – Mione, acho melhor você descansar...
- Descansar? – ela riu. – Desculpe, mas não. A menos que eu repouse em um par de braços fortes. – emendou apalpando os braços dele.


John virou-se para Harry, que os olhava atônito.


- Faça alguma coisa... – murmurou, impedindo a morena de sair.
- Hermione você ainda está bêbada? - perguntou Harry.
- Que pergunta boba de se fazer. É claro que não, eu apenas... Acordei diferente. – respondeu.
- Diferente num estilo devassa. – continuou a loira por ela.
- Pense como quiser, sua opinião é inútil para mim! Agora se me derem licença, eu preciso ir.
- É, parece que temos um caso... - murmurou à loira rindo. – Afinal, só algo de muito sobrenatural pra fazê-la ficar assim...


...


Desligou seu carro, e rapidamente colocou-se para fora. A rua escura parcialmente, estava semi-deserta. O letreiro do bar onde Hermione estivera na noite passada piscava incessante. A mulher que se ostentava no objeto, levantava uma das pernas de minuto em minuto, desprendendo com o gesto sua luz de neon rosa.


John esperou Scarlett, no tempo em que ela precisou para observar o lugar em que estava. Assim como ele, deveria estar achando o lugar um pardieiro antes mesmo de entrarem. O moreno sorriu, imaginando os truques que Harry usaria para distrair Hermione em sua nova personalidade mais atirada.


Fora divertido brincar com ele, dizendo para usar sua imaginação...


Entraram no bar, sentindo logo a fumaça de cigarro barato inundar seus narizes, Hermione não era o tipo de garota que frenquentava aquele bar, ela realmente devia estar muito chateada com Harry.


- Que lugarzinho ferrado!  - exclamou a loira.
- Tenho que concordar... Não sei o que deu na Mione. Ela não freqüentaria um lugar assim em sã consciência... – comentou dando uma olhada ao seu redor.


Havia um extenso balcão, onde um homem corpulento e uma garota se revezavam em servir os clientes. Mais ao canto, uma mesa de sinuca, dividia espaço com um jukebox velho. Alguns olhares recaíram sobre os dois recém chegados, mas logo não eram mais a atração.


John foi de encontro ao bar, numa pose de desdém. Como se ele fosse conseguir algo com toda aquela arrogância, pensou a loira sorrindo, imaginando o fora que sabia que o moreno tomaria. Sentou-se rente ao balcão, observando, como se não o conhecesse.


Logo a garota que servia no bar, aproximou-se de John, que abriu um sorriso falso. Poderia conhecê-lo ainda muito pouco, mas Scarlett podia já discernir algumas características do rapaz, assim como de seus outros colegas.


- Posso lhe ajudar em alguma coisa? - perguntou à garçonete.


“Mulherzinha fácil” pensou a Scar em sua observação a distância.


- Sim, primeiramente, me traga um drinque. Pode ser uísque. – ele disse, piscando para a moça.
- Tudo o que você quiser. - disse a garota, segundos depois voltando com o líquido.


Encheu o copinho, então John o bebeu num só gole. Fitou-a depois, ainda sorrindo. Inclinou-se mais, para ficar perto dela, então disse:


- Poderia me responder duas ou três perguntinhas?


A garota sorriu outra vez.


- Não saio com os caras antes de o meu expediente acabar.
- Bem, podemos esperar que acabe, não? – ela então riu. E fizera um gesto para que o moreno prosseguisse. – Antes de tudo, preciso saber se vai agir com descrição... – suspirou. - Estou atrás de informações sobre a namorada do meu irmão. Eu soube que ela esteve aqui com um cara, então vim investigar a veracidade disso. – contou.
- Não posso falar sobre garotas que vem ao bar... - disse a garçonete. - Contra as regras do clube.

John revirou os olhos imperceptivelmente, e voltou a encará-la. De esgueira, vira Scarlett de papo com o barman. Ela parecia ter mais sucesso. “Talvez se eu tivesse um par de seios à mostra e procurasse a pessoa certa...”, pensou o moreno irônico.


- É muito importante, por favor, é só me dizer como era o cara que estava com ela. E se ficaram muito tempo... Coisas relevantes.
- Não posso, tente com o patrão. - disse apontando para o homem que conversava com Scarlett.
- Obrigado. – agradeceu, e se afastou do balcão, sem dizer nada mais.


