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13. Ciúmes


Fic: Amor Improvável DM-HG Long


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 13


Ciúmes


 


O restaurante Duas Caras receberia três grupos diferentes. Vindos com objetivos diferentes, mas que por causa de uma pessoa se uniriam de alguma forma.


 


****************************************************************


 


- Cada dia que te vejo penso se tomei a decisão certa em te deixar. – Rony falou brincando dando um grande abraço na amiga.


 


- Você não toma jeito, Ron!


 


- Chega desta conversinha! Vamos logo escolher um lugar! – enquanto falava Gina puxava Harry pelo braço.


 


****************************************************************


 


Os outros dois grupos chegaram e o jantar transcorreu sem que um grupo soubesse da presença do outro.


 


Até que em determinado momento a pista foi esvaziada, apenas algumas mesas circundavam o ambiente. O espaço agora era preenchido por algumas pessoas que tinham coragem de dançar em uma pista vazia.


 


- Vamos lá, Harry!


 


- A pista está praticamente vazia, Gina! Sabe que não curto dançar... Ainda mais assim... Tão a vista.


 


- Poxa, Harry... – fez um biquinho malicioso.


 


- Juro que vou, Gina... Só espera a pista encher mais e aí...


 


- Não acredito que encontrei vocês por aqui!


 


- Simas? O que está fazendo aqui? – perguntou Hermione.


 


- Lembra-se daquele compromisso que te contei?


 


- Claro! – levantou-se para cumprimentar o amigo. Ia dar um beijo no rosto, mas ele foi mais rápido e a beijou na boca. Um rápido selinho.


 


- Olá para todos! Cadê o Rony? Vocês sempre andam juntos! – disse enquanto cumprimentava todos.


 


- Deve estar paquerando por aí! – disse a ruiva. E sua fala foi completada por Harry.


 


- Depois que ele e Mione terminaram, nunca mais sossegou!


 


- Ora, ora.... Reuniãozinha da Grifinória? – brincou Zabini – Não sabia que este tipo de gente era permitido aqui.


 


- A que tipo você se refere, Zabini? – indagou Hermione.


 


- Acho melhor não responder, Blaise. – Draco chegou interrompendo a futura briga. – Pelo visto você está bem melhor, Granger.


 


- Estou sim, obrigada.


 


Vendo que poderia sair briga dali, Gina puxou Harry até o balcão com a desculpa que a cerveja estava demorando a chegar. Zabini aproveitou e saiu também.


 


- Mione, eu já venho... Estou aqui a trabalho... Assim que puder venho te encontrar, ok?


 


- Claro, Simas. – Os dois despediram-se com um beijo.


 


Após a saída do garoto, Draco iniciou a conversa:


 


- Não sabia que estava namorando.


 


- Não estou.


 


- Certo,... Apenas uma amizade colorida?


 


- Sim... Não... Na verdade não sei, Malfoy.


 


- Não sabia que era desse tipo. – Draco sentia algo dentro de si. E as palavras saiam muito rápidas.


 


- Tipo? Como assim?


 


- Esse tipo de mulher que fica por aí com qualquer cara e dá na primeira cama que encontra.


 


- Como? – Hermione era uma mulher forte. Já havia passado por muita coisa, mas ela tinha pontos fracos. Esse era um. Fora a primeira vez que agira por impulso e estava bem consigo mesma. Ele nem tinha como saber do que acontecera. Apenas uma insinuação inconveniente. Ficava brava principalmente por homens se glorificarem deste comportamento e quando alguma mulher agia assim, é por que era vagabunda. – Sem comentários, Malfoy. – Saiu afastando-se rapidamente do rapaz e indo para a pista.


 


- Merda! Volte aqui! Espere, Granger! – Pegou no braço dela e a virou para si.


 


- Já deu sua opinião sobre a minha vida.


 


- Desculpe. É mais forte que eu... Estou tentando mudar. Só peço um pouco de paciência... Às vezes... Sei lá... Não sei o que está acontecendo... – Direcionou seu olhar para a garota. Um rápido estremecimento passou pelo corpo de Draco ao olhar tão profundamente para Hermione. Como a mão dele ainda segurava os braços da garota, ela sentiu o estremecimento. Este breve choque foi o suficiente para os dois se distanciarem um pouco.


 


- Deixa para lá, Malfoy. Não sei por que ainda espero qualquer mudança da sua parte.


 


- Entendo, mas vou provar que mudei. – afirmou o loiro


 


- Certo,...


 


- Vamos dançar? – Draco perguntou.


 


- Você dança? – duvidou Hermione.


 


- Há muita coisa que você desconhece a meu respeito, Granger.


