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3. CAPÍTULO TRÊS


Fic: Um Toque de Paixão


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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— Edwiges, você quer sair?


Gina vestiu um casaco leve e pegou a guia de couro que encontrara pendurada na porta.


A cadela de Harry correu até ela, abanando a cauda. Parecia muito animada, e Gina sorriu ao prender a guia na coleira de Edwiges.


— Você é uma menininha muito fofa, sabia? Se uma cadela pudesse sorrir, esta o teria feito.


Ao sair para o corredor, Gina viu que Harry já estava ali com Merlin.


— Bem na hora — disse ele. — "Avante", para caminhar para a frente, e "Senta", "Deita" e "Fica". Por que você não me segue para fora?


Edwiges caminhou ao lado de Gina até eles chegarem a um gramado perto da porta.


— Bem, faça o que tiver de fazer. — Sentia-se boba, caminhando pela grama, tentando induzir a cachorra a "fazer".


— Estacione — disse Harry.


— Como é que é?


— Esta é a palavra que você deve usar para ela se aliviar. Acho que ela não vai responder a "faça o que tiver de fazer".


— Não consigo acreditar que seus cães são treinados para ir ao banheiro sob comando. Está falando sério? — Ela estava acostumada com bichinhos que eram soltos no quintal para farejarem tudo até acharem o lugar perfeito.


— Claro. Você não acha que eu vou ficar aqui fora, neste frio, esperando até meus cães decidirem que é hora de fazer, acha? — Entrou no gramado com Merlin. — Fique parada num mesmo lugar, como eu.


— Não tenho de caminhar com ela?


— Caminhar faz bem a ela, mas neste momento, não. Apenas mande-a estacionar.


— Estacione — repetiu, sem confiança.


E Edwiges finalmente fez o que tinha de fazer. Merlin também. Aparentemente, "estacione" era uma palavra mágica.


— É isso? — perguntou, um pouco incrédula. — Só vir até aqui, parar e mandar ela "estacionar"?


— Sim. — Ele riu. — A única outra coisa que eu recomendo é que você traga um saquinho para recolher o cocô, se for preciso.


— Eu não tinha pensado nisso. O que mais preciso saber?


— De vez em quando, ela resolve brincar e não obedece. Então eu digo que vamos entrar, o que geralmente faz com que ela se lembre que é melhor seguir o programa, se não quiser passar a noite inteira de pernas cruzadas.                                            


Ela riu.


— E ela odeia chuva e neve. Quando o tempo está feio, eu praticamente preciso arrastá-la. Ela realmente odeia se molhar.


—  Certo. Então, mais quantas coisas eu preciso aprender?


— Você tem de dar a ela um comando para comer. Mas eu posso mostrar isso amanhã de manhã.


— E quanto a dormir? Ela pode subir na cama?


—Ela nunca foi muito de dormir no sofá ou na cama, ao contrário deste grande bobalhão — disse ele, indicando Merlin. — Ele dorme no sofá desde o primeiro dia em que o levei para casa. Mas isso não é proibido, a não ser que você não queira. Eu nunca a encorajei a isso... Os pêlos amarelos dela aparecem muito mais nos meus ternos do que os pêlos pretos dele.


Ela não se conteve a correr os olhos pelas roupas dele e então... então esqueceu instantaneamente dos pêlos de cachorro.


Harry estava usando calças de moletom e uma velha camisa de malha da faculdade de direito de Colúmbia. Concluiu que ele devia fazer musculação porque tinha o peito bem esculpido e os músculos dos braços pareciam querer saltar das mangas da camisa.


Puxa vida!, pensou Gina. Ela o achara gostoso antes, mas agora... A calça de moletom não era apertada, mas quando ele se virou para voltar para dentro, ela viu que não havia um grama de gordura em qualquer parte dele. Suas costas eram tão rígidas e musculosas quanto o resto do corpo.


Segurou a pesada porta dos fundos e a abriu. Mantendo-a aberta, recuou um passo.


— Primeiro as damas.


— Obrigada — murmurou. Ela deu um passo para a frente, depois de um momento, Edwiges moveu-se ao lado dela e subiu os degraus.