Sentou-se numa mesa um tanto escondida, e ficou a esperar por Scarlett. Com sua solidão, passou a examinar as pessoas. Tentando captar o que havia de “errado” com alguma delas. Seus olhos quase castanhos correram pelo local a procura de vestígios. Sinais que o levariam ao seu principal objetivo...


...


Nunca suou tão frio na vida, nunca quis fugir tanto de Hermione, ou melhor, nunca quis ficar tanto ao lado dela. De certa forma o lado sexy recém adquirido pela morena o excitava, mas saber que aquela poderia não “ser” ela, o fazia manter um pouco de seu controle.


Olhou pro teto e mesmo não acreditando em Deus, o chamou para um papinho, afinal qualquer alternativa para tirá-lo daquele jogo de provocação feminina era válida.


- Ei, carinha aí de cima... - chamou olhando o alto. - Aqui é o Potter, não simplesmente o irmão do John, mas o Harry, você sabe, o bonitão da família. É que eu só queria um pouco de cooperação sua... Sabe, não é você que mandou os homens pregarem sobre a importância da virgindade? Bem, eu estou pedindo sua ajuda para preservar meu corpo, o deixar longe do de Hermione até que tudo se resolva... Eu sei que eu não sou virgem, nem ela, diga-se de passagem, e que eu já desvirtuei muitas meninas do bom caminho, mas é pra isso que serve a redenção, não é? - esquentou uma mão na outra, pensativo. - Espero que seja pra isso... Faça a Hermione voltar para a luz e ser a mesma chata de antes, a chatice dela tem seu charme    . Bem é só, dá uma ajudinha pro meu amiguinho aqui de baixo, amém.

- Com quem está falando? – perguntou Hermione, dona de uma voz extremamente sexy, assim como seu sorriso.
- Pedindo ajuda divina... - murmurou o moreno.
- Pra que? Você não acredita em Deus, pelo que saiba. – ela riu, aproximando-se dele. O vestido vermelho esvoaçava à medida que ela caminhava, descalça até Harry. Sentou-se ao lado dele, no sofá. – Não deveria estar com “medo” de mim, não vou fazer nada que já não tenha feito... – ergueu a sobrancelha, e o moreno pigarreou, colocando uma almofada em seu colo.
- Qual é Hermione... Esse vestido está te fazendo parecer a Blood Mary... - disse tentando fazer a morena desanimar.
- Acho que não é isso que pensa. – retrucou, passando os dedos sobre a pele do braço de Harry, fazendo com que ele se arrepiasse por inteiro, e sua excitação crescesse ainda mais.


O moreno pulou, levantando-se antes que ela o tocasse, levando a almofada junto, não queria que ela percebesse como um simples toque o provocava.


- Eu vou tomar um banho, fique bem Hermione, e não tente fugir... - disse saindo do quarto.


...


John estava há minutos, ali, observando as pessoas. Não sabia ao certo, mas não conseguia se concentrar a fim de encontrar o que buscava. O ambiente em si não colaborava para tal feito. O som irritante de uma balada antiga, o deixava com dor de cabeça, além, dos risos e da fumaça.


Suspirou, encostando-se no respaldo do banco junto à parede, e viu Scarlett, caminhar em sua direção. A loira sentou-se ao seu lado sorrindo.


- Conseguiu alguma coisa com a garçonete?


O sorriso dela denunciava que sabia a resposta, mas que gostaria de ouvir o fracasso dos lábios do próprio John. Ele bufou, e negou com a cabeça.


- E você, sucesso com o careca tatuado?
- Não... - disse ainda sorrindo. - Não e sim...
- Diga logo de uma vez. O que descobriu? – perguntou ansioso, e irritado.
- Nada, mas condicionei os pensamentos dele para a lembrança da Hermione no bar... Em outras palavras, li a lembrança... - pegou uma folha em sua bolsa fazendo um desenho do homem que acompanhou Hermione. - Que cara é essa? Sirius não falou sobre a minha vidência?


O rapaz ergueu a sobrancelha. – Evidente que não! – resmungou.


Ela riu, enquanto traçava um rosto no papel. Não eram traços precisos no inicio, mas eles chamaram a atenção de John. À medida que a loira ia desenhando, ele franzia o cenho. Odiava esperar, e parecia que aquele segundo não passaria nunca.


