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1. Princesa sem reino


Fic: Um plebeu em minha vida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Uma coisa que não deixei bem clara e vou explicar. Em relação à magia, ela não vai existir. Eu pensei em coloca-la, mas acabou que iria tornar a historia mais complicada e difícil de escrever. Mas tirando isso, tudo vai funcionar normal.


 


Pensem em Voldie como um ditador, e Harry Potter como um agente do governo que lutou contra ele. Mas sobre essa historia vai ser escrita posteriormente na fic.


Eu espero que ninguém deixe de ler a fic por causa disso...


 Vamos ao capitulo!


 


 


Capitulo 1- Princesa sem reino.


 


Eu queria que tudo o que aconteceu nos últimos dias fosse apenas um pesadelo. Que em meio a toda essa loucura eu ouviria a voz doce da minha mãe e despertaria. Eu estaria no meu quarto, deitada na minha cama, sabendo que para tudo passar bastava abraçar a minha mãe. Que se eu me sentisse triste era só ir ao quarto ao lado e encontraria o meu irmão, deitado na sua cama lendo um livro. Ele iria colocar o livro no criado mudo e iria colocar a mão no espaço ao seu lado na cama e me receberia com carinho. Eu deitaria a seu lado e ele me perguntaria o que havia de errado, e então quando eu tivesse contado tudo, ele encostaria minha cabeça em seu ombro e faria carinho em meu cabelo. E tudo ficaria bem.


Mas eu sei que isso não vai acontecer. Sei que o quarto de Robert sempre vai estar vazio, sei que a minha mãe nunca mais será a mesma. E nunca mais vou ver o meu pai.


Quando meu pai começou a dar sinais de que estava doente, eu fiquei muito preocupada com ele. Ele não era um homem muito velho e sempre teve uma saúde muito forte. Mas as coisas haviam mudado a alguns anos. Os exames ainda não haviam chegado quando o dia da minha coroação chegou. E no final das contas, isso não importa mais. Ele está morto. Como o meu irmão também está. A minha mãe está presa e meu primo está decidido a assumir a coroa, mesmo que ele não tenha direito a ela.


Quando Robert morreu, nada além da perda do meu irmão me importava. Mas o mundo não para por causa da nossa dor, e tive que me habituar em pouco tempo a algo que meu irmão teve 23 anos para se habituar. Eu seria a rainha.


Eu, uma garota de 17 anos. Enquanto as adolescentes da minha idade se preocupam com escola e garotos, eu tive que me preocupar com a situação de meu país. Um país que agora dependia de mim. Que agora está nas mãos de um louco, que não parece estar preocupado com Willborn, mas sim em se sentar no trono, e ter o controle da vida de milhares de pessoas.


Eu nunca tive muito contato com Max. Lembro-me de quando era mais jovem e devia ter meus 10 anos, Max vinha até a nossa casa de verão e passava os dias tendo aulas com Rob e o senhor Blessing. Era fácil ver como o meu primo adorava estar lá. E também  como ele tinha desejo de ser um de nós. A relação entre meu irmão e ele era cordial, nada de grandes amores, mas tinham uma boa convivência quando estavam juntos.


As coisas só começaram a ficar complicadas quando Max foi proibido de participar de algumas aulas com Rob. De acordo com o senhor Blessing, algumas coisas eram de interesse apenas do herdeiro do trono. E como terceiro na linha de sucessão, e aparentemente ambicioso demais, Max não estava qualificado.


Lembro de ouvir vozes exaltadas no escritório, e eu estava parada no corredor quando Max saiu do aposento. Nunca tinha visto ódio tão forte em um olhar antes. Mas eu era uma criança, e foi fácil esquecer isso. Agora sei que aquele ódio não foi uma coisa de momento, foi um ódio real por meu irmão e por mim. Por que éramos o que ele queria ser. 


Mesmo com aquela moção que ele pediu, com a intenção de me impedir de ser rainha, nunca me passou pela cabeça, e talvez fosse ingenuidade minha, que meu primo pudesse se juntar com o comandante Cadena, que sempre pareceu leal a meu pai, para dar um golpe.


