FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

45. o livro negro.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Eu continuei ensurdecida por um tempo até uma mão firme me sacudir. Eu não movi um músculo e permaneci com os olhos fechados. Minha barriga doía, meu peito parecia que ia liquefazer-se a qualquer momento, tamanho o ardor que eu tinha dentro dele. A mão fez o aperto mais forte e eu senti alguém abaixar-se ao meu lado e falar comigo, mas não ouvi. Não tinha coragem de abrir os olhos e contemplar o meu futuro morto.


- Roxanne! Roxanne, temos que sair daqui agora! – Eu ouvi Bryan gritar ao meu lado. Levantei os olhos pra ele, com cuidado para não ver Greg. Mas eu ainda segurava a mão dele. Vi que Beatrice estava ao lado dele com um corte profundo na bochecha e me olhando com súplica, pena e assombro ao ver Greg. Talvez ela sentisse tanto quanto eu. Havia fumaça pra todo lado e gente gritando. – Conseguimos achar os Livros Negros, temos que protegê-los a todo custo, e o melhor modo é... – Ele fez uma pausa pra proteger a cabeça com uma explosão errante acima das nossas cabeças que fez Beatrice se abaixar. Parecia aquelas fotos da Segunda Guerra Mundial que tia Mione nos mostrava. - ...saindo daqui!


- Precisa deixá-lo, Rox! – Disse Bia, que parecia ser a única além de mim que via o corpo de Greg ali. – Precisamos levar Lucy e Alicia pra fora daqui!


- Pra dentro de Hogwarts? – Bryan perguntou atônito. Ela negou com a cabeça.


- Pra fora do Hall! Levá-la pra parte subterrânea! – Bibs gritou. Eu arregalei os olhos.


- Tem um subterrâneo aqui? – Bryan gritou. É, essa nem eu não sabia.


- É óbvio que tem! Onde acha que ficamos da última vez?


- Última vez do que?! – Bryan continuava segurando meu braço, e eu continuava segurando a mão de Greg, que esfriava com o tempo.


- Ah, porra, você também não sabe nada! Me segue, traz a Rox! – E saiu correndo. Bibs lembrava muito o jeito de Cassie de resolver as coisas.


- Roxanne, vem! – Bryan gritou, me puxando, mas eu me recusei. – Roxanne, por favor, temos que ir!


- Não vou deixar ele aqui! – Eu gritei como uma criancinha mimada. Ele ajoelhou-se ao meu lado e limpou meu rosto da fuligem e poeira misturadas com lágrimas. Seus olhos eram os mais reconfortantes entre os homens (vivos) da Terra.


- Vamos voltar pra pegá-lo, ok? Eu prometo. Vamos voltar por ele, mas agora temos que salvar você, certo? – Eu olhei pra Greg uma última vez com horror. Parecia tão horrível deixá-lo ali; sei que ele não me deixaria. Mas era necessário demais. Eu tirei meu sobretudo e coloquei cuidadosamente em cima do corpo inerte de Greg, que estava com os olhos fechados, o rosto sereno: se eu não soubesse da verdade, diria que ele estava simplesmente dormindo. Me permiti olhar por mais um segundo e então me levantei, seguindo Bryan pelo caminho de Beatrice.


Ela foi pelo meio da guerra, ou seja, nós fomos pelo meio da guerra também. Tinha gente desacordada pra tudo que era lado – felizmente, mais do time Alicia/Lucy do que do meu time. Minhas irmãs estavam arrasando o inimigo. Ou, no caso, os inimigos.


Não vi nem sinal de Lucy e Alicia. Olhei em volta procurando, mas era difícil reconhecer qualquer um. Só então que vi que Beatrice estava com um livro preto debaixo do braço esquerdo, segurando-o como se fosse um filho. O livro era todo preto, até mesmo as páginas eram escuras. Não fazia ideia do que era.


Fomos por todo um caminho tortuoso a partir de uma porta que nunca tinha visto, sempre descendo, no escuro, onde tudo era meio úmido. Se duvidar tinha morcegos naquele caminho escroto. A minha maior sorte é que Bryan preocupou-se em tirar o casaco de couro dele e me dar. Era só um pouquinho maior que eu – ironia – mas eu dobrei as mangas. Ele andava atrás de mim o tempo todo, a varinha iluminada mostrando onde Beatrice estava. Ninguém falou nada pra mim, nem mesmo em sussurro. Eu procurava manter minha mente focada em salvar todo mundo e acabar com aquelas duas vagabundas. E a raiva de pensar que foram aquelas duas vagabundas escrotas, aquelas duas malditas filhas de uma puta, aquelas duas condenadas que mataram Greg só ajudava pra me focar em destruí-las. Matá-las não seria mais o suficiente. Eu teria que fazê-las sofrer.


