Capítulo 10
Quando eu cheguei à sala comunal na segunda-feira de manhã, Phillip estava lá esperando por mim, pressionando seus lábios nos meus e sorrindo. Até aí o comentário de que Vicky Weasley estava junto com Phillip Blauth correu pelo castelo, e eu estava realmente incomodada com as pessoas me olhando e fofocando umas com as outras. Nós dois tomamos café da manhã juntos. Insisti para Mia, Sarah e Cris se sentarem conosco, mas elas se recusaram e nem esperaram eu insistir pela segunda vez.
Não vi Teddy no café da manhã e não sei por que isso me incomodou tanto. A última vez que eu o vi foi antes de Phillip me beijar, no baile. Ele me fitava e aquele olhos me fitando rondavam a minha cabeça, eu não podia fechar os olhos que eu o via. Eu queria me sentir culpada por pensar nele e estar com outro, mas o mais legal disso tudo é que eu não me sinto assim.
No horário livre antes do almoço eu não fui para a biblioteca estudar, nem fui para o salão principal onde as meninas certamente estavam e também não fui para os jardins. Eu fui andar pelo castelo, indo aonde meus pés queriam que eu fosse. Eu precisava ficar sozinha, colocar a cabeça no lugar... Estava imersa em pensamentos até ver Kurt.
Ele estava correndo ao meu encontro com uma expressão assustada e preocupada ao mesmo tempo, aflita. Ele gritou para mim, para confirmar se eu estava o vendo. O ‘vella’ que ele gritou, meu velho apelido, não saiu divertido como sempre. Saiu aflito.
- Graças a Deus eu te encontrei! – ele gritou pra mim, um pouco de aflição deixando os seus olhos.
- Que aconteceu? – eu perguntei um pouco preocupada com o que ele ia dizer. Pela sua expressão não era nada bom.
- Teddy. – ele ofegou o nome. Meu coração deu um solavanco.
- O que tem o Teddy? – perguntei alarmada.
- Ele está fazendo uma idiotice. Só você vai dar conta de impedi-lo, Vella.
Eu não entendi ou não quis entender o que ele quis dizer com o ‘só você pode’. Mas Teddy estava com problemas e eu tinha que ajudá-lo. Que meus problemas se ferrem, eu iria ajudar Teddy, eu morreria por ele.
- Por favor, Vicky – ele disse quando eu não respondi – Eu já tentei até tirá-lo à força, mas ele não cede.
- Me leve onde ele está, Kurt. – disse com determinação.
Ele me pegou pelo pulso e saiu andando com pressa pelos corredores. Quando chegamos ao jardim do castelo foi que eu deduzi o que estava acontecendo. Havia uma multidão de alunos cercando alguma coisa. Alguns olhavam o que acontecia, excitados, outros olhavam assustados. Kurt que me puxou em direção à multidão, abrindo caminho entre os alunos. Alguns protestavam, mas quando viam Kurt davam passagem com muita boa vontade.
A multidão estava posicionada em círculo e no seu centro estava Teddy, com Max um pouco atrás dele e outro garoto da Sonserina que eu não faço a mínima idéia de quem seja, mas devia ser do sexto ou sétimo ano. Ambos estavam com as varinhas erguidas. Desliguei-me do sonserino, não queria saber dele. Minha atenção se voltou pra Teddy, a fúria era evidente em seus olhos, seu cabelo estava vermelho cor de sangue, sua bochecha e sua boca estavam cortadas, saía sangue do seu nariz e ele estava imundo, sua camisa do uniforme tinha alguns cortes. Ele não desviava os olhos do seu adversário, estava rígido e parecia não fazer idéia da multidão que assistia a cena. Max sussurrava alguma coisa para ele, mas ele não escutava, Max tentava o puxar, mas ele não deixava.
Faíscas saíram da varinha do sonserino, por pouco não atingindo Teddy, que fez a mesma coisa e fez um corte no braço esquerdo do sonserino. Aproveitei a deixa. Corri para Teddy, parando em sua frente.
