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6. CAPÍTULO SEIS


Fic: Um Toque de Paixão


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No dia seguinte, ao voltar da igreja para casa, Gina encontrou uma mensagem de Harry na secretária eletrônica. Ela gostaria de caminhar pela Michaux State Forest?


Sim! Gina sentiu o coração saltar dentro do peito ao ouvir a voz de Harry, e seus dedos tremeram enquanto ela discava o número de seu telefone.


Quando atendeu ao telefone, Harry soou estranhamente tímido ao repetir o convite.


— Só tem um problema — disse ele.


— E qual é?


— Você terá de dirigir.


— Ora, eu não me importo de dirigir — respondeu prontamente. Se ela teria de dirigir para passar a tarde com ele, Gina poderia atravessar o país.


A caminhada foi agradável, estando o tempo ainda ameno. A trilha era espaçosa e linear, de modo que não apresentou dificuldades a Harry e Merlin. Contudo, a primeira metade foi quase completamente apenas subida, e quando eles finalmente chegaram a um platô, ela estava praticamente sem fôlego.


Mas Gina notou que Harry não parecia nem ter suado.


— Não é justo — disse ela. — Como você consegue fazer isso parecer tão fácil?


Ele sorriu. Usava uma calça jeans que envolvia os contornos fortes de suas coxas e — embora ela tenha tentado não olhar — moldava uma protuberância em seu zíper. Sua camisa de moletom verde-claro destacava a pele bronzeada e os cabelos negros. Gina teve de admitir que sua falta de fôlego não se devia apenas à subida.


— Exercício regular —justificou ele.


— Ei! Eu me exercito regularmente!


— Talvez eu apenas tenha naturalmente melhor forma física que você.


Ela resfolegou, mostrando-lhe sua opinião a respeito daquilo. Ele riu. Então virou-se e fez um gesto para a paisagem diante deles.


— Conte-me o que você vê.


Como você faz isso? — inquiriu, caminhando até o lado dela.


— Como faço o quê?


— Como sabia de que lado fica a vista?


— Eu bem que gostaria de dizer que posso senti-la, mas há uma explicação lógica. Nós subimos a colina e eu me virei para falar com você. Mas Merlin ainda está parado na mesma posição em que estava quando chegamos ao cume. E como já estive aqui antes, sabia que a vista aberta estava bem à frente e no topo da trilha. — Ele segurou a mão de Gina e entrelaçou os dedos com os dela. — Então, diga-me o que você vê.


Ela pigarreou, tentando pensar através da neblina de desejo que anuviava seu cérebro.


— Ah... agora quase todas as árvores estão desfolhadas e seus troncos conferem um tom meio prateado à montanha. É um dia bonito e o céu está muito, muito azul. Lá no fundo do vale, entre as duas montanhas, tem um rio, e como tivemos um verão úmido, o nível da água ainda está alto e há poças de brancura nos locais onde pequenas cachoeiras se formaram.


—  Imagens muito bonitas. Estive aqui com meu colega de turma da escola antes do acidente. Ainda consigo visualizar a paisagem, mas é agradável ouvir sua descrição. Realmente traz as lembranças de volta.


— O seu colega ainda mora nesta área?


— Ainda. É com ele que eu trabalho.


— Então foi isso que atraiu você a Gettysburg.


— Foi isso que me atraiu a Gettysburg — confirmou. Ele pegou a guia de Merlin. — Acho melhor começarmos a descer. Tenho um jantar marcado para esta noite. Na verdade, um jantar de negócios, e terei de cuidar dos preparativos.


Enquanto desciam a colina, ela se deu conta de que estava muito feliz. Ele não a convidara para fazer nada naquela noite, mas revelara o porquê, em vez de deixá-la na dúvida se haveria ou não outro encontro.


No  dia seguinte, ela se apresentou pela primeira vez como voluntária para trabalhar num restaurante comunitário local. Os outros voluntários eram, em sua maioria, aposentados que se conheciam há anos, mas receberam-na tão bem que, ao lavar e guardar o último prato do dia ela teve a impressão de estar ali há muito tempo. Quando souberam que ela dispunha de tempo e estava interessada em prestar mais serviço comunitário, prontamente recrutaram-na para o grupo que passaria o resto da semana entregando refeições a pessoas que não podiam sair de suas casas.