- Pois bem, fique sabendo que eu posso ler os pensamentos dos outros se quiser, e eu sei sobre a Melany... - disse já com o rosto desenhado bem mais definido no papel. - E você nem imagina os pensamentos cabulosos e sujos do seu irmão...
- Não precisa ser vidente para saber disso. – falou se referindo a Harry, ignorando o que ela disse sobre Melany. Aquilo era um assunto que somente dizia respeito a ele. – Então, é esse o cara? – estudou o desenho. – Ele não me é estranho...
- Ele tem olhos azuis... - disse concluindo - Aprendi a desenhar quando era pequena, ajuda em casos como esse... Então - disse levantando-se enquanto o moreno analisava o desenho. -, é hora de ir pra casa, será que o Harry sobreviveu ao furacão Granger?


...


Abriu o chuveiro entrando na ducha de roupa e tudo, sentindo a água fria a acalmar seus ânimos e outras coisas mais. Respirou encostado na superfície gelada da parede. Em seus planos, teria uma noite daquelas: beberia todas e se deitaria com qualquer mulher, e assim quando tudo terminasse aguentaria ficar perto de Hermione, mas só depois disso tudo...


Imerso em seus pensamentos “impuros” sobre a morena, pois por mais que tentasse não conseguia tirá-la da cabeça, não notara um ruído se formar dentro do banheiro, muito menos o barulho da maçaneta girando antes disso.


A mulher sorriu ao avistar a figura desfocada de Harry detrás do Box fosco. Admirou-se por ele ainda estar vestido, sendo que ela arrancara o vestido ao entrar no quarto, e trajava apenas a lingerie de renda preta.


Ela entrou na água sorrateiramente, abraçando a cintura do moreno, as mãos entrando em contato com a pele coberta pela blusa fina e branca molhada. Beijou a nuca dele sentindo o homem se arrepiar, entregue a qualquer coisa que quisesse fazer.


Harry não se virou, respirou fundo, sentindo o contraste das mãos quentes de Hermione e da água fria, que judiavam de sua pele. Ela enfiou as mãos por dentro de sua camisa. Acariciando seus músculos rígidos. O homem ouvira a risada rouca dela... Aquilo o estava matando. O estava excitando demasiadamente.


- Você me mandou tomar banho, lembra-se? – sussurrou próximo ao ouvido dele, ficou na ponta dos pés, e beijou ali.
- Quando esse feitiço, essa coisa que te deixou diferente acabar, você vai me odiar. - disse virando-se para olhar a morena, ajudando-a em seguida a tirar sua camisa molhada do corpo.
- Não vou... – murmurou, beijando o peito musculoso, úmido, e maravilhoso. – Vou odiá-lo se me mandar embora... – o fitou dentro dos olhos.


Apertou a cintura da mulher, sugando os pingos de água que molhava o lóbulo da orelha dela, murmurando que o odiaria, mas sem se importar realmente com isso...


Juntaram seus corpos molhados, uniram seus lábios num beijo lento. Enquanto se apossava da boca de Hermione, o moreno passeava com suas mãos no corpo esguio. Primeiro a cintura, depois as pernas firmes. Acariciou os seios dela, por cima do sutiã, que se aderira como uma segunda pele, arrancando gemidos roucos. O som perfeito para seu aguçado prazer masculino.


O fecho do sutiã se abriu facilmente depois disso, e as respirações ficaram mais rápidas, o moreno parou ao sentir as mãos pequenas no cós de sua calça.


- Estou em desvantagem... – ela sussurrou ofegante, enquanto desafivelava o cinto de Harry. Logo a pesada calça caíra no chão, Hermione sorriu maliciosa, ao vê-lo de cueca.
- Por pouco tempo. - disse beijando a pele nua do pescoço alvo.


As mãos tatearam um caminho conhecido há tempos, as curvas da cintura, a carne macia dos seios, as coxas esculpidas. Harry dedicou atenção especial aos ombros, beijou-os devagar, só então sugou insaciável à pele sensível ao toque.


Hermione arfou, o coração batia depressa. Sentia-se embriagada de desejo, se não o consumisse logo, morreria. No entanto, tinha a certeza de que pereceria amargamente se Harry parasse com seus carinhos. Então, ela o beijou avidamente, o moreno correspondeu com tal intensidade, prensando-a na parede do banheiro.


