-Quem está ai?
Seu corpo ficou tenso no mesmo instante em que ouviu a voz dele soar no quarto ainda escuro e Gina sentiu sua voz sumir, apavorada.
-Gina! – Harry chamou mais alto, ele já estava de pé e havia apanhado a espada que ficava ao lado da cama.
-E-estou aqui.
Ela apressou-se a sair de perto da janela e esbarrou nele praticamente no meio do quarto.
-O que está acontecendo?
-N-nada... eu estava apenas tomando um ar.
-Ouvi vozes.
-Você estava dormindo, deve ter se confundido.
Harry caminhou apressado até a janela aberta e espiou para fora, não havia nada a não ser o soprar forte do vento, ao que parecia uma tempestade estava por vir. Realmente ele devia estar vendo coisas.
-Vamos dormir. – Chamou ele puxando Gina consigo.
Ela o encarou entre aliviada e assustada, Dino deveria ter se escondido em algum lugar. Porém, o que mais a intrigava naquele momento era o jeito indiferente com que Harry a tratava, e que deixava claro que havia alguma coisa errada.
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-Harry!
Ele parou a meio caminho da montaria e encarou a amiga.
-Tem certeza de que não é melhor esperar a chuva passar um pouco mais?
-Não Mione, tenho que ir agora, os boatos e as fofocas correm rápido e essas coisas podem acabar em uma guerra, você bem sabe.
-Sei... mas você está estranho...
-Estranho? – Questionou ele com indiferença.
-É, estranho sim. – Hermione acusou severamente. - Parece que está com pressa de sair daqui... seria pressa de resolver seu problema em Avery ou está fugindo de alguém, majestade?
Harry a encarou desconcertado.
-De quem eu estaria fugindo?
-Ah Harry... pelo amor de Deus! Onde está Gina? Vocês brigaram de novo? – Hermione questionou sem rodeios.
-Que? – Ele passou a mão no cabelo exasperado. - Mione eu tenho coisa mais importante com que me preocupar, é claro que não brigamos.
-Certo. Onde ela está?
-Dormindo eu acho. – Respondeu ele como sendo a coisa mais óbvia.
-Ela sempre acorda cedo. – Revidou.
-Tenho que prestar contas até mesmo dos horários dela?
-Tudo bem, se você acha que está tudo certo.
-Está tudo certo, Mione. – Respondeu impaciente.
-Tome cuidado com essa chuva. – Alertou ela.
-Tomarei. E com você está tudo certo?
-Sim, tudo ótimo. Me casarei no próximo mês, porque não estaria?
Ele a olhou não acreditando nem um pouco naquilo, somente o fato dela ter tocado prontamente no assunto do casamento mostrava de que era justamente aquilo que a incomodava.
-Tenho que ir, quando voltar conversaremos melhor.
-Não há o que conversar, pelo menos não sobre mim. – Declarou Hermione, enquanto o via subir apressado na carruagem.
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Ainda sonolenta ela girou sobre a cama esticando-se por inteiro, sentia alguns pontos tensos em seu corpo, mas nada demais. Abriu os olhos por completo procurando por ele, mas não o avistou em lugar algum do quarto. Ergueu-se rápido da cama e decidiu se trocar, talvez tivesse acontecido alguma coisa.
Sem se importar em parecer muito ansiosa, Gina passou pelo corredor que dava acesso as escadas e as desceu de um salto, passando por alguns criados atarefados indo estacar bem nos portões do castelo. A chuva estava forte e ela não viu mais que algumas carruagens ao longe.
-Bom-dia.
Gina olhou surpresa para Hermione que devia estar a bastante tempo ao seu lado enquanto ela não conseguia parar de olhar para o ponto no horizonte onde as carruagens haviam desaparecido.
-Onde está o Harry? – Ela perguntou a única coisa que lhe importava naquele momento.
-Ah... Ele teve de sair as pressas, resolver assuntos em Avery.
-Ele... ele viajou? Mas...
-Algum problema? – Hermione ergueu a sobrancelha intrigada. Sabia que havia algo errado, aquela pequena crise de Gina só estava confirmando tudo.
-N-não, não tem nenhum problema. – Gina passou a mão pelos cabelos ainda meio despenteados devido a pressa e ao vento incessante, caminhou meio cambaleante para dentro do castelo, um frio repentino pareceu tomar conta de seu corpo, mas era algo que vinha de dentro dela mesma.