Enquanto subia a escada na frente dele, ela refletiu que era uma sensação agradável saber que ele não estava comendo-a com os olhos. Gina perdera a conta do número de homens que pareciam acreditar que, sendo ela uma celebridade, particularmente uma modelo, eles tinham o direito de lhe dar uma palmada, um beliscão ou uma passada de mão. A maioria das pessoas via as modelos como bonecas animadas, desprovidas de sentimentos e emoções.


—  Desculpe por não ter lembrado de lhe contar os outros comandos dela — disse Harry às suas costas.


—  Bem, pelo menos eu conheço o mais importante.


Ele riu.                  


— É verdade. Se quiser, pode levá-la para passear amanhã, mas se não tiver tempo, farei isso à noite.


— Por favor, não. Eu adoraria passear com Edwiges. Mas devo dizer a ela "Avante" e não "Pra frente"?


— Isso é apenas para um cão que esteja com guia. Ela conhece muito mais comandos, mas esses são os únicos dos quais você vai precisar, e alguns dos outros ela precisa apenas quando está trabalhando.


Quando chegaram aos apartamentos, ela pegou sua chave e se virou.


— Boa noite. Ele sorriu.


— Vejo você amanhã de manhã.


Enquanto escovava os dentes, Gina pensou no quanto ela e seu vizinho estavam se afinando, apesar do começo tempestuoso.


Ela não o mencionara a CeCe, sua irmã. Durante sua conversa por telefone, as duas haviam passado a maior parte do tempo se queixando uma à outra a respeito do quanto seu pai era um péssimo juiz de caráter.


— Por que ele precisa casar com elas? — perguntara CeCe. — Por que simplesmente não mora com elas? Assim ele não teria de pagar pensões depois que se cansasse delas.


Gina imaginou que devia haver algum motivo psicológico complexo para seu pai precisar se casar com uma mulher atrás da outra, embora havia anos tivesse desistido de descobrir que motivo era esse.


Estremeceu ao lembrar do telefonema que teria de dar à sua mãe no dia seguinte. Sua mãe jamais se casara de novo, e cada vez que seu pai achava uma nova esposa, a mãe de Gina explodia de raiva.


Suspirando, Gina chamou por Edwiges. A cadela entrou alegremente no quarto de Gina e se deitou no tapete ao lado da cama. Gina passou vários minutos acariciando a barriga sedosa de Edwiges.


— Você é melhor do que um homem. Se eu tivesse uma cadela como você, jamais ficaria preocupada em ficar sozinha. Você seria fiel a sua vida inteira, não seria?


Na manhã seguinte, Gina acabara de terminar sua ioga quando a campainha tocou. Ela abriu a porta para ver Harry num terno escuro impecável, camisa branca e gravata listrada, pronto para o dia.


— Bom dia — disse ele.


— Oi. — O instinto a fez baixar seu suéter para os quadris antes de lembrar-se que ele não podia vê-la. Ainda sentia-se gorda em suas roupas de ginástica. Às vezes era difícil se lembrar de que ela ganhara peso de propósito.


— Você está ótimo nesse terno. Mas como você consegue combinar as cores?


Aquele homem certamente era lindo. Ela apostava que no tempo da faculdade as garotas faziam fila para ficar com ele. Bem, provavelmente ainda faziam.


— Tenho rótulos em braile em algumas de minhas roupas. E sou cliente de uma lavanderia fantástica. Quando levo roupas para eles lavarem, sempre ponho cada conjunto em bolsas separadas. Assim, todas as roupas que estou usando irão mais tarde para o mesmo saco. Depois, os funcionários da lavanderia recolocam o conjunto inteiro numa bolsa limpa antes que eu vá pegá-lo.


Edwiges passou por eles e se enrodilhou nos joelhos de Harry. Sem se importar com o terno, ele se ajoelhou e lhe fez um carinho.


— Ei, menina. Também senti falta de você. Quando ele se levantou, Gina viu a sacola de comida que ele pusera ao lado da porta.


— Aqui está o desjejum dela e jantar suficiente, para o caso de eu chegar tarde em casa.


— Certo. — Ela pareceu reduzir-se a frases de uma só palavra ao olhar de novo para ele. Devia ser crime um homem ser tão bonito.


— Alguma coisa errada? — perguntou ele. Ela soltou uma risadinha.