Ela suspeitou que Harry estava tendo mais uma semana muito atarefada porque não teve notícias dele por dois dias, e ficou feliz por também estar ocupada. Ela não recebera ainda nenhuma notícia sobre a entrevista de emprego na pré-escola. Na segunda-feira Gina compareceu a uma reunião da comissão executiva de seu grupo de biblioteca, onde aprendeu mais do que imaginara ser possível a respeito do custo de transferir textos históricos selecionados para CDs. Naquela noite, ela pegou uma escova que Harry mandara, junto com a comida de Edwiges, levou a cadela até os fundos do prédio e ali lhe aplicou uma escovada completa. Calculou que se guardasse todo o pêlo retirado de Edwiges, em um ano teria o suficiente para tricotar um suéter.


Gina teve sua primeira aula de piano na terça-feira. Naquela noite, estava fazendo um novo exercício de escala quando a campainha tocou. Quase quebrou o tornozelo ao correr até a porta, porque Edwiges disparou na sua frente e ela estava determinada a chegar primeiro. Mas decidiu que valera a pena quando abriu a porta para ver Harry parado no corredor, parecendo ridiculamente bonito e gostoso num terno preto com camisa branca e uma gravata cor de vinho de estilo conservador.


— Oi — disse ela.


— Oi. Ouvi música?


Ela fez que sim, e então lembrou de falar.


— Sim. Tive minha primeira aula de piano esta tarde. Gostaria de entrar?


Ele fez que não com a cabeça.


— Preciso voltar ao escritório. Mas eu me perguntei se você gostaria de me acompanhar a um concerto amanhã à noite. A apresentação será de um quarteto de jazz bastante conhecido.


—  Parece um ótimo programa. Eu adoraria — Harry acaba de me convidar para sair com ele de novo!


— Baterei na sua porta por volta das sete horas — prometeu. — O concerto começa às sete e meia, de modo que teremos tempo da sobra para caminhar até lá. Será na escola.


Na noite seguinte ele chegou pontualmente, e eles caminharam até a escola para uma noite de jazz. Merlin passou o tempo todo deitado aos pés de Harry, aparentemente adormecido.


— Eu não consigo acreditar que o Merlin não fica incomodado com a música — comentou Gina no intervalo.


— O casal que o criou quando filhote costumava levá-lo aos concertos de rock dos seus filhos. Desde então ele é fã de música.


— Um cachorro culto! — disse rindo.


Depois do concerto eles voltaram a pé para casa, para o prazer absoluto de Gina, Harry mandou Merlin ficar parado e a beijou diante de sua porta, explorando sua boca e puxando-a contra seu corpo rígido por tanto tempo que em dado momento ela teve de se afastar dele para respirar.


Ele encostou a testa contra a dela.


— Você é muito estimulante, moça.


— Obrigada — disse ela. — Acho.


— Estarei muito enrolado amanhã e na sexta-feira, mas se você quiser ficar comigo no sábado, estarei a seu dispor.


— Preciso fazer algumas compras de Natal nos shoppings de ponta de estoque — disse Gina. — Nada divertido, mas necessário. Se quiser, pode vir comigo.


— Seria ótimo. Você pode me ajudar a escolher presentes para minha mãe e minha irmã.


— Mas eu não as conheço! — protestou. — Como vou saber do que elas gostariam?


— Eu sei o que quero e os tamanhos delas. Você pode ser minha consultora de moda e cores.


— Posso tentar.


Na noite de terça-feira, Gina saiu para o corredor enquanto Harry abria a porta dele. Ela o convidou para jantar, mas ele teve de recusar porque teria de voltar ao escritório para uma reunião às 19 horas.


— Vai viajar no Dia de Ações de Graças? — perguntou Harry.


— Sim. Minha irmã me convidou e a minha mãe para o jantar. Será que você me deixaria levar Edwiges? Prometo que não vou deixar meu sobrinho e minha sobrinha atazanarem a coitadinha.


— Isso seria ótimo. — Ele estivera preocupado sobre como os dois cães iriam se comportar na casa de seus pais. O pai de Harry iria pegá-lo de carro no dia seguinte.


