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28. O Capítulo


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 28 – O Capítulo


 


 


 


 


 


 


-Deite-se Hermione, foi um longo dia. – Ele disse baixo, sem querer prolongar-se em brigas ou palavras ásperas. Não quando poderia ter seu corpo perfumado e ainda quente do calor do banho, perto do seu.


Mesmo sem tocá-la, era deliciosa a sensação de proximidade.


Tanto, que descontraído, deitou-se sobre as cobertas, apenas com a parte de baixo, os braços atrás da cabeça, e sorriu, sem resistir a uma provocaçãozinha à toa:


-Está quente, não é?


Ela lhe lançou um olhar mortal e colocou o lampião sobre a mesinha, perto da porta, diminuindo a luz enquanto dobrava algumas roupas e colocava em uma gaveta. Procurava postergar o momento de deitar-se, mas cansada, não poderia ficar de pé eternamente, ainda mais com os olhos dele correndo sobre seu corpo.


Apagando a chama ela tateou no escuro até encontrar a cama e subir nela. O ingrato sabia o quanto seria difícil achar seu lado sem usar o lado dele! E talvez fosse esse seu plano, desconcertá-la até a loucura!


Irritada, engatinhou no colchão, até achar o travesseiro. Ajeitando-se embaixo do fino lençol precisou puxá-lo, pois ele estava sobre ele. Usando de mais força, liberou uma parte para si e ouviu seu riso na escuridão.


Sob a proteção do véu negro a sua volta, ela se permitiu sorrir.


-O que faremos com esses dois?


Ele falou baixinho para o vazio, e ela se perguntou se falava com ela, era estranho e novo conversar na escuridão, sobre uma cama, com um homem.


-Tratá-los bem e mandá-los embora?


Ele riu na escuridão, e ela quase o acompanhou, pois não dissera esperando ser engraçada, mas era bom saber que ele achava graça do que os outros achavam ser grosseria.


-Sim, mas deve estar preparada para algo constrangedor – Ele disse, esperando não sobressaltá-la.


-Do que está falando?


A voz feminina no vazio do quarto o deixava em alerta sobre o quanto era homem, e sobre o quanto a desejava.


-A parteira pode fazer exames que ultrajariam uma senhora casada. Não haverá desculpa para negar-se a comprovar a consumação do casamento.


-Como assim? – Havia uma nota de horror em sua voz e ele explicou calmamente, sem compreender o porquê disso.


-Advoguei na capital, e participei de vários casos de disputa de terras. Normalmente, quando é um casamento falso, os noivos recusam o exame de um médico, pois marido algum é obrigado pela lei a expor a esposa ao olhar e toque de outro homem, mas muitas vezes, banqueiros e juízes se valem de artifícios, como o uso de parteiras, para confirmar as fraudes. Se amanhã Ford tocar nesse assunto, tente não ficar irritada, ou mostrar grosseria. Será um momento constrangedor, mas, depois ficaremos em paz. – Havia decepção em sua voz, e ela notou.


-Em paz...?


-Sim, depois que ela confirmar que foi deflorada, eles irão embora, e não haverá mais razão para nos perturbarem!


Mesmo convicto havia desânimo em sua voz, visto que ela pertencera a outro. Tomando seu súbito silêncio mortal como confirmação, ele ficou a pensar no infortúnio de desejar uma mulher que tinha paixão por um estranho, mas era incapaz de olhar para o próprio marido!


-Ford pode... – Sua voz soou no escuro, quase o assustando -... Ficar com a fazenda caso... Oh...


Não era uma pergunta e ele se perguntou por que estaria pensando nisso.


-Espero que não tenha a boa idéia de encher-se de pudores e não permitir a confirmação! – Ele reclamou, ficando irritado com tantos melindres.


Hermione moveu-se na cama, e ele esperou que se virasse e dormisse, mas ela moveu-se demais, e quando ouviu seus passos no chão, estreitou os olhos, até ver a chama do lampião sendo acessa e sua palidez surgir de pé, no meio do quarto, olhando para ele.


-Não deve sair do quarto, eles vão estranhar – Ele reclamou, mas ela não disse nada, engolindo em evidente dificuldade.