- A partir de agora, não conseguirei mais parar, então saiba que mesmo tendo conhecimento de que isso é muito errado, parte de mim sabe que isso é certo. - disse a calando com beijos.


...


Quando entraram em casa, tudo que os recebera fora o silêncio. John arqueou a sobrancelha, não poderia acreditar que Harry deixara Hermione fugir. Mesmo não sabendo que o caso dela era de certo modo grave. As luzes da sala estavam apagadas, apenas as do corredor no segundo andar, iluminavam a noite escura.


O moreno suspirou, e fitou Scarlett. Ela sorriu discretamente, possivelmente discordava de si, ou... Ou lia seus pensamentos.


- Às vezes o silêncio pós-sexo fala por si só, não é? - disse a garota sentando-se no sofá da sala.
- Eu sabia que ele não iria resistir. – falou, tentando esconder o seu sorriso. – Talvez não seja bom os procurarmos agora.


Sentou-se também no sofá. A garota ficou em silêncio por uns segundos e depois sorriu.


- Espere uns segundos, Harry está vestindo a calça e tentando pensar em algo pra dizer...
- Puxa, você é estranha... Poderia dar um pouco de privacidade, não? – Scar sorriu. – Mas... Meu irmão está pensando em algo pra dizer a nós, ou a Mione?
- Pra alguém que queria privacidade, você quer saber demais. - alfinetou a loira.


Ele resmungou algo, dando de ombros. – Se não quer responder, então apenas diga “não”.


- John, eu gostaria de te falar uma coisa antes do Harry chegar... - disse olhando o moreno.
- Diga.
- Não foi culpa sua... Às vezes as coisas só acontecem, não dá pra prever o que vai se suceder... - disse em um dos raros momentos de simpatia. - Ela morreu no acidente, você...
- Não acho que seja prudente continuar falando nisso. Esse assunto não é da sua conta! – ele disse secamente. Sempre ficava perturbado quando o tema era sua falecida namorada.


A loira levantou indo ao caminho da cozinha, mas antes falou:


- Pude ler a mente dela antes do acidente... Ela te perdoou... - sorriu andando devagar tirando as sapatilhas. - Talvez seja a hora de superar... - disse entrando na cozinha.


John se esparramou no sofá, fitando o teto. Não gostava de ser o centro das atenções, muito menos de Scarlett. Odiava ter sua vida exposta, e não lhe agradava que a loira soubesse tanto sobre os fatos marcantes dela. Tirando a morte dos pais, a morte de Melany fora um baque profundo.


Submerso em seus próprios assuntos, só depois percebeu que Harry estava na sala o olhando com vergonha, quis tirar uma foto, no entanto gravou a imagem na mente, era difícil ver o irmão constrangido.


Não pudera evitar rir.


- E então, como ela está? – perguntou.
- Bem, bem demais... - disse sem se conter.
- Você também me parece “bem demais”... – comentou rindo.
- Antes que você pergunte, não... Eu não uso sutiã de enchimento. - disse a loira quando Harry olhou para sua blusa.
- Porque não vai procurar algo pra fazer, Scarlett! – John exclamou.
- Ah, já sei, essa é uma das conversas onde os irmãos falam sobre a posição preferida na cama e como fizeram sexo – ela riu. -, no seu caso John, você vai só ouvir o que o Harry fez, não é? – comentou sarcástica. - Tomara que ele tenha se lembrado de um detalhe importante... a camisinha, senão... - fez um gesto imitando uma barriga de gestante, indo de encontro ao quarto.


- Eu a odeio... - disse Harry.
- Se te consola, eu também.
- Espere um pouco. - disse analisando a frase da loira. - Como ela? Ela não estava aqui na hora que...
- Não, mas precisa saber que Scarlett tem poderes paranormais. Ela é meio que uma sensitiva. Em uma linguagem mais apropriada pra você, ela é uma mistura de Jean Grey e Professor Xavier. – disse o outro moreno.
- Então ela sabe que eu... - fez uma careta de desgosto. – Cara, isso é invasão de privacidade, eu nem vou ter a chance de dizer que não houve nada...


John meneou a cabeça negativamente, ficara bem evidente o que o casalzinho andou “aprontando” enquanto estavam sozinhos. Independente de ter poderes ou não, ele já sabia o que havia acontecido. 


Notava, além disso, uma fagulha de felicidade nos olhos do irmão, no entanto, esta tal felicidade se chocava com um súbito receio.


