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1. Único


Fic: Eclipse


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eu nunca fiz nada altruísta na minha vida. Absolutamente nada. E esse é um dos grandes motivos pelos quais estou prestes a matá-la, sufocá-la, quebrá-la em tantos pedaços que talvez nunca possam ser completamente consertados, impedindo-me de tocá-la novamente. Mas eu sei que é o certo.


Eu tenho consciência que isso irá destruí-la, mas eu tenho certeza que irá doer muito mais em mim. Deus, por que isso tem que ser tão difícil? Eu senti algo em mim crescer duramente enquanto meus pés se moviam contra minha própria vontade, lentamente ao encontro dela – na Sala Precisa, pois assim como quase todos os casais apaixonados de Hogwarts, nós usávamos o lugar para nos encontrar. Mas não porque era excitante ou para fazer um sexo sujo e pervertido, mas porque era o lugar mais seguro em que o demônio e o anjo podiam ter um momento juntos. O único lugar em que, provavelmente, nossas vidas não corriam risco.


Quando eu entrei, o quarto estava à postos – lindo como sempre – e eu a amaldiçoei por ser tão perfeita. Seus pensamentos construíram um lugar mágico e aconchegante ao mesmo tempo, simples porém complexo, com uma iluminação peculiar que refletia a nossa situação: a luz e a escuridão, o dia e a noite, o anjo e o demônio se encontrando e se repelindo, se misturando e se amando. O que era para ser uma combinação explosiva simplesmente se encaixou.


Todos os momentos que tivemos juntas – desde nossa absurda e improvável aproximação – até a consumação de nosso amor voltaram a minha mente e lembrando-me disso, pude perceber o quão mal fizera a ela.


- Pansy? - ela se aproximou e eu devo confessar que seu delicioso perfume floral embriagou minha mente de tal forma que por um segundo – um precioso segundo – eu me esqueci de tudo e a abracei.


- Senti sua falta. - murmurou ela.





Eu a observei e emiti um suspiro sôfrego: os cabelos cor de fogo, lisos e compridos, exalando o perfume mais embriagante que eu sentira, a pele clara e sardenta dando destaque à cor dos cabelos; os olhos castanhos e brilhosos refletindo uma alma dourada, o corpo em formação de uma menina de quinze anos, a voz doce e apaixonada, a verdadeira adoração por mim... como eu seria capaz de acabar com tudo isso? Como eu seria capaz de jogá-la fora? Como eu seria capaz de esquecer de tudo? Como... como eu poderia tentar fazê-la me odiar, se tudo que eu precisava para sobreviver é que ela – e apenas ela – me amasse?


Sim, eu era egoísta e o desejo de tê-la para mim, perto de mim floresceu e minha ambição Sonserina mostrou-se, embora eu ainda mantivesse meu objetivo em mente, pois uma coisa que eu havia aprendido com ela é que quando se ama verdadeiramente, suas necessidades e desejos vêm depois, o bem-estar da outra pessoa é seu plano primário. Ela havia me ensinado a amar.


Deus, eu realmente tenho que fazer isso.


Eu a olhei e ela deve ter percebido algo, pois seu sorriso morreu e ela deixou escapar carinhosamente:


- O que foi? Está tudo bem?


Como que para tornar tudo ainda mais difícil, ela demonstrou o quanto sabia sobre mim. Mais do que qualquer outro, demonstrava o quanto eu estava em suas mãos, pois ela fora a única que eu deixara entrar – não por escolha própria, não com permissão, mas eu a deixara entrar.
Então eu a odiei. Eu a odiei de tal maneira que poderia tê-la matado ali mesmo, pois ela me fez fraca, ela me mostrou a um sentimento que eu não conhecia – e nunca conheceria se não fosse por ela – e que trazia muito mais dor do que qualquer outra coisa. Eu a odiava porque o amor é um sentimento estúpido e que te deixa fraco, vulnerável, sem armas. Em hipótese alguma eu poderia estar fraca, vulnerável, sem armas... no meio da Guerra.
Logo eu seria marcada e isso tudo tinha que terminar.


- Gina, não podemos mais nos ver. - Não me preocupei em ser delicada – meu egoísmo não permitiu - e além do mais, ela tinha que aprender a me odiar.


- Do que você está falando?
- Estou dizendo que essa brincadeira tem que acabar.