As palavras estavam travadas em sua garganta, tamanho o nó que havia se instalado ali desde que ouvira suas palavras. Medo, sim, medo de perder a fazenda a qual vivera toda sua vida, e era seu único porto seguro, e um medo ainda pior, de perder a vida que tinha agora, e que por mais que jurasse odiar, ainda assim, era a vida que pedira a Deus todas as noites nos dias de infortúnio e tristeza!


-O que foi? Está passando mal? – Ele sentou-se na cama, e quando ela ergueu o olhar em sua direção assustou-o pela gama de sentimentos que havia ali.


-Menti!


A palavra ecoou no ar se perdendo na noite e na luz fraca que os envolvia. Se fosse outra mulher, pediria ao menos uma dica sobre a que se referia, mas vindo de Hermione, a quem prestava atenção até nos mais insignificantes movimentos, ele soube incisivamente, e foi como se tirasse um peso de seus ombros.


-Volte para a cama Hermione!


-Não! – Ela disse seca – Menti sobre...


-Sei sobre o que mentiu – Ele disse seco, mas por dentro dando cambalhotas de felicidade – Apenas se deite e durma, veremos amanhã o que acontece.


Sádico, jogava toda a responsabilidade e culpa sobre ela. Surpresa, Hermione o fitou pensando se ele não sugeriria nada mesmo.


-Não posso perder a fazenda! – Ela disse com uma ponta de desespero na voz.


-Gastei tudo que tinha aqui, e terei que recomeçar do zero. Assim como você. – Cínico, ele pensou. Era um calhorda!


Não queria depois ser acusado por ter sugerido algo que a contrariasse.


-Porque mentiu Hermione? – Teve que perguntar.


-Porque não me deixava em paz – Ela respondeu com a franqueza de sempre.


-E achou que isso me afastaria? – Era bem típico dela, pensou - Não fique tão preocupada, podemos morar um tempo na casa dos meus pais. Depois, consigo meu trabalho de volta e terá que se acostumar a trabalhar na cidade grande. Não será o fim do mundo.


Ela arregalou os olhos a mera sugestão de ir a Londres, ou talvez, fosse apenas surpresa por ele insinuar que não ficaria sozinha no mundo. Olhando-o desconfiada, ela falou com voz séria e seca:


-É possível consumar o casamento rapidamente?


Nossa! Quanto romantismo, ele pensou, amargando aquela verdade, mas por outro lado, controlando-se para não gritar e pular como um garotinho que ganhara um brinquedo desejado de Natal!


-Sim, é preciso apenas um momento – Ele engoliu em seco, sem conseguir conter o desejo avassalador que o percorreu ao olhar para ela, e sua expressão pensativa.


-Uma vez, me prometa, será apenas uma vez!


Havia fúria e ordem em sua voz, e era uma pena que não soubesse, mas em troca de amá-la, seria capaz de oferecer a própria alma em sacrifício! Tudo que desejasse!


-Tem minha palavra! – Disse no mesmo tom sério, e esperava conseguir ocultar a empolgação.


-O que espera que eu faça?


Era uma pergunta e tanto, ele pensou; a resposta saltando aos seus lábios, mas a contendo. Esperava que despisse a roupa e ficasse de quatro para ele. Ou então, deitada com as pernas abertas, ou quem sabe ainda, de joelhos o levanto em seus lábios? Tinha muitas respostas para sua pergunta!


-Deite-se, é apenas o que precisa fazer - Ele disse docemente, saindo da cama e lhe dando espaço para deitar em seu lado da cama.


Hermione deitou-se e se cobriu, escorregando para o meio da cama, muito perto da parede, e ele deixou, pois não desejava brigar logo agora!


Ele colocou o lampião ao lado da cama sobre um móvel e notou seu olhar e sorriu para acalmá-la:


-Não se importe com a luz – Pediu.


Ela conteve a vontade de responder que preferia mil vezes ver o que estava acontecendo a ficar no escuro a sua mercê!


–Onde colocou sua arma? - Ele perguntou tentando aparentar desinteresse, não desejando acabar com um tiro na cabeça ao menor toque!


-No armário – Ela disse, apontando o guarda roupas e ele sorriu aliviado.


–O que vai fazer? – Perguntou quando ele tencionou baixar a calça justa do pijama.


-É preciso que eu tire isso – Ele explicou e ela afastou o olhar, enquanto a roupa descia para o chão.