- Teddy. – eu disse – Pára com isso, vamos sair daqui.
Eu peguei sua mão e o puxei para sair dali, mas ele não se mexeu um centímetro sequer, nem desviou os olhos do garoto que o enfrentava.
- Ora, ora, ora – uma voz fria disse atrás de mim, e eu não precisava nem pensar pra saber quem era. – Você chamou a Weasley para te defender, Lupin? Não tinha ninguém mais patético não?
Eu larguei a mão de Teddy e me virei para encarar o garoto com raiva, mais controlada e focada no que eu tinha ido fazer ali. Tirar Teddy da briga e não me meter nela.
- Tinha sim. – eu respondi – Você, o mais patético de todos.
Ele se enfureceu com a minha resposta e com as risadas que alguns alunos deram por causa dela. Eu o encarei em desafio.
- Eu só não acabo com você, Weasley, porque eu não sou tão covarde a ponto de machucar mulheres.
- Mais covarde do que você já é, é impossível amigo.
- Talvez eu possa abrir algumas exceções, então. – ele disse com um sorriso - Você não deveria ficar com medo?
- Eu não tenho medo de ninguém, muito menos de você. – eu disse - Desculpe decepcioná-lo amigo.
- Pare de me chamar de amigo. – ele ordenou.
- Amigo – eu o irritei, sacando minha varinha, mais rápido do que eu pensara em sacar um dia, antes de murmurar ‘expelliarmus’. A varinha dele voou longe, se perdendo no meio dos alunos que sussurravam sem parar.
- Teddy! – eu gritei – Vamos sair daqui agora. – dessa vez eu não pedi, eu mandei, pegando toda a autoridade que, pelo que mamãe diz, eu herdei da vovó Weasley.
- Não. - ele retrucou. – Eu ainda não acabei com ele. Ele não podia falar assim com você.
- Oh Merlin, dai-me paciência. – eu murmurei.
Eu o empurrei e ele me pegou pela cintura, me desviando para o lado dele, não me deixando sair dali. Se ele está brigando por mim então eu vou ter que me colocar em perigo.
- Se você não sair daqui comigo agora eu vou ser obrigada a duelar com o garoto também. Não vou deixar você fazer essa festa sozinho – eu disse colocando determinação na voz para ele ver que eu não estava brincando.
Ele me olhou assustado e eu apenas o encarei com a cara fechada. Ele me puxou para mais perto dele, como se ainda tivesse algum espaço entre nós, o que me fez parar de respirar e meu coração acelerar, mas agora eu não sei pelo qual motivo era: se era porque ele estava ali, me abraçando, ou se era porque ele estava numa baita encrenca. Eu passei um braço pela sua cintura e tentei puxá-lo para fora da multidão, e dessa vez ele cedeu.
Andei com ele pelo jardim até ficar longe o suficiente das pessoas que nos olhavam. Paramos no meu lugar favorito, embaixo da árvore na margem do lago negro. Ele se sentou encostando a cabeça no tronco e fechando os olhos, os tapando com as mãos.
- Vicky? – ele me chamou depois de algum tempo de silêncio
- Sim.
- Achei que você tinha ido – ele disse tirando as mãos dos olhos e ainda os deixando fechados.
- Não vou te deixar até você se acalmar. – eu não quero te deixar nunca.
Ele deu um pequeno sorriso e abriu os olhos, eles ainda estavam em fúria.
- Vicky, eu... – ele disse, sua voz fria.
- Shhh. Depois você me explica, procure se acalmar primeiro. – interrompi.
Ele deu outro pequeno sorriso e fechou novamente os olhos, encostando a cabeça na árvore. E eu já tinha visto aquela cena, mas não ele todo arrebentado. Eu estava no meu paraíso de novo.
- Me deixa concertar esses cortes – eu disse quando aquilo estava mesmo me incomodando.
