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5. Animosidades


Fic: Pangeia- A Unificação


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Não foi necessário refletir muito sobre o nome do local, pouco antes de sobrevoarem Rosevalley puderam ver uma cadeia de montanhas em forma de círculo, de onde surgiram diversas quedas d’águas  que formavam rios que convergiam para o centro, encontrando-se em uma piscina natural profunda, que por sua vez seguia como um caudaloso rio. O curioso é que o rio assemelhava-se a um caule e seus “pequenos” afluentes recortavam a mata dando a ela o nítido formato de uma rosa, cujas pétalas peculiarmente tinham uma cor diferente das outras, devido aos conjuntos de árvores de copas coloridas, formando assim pétalas azuis, verdes, laranjas, rosas, vermelhas e roxas.


-Quer uma rosa? –Harry pergunta charmoso, sussurrando no ouvido da esposa.


-Se não fosse tão alto, seria o lugar perfeito pra uma lua de mel. –Sussurra em resposta.


-Lugar ideal pra fazer filhotinhos. –Sugere maroto, fazendo a esposa rir levemente antes de beijá-lo.


-Jess! –O grito de Ryan faz Harry e Hermione romperem o beijo e olharem em busca dos filhos.


Ryan mergulhava e já quase alcançava Jesse, que caíra da vassoura, a qual fora pega por Kieran. Assim, que a irmã estava em seus braços, Ryan voltou a subir, encontrando-se a meio caminho com os outros, Jesse parecia inconsciente e febril e sua mão.


-O que houve? –Hermione pergunta preocupada, colocando uma das mãos na testa da filha.


-Eu não sei, ela só caiu! –Ryan diz preocupado.


-Vamos levá-la pra baixo. –Harry diz em tom urgente.


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Havia passado quase uma hora do incidente no céu, Harry e Kieran haviam saído para reconhecer o local e garantir segurança no perímetro. Hermione e Ryan estavam atentos a Jesse, que parecia começar a despertar.


-Pegue um pouco de água, querido. –Hermione pede a Ryan, que se levanta para pegar as garrafinhas que haviam levado.


-Mãe? –Jesse fala abrindo os olhos, tentando reconhecer o ambiente em volta.


-Está tudo bem, não se preocupe. Estamos em Rosevalley, seu pai e Kieran foram explorar o local em volta. –Diz suavemente, acariciando os cabelos negros da filha.


-Aqui, beba um pouco de água. –Ryan diz oferecendo uma garrafa.


Jesse bebe quase todo o conteúdo sem parar para respirar, parecia sedenta. Aquilo não surpreendeu Hermione ou Ryan, a menina estava quente, chegara a ter leves convulsões enquanto inconsciente.


-Valeu, estava precisando. –Diz passando a mão pelo cabelo para prender, estava com muito calor. –Só eu estou com calor, não é? –Pergunta já sabendo a resposta.


-Deve estar para acontecer,  então apenas fique calma e espere. –Hermione aconselha e Jesse bufa impaciente, sentar e esperar não era com ela.


A meia hora seguinte passou com Hermione e Ryan jogando cartas, enquanto Jesse, impaciente, andava de um lado para outro na clareira, parecia um animal enjaulado afoito por fugir.


Foi ao olhar para o céu róseo, pontilhado de laranja, que seu coração acelerou loucamente e seus músculos vibraram intensos, era como se um vulcão estivesse prestes a entrar em erupção dentro de si. O interior estava aquecendo cada vez mais rápido, irradiando para os membros que vibravam alucinados, sua pele rasgava como se algo estivesse tentando fugir de dentro de si, fazendo-a urrar de dor.


Hermione sentiu a mudança mágica, buscando a filha com o olhar e vendo-a se arquear. Ryan acompanhou o olhar da mãe e viu quando a pele começou a rasgar, o sangue a correr encobrindo o restante da visão. Movida por puro instinto maternal, Hermione levanta para ir até a filha, mas é segura por Ryan, porém ao ouvir o grito de agonia da filha, ela tenta se libertar com mais ferocidade, lançando um feitiço em Ryan e correndo até Jesse, mas uma barreira mágica e super quente a lança de volta.