[Save your soul
Save your soul
Before your to far gone
Before nothing can be done]


Salve sua alma


Salve sua alma


Antes que você vá longe demais


Antes que nada mais possa ser feito





- Brincadeira? - ela pareceu confusa por um instante e em seguida a compreensão perpassou seu rosto e ela me abraçou – Você não devia brincar comigo, Pansy! Não diga esse tipo de coisa para mim nunca. Veja o que você fez! - mesmo na acusação sua voz era doce. Ela pegou minha mão e pousou em seu peito e eu senti-o acelerado.


Maldita! Como ela ousa me fazer perder o controle? Como ela ousa me impedir de fazer a única coisa boa na minha vida? Como ela ousa colocar-se em perigo e não me deixar protegê-la?


Estúpida! Como ela ousa ser tão adorável? Como ela ousa me fazê-la amá-la? Como ela ousa colocar-se em perigo e não me deixar protegê-la?


Perfeita! Porque ela me faz perder o controle. Porque ela está me impedindo de fazer a única coisa boa na minha vida. Porque ela é adorável. Porque ela me faz amá-la. E principalmente, porque ela se coloca em perigo e não me deixa protegê-la, pois para isso eu teria de perdê-la.




[I'll try to decide when
She'll lie in the end
I ain't got no fight in me
In this whole damn world
So hold off
She should hold off
It's the one thing that I've known]


Eu tentarei me decidir quando


Ela mentirá no fim


Eu não tenho nenhuma luta em mim


Nesse mundo maldito


Então se afaste


Ela deveria se afastar


E isso é a única coisa que eu sei




Me aproximei dela - eu necessitava daqueles cabelos com cheiro de flores, eu necessitava daquela boca com gosto de maçã. A beijei suave e ao mesmo tempo indecentemente. Após provar aquele gosto de maçã e ser inebriada pelo cheiro de flor, eu perdi totalmente a noção e desci por seu pescoço e colo beijando-a.



- Oh, Pansy... - seus lábios entreabertos deixaram escapar enquanto seus olhos se fechavam para se deixar aproveitar plenamente do toque.


A conduzi delicadamente até a cama e desabotoei muito calmamente cada botão de seu uniforme, retirei sua gravata calmamente e seu sutiã rosa claro e rendado me lembrou a menina que ela era. Seus pequenos, delicados e rosados seios estremeceram quando meus lábios os provaram muito suavemente, com paixão, com desejo, mas com muito amor e carinho – afinal, os dois últimos ela mesma havia me ensinado e seria a última vez que eu agiria através deles, porque nunca mais, eu tinha certeza, seria capaz de olhar para outra pessoa como eu olhava para Gina, minha doce e pequena Gina.


Lentamente, eu a fiz suspirar tocando-a com as pontas dos meus dedos por suas costas, seu colo, suas coxas e com os beijos doces que meus lábios só conseguiam produzir nela – ainda que agridoce e meio perturbado, meu amor por ela era real e o único ponto de luz na minha existência. Desci tocando suavemente e beijando com cuidado a pele alva e macia de minha pequena flor, provocando-a com uma feminilidade que apenas ela conseguia extrair de mim, até chegar a seu ponto mais sensível.


Lá, provei seu gosto que – não sei se por realidade ou fantasia – também parecia maçã à mim e ainda suavemente provoquei suspiros e arrepios. Ela era uma menina, uma criança nas minhas mãos e era por isso que eu tinha que ir – eu devia, eu precisava, era minha obrigação proteger aquele ser adorável, amável e até mesmo ingênuo.
Deleitando-me com seus suspiros inocentes e seus sulcos, dei-me conta de que embora tenha sido a primeira, não seria a última a ouvi-la suspirar de um modo tão belo como só ela fazia, não seria a única provar seu gosto adocicado, não seria a única a ter a visão privilegiada de seus seios rosados arrepiados e expostos enquanto seu corpo curvava-se por estar aproximando-se ao êxtase. Os pensamentos me arremessaram em ciúme e eu a suguei com mais avidez lembrando-me do dia em que, timidamente, ela pedira que mantivesse seu hímen intacto e de uma outra ocasião em que ela, também timidamente, confessara o medo de me machucar ao foder-me.


- Oh Pansy... - ela disse num sussurro rouco quando o prazer inundou seu corpo.