-Ele teve que sair muito rápido, era urgente...
As palavras de Hermione chegavam distantes ao seu ouvido e Gina a encarou com um sorriso fraco antes de subir as escadas e caminhar de volta para o quarto. Ela podia ouvir que Hermione continuava atrás dela.
-Gostaria de me arrumar sozinha, mas tarde chamo você e Irys.
Sem esperar resposta ela fechou a porta do quarto. Havia algo errado, ela tinha certeza que havia algo de muito errado dentro dela. Gina tinha a certeza que existia algum tipo de ferro comprimindo lenta e dolorosamente seu peito. O que afinal ela queria? O que afinal ela havia esperado?
Sorrindo sem nenhum humor ela começou a arrumar-se mecanicamente.
Sem dúvida nenhuma ele poderia pelo menos ter-se despedido antes de partir, ela esperaria isso dele em qualquer momento ainda mais depois do que haviam compartilhado na noite anterior, para ela tinha sido especial, mágico... mas não parecia ter tido o mesmo significado para ele, não mesmo.
Agora ela estava ali, como uma garota apaixonada, com o maldito coração reclamando, como ela sempre julgara que nunca estaria! Com cólera por si mesma, ela arremessou a escova que antes estava em seus cabelos.
Foi necessário algum tempo olhando para o objeto no chão para que Gina deixasse a raiva de lado e tentasse controlar a respiração. Os pensamentos em sua cabeça estavam se organizando melhor, parecia um pequeno quebra-cabeças colocando as coisas no lugar. E se ela estivesse apenas com caraminholas na cabeça? E se Harry realmente tivesse saído para resolver uma urgência? Afinal, ela mesma testemunhou o que havia acontecido na noite anterior. O assunto com Avery era realmente grave.
Mais calma e com os pensamentos reorganizados, ela apanhou a escova do chão e terminou de se arrumar. Naquele exato momento um outro pensamento tomou todo o espaço de sua mente: Dino Thomas.
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A chuva açoitava as janelas do castelo e Gina apesar dos esforços ainda não havia encontrado rastro nenhum de Dino e é claro que não poderia sair perguntando por ai.
-Bom-dia majestade.
-Ah Irys! – A rainha quase gritou ao ver a dama de companhia, era a única pessoa com quem ela poderia conversar naquele momento.
-Quanta alegria em me ver. – Exultou.
Gina puxou a amiga para a biblioteca vazia e antes que Irys falasse qualquer coisa ela estava despejando o “caso Dino Thomas” para a amiga.
-Ah meu Deus! – Irys tapou a boca com as mãos assustada.
-Tenho que achar o Dino, achá-lo e mandá-lo embora o mais rápido possível.
-Certo, mas só podemos fazer isso quando a tempestade diminuir um pouco.
Gina andava aflita pela biblioteca.
-É claro que existe outra solução.
Ela parou e fitou intrigada a amiga.
-Você pode ir embora com ele. Não foi isso que ele veio fazer aqui?
Nem por um segundo sequer Gina havia cogitado aquela opção, mas era uma opção. Há alguns meses, era tudo o que ela queria na vida. Mas então, por que não era mais o que ela queria? Por que não podia mais ir embora com Dino e deixar tudo para trás?
-E-eu não posso ir embora com ele.
-E por que não?
-Porque não. Eu tenho compromissos em Bristol, sou a rainha.
Irys ergueu a sobrancelha e estreitou os olhos sorrindo daquele jeito que ela sempre fazia quando pegava alguém em uma mentira. E Gina conhecia bem aquele sorriso.
A conversa teria continuado se Hermione não houvesse aberto a porta e passasse com o resto das garotas do reino.
-Ah que bom que vocês já estão aqui, vamos começar a aula.
Gina sorriu aliviada e deu início as suas atividades.
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Faziam exatamente duas semanas que Harry havia partido. Era fácil seguir a vida como se nada tivesse sido mudado, pelo menos durante o dia os afazeres do castelo tomavam todo o seu tempo e ela afugentou com grande coragem e persistência a visão de Harry de seus pensamentos, mas quando a noite chegou e a chuva torrencial havia se reduzido a um vento fresco e uma neblina fina, Gina se deitou na cama de dossel e suspirou resignada.