— É que você está tão elegante que eu estou parada aqui, agradecendo aos céus por você não poder me ver!


Ele também riu, o que fez com que ela se sentisse menos desajeitada.


—  Bem, agora você me deixou curioso — disse ele.


E, antes que ela percebesse, ele estendeu o braço e pousou uma enorme mão no seu ombro.


Ela quase arfou ao toque de sua palma quente. A mão dele era tão grande que seu polegar repousou facilmente na concavidade na base de sua garganta; ela se perguntou se ele conseguia sentir sua pulsação.


— Ah — disse ele, sentindo a alça de sua malha sem mangas. — Roupa de ginástica. O que você estava fazendo?


—  Ioga — respondeu, de novo com uma só palavra.


— Desculpe por interromper. Vou deixar você voltar para ela.


— Já terminei — disse ela. — Três vezes por semana faço uma sessão rápida e depois saio para correr. Nos outros três dias tenho uma rotina completa para seguir.


— Com isso, são apenas seis. — Ele ainda estava com a mão no ombro dela, roçando o polegar para a frente e para trás em sua clavícula. Ela conteve um impulso de dar um passo para a frente e aninhar seu corpo no dele. O que havia de errado com ela?


— Bem... seis. Certo. — Meu Deus, por favor, me . ajude. — Tiro os domingos de folga, a não ser quando sinto vontade de fazer alguma coisa.


— Eu também — disse ele. — Faço esteira todos os dias e levanto pesos três vezes por semana.


— Posso fazer mais uma pergunta idiota? — Ela ia ser rude novamente, mas estava realmente curiosa em saber como ele se virava sozinho tão bem.


Para seu alívio e decepção, ele soltou seu ombro e recuou um passo.


— Segundo meu velho professor de latim, não existem perguntas idiotas, apenas respostas idiotas.


— Como você sabia? Como sabia exatamente onde estava o meu ombro? Por um momento, ele pareceu intrigado. — Agora mesmo, quando estendeu a mão, você não se atrapalhou nem pegou a parte errada do meu corpo. Você colocou a mão exatamente onde queria.


Ele riu.


— Como você sabe? Talvez eu não quisesse pegar um ombro!


Ela o fulminou com um olhar severo, e então lembrou que isso não surtiria efeito.


— Muito engraçado.


— Você nunca irá saber, não é?


— Eu vou saber depois que você tiver respondido minha pergunta — disse ela com firmeza. Esse flerte estava fugindo ao controle. Ele era apenas seu vizinho, pelo amor de Deus! Embora fosse lindo de morrer e ela babasse cada vez que ele jogava a cabeça para trás e ria daquele jeito, Gina não estava interessada num relacionamento. Tudo que queria era acomodar-se numa cidade pequena e ter uma vida agradável.


—  Muito bem — disse ele, finalmente sério. — Quando perdi a visão, minha audição aos poucos começou a ser mais do que a audição comum de uma pessoa que enxerga. Ou talvez seja apenas o fato de que agora eu recorro mais a ela. Enquanto uma pessoa está falando, uso a audição para medir sua altura ou a distância na qual ela se encontra. Mas não é algo que eu faça conscientemente. Simplesmente sabia onde seu ombro estaria.


— Isso faz sentido.


Colocou a mão em seu relógio de pulso, e uma voz anunciou as horas.                                                  


— Preciso ir. Se não for problema para você, passo aqui à noite para pegar minha menininha.                  


— Está ótimo para mim. Tenha um bom dia.


— Obrigado. Você também. — Pousou a mão na cabeça de Edwiges e fez um carinho em suas orelhas. — A gente se vê mais tarde, menina. Passe um bom dia com a Gina.


Enquanto se agachava para pegar a bolsa com comida, Gina observou-o virar-se e caminhar com determinação pelo corredor. Ele nem hesitou antes de começar a descer as escadas com o cachorro.


Como seria depender tanto de um animal? Ela duvidava que fosse capaz de confiar tanto num cachorro a ponto de descer uma escadaria sem enxergar.


— Venha, Edwiges — disse enquanto se virava para entrar no apartamento. A cadela ainda estava parada onde Harry a deixara, e se Gina fosse uma pessoa dada a vôos de imaginação, ela diria que a coitadinha estava triste. — Por que não saímos para passear?


