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16. INTIMIDADE


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 16 - INTIMIDADE


 


 


 


O domingo veio como um bálsamo para Rony. Uma semana de tanto trabalho quase acabara com ele. Confessava humildemente que quando pequeno ajudava o pai e os irmãos na fazenda, mas depois de passar tanto tempo no colégio interno e mais tantos anos trabalhando num confortável escritório, ele perdera o preparo físico para o campo.


Exaurido, ele dormiu até as nove da manhã. Havia acordado durante a madrugada para ouvir os homens prepararem-se para ir a cidade. Eles usavam a desculpa de ir a missa, mas era apenas uma escapada para beber e varar a noite de sábado no saloon. Curariam o porre durante o domingo e ainda ganhariam a bênção divina.


Sábios homens, ele pensou se movendo na cama, acordando com o corpo excitado de mais uma noite de sonhos comprometedores. Se em uma semana sua situação com Hermione não se resolvesse, ele iria ao saloon, escolheria uma das mais baratas e faria o que tinha que fazer!


Acordando irritado para um domingo ensolarado ele ouviu o som de passos indo e vindo. Suares avisara-lhe que pelo acordo, eles não trabalhariam até o meio dia de domingo. Seria um tempo para sua família que era tão grande. Rony pensou em liberá-los à tarde também usando apenas os préstimos de Juanita, pois ainda não descobrira se Hermione era capaz de cozinhar e não envenená-lo.


As duas famílias almoçariam e jantariam juntos e nos domingos que desejassem ir à missa, iriam juntas para usar da força de dois homens para conduzir a carroça caso um deles exagerasse no vinho.


Tinha que confessar que simpatizava com Suares. Um homem atípico, visto que tinha poucos mais de quarenta anos, era discreto e cristão, mas escolhera para si a mais amoral das mulheres, tirando-a do saloon e levando consigo os filhos bastardos, e se fosse sincero, filhos que não conheceriam jamais os próprios pais pois ela era incapaz de saber entre tantos.


Movendo-se na cama, ele se forçou a levantar desejando entregar-se a preguiça, mas se frustrando ao pensar que seria mais agradável deixar-se levar pelo ócio se tivesse um corpo ao seu lado, um corpo qualquer não. Um corpo em específico.


Certo que Juanita ainda não aparecera primeiro pelo silêncio da ausência das crianças, e depois pela certeza que Suares não abriria mão de sua mulher uma agradável manhã de domingo, ele saiu do quarto atrás do barulho que o acordara.


A cozinha estava vazia, embora o forno estivesse aceso. Seguiu pelo corredor, direto para a sala. Era uma ampla sala, e ele saltou quando a água quase acertou seus pés descalços. Hermione havia jogado um balde de água sobre o chão no exato momento em que ele pisou na sala.


Ela parou e olhou para ele com uma sobrancelha erguida de desaprovação afastando o olhar ao notar seus trajes. Tivera irmãos e ver homens de roupas íntimas não era uma novidade, embora, não conhecesse muito de sua anatomia, como a maior parte das moças de sua idade criadas dentro dos padrões de rigorosa severidade e castidade.


Em livros, às vezes ela lia impropriamente alguma descrição, mas nada que ajudasse se pensasse na vida real. O tecido pouco revelava e ela não quis olhar, apanhando o esfregão e continuando com a limpeza.


-Juanita não pode fazer isso?  - ele perguntou aumentando sua irritação matinal.


-Pedi a Juanita que ficasse com a família aos domingos. Eles comerão conosco, apenas isso – ela informou sem ânimo.


-Porque fez isso?


-Porque ela tem uma grande família - ela disse seca.


Não fora por uma razão egoísta e isso o aliviou. Talvez Hermione tivesse salvação afinal.


-Precisa de ajuda? – era uma oferta infame, visto que não queria que ela fizesse esse tipo de trabalho pesado.


-Não.


Soou a seus ouvidos como se dissesse: “Não da sua ajuda!”


E provavelmente era exatamente isso a que se referia.


-Deve ter algo que eu possa fazer - ele insistiu recebendo um olhar amargo. – O quarto no fundo da casa... Posso retirar os entulhos e separar o que vai para o lixo - ele ofereceu.


Hermione sentou-se sobre os tornozelos com o esfregão nas mãos.


-São objetos e roupas dos meus familiares. Prefiro ver pessoalmente – ela disse fria como uma geleira.