Droga! Não era aquilo que ela tinha planejado, não era para ser assim.
Ainda tinha o fato de que Gina não tinha tido nem sinal de Dino Thomas, ela só não sabia se isso era bom ou ruim. Ele deveria estar escondido em algum lugar de Bristol e certamente não se arriscaria a bater na janela do quarto real novamente, afinal Gina soube por Ronald que a guarda havia visto um vulto há uma semana atrás rondando por ali e que naquele exato momento, por precaução, tinham dois guardas plantados na janela de seu quarto.
Ela ainda rolou pela cama, se remexeu, bebeu água e voltou a se deitar na esperança de pegar no sono.
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Depois de todo aquele tempo em Bristol, Gina havia aprendido algumas coisas, e uma delas era que os Malfoy não eram uma família confiável, foi por isso que ao ver Draco Malfoy caminhando para perto do banco onde ela estava sentada, em uma parte mais afastada do jardim, sentiu um certo desconforto.
-Bom-dia majestade.
-Bom-dia Conde Malfoy.
-Apreciando a paisagem do castelo?
-Apenas respirando um pouco de ar puro. – Ela respondeu sem olhá-lo.
-Não é muito prudente uma rainha andar por ai sem suas damas de companhia. - Draco falou com sua voz arrastada.
-Eu sei o que é prudente ou não Conde, acho que não cabe a você falar o que é prudente a uma rainha. – Gina sorriu.
-Claro, perdoe-me majestade. Apenas estava preocupado com sua segurança.
Gina não conseguia ver um pingo de verdade em qualquer daquelas palavras.
-Agradeço sua preocupação, mas estou bem.
-Posso sentar aqui? – Malfoy apontou o espaço vago no banco.
-Claro que pode, mas acho que vai ficar sozinho, pois estou voltando para o castelo.
Gina ergueu-se e saiu sem olhar para trás.
Draco apenas a fitou. Os olhos reluzindo de pura maldade e malícia. Aquela ruiva de nariz em pé ainda veria quem era o verdadeiro rei de Bristol.
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A manhã não estava nublada, pelo contrário, o sol parecia ter decidido aparecer em definitivo naquele dia. Ronald descansava de sua ronda da guarda e havia acabado de deitar-se embaixo de uma árvore. Viu muito bem quando Irys passou, seguida por Said. Aqueles dois estavam aprontando alguma coisa e ele sabia que provavelmente quem se daria mal naquilo tudo era Irys, afinal, ele conhecia perfeitamente bem a família de Said para saber como eram as coisas para eles.
Ele não se preocupou muito em observar os dois, a tempos sua cabeça fervilhava com pensamentos quase insanos e ele queria muito poder mergulhá-la em uma cacimba de água gelada.
Hermione! Hermione! Hermione!
Era isso que sua cabeça gritava, ecoando como em uma caverna inabitada. Fazia tempos que não conseguia conversar com ela, a não ser é claro um “Bom-dia” educado quando se cruzavam vez ou outra. Ela estava esquiva. E ele poderia realmente culpá-la?
Talvez a força de seus pensamentos fossem fortes demais, pois subindo esbaforida pelo pequeno aclive que levava até o local onde ele estava, vinha Hermione, banhada pelo sol da tarde, com a face corada do caminhar afobado, seu cabelo revolto se soltava do coque elaborado.
“Céus, como nunca reparei como ela cresceu!”
Hermione nem de longe era a garotinha mirrada e assanhada da sua infância.
“Ah, mas não era mesmo.”
Hermione parou diante dele, estacou devido a expressão compenetrada de Rony, mas não demorou para falar.
-Rony, já faz mais de duas semanas que Harry partiu e nada até agora!
-Ah... – Ele estava meio atrapalhado com as palavras. – É verdade, também estou preocupado, mas o que podemos fazer?
-Por que você não foi com ele? Seria melhor.
-Mione, o Harry foi com Sirius e com alguns integrantes da guarda. Eu bem que queria ir, mas eles acharam melhor ter alguém de confiança aqui, por isso Remus também ficou.
-Eu sei, eu sei... – Ela abanou a mão e andou de um lado para o outro inquieta. -Era melhor mandarmos um mensageiro...