 


Eles dançaram ainda sob os olhares curiosos dos amigos. Hermione estava olhando para Draco, ele havia se tornado um homem bonito. Não trazia a carga de arrogância que tinha quando mais jovem, mas caso ele precisasse ela aparecia rapidamente. Disso ela tinha certeza. Percebia que seus olhos tinham algo que ela não conseguia decifrar. No momento, passavam tranquilidade.


 


- Está se divertindo? – perguntou próxima à orelha. Ela ainda era mais baixa mesmo de salto e percebeu que ele não ouviu a pergunta. Ele abaixou-se: - Está se divertindo? – a voz liberando as palavras vagarosamente fez com que um arrepio percorresse o corpo de Draco. O seu rosto estava próximo aos cabelos de Hermione. Maçã..., pensou ele.


 


- Sim, estou. – Ele deu um sorriso para Hermione assim que se afastaram. Pela primeira vez ela não viu um sorriso sarcástico no rosto de seu inimigo de infância. Ele durou poucos segundos. Logo seu rosto retomou o ar sério e afastado.


 


- Oi, Mione! – Ela assustou-se e virou rapidamente – Assustei você? Foi mal!


 


- Muito trabalho?


- Acabou na verdade. Fiquei na expectativa de curtirmos um pouco a noite, mas estou muito cansado... Precisarei ir embora.


 


- Entendo!


 


Os dois então se beijaram como ainda não tinham feito desde que se encontraram mais cedo.


 


- Preciso ir, Mione. Vamos almoçar amanhã?


 


- Claro.


 


- Encontro você na sua casa. – Com um último beijo, Simas foi embora. Ela virou-se para continuar a dança com Draco. Porém, quando virou ele não estava mais lá. Gina e Harry também haviam sumido. Olhou mais um pouco e viu uma cabeleira loira indo em direção às mesas. Sem pensar, ela foi atrás.


 


- Espere, Malfoy! Espere! – ela esticou o braço e segurou na mão dele. Um pequeno choque passou por seus dedos, mas ela firmou ainda mais seu toque. Draco também sentiu algo e fechou rapidamente os olhos e respirou fundo antes de responder. Respirou fundo para não ser mais uma vez irônico, maldoso. Virou-se sem puxar a sua mão.


 


- Diga, Granger.


 


- Por que saiu daquele jeito?


 


- Acho que você estava ocupada demais para se dar conta disso.


 


- Eu me dei conta disso, Malfoy.


 


As mãos ainda unidas...


 


- Claro.


 


- Estava apenas me despedindo de Simas. Quando virei não te achei... Ia te chamar para tomarmos alguma coisa...


 


- Sabe, Granger, não gosto de ser deixado de lado. Você estava dançando comigo.


 


- Ora, Malfoy... Estava apenas me despedindo de um amigo.


 


- Amigo, Granger?


 


- Ah, você entendeu! – disse ela corando rapidamente. Detalhe que não passou despercebido pelo loiro.


 


As mãos ainda unidas...


 


- Mesmo assim. Estava dançando comigo...


 


- Não sabia que um dia você sentiria ciúmes de mim, Malfoy. – Foi hora de Draco enrubecer-se.


 


- Não é ciúme, Granger. Sou uma pessoa mimada.


 


- Não é ciúme, Malfoy? Por que não aceita este sentimento? Ah, é verdade! Comensais são treinados a não ter sentimentos! – Na hora que as últimas palavras saíram, percebeu seu erro.


 


As mãos ainda unidas... De repente se separaram. Sem dizer nada, Draco retomou seu caminho.


 


- Que estupidez, Hermione! Que estupidez! – falou consigo mesma.


 


Novamente iniciou a caminhada atrás de Draco e por mais que gritasse Malfoy  ele não parava. A cena já estava chamando atenção de algumas pessoas. Sua mão novamente estava próxima de Malfoy. Esticou e seus dedos roçaram o braço do loiro que não pensava em parar. Como ela pôde? Ouvia seu sobrenome ser chamado. O sobrenome que ainda trazia olhares assustados e desconfiados. De repente o nome mudou e ele parou de supetão.


 


- Draco, por favor... Espera. – Ela não esperando que ele parasse deu uma grande trombada e não caiu, pois ele foi mais rápido e a segurou. – Desculpe-me.


 


- Você não tem ideia, né Granger? É fácil falar que sou um Comensal.


 


- Estou pedindo desculpas. Sei que te magoei.


 


Nunca ninguém havia pedido desculpa daquela forma... Daquela forma tão sincera. Claro que ela estava desculpada... Ele apenas não conseguia dizer.