-Ela vai ficar bem, isso já vai acabar. –Ryan diz abraçando a mãe, que chorava.


-Me solta! –Harry é ouvido e logo Kieran voando na direção deles denuncia que a reação fora a mesma de Hermione. –Jesse! Eu estou aqui. –Harry diz tentando fazer algo, desaparecendo como sombra, mas logo surgindo novamente no mesmo lugar, estava caído e tinha queimaduras graves no peito.


-Mamãe também se queimou, precisamos esperar. –Ryan diz em tom firme, via o pai olhar impotente e frustrado para a filha, que já não gritava, sua voz mais semelhante ao urro de um animal.


-Todos passam por isso, mas é só uma vez, logo passa. –Kieran diz, puxando o amigo para longe.


De repente labaredas enormes engolem Jesse, deixando-os apreensivos. Contudo, logo as labaredas baixaram e, a frente deles, erguia-se um animal belíssimo. Devia ter quase dois metros, corpo musculoso, porém extremamente feminino, coberto por uma pelagem suave e dourada, as mãos terminavam em garras vermelhas, como as listras que ornavam a pelagem, porém o mais surpreendente era a cabeça, igual a de um leopardo das neves, os olhos esmeralda brilhantes.


Os quatro expectadores estavam boquiabertos, arrepiados, o olhar astuto e malicioso disfarçava o perigo que aquele predador simbolizava. Porém, um uivo distante fez o rabo fino e longo balançar, o focinho se deformou em um meio sorriso, logo depois Jesse salta, alto e graciosamente como apenas um felino poderia fazer.


-Vamos. –Harry diz sendo o primeiro a sair do torpor, corria olhando as copas e o chão, tentando perseguir a filha.


-Estamos por cima. –Ryan diz passando com Hermione sobre as copas, ambos na vassoura dele.


-Ajudo a não perdê-la. -Kieran rapidamente emparelhou com Harry, era mais rápido, ágil e tinha sentidos de elfo.


*************************************************************


Jesse seguia o cheiro da presa, estava bem perto, já podia ver a lebre branca que comia sossegada, mal sabendo que havia uma pantera a espreita. Ajeitou-se sobre o galho, apurando a visão até mirar o felino negro atrás do arbusto.


Assim que a lebre saltou para o próximo arbusto, a pantera se moveu para pegá-la, porém Jesse saltou tão rapidamente, que a pantera não teve chance de chegar perto, logo sendo pega pelo enorme felino, cujas garras lhe arrancaram metade do pescoço em um só golpe. Desviou com habilidade e elegância do esguicho de sangue, antes de abocanhar a presa.


Enquanto degustava a carne macia, seus sentidos permaneciam alerta, monitorando o espaço ao redor. Pelo som do bater de asas, poderia dizer quantos pássaros havia nas copas das árvores ao redor, cada pequena criatura que saltitava de um lugar a outro e o olfato lhe trazia a localização dos maiores predadores, além de dois animais estranhos que pareciam observá-la de longe após terem-na seguido.


Foi então que um cheiro familiar lhe alcançou, chamando sua atenção para o sul. Havia mais de sua espécie, um bando relativamente grande. Dando uma dentada que retirou um bom pedaço de carne, disparou mastigando um pouco mais a comida.


A pouco mais de um quilometro, ao lado do rio, alguns de sua espécie reuniam-se em uma clareira. Ao contrário de si, os pelos tinham a coloração das copas das árvores ou marrons, as listras eram de um tom mais escuro ou mais claro da mesma cor, os olhos também em forma de fenda eram na maioria claros de cor amarelada ou azul gelo.


Sem se importar muito com o que poderia acontecer, saltou do galho onde se encontrava e aterrissou graciosamente no meio do grupo. Os animais que lá estavam ergueram-se e rapidamente se colocaram de pé, um deles, cuja coloração era marrom com listras castanhas, tomou a frente. Era cerca de dois palmos mais alto e um e meio mais largo, a postura agressiva.