Ele possivelmente tinha medo do que aconteceria quando Hermione voltasse a ser como antes. Séria, centrada, e relapsa em relação ao “caso” dos dois.


- Então, quer conversar?
- Não, definitivamente não. - disse fechando os olhos. – Cara, ela vai me matar...
- Se refere à Mione? – voltou a perguntar.
- Não, ao fantasma da mamãe - ironizou. - Foi mal, mas temos logo que fazê-la parar, conseguiram alguma pista?
- Sim, nós conseguimos. – suspirou, recostando-se no sofá. - Scarlett desenhou o rosto do cara, ela pode vislumbrar algumas lembranças dos outros, e usou disso com o barman. Então, temos o nosso suspeito. E tenho que confessar, ele não me é estranho.


Harry ergueu a sobrancelha, diante do relato do irmão. Pelo menos agora tinha um ponto inicial para em seguida trilharem um caminho até o desconhecido que seduzira Hermione e a deixara “daquele jeito”.


- Me mostre o desenho... - o irmão entregou a folha, e Harry analisou os traços do homem, com a sensação de dejavú. - Eu acho que sei quem é ele...
- Sabe? – indagou curioso.
- Vimos à foto dele, anos atrás, é o cara que o Malfoy estava caçando. Ele espalhou as fotos por todos os caçadores da cidade. - lembrou Harry.
- Sim! Como pude me esquecer... – refletiu o mais novo. – Então vamos caçar um vampiro, que maravilha. – disse sem emoção.
- Exatamente, e por mais que me machuque muito, teremos que fazer uma visitinha ao Malfoy. – falou. Odiava Draco, mas faria isso por Hermione. Faria coisas piores por ela. – O idiota deve ter as últimas pistas do vampiro.
- Você quer ir junto? – estranhou John. Seu irmão mulherengo, nunca deixaria uma “acompanhante” que o queria, sozinha. Mas esta se tratando de Hermione, fazia com que o coração de Harry falasse mais alto. Sempre soubera dos sentimentos dele, mas agora, eles eram muito claros...
- Iremos todos. Eu, você, Scarlett e Hermione. - disse o moreno. - Eu lembro o que o Malfoy disse, o cara é perigoso, tanto que está na mira dele há anos e não conseguiu ser pego...
- Se quer correr o risco de Hermione ir para nos braços e na cama do Malfoy, tudo bem. – concordou, não deixando de provocar o irmão.
- Sabe, você pede pra levar uma surra moleque. - disse relembrando a fala que dizia ao irmão anos atrás, quando eram apenas crianças.


John apenas sorriu e deu de ombros, dizendo que antes de irem atrás de Draco, precisava descansar. Assim sugeriu ao irmão. Harry ficou sentado no sofá, olhando para o nada. Pensando em como sua vida mudaria com aquela atitude descontrolada de Hermione, juntamente com sua decisão de levá-la adiante.


Minutos se passaram, então ele se levantou. Seguiu para seu quarto, onde a morena dormia nua, em sua cama. Os lençóis a cobriam parcialmente, deixando à mostra a pele branca e macia. Fitou-a dormir tranquilamente, em nada se lembrava a mulher atirada e sexy de antes. Parecia uma menina inocente.


Chegou mais perto, e sentou-se no colchão ao lado dela. Afagou seu rosto, os lábios entreabertos. Hermione abriu os olhos, cheios de sono. Bocejou, espreguiçando-se languidamente, reacendendo o desejo de Harry. Ela sorriu, tomando a mão dele, beijando-a lentamente.


- Não temos tempo pra isso Hermione, tome um banho e se arrume, vamos sair. - disse tentando controlar as reações do seu corpo.
- Não seja tímido, Harry. – ela disse sorrindo, e erguendo-se, deixando os seios à mostra. – Eu sei que você quer...


A porta se abriu no exato instante e mostrou um John rubro de vergonha ao ver o estado em que a amiga e o irmão se encontravam, seria engraçado para Harry se não fosse o fato de Hermione estar "enfeitiçada" e nua, e ele em “ponto de bala”.


John se virou de costas, ouvindo os risos de Hermione, e os murmúrios do irmão a controlá-la.


- Só vim dizer que estamos prontos, mas... Vamos esperar vocês dois lá embaixo.


Então, saiu fechando a porta, sem olhar para trás.


...