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Dois dias atrás


 


Eu estava em meus aposentos, me vestindo, quando Lis entrou. Eu a conhecia desde que me lembro por gente, ela praticamente me criou. Não estou dizendo que eu tinha uma mãe desnaturada, de modo algum. Minha mãe apenas era uma mulher muito ocupada. Às vezes tinha de fazer viagens com meu pai e alguém precisava tomar conta de mim. Mas voltando aos fatos, Lis entrou no meu quarto e, ao contrário das outras vezes, ela não estava com um sorriso no rosto. Ela parecia estar nervosa e com pressa.


--- Princesa Anabella!


--- Eu já não pedi a você que... --- Não pude terminar por que ela se aproximou rápido e colocou os dedos sobre a minha boca.


--- Não temos tempo! --- Lis olhou para os lados e me falou em sussurros.---Está acontecendo algo terrível alteza. Seu primo, o Duque de Brisbin, junto com o comandante Cadena estão dando um golpe.


--- Como assim? --- Perguntei transtornada.


--- Os guardas estão cercando o castelo, tenho que tirá-la daqui. --- Lis começou a me puxar pela mão em direção ao corredor.


--- Se estão cercando o castelo como vamos sair?


--- Existe alguém que está aqui para salvá-la, princesa.


Nós duas virávamos corredor por corredor, e todos eles estavam vazios. Estávamos prestes a abrir a porta para a cozinha, e assim sair pelos fundos do castelo, quando me senti ser puxada e fui encostada na parede com um homem tampando a minha boca. Naquele momento eu pensei, estou perdida. Mas me espantei em seguida.


--- Não podem ir por aí. Os guardas estão lá fora. --- Ele falou em um sussurro.


--- Tentei encontrar o senhor, mas como não consegui... --- Lis justificou. Ela conhecia aquele homem de olhos verdes? Então a ficha caiu. “Existe alguém que está aqui para salvá-la, princesa”. Então ele era a salvação dela. Eu só queria ver como ele iria fazer isso.


--- Desculpe alteza, mas não poderia deixar que você gritasse. --- Desculpou-se o homem. Ele também deixou de tampar minha boca. --- Devemos seguir por aqui, até o corredor da sala dos retratos. Lá existe uma passagem secreta e poderemos sair daqui.


O homem seguiu na frente e eu e Lis atrás. Eu tentei perguntar a ela quem era o homem, mas ela fez um gesto de silêncio.


Quando chegamos ao corredor que queríamos, pude escutar o barulho de algo quebrando e pelos sons seguintes já dava para ter certeza que os guardas tinham invadido o castelo. O homem aumentou o passo e empurrou um pedaço da parede. Nós entramos e ele começou a descer um lance de escadas que haviam na passagem, eu ia segui-lo quando percebi que Lis não estava atrás de mim. Procurei ao redor e ela estava na entrada.


--- Venha para cá, Lis! --- Eu a chamei.


Quando eu olhei em seus olhos, eu vi. Era uma despedida, ela não viria comigo. No momento que o homem voltou-se para mim, me chamando, Lis jogou uma corrente e no mesmo momento que a segurei, ela empurrou a parede com força e não havia mais nada além da parede. Eu estava sozinha. Pela primeira vez desde que nasci, não havia criados ou família a minha volta. Era apenas eu e o homem misterioso que havia me salvado.


As escadas e o corredor seguinte nos levaram até a floresta que ficava perto do castelo. Seguindo uma pequena trilha me vi em uma clareira, onde um helicóptero nos esperava. Enquanto a nave se afastava , eu pude dar uma pequena olhada para o castelo. Era possível ver guardas em vários pontos e pessoas saindo apressadas do local. Foi só o que eu pude ver antes de tudo se apagar.


 


Não me lembro quando saí do helicóptero ou como cheguei naquele lugar. Só sei que não consegui ficar em pé e acabei sentada em um sofá. Eu não conseguia parar de tremer, mas tentei esconder isso. Olhando ao meu redor, vi que estávamos em uma sala. Provavelmente era uma casa, já que a sala tinha uma aparência aconchegante. Havia uma lareira e dois sofás em tons de vermelho. O homem que havia me salvado, que depois se apresentaria com Harry Potter ( sim, ele mesmo, o Harry Potter inglês. Aquele cara que derrotou um dos maiores ditadores do mundo ), tirou a capa que estava usando e se ajoelhou em minha frente.


--- Está bem?


--- Sim senhor...