Jesse se colocou displicente a frente dele, que rosna como se a expulsasse de lá, porém Jesse não se abala e rosna mais alto e ameaçadoramente, a postura permanecia ereta, os braços esticados ao longo do corpo, enquanto os outros estavam curvados e tinham as garras prontas para atacar.


Foi então que o líder avançou para ela, que não se moveu, esperando até o ultimo instante para deixar as chamas douradas tomarem seu corpo, queimando o adversário que cai gemendo e ganindo. Os outros recuam, abrindo espaço para que ela passasse, e ao chegar ao meio deles, Jesse urra forte, os olhos reluzindo entre as chamas, um aviso de que deveriam servi-la ou seriam punidos, o qual foi rapidamente entendido, fazendo os demais se curvarem como súditos à sua Deusa.


Aproveitando aquele momento, Jesse solta um chiado agudo e feroz, depois parte para oeste, Atravessando o caudaloso rio com um salto e correndo mais algumas dezenas de metros até chegar à clareira onde o inimigo estava.


Podia vê-los vinte metros à frente, eram tão grandes quanto, os corpos mais fortes e peludos, as cabeças semelhantes à de lobos. Um rosnado baixo e um olhar para os lados fez com que os outros se posicionassem a seus lados. A chama baixou e virou uma fina aura flamejante, que deixava um rastro de fogo por onde ela passava.


Os números eram iguais, mas a luta nem de perto o foi. Os lobisomens notaram a aproximação do inimigo e deixaram o grupo de cervos de lado, para receber os atacantes com mordidas e patadas, porém Jesse não se intimida e salta diretamente sobre o maior e mais ameaçador.


As garras dos pés cravaram nas laterais das coxas e as garras das mãos foram para o ombro e a mandíbula, os dentes se cravando no pescoço e sacudindo, quebrando o pescoço do inimigo e lhe deixando caído no chão.


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Harry e Kieran estavam a espreita em um galho alto e assistiram surpresos a cena do ataque. Em minutos Jesse tomara o controle de um bando inteiro e já organizara um ataque surpresa a um grupo de inimigos próximo ao seu território.


-Uau! –Kieran exclama entre abismado e maravilhado.


-Uau? Você ficou louco? Ela acabou de matar um animal que nada fez a ela. –Harry diz em completa desaprovação.


-Claro que isso não é uma coisa que deva ser feita, só me admira a eficiência dela. Em menos de um minuto derrubou o macho alfa e já está no segun… ops, terceiro. –Fala primeiro se justificando e depois fazendo uma careta ao ver que ela havia arrancado a cabeça lupina do pobre animal.


-Vou até lá. –Harry diz já descendo da árvore. Kieran também resolve agir e lança uma magia polarizando o solo e atraindo um potente raio que em segundos deixa todos no chão, a exceção de Jesse. –Muito bom. –Harry elogia e em milésimos de segundo aparece cinquenta metros a frente, atrás de Jesse.


-Exibido. –Kieran murmura, decidindo se aproximar devagar para que ela não se sentisse ameaçada.


-Jesse, você se lembra de mim, não lembra? Sou seu pai, você me conhece de toda a sua vida. –Harry diz em tom carinhoso diante do olhar analítico e desconfiado da felina. Ele dá um passo à frente, mas ela rosna e fica na defensiva. –Vamos filhotinha, você sabe quem eu sou, não quer me machucar.


Harry dá outro passo, mas uma bola de fogo vai em sua direção, no instante seguinte uma parede de rocha surgia entre o local onde estava e Jesse, porém Harry já estava ao lado de Kieran.


-Eu sei me cuidar. –Harry diz desaprovando a intervenção do amigo, que ignora o tom convencido.


-Acho que ela não vai reconhecer ninguém. –Ryan diz ao surgir ao lado deles, a vassoura presa em suas costas.


