
Um Amor Entre Luz e Trevas
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IMPORTANTE! - Nota da Autora e Explicações: Eu tirei a fanfic do ar, e agora ela está de volta; reformada. Espero que gostem do prólogo. Antes, a Luz e Trevas estava começando a sair do meu controle, e quando a re-li esses dias, pensei: “Nossa, se continuar assim, ela não será da maneira que quero”. Por isso, a tirei do ar, e tão rápido que isso aconteceu, aqui está ela novamente. Muito melhor – pelo meu ponto de vista como autora. A trama será a mesma do que a anterior, só que como sempre; com algumas adaptações. Como por exemplo; a Gina não foi estuprada. Mas terá outro motivo para ela querer acabar com o Harry. Para saberem desse motivo... Leiam, amiguinhos! :D
Agora, vamos a uma explicação básica; Quando vocês começarem a ler o prólogo vão notar uma coisa importante logo de cara; 1°- Severus Snape é dado como um traidor. 2°- Alvo Dumbledore está vivo.
Pois bem, se eu tiver tempo e espaço explicarei esse ocorrido de forma que se encaixe – inventando alguma coisa -, se não, o esclareço desde já; Ignorem partes do Livro 6; Snape é um traidor, mas a cena dele matando Dumbledore jamais existiu. Entenderam? ;D
Agradeço pelo carinho, apoio e paciência de vocês.
Obrigada mesmo e boa leitura.
Beijos, N.P ;P
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Prólogo: Sede de Vingança.
Os morcegos voam durante a madrugada.
E com eles levam minha alma aos pedaços.
Eu não tenho coração.
Ele sangrou e de tanto odiar me deixou sem sentimentos.
Me deixou sem saber se estou no fim do mundo ou no inferno.
Esta vida me deixa louca.
E a cada dia eu tenho a certeza.
De que somos felizes apenas na hora de nossa morte.
Pois a alma se libertará.
E nosso corpo flutuará como uma folha seca de outono.
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Dia: 8 de Agosto. 22h15min.
A morte era sua sombra, e o sangue sua bebida tinta preferida.
Seus olhos vagaram pela escuridão da floresta antes de decaírem sobre o pequeno grupo de Comensais da Morte devidamente vestidos com suas máscaras e mantos negros que estavam à espreita nas roseiras que contornavam a orla da densa floresta como se fosse uma cerca perigosa de espinhos. Apenas esperavam o sinal de seu líder para que o ataque planejado por quase três meses finalmente entrasse em ato.
- O chefe mandou esperar! – A voz melodiosa da mulher soou pela escuridão como uma rajada cortante, fazendo o Comensal a frente encolher os ombros.
O homem virou a cabeça para trás, e pelo buraco da máscara que revelava os olhos, Bellatrix teve a visão engomada das irís castanhas de Pedro Pettigreew.
- Eu não ia pular as regras Lestrange, apenas me colocar numa posição melhor. – A mulher cerrou as pálpebras.
- Suba em uma árvore então. Você está quase se borrando de tanto medo.
- Bella, querida, pare de atormentar o Pepe. – Greyback umedeceu os lábios, parecendo um animal esfomeado. - São apenas Weasleys, Cristo! – Murmurou num tom enjoado. Como se a simples palavra do sobrenome da família de cabeças vermelhas lhe causassem uma terrível vontade de vomitar. – O que eles poderão nos causar de mal?
Bellatrix girou as orbes num sinal de puro tédio.
- Dores de cabeça por causa dos gritos de histeria. Já posso imaginar aquela Senhora Bunda Grande gemendo para não fazermos nada de mal a suas crias.
Snape sorriu de canto, lacônico, pelo comentário irônico da Comensal, mas preferiu guardar os próprios comentários a para si mesmo. Nenhum de seus “colegas” parecia interessado realmente em saber quais perigos que os Weasleys poderiam significar. O interessante seria vê-los descobrir que a Senhora Bunda Grande daria um grande trabalho, e não seria culpa apenas de seus berros de piedade.
Um leve facho de luz brilhou ao seu lado e como os demais, Severus olhou para o homem alto, forte e de traços aristocráticos que havia acabado de chegar ao local.
Draco Malfoy arrumou a capa de seu manto e escondeu os cabelos platinados sob o capuz.
- Vamos. Potter deu o sinal para atacarmos. – Caminhou agilmente entre os Comensais, colocando-se na primeira linha de ataque.