 


- Então, Draco... Estou desculpada?


 


- É a primeira vez que fala meu nome.


 


- Oh... É verdade.


 


- Prefiro assim. Está desculpada, Hermione. – Ele já havia a chamado pelo nome, embora ela não soubesse. Porém, dizê-lo com ela nos braços foi diferente. Rapidamente os dois perceberam a situação em que estavam e se afastaram.


 


- Obrigada... Então vamos tomar alguma coisa?


 


- Claro. Tem uma mesa logo ali. Vá sentando enquanto pego alguma coisa. Vai tomar o quê?


 


- Vinho. Uma taça de vinho verde seco.


 


- Certo, madame. Eu já volto.


 


Hermione procurou pelos amigos e nada. Deviam estar se agarrando em algum lugar. Mal sabiam que ela estava sentada à mesa esperando Draco chegar com uma bebida.


 


- Com licença, será que posso fazer companhia para tão bela moça?


 


- Desculpe, mas o lugar está ocupado.


 


- Só se for por algum fantasma, minha cara. – o rapaz intrometido sentou-se. Era o tipo de pessoa que nos causa arrepios (de medo) só de olhar. Ele tinha um ar sombrio. Era a pessoa que causava desconforto só pela presença.


 


- Minha companhia foi pegar as bebidas.


 


- Essa desculpa é velha, minha cara. – disse se aproximando mais de Hermione. Essa por sua vez, já procurava discretamente por sua varinha.


 


- Então como se chama?


 


- Isso não te interessa. - Não acredito que novamente estou sem a varinha! Ficou na bolsa, na outra mesa! Merda! Bom, calma, ele não sabe disso.


 


- Se não interessasse eu não estaria perguntando.


 


- Já disse que estou acompanhada quer fazer o favor de sair antes que eu pegue a minha varinha?


 


- Adoro bruxinhas rebeldes. – Aproximou-se mais. – Então, qual seu nome?


 


- Por favor, queira se retirar daqui?! Por favor!


 


O tal rapaz nem teve tempo de entender alguma coisa quando foi repentinamente puxado pelo colarinho.


 


- Não está ouvindo o que ela está dizendo ou é tão burro que não entende o significado de se retirar?


 


O rapaz desconhecido era bem mais baixo do que Draco.


 


- E-eu não sabia que ela estava acompanhada. – Hermione olhou para Draco:


 


- Eu disse que estava... Ele que não quis acreditar. Deixa isso para lá, Draco. Largue esse idiota.


 


Ainda em dúvida, Draco segurou por mais uns instantes o tal estranho. Olhou para Hermione e achou que o melhor a fazer era soltar o tal.


 


- Saia daqui, seu idiota!


 


Depois que o tumulto passou Draco sentou-se próximo a Hermione.


 


- Cada um que me aparece!


 


- Não sabia que fazia uso desse tipo de luta.


 


- Tem coisas que uma varinha não resolve. Aliás devia saber... Fiquei com dor durante um bom tempo depois daquele soco que me deu!


 


- Nossa! É verdade! Você foi motivo de riso por muito tempo no Salão Comunal da Grifinória. Eu perdi a paciência aquele dia...


 


- Aquele bicho havia me machucado!


 


- Ah, Draco. Menos vai!


 


- Sério! Fora toda a questão psicológica!


 


- Questão psicológica? – Disse Hermione rindo. – Só você mesmo...


 


- Só não entendo como um bicho daquele tamanho conseguiu fugir bem debaixo do nariz do ministro. – Hermione deu um gole do vinho que havia acabado de chegar para disfarçar o riso, porém o movimento chamou a atenção de Draco.


 


- Hermione... Não acredito! Vocês fizeram alguma coisa... Como?


 


- Não posso contar.


 


- Ah! Não acredito! Conta!


 


- Não posso, Draco. Foi uma promessa que fiz à Dumbledore.


 


- Entendo... – ele precisava se explicar, mas ainda não... Não sabia em quem podia confiar. Agradeceu mentalmente quando ela rapidamente mudou de assunto.


 


- Então... Está namorando alguém?


 


- Eu não.


 


- Ficando?


 


- Também não. Sai de um relacionamento longo e não estou a fim de entrar em outro.


 


- Sério? Há quanto tempo?


 


- Faz tempo! Uns cinco anos... Foi quando voltei para Inglaterra.


 


- Todo este tempo e não esteve com mais ninguém? Essa garota mexeu mesmo com você hein?


 


- Claro que estive com outras mulheres, Granger... Hermione. E ela não mexeu comigo. Eu nunca me apaixonei.


 


- Sério? É uma delícia estar apaixonado!


 


- Duvido!