-Vamos fazer uma última tentativa. –Hermione diz ao lado de Ryan. –Jess, nós somos sua família, você realmente não quer nos machucar. –Hermione diz em tom doce, porém a felina continuava defensiva e mais preocupada com o número maior de adversários. –Eu sou sua mãe e sei que você sabe disso…


A tentativa dera novamente em nada, pois uma onda potente de chamas veio na direção deles. Kieran ergue rapidamente um paredão sólido de rocha, porém este derrete em segundos, o queimando de leve nas mãos que estavam a frente. Em um ato quase conjunto, Ryan e Harry lançam ar gelado na direção do fogo e Hermione ergue uma parede densa de gelo, que enfraquece um pouco a chama, mas começa a derreter rapidamente, exigindo mais magia de Hermione e uma ajudinha de Harry e Ryan para resfriar a parede.


-Não vamos conseguir nada, precisamos imobilizá-la. –Ryan diz sem gostar nem um pouco de ter que lutar a sério com a irmã.


-Eu vou levá-la pra perto da cachoeira, lá é descampado e os estragos serão menores. Vocês ficam aqui e cuidam dos feridos e mortos. –Hermione diz e os três homens concordam.


-Só tome cuidado querida. Sei que é experiente, mas também sei que não irá querer machucá-la, então só não baixe a guarda. –Harry diz a Hermione, que sorri de lado antes de desfazer o muro, já que Jesse acabara de cessar as chamas, urrando furiosa.


-Ficou bravinha não é? –Hermione provoca e lança uma bola de gelo no tronco dela, que rosna ficando em posição de ataque. –Vem me pegar, vou adorar apagar seu fogo! –Continua a provocação lançando outra esfera, ainda maior, antes de correr na direção das cachoeiras, sabendo que Jesse estaria logo atrás de si.


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A fêmea que lhe desafiara era irritante, de algum jeito trazia um frio que bloqueava seu calor. Seus grunhidos tinha um tom que não gostava, era como se zombasse de si, era um desafio a sua liderança. As coisas frias que lançou em si não machucavam, mas eram ainda mais irritantes.


Assim que ela correra, disparara atrás sem pensar duas vezes, os machos seriam caçados depois. Primeiro pegaria a fêmea fujona, seria fácil porque era lenta, uns passos mais e poderia saltar sobre ela e então arrancar a cabeça, talvez comer um pouco de sua carne, seu estômago roncava.


Porém, ao saltar, caiu no vazio, as patas tocando o solo, enquanto seus ouvidos captaram passos leves metros a frente. A fêmea desaparecera e surgira muito na frente, aquilo deixou Jesse ainda mais irritada, como aquela coisa pequena e irritante conseguira se mover mais rápido do que conseguiu perceber? Sem esperar resposta correu ainda mais rápido, chegando no rio e urrando ainda mais irritada ao ver a fêmea do outro lado.


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Hermione sorriu ao ver que Jesse parecia estar perdendo o controle, a filha sempre fora temperamental como o pai, fator que a deixaria mais propensa a erros. Estava pronta para envolvê-la em gelo assim que ela saltasse em sua direção, a água abundante do lugar deixaria tudo ainda mais fácil.


Entretanto, Jesse não soltara, lançara outra vez as pontes chamas que vieram como uma onda quase rubra de tão quente. A parede de gelo se ergue a partir do rio, a meio caminho entre elas, imediatamente sobe um vapor denso de água sobre o encontro do gelo com fogo. Hermione imaginou se aquilo já seria a coisa mais quente do planeta, certamente não conseguiria sustentar sua parede se não estivesse tão perto da água.


Estava tão concentrada em bloquear a chama, reforçando a parede, que não percebeu a felina surgir por entre a nuvem densa e saltar sobre si. Em ato reflexo lançou um feitiço estuporante que fez Jesse ser arremessada para trás, porém ela cai com graça e suavidade, apesar de parecer um pouco tonta a princípio.


Hermione tenta envolvê-la em um casulo de gelo, mas antes que pudesse se formar, o corpo dela é encoberto por chamas incandescentes que derretem o gelo enquanto ela avança para Hermione, que começa a lançar feitiços, dos quais Jesse desvia habilmente por milímetros.


Sem ter outra opção, Hermione se transporta alguns metros para trás e reúne bastante vapor frio, praticamente atraindo a nuvem que se formara sobre o rio e a lançando contra o felino que parecia um pedaço de sol. A nuvem a envolve e se solidifica alcançando o zero absoluto. O fogo em torno de Jesse aumenta sua intensidade, sua temperatura era maior que a do sol.


