CAPITULO 13 - ATAQUE
O sol entrava pela pequena janela do quarto e o incomodou. Rony abriu os olhos e sentiu novamente aquele cheiro ao seu redor e sorriu. Bem, era manhã e ele estava vivo, sendo assim, tudo ficaria bem.
Ninguém poderia negar que era um homem corajoso.
Movendo-se na cama, ele piscou, saltando a seguir ao ver-se diante do pior dos seus pesadelos.
Hermione estava de pé em frente à cama, segurando sua arma, apontada para ele.
-Abaixe isso! – ele mandou pensando agora no que dera em sua cabeça para dormir naquela cama!
-Disse que o mataria se fizesse isso.
Sua voz era neutra e seca. Ela faria o pior se ele não achasse um jeito de sair dessa situação e rápido!
-Está enganada! Não encostei um dedo em você!
-E o que faz nessa cama? – seus olhos estavam límpidos e suaves e isso o assustou ainda mais.
-Teve um pesadelo, eu entrei para que não se machucasse com a arma. Foi só isso. Devo ter pegado no sono, estava cansado - ele mentiu engolindo em seco quando ela engatilhou a arma – Eu nem me lembro de ter dormido aqui!
Havia urgência em sua voz, pois ela atiraria, não tinha a menor duvida disso! De pé próxima a porta, ela ainda vestia a camisola e os cabelos estavam soltos, e apesar de muito pálida e com expressão de ódio, achou-a ainda mais linda.
Ao inferno, ele estava perdido!
-Solte essa arma! – ele ficou furioso, quem ela achava que era para apontar-lhe uma arma – EU MANDEI ABAIXAR ISSO!
-Quebrou o nosso acordo. – ela disse ainda mais suave, e ele teve certeza de que estava morto!
-Não exagere! Eu não fiz nada de mal! Prometo que isso não aconteçerá mais!
-Não acredito em você – ela disse seca e direta.
-É isso que quer fazer? SE ME MATAR, ELES TIRAM A FAZENDA DE VOCÊ!
Seu grito a fez pensar, ele notou. Sua mente aguçada lhe dizia para pensar e deixá-lo ir, mas seu emocional queria que ele pagasse.
Pagasse pelas emoções contraditórias que sentira ao abrir os olhos e ver-se diante do rosto adormecido a centímetros dos seus. Da sensação estranha e única que a percorria da cabeça aos pés ao sentir seu corpo apertado contra o dela, um calor que não vinha do começo da manhã de sol forte. Vinha dela. De dentro dela.
E isso ela não poderia perdoar.
-Eu juro, não vai se repetir, eu coloco trancas nas portas dos quartos e isso jamais voltará a se repetir! - ele disse novamente. – Hermione, não é uma assassina. Não quer fazer isso de verdade! Baixe a arma e me deixe sair.
Ela olhou para seus olhos e decidiu se valia o risco ou não. Bem, na verdade tivera todas as oportunidade do mundo de atacá-lo ou algo parecido e não o fizera.
Tremendo de raiva por ter que ceder e manter o patrimônio que seu pai lutara tanto para manter, ela baixou a arma.
Ele soltou o ar, o alívio evidente em sua face. Medindo o terreno ele se levantou da cama e se aproximou, ela ficou de lado esperando que ele passasse pela porta, a arma ainda na mão, o braço caído, ela sentia o peso de ter fraquejado.
Rony tinha que sair e escapar, mas a tentação era forte demais agora que já se atirara aos lobos e a guerra fora declarada de qualquer modo!
Num impulso, ele girou o corpo e agarrou seu braço, tirando a arma de sua mão, assustada ela se moveu para trás tentando se afastar, mas ele não deu tempo. Agarrou seu quadril e a puxou contra seu corpo, usando a mão que segurava a arma para direcionar sua cabeça e beijá-la.