- Chegamos. – Beatrice disse solenemente, abrindo uma porta preta de maçaneta dourada. A sala era mal-iluminada e não tinha muitos móveis: quatro poltronas viradas para uma mesa de carvalho escura no centro, um lustre enferrujado com velas idosas que já tiveram dias melhores. E nas paredes de papel de parede descascado, livros. Muitos livros, todos provavelmente milenares. Beatrice sentou-se em uma das poltronas e Bryan na outra. Ela acendeu uma vela em cima da mesa e pôs o livro ali.


- Sente aqui, Roxanne. – Bryan pediu, indicando a poltrona imediatamente ao lado dele. Eu sentei, quieta, e olhei com uma enorme interrogação pra Beatrice.


- Esse aqui é o Livro Negro. É a segunda Horcrux da nossa fundadora. – Aquela mulher tinha muitas Horcruxes. – Serve pra várias coisas, tantas que eu nem sei todas. Mas a principal é que por aqui, posso tirar todos os poderes que Alicia tem.


- Alicia tem poderes? – Bryan perguntou. Beatrice fez um ‘mais ou menos’ com a mão.


- Dentro da Irmandade, sim. Muitos. O que ela quer agora é o Livro Negro e Roxanne. Pra juntar os dois e deixar a Irmandade definitivamente nas mãos dela. – Beatrice disse, evitando olhar pra mim.


- Pra que ela quer tanto a Irmandade? Quer dizer, eu compreendo em parte, ser líder daqui traria muito pra ela. Mas começar essa guerra toda pra isso não faz tanto sentido.


- Faz se você for um Cunningham. Vê, Alicia entrou aqui por legado. A mãe dela era uma das Irmãs e a avó dela, antes. Acontece que existe uma cláusula no testamento da mãe da Alicia que diz que ela só receberá tudo se conseguir a liderança da Irmandade.


- Então é dinheiro a razão de tudo isso? – Beatrice sorriu de canto e abriu o livro. Era pesado e empoeirado. Procurou por algumas páginas e indicou o parágrafo com o dedo magrinho. Bryan aproximou-se para ver.


- Não. É isso aqui. – Ela disse. Bryan sorriu.


- Não acredito que isso está no poder dos Cunningham. Aliás, não acredito que isso aí realmente exista. Eu ouvia histórias sobre ela quando eu era pequeno. – Ele olhou pra mim, que provavelmente devia estar com uma baita cara de interrogação, e virou o livro pra que eu pudesse ver. Era uma foto móvel de uma garota, claramente loira e provavelmente parente de Alicia, que usava um colar com um pingente grande e redondo, com uma estrela de cruzadas no meio. Parecia algo muito, muito velho, opaco.


- O que é? – Eu perguntei com a voz fraquinha? A garota sorriu maldosamente para a câmera e ergueu uma sobrancelha, do mesmo jeito que Alicia faria. Bryan sorriu para a minha ingenuidade.


- Nunca ouviu falar do Pingente de Deinner? – Ele disse de um jeito que fez as covinhas das suas bochechas aparecerem. Beatrice não tirava os olhos do livro. Eu neguei com a cabeça, puxando as pernas pra cima da poltrona. – É um pingente criado por Chelsea Deinner, uma bruxa nascida há mais ou menos sete séculos. Talvez seis. A data é meio incerta. Enfim, ela era uma bruxa que dominava muito as Artes das Trevas, e de alguma maneira, concentrou muita energia negra nesse pingente. Algo que envolveu muito sangue, com certeza. Enfim, esse pingente concentra energia maligna até a alma, e potencializa muito qualquer feitiço, poção ou transfiguração que a pessoa fizer. Ou seja, se a Cunningham pôr as mãos nisso, vai potencializar os “poderes” dela dentro e fora da Irmandade. O que ela busca é poder ilimitado, que é mais ou menos o propósito do Pingente de Deinner. Há várias suposições sobre o que o pingente representava realmente pra Chelsea, mas basicamente é isso. – De repente ele parou, me olhando com os olhos castanhos cheios de vergonha. Mesmo no escuro, vi que ele corou levemente. Abaixou um pouco o rosto para o livro e pigarreou, franzindo o cenho.


- Cara, nem eu não sabia de tudo isso. – Beatrice disse, olhando pra Bryan com estranheza. De repente, a porta recebeu batidinhas. Batidas leves, cordiais, quase formais. Como aquele parente que vem almoçar na sua casa e não quer gritar seu nome lá de fora.


Uma, duas, três batidas.