-Desculpe querida. –Hermione diz enquanto aumenta a massa de gelo e faz a temperatura cair ainda mais, alcançando temperaturas jamais captadas no universo.


Jesse se debate, a chama começa a enfraquecer, até que a inevitável inconsciência a domina, fazendo-a sair da forma animaga e voltar à forma humana. Hermione rapidamente desfaz o esquife e corre até a filha, retirando sua jaqueta e a transfigurando em um cobertor bem grosso para envolver o corpo nu e gelado.


-Jesse, você pode me ouvir? –Hermione pergunta enquanto a envolve, deixando apenas a cabeça à mostra. –Você ficará bem querida, logo estará quentinha outra vez.


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Não se lembrava da última vez que havia acordado tão dolorida, mal sentia os membros tal a dormência e estafa que sentia. Abrindo os olhos, pôde ver um colchão vazio, não havia muitos sons, estava tudo muito quieto. Não gostando disto, Jesse rapidamente se veste e sai, deparando-se com Kieran sentado em frente à barraca, as mãos cruzadas atrás da cabeça.


-Já de pé! –Kieran exclama surpreso, atraindo a atenção de Jesse.


-Onde estão os outros? –Pergunta ao ver que só sua barraca estava armada e apenas o elfo folgado estava à vista.


-Terminando de curar os feridos e enterrar os mortos da batalha. –Explica observando o estado da garota, que parecia fraca, mas sem outras sequelas.


-Isso já está pronto? –Pergunta olhando o peixe, enquanto se deixava cair no chão, a barriga doía de tanta fome, mal tinha forças para manter-se sentada.


-Não, mas tenho algumas frutas para você. –Diz levando uma cesta até ela. –Se lembra de alguma coisa da sua transformação? –Ela apenas balança a cabeça enquanto arrancava um pedaço da maçã. –Foi impressionante! Você dominou um bando da mesma espécie que você em minutos, depois os levou pra atacar um inimigo que estava no território de vocês e, se não tivéssemos nos metido, você teria acabado com o grupo inteiro!


-Sou uma besta assassina quente e mortal? –Pergunta em tom irônico.


-Ryan tirou fotos suas, a câmera ta com ele. Sua espécie animaga é irracional o que justifica seus atos, foram perfeitamente condizentes com a natureza de qualquer animal. E quanto a sua forma, posso dizer que virou uma felina muito sexy. –Diz com uma piscadela, antes de se afastar para verificar o peixe.


Jesse ergue a sobrancelha, tinha uma bela resposta na ponta da língua, mas preferiu se limitar a devorar o resto da maçã, quer era algo mais útil e necessário no momento.


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Como fazia todas as manhãs, Gina estava na sala construída e preparada para treinamento, onde ensinava os filhos como usar corretamente uma espada. Richard e Edward se enfrentavam com espadas de madeira sob os olhares atentos e rigorosos da mãe.


-Como estão indo? –Draco pergunta após se esgueirar até a esposa.


-Richard é bastante talentoso e está evoluindo rápido, Edward então está se esforçando para apanhar menos. –Sussurra de volta sem tirar os olhos dos filhos.


-Victória está terminando de se arrumar pra ir comigo a empresa, teremos uma reunião de diretoria hoje. –Draco a avisa, os olhos atentos a uma bela combinação de golpes de Richard. –Devíamos inscrevê-lo em um campeonato, certamente se sagraria campeão. –Diz com evidente orgulho.


-Não sei se isso faria bem ao Edward, acho que conversarei com Fred e Jorge, certamente saberão me aconselhar. –Responde também satisfeita com a técnica refinada do filho. –Quanto a Camila, sabe que acho cedo para enfurna-la no escritório. Sei que quer incentivar nossos filhos a interessarem-se pelos negócios, mas ela só tem 15 anos.