 


- Como pode saber?


 


- Está apaixonada por Simas?


 


- Não, claro que não.


 


- Mas está com ele.


 


- Ué... Você também nunca se apaixonou e duvido que isso fosse algum impedimento para estar com alguém.


 


- Certo. Você tem razão. Acha que pode se apaixonar por ele?


 


- Não. Acho que não... Mas também,... Ninguém manda no coração!


 


- Eu mando no meu.


 


- É por que nunca conheceu uma mulher que realmente mexesse com você. – Ela pegou delicadamente na mão dele e estava tão absorta no que dizia que não percebeu o leve estremecimento que ele teve. Os olhos dele também mudaram rapidamente de cor. Adquiriram um brilho fugaz. – Muitas vezes um simples toque como pegar nas mãos, uma rápida troca de olhares, um beijo delicado no rosto – ela fazia tudo que dizia. – Quando sentir seu coração parar por alguns segundos com esses pequenos gestos, estará apaixonado.


 


- Amor só traz sofrimento.


 


- Não só isso. Diz estas coisas apenas por que nunca esteve realmente apaixonado. Ei, achei que gostasse da Pansy! – sua mão afastou-se da de Draco. Ele pensou em impedi-la, mas não o fez.


 


- Que nada. Essa aí só queria status. E você e o Weasley? – Draco notou uma mudança nos olhos de Hermione.


 


- Ah ele foi e sempre será meu primeiro amor. Hoje esse sentimento não existe mais, mas sempre pensei que nos casaríamos e tal. Toda aquela coisa de primeiro amor. Só que esse amor transformou-se em uma amizade mais forte ainda.


 


- Acho que ele ainda gosta de você.


 


- Como amiga. A decisão de terminar foi de ambos.


 


- Só que ele ainda te beija na boca.


 


- Isso é só amizade! Temos este costume... Afinal, ficamos juntos por muito tempo. Ele ainda dorme lá em casa.


 


- Na sua cama? – Draco perguntou sentindo seus dedos apertarem com força o copo “que merda é essa que estou sentindo? Controle-se. Não fale besteira”.


 


- Às vezes. Quando Harry está lá eles dividem o mesmo quarto. Outras vezes, ele aparece apenas para conversarmos e bebermos. Depois de algumas doses, não é aconselhável aparatar e por isso ele dorme por lá.


 


- Nunca vi isso. Duvido que, se um dos dois arrumarem algum namorado, isso vá continuar.


 


- Bom,... Ainda não passamos por isso. – Ela começou a rir sozinha.


 


- Por que está rindo?


 


- Pensando nisso. Seria realmente complicado explicar para um namorado meu! Já pensou? O cara chega à minha casa e estou tomando banho enquanto Rony escova os dentes! Hahahahahha! Preciso contar isso para o Ron! – Draco perdeu a paciência ao pensar numa situação daquela. Deu um grande gole e depositou o copo na mesa com força.


 


- Está tudo bem?


 


- Não entendo essa relação. Terminaram o namoro... Nem deveriam mais estar juntos, sair juntos.


 


- Ora, Draco... Que careta! Eu, Ron e Harry somos muito amigos. Quando a guerra começou passamos muito tempo viajando juntos. Passamos fome, frio, sede... Juntos. A ligação que temos não pode ser rompida assim...


 


- Vai dizer que Harry também te viu tomando banho?


 


- Uma vez – ela corou – Mas, foi sem querer! E eu estava dentro de uma banheira. Ele não viu muita coisa.


 


- Sei, Hermione.


 


- E qual o problema se ele tivesse visto?


 


- Nenhum.


 


- Você está bem?


 


- Não sei. Estou irritado com esta conversa.


 


- Por quê?


 


- Sei lá.


 


- Ciúmes de mim?


 


- Endoideceu, né?  - ele perguntou dando um gole de sua bebida - Esta é uma palavra que não existe no meu dicionário. Aliás, ela existe apenas para que as mulheres possam sentir ciúmes de mim. Não o contrário.


 


- Algumas coisas não mudam, Draco. Que pensamento machista!


 


- Não é machismo!


 


- Deixa só você se apaixonar! Quero só ver quando você pensar que a mulher que gosta pode estar com outro homem. Ou que ela já foi tocada por outro. Ou imaginar se ela pode te amar como ela já amou alguém antes de você.