-Como queira - ele achou que era um terreno perigoso para se aventurar.


-Olhe o pão se quer fazer algo útil – sua voz era rouca e pastosa, aborrecida. Louca para livrar-se de sua presença desagradável.


Obedecendo como um menino birrento, vestiu-se e sentou-se em uma cadeira, observando o forno. Não que cuidasse dele propriamente, não sabia como cuidar de pão, mas aproveitava o tempo para pensar.


Pensar em decisões simples, mas que tornavam seu dia a dia complicado. Estava pensando quando ela surgiu conferindo o forno, se os pães estavam no ponto. Ele observou calado ela retirar os pães com esforço, o calor deixando-a corada e com a pele um pouco suada. Era manhã, e o calor era infernal.


Hermione prendera os cabelos crespos em um coque, mas depois de tanto trabalho eles escapavam da prisão e caiam por seu rosto, embaraçados.


Deixando os pães sobre a mesa para descansarem e esfriarem, pois não deveria guardá-los e abafá-los ainda quente, ela notou o olhar exagerado em sua direção.


-É apenas pão – ela disse em defesa.


-Tem feito o pão todos os dias? – havia uma ruga de surpresa em sua testa.


-Juanita são gosta de fazê-los – disse petulante.


-É mesmo? – havia dúvida em sua voz.


-Juanita não me deixa fazer nada - ela confessou exasperada, numa expressão de quem agüenta uma situação muito difícil – Não me deixa fazer nada. Apenas o pão.


-Ela quer que ganhe peso - ele contou, recebendo um olhar surpreso. – Está magra demais.


-Sempre fui assim - defendeu-se, sem saber se ficava ofendida ou lisonjeada por alguém se importar.


-Contratei Juanita para cuidar da casa - ele contou esperando poder acalentar seu coração aflito – Entenda Hermione, não é uma atitude contra você. Apenas... Os homens da minha família não permitem que suas mulheres passem dificuldades. – ela não compreendeu e ele continuou – a vida é difícil, e mesmo nos piores momentos, meu pai não permitiu que minha mãe se martirizasse em trabalhos pesados. O mesmo acontece com meus irmãos. Além disso, terá muito trabalho com os filhos que nascerem e Juanita não poderá fazer isso por você, ou cuidar deles do modo que uma mãe cuidaria.


Suas palavras caíram no vazio e Rony poderia jurar que ela estava imóvel.


-Pensei ter deixado claro que não haveriam crianças – sua voz era mortalmente seca.


-Sim, entendi perfeitamente, mas sou homem e você é uma mulher. Somos jovens ainda, mas um dia irá precisar de um marido e querer um. E então, as crianças surgirão. Seria melhor se fosse na nossa mocidade, mas não vou insistir.


Sua naturalidade a desconcertou.


-Bem vi sua capacidade de aguardar.


Era possivelmente a primeira alfinetada que era dirigida apenas a ele, e por algo entre eles, pensou.


-O que esperava? Pode esconder-se com roupas feias, e rosnar para qualquer um que se aproxime, mas nem mesmo isso pode esconder que é uma mulher. E por mais que me odeie, eu vou querer repetir isso de vez em quando – ele piscou, querendo que ela entendesse que não era uma ameaça.


Hermione não tinha respostas para ele, e isso acontecia muitas vezes. Ele diria algo, e ela ficaria em silêncio. Não por não querer responder, mas apenas por não achar resposta.


Costumava ficar do mesmo modo quando Ann falava com ela, e ria, sorria e fazia planos para o futuro com uma espontaneidade que Hermione não conhecia ou reconhecia em si mesma.


-Troque de roupa – ele disse tirando um dos pães de suas mãos, enrolando em um pano de prato.


-Para que? – perguntou se afastando.


-Vamos fazer um piquenique na beira do riacho – ele disse sorrindo diante da idéia genial que tivera.


-Para que? – insistiu, sem notar que era repetitiva e intransigente.


-É domingo, o dia está lindo, e sei que aprecia ler na beira do rio. Quero descansar e aproveitar o dia em momentos agradáveis. Tomaremos nosso desjejum e aproveitaremos o ar do campo – havia jovialidade em sua voz e ele suspirou quando notou que ela não parecia tão empolgada assim – Hermione, não vou atacá-la ao ar livre!


-Juanita...


-Deixaremos um bilhete. Juanita é de casa, desfrutará do café sem se preocupar conosco. Afinal, estamos em lua de mel, o que há de estranho em querermos privacidade?


