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24. INDESEJÁVEIS


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 24 - INDESEJÁVEIS


 


 


A silenciosa faxina estava longe de acabar, quando ambos foram pegos de surpresa por um barulho vindo da entrada da fazenda. Parando o que fazia, olhou para Hermione em dúvida.


Visitas não eram comuns, e seus pais não viriam sem avisar.


-Podem ser ladrões! – ela disse no tom de acusação, como se essa possibilidade fosse sua culpa.


-Ladrões não batem na porta! – ele respondeu, seguindo para a sala e Hermione o seguiu.


Abrindo a porta, a primeira coisa que notaram foi uma carruagem cara e luxuosa, com alguém que acenava desesperadamente, tentando chamar atenção. De pé, diante deles, sob a chuva intensa, uma serviçal segurava uma sombrinha muito pequena para seu corpanzil.


-Minhas senhoras desejam visitá-los - ela disse apontando para a carruagem.


-Susan – Hermione disse ao notar que ele não sabia de quem se tratava – Chamou-a para costurar vestidos.


Seu tom dizia mais que isso, e Rony olhou para ela tentando entender de onde viera isso.


-Ajude sua senhora a entrar. - ele mandou esperando que isso não lhe custasse o dia todo.


Ouvir conversas de jovens tolas não era sua idéia de diversão, ainda mais quando desperdiçava todo um dia de possíveis tentativas de seduzir Hermione. Ou ao menos, suavizá-la um pouco!


Hermione notou sua irritação e se perguntou a razão.


Decidindo que não havia nada para ela ali, pretendia sair de mansinho, quando ele perguntou:


-Aonde pensa que vai?


-Não precisa de mim para recebê-la! – lembrou-o.


-Preciso sim, é minha esposa e vai receber minha convidada. E fará isso sorrindo. Não quero que digam que além de carrancuda, minha mulher também é mal educada!


Hermione não se deu ao trabalho de responder, pois Susan e sua mãe andavam apressadas em direção a eles. Anos atrás, tivera o azar de conviver com a moça nas aulas de catecismo, e tinha péssimas lembranças de suas piadas e risinhos sobre seus vestidos simples e barras da saia cheia de lama.


Para Susan, era feia desengonçada e pobre.


Em parte tinha sua razão, pensou triste, mesmo assim nada lhe dá o direito de ofender e magoar as pessoas gratuitamente!


-Oh, Rony! – ela chegou à varanda, fugindo da chuva abundante, e oferecendo a mão a ele, que se acercou dela ajudando-a nos degraus. – Quanta chuva! Quase nos acidentamos nessas estradas enlameadas!


Seu entusiasmo foi refreado, assim como sua aproximação desproporcional junto ao corpo de um homem casado, pela presença de sua mãe.


-Deixe-me passar, Susan – a velha Eleonora afastou a filha e ofereceu a mão para Rony sorrindo gelidamente – Meu filho, essa chuva está gelada!


-Claro que está. - ele disse simpático – Entrem e se abriguem do frio e do vento!


Hermione controlou a língua para não dizer que o dia estava chuvoso, mas não era para tudo isso! E frio? Elas deviam ser muito sensíveis!


Dentro da casa, Rony ofereceu o sofá baixo e um tanto desconfortável, sem demonstrar abalo pelas precárias condições da mobília.


-Que idéia fazermos uma visita em um dia como esse! – Eleonora insistiu, limpando respingos de seu vestido de veludo verde musgo.  – Saímos ainda cedo e achamos que não passaria de uma garoa fina! E olhe agora, o céu está caindo sobre nossas cabeças!


 Hermione mordeu a língua para não dizer que chovia do mesmo modo desde a madrugada!


-Querido Rony, onde estão seus criados? – Susan perguntou olhando em volta – Preciso urgentemente limpar a chuva de minhas vestes!


-Nossa criada está de folga, por conta da chuva - ele disse sorrindo ao som de uma voz doce e carinhosa, fato único depois de tanto tempo sendo ignorado – Infelizmente, não tivemos tempo de estruturar a casa para receber visitas.


-Oh, não se preocupe! Com o toque de uma mulher, essa casa pode se transfomar em um lugar agradabilíssimo! – Eleonora disse, ignorando totalmente a silenciosa presença de Hermione, de pé, longe deles.


Rony olhou para ela, e estendeu a mão em sua direção, convidando-a a sentar-se ao seu lado, e não deixando alternativa que não aceitar.


-Perdoem minha esposa, não está acostumada a receber visitas - ele disse em tom carinhoso, quando sentou-se ao seu lado e nada discretamente tentou soltar a mão, que ele prendeu firmemente entre as suas tentando não rir de sua vã tentativa de livrar-se do contato. – Tem sido um longo tempo desde que se preocupou com etiqueta.