— Isso é ótimo! — disse ela. — Como só vou sair na quinta de manhã, vou dormir lá apenas uma noite.


— Não tem problema. — Ele se aproximou mais, enlaçou-a pela cintura e apertou-a gentilmente. — Venha cá e me dê um beijo de despedida.


— Até logo.


Quando os lábios dos dois se encontraram, Harry pôde senti-la sorrir.


Na manhã de quarta-feira, Harry teve de ir até o tribunal de Franklin County em Chambersburg, que ficava a quase uma hora de viagem. Não demorou tanto quanto o esperado, porque Harry pegou uma carona com um policial local que precisava ir até lá para um julgamento, e o sujeito dirigia como um corredor das 500 milhas. Mesmo sem enxergar, Harry percebeu que eles estavam se movendo muito acima do limite de velocidade.


O policial sintonizou o rádio numa estação de música clássica e começou a cantar bem alto, junto com a música. E desafinado! Harry não ficaria surpreso se Merlin, que estava viajando na traseira do utilitário, ao lado do cão de patrulha do policial, tivesse começado a uivar.


Quando passaram pelo desvio para a Michaux State Forest, os pensamentos de Harry imediatamente desviaram-se do caso que ele deveria estar revisando para o fim de semana anterior. Para Gina.


O passeio de compras no sábado transcorrera bem, na medida do possível. Ele odiava fazer compras desde que ainda enxergava. Mas, ao lado de Gina, fazer compras foi uma experiência bem mais agradável. Ela o ajudou a comprar seus presentes, e caso tenha se incomodado com o tempo extra que isso exigiu, não demonstrou. Na verdade, de todas as pessoas que ele conhecera, ela era uma das que lidavam melhor com sua deficiência visual. Como sua própria mãe, que ficava grudada nele sempre que ele a visitava, perguntando-lhe ansiosamente como poderia ajudá-lo.


Durante muito tempo Harry sentira-se incomodado com a atitude de sua mãe, mas agora simplesmente tentava ignorá-la, ciente de que sua irmã estava sentada do outro lado da sala, sorrindo. Sua irmã, Jeanne, casada e com duas crianças, costumava ser o objeto da necessidade quase compulsiva de sua mãe por ajudar, de como ela adorava a folga desfrutada quando ele vinha para casa.


Gina, por outro lado, jamais se via no dever de fazer qualquer coisa. Se ele precisava de ajuda, ela reagia com naturalidade. Quando não entendia alguma coisa, fazia perguntas adequadas. Harry tinha certeza de que Jeanne iria gostar dela.


Queria levá-la para casa para apresentá-la à família, talvez no Natal, embora ainda não houvesse lhe dito isso. Conheciam-se há três semanas. Apenas três semanas... E durante essas três semanas descobrira-se completamente despreparado para as emoções causadas pela mulher alta e de modos calmos que vivia do outro lado do corredor.


Harry estava caminhando por um saguão no segundo andar quando ouviu a voz de uma mulher.


— Harry?


Ele parou, instantaneamente arrebatado pelo passado, mas inseguro se estava imaginando coisas.


—  Olá?


— Harry. — A voz aproximou-se mais, e ele ouviu os passos leves de uma mulher. — E Cho. Desconfiei que era você, e então vi seu cachorro e tive certeza. Como vai? O que faz aqui?


Sentiu a mão de Cho tocar seu antebraço, e automaticamente levantou a sua para apertar a dela.


— Estou bem. Vim até aqui para cuidar de um caso. Como vai você? Faz muito tempo que não a vejo.


Ela se calou, e um momento de constrangimento transcorreu enquanto ela recordava claramente a, última vez em que o vira.


— Vim renovar meu passaporte. Cedrico e eu estamos querendo viajar até o Japão para visitar minha avó. Lembra dela?


Ele se lembrava. A avó de Cho era uma mulher pequena e vigorosa que viera passar o Natal aqui certa vez, quando eles ainda estavam na escola.


— Lembro. Ela vai bem?


—  Sim. Vamos até lá porque... Bem, estou grávida. O bebê nascerá em fevereiro, e queremos que ela o veja. Vovó não tem mais idade para viajar de avião.


