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3. Capítulo III


Fic: Senhor das Terras Altas CONCLUIDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Gina sonhara com seu cavalo a derrubando no chão e fugindo, deixando-a entregue ao próprio destino.


Fez uma careta, querendo saber por que se sentia como se o cavalo tivesse caído sobre ela. Ainda sonolenta, ela abriu os olhos, mas não viu nem grama e nem chão pedre­goso, apenas um cobertor. Aquilo não fazia sentido. Nin­guém estendia cobertores para aparar a queda de pessoas atiradas dos seus cavalos.


Tentando fixar o pensamento, Gina ergueu a mão para esfregar os olhos. Seus pulsos estavam amarrados juntos. Seu coração bateu mais rápido e sua mente clareou. Não havia cavalo sobre ela, lhe tirando a respiração, mas sim seu seqíiestrador.


Tentou sair de debaixo dele, mas não conseguiu. Tudo que conseguiu foi fazê-lo mudar um pouco de posição. As­sustada, quase gritou ao perceber que não era apenas o homem grudado as suas costas, mas sua ereção a cutucando. E, embora tenha dito a si própria que seu coração disparara de medo, Gina sabia estar mentindo. Além de tudo, o ho­mem era muito bem-dotado.


Entretanto, o que a deixou mais contrariada foi que ela teve vontade de movimentar os quadris para ser cutucada novamente. Era óbvio que uma noite de sono não havia res­taurado seu bom senso.


Quando o sentiu aninhar-se perto do seu pescoço e um estranho calor percorrer seu corpo, lembrou-se de ouvir a cunhada dizer, rindo, que os homens "acordavam" com o nascer do sol. Gina sentiu-se gelar. Provavelmente, sir Harry não estava de todo desperto. Tinha simplesmente "acordado" com o sol, sentira o calor do corpo de uma mu­lher e estava planejando fazer uso disso. Bem, se ele pre­tendia se aninhar e a cutucar, seria melhor saber com quem o fazia.


-— Saia de perto de mim, seu brutamontes — ela resmun­gou, tentando afastar-se. — Não consigo respirar.


Harry abriu os olhos e olhou para ela. Estava cansado, dormira pouco, mas despertou rapidamente ao perceber sua situação. Céus, estava com uma poderosa ereção. Pior ainda, era óbvio que ele a tinha cutucado pelas costas. A posição em que eles estavam era deliciosamente sugestiva e ele tre­meu de desejo. Praguejou silenciosamente, e se afastou.


— Desculpe-me — ele murmurou, ouvindo seus homens acordando. — Vou desamarrá-la.


Gina sentou-se devagar e respirou várias vezes tentando se acalmar. Tinha a forte desconfiança de que seria difícil esquecer que sentira a força e o poder daquele homem gran­de às suas costas, pressionando sua ereção contra ela. Aquilo ao mesmo tempo a assustava e a aborrecia. Nao sabia nada sobre ele e não era hora de sentir atração, entusiasmo ou o que quer que fosse que a estava acometendo. Já tinha ho­mens demais na sua vida, Gina pensou com raiva, enquanto se levantava e caminhava em direção das árvores.


— Aonde pensa que vai? — Harry perguntou, seguindo-a.


— Onde as pessoas costumam ir quando acordam, seu tolo? — Quando Gina percebeu que ele continuava a se­gui-la, virou-se, enfrentou-o, e conseguiu que ele desse um passo para trás. — Não preciso da sua assistência.


— Mas precisa ser vigiada. — Ele segurou uma ponta da corda que ainda estava ao redor do pulso dela e o atou ao seu próprio punho. — Agora pode ir.


Harry quase deu outro passo para trás quando ela olhou para ele com ódio.


Por um breve momento, Gina pensou em voltar. Seria uma humilhação se aliviar com ele tão perto. Infelizmente, sua bexiga cheia deixou claro que a humilhação seria ainda maior se não se apressasse. Xingando todos os homens, Gina continuou seu caminho olhando para as costas largas do seu sequestrador.


