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16. CAPÍTULO 14


Fic: A Próxima Vítima HG CAP 20 AO 24 ON COMENTE E VOTE


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CAPÍTULO 14


Harry Potter foi um dos últimos passageiros a deixar o avião. Uma das aeromoças teve de acordá-lo. Ele caíra no sono dez segundos depois de ter prendido o cinto de segurança e esticado as longas pernas, numa tentativa frustrada de se sentir confortável.


Ele era capaz de dormir em qualquer lugar, a qualquer hora, o que deixava seu irmão completamente incrédulo. James tinha medo de voar e fazia tudo o que era possível para evitar tal coisa, o que, naturalmente, o tornava alvo de muitas brincadeiras familiares. Harry não tinha o menor problema em voar e achava que o vôo de Boston a Chicago era muito curto. Como ficara a maior parte da noite acordado, conversando com seus cinco irmãos e duas irmãs, gostaria de ter tirado uma soneca mais longa.


Sabia que estava com uma aparência horrível. Não fizera a barba desde sua entrevista com o FBI, na quinta-feira pela manhã. Tinha quase certeza de que, se quisesse, o emprego seria seu. Já fazia mais de um ano que Ward Dayborough, chefe da divisão de crimes especiais, estava bastante interessado em recrutá-lo e havia praticamente garantido a ele que seria indicado para trabalhar fora de Boston.


Esse era apenas um dos incentivos que receberia para aceitar o cargo, mas, mesmo que ele decidisse o contrário, ainda assim precisava encontrar tempo suficiente para visitar a família com mais freqüência. Ele sentia saudades de seus familiares.


Durante o fim de semana, todo o clã dos Potter havia se reunido na espaçosa casa de seus pais, na ilha da baía Nathan, para celebrar o aniversário de seu pai. Pela primeira vez, James e sua esposa, Laurant, tinham trazido sua filhinha para a ilha.


Enquanto estivera lá, James e Theo, o irmão mais velho, tentaram convencer Harry a aceitar a proposta do FBI. Como argumento, afirmaram que se tratava de obrigação familiar. Theo trabalhava como advogado no Departamento de Justiça e, por vários anos, James trabalhou como agente para uma divisão especial do FBI. Harry amava Boston e, como a família de James aumentara e ele precisava de uma casa maior para morar, estava oferecendo a ele uma ótima oferta pela casa.


Harry sentia que chegara a hora de fazer uma mudança em sua vida e tinha muito no que pensar. Passar o fim de semana com a família havia sido maravilhoso, mesmo tendo levado uma bela surra jogando futebol com os irmãos. Ironicamente, o ombro esfolado, a parte mais dolorida de seu corpo, fora causado por Jordan, uma de suas irmãs mais novas. Quando pensou nela, não pôde deixar de sorrir. Não havia a menor dúvida de que Jordan fosse brilhante e fizera com que todos os irmãos, que investiram no modelo que ela desenhara para um chip de computador que revolucionara a indústria de software, ganhassem uma fortuna. Mas, mesmo sendo extremamente inteligente, ela não tinha o menor bom senso. E também era bastante desajeitada. Ela não tinha nenhuma intenção de derrubá-lo, mas, por incrível que pareça, tropeçou nos próprios pés. Felizmente para ela, fora o ombro dele que recebeu o maior golpe na queda e ele ainda foi capaz de segurá-la antes que ela quebrasse algum osso.


Quando ele saiu do aeroporto O'Hare, estava chovendo. Mesmo estando uma droga, o trânsito não estava tão ruim quanto o de Boston no horário do rush. Ele pegou alguns atalhos para chegar ao seu apartamento, desarrumou as malas e colocou sua calça jeans favorita surrada. Estava pronto para ouvir as mensagens da secretária eletrônica quando seu antigo parceiro, Gil Hutton, ligou. Apesar de sua aposentadoria recente, Gil ainda estava por dentro de todas as fofocas. Harry podia jurar que Gil era clarividente. Ele sabia das coisas antes mesmo de elas acontecerem.


Gil não perdeu tempo com introduções desnecessárias.


— Eu sei tudo sobre Lewis.


— Ah, é? — Harry riu, enquanto abria a geladeira para pegar uma cerveja. Abriu a garrafa e deu uma grande tragada. Ele podia ver Gil coçar a cabeça e contar vantagem, um hábito que costumava deixar Harry louco. O homem adorava se vangloriar de suas notícias quentes.


Harry estava se sentindo um pouco culpado por não ter comunicado ainda seu amigo sobre sua saída do departamento. Mas ele tinha boas razões, Harry sabia que Gil não conseguiria guardar segredo sobre sua entrevista com o FBI.


— Lewis ficou puto da vida porque você entrou em confronto com ele a respeito de botar aquele noviço no olho da rua. Sabe como ele está se vingando?


De repente, Harry ficou preocupado. Atirou-se no sofá e fechou os olhos. Deus do céu, ele odiava política.


— Como?


— Recusando qualquer pedido de transferência que você venha a fazer.


— Eu não pedi transferência nenhuma.


— Ah, não? E por que não? Eu pensei...


O radar de Gil estava ligado. Não demoraria muito para ele descobrir que Harry estava planejando ir embora.


— Não tenho tido tempo de fazer o trabalho burocrático — disse ele. O que era verdade, pensou ele. Ele não tivera tempo.


— De qualquer maneira, Lewis vai bloquear. Achei que você gostaria de saber.


Mesmo não tendo perguntado a Gil onde conseguira a informação, Harry imaginou que ele devia passar a maior parte do tempo ao telefone, colocando-se a par das últimas novidades.


— Você precisa começar a viver sua própria vida.


Seu ex-parceiro ignorou o comentário.


— Lewis é um pentelho e tanto.


— Concordo com você — disse Harry. — E um manipulador.


Pior do que isso, pensou ele. O tenente não apoiava seus homens quando necessário. Ele tinha o hábito de sacanear as pessoas, como fizera com o jovem policial, que não fizera nada além de ter a má sorte de estar no lugar errado e na hora errada.


— Ele perdeu o respeito pelos detetives — comentou Gil.


— Ele nunca teve nosso respeito. Então conte-me. Ele bloqueou a transferência do garoto?


— Aquele garoto é apenas quatro anos mais novo que você.


— Sim, mas ele não tem minha experiência nem meu cinismo.


— O Lewis não foi capaz de bloqueá-lo. Ei, que tal uma cerveja lá no Finnegan's?


— Hoje não.


— E amanhã à noite? Quero ouvir sua opinião sobre o detetive Sweeney.


— O que é que tem ele?


— Você não soube?


Harry estava perdendo a paciência.


— Soube do quê?


— Meu amigo, eu pensei que você soubesse, mas é claro que não poderia saber, já que estava em Boston. Você não ouve os recados de sua secretária eletrônica?


— Era o que ia fazer quando você ligou. Então conte-me. O que aconteceu com ele?.


— Foi assassinado na noite passada.


 


 


 


 


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