— Parabéns — disse ele com um sorriso sincero. — Você estará bem ocupada no ano que vem.


— Sim. E mal posso esperar por isso. Estou torcendo por uma menina, mas sei que depois que tiver este bebê em meus braços não irei dar a mínima para seu sexo. — Sua voz borbulhava com entusiasmo, mas Harry notou tensão por baixo do tom alegre.


— Estou realmente feliz por você, Cho — disse Harry. — Queria apenas que as coisas tivessem sido diferentes. Eu fui um calhorda.


— Você não foi um calhorda — disse ela com um tom gentil. — Você era um homem lidando, da melhor forma que podia, com um acontecimento que mudou sua vida. — Sua voz mudou, adquirindo um tom provocante. — Claro que quem saiu perdendo foi você.


— Tem razão. Cedrico é um sujeito de sorte. — Ele sorriu. Embora suas vidas tivessem tomado rumos muito diferentes daqueles que haviam planejado trilhar juntos, Harry guardava lembranças felizes de suas juventudes.


— Esse cachorro é novo? Da última vez que o vi, você tinha uma golden retriever.


— Edwiges. Acabo de aposentá-la. Este aqui é o Merlin, e ele está fazendo um belo trabalho.


Harry contou-lhe mais sobre Merlin, e depois de mais algum minutos de conversa ela se despediu dele com um beijo na face.


Logo depois disso ele foi convocado para a audiência e não teve tempo de pensar no encontro até a viagem de volta para casa, ouvindo o policial Depree cantando "These Boots Were Made for Walking".


Quando chegasse em casa, seu pai, provavelmente, estaria à sua espera. Harry e Merlin iriam passar alguns dias na casa dos pais dele, que lamentava que Gina não pudesse acompanhá-lo.


E Harry subitamente se deu conta do quanto pensara em Gina nos últimos dias. Seu encontro com Cho não lhe causara qualquer sofrimento, como da vez em que fora até sua casa para dizer que a queria de volta... apenas para descobrir que ela havia se casado.


Não, dessa vez ele se sentira genuinamente feliz por ela. Harry agora tinha Gina, e a antiga mágoa desaparecera. Na verdade, era quase impossível comparar seus sentimentos juvenis por Cho com os que começava a nutrir por Gina. Diabos, ele estava realmente começando a pensar naquela palavra com "C"?


Casamento. Em sua juventude, considerara o casamento uma obrigação. Todo mundo crescia, se apaixonava e casava. Pelo menos essa era a visão simplista que tivera do mundo naquela época.


Gostara de Cho. Mas seu relacionamento fora baseado principalmente em atração sexual. Com Gina havia mais.


Eles tinham alguns interesses em comum e gostavam das diferenças entre eles.


Gina ficara feliz quando ele ganhara seu último caso; Harry ficara deliciado quando ela voltara a tocar piano. Ele tentava fazer com que ela risse pelo simples prazer de escutar o som musical, e apreciava o fato de que ela não via sua cegueira como uma coisa que o tornava inferior ou diferente.


Ele não fizera amor com ela... ainda... mas tinha certeza de que, quando fizesse, a explosão poderia ser vista na China. Então, sim, atração física, definitivamente, fazia parte da equação. Ele mal podia esperar para levá-la para a cama, porque seria mais um elo entre eles, além de a melhor coisa que teria acontecido com ele em toda sua vida adulta.


Desde que decidira afastar-se de Cho, Harry deixara de pensar em casamento. Mas, agora... agora o sonho tinha rosto e voz.


Podia imaginar-se morando com Gina, compartilhando os pequenos momentos que compunham uma vida a dois.


E filhos! Harry mal conseguia conter sua expectativa. Ainda não a pressionara, mas isso estava prestes a mudar. Tanto porque queria atraí-la para si com tanta força que ela jamais conseguiria se afastar dele, quanto porque sua paciência começava a se esgotar.


Harry queria saber tudo a respeito de Gina, mas ela era surpreendentemente reservada para uma mulher. Gina só dava informações sobre si mesma quando ele fazia perguntas diretas. Harry sabia que ela mantinha uma parte oculta para ele... e para todos.