Quando se encontrou perto de alguns arbustos, Gina se pôs a pensar no motivo por estar tão perturbada. Fora criada ao lado de cinco irmãos, e havia pouco refinamento e deli­cadeza em Deilcladach durante os primeiros treze anos de sua vida. Quando Hermione chegara, um pouco de delica­deza fora introduzida, mas ela duvidava que alguém consi­deraria os Weasley refinados. O que acontecia naquele momento não deveria tê-la perturbado dessa maneira, a ponto de não conseguir fazer nada antes que ele próprio come­çasse a se aliviar.


Quando se tornara uma delicada flor da feminilidade? Gina orou para que isso não fosse um sintoma de que ela desejava atrair aquele homem.


— Preciso me lavar — ela disse, quando eles voltavam ao acampamento.


Harry olhou para ela querendo saber por que a achava tão tentadora.


— Você entende que é uma refém e não uma hóspede? Gina olhou para a corda que os unia e em seguida para ele.


— Acredito que começo a perceber isso, mas ainda assim preciso me lavar.


— Acho que você foi criada com as rédeas soltas demais – Ele resmungou, e a conduziu a um pequeno riacho a al­guns metros dali.


— Acho que fui criada de maneira perfeita.


Ela ignorou seu resmungo e tentou ignorar a corda que os unia quando ambos se ajoelharam para lavar o rosto e as mãos. Tirando do bolso um pequeno pedaço de pano bor­dado que Mione a fazia carregar toda vez que saía, Gina o umedeceu na água fria. Estava esfregando os dentes quando sentiu uma súbita sensação de perigo se aproximando. Um segundo depois, ela olhou para o bosque tentando encontrar o que a alarmara e percebeu que Harry estava tenso.


— Inimigos? — Gina sussurrou enquanto se levantava ao mesmo tempo que ele. — Tão perto de suas terras?


— Temos inimigos por todos os lados — ele resmungou.


— Você pode correr rápido?


— Se eu não estivesse amarrada, poderia vencê-lo.


— Por ora é suficiente que me acompanhe. — Ele viu o brilho do sol se refletir em algum metal dentro do bosque, do outro lado do riacho. — Agora.


Ainda não havia corrido muito quando Gina ficou um pouco a sua frente e Harry percebeu que ela não estava querendo se mostrar. Era realmente ágil e evitava ou pulava todos os obstáculos que encontrava no caminho. No mo­mento em que chegaram ao acampamento, ele desatou a corda e avisou seus homens para se prepararem para atacar. Empurrou Gina para o lado de Simon e encarregou o jovem de vigiá-la e protegê-la.


Gina quis protestar quando Simon a levou para um lugar. perto dos cavalos, atrás de Harry e dos seus homens. Mas não era hora de discutir seus direitos e suas habilidades para defender a si própria. Entretanto, queria muito ter uma es­pada. Era errado estar completamente desarmada, com um jovem de dezesseis anos tomando conta dela para defendê-la contra qualquer inimigo que pudesse chegar até eles.


Um momento depois os inimigos chegaram ao acampa­mento. Saíram do bosque em duas diferentes direções tão rápida e silenciosamente que Gina ficou admirada de que os Potter não passassem por um momento de hesitação. Em vez disso, enfrentaram os inimigos com ferocidade e coragem. Embora Simon estivesse fazendo um serviço ad­mirável observando todos os homens que se aproximavam, Gina ficou alerta, vigiando os cavalos para impedir algum roubo.


Os Potter eram eficientes em dizimar os inimigos que eram maioria, quase três por um, e Gina sentiu-se mais confiante. Detestava lutas e derramamento de sangue, mas ficou feliz em constatar que seu seqiiestrador e seus homens tivessem tanta habilidade. Aqueles homens não tinham vin­do em paz e sim para matar.


O que a deixava perplexa era que os Potter pareciam sempre prontos a se defender, como se estivessem acostu­mados a ser atacados. Ficar com eles fornecia a ela um abri­go que os Malfoy não poderiam encontrar. Mas esse abrigo não parecia muito seguro.