-Não terminei de limpar a casa – ela disse, negando seu convite.


-A casa está limpa - ele respondeu ficando irritado. Era impressionante a facilidade com que ela o tirava do sério! – Hermione, não dificulte o que é simples. Apanhe seu livro, vista algo limpo, e me acompanhe a beira do rio. Não precisamos ser amigos, ou íntimos para dividir um café da manhã, precisamos apenas ser civilizados, e isso, tenho certeza que é.


Era por isso que Hermione evitava tanto conversar com ele. Rony tinha um jeito de dobrá-la a sua vontade e sempre fazer com que concordasse com ele.


Sumindo para o quarto, ela o deixou na dúvida se aceitara o convite ou não. Ele arrumou uma cesta com o café da manhã antes que ela voltasse, na esperança de convencê-la.


Hermione trocou o vestido com mais esmero que o necessário. Era verde claro, com o corpete mais justo, ou fora mais justo no passado, agora ficava solto no busto. Ela vestiu a roupa íntima e ajustou o vestido sobre o corpo magro.


Ela apanhou o livro e o lenço, e antes de amarrar os cabelos desistiu. Eles estavam presos e mal arrumados. E era uma lástima.


Sem querer pensar na razão, soltou-os e prendeu com uma fivela atrás, apenas duas mexas que poderiam cair sobre seus olhos.  Olhando-se no espelho, se repreendeu.


Porque isso agora?


Ignorando a própria pergunta, voltou à cozinha, encontrando-o com uma cesta arrumada e um meio sorriso ao vê-la arrumada.  Corando, tratou de desviar o olhar.


-Tem manteiga – ela disse, apontando para uma garrafa escondida sobre o armário.


Os olhos de Rony brilharam.


-Juanita fez – ela explicou – Ainda não há o bastante para compartilhar com os empregados – lamentou.


-Vamos a cavalo – ele avisou, abrindo a porta dos fundos e esperando que passasse.


No pátio um dos meninos de Juanita brincavam com o irmão e Rony chamou-o para dar o recado à mãe sobre eles terem saído, mas a casa estava aberta para que entrassem e desfrutassem do conforto de uma cozinha maior.


Não contou a Hermione, mas trouxera bastante comida para o almoço também. Quem sabe, com sorte, ele não conseguiria dobrá-la? Ao menos um pouquinho?


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: OI!!!! Hoje tenho um monte de comentários a fazer!


1-                           quero recomendar as fics da Josy Chocolate, principalmente a Drink de sangue (de vampiros!!!!! Eu amo isso!!!) e a Desencanto (dalhe modão sertanejo!!!!!hehe) e a minha preferida a Tem nada a ver. Estou em falta com ela, porque não comento, mas é falta de tempo e esquecimento, mas estou lendo sempre que dá!!!! Por isso, vão até lá, leiam e comentem por mim, ok? (olha só eu achando uma jeito de me redimir...hehehehehehe...)


2-                           Nem preciso recomendar a fic da Nimphadora Tonks, preciso? Ok, recomendo também!!!!! Beijos, querida, por achar tempo e  comentar aqui!!! E beijos a todos que comentam também!!!!


3-                           Quero pedir que elogiem minha beta, ou vai achar que não estão gostando da betagem. Tadinha, ela é carente de elogios, gente!!! E vcs não querem voltar a ler meus erros, querem??? Eu acho que não....hehe....


4-                           Devem notar que estou de ótimo humor! E devem ter notado que não comentei muito na fic desde que lancei, e devem ter estranhado. Pois é, aconteceram umas coisas chatas, desde a época da ADI4, e culminou afora e confesso, quase parei de postar essa fic! Mas é assunto superado!!!! Superadissimo! Contei para minha beta e depois dela ter me feito ver coisas que não tinha visto ainda, eu decidi que era bobagem minha!!!!


5-                           Recadinho para uma pessoa que não sei o nome ou a alcunha verdadeira, pois está sempre mudando: não sou tão pequena a ponto de me deixar levar. Verguei, mas não quebrei, então, vou te devolver todos os emails com viris que me mandar daqui para frente, ok?sei que é esperta. Não me obrigue a contar os detalhes sórdidos.


 


 


Beijos a todos!!!


Capitulo referente ao dia 18/11. Próximo no dia 20/11. (tenho que me conter..tenho que me conter...tenho que me conter...)


 

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