- Não precisa – ele disse saindo da sua posição de conforto e encostando a mão no corte da bochecha.
- Precisa sim.
Respirei fundo para tentar amenizar os ataques loucos que estavam por vir sempre por ficar muito perto dele, ou por ele estar fazendo charminho pra mim. Eu me ajoelhei na sua frente e peguei seu rosto em minhas mãos.
- Fique parado. – pedi.
Assim ele ficou enquanto eu curava seus cortes com a varinha - agradeço a Lauren por ser uma criança pentelha que vive se machucando – só os seus olhos acompanhando cada movimento que eu fazia. Sequei seu sangue e seu suor com o meu lenço, passando por cada parte do seu corto, sentindo seus traços através do pano fino, o seu cheiro ficando em cada parte que eu o passava.
- Acabei com o seu lenço – ele disse rindo.
- Menos um. Não vai fazer falta – é muito nojento não lavar mais esse lenço?
Nós ficamos um tempo em silêncio, eu deitei na grama e olhei as horas, ainda tinha tempo. Fitei o céu nebuloso e peguei minha gaita, tocando uma simples canção calma e o olhei pelo conto dos olhos pra ver que Teddy estava me fitando e sorrindo.
- Desculpe por hoje. – ele disse, mais calmo
- Não precisa se desculpar.
- Eu fui um idiota.
- Por que você foi um idiota? – perguntei sem me conter, esperando pra ver se eu concordaria.
- Eu e o Coltrane não nos damos bem desde o primeiro ano, sempre brigamos. – vasculhei na minha mente, tentando me lembrar de Teddy brigando com alguém, mas nada.
- Eu não me lembro de ver você brigando com alguém, muito menos com esse menino.
- Porque essa foi à primeira vez, antes só tinha bate-boca.
- Então por que chegou a esse ponto?
- Porque eu estava nervoso e queria brigar com alguém. – ele disse admitindo que a maior parte da culpa foi sua.
Eu me sentei e o encarei.
- Você brigou com ele porque queria descontar a sua raiva em alguém? – perguntei. Não sabia que Teddy era desse tipo, que descontava a raiva nas pessoas.
- Não preciso de sermão, eu já sei que eu sou um idiota.
- Ainda bem que você sabe. – disse e ele riu.
- Tudo bem que ele é muito mais idiota que você e que ele merece mesmo uma bela de uma pancada, mas descontar a raiva nele sem motivo algum é meio osso. – defendi parcialmente o menino. Isso é errado com qualquer um, todo mundo sabe disso.
- Ele falou mal dos Weasley. – ele disse levantando as sobrancelhas, com um sorrisinho maldoso aparecendo nos seu rosto.
- Por que você não o matou de uma vez, então? – perguntei brincando, me arrependendo de ter falado para Teddy para não brigar com o garoto.
Ele riu, e o silêncio prevaleceu de novo. Isso me incomodou, eu queria escutar a sua voz, tinha que o manter falando. Me deitei novamente, fechando os olhos, e fiz a primeira pergunta que me veio à mente.
- Não viu ser muito intrometida se eu perguntar por que você estava nervoso?
- Não. – ele respondeu com sinceridade.
- Por que você estava nervoso?
- Muitas coisas. – ele disse e eu concluí que o que Dominique falou é verdade. É difícil arrancar as coisas dele assim de primeira, mas eu só queria o manter falando.
- Que coisas? – perguntei fingindo curiosidade.
- Coisas que não saíram como a gente planejou, que acontecem e deixam a gente assim... Como eu disse, são muitas coisas. – senti os olhos dele no meu rosto, avaliando minha expressão.
- Resolva essas coisas – sugeri.
- Não depende de mim resolvê-las. – ele admitiu. Estava gostando dessa conversa por códigos, sem citar nome ou coisas.
- Por quê?
- Porque depende de uma segunda pessoa, mas ela está presa com seus próprios problemas para ver o meu. – ele se abriu.