Harry queria conquistá-la e mantê-la ao seu lado até que os dois estivessem bem velhinhos, sentados lado a lado em cadeiras de balanço na varanda da frente de um asilo. Portanto, ela precisaria abrir mão dessa pequena tendência a esconder coisas.


Como Harry previra, seu pai estava à sua espera quando ele retornou. E para sua profunda decepção, Gina não estava em casa. Ele não havia percebido até agora o quanto quisera apresentá-la a seu pai.


Edwiges latiu de dentro do apartamento de Gina. Ele falou com ela através da porta, antes de sair, sentindo-se vagamente culpado, embora soubesse que Gina já a amava e que tomaria conta da cadela tão bem quanto ele o faria.


Mas foi com alguma relutância que ele deu o comando "Avante" a Merlin e começou a sair do prédio atrás de seu pai.


O Dia de Ação de Graças na casa de CeCe tinha sido um redemoinho de desfiles, tortas de abóbora e crianças animadas que passavam o tempo todo pedindo para que ela brincasse com eles.


— Só mais uma vez, tia Gi? Por favor?


Como ela poderia resistir a isso? Sua sobrinha se afinou muito bem com Edwiges, principalmente depois que ela explicou que Edwiges era uma senhora mais velha e que provavelmente não gostaria de passar muito tempo correndo atrás de bolas ou pelo quintal.


No todo, tinha sido uma visita extremamente agradável. Como ela e CeCe não comentaram nada com a mãe a respeito do casamento mais recente de seu pai, o fim de semana foi bem tranqüilo. Elas tentariam segurar a informação até depois do Natal. Então, lhe contariam tudo, e com sorte sua fúria passaria antes do próximo grande encontro de família.


Na tarde de sexta-feira, depois de ter subido com sua bagagem, Gina bateu na porta de Harry, mas ninguém respondeu. Bem, ele devia estar trabalhando.


Mas ela não ouviu seus passos nem na sexta nem no sábado. Ele devia estar passando o feriado de Ação de Graças inteiro fora. Profundamente decepcionada, ela se flagrou contendo lágrimas várias vezes.


Mais uma vez ela parecia estar presumindo demais.


Ela lembrava vividamente da conversa que eles tinham tido sobre o Dia de Ação de Graças. Ela contara seus planos... mas não ouvira os dele. Em retrospecto, isso tinha sido um sinal bem claro de que ele não estava pronto para intimidade em um nível mais profundo.


E Gina disse a si mesma que não via qualquer problema nisso. Estava apenas decepcionada porque eles haviam passado muito tempo juntos.


Ela conversara com seu pai na noite anterior. Bem, principalmente ela havia escutado o pai falar pelos cotovelos sobre a noiva. Ele pensava que estava apaixonado. E realmente parecia. Mas ela sabia que não iria durar. O que a fez se perguntar se ela poderia confiar em seus próprios sentimentos.


Nesse momento, sentia-se profundamente atraída por Harry.


Ela podia sonhar acordada com uma casa com cercas brancas perfeitas, dois filhos e um utilitário na garagem. O cachorro era certo. Mas...


Eu não o possuo, nem quero possuí-lo.


Certo. Grande mentirosa.


Ela suspirou. Não podia negar que considerava Harry imensamente atraente...


Toc! Toc! Toc!


— Eu sei que você está aí dentro.


Breve silêncio.


Então os estrondos, que ela finalmente compreendeu serem as batidas altamente entusiasmadas na porta, recomeçaram.


— Abra, Harry. — A voz era de homem, grave e frustrada. — Acabo de ficar sabendo que Cho está grávida, e sei que ela lhe contou. Você está bem?


Gravidez? E que Cho era essa? Por que Harry ficaria irritado com isso? Ela subitamente sentiu um nó no estômago.


Oh, pare com isso! Deveria haver uma dúzia de explicações. Edwiges escolheu esse exato momento para começar a latir.


— Edwiges! — sussurrou Gina, tentando não deixar que o visitante soubesse que havia alguém ali. Mas a cadela não a atendeu. Ela correu até a porta e começou a ganir e a soltar latidos altos e agudos. Gina nunca vira a cadela comportar-se tão mal.