A viagem ocorreu rapidamente, pela primeira vez em anos Harry deixou John dirigir o carro, ficando com Hermione no banco de trás. Scarlett olhava a paisagem entediada, com o desenho que tinha feito em mãos. Hermione estava quieta demais, e só então ao perceber em que parte da anatomia do irmão, ela havia posto a mão, fora que entendeu o porquê de tanto silêncio.


Tivera vontade de gargalhar, mas conteve-se a tempo. Ouvia Harry dizer algumas palavras sem nexo, e imaginou as loucas sensações que a morena desprendia com seus carinhos inocentes, como ela dissera a pouco, quando fora repreendida.


Chegaram à casa de Draco, minutos depois e John esperou outros mais para que o irmão conseguisse se manter no controle.


A mansão dos Malfoy, não era uma simples mansão. Era tudo que podia se ostentar de mais luxuoso. O dinheiro conquistado por gerações matando vampiros, extorquindo de pessoas “gratas” e até mesmo das próprias vítimas, ajudaram a construir aquele império. Vampiros acumulavam além da fome de sangue, riquezas por uma vida eternal.


Apertaram a campainha e foram atendidos por Malfoy com a arma em punho.


- Bela recepção... - ironizou Harry.
- Potter. – murmurou o loiro fazendo uma careta, no entanto, esta não durara muito quando avistou Hermione. – Que infelicidade.
- É recíproco... - disse entrando na casa do loiro sem ser autorizado.


Assim fizeram os outros, a contragosto do anfitrião. Draco fechou a porta, e seu olhar ainda continuava preso em Hermione. Nunca se sentira tão atraído pela morena. Percebia algo mais nela, mas não sabia o que era.  Não pudera chegar muito perto, pois Harry a segurava pela cintura, o gesto se firmara mais quando ela sorriu de modo picante ao outro.


- O que querem aqui? – perguntou ele sorrindo friamente.
- Informações sobre esse cara. - disse Scarlet mostrando o desenho ao homem.


Ele o pegou, e guardou a pistola. Viu Hermione beijar o pescoço de Harry. Baixou os olhos para o papel, e riu.


- Sinto muito, mas não tenho muitas notícias para vocês. – ele disse, fazendo com que todos olhassem para ele. Inclusive Hermione.
- Como assim? – indagou John.
- Simplesmente, não tenho notícias...
- Foi de muita ajuda, Malfoy. - disse Harry indo de encontro à porta com Hermione na cintura.
- Já vamos embora? – a morena perguntou, olhando para a camisa aberta de Draco.
- Porque você não tem notícias? - questionou Scarlett cortando Hermione e uma possível sincope de Harry.
- Chegaram tarde, eu o matei na noite passada. Finalmente o maldito foi pro inferno, por isso não tenho notícias. – desdenhou o loiro, sorrindo, ante a cara feia do Potter mais velho.
- Droga! - exclamou Harry. - O que faremos agora?
- Não faremos nada, querido. Porque não vamos para casa? – Hermione sugeriu, ignorando a preocupação de todos. Virou-se para Harry. – Vamos logo.
- Não Mione, nós não vamos pra casa agora... - disse ele firme.


Draco sorriu outra vez, arquitetando uma sugestão que claramente seria aceita pela bela mulher.


- Por que não fica aqui, Mione? E comigo?


Ele arqueou a sobrancelha, Hermione sorriu, tentando se soltar do abraço forçado que Harry a mantinha presa. John coçou a cabeça e suspirou fundo. Ele bem advertira o irmão. Draco era muito esperto, e por certo, já percebera as mudanças na morena.


