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32. FOGO!


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 32 – FOGO!


 


 


 


Juanita e Hermione não puderam conversar, pois logo que Ford apareceu contrariado, todos se calaram e elas começaram a preparar o jantar. Umas duas horas depois, Rony voltou na companhia de Suarez.


Hermione olhou atentamente e notou que ele estava bastante nervoso e transpirava bastante. Sumiu para dentro da casa, e ela não teve coragem de segui-lo, até Juanita cutucá-la e sussurrar:


-Veja se ele está bem...


Indecisa, ela foi atrás. Encontrou-o na sala, olhando para o vazio. Tinha sentando no sofá e estava com uma expressão esquisita.


-Juanita colocou o jantar na mesa.


Avisou, assustando-o.


-Já vou - Ele disse sem olhar para ela.


Estava corado, era verdade, o pescoço muito vermelho, a pele tinha uma camada fina de suor e ele enxugou a testa com o braço, olhando para ela desconfiado.


-O que foi? - Ele perguntou rude, engolindo seco ao vê-la.


-Parece estar doente – Ela disse tensa, mordendo o lábio.


Ele fechou os olhos e gemeu, causando nela um arrepio por dentro.  Não sabia, mas ele estava no limite. Vê-la, ouvi-la, estava levando-o no limite!


Era como se houvesse uma fogueira queimando dentro dele e não conseguia controlá-la. Sim, ele estava doente, e sua doença não tinha cura!


-Comerei mais tarde – Ele avisou, fechando os olhos e tentando conter a vontade incontrolável de gritar e correr atrás dela pela casa, jogá-la sobre a mesa e possuí-la na frente de todos.


Hermione ficou apreensiva, achando que ele estava mesmo doente. E era tudo culpa sua! Dera aquele maldito chá para ele e agora, um homem saudável, estava doente!


Sem saber o risco que corria se aproximou e ficou a sua frente, dobrando o corpo em sua direção e colocando a mão delicadamente sobre sua testa para sentir se tinha febre. Estava aparentando estar febril!


Quase imediato ao seu toque, ele segurou seu pulso, e abriu os olhos olhando para ela com algo assustadoramente potente em suas pupilas claras, agora escurecidas, quase negras.


-Não me toque – Ele mandou, com voz rouca.


-Preciso ver se tem febre - Ela defendeu-se, puxando o braço e insistindo.


-Não se preocupe; não se verá livre de mim tão cedo – Ele ironizou.


“Porco”, ela pensou, insistindo.


Empurrando sua mão para longe, ela colocou a sua sobre sua testa, conferindo que ele estava quente. Deslizou os dedos por sua bochecha e então, no pescoço, a pele ardia e estava úmida sob seus dedos e ela teve que olhar para longe, pois ele a encarava.


-Está com febre – Ela avisou a culpa a corroendo – Vou pedir a Juanita que traga água fria para um banho, isso deve baixar a febre...


-Não – Ele tornou a segurá-la, e Hermione o encarou sem entender porque disso.


Tinha algo em seu olhar que a queimou por dentro.


-Não estou doente – Ele rugiu, sem ouvir, ou ver nada além dela. Seu cheiro, ela cheirava a pão quente, pois estivera fazendo-os até pouco tempo atrás, cheirava a mato, a ar livre. Seu cheiro era enlouquecedor.


Hermione estava distraída, se culpando, e quase gritou quando ele a puxou para si. Sentada em seu colo, não teve tempo para gritar ou reclamar.


O beijo a pegou desprevenida era verdade, mas isso não era desculpa suficiente para deixar e corresponder. Havia ardor e urgência e quando o enlaçou pelo pescoço, seu quadril entrou em contato com seu corpo excitado e ele gemeu, aprofundando o beijo.


Zonza, ela deixou-se levar, e saltou assustada quando ouviu a voz de Ford muito perto. Sendo a única lúcida, ela empurrou-o e levantou-se quase caindo, pois as pernas estavam moles como geléia.


Ford estava de pé, olhando para a cozinha, e quando olhou para eles, não havia nada anormal, ou amoral.


Sem saber para onde olhar, morta de vergonha, ela praticamente correu para a cozinha afastando-se do perigo.