-Bem se vê! – Susan resmungou, olhando para a mãe, achando talvez não ter sido ouvida.


-Acredito, tenham presa para ver os tecidos que compramos – ele disse empolgado e Hermione aproveitou a deixa para puxar a mão e levantar-se.


-Pedirei a Suarez que sele um cavalo e busque sua mãe e sua irmã. Não deve demorar nada, a fazenda é vizinha da nossa!


Desesperada para livrar-se das visitas, ou ao menos, afastar-se ela estranhou quando ele tornou a segui-la, desta vez levantando-se e ficando muito perto com um meio sorriso:


-Porque deve buscar minha mãe e minha irmã?


Ela pensou em mandá-lo soltar seu braço, mas não era um aperto, era apenas um toque, e as duas não entenderiam porque um marido não deve tocar sua esposa!


Frente a frente, tão perto, olhando em seus olhos profundamente azuis, fato que muito evitava, era difícil se lembrar do por que não deveria deixá-lo tocá-la e esse pensamento a assustou terrivelmente!


-Não se pode fazer vestidos sem tirar as medidas – ela disse baixo, sem notar que a voz estava um pouco presa.


Ele sorriu, baixando um pouco o rosto, sabendo bem que não podia fugir e tinha que ficar ali, agüentando isso.


-Aposto que sou capaz de dizer suas medidas, só de olhar. – era uma provocação, mas talvez apenas ela pudesse notar, visto que ele sorriu para as visitas, sem notar seu abalo. Ou fingindo não notar – Por mais que adore seus trajes de mulher de fazendeiro, admito, gosto de ver minha mulher bem vestida e coberta por tecidos bonitos. Tenho certeza, que nossas nobres visitantes poderão ajudá-la nisso.


-Claro que sim! – Eleonora disse apressada, ansiosa para atrair atenção sobre a filha, incomodada com aquela troca de olhares entre Rony e Hermione.  – Susan possui mãos de fada! Não acreditaria no que é capaz de fazer com uma agulha nas mãos!


Rony riu lembrando-se de algo, e arregaçou a manda de sua camisa, mostrando o antebraço.


-Não acreditam no que Hermione é capaz com uma agulha nas mãos!


Susan cobriu os lábios, chocada ao ver as marcas, do que foram pontos. Estavam cicatrizados e a marca sumia a cada dia, mesmo assim, era uma marca bastante significativa.


-Uma dama não deve costurar um ferimento! Meu Deus! Como é possível agir como um homem a tal ponto!


Seu choque não irritou Hermione, bem pelo contrário. A enfureceu, tanto que não mediu palavras:


-Deveria tê-lo deixado sangrar até a morte, pois esse sim seria o comportamento digno de uma dama!


Rony soltou uma longa risada, puxando-a com ele novamente para o sofá.


-Hermione tem uma língua ferina – ele disse sem apagar o sorriso – Não foi um ferimento tão sério assim, mas muito doloroso. Admiro mulheres que sabem agir no momento certo! Cada uma, a seu modo.


Era um duplo elogio, mas soou a Hermione como uma ofensa. Compará-la a Susan, era como dizer o quanto eram diferentes! Água e vinho!


-Será necessário que chame sua criada, pois temos que tirar as medidas – Eleonora disse, quebrando o assunto e levando a conversa para onde desejava.


-Não chamarei Juanita e a tirarei da cabeceira da cama do filho doente apenas por umas medidas! – ela reclamou, contendo uma palavra, quando ele segurou novamente sua mão, em um aviso.


-Creio que possam usar nosso quarto para terem privacidade, enquanto preparo um café para nós – ele disse cordato.  – Hermione, acompanhe nossas visitas até nosso quarto.


Era um mudo pedido de que fosse gentil.


Tremendo pelo esforço de não gritar e sair correndo ela levou as duas víboras até o quarto que fora de seus pais e agora era de Rony. Era ali que ele dormia, e era ali também que estavam as roupas da própria Hermione, pois fingiam muito bem dividirem o mesmo quarto!


Notou o olhar de Susan sobre cada pequeno objeto masculino e notou o jeito como Eleonora olhou-a ao ver que notava tal fato. Cutucando a filha, ambas tiraram linhas e fitas, para tirar as medidas.


-Tire o vestido. – Susan disse fria e contrariada.


-É mesmo necessário? – retrucou amarga.


-Bem, se não quer tirar, saiba que os vestidos ficarão largos – ela disse como se não se importasse de verdade se ela estaria vestida em trapos ou não.