-Não sei não...
-Gina também está louca de preocupação!
-Vocês poderiam se preocupar mais com bordados, costura... ei, ei espera! – Ele se levantou ao ver Hermione lhe dar as costas.
-O que foi? – Não soou como uma pergunta, pareceu mais um xingamento.
-Calma, eu estava só brincando, não falei sério... – Rony havia segurado o braço de Hermione para impedir que ela fosse embora.
-Sabe, eu nem sei porque vim aqui. – Ela continuou como se ele não tivesse dito nada, e o tom de voz que ela usou foi ainda mais alto.
O rosto dele se tingiu de vermelho e inflou, a raiva borbulhando o deixando possesso.
-Você é mesmo um legume insensível. A verdade é que eu nem poderia esperar outra reação de você que não fosse essa!
-Jura que não?! – Ele respondeu em um tom forte e desafiador. – E essa você esperaria?
As palavras foram seguidas das mãos grandes dele que abarcaram a cintura de Hermione no mesmo momento e a prensaram contra a árvore frondosa atrás de suas costas.
-O que... o que v-você está fazendo? Me largar Rony...
O rosto dele estava próximo, Hermione sentiu seu rosto esquentar só não sabia se de raiva ou expectativa.
-'To te ensinando a ficar de boca calada. – falou maldosamente e avançou para os lábios dela.
Ele era um prepotente, foi esse o único pensamento antes que Hermione sentisse seu corpo traidor vacilar. Ela não tinha forças para afastá-lo e nem mesmo queria. Ela já não sabia se estava com frio ou calor. Algo irradiava dos lábios dele e adentrava por seu corpo sem piedade. Seus lábios antes nunca beijados não podiam fazer comparação alguma, mas sem dúvida ela estava explodindo por dentro. Sem mais pensar, Hermione o enlaçou pelo pescoço e correspondeu ao beijo. Deixou que ele aprofundasse como quisesse, suas cabeças inclinaram-se em direções opostas, deixando-a sentir a mistura de aromas que exalavam do corpo dele, assim como seus corpos inteiramente colados um no outro. Aquilo sem dúvida não era prudente.
ELA ERA NOIVA! Seu cérebro sempre tão atuante gritou a pleno vapor e com um choque forte Hermione despertou do transe em que estava, o empurrando com facilidade já que Rony parecia tão compenetrado quanto ela antes estava.
-Você! Você! – Hermione deu passos desajeitados para longe dele e cobriu a boca horrorizada. – Não podia ter feito isso!
-Mione...
-Cala a boca! Quem diz agora para você calar a boca sou eu! – Ela quase tropeçou ao andar de costas ainda o encarando. – Isso não teve graça Ronald!
Hermione deu meia volta e desceu pela colina, quase correndo de volta para o castelo.
-Mas não foi brincadeira. – Sussurrou Rony, ainda pasmo pelo barulho enlouquecedor que algo dentro do seu peito fazia.
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Gina estava sozinha naquela tarde, nem Hermione, nem Irys estavam por ali, as duas pareciam ter algumas coisas importantes para resolver. Irys devia estar com Said, e Hermione por mais que evitasse devia ter arrumado algum pretexto para enfim falar com Rony. Gina balançou a cabeça e soltou uma risada.
Como poderia ter pensado que Hermione e Harry tinham alguma coisa?
Para ela estava claro que Hermione amava Rony e vice-versa, por mais que ambos brigassem feito cão e gato.
Gina virou sem muita vontade a página do livro que tentava ler naquela tarde, quando um pequeno alvoroço do lado de fora chamou sua atenção. A voz rabugenta de Imelda confirmou o que ela pensara.
-Harry meu querido!
Gina irrompeu pelo saguão de entrada a tempo de ver a governanta abraçar Harry. Todos sabiam que Imelda se sentia como mãe de Harry, apesar de sua rabugice com todos, principalmente com Gina.
-Vou mandar os criados prepararem seu prato preferido.
Ela sorriu ao olhar para Gina ainda parada na porta da biblioteca, um sorriso zombeteiro de quem provavelmente a estava desafiando a contradizer algo, mas Gina nada disse, ela não ligaria para Imelda naquele momento.