Juanita notou seu corado e ocultou um sorriso, servindo-os e despedindo-se, pois estava na hora de cuidar da sua família. Hermione desejou poder ir com ela quando Rony voltou junto com Ford.


Foi um jantar tenso. Ele comia pouco, e não tirava os olhos dela. Hermione tentava não perceber, ou não levar em conta, pois ele parecia-lhe muito doente, mas era claro para Ford e a parteira que deveriam ir dormir cedo. Ford nem mesmo teve coragem para questionar a razão de tanta demora para partirem.


Hermione ficou aliviada ao ver que todos deixavam a mesa, mas sua paz durou pouco, pois ele continuou sentado, olhando para ela. Tensa, achou melhor não testar sua sorte indo banhar-se. Não com ele rondando!


Fingindo normalidade, arrumou a louça sobre a pia, e quase desmaiou de alívio quando ele saiu da casa. Deixando a porta apenas encostada, ele saiu.


Seu alívio durou pouco, pois o tempo foi passando e nada dele voltar. Estava tarde, Hermione abriu a porta e olhou em volta, notando que na casa de Juanita não se via mais a luz do lampião, e imaginando pelos roncos que se ouvia na casa, que Ford já estava dormindo também.


Rony parecia tão fora de si agora a pouco, que ela se viu preocupada. Era só o que lhe faltava! Matar o próprio marido envenenado, afinal, não tinha idéia dos dotes clínicos de Juanita!


Mas isso não resolveria todos seus problemas? Ver-se livre dele definitivamente? Esse pensamento fez seu coração acelerar e ela fechou a porta, deixando um pouco aberta, apenas para não ficarem trancados do lado de fora e achou melhor procurá-lo.


Não precisou ir longe. Rony estava olhando as estrelas, não muito longe, e apesar da noite escura, ela pode ver o quanto ele estava perdido em pensamentos. Ainda parecia-lhe doente, mas havia algo vivo em seu olhar e por um segundo sentiu a vontade quase incontrolável de aproximar-se e abraçá-lo.


Fechando os olhos, ela segurou o lampião nas mãos e se aproximou, tocando seu ombro, para não assustá-lo.


Foi um toque rápido, e ele virou-se em sua direção como se ela houvesse se materializado, direto dos seus sonhos, e estivesse ali para realizar todas as suas fantasias.


-Está tarde, precisa entrar – Avisou e seu tom complacente o fez sorrir.


-Sentindo minha falta na cama? – Ele perguntou notando que ela vestira a camisola e soltara os cabelos, estava pronta para dormir.


-É claro que não! – Ela deu um passo para trás, ficando descompassada com sua ousadia. – Ford foi dormir, cheio de dúvidas sobre onde estaria, e porque está tão enfurecido! Acaso esqueceu-se dele?


Pego no flagra, ele olhou além dela, novamente para as estrelas.


-Não sei o que se passa comigo – Ele disse baixo, rouco, uma de suas mãos pousou sobre o próprio peito e ele pareceu esfregar uma dor imaginária ali – Sinto  o corpo arder.


-Disse que tem febre. Deve me deixar fazer uma compressa fria e...


-Não estou doente! – Ele reclamou. Abriu os braços, como se fosse abraçar as estrelas e gemeu, e ela se arrepiou da cabeça aos pés. – Estou com... – Parou olhando para ela e sabendo que Hermione se ofenderia e se irritaria com ele – Vamos entrar!


Ela sentiu medo no exato momento que ele disse isso, pois era quase como uma ameaça.


-Dessa vez, a arma está carregada - Ela avisou, dando alguns passos adiante, indo na sua frente. – É melhor que não tente nada!


Ele grunhiu, e parou, deixando-a ir.


Armada, ele não poderia tentar nada. E o que faria com aquele sentimento que o estava massacrando desde que a vira há poucos horas atrás? Sentia um calor infernal nas entranhas e o tesão estava enlouquecendo-o.


-É a última noite de Ford nessa casa - Ele segurou seu braço fazendo-a parar e ficar frente a frente com ele.


Ela perdeu a voz por um segundo, assim, tão perto. Detestava quando ele a puxava para si e insistia em falar tão perto, tão íntimo!