Estava nu, no mesmo quarto que Hermione e nunca se sentira tão distante dela. Mais isso mudaria, pensou, no momento que a tivesse, isso mudaria!


O corpo em brasa deitou-se e tocou seus cabelos, mas ela se afastou.


-Preciso estar sobre você – Ele avisou, começando, bem de pouco, a se irritar.


Era um sentimento que nunca antes trouxera para a cama quando junto de uma mulher!


Ela apenas concordou com um aceno e ele subiu sobre seu corpo, sentindo-se um gigante. E não foi apenas isso que sentiu. Sentiu um aperto no estômago ao constatar que Hermione não estava abalada.


Tirando certo asco em sua face, não havia sinal de abalo.


Como poderia ter nojo dele?


-Hermione, olhe para mim – Pediu e ela olhou em seus olhos, evitando baixar os olhos e ver seu corpo – Sabe quem sou, e não me confunda com o homem que cometeu tantos atos desprezíveis contra sua família – Alertou e notou sua expressão mudar, talvez um pouco mais suave.


Incentivado, desceu as mãos para seus quadris arredondados, sentindo seu corpo enrijecer, cada músculo tenso, e tocou a barra da camisola, tencionando subir o tecido e tirá-lo de seu corpo.


-Não é necessário! – Ela disse com voz controlada.


-É claro que é necessário! – Ele reclamou.


-Não, não é! Apenas faça o que tem que fazer! – Ela elevou um pouco a voz e a fúria em seus olhos cor de mel, fez eco à fúria que surgiu no olhar dele.


Mesmo naquele momento, ela o rejeitava.


Então era isso, seria do jeito mais difícil, o único jeito que ela conhecia na vida! Se quisesse sofrer, azar o dela!


Decidido, sungou o tecido sem muito cuidado até a altura das coxas, separou sua coxas e se colocou entre elas, segurando sua cintura, quando tentou se afastar.


Foi quando lhe segurou a cintura que notou o quanto pequena era. Minúscula, perto dele. Hermione tinha ossos muito frágeis, e mesmo seu peso poderia machucá-la, não era apenas magreza excessiva, era seu físico delicado e suave.


 Ele, uma pedra gigantesca a esmigalhar uma delicada flor. Esse pensamento o fez sentir-se um lixo.


Olhou para sua face e sua decisão estremada em não querê-lo. Era uma menina que não sabia nada da vida. Tinha dezessete anos, e muitas marcas em seu frágil coração, e seria essa noite, talvez, uma das mais dolorosas lembranças, caso ele agisse como ela, ditado pela raiva.


-Não posso fazer desse modo – Ele alertou, se afastando um pouco, e fazendo-a lançar-lhe um olhar desconfiado.


-Juanita achou mesmo que não conseguisse quando não demorou no saloon – Ela alfinetou.


-Juanita que cuide de sua própria vida! – Ele quase gritou ofendido. – Não posso machucá-la desse modo. É a primeira vez, e vai sofrer além do necessário!


-Não me importo! – Ela disse brava.


-Mas eu me importo! Como posso deixar machucada por dias a mulher com quem vou passar o resto da minha vida, apenas por ela ser teimosa demais para aceitar as coisas como elas são?!


Um pouco surpresa, por sua explosão, ela não disse nada.


-Hermione, alguns poucos beijos e estará preparada. – Ele barganhou.


-Não quero! – Ela disse sincera.


Não era fácil também para ela, e se fosse outra mulher, estaria aos prantos. Mas não Hermione. Ela não chorava, apenas o feria com sua indiferença e rejeição!


-Prefere a dor e o desconforto? – Insistiu, notando que ela engolia em seco, em dúvida.


Sem notar, ela dobrou uma das pernas, e vê-la a sua disposição, tão sensual, e ao mesmo tempo tão sensível, era uma dádiva e ao mesmo tempo uma maldição.


-Olhe para mim, Hermione – Pediu baixo e rouco – Olhe para o meu corpo.


Era um pedido, mas soou como uma ordem, e ela se negou.


-Não é preciso, é um homem, já sei disso!


-Meu Deus, como é difícil mulher! - Ele indignou-se, frustrado. – Tem idéia do quanto mais fácil seria tomá-la de uma vez e saciar a vontade que sinto desde que nos casamos? Porque acha que estou tentando te convencer? Vai ficar machucada!