A abracei e deixei-a repousar sua cabeça em meu ombro para descansar e recuperar-se do suor escorrido. Eu sabia que agora seria ainda mais difícil, mas eu não podia sacrificar a vida dela em nome da minha. Ela adormeceu no meu colo, mas acordou logo e pulou da cama vestindo-se como um pequeno pássaro.




[I should never think
What's in your heart
What's in our home
So I won't ]


Eu nunca devia ter me perguntado


O que está em seu coração


O que está em nosso lar


Então eu não vou




- Eu te amo – murmurou subindo a meia até suas coxas


- Você não sabe nada sobre amor, menina. - eu murmurei com descaso. Como, como eu poderia dizer isso? Se tudo que eu sabia dessa palavra, era ela quem havia me ensinado.


- É claro que sei, Pansy! Você é o meu amor.


- Eu sou tudo, Gina, menos o amor. Eu já lhe disse: sua fantasia tem que acabar.



Fantasia? Não, eu realmente era seu amor. Eu era o maior amor que ela poderia ter em sua vida, mas ela não podia saber disso.



- Você estava brincando.


- Desde quando eu faço brincadeiras, Weasley?


- Não me chame assim – ela exclamou irritada. Eu estava conseguindo. Infelizmente, isso mais me entristeceu do que aliviou.


- Eu não quero mais nada com você, menina. Já é hora de crescermos.


- E não podemos crescer juntas?


- É claro que não – revirei os olhos tentando humilhá-la como se ela fosse uma estúpida – Eu, em breve, ficarei noiva de Draco e obviamente esse nosso... hm, essa nossa brincadeira não poderá continuar depois que eu for uma mulher casada.


- Draco? Você disse que o achava um idiota!


- Você é tão tola. - Sim, você é tola de acreditar que poderíamos dar certo. - Não percebe que odiamos quem amamos?


- Então eu odeio você!




[You'll learn to hate me
But still call me baby
Oh love
So call me by my name ]


Você aprenderá a me odiar


Mas você ainda me chama de amor


Oh, amor


Então me chame pelo meu nome




- Bom. - isso realmente doeu.


- Bom?


- Entenda Gina, mesmo se eu quisesse – e eu não quero – nós nunca poderíamos ficar juntas. Uma coisa é se divertir com uma amiga e você é uma grande amiga – eu não resisti em demonstrar ao menos um por cento do que eu sentia por ela - outra bem diferente é acreditar que isso possa ir em frente.


- Isso pode! Só depende de nós.


- Não. Nós podemos e temos de ir em frente, mas passado deve ser posto em seu devido lugar. Gina, você se tornou importante para mim – outra falha que eu sei, me custaria caro mais tarde – mas apenas como amiga. Então, me prometa: prometa que irá embora e seguirá em frente.


- Seguir para onde? Meu único objetivo é você! - Maldita! Mil vezes maldita. Por quê? Por que faz isso, meu amor? Por que se atira diretamente do mais alto precipício?


- Não podemos continuar acreditando nessa mentira.


- Sinto muito... eu preciso acreditar em algo pra continuar vivendo.




[Once I put my coat on
I coming out in this all wrong
She standing outside holding me
Saying 'oh please I'm in love'
I'm in love]


Uma vez que eu vista meu casaco


Eu estou saindo desse erro


Ela está aqui fora me abraçando


Dizendo “Oh, por favor. Eu estou apaixonada”


Eu estou apaixonado




- Gina... - eu vacilei – Você não entende? Nossas vidas dependem disso! Muito mais a sua do que a minha.


- Eu não me importo! - ela exclamou se aproximando de mim – Então é isso? Você está tentando me proteger do que vão dizer quando descobrirem?



Também, meu amor. Mas principalmente, estou te protegendo da Marca Negra que em breve arderá em maldição em meu pulso.



- Não seja boba! Apenas vá e seja feliz.


- Eu te amo, Pansy, eu nunca vou ser feliz sem você!


- Eu amo o Draco. - eu disse e tive nojo de minhas próprias palavras.


- Não! Você disse que amava a mim!


- Eu me confundi. Lamento muito, Gina, por ter te feito acreditar nisso, não foi minha intenção. Eu devia ter te explicado que meus sentimentos não eram tão fortes.