- Porque não a solta, Potter? Tem medo de perdê-la? – provocou o caçador de vampiros.
- Talvez eu só esteja me certificando de que quando ela acordar do “feitiço” não tenha nojo por ter te beijado. - retrucou. - Do mesmo jeito, você sabe que ela escolheu a mim...
- Se eu fosse você não estaria tão certo disso. – insinuou. – Mas porque não perguntamos para a maior interessada?
- Acredito que em sã consciência ela não escolheria nenhum dos dois. - afirmou a loira terminando com a briga. - Ninguém iria querer dois idiotas como pretendentes. Mas diga Malfoy, tem alguma dica do que pode ter iniciado esse comportamento em Hermione?
- Damon Hawke era um vampiro sutil ao extremo, não deixava mais do que meros sinais, mas gostava de seduzir mulheres e isso sim, deixa grandes pegadas. Foi assim que cheguei até ele. E não pensem que usei Hermione, pois eu não sabia. – contou.
- Mas o matou na noite em que ele esteve com ela. – disse John.
- Sim, pode ter sido. Mas fiz um favor a Mione.
- Ele fez algo a ela... - concluiu Harry. - Talvez a bebida. Lembrem-se de que ela estava zonza...
- Se me permitem. – Draco disse. – Minha opinião é que a intenção de Damon era transformar Hermione em uma vampira, só que eu – sorriu cinicamente -, o matei antes disso. Então, ela apenas adquiriu algumas típicas características do vírus V... Não conseguiu resistir, não é, Potter? – fizera a pergunta e Harry entendera do que ele estava falando.
- Então ela bebeu um pouco do sangue do tal vampiro, adquiriu o jeito característico deles, tipo a parte da sedução e é por isso que ela está assim. - concluiu a loira logo depois olhando Harry que se encontrava pálido. – Cara, ela vai te matar quando descobrir isso...
- Me chamem para o funeral, vou adorar rir sobre seu cadáver, Potter. – zombou Draco.


...


Havia mais de uma hora, em que os três, John, Harry e Scarlett se empenhavam em descobrir uma cura para o estado instável de Hermione. Ela estava deitada no sofá, e cochilava. Enquanto pesquisava e discutia com os outros, o mais velho dos rapazes mantinha os olhos presos na morena.


Seria inevitável que ela não o odiasse. Ele havia se aproveitado da situação, mesmo que não em um gesto proposital. Havia deixado seu desejo por ela comandar suas ações, deixou a saudade controlá-lo... Cometera um terrível erro.


- Vamos pensar, quais são os métodos para matar um vampiro... - pensou Harry. - Decapitar, só consigo lembrar-me disso.
- Infelizmente, não consegui pensar em nada ainda. – disse John, cansado. – Mas tem que haver um jeito.
- John, posso ver aqueles seus livros antigos? - pediu a loira.
- Claro. – concordou, e passou os livros a ela.


Scarlett sentou-se mais ereta, e abriu as páginas amareladas dos livros de diversos assuntos. Passava as folhas rapidamente, fazendo com que John, se descabelasse. Aqueles livros eram relíquias importantes que estavam em sua família a gerações. Seu pai usara diversas vezes para solucionar seus casos, e agora uma maluca, o folheava como se fosse uma revistinha em quadrinhos.


- Assim vai arrancar todas as folhas! – ralhou indignado.
- Aprenda a cuidar bem dos livros, eles estão em péssimo estado e não é culpa minha. - ralhou a loira.


Ele revirou os olhos. – É claro, como se fosse possível preservá-los depois de tantos anos de uso, mas pelo menos eu tento não acabar com eles.


Continuaram a pequena discussão, até que Harry os pressionara com um olhar severo. Precisavam encontrar logo uma solução, e não seria discutindo que a encontrariam. Precisavam ajudar Hermione a voltar a ser o que era.


- Aqui, achei. - gritou Scar sorrindo - Leia essa página - disse dando o livro a Harry.
- O sangue de mortos era usado a dez mil anos atrás como uma forma de matar e enfraquecer vampiros... - O moreno sorriu. - Isso é perfeito.


...


- Cara, essa é a parte do nosso trabalho que eu mais odeio. - disse a loira cavando a sepultura junto com os Potter. - John você tem certeza que o cara morreu hoje?
- Quantas vezes eu terei que repetir que sim, o homem morreu hoje?! – resmungou, limpando a testa de suor. 
- Tantas vezes quanto for necessário. - disse Harry largando a pá e indo de encontro a Hermione que andava pelas covas fazendo barulho.


Ela sorriu ao vê-lo se aproximar. Parou de andar, e se juntou ao moreno, apertando seu bumbum. Em seguida o beijou na boca.


- Vamos para casa agora? Eu estou cansada...
- Vou sentir falta desse seu “eu”, mas sinto saudades da antiga Mione... - concluiu olhando o irmão e a loira abrirem o caixão.
- Sente mesmo? – ela perguntou, encarando-o.
- Sinto. - respondeu sério, vendo John fazer sinais para que se aproximassem.
- Talvez eu não quisesse voltar a ser como era antes. Não pensa que posso estar gostando de ser assim, tão “desinibida”? – falava enquanto Harry a levava para mais perto da cova aberta.
- Não, eu acho que não. Você sempre abominou esse comportamento ao estilo mulher fatal. - disse sorrindo ao lembrar-se dos discursos feministas da morena.
- Não é a toa que estou gostando. – comentou sorrindo.
- Vamos acabar logo com isso. - disse Scarlett limpando a terra das calças. - Aqui está a seringa, quem vai aplicar?