-Eu já disse que não me importo! – Ela insistiu, tencionando se levantar, mas ele a segurou presa na cama.


-É mesmo? Tem certeza? – Havia algo possessivo em seu olhar e ela respondeu o rosto tão perto do seu.


-Tenho!


Ele estava sobre ela novamente, segurando seus braços com força e os rostos muito próximos, muito enraivecidos.


-Vai ser como você quer!


Era um último aviso, e ele afastou suas pernas, usando o quadril, e posicionou-se. O tecido da camisola estava incomodando, meio preso entre suas pernas, e quase o impedindo de achar o caminho, mas ele achou.


Ela queria dor e desconforto, pois bem, era o que lhe daria!


Sentindo-se um estuprador, ele parou um segundo, olhando em seu olhar assustado.


Sem esperar que voltasse atrás, guiou uma das mãos para seu sexo, e apontou-o na direção decidido a cometer a maior maldade que um homem pode cometer contra uma mulher: ferir sua sexualidade.


Erguendo o olhar para ela, soube que não adiantava falar. Com Hermione não adiantava falar!


Aproveitando que os rostos estavam tão próximos, beijou-a, cobriu seus lábios com desejo, mas ela virou a cabeça para o lado impedindo-o. Segurando-a ele tentou mais algumas vezes, esquecendo a penetração que ainda não acontecera, para tentar beijá-la.


Enquanto se afastava e se debatia, ele acabou rindo. Seu riso a fez parar e encará-lo como se fosse um louco.


-Tornou-me um velho ranzinza perto de enfartar no enlace das núpcias – Ele disse baixo, referindo-se ao excessivo esforço que o tal homem das histórias da Sra.Barth fizera!


Ela relaxou sob o peso da brincadeira e corou, e ele aproveitou para acariciar sua face.


-Não me torne um desses homens Hermione – Pediu baixo, numa nova tentativa de beijá-la.


-Não quero um beijo seu – Ela avisou – Não quero que me beije daquele jeito! – Referiu-se aos beijos roubados das últimas vezes.


-Ah, mas eu já te beijei de outra forma - Ele disse deliciando-se com sua surpresa – Enquanto dormia nos meus braços, eu encostei meus lábios nos seus, e sequer sentiu. Foi assim – Ele disse, escorregando os próprios lábios sobre sua bochecha. – Posso mostrar como foi?


-Não... – Sua voz soou mais fraca, mais insegura e ele tentou de novo.


Não foi mais que um selinho. Um roçar de lábios. Mas quando se afastou ela estava desconcertada.


-Mais um Hermione – Ele pediu – Apenas para que esteja preparada para mim...


Sim, confundi-la funcionava melhor do que enfrentá-la.


-Seu corpo ficará mais quente, sua intimidade úmida, e então, poderei entrar sem feri-la – Ele explicou enquanto beijava sua face, sua testa, a extensão do nariz, das bochechas. Molhou seu queixo e deslizou para seus lábios, que entreabertos de surpresa o receberam suaves e inocentes. – Não me morda... – Avisou.


Aliviado, ele beijou-a com carinho e ternura, para não assustá-la com o tamanho da paixão que o assolava e esse carinho mexeu com ela.


Sim, Hermione não pode negar ou dizer não, apenas o deixou beijá-la, era diferente das duas outras vezes. Ele era gentil e doce, e ela deixava o que lhe permitia sentir, e absorver tudo daquele momento.


O quão quente era o interior de sua boca, o quão macio e escorregadio era o contato com sua língua, o quanto eletrizante eram as duas línguas se tocando e se testando. Ele provocava, recuando e acariciando seus dentes e o céu da boca e quando aprofundava novamente, duelando com sua língua, não apenas tirava seu fôlego, como sua paz.


O corpo másculo estava sobre o seu, e além de absurdamente pesado, era tentador. Os quadris estreitos entre suas pernas, sua masculinidade empurrando contra o tecido de sua camisola, o corpo serpenteando sobre o seu, as mãos graúdas em sua cintura, e agora, subindo até encontrar seus braços e a guiar para um abraço. Ela até colaborou enlaçando seu pescoço, os dedos agarrando os cabelos ruivos e amassando os fios sedosos, numa carícia não percebida.