-Eu sei, mas ela é talentosa, se a visse em uma reunião saberia como ela é magnífica. Não é o meu estilo, sempre garanti obediência e respeito através de poder, status e rigidez, para mim o pulso firme e a astucia sempre foram as principais características de um empresário de sucesso, foi o que aprendi. Porém Victória é diferente, todos a adoram, a respeitam e tem carinho por ela, é como se tivesse o poder de conquistar com meia dúzia de palavras.


-Não exagere Draco, Victória é uma menina inocente, não deveria estar no meio daqueles corvos. –Gina se mantém impassível.


-Victória é esperta e astuta, não está na sonserina por ser uma Malfoy! –Diz mais uma vez demonstrando orgulho. –Semana passada anunciou um corte orçamentário pra um departamento e eles não protestaram, não reclamaram, nada! Se fosse qualquer outro estariam cuspindo vespas. –Gina estremeceu, mas respirou fundo e se conteve.


-Ela pode ir, se é isso o que ela quer, mas não a deixe tempo demais com aqueles abutres, sabe bem que muitos ali não prestam. –Diz de modo firme.


-Pode deixar, também quero passar bons valores pra minha filha, não se preocupe! –Diz satisfeito por Gina não ter criado mais caso. –Meninos, hoje eu não quero chegar do trabalho e ouvir reclamações da minha mãe, ou seja, se aprontarem mais uma vez, podem apostar que seus brinquedos serão prontamente doados, todos eles. –Assim que Draco fala, Richard e Edward ficam rígidos e acenam firmemente com a cabeça, não ligavam para ficar de castigo, mas certamente não perderiam seus brinquedos.


-De volta ao treino! –Gina ordena e os meninos reassumem posição de combate. Ela se vira e acena em resposta a Draco que já saía.


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Ao chegar em seu escritório, Gina analisa o homem parado a porta. Tinha cerca de 1,80m, cabelos negros curtos, olhos também escuros, trajava calça jeans negra assim como a camisa de manga longa, as quais estavam recolhidas até o cotovelo, realçando os braços fortes. Porém o mais intrigante é o semblante, agressivo, irritado, talvez estivesse esperando há algum tempo.


-A porta é muito bem protegida, foi o Potter quem fez esse sistema de trancas, não foi? –Ele pergunta com uma voz grave e o tom baixo, parecia não se preocupar com o fato de ter tentando invadir um escritório de uma auror.


-Tentar invadir uma sala é crime, especialmente quando esta sala pertence a dois aurores. –Gina diz de modo firme, passando pelo homem e abrindo a porta apenas girando a maçaneta. O escritório era amplo e possuía duas mesas, ela caminhou para a sua deixando a bolsa sobre a mesa e sentando-se na cadeira, o homem havia entrado e estava de pé a frente da mesa.


-Não teria tentado se não estivesse atrasada para seu expediente. –A resposta curta e grossa a deixou com vontade de amaldiçoá-lo, mas se conteve.


-Meu expediente não se inicia quando entro em meu escritório ou acaso viu algum registro de ponto aqui dentro?  –Devolve mordaz, sem a mínima vontade de ser gentil ou prestativa.


-Apenas me diga onde posso encontrar o Potter e não precisará mais me ver. –Diz em seu habitual tom rude.


-E quem gostaria de saber sobre ele? –Pergunta sabendo que não deveria ser nenhum jornalista.


-Frank Miller, o caçador de comensais. –Diz com um sorriso presunçoso, como se aquilo quisesse dizer muita coisa.


-Não imagino o que um caçador de recompensas possa querer com meu parceiro, porém se ainda não sabe, ele está de férias. –Diz fazendo pouco da posição que ele ostentara.


-Eu não sou um caçador de recompensas, caço comensais! –Diz furioso, espalmando com força as mãos na mesa dela, o olhar furioso sobre Gina. –E eu sei que Potter está de férias e não está em casa, quero saber onde ele está.


-Novamente seu comportamento infringe a lei e se continuar serei obrigada a prendê-lo. –Gina diz deixando claro que aquilo não seria nenhum desprazer. –Quanto ao meu parceiro, já disse, está de férias e não quer ser incomodado. Agora dê o fora!