- Quais são as coordenadas? – Pedro perguntou, notando o ar de contrariedade no semblante do loiro. – Aconteceu alguma coisa, Senhor...
- Cale a maldita boca, Pettigreew. O Lorde foi muito paciente quando você lhe puxava o saco pelo período que esteve vivo. Comigo você não terá a mesma sorte. – Empunhando a varinha, Draco apontou para os pontos estratégicos. – Quero dois grupos; A e B. O grupo A atacara pela frente, o B por trás. Os mais ágeis ficaram linha da frente, e os que têm melhor pontaria ficam atrás dando cobertura aos demais. – Olhou para Snape com as irís cinzas escuras parecendo puro aço líquido.
Severus estranhou aquele brilho de ódio e revolta que embalava todos os poros do garoto.
- Você está bem? – Questionou.
- Estarei assim que colocar as minhas mãos no pescoço de Ronald Weasley e ouvi-lo agonizar que nem uma ratazana.
Não, não era aquilo. Tinha mais alguma coisa. Snape refletiu rapidamente, mas preferiu ignorar a pontada de desconfiança. Draco sabia muito bem o que fazia, já tinha idade suficiente para distinguir o certo do errado. Mas algo lhe dizia que o problema nas costas do Comensal tinha um nome bastante conhecido pelo Mundo Mágico, onde causava uma onda de terror e calafrios; Harry Potter.
- Vai mesmo querer levar essa vingança adiante? – Bellatrix perguntou, colocando-se ao lado de Malfoy, a varinha já em punho.
- Aquele filho-da-mãe matou minha mãe e mandou meu pai para Azkaban, o que você queria que eu fizesse?
- Com certeza, convidá-lo para sair não está na sua lista de opções. – A mulher retrucou amargamente. – Todos nós aqui sabemos que Narcisa se meteu aonde não devia, por isso teve esse trágico fim. – Dramatizou. - Seu pai foi estúpido demais. Só faltava ter pegado uma placa luminosa indicando onde estava escondido no Ministério.
Draco que estava até aquele momento ainda fitando seu ex-professor de poções numa mensagem silenciosa para manter-se calado, voltou-se para Bellatrix na velocidade de um raio.
Seus narizes estavam quase se tocando, quando sibilou perigosamente entre os dentes:
- Quero você na ultima fileira. – Ordenou, sentindo um enorme prazer ao ver os lindos olhos azuis da Comensal se arregalarem.
- Potter deixou bem claro qual era a minha posição, Malfoy.
- Sim, ele indicou a todos. Mas, Potter não está aqui, por isso, quem está no comendo sou eu. – Indicou o local aonde a queria num gesto de cabeça, como se estivesse lidando um cachorro muito bem treinado. – Saia da minha frente.
- Serei mais útil na linha de frente, ao seu lado. – Ela tentou insistir, mas o sorriso malicioso de Draco a fez recuar. Parecia um psicopata.
- Se você estiver ao alcance das minhas mãos Lestrange, usarei seu corpo como escudo.
A mulher crispou os lábios e soltou uma exclamação frustrada antes de jogar a capa do manto para trás, fazendo-a esvoaçar e caminhar furiosamente até a posição na ultima fileira. Seu corpo mergulhou na escuridão da floresta, como se esta estivesse a abraçando ternamente.
- Por que, Potter não virá, Malfoy? – Alecto indagou com o cenho franzindo. Malfoy olhou para o homem sentado no tronco caído de uma árvore e parecendo bastante relaxado com o charuto pairando entre os grossos lábios.
- Sinta-se em casa, Alecto. Gostaria de alguma coisa para deixá-lo mais confortável?
- Eu quero o Potter. – O outro falou friamente. – Não confio em você no comando. Na verdade, não consigo gostar de você em nenhuma situação, Malfoy.
Draco segurou com mais firmeza a própria varinha e nem se deu ao trabalho de lançar um olhar de desprezo ao Comensal.
- Perfeito. Você também não é tragável para mim. – Ignorando completamente os demais, tornou a encarar Severus que apenas apreciava as discussões com um ar enjoado. – Você sabe o que fazer. – Ele assentiu e fez uma carranca como se a pergunta houvesse sido um insulto a sua inteligência.
- O que houve com o Potter? – Draco eriçou as costas como um gato ao ver uma bacia de água gelada.
- Problemas...
- Que tipo de problemas? Ele parecia bastante receoso com esse ataque a casa dos Weasleys alguns dias atrás. – Olhou para A´Toca, onde uma fumaça cinzenta saía da chaminé. – Foi estranho recebermos o sinal verde do nada, e agora... Você está no comando da operação.