Gina sentiu seu pulso acelerar juntamente com seus batimentos e não reparou muito na comitiva de pessoas que passavam pelo salão. Sirius deu início a uma conversa com Harry sobre qualquer coisa urgente que ela não queria saber. Ela esperou e para seu desapontamento Harry não lhe dirigiu um único olhar.
-Mas podemos conversar sobre isso depois. – Sirius deu um sorriso cheio de significados e olhou para Gina antes de sair do salão.
Harry simplesmente se virou e caminhou sem pressa para a sala de reuniões.
Gina continuou ali, olhando sem entender. Num impulso ela o seguiu. Ele já estava sentado na grande mesa da sala e assinava concentrado alguns papéis. Mesmo com a barba por fazer e o cabelo em desalinho devido a viagem, ele parecia perfeito.
-Harry. – Ela chamou tentando soar tranqüila.
-Diga.
Ele não a olhou e isso a incomodou profundamente.
-Eu pensei... pensei que estivesse cansado, talvez quisesse subir e...
-Estou perfeitamente bem Gina, só tenho que despachar muitos papéis, muito trabalho acumulado.
-Ah... certo.
Ele ainda não a tinha olhado.
-Se eu puder ajudar em alguma coisa...
-Você ajudaria se não atrapalhasse agora.
Enfim ele a olhou e ela não gostou muito da expressão dos olhos verdes, eles estavam estranhos, meio distantes, indiferentes.
-Ah... – Ela precisou de um segundo para se recompor da surpresa pelas palavras grosseiras dele. – Certo, desculpe.
Gina não soube se havia conseguido, mas tentou soar indiferente, tentando com muito sacrifício reconstruir o muro que havia criado antes entre eles. Ela saiu calmamente da sala de reuniões e andou até o gramado do castelo, parecendo estar em uma espécie de transe.
-O Harry chegou!
Gina levou um susto ao perceber Hermione na sua frente sorrindo.
-É, ele chegou.
-Que bom, eu estava tão preocupada. Você está bem? Está esquisita.
-Ah, nada não Mione, estou bem, só com um pouco de fome, mas a Imelda vai preparar algo bom para o jantar. – Gina sorriu.
-E aonde você vai? – Hermione ergueu a sobrancelha.
-Nenhum lugar em especial, eu estava apenas andando. Vou voltar para me arrumar para o jantar.
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O barulho dos talheres era tudo o que se podia ouvir no salão de refeições do castelo de Bristol. Um homem comia concentrado, enquanto uma mulher ao seu lado procurava fazer o mesmo.
-Está tudo do seu agrado?
Gina nem mesmo se incomodou com a presença irritante de Imelda que havia entrado no salão com algo mais para Harry.
-Tudo perfeito, obrigada Imelda.
-Ah que bom.
Gina não prestou atenção no restante da conversa, apenas bebeu um gole de suco enquanto Imelda saia da sala.
-Como foi sua visita a Bristol? – Ela perguntou tentando puxar alguma conversa.
-Muito boa, conseguimos falar com o rei e acho que não teremos problemas por enquanto.
-Creio que demoraram mais que o esperado.
-Sim, haviam algumas festividades na cidade e o rei fez questão que ficássemos. Uma questão de cortesia.
-Ah sei, fiquei preocupada, poderia ter avisado. – Ela reclamou baixinho.
-Não tive tempo para essas coisas. – Ele respondeu sem se importar.
Gina ergueu-se calmamente.
-Terminei, acho que vou subir.
-Mas eu ainda não, você deve me esperar.
Aquilo era demais para ela, Gina ergueu-se e atirou o guardanapo na mesa.
-Acaso aconteceu alguma coisa? Perdi algo? – Ela perguntou completamente perdida.
-Do que estais falando? – Ele questionou.
-Eu pensei que... nada, vou subir.
Harry largou com força o guardanapo na mesa e subiu logo atrás dela.
-O que você queria afinal Gina? – Ele questionou ao fechar a porta do quarto.
-Você está estranho. – Acusou ela.
Ele apenas continuou a olhá-la, ela parecia novamente aquele bicho acuado da primeira noite após o casamento.
-Não estou estranho, apenas tenho coisas demais para resolver.
-O que foi aquilo quando você chegou? E depois no escritório? E agora no jantar?