--- Potter. Harry Potter. --- Ele passou o olhar em mim, provavelmente para verificar se eu estava bem. --- Está sentindo dor em algum lugar? --- Eu movi a cabeça em um não. Nas minhas aulas de etiqueta, uma das primeiras coisas que aprendi é que não se deve responder a alguém com movimentos, mas sim com palavras. Eu estava provavelmente em outro país, fugindo de um golpe de estado. Acho que mereço uma folga da etiqueta, não é? --- Vou ser rápido, e então a levarei para um quarto em que possa descansar um pouco.


Harry Potter se levantou e sentou no sofá a minha frente.


--- Alteza, como já lhe disse, sou Harry Potter. Sou um agente do governo britânico. A algum tempo o meu departamento vem observando o seu país, desde que seu pai começou a apresentar problemas de saúde. Ficamos sabendo apenas nesta manhã sobre o possível golpe que o duque estava armando. Então fui colocado a disposição para tirá-la de Willborn em caso de problemas.


--- Se sabiam o que o duque estava armando, por que não impediram? --- Fiz o possível para manter a voz  e a minha postura firmes.


--- Sinto muito por isso. O governo não pode se manifestar em relação a isso. Por motivos políticos.


--- Não pode...--- repeti o que me disse. Eu não creditava nisso, eles podiam ter no mínimo entrado em contato comigo. As coisas podiam estar bem diferentes agora. --- Então me diga, por favor, por que estou aqui? Por que me salvaram se a ideia principal era não se envolver?


--- Na verdade não estou aqui representando o governo, alteza. --- Ele estava desconcertado. Isso era claro. --- Acho que já ouviu falar da Ordem da Fênix. --- Confirmei com um aceno. Era uma organização que tinha influência em vários lugares do mundo. A principal função dela era ajudar países que estavam com problemas, como o meu. E olha eu de novo balançando a cabeça. Minha mãe ficaria revoltada com isso. Senti um aperto no peito quando pensei nela. Tentei focar a minha atenção de volta no homem. --- ...Temos informantes em vários lugares, e como uma organização independente do governo, decidimos agir no que foi possível.


--- Então...Agradeço muito pela ajuda que está prestando ao meu país. --- Eu podia não estar mais em Willborn, mas estava livre o suficiente para lutar.


--- Foi uma honra, alteza. --- Potter me cumprimentou  e levantou-se. --- Acho que no momento a princesa gostaria de descansar. Vou acompanhá-la até um dos quartos.


Descansar não era uma das minhas prioridades no momento, mas eu sabia que era preciso. Eu estava muito nervosa e agitada para pensar com clareza. Nada que umas horas de sono não cuidassem. Eu precisava estar pronta e disposta para voltar ao reino e salvar os meus pais.


Segui junto com o Sr. Potter pelas escadas até um corredor. A casa parecia vazia, apenas tinha visto movimentação na porta que achava pertencer a cozinha. No caminho até o quarto, Potter explicou que ali era a sede da Ordem em Londres e que a casa tinha muitos dispositivos de segurança, o que queria dizer que eu estava segura e que ninguém além dos membros principais da Ordem sabiam que eu estava lá. De acordo com ele, em algumas horas membros da organização estariam na casa e haveria uma reunião, para a qual eu seria chamada.


No momento eu só queria ficar sozinha e foi com alivio que o vi parar em frente a uma porta.


--- Eu sei que isso não se compara ao quarto de uma princesa, mas espero que esteja confortável. --- Ele não precisava se preocupar, o quarto estava ótimo. Com certeza era bem menor do que o meu quarto no castelo, mas ele possuía as paredes em um tom de azul claro, havia uma cama, um guarda roupa branco e uma escrivaninha próxima a janela.


--- O quarto está ótimo, obrigada.


--- Provavelmente queira trocar de roupa, então existem algumas peças no armário.


--- Claro. Obrigada Sr. Potter. --- Agradeci. Eu sabia que ele estava se esforçando o máximo para eu me sentir confortável.


Com um gesto de cabeça, ele saiu do quarto e fiquei sozinha. Passando o olhar no cômodo, eu fui até o banheiro e parei em frente ao espelho. Eu ainda estava com o meu vestido verde claro, que era para a coroação, mas após a correria o penteado já estava desfeito. Os meus longos cabelos pretos estavam caindo em meus ombros e lá estava os mesmos olhos azuis que sempre vi diante do espelho, só que agora eles mostravam tristeza.