Ele pressionou o sexo contra sua pélvis e saboreou o estremecimento que a perpassou. Hermione não lhe era indiferente, e essa certeza o encheu de autoconfiança. O beijo acabou quando ambos precisaram de ar, mas ele não deixou que ela tivesse tempo para pensar. Prosseguiu, beijando seu pescoço e descendo em direção ao colo, enquanto suas mãos buscavam a barra da camisola e a erguiam de uma vez só.


O tecido subiu, e espalhou os cabelos castanhos por todo o travesseiro e ele admirou o efeito, notando que era observado. Arfante, ela esperava por mais. Por mais que negasse, ela esperava por mais, e ele estava ansioso por lhe dar mais e mais!


Aspirando o perfume daqueles cabelos ele deslizou a língua por seu pescoço, molhando a pele e arrancando gemidos involuntários. Esse som foi direto para seu sexo, que relegado em segundo plano, exigiu atenção. E Hermione lhe deu atenção, mesmo que involuntariamente, ao se mexer e sem querer, roçar a barriga em seu comprimento.


Ela ficou tensa e ele sussurrou:


-É assim mesmo.


Olhos nos olhos, ele achou que ela tinha perguntas, mas não as faria.


-Você é linda! - Ele olhou seu corpo, admirando agora de perto, o que sempre via na semi-escuridão de um lampião. – Ainda mais linda de pertinho...


Pensou ter visto um sorriso em sua face, mas esqueceu-se de tudo quando ela tentou se ajustar embaixo do seu peso, e isso provocou um profundo gemido nele.


Ela se assustou e ele segurou sua face, notando suas narinas dilatadas, a respiração difícil, os lábios separados. Ela estava assustada, ou excitada. Ou quem sabe, os dois?


-Faça de novo! – Pediu, e viu seus olhos se arregalarem, antes de seu pequeno quadril se mexer sob ele.


-Oh! Você é deliciosa! – Ele gemeu antes de reivindicar sua boca em um profundo beijo molhado.


Hermione não pensou em afastá-lo, embora sua mente a mandasse fazer exatamente isso, e em dado momento, sua mente se desligou até que sentiu aquelas mãos enormes em seus seios. Soltou-se de seu beijo incrédula, e ele desceu a cabeça diretamente para seu peito, abocanhando um mamilo, que sugou com força e avidez, causando nela um choque de prazer.


As mãos apertavam e erguiam ambos os seios, enquanto ele deixava de sugá-lo para lamber o mamilo do outro seio, passando a língua, mordiscando e então, sugando ávido do mesmo modo que fez com o outro. Nada satisfeito, ele voltou para o outro, e tomou-o na boca mais um pouco, passando o braço por suas costas, quando ela arqueou as costas em sua direção oferecendo o quadril para seu corpo aprofundar o carinho.


Em sua inocência, ela não compreendeu sua intenção ao descer a língua por seu umbigo, enquanto suas mãos separaram suas pernas, largo o bastante para o que pretendia.


Ela ficou tensa e tentou afastá-lo quando notou sua atenção demasiada, num misto de vergonha e medo. Queria ter sua arma, para impedi-lo de prosseguir! Mas não tinha!


E suas mãos, que antes sabiam bater e empurrar, agora sabiam apenas correr pelas costas largas e impressionantes, segurando-se como a uma tábua de salvação!


-Não faça isso! – Ela pediu baixinho, o rosto contorcido em medo e vontade, e ele desistiu voltando a beijá-la, apenas por não querer magoá-la, muito menos retroceder ao pequeno avanço que fizera com sua adorada esposa.


Sua mão seguiu pelo caminho que fizera com a boca, e tocou-a entre as pernas, lançando um olhar para baixo, para finalmente ver com clareza o recanto que vinha tirando seu sono!


Com as mãos, sondou-a, notando o quanto estava úmida e pronta. Era um vale escorregadio e rosado, pouco oculto pelos poucos pêlos castanhos, sua inocência protegida pelos lábios carnudos e deliciosos que cobriam sua entrada. Era perfeita, e ele desejou se afundar dentro dela sem pensar nas conseqüências!


Hermione sentiu vergonha, mas também, sentia orgulho, pela forma como era observada. Desejo, paixão, não sabia o que era isso, até estar deitada sob aquele homem!


Reivindicando o que era seu, posicionou-se entre suas pernas, e ela desejou se cobrir, levando uma das mãos para tapar a visão, mas ele afastou-a, pondo sobre seu peito.