Diante do silêncio, Hermione tomou a seringa das mãos da loira. – Eu mesma aplico.


Olhou de cada um dos amigos, e depois para a seringa, tentada a não acabar com tudo. Mas fora nos olhos de Harry que encontrara a resposta para sua seguinte ação. Talvez ele sentisse mesmo falta daquela chata sem graça que era. Então, respirando fundo, a morena aplicou em si, o líquido viscoso da seringa, ainda relutante, e aos poucos perdera as forças caindo em sono profundo.


- Acho que é o fim da noite selvagem... - concluiu Harry, amparando-a.


Ele a pegou em seus braços, e a aconchegou neles. Olhou-a, desejando não ser desprezado por ela. John e Scarlett ficaram em silêncio os observando, então, continuaram com o restante da tarefa. Recobrir o túmulo novamente. 


...


O vento balançava seus cabelos, enquanto novamente tentava se recordar dos últimos acontecimentos. Parecia que havia uma lacuna não preenchida de sua memória. Isso a atordoava... Os olhares cúmplices, apenas aumentavam uma desconfiança intensa.


Agarrou-se na madeira da grade que ladeava a varanda. Fitou o horizonte certo, e imaginava as incertezas que vivera.


- Bem vinda de volta. - disse Harry.


Ela virou-se, e sorriu fino, quando avistou o moreno caminhar para perto de si. Ele parou ao seu lado, e fitou o céu azulado, encostando-se na grade.


- Estive muito longe?
- Muito, muito mesmo. - concordou.
- Não me lembro de muita coisa, mas... De qualquer maneira, é melhor assim, não é?
- Não tenho tanta certeza...
- Como assim? – perguntou, vendo-o se aproximar. Seu coração se acelerou. Olhos nos olhos; perdera o fôlego.
- Eu admito que gostei um pouco daquela sua personalidade... - disse procurando as palavras certas.
- Se você gostou, não deveria ser boa coisa. – ela comentou, encostando-se na grade, ficando de frente para Harry.
- Aquela Hermione, não tinha medo de falar o que sentia, ela gostava de mim pelo que eu sou, e não tentava me mudar. - disse direto.
- Nunca tentei Harry. Mas falhei em muitas coisas em minha vida. – respondeu, hesitando. – E você, digamos, é uma delas.
- Falhamos. Os dois. Um romance no mundo das caçadas é sinal de loucura...
- Uma pena que fomos descobrir isso tarde demais. – murmurou. – No entanto, eu... Não me arrependo. Só arrependo-me de ter sido muito orgulhosa, e incompreensiva.
- Eu acho que não é hora pra arrependimentos. - concluiu. - Não é bom relembrar o passado.


Quando ele se afastou bruscamente, Hermione suspirou fundo. Sempre fora assim, os sentimentos de Harry Potter nunca poderiam ser pautados e discutidos. Ficou parada, vendo-o olhar para outro canto. Talvez ele estivesse arrependido. Não do passado, mas do que acontecera no presente... E isso de certa forma a magoou.


- Só queria que soubesse. Que não sou egoísta a ponto de querer que fique a minha disposição; tem direito de seguir com sua vida, e não ficar atado a nada, muito menos a mim. Antes de tudo, você era meu amigo. E essa amizade, eu não gostaria de perder outra vez.
- Eu sei disso, Mione. - disse andando em direção a porta. - Eu sempre soube...


A morena assentiu vendo-o dar as costas e partir. Fora assim da última vez que se viram, mas ela fazia o caminho dele.  Seria sempre assim. Teria pendências com Harry até o dia em que os dois se acertassem, e este dia, pelas contas dela, estava muito longe de chegar.

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N/A Olivia: Hei, capt novo e a resposta virá em breve, mas eu acabei de chegar em casa, então o bom é que postamos na sexta, esperamos que gostem e UAUU meu moh comentou.. seja bem vindo mozão kkkkkkkkkk bj meninas e esperem respota.


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