Era como beijar um ouriço enraivecido, ela se debateu e chutou, e ele aprofundou o toque, tentando abrir seus lábios sem sucesso. Empurrando-a contra a parede ele a pressionou usando a força do corpo tão maior que o dela, e guardou a arma na calça do pijama nas costas, tomando o cuidado de segurar suas mãos delicadas, dispostas a matá-lo se lhe desse chance.
-ME SOLTA!!!!!!!!!!!!!!!! - ela berrou ferozmente quando ele soltou seus lábios, mas ele ignorou, segurando-a para um novo beijo.
Isso estava excitando-o além do que poderia suportar, o corpo jovem mexendo contra o dele, os quadris enlouquecendo-o, e era impossível que ela não sentisse pelo tecido fino da camisola o quanto ele a queria.
-NÃO GRITE NA MINHA CARA!!!!! - ele gritou de volta, quando ela virou o rosto de lado, os olhos tentando achar uma saída, ver algo que pudesse ser sua salvação.
Desesperada ela tentou morder seu ombro, ou pescoço ou qualquer lugar que pudesse atingir, e ele tratou de grudar os lábios novamente nos dela.
Pega de surpresa entregou-lhe os lábios prontos para um beijo. Rony segurou com doçura em sua cintura, esperando que ela pudesse notar a diferença, e aprofundou o beijo, roçando os lábios e aproveitando seu descuido para explorar o interior aveludado com sua língua experiente. Tocou sua língua na dela, e sentiu o impacto disso em seu corpo frágil, o susto e o desconhecido. Ela não estava gostando ou aproveitando, ela apenas queria que parasse.
Como homem era humilhante e frustrante. Sentir tanto desejo por alguém que o odiava a ponto de não ser capaz sequer de desejo físico. Antes de desistir totalmente, ele tentou uma última vez, amansando o beijo e suavizando o contato e pegando-a totalmente desprevenida para a suavidade e o carinho.
Ele desceu uma das mãos para sua perna, e puxou sua perna sobre a dele, encaixando-se entre suas coxas, e moendo os quadris contra os dela, para que sentisse a maravilha do desejo de um homem contra seu corpo, e uma das mãos se apoderou de um seio jovem, deliciando-se com o toque que apenas sonhava há dias e noites.
Redondo e firme, ele amassou a pele entre os dedos, lamentando a camisola entre eles, mas era possível sentir o mamilo intumescido e isso era uma evidente dica do que ela verdadeiramente sentia e achando não sentir tanta rejeição, pois ela não empurrava mais, ele desceu os lábios por seu pescoço, beijando o queixo e molhando um caminho até seu ombro, onde a camisola revelava muito e se deleitou na carne tenra, perdido nos próprios desejos.
Tão concentrado que não notou. Não percebeu tanta malevolência como algo premeditado e na primeira brecha a dor o sufocou. Ele soltou sem notar uma das mãos pequenas e esta agarrou seu braço ferido e apertou sobre a ferida sem dó ou piedade.
Ele gritou soltando-a imediatamente, e tentando se soltar. Mas ela não parou.
A dor o sufocou, mas a raiva foi maior e ele a agarrou novamente, jogando sobre a cama, com ódio mortal. Sangue estava correndo novamente, e a dor era horrível. Ela sentia prazer em machucá-lo e ele agarrou seu tornozelo quando ela tentou fugir, e a fez cair de cara na colchão, aos gritos.
Pela primeira vez na vida sentiu o impulso quase incontrolável de bater em uma mulher. Essa mulher estava acabando com seu juízo! Largando-a, ele se virou para sair do quarto, e quando o fez, a porta bateu com força atrás de si.
Não foi para seu quarto, foi direto para a rua, dando a volta na casa, em direção ao campo, onde poderia respirar ar puro. Acalmar-se e esquecer daquela infeliz desgraçada que o tirava de seu juízo e o fazia cometer os piores atos!
Autora: eu nao resisto, quando vejo, já atualizei! Estou lendo todos os comentarios e quero agradecer aos incentivos!!!!! Bjs!!!!!