Naquela noite, Harry estava ansioso para chegar em casa. Tivera um dia longo preparando-se para um julgamento no qual ele seria o principal advogado de acusação. Parou no térreo para pegar sua correspondência e subiu os degraus para o segundo andar. Mal pusera os pés no corredor quando ouviu uma porta se abrir.


Unhas de cachorro pinicaram rapidamente na madeira, acompanhadas por um alegre gemida canino.


Edwiges não parecia tão feliz desde que Harry trouxera Merlin para casa. Durante o período de quase um mês que Harry passara na escola de adestramento, Edwiges ficara na casa do velho colega de escola com quem ele trabalhava. Edwiges considerava Ronald Brikerman o sujeito mais fantástico do planeta, e Harry não tinha dúvidas de que ele a mimara terrivelmente durante sua ausência. Rony a trouxera de volta no dia em que Harry retornara da escola de treinamento. Edwiges ficara animada em vê-lo até o momento em que sentiu em suas roupas o cheiro de um cachorro desconhecido. Desde então, ela havia estado cada vez mais deprimida.


Ele pegou Edwiges enquanto Merlin mantinha-se imóvel, aguardando pacientemente o próximo comando.


— Oi, menina. Passou um bom dia com Gina?


Ele levantou a cabeça. Mesmo se não tivesse Edwiges ali para avisá-lo, ele saberia que ela estava ali. Gina não emitira nenhum som e ainda estava longe demais para que ele sentisse seu perfume, mas ele soube.


— Oi.


— Oi! — Parecia animada, empolgada. — Adivinhe o que fiz hoje!


— Ganhou na loteria?


Ela riu.


— Não chegou nem perto. Comprei um piano!


— Puxa, quando decide fazer alguma coisa, você não perde tempo!


— Vão entregar na terça. E liguei para a universidade para saber se tinham alguém que pudesse me dar aulas. Começo na semana que vem!


— Bom para você.


— Também tive uma entrevista na escola de educação pré-escolar. Precisam de alguém só para vinte horas por semana. E quanto mais penso, mais acho que preferiria isso a um emprego de tempo integral. Assim, posso começar a pensar em estudar. Talvez até comece em janeiro.


— Você vai para a Gettysburg?


— Não posso. A universidade não tem nenhum curso de formação de professores. Mas há várias outras faculdades nas redondezas. Procurei na Internet. Os campus de Shippensburg University, Wilson College, Penn State's Mont Alto e Messiah College ficam a menos de uma hora de viagem daqui. Com exceção de Mont Alto, todas as universidades possuem faculdades da educação, mas eu poderia fazer os primeiros dois anos lá e depois pedir transferência. Se eu quisesse ficar na Penn State, teria de terminar o curso no campus da University Park, que fica a mais de duas horas de viagem, mas não quero me estabelecer aqui e depois me mudar, e também não quero ter de dirigir duas horas e meia até a universidade durante dois anos. Assim, na semana que vem vou visitar as universidades Shipp, Wilson e Messiah.


— Você tem muita energia, não é mesmo? Ela riu.


— Tanta quanto qualquer outra pessoa. Só parece assim porque estou começando muitas coisas novas.


Ele estava morrendo de curiosidade em saber no que ela trabalhara antes, que tipo de carreira ela aparentemente abandonara. Talvez fosse alguma coisa tão trivial quanto atendente de lanchonete, mas ele duvidava. Então, ele pensou em outra coisa.


— Você sabe que trabalhando vinte horas por semana provavelmente não terá como pagar o aluguel? — Quanto mais um piano novo, acrescentou em pensamento.


Ela ficou imóvel. Ele talvez não pudesse vê-la, mas percebeu que ela estava praticamente congelada. Finalmente, ela pigarreou e disse baixinho:


— Eu sei disso.


— Espero não ter desanimado você — disse ele, agora arrependido por ter aberto a boca. — Mas isso não é da minha conta. Por favor, me desculpe.


— Tudo bem. Eu devia ter imaginado que isso pareceria um problema para alguém que não me conhece. — Ela hesitou. — Eu... bem... — Ela parou novamente e soltou uma risadinha nervosa. — Não tem jeito educado de dizer isso. Eu sou financeiramente independente.