Joguei um pouco de água no rosto e voltei ao quarto. Sentei na cama e olhei para a corrente que Lis tinha jogado para mim. Era uma medalha de Santa Bernadette. Era a santa padroeira dos doentes e pastores. Lis sempre andava com ela desde que fiquei doente quando era criança.


Com uns 6 ou 7 anos, peguei uma terrível pneumonia e apesar dos grandes médicos e dos muitos remédios, eu não melhorava. Lis ficou todo o tempo perto de mim e disse que passou cada dia em que estive doente rezando a Santa Bernadette pedindo que me curasse. Para Lis, quando fiquei curada, Santa Bernadette se tornou a minha madrinha. Isso explica por que ela me deu  a medalha, para me proteger. Senhor! Como eu adoro aquela mulher!


Coloquei a medalha no pescoço e respirei fundo, pedindo a Deus e a santa que não me deixassem sozinha, eu precisa de toda a força que eles pudessem me dar.     


 


 


Eu tomei um banho e peguei um dos vestidos simples que havia no guarda-roupa, depois deitei na cama e apesar de todas as preocupações, em poucos minutos já estava dormindo.


Despertei algumas horas depois, como pude ver no relógio em cima do criado mudo. Eu sabia que logo deveria ocorrer a reunião da Ordem e teria que estar presente. Então depois de lavar o rosto para despertar, saí do quarto.


O corredor permanecia no mesmo silêncio em que estava quando cheguei. Enquanto seguia no corredor até as escadas vi vários retratos de vários tamanhos pendurados na parede. Um deles me chamou a atenção. Havia um grupo de pessoas nele. A primeira pessoa que reparei foi no homem de olhos verdes e uma cicatriz na testa que havia me salvado. Havia do lado dele uma jovem de cabelos bem vermelhos, a quem ele abraçava e sorria. Tinha também várias outras pessoas e no canto da página havia escrito "Ordem da Fênix, 1988."


Eu estava olhando a foto quando ouvi vozes no andar abaixo. Era provável que tivessem me deixado descansar e começado a reunião e eu não poderia perdê-la de modo algum. No final da escada eu podia ver um grupo de pessoas reunidas na sala. Harry Potter estava sentado em um poltrona com os braços apoiados nos joelhos e mantinha o rosto escondido nas mãos. Na sala também havia uma mulher de cabelos castanhos e um homem ruivo, que pareciam com os jovens que estavam do lado de Harry Potter na foto da parede. Eles pareciam conversar algo muito importante e antes de perceberem a minha presença pude ouvir Potter comentar:


--- Como posso contar isso a ela? --- Ele mantinha o rosto abaixado e passou uma mão pelos cabelos. Logo em seguida preferi anunciar a minha presença. Não era correto ficar sem me anunciar ouvindo conversa alheia.


--- Com licença.


Potter se levantou rapidamente quando me viu parada na porta.


--- Alteza. --- Ele fez um gesto com a cabeça, e os outros o seguiram.


--- Boa tarde a todos. Espero que não se importem por eu ter utilizado uma das roupas que estavam no armário.


--- De modo algum, princesa. --- Falou a mulher de cabelos castanhos. --- Gostaria de se sentar?


--- Obrigada. --- Me sentei em uma cadeira. Em seguida eles se sentaram também. Eles estavam nervosos, isso era claro. E eu entendia. Mesmo eles sendo famosos, isso não significava que eles estivessem acostumados a lidarem com a realeza. Mas eles estavam se saindo muito bem. --- Gostaria de saber se possuem alguma informação sobre o que está acontecendo em Willborn.


--- Temos algumas informações sim, alteza. --- Começou Harry Potter. --- Seu primo, o duque de Brisbin, já está no castelo e fez uma declaração em rede nacional sobre a sua posse como governante de Willborn. Ele mantém alguns membros do parlamento em prisão domiciliar, com exceção de alguns que parecem ter se aliado ao golpe dele. Ele afirma que está fazendo isso pelo bem da nação e que tudo poda ser acertado entre a princesa e ele.


--- Acertado? --- Eu repeti. --- Ele ataca o meu país, e quer que tudo seja acertado entre nós?


--- Eu sei, alteza. --- Afirmou o homem ruivo. --- Mas a Ordem está juntando informações e criando planos de ação para encontrar uma forma de lhe devolver o país.


--- Eu agradeço ao senhores e a Ordem da Fênix pelo que estão fazendo. --- Eu sabia que a ajuda deles seria muito importante para o meu retorno. Então decidi fazer a pergunta que estava me remoendo por dentro. --- Possuem noticias de meus país? E de Lis?