[Girl save your soul
Go on save your soul
Before it's to far gone
And before nothing can be done


Cause without me you got it all]


Garota, salve sua alma


Siga em frente e salve sua alma


Antes que você vá longe demais


Antes que nada mais possa ser feito


Porque sem mim você tem tudo




- Pansy... - seus olhos lacrimejantes despejaram lágrimas por seu rosto infantil e eu tive o impulso de agarrá-la, tomá-la em meus braços e retirar toda e qualquer dor que ela pudesse sentir, mas eu me contive. “Sem mim, ela tem tudo”, repeti para mim mesma, exigindo forças pra continuar.


- Espero que as coisas fiquem claras a partir de agora. Eu sou Sangue-Puro, você é uma Traidora do Sangue, nós devemos encarar os fatos.



Ela deixou-se cair aos prantos nos lençóis e eu tive que respirar fundo.


- Não me procure, será melhor para ambas.


- Pansy...


- Adeus, Weasley.


As palavras me machucaram mais do que qualquer coisa, eu sabia que isso marcava o fim da conversa e que eu deveria me afastar, me afastar e nunca mais voltar. Me segurei firme andando calmamente até a saída, ainda que cada célula de meu corpo implorasse por deixar aquele ambiente o mais depressa possível. Quando fechei a porta atrás de mim, tive de correr para não voltar e tomá-la em meus braços.




[Cause without me
You got it all
So hold on
Without me you got it all ]


Porque sem mim


Você tem tudo


Então aguente firme


Sem mim você tem tudo




Em cinco anos, o caminho até as Masmorras nunca havia me parecido tão longo e doloroso quanto agora, e a cada passo que eu dava, meu coração ardia e implorava que eu voltasse para a Sala Precisa. Prendi a respiração, mordi meu lábio e fechei os punhos, numa tentativa fraca e tosca de obter auto-controle de sentimentos que já haviam me vencido há tempos. Quando finalmente adentrei a Sala Comunal, dei graças a um deus que eu não acreditava existir. Me dirigi rapidamente ao quarto úmido e escuro que dividia com Emília Bulstrode.


- Bulstrode – ordenei estendendo minha varinha a ela – Me tranque.


- O quê? - Não sei se pelo estranho pedido, ou se pela ousadia de alguém dar uma ordem a ela, mas Emília soou perturbada.




- Agora!


Seu rosto se avermelhou, ela levantou de peito estufado, pronta para me dar milhares de razões físicas pelas quais eu não poderia falar assim com ela, mas de repente algo em seu rosto mudou e ela me olhou curiosamente e então sorriu debochada.
- Fez besteira, Pansy?


Eu mostrei minha agressividade – e mais um motivo pelo qual o que estava fazendo era a coisa certa – quando a agarrei pelo colarinho e disse entredentes:


- Me tranque aqui agora e leve minha varinha! Só volte à noite.


Sua expressão passou de debochada para assustada e desta para entediada e mau humorada, mas ela tomou minha varinha e fez o que pedi sem reclamar. Quando tive certeza de que ela havia feito o que mandei e que eu agora era inofensiva a Gina, me deixei respirar e cair a um canto do quarto. Me deixei sentir o chão e mergulhar em um estado vegetativo, não era inconsciente, mas não chegava a ser consciente, eu tinha uma vaga visão do que se passava à minha volta e eu sabia que seria assim de agora em diante, pois ela era a única cor, a única luz, a única vida em mim e ela se foi agora, portanto eu apenas continuaria respirando e zelando, ao longe, para que ela pudesse ter um destino agradável e uma vida feliz. Por ela, por amor. Porque agora que ela está sem mim, agora ela pode ter tudo.






N/A: Olá ;D  O shipper Pansy e Gina havia sido sugerido pela Lilian Castro e a idéia combinou perfeitamente com esse casal diferente. Então comecei a cantarolar Never Think - que por sinal é lindíssima³ - é que é do cara com a voz mais linda do universo: Cedri... oops, Robert Pattinson.... e então saiu isso. Posso falar? Eu gostei. Espero que você também :)

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Comentários: 1

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Enviado por Her_mione Granger em 14/08/2011

Nossa!!!

Que triste! Que intenso! Acho que fiquei meio tonta ao ler! Nossa! Uau!

Parabéns... vc escreve de um jeito que... não sei!

Nota: 5

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