Hermione assistiu a própria mão correr sobre aquele peito largo e sem notar juntou a outra, acariciando e sentindo os contornos tensos e rijos. Seus olhos desceram pelos ombros largos, e desceram pelos músculos peitorais, pelos bíceps, e tríceps, pelos mamilos masculinhos, aos quais correu os dedos sobre, ouvindo seu gemido agoniado, e então pelo umbigo côncavo e fundo, que levava a uma penugem muito leve, avermelhada, que seguia em direção a sua virilha, onde ela arregalou os olhos vendo pela primeira vez algo da anatomia masculina e entendendo porque temia feri-la.


Era enorme! Um homem terrivelmente grande! Os quadris eram estreitos e as nádegas rijas e perfeitamente masculinhas, assim como as coxas cobertas de pelos avermelhados, mas seu sexo, era de longe o mais impressionante. Longo, grosso e ereto, apontava para sua barriga, como um monumento ao poder feminino.


Sua mão quase o tocou, mas ela retesou-a a tempo, olhando para ele com olhos brilhantes.


Ele soube que era agora ou nunca, pois se lhe desse tempo para pensar, ela pararia!


Dobrando o corpo sobre o dela, guiou-se a sua entrada, forçando de leve. Como por magia, resvalou para dentro, sem dificuldades. Gemeu como um garoto inexperiente, ao sentir o calor e a umidade que o circundava e ouviu seu gemido de rendição. Mais um pouco, decidiu empurrando quase convencido que seus medos eram infundados, ela não sentia dor, mas foi uma sensação que durou pouco. Ali estava à prova incontestável de sua inocência, a barreira, impedindo sua passagem.


Hermione tinha fechado os olhos para desfrutar da deliciosa sensação de ser penetrada, quando ele parou e ela arregalou os olhos ao sentir algo percorrê-la da cabeça aos pés. A dor estourou sobre seu corpo trêmulo de prazer, quando ele forçou mais um pouco.


Terrível e mortal, ela sentiu-se ser rasgada e conteve a exclamação de dor, até quando se tornou insuportável e gemeu, pedindo que parasse.


-Só mais um pouco – Ele implorou, pois não podia mais parar.


Rezando para que passasse logo, Hermione sentiu quando ele começou a sair e agradeceu pela trégua, mas durou pouco, ele investiu com precisão e força, rompendo seu hímen e causando a dor física mais intensa que já sentira na vida.


Apertou as unhas em suas costas, e quis gritar, mas ele abafou suas lamúrias com um beijo. Havia parado de se mover, imóvel, esperava por ela.


Hermione sentiu a dor ir embora, e o membro pulsar dentro de si, assim como o contato do peito contra seus seios, era deliciosamente excitante. Se eram um só? Não. Eram mais que isso, eram dois corpos fundidos em um!


Ele fechou os olhos quando sentiu um aperto no sexo. Ela o apertava que era o inferno! Estreita e apertada, isso o matava de vontade de continuar, mas tinha que esperar que estivesse mais calma.


Achando ter controle o bastante, ele dirigiu os dedos para aquele ponto especial onde uma mulher sente prazer, roçou os dedos sobre o clitóris que se escondia entre os pelos macios. Ela afastou os lábios de seu beijo e gemeu, incentivando-o sem saber.


Quando Rony moveu os quadris saindo totalmente de seu corpo, ela abriu os olhos, apavorada com a idéia de ter acabado. Sentia em cada poro um pedido por mais, embora não soubesse que mais era esse. Ele não podia parar!


Antes que pudesse verbalizar seu medo, ele voltou. Preenchendo-a totalmente, ele voltou. Com um gemido profundo, penetrou-a fundo. Sentiu bater em seu útero e regressou indo e vindo lentamente, para não machucá-la.


Para seu total desespero, ela passou uma perna por seu quadril, e isso a abriu mais, facilitando as investidas e o ritmo aumentou.


-Hermione... – Ele resmungou contra seu ouvido, deitando-se totalmente sobre ela, os cotovelos apoiados nos travesseiros ao lado da cabeça de Hermione.