- Converse com essa segunda pessoa. – sugeri novamente.
- Eu já tentei, mas não deu certo. – ele admitiu.
- Ela não aceitou conversar com você? – perguntei incrédula. Quem foi o idiota que perdeu essa oportunidade? Seja quem ela for, homem ou mulher.
Um arrepio corre pelo meu corpo. E se for uma mulher?
- Nós já estávamos conversando antes só que quando eu vi que eu podia me arriscar nós fomos interrompidos.
- Por que não tentou falar com ela de novo? – perguntei, sem saber direito se eu estava o ajudando ou atrapalhando minha vida, me deixando com ciúmes dele.
- É tarde demais. – ele disse derrotado.
- Nunca é tarde demais. – eu o olhei dessa vez, ele estava com aquele sorriso lindo pra mim, só para mim.
- Você está dizendo que é para eu ter esperança? – ele perguntou com um sorriso maroto.
- Não dizem que ela é a última que morre?
Ele não respondeu. O sinal bateu, eu olhei no meu relógio para ver as horas e fiquei surpresa quando eu vi que já era hora da aula depois do almoço. Eu tinha ficado aqui com Teddy o horário livre inteiro e o horário do almoço, e nem reparei. Não ouvi o sinal para o almoço tocando. Me desligo do mundo quando eu estou com ele, me desligo do mundo quando eu estou no meu paraíso.
Ele se levantou e ofereceu uma mão para mim, e eu aceitei de bom grado. O meu cabelo estava alto e cheio de grama, passei a mão para ajeitá-lo e parei quando Teddy tira uma grama, passando a mão pelo meu rosto.
- Obrigada – agradeci com minhas bochechas ficando quentes.
Ele fez um movimento para nós andarmos e vamos andando um ao lado do outro, em silêncio, até que chegamos ao corredor do castelo.
- Bom, tenho aula agora – disse – Se acalme, não se meta em brigas e tente resolver esses problemas.
- Pode deixar, Senhorita Weasley. – ele disse rindo.
Ele se inclinou e me deu um beijo no rosto, sussurrando um obrigado no meu ouvido, e saiu andando, indo em direção à sala comunal da Grifinória. Eu andei também, desligada do mundo, indo para minha próxima aula, até que ouço alguém me chamando. Era Phillip. Meu Merlin. Phillip. Tinha me esquecido completamente dele.
- Onde você estava? – ele perguntou. Não gostei do seu tom de voz, como se quisesse me regular. Não sei se conto a verdade, ele não se dá bem com Teddy, mas muitos alunos me viram sair com ele.
- Com Teddy. – opinei pela verdade.
- O que você estava fazendo com ele? – ele me perguntou ficando irritado e o ciúme o domando. Eu poderia ficar horas explicando, mas agora eu não tinha tempo.
- Desculpe Phil, mas eu tenho aula agora, mais tarde a gente conversa – ou discute.
Eu lhe dei um beijo e ele não corresponde. Só para irritá-lo eu lhe dou outro e saio correndo para minha aula, sentindo seus olhos nas minhas costas. Ele não iria deixar essa barato, não mesmo. Chegando à porta da sala de aula quase trombei com Cris.
- Oh Merlin. Oh Merlin. É verdade o que estão dizendo? – ela me perguntou ansiosa.
- Dizendo o quê? – perguntei sem saber.
- Que Teddy se meteu em uma briga e que você o tirou de lá acabando com o menino que ele estava brigando.
- É – respondi – Foi mais ou menos isso.
- Oh, você é demais! – ela disse animada, toda orgulhosa.
- E onde você esteve até agora? – perguntou Mia. Ela e Sarah estavam atrás de mim e não tinha visto.
- Com o próprio – e expliquei rápido o que aconteceu – Ele estava brigando, aí Kurt chegou pedindo para eu ajudar a o fazer parar, porque ele não queria aí eu cheguei lá e acabei com a briga, só que ele estava muito nervoso e eu fiquei conversando com ele até se acalmar.