 


A conversa findou-se ali. Sim, ele sentia tudo aquilo. Ele acabou de passar por tudo isso que ela falou. Sentia uma angústia no peito. Como aquela garota, a sangue-ruim de Hogwarts havia se transformado naquela bela mulher? Deu outro gole e olhou de soslaio para ela. Hermione olhava para o nada apenas bebendo vagarosamente seu vinho. Ele observava como após cada gole ela passava rapidamente a língua pelos lábios de forma delicada e ao mesmo tempo sedutora. Ela sempre foi a sangue-ruim, amiga da Potter e do Weasley. Apenas no Baile ocorrido no quarto ano percebeu que ela era bonitinha. Agora, porém... Não era mais aquela garota boba que teve seu dia de Cinderela.


 


Homens viravam a cabeça quando ela passava e o charme de tudo isso era a real inocência da garota. Ela não percebia o quanto era bonita, charmosa, sexy.


 


- Que porra é essa? – Ele disse a si mesmo, mas saiu mais alto que esperava.


 


- Como?


 


- Nada... Preciso ir. Onde estão seus amigos?


 


- Se agarrando por aí.


 


- Levo você até sua casa.


 


- Sério, Draco? Preciso apenas procurar meus amigos... Olha ali! Rony!


 


- Certo – respondeu disfarçando a raiva.


 


- Oi, Mione. Malfoy. Estamos indo, Gatinha. Harry e Gina acabaram de sair fiquei encarregado de te acompanhar.


 


- Ah, é? Achei que...


 


- Acha que eu ia ousar ir embora sem saber como você iria?


 


- Claro que não! – Hermione lançava alguns olhares para Draco que havia se calado.


 


- Então... Só vou pagar a conta. Dê-me sua comanda.


 


- Ok, fala quanto deu e depois te pago.


 


- Engraçadinha. Espere aqui por mim. E outra coisa... Posso dormir contigo hoje? Você mora mais perto e...


 


- Sabe que não precisa de explicação. A próxima eu que pago!


 


- Já volto! – saiu dando um rápido selinho na garota e um olhar de desprezo para Malfoy.


 


- Draco,... desculpe... Eu


 


- Não precisa se desculpar. Já estou indo. Só vou esperar ele voltar. Nada aconselhável você ficar aqui sozinha.


 


- Obrigada. Vamos até a mesa em que eu estava? Preciso pegar minhas coisas.


 


- Claro. Por que...? – Ele perguntou assim que ela segurou em sua mão e encaminhou-se para a mesa.


 


- Assim não nos perdemos. Está muito cheio aqui.


 


Depois de pegar a bolsa voltavam para o lugar combinado com Rony quando encontraram Zabini.


 


- E aí, Draco?


 


- Tudo certo, Zabini? Você sumiu!


 


- Eu não! Estava na pista paquerando umas bruxinhas. Procurei e não te achei.


 


- Estava sentado aqui. – Zabini olhou para a mão de Draco. Viu que ela estava dada à Hermione. Draco rapidamente percebeu o olhar e tirou sua mão da garota.


 


- Granger... Tudo bem? Cansou do pobretão e veio procurar alguém melhor?


 


- Nem vou me dignar a responder... – ela falou revirando os olhos.


 


- Está acontecendo alguma coisa por aqui, Mione? – disse o ruivo acabando de chegar.


 


- Não, Ron. Vamos embora. Tchau... – Hermione lançou um último olhar para Draco que respondeu apenas com o olhar. Rony passou os braços pela cintura da garota e partiram.


 


- Você e a Granger?


 


- Chega de provocações. Vamos embora. – Draco saiu bravo.


 


- Ei, calma! O que houve? Sou seu amigo!


 


- Não sei, Blaise. Algo... Alguma coisa mudou... Não consigo olhar para Hermione e ver a sangue-ruim que via antigamente.


 


- Hermione?


 


- Sim...


 


- Não é por nada não cara, mas acho que está se apaixonando.


 


- Apaixonado? Eu? Pela Hermione?


 


- Sim... Desde quando ela deixou de ser a Granger?


 


Sem responder, saiu para pagar. Foi seguido por seu amigo. Assim que chegaram à mansão, Draco dirigiu-se ao seu quarto. Tomou um longo banho e deitou na cama demorando para pegar no sono.


 


Não muito longe dali, Hermione deitava-se no peito de Rony. Que Draco era aquele que se mostrou para ela? Seguindo as batidas no peito de seu amigo, dormiu rapidamente.


 


****************************************************************


Longe dali um casal conversava. Um casal unido pela vingança e por um amor doentio. O plano não estava dando nada certo e ela precisava de alguma coisa. Uma carta na manga. Esta carta chegaria em pouco tempo. Chegaria em forma de um pergaminho.


 


Aquele pergaminho mudaria a vida de muita gente. E Krum se arrependeria amargamente por um dia ter confiado e se aliado à Natasha Ivanovich.


 

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