Quando os inimigos começaram a se retirar, Simon xin­gou e a colocou com mais firmeza atrás dele. Um homem enorme, imundo e cabeludo corria na direção deles, mas foi impedido pela espada de Simon. O homem riu, revelando dentes podres. Gina ficou tensa ao perceber que nenhum dos Potter havia notado o inimigo se aproximando. Seu instinto lhe disse que Simon, apesar da pouca idade, era hábil com a espada, mas enfrentava um homem muito mais alto e forte.


— Desista, rapazinho, você não pode comigo — grunhiu o homem.


— Vencer você nem me fará suar — provocou Simon. Gina teve que admitir que, para um rapaz tão doce, Si­mon pôde produzir um sorriso frio e impressionante.


— Você é orgulhoso, pequenino. Vou matá-lo e depois vou jogar a moça sobre sua carcaça ensanguentada.


Alguma coisa nos movimentos de Simon avisaram Gina de que a luta estava prestes a começar.


Revoltada por estar desarmada, ela se afastou para não atrapalhar os movimentos de Simon. O primeiro estrondo das espadas a fez estremecer apesar dos outros sons da ba­talha chegarem aos seus ouvidos. Simon logo revelou sua grande habilidade, mas Gina sabia que isso não seria sufi­ciente. Se seu grande e forte oponente pudesse aguentar por muito tempo, acabaria vencendo. Simon era muito jovem e. consequentemente, sua experiência era menor que a de seu adversário.


Gina começou a procurar um modo de ajudar. Suas ar­mas estavam com os cavalos, mas ela resistiu ao desejo de ir buscá-las, pois não apenas ficaria perigosamente exposta e desarmada, como também se colocaria no meio do campo de batalha. Além disso, se ela se afastasse poderia distrair Simon.


Um grito do rapaz a fez voltar sua atenção para a luta. Ele estava sangrando com um ferimento no braço. Apesar de não ser o braço com o qual ele lutava, a perda de sangue o enfraqueceria rapidamente.


Gina orou fervorosamente para encontrar alguma coisa que pudesse usar como arma e naquele momento ouviu um gemido e um baque a sua direita. Um dos inimigos havia sido atingido e caíra sangrando aos seus pés. Era uma hor­rível resposta às suas preces, mas ela não a iria desprezar. Gina não hesitou em tirar do inimigo a espada e o punhal.


Virou-se para Simon e o viu hesitar. O jovem não con­seguira se defender da espada do seu inimigo e agora tinha um ferimento na barriga. Simon caiu de joelhos e o bruta­montes sorria. O modo como o homem se preparou para golpear Simon com a espada fez com que Gina percebesse que ele pretendia arrancar a cabeça do rapaz. Ela não hesi­tou. Enfiou a espada na lateral do corpo do homem. Quando ele gritou e virou-se para olhar para ela, Gina cravou o punhal no coração dele. O homem deu um passo para trás e caiu pesadamente no chão, olhando para o rosto de sua adversária.


Gina estremeceu, intimidada pelo que acabara de fazer, apesar de ter sido necessário. Olhou os olhos sem vida do homem e teve vontade de vomitar. Esse fato assombraria seus sonhos durante um longo tempo.


Aos poucos, ela percebeu que a batalha tinha acabado e notou que ficara muito tempo olhando para o homem morto. Esforçou-se para voltar sua atenção a Simon, que ainda es­tava ajoelhado no chão. Ajoelhou-se ao lado dele, e Harry e Gregor correram até eles. Gina achou que, depois que ela se recobrasse do fato de ter matado um homem, apreciaria os olhares aturdidos e respeitosos com que Harry e Gregor a fitavam.


— Embrulhe Simon em um cobertor e exponham seus ferimentos — ela disse ficando de pé. -— Precisarei daquela pequena tira de couro da minha sela, para estancar o sangue de seus ferimentos. Volto em um momento. — Correu até o bosque, sabendo que não ia conseguir controlar a náusea que a acometera.


— Devo segui-la? — Gregor quis saber, enquanto pegava Simon nos braços.


—  Não. Ela voltará — respondeu Harry olhando para Gina, que corria até os cavalos para pegar o que necessitava a fim de socorrer Simon.