-Eu já disse que tinha coisas a resolver. – Ele respondeu irritado.
-Por que você não falou comigo antes de viajar?
-Saí apressado e não queria te acordar. – Ele sacudiu o ombros.
-Parece que aconteceu alguma coisa, alguma coisa que eu perdi. – Ela constatou o olhando fixamente.
-Não aconteceu nada Gina, o que você queria afinal? Que eu chegasse aqui me atirando nos seus braços? Procurando por você? Eu tinha coisas mais importantes para resolver! – Despejou ele por fim.
Gina continuou imóvel, assustada com aquelas palavras, pareciam ter o efeito de uma bofetada na sua cara, porque fora exatamente aquilo que ela esperava que ele fizesse.
Harry caminhou até a janela e respirou fundo. Era exatamente aquilo tudo que ele queria fazer quando chegasse a Bristol e fora preciso muita força para se controlar e não fazer. Ele não podia se deixar dominar por aqueles sentimentos, não podia!
-Eu pensei que seria diferente. – Era quase um sussurro.
-Por que? – Ele a fitou, ambos encarando-se.
O rosto de Gina se tingiu de vermelho e Harry sorriu, algo dentro dele parecia querer terminar com aquilo. Magoar, brigar, humilhar, para ver se ela sumia dali.
-Bem, nós... nós...
-Só porque nós fizemos sexo? – Ele sorriu em escárnio.
Nada poderia tê-la preparado para aquilo, ela ofegou e recuou automaticamente. Aquela definitivamente não era a mesma pessoa, aquele não podia ser o Harry. Ela queria mais que tudo em sua vida poder fingir indiferença, poder esnobá-lo, poder brigar com ele como tinha feito tantas vezes antes, mas ela não conseguia, não conseguia encontrar força ou sentido para aquilo naquele momento. A batalha estava perdida e ele tinha ganhado.
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NB: MANAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Eu posso bater no Harry????? Só um cascudo??? COMO ELE PODE FAZER ISSO???????? Argh!!!!!!!!!!! Ok, me acalmando.... A Gina foi forte como sempre. Perfeita. O Ron finalmente mostrou a todos, ser o ruivo que eu amo! Mas a Hermione... Eu posso bater na Hermione??? Só um cascudo????? COMO ELA PODE FAZER ISSO???? Eu estou me repetindo? Fazer o que se esses dois hoje me tiraram do sério? Beijos querida e parabéns pelo capítulo.
Resposta aos comentários:
Sandy Meirelles – Mana (afofa) que bom ver vc por aqui pela minha fic rsrsrsrs... beijos.
Pedro Freitas – Acho que o Harry aceitou seu conselho sobre correr para Avery, quanto ao Dino as coisas ainda vão bombar rsrsrsrs... vc fez uma bela análise o Harry pensa realmente como um homem de sua época, acho que ainda vai demorar para ele acreditar em amor e coisas do tipo. Bjs e obrigada pelos comentários.
Maria Lua – Obrigada pelo seu comentário e acho que as coisas entre o Harry e a Gina realmente vão ficar complicadas rsrsrsr... ninguém confia no Zabini como diplomata, pq será... rsrsrs... Beijos.
Thamis no mundo – Eu que agradeço por vc comentar, beijos.
Caroline Evans Potter – Ah meu Merlim, to achando que vc vai me mandar uma maldição depois de ler esse cap. Afinal, vc pensou que as coisas já estavam certas entre os dois (autora se esconde) rsrsrsrs... Bjs.
Patrícia Pattinson – Obrigada pelo seu comentário e realmente vamos ver no que vai dar rsrsrs... Bjs.
Jasmine Black – Desculpe por sumir de novo (se esconde) mas serei boazinha daqui em diante, eu prometo!!! Bjs e obrigada pelo comentário.
Dani Gente Boa – Obrigada pelo comentário Dani, espero que vc goste desse cap. Fico imensamente feliz que minha humilde fic esteja entre sua classificação de melhor rsrsrsrs... obrigada pelo carinho. Milhões de beijos.
Deby – Nhan tadinho do Dino, ele está indo salvar a Gina rsrsrsrs... se bem que depois desse cap. Acho que ela está mesmo querendo ser salva rsrsrs... bjs.