Cada segundo mais irritada, ela tirou o vestido mantendo a combinação. Sentiu os olhos da velha Eleonora sobre seu corpo e quis mandá-la parar de olhá-la desse modo.  O que esperava? Era uma mulher como qualquer outra!


-Magra demais. – ela resmungou, olhando para a filha com desdém – Teremos que aumentar o enchimento no peito se não quiser parecer uma tábua!


-Não sou uma tábua! - ela revidou olhando para o decote exagerado de Susan, e para seus seios extremamente grandes – não são todas as mulheres que se assemelham a vacas leiteiras!


-Seu marido tem razão, tem uma língua ferina! – Eleonora reclamou, enquanto passava a fita em volta de sua cintura e anotava os números.


-Nenhum vestido pode esconder a falta de modos de uma mulher – Susan alfinetou e ela não respondeu, cansada desse joguinho.


-Está sendo paga para costurar, e não para julgar – Hermione não resistiu.


-Como pode ser tão grosseira? – Susan parou o que fazia as faces coradas de raiva, e frustração.


-Apenas termine logo – Hermione pediu, afastando o olhar.


 A tortura durou mais alguns minutos silenciosos, e quando as três saíram do quarto, Rony notou instantaneamente a expressão dela. Algo que beirava o ódio.


Ele havia retirado os pacotes de tecido da dispensa e os deixado na sala, e sorriu quando Susan soltou uma exclamação de apreciação:


-Minha nossa, que tecido lindo! Lilás é minha cor favorita! – ela sorriu talvez esperançosa.


-Sempre apreciei uma bela mulher vestida em lilás – ele disse, e vagou os olhos de uma para a outra, mãe e filha a espera de mais.


Por um segundo, Rony se pegou pensando se os bons partidos eram tão poucos naquela cidade, que uma mãe ponderasse a possibilidade da filha ter por amante um homem casado, ou quem sabe, a doce Susan, não fosse apenas uma costureira!


-Esse tom ficará perfeito em sua esposa – Eleonora disse, apanhando um tecido verde musgo, de sua maleta de pertences, linhas, e agulhas. – É um brocado trazido por meu marido de uma de suas viagens. Quando viu Hermione no armazém, Susan lembrou-se desse tecido. Que obviamente, lembra muito Hermione!


Sim, pensou Hermione, esse tecido lembrava-a do mesmo modo que uma poça de vomito!


Era um tecido escuro, sem detalhes, ou enfeites. Apenas algo sóbrio e fechado, como um manto sem graça e pesado. Algo que uma viúva usaria, ou uma carola velha e mal amada! A expressão de Rony ao ver o tecido era engraçada, e ele pensou um minuto antes de responder.


-Definitivamente, não entendo de tecidos. Mas sei que gosto de verde e lilás e quero minha esposa vestida nessas cores.  – era uma recusa discreta, e Hermione quase morreu de alívio.


Não que se importasse com roupas e jóias, mas não queria desfilar por aí com algo escolhido por Susan e sua mãe!


-Imagino que na capital tenha visto mulheres extremamente bem vestidas! – Eleonora alfinetou, bebericando seu café enquanto media a expressão de Hermione e enquanto sua filha oferecia uma visão privilegiada de seu decote ao apanhar sua xícara de sobre a mesinha de centro.


-Sim, participei dos mais sofisticados bailes e festas de debutantes.  – ele respondeu vago, não querendo fornecer qualquer informação que pudesse virar mexericos depois.


-Deve ter sido uma surpresa e tanto ter que casar-se tão repentinamente! – Susan disse agitada, por finalmente ter tocado no assunto que queria. – Entre tantas damas, ter que escolher... Uma do interior; deve ter sido surpreendente!


-Hermione e eu estávamos prometidos a um longo tempo – ele mentiu, e Hermione arregalou os olhos de surpresa.


-Oh, é mesmo??? – Susan pareceu perder o fôlego e então sorriu, numa mascara de irritação – Que bela história de amor...


-Sim, uma bela história de amor - ele disse com humor inegável, adorando ver as faces coradas de indignação da jovem sorridente demais.


-Como disse, não viemos para demorar – Eleonora apressou-se a dizer, levantando-se – Com uma chuva dessas não me arisco a demorar!


-Mas, mamãe, nem conversamos ainda sobre a corte! – Susan implorou e ela tornou-se a sentar.


-Não devemos tomar o tempo de um casal ainda em lua de mel, Susan – talvez ela esperasse ser contrariada, e ficou decepcionada quando ele voltou a falar.