Nesse momento Gina sente a tentativa brusca e violenta de penetração em sua mente, porém já tinha a varinha na mão por baixo da mesa e rapidamente a usa para lançar um feitiço atordoante e outro estuporante, fazendo o homem se jogado contra a mesa de Harry.


-Até que você não é tão ruim. –Ele diz se levantando e a atraindo com força de modo que o pescoço dela ficasse firme em sua mão. Gina ficou surpresa, jamais havia visto algo como aquilo em um bruxo. –Agora quero que me diga onde o Potter está ou quebrarei seu pescoço.


-Frank Miller, é acusado de tentativa de invasão a um prédio governamental, desacato a autoridade e agressão a uma oficial. –Gina diz em tom formal, dando a ordem de prisão. -Vai apodrecer em Azkaban pro resto de sua vida. –Acrescenta irritada, pouco se importando com o aperto mais firme em seu pulso, onde sua varinha estava, ou o aperto em seu pescoço.


-Vou perguntar mais uma vez. Onde está Harry Potter? –Diz em um rosnado, nem um pouco intimidado.


-Assim que ele chegar, digo pra te visitar em Azkaban. –Diz com dificuldade, já mal tinha força para fazer qualquer coisa, porém ouviu o som de passos apressados no corredor e sorriu.


-Nos vemos novamente, vadia. –Diz a jogando no chão e depois sumindo, instantes antes de vários aurores entrarem no escritório.


-Gina, o que houve? –Tonks diz preocupada, se aproximando.


-Manda todos embora. –Diz ofegante, não apenas pelo enforcamento, mas pelo pulso que ele fizera questão de quebrar.


-Já está tudo bem, podem ir. –Tonks ordena e todos saem após uma última olhada, o semblante preocupado ao olhar para a colega de trabalho.


-Em todos esses anos nunca te vi dar o alerta, quando vi que vinha do escritório entendi menos ainda, mas não há dúvida de que te atacaram. –Diz ao ver as marcas vermelhas no pescoço de Gina, que colocava o pulso no lugar.


-O pior é que nem posso me vingar do desgraçado. –Urra irritada, com dor e frustrada. Tonks a ajuda a se levantar.


-Porque não? Quem fez isso e como saiu daqui? –Pergunta em tom prático, apesar da preocupação.


-Ele se transportou, do mesmo jeito que Harry e Hermione fazem, tentou entrar em minha mente com uma força absurda e ainda me atraiu para a mão dele como se eu fosse uma pedra, sem nem mesmo usar a varinha, ultrapassando meu escudo de proteção. O filho da puta é um Marrilin, não tenho a mínima dúvida.


-Um Marrilin? A troco de que estava aqui e porque atrás de você? –Pergunta efetivamente preocupada.


-O nome é Frank Miller, o cretino caçador de comensais. –Acrescenta ao ver que Tonks reconhecera o nome. –Ele queria saber onde Harry está, mas obviamente eu não disse, nem mesmo pensei no local.


-Fez bem. De todo jeito ele não vai desistir e é bom que todos que sabem do paradeiro dos Potter tomarem cuidado extra. Nada de ficarmos sozinhos, isso pelo menos ajuda um pouco enquanto Amon e os outros não voltam. –Tonks diz e Gina concorda.


-Aliás, melhor pedir pra Amon voltar logo, talvez ele cuide do assunto antes que Harry precise se preocupar. –Gina sugere preocupada.


-Pode deixar. Agora vamos até o departamento médico, você precisa ver essa mão. –Diz fazendo sinal para Gina a acompanhar, ao que a ruiva obedece, sentia-se de fato mal o suficiente para não tentar se curar sozinha.


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N/A: Olá, sei que demorei a atualizar, mas vocês já sabem sobre a minha monografia e a conclusão do meu curso. Enfim, aqui mais um capítulo, espero que gostem e comentem bastante.


N/A²: Finalmente a Jesse se transformou, o que acharam da forma animaga dela? Quanto ao Marrilin que apareceu, é o cara que ta na capa no posto de Defensor do fogo.