- Potter, está bastante desapontado por não poder participar do massacre. – Draco sorriu, egocêntrico. – Mas pediu para fazermos a nossa melhor obra de arte.
- Lhe causarei lágrimas. – Pedro murmurou num tom prazeroso.
- Já mandei você calar a maldita boca! – Draco urrou, cerrando os punhos e dando um passo em direção ao homem.
Pettigreew se encolheu novamente, o corpo trêmulo quanto uma folha ao vento. Afastou-se o máximo que pode da presença intimante do loiro em passos ligeiros e conteve o ímpeto de esconder-se atrás de uma árvore.
Fracassado. Draco pensou amargamente, retomando sua posição.
- Vamos lá. – Ordenou, começando a avançar. – Não deixem ninguém vivo. Quero todas as cabeças vermelhas daqueles infelizes jogadas no canteiro e o sangue regando as flores.
- Tem certeza que é isso que o Potter quer? – Snape perguntou sabiamente.
Draco não se deu ao trabalho de responder, e muito menos de diminuir a marcha. Apenas manteve os olhos fixos na casa a frente, iluminada pelas luzes. Era possível ouvir vozes, insinuando uma pequena comemoração.
Malfoy sorriu internamente e começou a correr. Finalmente teria a vingança que esperara insaciavelmente.
"Venha segurar minha mão, eu quero contactar os vivos
Não sei se entendo bem este papel que me foi dado
Eu me sento e converso com Deus
e Ele ri dos meus planos
Minha cabeça fala uma língua que eu não entendo
Eu não quero morrer
Mas também não gosto muito de viver"
Dia: 8 de Agosto. Um ano depois.
- Feliz Aniversário, Virginia. – Alvo Dumbledore falou de forma calma, olhando para as costas da jovem ruiva.
Virginia Weasley estava parada em frente as vários túmulos de sua família, carregando entre as mãos pálidas um delicado raminho de rosas vermelhas; as preferidas de sua mãe.
Como acontecera há um ano, Alvo impressionou-se com a força da garota. Gina não chorou, na verdade, não havia derramado uma única lágrima durante o enterro de seus familiares. Apenas demonstrou a imensidão da dor e do ódio em seus lindíssimos olhos amendoados como uísque.
Caminhou até ela e colocou-se ao seu lado.
- Você não apareceu na reunião da Ordem, ontem à noite. – Alvo comentou solenemente.
- Não estava com ânimo para ouvir aqueles idiotas falando um monte de besteira.
- Quando você vai aprender a trabalhar em equipe?
- Eu não trabalho em equipe, professor. Sempre me dei muito bem sozinha, e pretendo continuar assim.
Sim, ele tinha perfeita noção daquilo.
Virginia, após o terrível ataque na A´Toca, fora mandada para um orfanato de crianças carentes, mesmo já sendo maior de idade e tento vinte e um anos, ela permaneceu na segurança do governo por quase três meses, antes de finalmente, Dumbledore decidir que ela ficaria melhor morando com ele.
A ruiva mantivera-se num enclausuro próprio por um período longo, submersa nas lembranças que vagavam sua mente. Da noite para o dia toda sua vida, sua história e sua linhagem fora destruída asquerosamente em menos de uma hora.
Os Comensais haviam atacado com força surpresa. Os Weasleys resistiram o máximo que puderam, mas no fim, todos tiveram o mesmo destino; a morte pelo qual imploraram.
Gina tivera muita sorte. Estivera viajando com Luna Lovegood por uma semana pela Espanha, e tinha enviado uma carta à mãe explicando que não poderia voltar para casa no dia de seu aniversario, apenas no dia nove, porque o vôo havia se atrasado, e ela não poderia aparatar ou usar pó de flu. A lareira estava inutilizável para aquele tipo de transporte, e se ela usasse o modo de aparatar teria que andar quase cinco quilômetros até chegar em casa por causa do raio de proteção.
Luna também havia insistido para ela ficar mais um dia, argumentando que sua família não acharia ruim; na verdade, os Weasley adoravam festas, e encontrar um pretexto para outra, os fariam ficar ainda mais satisfeitos.
Quando acordara na manhã seguinte, Alvo já estava sentado ao lado de seu leito, pronto para confortá-la quando lhe desse a trágica notícia, mas para sua surpresa, Gina apenas sentou-se na cama e fixou os olhos sombrios na janela aberta; o dia estava lindo; o céu límpido, as árvores verdes e um aroma delicioso de flores.