-É bom receber vistas, preparemos o almoço e então, partirão escoltadas por meu empregado, Suarez. É perigoso duas damas sozinhas por essa estrada, mesmo na presença de uma criada e de um cavalariço.


Tomando a preocupação de Rony como algo mais, Susan sorriu feliz e emocionada.


-Porque não nos acompanha pessoalmente? Tenho certeza que papai adorará conversar com um homem tão instruído!


-Não deixarei a fazenda e Hermione sozinhos enquanto meus empregados não voltarem da cidade. – ele desculpou-se – Terei outras oportunidades de conhecer seu pai.


-Papai contou que é formado em direito – ela mudou drasticamente de assunto ao ver que perdera sua oportunidade de ficar a sós com ele.


-Sim, sou advogado.


-Imagino teve oportunidade de advogar em seus anos em Londres – Eleonora sugestionou esperando arrancar-lhe mais informações.


-Sim, durante algum tempo – foi propositalmente vago.


-Trouxemos alguns modelos para que escolha – Susan disse empolgada – São caras revistas, tome cuidado com elas! – disse severa, quando as colocou nas mãos de Hermione.


Rony detestou o som disso, e segurou as revistas, antes que ela pudesse fazê-lo.


-Faz tempo que não temos uma leitura agradável, pois ainda não tive tempo de escrever pedindo alguns livros e revistas. – pôs panos quentes, sentindo um sentimento inconfundível de raiva ao ver a forma que elas tratavam Hermione. – Veja Hermione, se gosta de alguma delas, para que possamos pedir exemplares na capital.


Ela aceitou as revistas de sua mão, sem entender porque ele estava sendo tão gentil e agradável. Protegê-la desse desprezo de Susan era algo que não esperaria dele.


-Está quase na hora do almoço - ela disse sem abrir uma única revista – Preciso começar o almoço, ou não teremos nada a oferecer. Se me dão licença – ela levantou-se engolindo sem seco por ter que cozinhar para elas.


Ele não disse nada, mas sentiu uma ponta de rancor ao ver o modo como ela rejeitava sua tentativa de protegê-la.


A conversa continuou e ele mal viu o tempo passar animado com os assuntos tolos de ambas, o que o fazia sentir um pouco de ternura pela vida que deixara para trás. Lembranças agradáveis. Mas apenas lembranças.


Hermione ouvia o som das vozes e dos risos, e sentia a raiva crescer enquanto despejava a comida na panela e deixava o fogo agir. Não caprichava e só Deus sabia o esforço que fazia para não envenenar a comida dele!


Achando ter chegado ao seu limite de autocontrole, numa risada particularmente alta de Rony, ela fechou os olhos, apagando o fogo ao notar que o guisado estava pronto.


Reunindo calma, pensou em chamá-los, mas ouviu a voz de Rony avisando que iria ver como andava o almoço. Ela esperou que aparecesse na sala, e chegou a abrir a boca, mas ele sussurrou antes de se dirigir ao quarto:


-Só mais um instante. Preciso pegar algo.


Bem, ao menos, ele também não estava à vontade com as visitas.


Chateada, ela esperou. Era impossível não continuar ouvindo as vozes e se aproximou da sala, para ouvir melhor:


-Oh mamãe, ele é tão maravilhoso! – Susan exclamou suspirando – Papai poderia conseguir convencê-lo a casar-se comigo, não poderia?


-Susan, ele é casado. Esqueceu de Hermione? – Eleonora chamou-a a razão.


-Ora, mamãe! – ela disse irritada em ser contrariada – toda a cidade sabe que é um casamento de conveniência para agarrar as terras do velho Granger. Tão logo consiga o que quer, ele anulara o casamento! Por isso digo, o melhor é que papai fale logo com ele, para garantir que quando isso acontecer, nos casemos o mais rápido possível! Afinal, será bom para ele ser genro do juiz.


-Mas e Hermione? - ela perguntou num tom afetado.


-O que tem ela? – um risinho nojento fez revirar as entranhas de Hermione – ficará no lugar que é seu desde o dia em que nasceu: a sarjeta! Ela que mendigue, ou vá trabalhar na estação de trem se quiser sobreviver, há muitas mulheres perdidas lá!


-Não seja cruel, Susan – Eleonora repreendeu sem muita autoridade.


-Não estou sendo cruel. Rony precisa de uma mulher feminina e delicada. Não uma cão raivoso e mal educado! Onde já se viu, mamãe! Olhe para ela! Carrancuda! Descuidada! Notou seus cabelos? Lã pura!


Imediatamente, ela tocou os próprios cabelos, chocada por ouvir isso.