Esse movimento aprofundou o contato, e ela sentiu-se dominada e prensada de uma forma deliciosa. Ele ia e vinha e ela o acompanhava tentando não perder o ritmo, e arranhou seu peito, quando ele ficou mais furioso, rápido e fundo. As mãos delicadas correram por suas costas, sem saber que esses arranhões e apertos o levavam a loucura. Ele sentia o peito roçar nos mamilos duros e desejou ser menos calhorda e pensar mais nela. Colocou uma das mãos em seu quadril, forçando mais contra ele, e agarrou um seio jovem, apertando e apertando, até ouvir seus gemidos aumentarem.


Forte, sim, era forte e intenso. Era a realização de um sonho e era a coisa mais linda pela qual ele já passara sobre uma cama.


Assim colados, Hermione afundou o rosto em seu pescoço, corada, perdida e entregue, beijando e pele que achou ali e mordiscando seu ombro.


Foi quando ele agarrou seu quadril e a obrigou a parar. Arremessando-se diversas vezes com a fúria da paixão, ela abriu os lábios, sufocada pelas sensações, consciente de cada cheiro, cada toque, cada penetração, os músculos retesados, tensos, esperando por algo, e esse algo crescia mais e mais em seu ventre e fazia os dedos dos seus pés se contraírem e sua vagina se contrair ainda mais, tornando as entradas quase impossíveis, mas ele não parava.


E foi nesse enlevo que ela gritou, mordendo seu ombro com força, Hermione gritou, quando o orgasmo atingiu seu corpo como um chicote sobre a pele.


 Era a sensação mais grandiosa e deliciosa que já sentira na vida.    Uma descarga elétrica correu sua pele e a tornou uma cavidade funda, molhada, quente e apertada. Rony mordeu os lábios sufocando o grito, mas deixando um rugido escapar quando seu orgasmo o levou ao seu. Suas contrações, seus tremores internos, tudo isso o fez viajar, e perder a compostura e o cuidado e se arremessar como um louco, até sentir seus testículos apertarem numa sensação profundamente forte, e o prazer soterrá-lo em uma camada de suor e luxúria.


Hermione mal se recuperou quando ele tremeu sobre ela, despejando em seu corpo jatos de um líquido viscoso, que escorria pelas suas pernas, quanto mais ele insistia em penetrá-la, apesar de ter terminado.


Nunca teria fim, eles pensaram juntos; aquilo não podia ter fim.


Mas teve, aos poucos, o ritmo morreu, e os corpos pararam.


Hermione estava completamente espremida sob o peso de seu corpo, ele notou, se movendo e não conseguindo, pois ela segurava-o fortemente pelas costas, com suas mãozinhas delicadas, porem ásperas do trabalho forçado dos últimos anos. Não desejava afastar-se, mas ela respirava pesadamente, e ele não queria barrar-lhe o ar de que tanto precisava. Rolando para o lado, ele lamentou quando os corpos se separaram, sentindo uma fisgada no ombro direito, notou que fora mordido.


Lembrava-se disso e do prazer que lhe trouxera sentir os dentes perfeitos mastigarem sua pele no âmago do prazer. Por outro momento desses, deixaria até arrancar-lhe um pedaço!


Sorrindo na quase penumbra, ele a puxou para seu peito e Hermione não o impediu, encaixando-se na curva de seu pescoço, nua, suada e satisfeita.


-Durma! - Ele sussurrou quando notou que ela olhava para ele esperando que dissesse algo – Amanhã falamos.


Ela queria agradecer, pois se sentia incapaz de defender as próprias convicções naquele momento.


Exaustos, e mais próximos como nunca, ambos adormeceram.


 


 


 


 


 


 


Autora: É claro que teria que ser assim, Hermione não facilitaria para ele!!!!


Ta aí. Valeu à pena esperar?


 


 


 


N/Beta: Ai meu Deus, se assim, só como quem não quer nada a situação se desencadeia dessa forma, não posso nem esperar pra ver quando ela aceitá-lo de verdade, ai meu Deus, cadê meu namorado? Duas e pouco da manhã e eu lendo isso, hummmm, to lascada!!! Como eu vou dormir agora? Eu quero é ver o que os leitores vão falar!!! Morrendo de ansiedade! QUERO MAIS, MUITO MAIS, SOU INSACIÁVEL!!!!!! Haushauhaduhudshsaudhaudhs!!!


            P.S: Aí Rony conseguiu, finalmente em rapaz!!! Queria ler sua mente nesse instante!!!


 


 


Capitulo referente ao dia 30/11.

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