Pura ironia; desenfreada e asquerosa.
Dumbledore sentiu um leve calafrio na espinha; lembrava-se daquela conversa como se tivesse acontecido há poucos instantes.
“- Eu já sei o que aconteceu. – Gina murmurou. A voz grave e rouca.
- Como? – Ele perguntou, franzindo as sobrancelhas brancas como algodão.
- Eu sonhei. Pensei que tivesse sido apenas um pesadelo, mas... - Ela finalmente o encarou, e Alvo viu a escuridão que lhe encobria os olhos. As trevas eram tão intensas que o sufocou. – O Senhor está aqui professor, isso significa que foi real. Minha família está morta.
Ele suspeitara de que a ruiva perguntaria como foi cada assassinato, mas soube ao olhar para ela, analisando-a cuidadosamente, que Gina tinha nítida certeza e a visão de cada morte, onde a perseguiriam até o ultimo dia de sua vida.
- Eu sinto muito, Virginia. – Lamentou, cobrindo-lhe as mãos repousadas no colo; estavam geladas como na temperatura corpórea de um morto, mas ela não tremia e muito menos mostrava índice de lágrimas. A dor era forte demais para aquelas meras demonstrações.
Gina sofria da pior maneira; calada. Fechando-se para o mundo como uma concha.
- Obrigada, professor. Tenho que arrumar as minhas coisas e começar a fazer os preparativos para o enterro.
A mente dela funcionava como o de um adulto e não de uma jovem que acabara de alcançar a maturidade.
Gina havia lutado na guerra sangrenta contra Voldemort; fora ela que havia planejado o ataque ao castelo e que derrotara grande parte dos Comensais, mandando-os diretamente para Azkaban.
A garota tinha fibra, força e coragem, características que o fazia sentir orgulho dela.
- Deixe-os comigo. Você deve estar muito abalada. – Alvo comentou suavemente.
- Não. Eu agüento.
Aquelas palavras foram repetidas várias vezes ao longo de um ano, quando Gina se alto escalava para missões especiais – quase suicidas – como Auror, e o deixava com mais fios brancos de preocupação; “Relaxe – Ela dizia com um sorriso maroto, um gesto muito raro – Eu agüento”.
Ele a acolheu em sua casa e cuidou dela. Com o tempo, Alvo não via em Gina apenas uma simples jovem ferida pela vida e com uma sede estrondosa pela justiça; havia a adotado quase como se fosse sua filha. Sangue de seu sangue.
Colocou uma mão envelhecida e enrugada sobre o ombro dela, num gesto protetor.
O céu cinza foi iluminado pelo fio luminoso de um relâmpago. O som estrondou os arredores do cemitério.
- Vai chover, vamos para casa. – Alvo falou, reparando no olhar sério da ruiva. – No que está pensando, filha?
Os dedos pálidos se fecharam com força entorno do cabo do raminho, Gina sentiu a pontada dolorida dos espinhos perfurando sua pele. Não se importou, cerrou ainda mais os dedos. Sua carne abriu-se para o inimigo e latejou de dor.
Gina quase sorriu melancólica; se sentia dor, significava que ainda havia um sopro de vida dentro de si.
- O senhor me ensinou que mais cedo ou mais tarde a justiça sempre vence. – Dumbledore assentiu. – E se eu não quiser esperar? Acha que serei condenada por isso quando morrer?
Alvo retirou a mão do ombro da jovem e olhou para o céu, um gesto que sempre fazia quando procurava por uma resposta. Por fim, apenas disse:
- Tenho certeza que cada um tem seus motivos, e que Deus os compreende.
Gina agachou-se perante o tumulo da mão e trocou as flores, retirando as secas de dentro do pequeno e delicado vasinho de porcelana branca e colocando o raminho de rosas vivas e belas.
Seus olhos vagaram por cada lapide, lendo os dizeres e tentando ignorar a terrível saudade que lhe apertava o peito.
Sua atenção focou-se na lápide de Hermione e seu estômago se contorceu em terror ao lembrar-se de como a esposa de Rony havia sido morta.
A amiga estava grávida de nove meses e faltavam alguns dias para finalmente trazer ao mundo a menina que se chamaria, Megan Granger Weasley.
Rony se encontrava radiante em absoluto. Gina não conseguia se lembrar de alguma época em que o irmão estivera tão feliz como fora naqueles nove meses. Ele próprio dedicou-se em decorar o quarto da filha; todo cor-de-rosa.