- Pri-i-i-ma? – E eu me surpreendi apenas de a porta não ter explodido. A voz chata de Lucy do lado de fora, provavelmente acompanhada de Alicia. Eu nem me preocupei em pegar a varinha de Beatrice ou ir com Bryan. Me levantei e fui até a porta, abrindo-a sem nenhuma hesitação. A morte de Greg tinha mexido comigo e eu tava meio doida. Dane-se. Mal eu abri a porta, Lucy entrou na sala, os saltos altos – que eu lembrava exatamente quando ela tinha ganhado, em um desfile pra grife de roupas que a minha cantora favorita, Lullaby Smith, tinha lançado – estalando no chão de madeira morta, a cabeleira voando atrás dela. Entrou apressada, sem nem me olhar. – Poxa, prima, tinha que se enfiar aqui? Que caminhozinho nojento, vou te contar... Ei, e tem mais gente! – Ela exclamou como se fosse uma festinha adolescente. Eu fechei a porta sem pressa, girando a maçaneta e tudo mais. Me encostei na madeira rangente e cruzei os braços.


- E você não trouxe ninguém? – Perguntei, quase sorrindo. Ela fez um sinal de impaciência.


- Não, imagine. Eu não ia trazer ninguém pra se meter nisso, é coisa de família, sabe? Mas eu vi Louis. Ele ficou lá com a Alicia. – E sorriu. Filha da puta, ela sorriu. Eu arregalei os olhos. – Acho que ela deve estar cuidando dele agora.


- E todo o resto do pessoal? – Eu perguntei, tentando manter a voz estável. Beatrice e Bryan mal respiravam. Lucy deu de ombros.


- Imagino que fugiram. Dane-se. Amanhã tudo terá acabado. – Ela pegou a varinha rapidamente dentro da calça e, ao contrário de apontá-la para mim e me matar, como seria o normal, ela entregou-a para Bryan com um sorrisinho. – E ninguém vai lembrar.


- Ah, vamos ter uma batalha honesta, pela primeira vez? – Eu perguntei, me desencostando da porta, ligeiramente mais aliviada por ela estar desarmada. Ela deu de ombros.


- Você deve ter perguntas. – Ela perguntou, pondo as mãos na cintura.


- Só uma, na verdade. – Eu cruzei os braços novamente. – Por quê? Por que esse ódio todo? Por que toda essa insanidade? – Ela mais uma vez deu de ombros.


- Talvez eu seja insana, mas acho que matar você é o jeito mais fácil de conseguir o que eu quero. Só isso. Você sempre se pôs no meu caminho de várias maneiras diferentes, então... Sei lá. Prefiro você fora. – E sorriu. – Mais alguma pergunta?


- Não. – E eu já estiquei a mão, pronta pra cair na porrada. Percebi que as minhas unhas estavam bem grandes.


- Ótimo. Agora vamos ao que interessa, prima. – E quando eu vi ela puxando algo de dentro do sobretudo, seus olhos se arregalaram. Acho que, por um momento, ela entendeu o que estava acontecendo. Seus braços desabaram, batendo nos lados do seu corpo. Filetes de sangue escorreram do seu nariz enquanto ela me olhava por uma última vez e ela sorriu, antes de cair no chão aos meus pés. Atrás dela, com um olhar nada menos do que aterrorizante, estava Beatrice, olhando para o corpo inerte dela.


E na cabeça de Lucy, na parte de trás, havia o brilho de uma faca de prata, gravada em relevo com o nome Cassandra Jacklore.


- Isso foi pela Cassie, puta. – Beatrice disse, cuspindo as palavras. Ela esticou a perna e chutou o corpo de Lucy, que virou-se para cima, deixando seu rosto de lado. Ela abaixou-se e segurou o rosto dela pra cima, apoiando a parte de trás da faca no chão. – E essa é pela Sabby. – E, deixando a cabeça dela equilibradinha, ela pisou com força na testa de Lucy, criando uma cena que me deixa com arrepios só de lembrar: Lucy com a faca completamente enfiada no rosto, sangue pra todo lado.


Ela mereceu. Beatrice me olhou, o rosto com respingos do sangue da minha prima, sangue do meu sangue no rosto dela. Eu assenti com a cabeça e ela voltou para o Livro Negro. Eu olhei mais uma vez para Lucy e não me permiti ter nenhuma boa lembrança dela.


- Bryan? – Eu chamei em um quase sussurro. Ele levantou-se rapidamente e me olhou.


- Sim?


- Livre-se disso aqui, por favor? – Eu disse, chutando o outro lado de Lucy, para que o seu rosto deformado não ficasse pra cima. Ele assentiu e veio na minha direção enquanto eu ia na direção dele.


Ele me parou no meio do caminho e me segurou pelos ombros, abaixando o corpo levemente pra me ver melhor.


- Ei. – Ele disse com sua vozinha fofa. – Você tá bem? Eu ainda estou aqui, hein?


- Eu vou ficar bem. – Menti. – Em algum momento vou ficar bem. – Isso era verdade. Mas eu não achava que qualquer dia voltaria a ser bom.



Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.