Harry ficou admirado de como tinha certeza de que ela não fugiria.


— Se ela pretende cuidar dele, por que fugiria?


— Suspeito que ela foi vomitar no meio dos arbustos.


— Ah, eu costumava fazer isso quando era um rapaz. - Quando Harry e Gregor acabavam de ajeitar Simon sobre o cobertor e tiravam sua camisa, o rapaz pareceu um pouco mais reanimado.


— Ela movia-se como um raio, Harry — Simon murmu­rou, enquanto Harry lavava seus ferimentos.


— Sim, ela foi rápida — concordou Harry, contente em ver que os ferimentos eram superficiais.


— Eu falhei com você. Se Gina não tivesse pego aquela arma, ela teria morrido depoís que o homem acabasse comigo.


— Você não falhou. O homem era maior e mais forte, acostumado com batalhas. Você tem habilidade para vencer uma luta justa. Tem apenas que aprender a vencer uma luta injusta e desigual. Assim que se recuperar, começaremos as aulas.


Harry viu Gina voltando. Seu passo era firme, mas ela parecia pálida e quando se aproximou mais ele pôde ver que tinha chorado. Harry ficou contente ao ver que o corpo do homem que ela havia matado já tinha sido retirado. Gina precisava estar firme e calma para cuidar de Simon.


— Você salvou minha vida — Simon disse quando Gina se ajoelhou perto dele e delicadamente o fez se calar pondo o dedo sobre os lábios do rapaz.


— Você se colocou entre uma espada e meu coração. Era meu dever impedir que não morresse por causa disso. Agora, vamos ver como estão esses ferimentos.


— Você sabe como tratá-los? —- Harry perguntou.


— Sei. Fui ensinada por Mione e sua família — ela res­pondeu, enquanto banhava com delicadeza as feridas de Si­mon, procurando por alguma sujeira ou pedaços de pano que pudessem ter ficado dentro dos cortes. — Os ferimentos não são profundos. Um pouco de pomada, curativos e re­pouso farão com que eles cicatrizem logo.


— Simon poderá ser removido depois que você fizer os curativos?


— Que distância terão que percorrer? A estrada é muito ruim?


Gina sabia que seria melhor para Simon que ele ficasse em repouso, mas entendia que era mais seguro que partissem daquele lugar.


— Aproximadamente meio-dia, mas não é um caminho muito ruim.


— E é realmente necessário partir imediatamente? Segu­re-o firme, por favor. Isso vai queimar um pouco, Simon. Aguente firme. — Assim que Harry e Gregor seguraram Simon, Gina derramou uísque nos ferimentos. — Isso, as­sim está bom. Talvez ele desmaie, não se preocupem.


— Por que você pôs bebida nos ferimentos?


— Está provado que ajuda na cicatrização. Os ferimentos não infeccionam quando os banhamos com a bebida. Agora, continuem segurando-o com firmeza que eu vou costurar os cortes.


Harry observava a presteza e habilidade com que Gina costurava os ferimentos do rapaz. Simon ficaria com cica­trizes, mas certamente não seriam cicatrizes feias como as que ele tinha. A eficiência com que ela trabalhava provava que não mentira ao dizer que entendia de curar pessoas. Então Harry lembrou-se da pergunta que ela fizera: se era realmente necessário locomover Simon.


— Os homens que nos atacaram eram os Riddle — Harry  explicou, quando ela acabou de dar os pontos e passava pomada sobre eles. Alguns fugiram e poderão juntar mais ho­mens, e voltar dentro de algumas horas. Agora que sabem onde estamos, acho que será exatamente isso o que farão.


— Então não foi um ataque planejado? — Gina prendeu as ataduras sobre o ferimento do braço e, ajudada por Harry que ergueu Simon, passou outras ataduras em volta da bar­riga do jovem.


— Não. Creio que eles nos encontraram por acaso. Mas tenho certeza de que tentarão novamente.


— Então teremos que ir. Simon pode ser transportado em uma carroça sem atrasar demais a viagem?


— Sim, já planejei isso. Acho que chegaremos a Scarglas em meio dia de viagem.