O professor abriu a porta da sala de aula para entrarmos e a aula começou, enquanto eu contava tudo a elas por bilhetes. Cada detalhe e cada palavra, e a aula passa rápido desse jeito, e quando vi já estávamos indo para a próxima aula.
- Ele ficou com raiva. – disse me referindo à Phillip.
- Acho que se eu visse meu namorado com uma menina que eu não gosto eu também ia ficar com raiva. – diz Mia
- Eu não podia deixar ele sozinho naquele estado. Simplesmente não podia.
- Mas eu acho que se a menina, a menina que eu não gosto, já era amiga dele antes da gente começar a namorar, eu não ficaria com raiva, tentaria compreender. – Cris disse em meu auxílio.
- Realmente – Mia concordou pensativa.
- E ele faz parte da família, tinha que ajudar.
Eu tenho que admitir que estava tentando ficar com remorso por causa de Phillip, mas nem isso eu consegui fazer. Mia falando daquele jeito deu até uma pontinha de culpa, mas vem Cris e acaba com tudo. Eu vou conversar com Phillip.
A última aula do dia não passou rápido, mas com certeza não foi tão cansativa como as outras. Os professores ficaram dando mais e mais deveres, mais e mais trabalhos. Não estava mais agüentado essa vida. Queria dar um tempo, queria minhas férias de verão logo. Quando a aula acabou, Phillip estava me esperando na porta da sala, escorado na parede com os braços cruzados. Sua expressão não era nada boa, o ciúme estampado nela.
- Oi – cumprimentei.
Ele passou a mão pelos meus ombros e eu passei o braço pela sua cintura e fomos andando em silêncio. Eu podia escutar a sua mente e seu controle trabalhando, até ele começar a fazer a bendita pergunta.
- O que você estava fazendo com ele? – ele finalmente perguntou, mais calmo do que da primeira vez, mas mesmo assim não gostei do seu tom de voz.
- Ele estava com problemas e eu fui ajudar – expliquei.
- Eu ouvi dizer isso mesmo, mas você não devia se meter nos problemas dos outros. – ele disse parecendo a minha mãe, agora só falta me colocar de castigo. Ridículo.
- Por que não? Ele é meu amigo, tenho mais é que ajudar. – estava começando a ficar irritada.
- Não gosto dele. – ele disse simplesmente.
- E daí? – perguntei sem me importar.
- E daí que você pelo menos devia colocar isso em consideração.
- Só porque você não gosta dele, eu, como sua namorada, não devo ajudá-lo?
- É.
Eu parei de andar e me soltei dele. Ele me olhou ao passar a mão pelo cabelo loiro penteado com gel e se escorar na parede. Ele já sabia o que estava por vir.
- Olha Phil, vamos deixar uma coisa bem clara aqui, tudo bem? Eu não vou deixar de ajudar, conversar ou conviver com alguém só porque você não gosta, ok? Teddy faz parte da minha família, eu o conheço muito antes de me entender por gente e nada, nem ninguém, vai fazer a minha amizade por ele acabar. Ou você me aceita convivendo com ele ou você me deixa. – disse com sinceridade.
- Desculpe, eu só achei... – ele tentou, mas eu interrompi.
- Eu não sou essa menina linda e perfeita que você vê, pare de me ver como um anjo e me olhe como uma humana qualquer. Eu tenho defeitos, eu vou te decepcionar às vezes, seja intencional ou não. E tem outra, eu estou com você! Não precisa desse ciúme idiota. Tente controlá-lo.
Ele me pegou pela cintura e beijou a minha testa enquanto eu passava as mãos pela sua cintura também, o abraçando, e ficamos ali por um tempo. Ele raciocinando sobre o que eu acabei de dizer e eu vendo se eu deixei as coisas bem claras. E pelo que parece, sim.
N/A: AEAEAE :D