Mas os Comensais haviam talhado outro destino para Hermione. A amiga recebera tantos golpes na barriga, que como instinto de defesa, seu corpo começou a repelir a criança em sua frente. Maldosamente, os Comensais amarraram suas pernas, impedindo a passagem do bebê.
Hermione agonizou, berrou, chorou, e no fim; a dor fora tanta que acabara desmaiando e junto com a linda menininha; morrera de hemorragia.
Gina balançou a cabeça e afastou as imagens do sonho que tivera na ocasião. Vivenciou cada dor, cada lágrima e cada súplica vinda de sua família.
Ergueu-se e olhou para o homem ao qual agora, respeitava como se fosse seu próprio pai.
- O Senhor já sabe o que vou fazer não é mesmo?
Dumbledore balançou a cabeça num movimento positivo.
- Eu não espero que o Senhor entenda minhas razões, ou que tente encontrar algum meio de me impedir.
- Existe algum?
- Não. – Dumbledore passou os dedos calejados pela longa barba. – Mas também não espero sua aprovação. Tenho consciência de que esses meus planos, o Senhor não concorda professor, e até entenderia se quisesse cortar qualquer laço afetivo comigo para não se prejudicar mais tarde, caso alguma coisa saia errada.
Os olhos azuis celestes do bruxo tornaram-se escuras.
- Não me ofenda dessa maneira, minha jovem. – Gina abaixou a cabeça, parecendo envergonhada. – Eu não cortaria relação alguma com você, mesmo que decidisse explodir o Ministério e roubar o banco Gringotes!
Gina não conseguiu esconder sua gratidão e ao olhar para Dumbledore, lhe presenteou com um sorriso fraco. Aquilo era o máximo que conseguia demonstrar de alegria.
- Obrigada, professor.
- Não agradeça, apenas tente não me causar muitas dores de cabeça. – Ele já começava a se virar para ir embora, quando pareceu ter uma dúvida. – Quanto tempo?
Gina entendeu ao que ele se referia.
- Acredito que consigo realizar todos os assassinatos antes do Natal. - Alvo olhou-a e lhe enviou uma piscadela.
- Quero notícias.
- Você as terá.
- Muito bem. Se eu não a ver até o Natal, traga o peru. – Gina conteve o desejo de abraçá-lo, mas Dumbledore já tinha lhe dado as costas e agora caminhava lentamente até uma carruagem que o esperava nos portões do cemitério.
Um novo som forte, e parecendo-se com o de uma chibatada ecoou, e uma leve garoa fina começou a banhar o vale.
Gina respirou fundo o ar gélido daquele fim de tarde e enfiou a mão dentro do bolso de seu sobretudo, retirando um pequeno pedaço de papel amassado e gasto.
Desdobrou-o lentamente, como se estivesse lidando com uma relíquia inestimável.
Seus olhos vagaram pela lista de nomes escrita por sua letra; Os nomes dos componentes do grupo de Comensais da Morte que atacaram sua família em busca de vingança pela derrota de seu Lorde.
Gina sentiu seu sangue percorrer seu corpo com mais força, o coração bombeando na pulsação ritma de um tambor.
Fechou os olhos e repassou o ataque em sua cabeça. Reconheceu Snape, Bellatrix e Pedro.
“- Vamos seus inúteis, matem-nos!”, A voz do líder ecoou, e Gina ergueu as pálpebras lentamente. Os olhos âmbar mostravam-se negros como a noite.
Leu o primeiro nome na lista; Harry Potter. Fora o que dera a permissão do ataque e o que planejara.
Seria sua primeira vítima.
Lançou um ultimo olhar para as lápides e aparatou, consciente de que teria que tomar muito cuidado na hora de agir, mas começando a nutrir um leve sentimento de pena por suas vítimas.
Cada Comensal iria se arrepender por ter mexido com ela, uma Weasley.
Continua...
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Eu só quero sentir
O amor verdadeiro inundando a casa em que vivo
Eu tenho muito amor fluindo nas minhas veias
E sendo desperdiçado
Eu só quero sentir
O amor verdadeiro para toda a eternidade
Há um buraco na minha alma
Dá para vê-lo no meu rosto
É um lugar bem grande
Venha segurar minha mão
Eu quero contactar os vivos
Não sei se entendo bem
Este papel que me foi dado.
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Nota da Autora: Espero que tenham gostado. Não esqueçam de COMENTAR, viu? Por favor.
BeijOs, N.P
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