— Isso foi educado. Você podia ter dito que é podre de rica.


— Acho que poderia. — Ela riu de novo.


— Você é?


— Sou o quê?


— Podre de rica.


— Defina "podre de rica", por favor.


Ele não pôde evitar um sorriso.                            


— Certo. Mais de um milhão.                             


— Ah, sim. — O que ele ouviu em sua voz foi alívio? — Sim.                                                        


Ela possuía mais de 1 milhão de dólares? Seria algum tipo de herdeira de um industrial ou algo assim? Mas não lhe ocorreu nenhuma forma educada de perguntar.


— Isso é bom — comentou simplesmente. Ele pegara a chave em seu bolso. Enquanto abria a porta, disse: — Entre. Então Edwiges foi boazinha hoje?


— Ela foi maravilhosa. — Harry ouviu-a fechar a porta enquanto ele se curvava para remover a guia de Merlin. — Ela ficou me seguindo de um quarto para outro. Acho que ela estava acostumada a ficar sempre na companhia de alguém.


— Sim. No trabalho, meu cachorro fica deitado ao lado de minha mesa. Ela ficou bem chateada quando passou a ser deixada sozinha todos os dias, embora eu sempre dê um jeito de passar em casa para dar comida a ela.


— Bem, eu não me importo de tê-la comigo um pouco. Ela é sempre bem-vinda em minha casa.


— Obrigado. — Ele não queria abusar da boa vontade de Gina, mas era bom saber que ele tinha com quem contar num caso de emergência. — Já esteve no campo de batalha?


— Não. Mas ele está quase no topo da minha lista. Acho que provavelmente é contra a lei morar em Gettysburg e não saber nada sobre a batalha.


— Eu tenho um passeio guiado de carro gravado em CD. Posso emprestá-lo a você ou, se estiver livre amanhã, eu adoraria acompanhá-la.


Harry ficou um pouco surpreso em ouvir as palavras saírem de sua boca, particularmente porque não tivera nenhuma intenção de tirar folga no dia seguinte.


Ele acabara de convidá-la para sair? Ele não tinha certeza se a oferta casual se qualificava como um encontro. Ainda assim, ele não tinha nada tão próximo a um encontro desde o fim de seu noivado, alguns meses depois do acidente.


— Eu gostaria — disse ela. — E adoraria sua companhia. Podemos levar os cães?


—  Eles podem nos acompanhar no carro. Merlin pode ir a qualquer lugar que eu vá, mas Edwiges agora é um animal de estimação, não um cão-guia. Eu preciso verificar se o Serviço do Parque permite cães no campo de batalha.


— Eu posso checar isso. Vou dar uma olhada mais tarde na Internet. Se não descobrir nada, ligamos para o serviço do parque amanhã de manhã.


— Obrigado.


— Eu é que agradeço. Estava mesmo querendo ver o campo de batalha. — Ele percebeu que ela estava se virando enquanto falava. — Vou entrar na Internet agora.


Ele a seguiu até a porta.


— A que horas você gostaria de ir?


— Sou flexível. Que tal nove da manhã?


— Está ótimo.


— Então, até amanhã.


— Gina. — Ele estendeu a mão e segurou seu pulso antes que ela pudesse abrir a porta. — Obrigado por cuidar de Edwiges hoje. Ela significa muito para mim, e foi mais fácil trabalhar sabendo que ela não estava sozinha.


Gina ficou imobilizada quando ele a tocou. Então, para surpresa de Harry, ela virou a mão sob a dele de modo a fazer com que suas palmas se tocassem, e apertou levemente seus dedos. A pele de Gina era tão morna e macia que ele soube que, qualquer que tivesse sido seu emprego anterior, não envolvera trabalho manual. Também sabia que não estava mais preparada do que ele para a tensão sexual imediata que surgira entre os dois. Ele sentira uma aceleração intensa em seu próprio pulso quando suas mãos haviam se tocado, e a julgar pelo arfado baixo que ela deixara escapar, Gina sentira a mesma coisa.