Gostaria de ser fria e dizer-lhe que era capaz de ouvi-lo a uma distância civilizada, que não era necessário que sempre falasse em seu ouvido! Mas não conseguia pensar com frieza quando ele a pegava desse modo!


-Mentira! - Ela disse entre dentes, a lembrança de sua artimanha, vindo à tona.


-Acha que sou mentiroso? – Ele ficou descompassado com essa informação.


-Eu não acho! Tenho certeza! Mente para Ford, mente para mim! É um mentiroso, sempre tirando proveito de todos! Mentiu para ter minhas terras! E agora mente, mantendo Ford preso aqui, apenas para me... Me... Ultrajar!


-Ultrajar? Que eu saiba você também gostou das minhas mentiras para Ford – Havia um tom sensual em sua voz que a deixou de lábios entreabertos, um calor se espalhando rapidamente por seu corpo e turvando sua capacidade de pensar.


Estava ficando cada vez mais difícil fugir dele, agora que sabia exatamente o que aconteceria se o permitisse avançar!


-Ou pensa que não sei ler o seu corpo? Que não a sinto derreter nos meus braços?


-Cale a boca! – Ela puxou o braço e se livrou do aperto.


-Porque chorou? – Ele perguntou a queima roupa e ela se afastou, quase correndo em direção a casa.


Em dado momento, quando ele acelerou o passo, ela começou mesmo a correr, mas ele era mais alto, e em poucas passadas barrou sua passagem.


-Eu quero saber por que chora? O que fiz de tão mau para te causar dor? Vamos, responda!


Ela parou um pouco arfante e o mirou em seus olhos, desejando não ter feito isso.


-Aqui fora, não pode me obrigar a nada! - Ela respondeu, desbocada, desafiando-o com um olhar e sorriso irônico.


-Quer que entre com você? - Ele provocou e ela se fechou ainda mais em sua raiva.


-Você quem sabe, não esqueça, a arma está carregada!


Essa era uma verdade.


Enfurecido, e terrivelmente excitado, a deixou ir.


Hermione parou na soleira da porta, erguendo o lampião e olhando para ele. Rony havia desistido e agora, a deixava ir. Ainda parecia doente demais!


Rumando na mesma direção ele começou a se despir. Ela não pode evitar sentir como se o tempo houvesse parado. De pé, ficou esperando, olhando, devorando cada movimento. Ele tinha os olhos fixos nela, e despia peça por peça, apressado para livrar-se do desconforto das roupas. Ela corou quando viu a exatidão de seu desejo.


Ele estava pronto para o amor, o corpo rijo, iluminado pela luz do luar. Abrindo a água com a alavanca, ele colocou-se sob a água fria e Hermione estava congelada no lugar.


Oh, Deus!


Ele era absolutamente lindo. O corpo perfeito. A presença marcante. Tudo era marcante. Os cabelos ruivos molhados foram jogados para trás e ele olhou em sua direção, um olhar ferino, baixo e perigoso, enquanto seus lábios vociferaram:


-Entre na casa!


Contrariando sua ordem, ela se aproximou, iluminando-o com a pouco luz. Ele apoiou ambas as mãos na parede da casa, onde apoiava a bica por onde saia à água, e baixou novamente a cabeça, sentindo seu olhar percorrê-lo da cabeça aos pés.


Seu sexo se contraia, de pé, exigindo atenção e ele gemeu, pois senti-la perto era um tormento, e ele logo faria uma loucura.


-Não deveria ficar na brisa da noite, tomando banho gelado se está doente! – Ela tentou achar uma desculpa para ficar ali, devorando-o com os olhos.


-Já disse que não estou doente! – Ele praticamente gritou furioso por não ser deixado em paz naquela situação horrível para ele, como homem – Porque insiste nisso? – Vendo sua expressão culpada, ele ficou frente a frente com ela, incrédulo  - Tentou me envenenar?


A frase caiu no vazio e sua face contou a verdade a ele.


Incrédulo, ele enfiou a cabeça embaixo da água, sentindo uma fisgada no coração ao pensar nisso.


-Não é isso! – Ela recuperou a voz e disse baixo, a beira das lágrimas sem saber a razão – Não era para você beber!


-E o que não era para beber? – Ele gritou, cuspindo água, e ela tremeu, olhando para ele como se olha para uma guloseima deliciosa. Tão viril. Tão másculo. Tão furioso!