-E a pele? Parece uma velha, cheia de manchas! E o corpo? Meu Deus, pobre homem, não tem uma curva sequer a que se apegar! – Eleonora concordou com a filha no mesmo tom debochado e Hermione ficou de boca aberta, chocada demais para pensar nisso.


Nunca pensara em si mesma como alguém bonito. Mas ouvir dessa forma, a fazia sentir a última das criaturas!


-Ouvindo atrás das portas?


Ela saltou ao sussurro feito em seu ouvido. Rony estava a centímetros, atrás dela, apreciando o espetáculo de ver Hermione preocupar-se com os próprios cabelos.


-São mexeriqueiras – ele alertou, passando por ela e voltando a sala. – O almoço está na mesa. Minha senhora – ele estendeu a mão elegantemente à matriarca e Hermione quase correu de volta a cozinha, servindo os pratos e antes que pudesse conter o impulso, ela cuspiu no prato que serviria a Susan.


Não sabia por que fizera isso, não era um ato cristão, mas a raiva que a consumia também não era cristã! Segurando o prato, para certificar-se que seria da sua vitima, colocou-o diante de Susan, que nada discretamente sentou-se ao lado de Rony, do lado direito, onde se senta a esposa, com ele na cabeceira.


Tomando seu lugar do outro lado, Hermione observou com prazer a primeira colherada.


-Hum... não sei o que pôs aqui, mas está delicioso – Susan disse, sempre sorrindo apenas a Rony.


-Minha esposa tem mãos de fada! – ele disse apanhando sua mão na marra e levando aos lábios para um singelo beijo de cumprimento.


Olhos mais aguçados como os de Eleonora apanharam mais que os olhos de Susan poderiam ver. Ela, nova e inexperiente, captava o movimento de retirada, Hermione tentando soltar a mão, mas sua mãe, uma raposa velha, via os olhos da moça brilharem, quase hipnotizada por aquele simples gesto.


Ou eles estava tendo um começo de casamento estranho, ou aquilo era um joguinho. E se a segunda hipótese estivesse certa, Susan não teria a menor chance!


-Diga-me, Rony, querido, diga-me como eram os jantares na corte...


Hermione continuou apenas escutando, sem realmente prestar atenção a conversa, sentindo a raiva diminuir ao pensar que “Rony, o querido” merecia que colocasse mesmo veneno em seu prato!


E quem sabe, não o fizesse?


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: Nossa, como vocês estão reclamonas nessa fic!!! Sabe, isso deve ser um curioso estágio de TPNC (tensão Pré-NC). Capítulos curtos demais, atualizações demoradas (gente, eu atualizo todo dia!!!!hehe)....


Vocês estão é precisando ler uma boa NC para descarregarem essa frustração toda!!!!!


Hehehehehe...amo saber que as deixou tão ansiosas assim! Essa fic me estimula muito, porque eles tem climão do  começo ao fim, e acreditem, isso piora depois da NC. Por isso quem espera romance e rendição, pode desistir, a coisa só esquenta depois das NCS!!!! E como a minha beta sado disse, já tem 3 NC completas na fic, e estou quase chegando ao estágio onde escreverei mais 7.  Ainda vai demorar...hehehe...por isso, quem estiver achando a fic chata, pode  desistir, pois ela será loooogaaaaaaa!!!! Hehe....Tem tanta coisa acontecendo que estou ficando bem ansiosa!!!!!


Muito importante: minha internet anda lenta, por isso vamos ser bem compreensivas, ok??????? E quando aos beijos consentidos....heheh...sem comentários...heheh....um dia entenderam meu risinho de ironia...heheheh


NC só no capitulo 28, mas serão 3 na seqüência, então, estou perdoada pela demora, certo?


Vocês não sabem o que as esperam. Quase matei minha beta, quando ela leu as ncs!!!!!


Repito, essa expectativa vai valer a pena, e deixei a falsa modéstia, pois ficou mitoooooooo intenso!!!! Hehehehehe....


P.S1: agora é que não vão me perdoar nunca...heheh...


 


P.S 2 (burocrático...heheh):beta do meu coração, ainda quero terminar a fic, por isso não me dê gelo só porque te deixei falando sozinha, não foi minha culpa! Alias, quero terminar antes do dia 30, pode ser? (autora dando um sorriso bonzinho – veja meu sacrifico, pois nunca disponho sorrisos bonzinhos!!!!!-  e mandando um beijinho meigo – bahg...)


P.S3: se tiver algum homem escondido por aqui, se manifeste, pois sempre me refiro a ‘as’ não ‘os’....


Beijos!!!!


 

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