Percebi que havia alguma coisa errada no momento em que eles trocaram um olhar entre si.


--- De acordo com as informações que temos, Lis está bem. Ela conseguiu despistar os guardas que estavam no corredor e está nos passando informações de dentro do castelo. E a rainha foi presa.


--- Claro. Eu esperava que isso acontecesse. --- Eu mantive a calma. Eu iria tirar a minha mãe de lá o mais rápido possível. Então percebi. Ele não havia falado sobre o meu pai. --- Senhor Potter? --- Ele levantou o olhar para mim. --- E quanto a meu pai? Também está preso? --- O caso de meu pai me preocupava mais. Ele estava doente, não seria bom ficar em uma cela, sem conforto ou assistência. Eu sei o quanto ele deve ter ficado abalado quando soube que o país no qual ele cresceu e governou estava sendo atacado pelo sobrinho dele.


Os segundos passaram e não vinha uma resposta, então saí de meus pensamentos.


Não, por favor, não !!


Não gostei do modo como eles olhavam pra mim. Alguma coisa aconteceu, alguma coisa tinha que ter acontecido!


--- Senhor Potter? --- Chamei sua atenção, e tentei manter o controle.


--- O seu pai teve um infarto durante a invasão ao castelo. --- Ele olhava nos meus olhos e no fundo eu já sabia o que ele iria falar a seguir. --- Ele não sobreviveu.


Eu fechei os olhos. Tentei controlar a respiração e me levantei. Então abri os olhos. Os três me olhavam esperando provavelmente que eu desmaiasse. Juntei as minhas mãos tentando esconder o tremor e respirei fundo.


--- Sinto muito, princesa. --- Me disse a mulher.


Não consegui responder. Eu saí da sala, mantendo o passo controlado. Subi a escada me apoiando no corrimão. E me encostei a porta, quando me fechei no quarto.


Eu tentei respirar, mas não conseguia.  Tentei me manter em pé, mas me senti escorregar para o chão.


Então eu chorei. Coloquei a mão sobre a boca tentando controlar os soluços. Ele estava morto. O meu pai. O homem que tinha o sorriso mais encantador que eu conhecia, o homem que me contava histórias quando eu era criança. Ele estava morto.


A ultima coisa que ele havia visto na vida foram os guardas invadindo a sua casa, destruindo tudo o que ele havia construído em anos.


O meu pai.


E eu chorei. Chorei por ele, pela minha mãe que estava sozinha, sofrendo pela morte do marido, chorei pelo Rob que não estava mais ali.


Por quê? Por que tudo isso? Já não me bastava ter me tirado o meu irmão, o meu único irmão, tinha que ter me tirado o meu pai também?


Eu não sei por quanto tempo fiquei lá, sentada no chão daquele quarto que não era o meu, naquele lugar que não era o meu país ou a minha casa. Chorando em uma agonia que parecia que nunca iria passar. Mas pareceu uma eternidade. E não era o suficiente.


 


 


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N/A: Eu sei que foi um capitulo beeemmm triste, mas ele era necessário. As coisas vão ficar bem melhores a partir do próximo capitulo.


Eu tentei mostrar o quanto foi triste para Anabella a noticia da morte do pai, e espero que eu tenha conseguido.


Haverá um capitulo especial que será uma espécie de biografia sobre Harry Potter, pra mostrar como é a vida dele nesse mundo sem magia.


E me desculpe aqueles que queriam com magia. Mas ia ter muita coisa que eu teria que explicar e blábláblá, então acabou ficando sem.


 


Lara: Eu sei...foi boa essa do jornal, não foi? Eu tenho esses momentos de grande inspiração. E não se preocupe o drama da fic vai parar por aqui (eu pretendo), como eu disse as coisas vão melhorar...


E quanto  a essa historia do Rob... tá bom, talvez, eu disse talvez, eu tenha visualizado o Patts quando pensei no irmão da Bella, mas nós sabemos que eu não mataria o Patts de modo algum.


A propósito o que vc prefere para apelido dela: Bella ou Ana? Eu acho que já sei a resposta, mas vale perguntar.



Rebeca: Minha beta favorita!! Ok vc é a única, mas vc entendeu...rsrsr Obrigada por arrumar o cap e eu sabia que vc iria adorar, sua fã de dramas!! rsrss




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