Mesmo assim, seu tom de voz foi calmo e suas palavras simples, quando ela pigarreou e disse:


—  Foi maravilhoso ter companhia — disse ela. — Não sabia o quanto me sentia solitária até me mudar para cá. E estou determinada a mudar isso. — Ela riu. — Mesmo se tiver de começar com um cachorro. — Então, seu tom de voz mudou quando ela soltou a mão dele. — Epa!


— O que foi?


— Edwiges. Ela está sentada ao lado da porta. Acho que pensa que vai ficar comigo novamente.


— Edwiges, venha.


Silêncio. Que ótimo. Estava para acontecer uma reprise do jantar da noite anterior. Ele tentou não se sentir magoado. Afinal de contas, do ponto de vista de Edwiges, era ele quem a substituíra.


— Eu adoraria ficar com ela novamente — disse Gina, hesitante. — Mas sei que gostaria dela aqui com você.


— Sim, mas eu gostaria que ela fosse feliz...


— Ela vai superar. — A mão de Gina tocou de leve o ombro dele, esfregando um círculo pequeno e tranqüilizador.


Pelo menos, ele tinha certeza absoluta de que aquela massagem pretendia ser relaxante.


Na verdade, cada célula nervosa de seu corpo voltou à vida ao sentir aquela mão pequena e morna.


Há anos Harry não considerava relacionamentos, mas esta nova vizinha, de voz sensual e pele macia, estava excitando-o de uma forma impossível de ignorar.


Não que ele não gostasse de mulheres. Ele gostava, Muito. Ele amara, certa vez. Mas depois do acidente o qual perdera a visão deixara de acreditar que ela passaria o resto da vida com ele. Por mais estúpida que sua atitude lhe parecesse agora, ele havia repelido a noiva, isolando-se por trás de uma parede de autopiedade e insegurança.


Ele precisara de vários anos de terapia para se tornar confortável com o que era agora, para se convencer de que não perdera sua masculinidade junto com sua visão. Quando finalmente se recuperou, Cho já havia seguido em frente. Ele a havia procurado apenas para descobrir que ela se casara.


Ele saíra da casa de Cho com um sabor de derrota e a certeza de que a perdera por causa de sua própria estupidez.


Depois disso, ele saíra com algumas mulheres agradáveis e tivera um encontro às escuras que se revelara um desastre completo.


Mas, de todos os encontros normais que tivera, nenhum fora memorável, e nenhuma mulher o deixara com água na boca e pulso acelerado. Fora fácil imergir completamente em seu trabalho como advogado. Ele vivera bem com essa situação até há menos de uma semana, quando Gina Weasley mudara-se para o apartamento em frente ao seu.


E agora?


Ele não fazia a menor idéia de como ela era, mas ela, certamente, era estupenda. E isso não era simplesmente sexual. Ela possuía um humor seco do qual ele gostava, era direta e prestativa, e amava seus cães. Ela nem se importava em ter pêlo de cachorro como um acessório para suas roupas, o que por si só já a tornava perfeita.


Além disso, a atração que ele sentia por ela era inegável.


A atração que eles sentiam. Porque Harry tinha certeza de que ela também estava sentindo a química entre os dois. As pausas estranhas, os silêncios carregados, o senso de possibilidade elétrico que fluía entre eles... Sim, ela também sentia.


O coração de Harry batia forte sempre que sentia o aroma da pele de Gina. Seu corpo inteiro se arrepiava sempre que ouvia aquela risada rouca. E o calor da mão de Gina fazia-o imaginar como seria senti-la em suas partes mais íntimas.


Sim, fazia muito tempo desde a última vez que se sentira tão atraído por uma mulher.


Mas não havia questão de que ele sentia atração por essa. E ele sabia exatamente o que iria fazer a respeito.


— Depois do passeio pelo campo de batalha, iremos ao centro de visitantes — disse Harry. — É melhor você começar com o pé direito.


— O começo da minha educação sobre Gettysburg? — perguntou rindo.


Ele fez que sim com a cabeça e sorriu em resposta.


— O começo da sua vida em Gettysburg.


— Gosto de como esta frase soa — disse ela com grande satisfação. — Minha vida em Gettysburg.


n/a: que bom que vocês estão gostando, essa história é muito fofa!!! Não deixem de comentar!!!

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