James V Potter: Dumbledore não tem um papel muito definido, mas fará umas pontas com seus sábios conselhos, não se preocupe. Realmente, a poção que o Harry e a Mione tomaram foi o que acelerou a transformação, eles não tinha muito tempo para deixar acontecer naturalmente. O Kieran “dá em cima” da Mione mais brincando mesmo, ele sabe que não tem chance e obviamente tenta ser o mais discreto possível para não irritar o Harry. Não vai demorar muito pro Voldemort voltar não, talvez de 3 a 5 capítulos.


Sirius Padfoot Black: Eu encurtei as férias para começar logo a parte de Hogwarts e também a do retorno de Voldemort, achei que era isso que você queria. Quanto ao desenrolar de shipper eu não posso falar nada, até porque não tenho isso muito definido na minha cabeça.


Ana Rita: Kieran é totalmente cara de pau rsrsrsrsrs. Assim como Harry, Jesse vai muito bem em lutas físicas, mas Ryan assim como Hermione tem uma vantagem com o uso de magia, que no fim das contas, é o que importa. Essa viagem a Rosevalley ao menos serviu pra dar bastante tempo a sós para Ak e Maat né, certamente eles aproveitaram bastante. Harry e Ryan não aprovariam ninguém pra namorado de Jesse, fosse quem fosse! Rsrsrsrs


mat: Dumbledore voltou na forma de “fantasma” como o Ak e a Maat, ele é um conselheiro ancião de um vizinho dos pais de Amon. Eu nunca sei quantos caps uma fic terá, só escrevendo para saber.


may33: Ak e Maat são mesmo irresistíveis rsrsrs. Agora, porque não gostou do Kieran? Ele é tão gente boa.


Lilly Rigotti: Como você bem definiu ela é um misto de Harry e Ak, algo talvez bem parecido com o pai do Harry. Ryan é tão lento e devagar quanto o Harry, então vai demorar para ele tomar uma atitude. Já a Jesse, não sei se pega o elfo não, vamos ver. Não acho muito o Harry e a Mione casal Disney, mas não se preocupa que o Ryan não vai se revoltar por causa de uma morte não, será outra coisa, mas mais ou menos no estilo Harry em Revenge.


Lady Midnight: O lugar é mesmo muito bonito e místico, apesar de eu não ter conseguido descrever tudo muito bem. Não se preocupe que não vou sumir com os adultos não, pelo contrário, vou tentar dividir bem e por vezes nem vou mostrar os adolescentes. A transformação não tem nada com a volta de Voldemort, isso vai ser visto mais a frente.


AK Pri: Huahuahua será que Papai Noel entrega? Não custa nada pedir né rsrsrsrs.


aninha: Que bom que está gostando, espero que fique cada vez melhor.


MiG.Potter: Resposta por número:


1)      É uma boa ideia, mas para isso o Harry tem que descobrir os dois.


2)      Eles são um possível casal, mas ainda tenho que ver se vai dar química, se os leitores vão gostar.


3)      Vai ter um certo draminha sim, mas não se preocupe. E eles estão de fato muito mais para Harry/Hermione do que Draco/Gina rsrsrs.


4)      Nem é preciso o autor se esforçar para H/H ser perfeito, é natural deles.


5)      Sogra e nora morando juntas nunca dá certo rsrsrs. E vou poder mostrar mais dos outros casais agora, no próximo cap. terá DG sim.


6)      A Camila parece, mas não tem tanta vocação assim não, aguarde e verá.


7)      É uma ideia, mas não aconteceria dessa forma.


9)      Ele não apanhou da Jesse, até o momento em que ela saiu de controle.


Danny Evans: Ak não é exatamente boa influencia para ninguém! Talvez por isso ele seja conselheiro da Hermione, ela precisava de alguém para dar um senso de loucura a ela. Não é que o Ryan tenha menos importância, é só que a Jesse ta no centro do “problema”. Quanto a cena do Ak com a Maat, bom, vou tentar fazer outras.


Ingrid Teixeira: Daqui pra frente os adultos aparecem mais e fica mais fácil ter cenas HH. Quanto a Kieran/Jesse, vamos ver.


Gawen J. McGray: Vou começar a escrever HT em breve, mas devo demorar um pouco porque será um capítulo tenso, muita batalha.


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