-Juanita fez um chá para Suarez – Sua voz ficou presa em sua garganta – era só para... Para... Hum... Não era para fazer mal!


-Um chá para Suarez... – Ele sussurrou, e ao entender, soltou uma espécie de grito de ódio, batendo na parede e quase derrubando a calha que conduzia a água – É por isso! É por isso que estou queimando por dentro!Maldita Juanita!


-Ela não tem culpa! – Mais um passo, e ela estava sentindo os respingos de água em seus pés – foi minha culpa! Peguei a jarra errada! Não quis te causar qualquer desconforto!


-Desconforto... – ele riu ironizou, virando-se de frente para ela e se exibindo – Estou desse jeito a horas, achando que enlouqueci, e você chama isso de desconforto?


Ela se calou, primeiro porque ele estava verdadeiramente irado, e depois porque olhar para seu corpo causava-lhe um descompasso no coração. Um aperto em suas entranhas e sentia as mãos coçarem de vontade de tocá-lo.


-Rony...


-Não, não diga meu nome desse jeito... – ele pareceu implorar, deixando a raiva e voltando para a água, que parecia incapaz de acalmá-lo – entre em casa, Hermione!


-Foi minha culpa, não desconte em Juanita!


-Ela que leve suas coisas para sua casa! Aquela meretriz de uma figa!


Ele estava cego pelo desejo, e era incapaz de pensar no que quer que fosse!


-Não diga isso, ela não merece!


-A santa Hermione, que pensa em todo mundo menos em mim! – ele rosnou furioso, olhando para ela através de uma camada de cabelos molhados.  – entre em casa, Hermione.


Não era apenas um pedido, era mais, e ela arfou o lampião quase caindo de suas mãos, pois elas tremiam.


-Eu...


-Entre. Na. Casa! – ele disse cada palavra pausadamente, e quando se moveu, ela olhou para baixo, molhando os lábios subitamente secos.


Estava quase sem ar, sem saber por quê. Ele tinha as nádegas firmes, as coxas rijas e as panturrilhas talhadas por mãos generosas, as costas eram fortes, e se retesavam cada vez que ele se movia, como agora, quase de lado, e ela sentia-se atraída por seu membro, que parecia hipnotizá-la.


-Sinto muito... – ela tornou a dizer a voz totalmente sumida.


Rony olhou para ela, e para seu corpo, e sentiu o pênis se contrair dolorosamente, por isso levou uma das mãos a ele, e apertou, causando nela um sobressalto. Ela deu um passo para trás, mas não se afastou mais e ele olhou-a com olhos experientes.


Seus seios estavam excitados, os mamilos de pé e ele sabia que não era pela brisa noturna, muito menos por medo.


-Venha aqui, Hermione – ele disse baixo e ela olhou em seus olhos, completamente ensandecidos, e sentiu medo.


Medo de ceder.


-Fez isso a mim, agora, venha cá.


Ela fechou os olhos, culpada por tê-lo colocado naquela situação e, sobretudo, culpada por querer ir.


-Sinto muito – desculpou-se, deixando o lampião no chão, para lhe dar um pouco de luz. – Isso não vai se repetir.


Ele quase gritou de frustração, quando ela tencionou se afastar, ou não, visto que ficou parada, olhando para ele, mas especificamente, para sua ereção.


Hermione gostava de se punir, e puni-lo, mas a paciência e autocontrole de Rony chegara ao fim, e com um puxão nada delicado, a trouxe para baixo da água com ele.


-Não! - ela gritou histérica ao sentir a água fria sobre sua cabeça, molhando-a completamente.


-Quieta! – ele bradou, cobrindo sua boca com sua mão gigante.


Sim ele era gigante!


Prensada contra ele, ela não pensaria em gritar novamente. Eles seriam ouvidos e vistos.


Tentou morder seus dedos, mas ele gemeu a esse contato, olhos nos olhos, e sem poder evitar, acabou beijando seus dedos, e ele tirou a mão, olhos nos olhos...


 


 


 


 


 


 


Autora: que maldade parar justo agora...hehe....


Capitulo  antecipado do dia 04/12.  


Beta: E o negócio esquenta...................


 


 


 

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