Babi Mione – Acho que não atendi seu pedido quanto ao Harry tratar a Gina com amor e compreensão, mas veja bem sou muito boazinha e a culpa não foi minha, foi o Harry que fez tudo isso eu apenas escrevi a vontade foi dele (cara de anjo). Bjs.
Rafaela iukelzon – obrigada pelo comentário Rafa, e espero que não me mande nenhuma azaração rsrsrs... bjs.
Day B. P. – Ah que bom que vc gostou do cap, fico muuuuuuito feliz. Acho realmente que o Harry ainda não percebeu que está apaixonado, principalmente depois dessa. Bjs.
Gilmara – Será mesmo que o Zabini sabia do Dino???????? Não sei não... (pensando) acho Tb que vai ser um pouco difícil pra Gina convencer o Harry, mas veremos... Bjs e obrigada pelo comentário.
Luan Potter – Obrigada pelo comentário Luan, espero que vc continue gostando da fic. Abraços esmagadores.
Tina W. Potter – KKKKKKKKKKKKK... vc ainda me mata de rir, amei seu comentário gigantesco hauhauahauha... adorei o comentário de cada parte me sinto muito feliz em saber que a fic agradou principalmente em certos momentos (olhar malicioso). E eu ainda tenho que arcar com seu tratamento médico? Oh céus rsrsrsr... beijos enormes e obrigada pelo comentário maravilhoso.
Nanda Potter – Ai Merlim, acho que vc pode não achar mas o Harry gentil e preocupado rsrsrsrs... mas tente ver pelo ângulo daquela época sim, e não azare a autora. Ai que elogio enorme vc dizer que é minha fã eu é que tenho orgulho (autora vermelha). Beijos enormes e obrigada.
Mica Caulfield – Ah obrigada pelos elogios, fico muito feliz que estou conseguindo manter a realidade da época, por isso mesmo o Harry teve essa reação nesse capítulo pq os homens não eram tão bonzinhos naquele tempo. Fico feliz que vc tenha gostado da Nc, é bom ter um retorno em relação a isso pq é meio complicado escrever. Beijos e continue lendo.
Mari Black – É mesmo vc está sendo uma péssima leitora que me abandonou (fazendo drama) rsrsrsrs... volte a ser ativa sim, estamos sentindo sua falta na comunidade. Beijos e valeu.
Thais A Tonks Lupin – Obrigada pelo comentário e desculpe pela demora. Bjs.
Dani W. Potter – Obrigada por estar por aqui acompanhando a fic, beijos enormes.
Ginny M. W. Potter – Também to muuuuuito feliz que vc tenha achado minha fic rsrsrsrsrs... obrigada por estar comentando por aqui e espero realmente que esse capítulo tb lhe agrade. Mil beijos.
Luciana Martins – LUUUUUUUUUUUUUUUUU... (abraça, afofa e amassa) quanto tempo mesmo mulher, vc me abandona aff... isso não se faz (chora). Que bom que vc gostou da NC falta só voltar a aparecer. Beijos enormes e abraços esmagadores.
Escarlet Esthier Petry – Obrigada pelo comentário, fico muito feliz que esteja gostando.
Prika Potter – Obrigada pelo comentário, espero que vc comente nesse capítulo Tb, estou esperando sua opinião. Beijos.
Jhonatas T. Potter – Seu sumido!!!! Volte para cá viu!!! Muito obrigada pela capa e vou colocar na fic logo, logo. Beijos.
Helenira Nina Lopes Barroca – Olá, obrigada pelo seu comentário e não bata no Rony ele até que se manifestou nesse capítulo rsrsrsr... que pena que vc não está tendo tempo, comigo acontece a mesma coisa só falta de tempo pq o resto está tudo perfeito. Beijos.
Thá Potter – Obrigada pelo comentário e puxão de orelha pela demora kkkkkkkk... beijos mana.
Ana Eulina – Ah não brigue comigo pela demora, juro que vou me comportar da próxima vez rsrsrsrs... Beijos.
N/Autora – Olá gente!!!! Estou por aqui finalmente e espero que todos gostem do capítulo. Um beijo enorme para todas da minha comunidade onde sempre dou notícias e um especial pra minha irmã/Beta Pri.
BEIJO NA BUNDA DE TODOS!!!!
E quem quiser saber mais notícias da fic passe na comunidade:
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