As batidas na porta de Harry pararam. E, então, Gina pulou de susto quando a pessoa no corredor transferiu o punho para sua porta.


—- Edwiges? É você, Edwiges? Ei, Harry, se está aí abra essa porcaria de porta!


Bem, se a cadela gostava dele, o estranho não poderia ser perigoso. Ela destrancou a porta.


No momento em que abriu a porta, Edwiges saiu correndo até o homem parado no corredor. Tão alto quanto ela, era ruivo, fortemente bronzeado e dotado de feições másculas, com sobrancelhas espessas sobre penetrantes olhos azuis. Se eles não estivessem em Gettysburg, ela juraria que ele acabara de chegar da praia com sua prancha de surfe.


— Ei! — exclamou o homem como saudação. Ele se ajoelhou, e Edwiges deitou de costas para que ele fizesse carinho em sua barriga. — Como está minha menininha? Sentiu saudades de mim, Edwiges?


Ele levantou os olhos para Gina e sorriu, aparentemente não se importando a mínima por ela tê-lo ouvido falar com a cadela como se fosse um bebê.


— Desculpe. Eu e Edwiges somos amigos especiais.


— Estou vendo. — Ela estendeu a mão direita. — Sou Gina Weasley.


Ele se levantou e apertou sua mão com firmeza por um momento.


— Eu sou Ronald Brikerman, Rony para os amigos. Harry e eu trabalhamos juntos. — Ele examinou-a descaradamente dos pés à cabeça. — Você deve ser nova aqui. O vizinho do Harry que morava aqui antes era baixo e grisalho e... certamente, não parecia nem um pouco com você.


Ela assentiu positivamente, insegura quanto ao que dizer, mas o amigo de Harry mal parou para respirar.


— Sabe onde ele está?


Ela fez que não com a cabeça.


— Harry já tinha saído quando cheguei na sexta-feira, e desde então não falei com ele.


O sorriso de Rony diminuiu um pouco.      


— Então, por que você está com a cadela dele?


—  Edwiges tem passado a maior parte do tempo aqui desde que me mudei. — E por que ela estava se explicando a este homem cujos olhos pareciam cada vez mais desconfiados? — Ela estava com ciúmes de Harry com Merlin, e parece preferir ficar aqui. — Ela se ajoelhou e chamou a cadela, que logo obedeceu e sentou ao seu lado. — Eu adoro ficar com ela.


A expressão de Rony relaxou.


— Entendo. Ele me disse que estava tendo alguns problemas em integrar Merlin na equação. Mas queria saber por que ele nunca me falou de você.


Ela deu com os ombros.


— Não há nada para falar. Ele é um bom vizinho. — E o meu nariz, provavelmente, está crescendo. Nada para falar uma ova.


Uma sobrancelha se levantou.


— Entendo.


Ela, sinceramente, esperava que não. Não havia nada pior do que parecer uma boba apaixonada, especialmente na frente dos amigos mais íntimos do objeto de seu afeto.


— Eu gostaria de deixar um recado para o Harry. Diga a ele que eu estive aqui. — Rony brandiu um celular. — Deixei mensagens de voz para ele o dia todo, mas ele não respondeu.


Então ele fez uma pausa e olhou intrigado para ela.


— Nós já não nos conhecemos? Você me parece estranhamente familiar.


Um alarme soou na cabeça de Gina.


— Não. — Ela levantou as mãos. — Muita gente fala isso. Eu devo ter um daqueles rostos comuns.


Rony ainda a estava examinando.


—  Talvez. — Então ele sorriu e estendeu a mão novamente. — Foi um prazer conhecê-la, Nova Vizinha Gina. Obrigada por transmitir meu recado a Harry.


—  Não tem de quê. Também foi um prazer conhecê-lo.


Mas enquanto conduzia a cadela de volta ao seu apartamento, Gina só conseguia pensar no que ouvira. Quem era a tal grávida, Cho? E por que Harry não gostaria de saber dessa notícia? Havia uma resposta óbvia: um homem que não queria ser pai não ficaria feliz em saber que uma mulher esperava um filho dele.



n/a: vejam a nova fic q comecei a postar hj (Modelo de sedução)!!! Bjus!!! E ótimo saber que estão gostando!!!

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