Gina concordou e levantou-se.


Faça uma cama macia com cobertores e amarre Simon a ela. Isso tornará os solavancos menos intensos. — Gina pegou sua bagagem. — Vou ver se há mais feridos que pre­cisem dos meus cuidados.


— Há poucos. Tivemos muita sorte. Não perdemos ne­nhum homem.


Harry a observou se afastando e mandou dois homens preparar a carroça para transportar Simon. Gina sofria pelo que havia feito. Harry podia perceber pela expressão dos olhos dela e pela sua voz. Ela fora treinada para lutar e muito bem treinada, mas Harry tinha certeza de que nunca havia matado um homem antes.


Suspirou, sentindo arrependimento e raiva. Agora ela ti­nha sangue nas mãos por causa da sua família. Seu pai ga­rantira que eles vivessem cercados por inimigos, cuja grande maioria queria intensamente livrar o mundo de todos que dissessem viver em Scarglas. Harry não podia se lembrar de ter passado um dia ou uma hora da sua vida sem esperar por um ataque.


Era errado fazer Gina se imiscuir em todo esse problema, mas ele não tinha escolha. Não poderia deixá-la vagar so­zinha por lugares perigosos e não podia negar a sua tribo a chance de conseguir um bom resgate por ela. Apenas podia trabalhar para que a estada dela nas suas terras não fosse longa demais.


Não seria fácil uma vez que ela continuava se recusando a dizer quem era e de onde vinha. Harry refletia enquanto ajudava os homens a preparar a carroça e a cama para Simon. Pensou em ameaçá-la ou assustá-la para arrancar dela as informações de que precisava, mas desistiu da idéia. Não acreditava na eficácia dessa atitude. Seu instinto lhe dizia que, se a forçasse, ela simplesmente ficaria ainda mais de­terminada a nada lhe dizer.


Preparados para partir, Harry deparou com outro proble­ma. Deveria ser uma coisa fácil de resolver, mas suas con­traditórias emoções tornavam tudo mais difícil. Gina teria que ir no cavalo de alguém, mas ele relutava em deixá-la dividir a sela com qualquer um dos seus homens. Contrariado, fez com que ela montasse no seu cavalo e montou atrás dela. Tê-la tão perto faria, indubitavelmente, a viagem se tornar longa e desconfortável. Infelizmente, vê-la caval­gar na companhia de outro homem seria ainda pior.


Depois de uma hora de viagem o contato com o corpo esguio e o cheiro de Gina fizeram com que Harry sentisse necessidade de distrair-se de alguma maneira.


— Foi a primeira vez que você participou de uma batalha?


— Não — Gina respondeu, desejando recostar-se nele. — Estive em poucas lutas e feri um ou dois homens, mas nunca havia matado ninguém. — Ela estremeceu ao lembrar dos olhos abertos e vazios do homem que matara.


— Ele ia arrancar a cabeça de Simon com a espada.


— Sei disso.—Sentindo frio e dor nas costas pelo esforço de cavalgar sem encostar-se em Harry, Gina, com cuidado, relaxou um pouco. — Não havia escolha. Mesmo que ele tivesse atingido Simon, eu teria de matá-lo, pois depois que acabasse com o rapaz ele viria até mim. — Gina suspirou e relaxou um pouco mais contra o peito de Harry. — Eu sempre temi hesitar quando essa ocasião se apresentasse.


— Mas não hesitou.


— Não. Deus salve a minha alma. Meu irmão tinha razão. Ao me confrontar com alguém que quisesse me matar, eu preferiria manter-me viva. Ele dizia também que eu teria estômago para fazer o que fosse necessário. Eu apenas que­ria que ele estivesse certo em como eu me sentiria depois de fazer uma coisa dessas.


— Isso passará. Seu irmão parece ser um chefe sábio. – Gina riu suavemente ao sentir o cansaço fazer com que seus membros parecessem pesados.


— Nem sempre ele é sábio, mas sabe como nos manter a salvo.


Gina teve a sensação de que dera uma informação a Harry, mas estava cansada demais para se preocupar. Fora apenas uma pequena informação e ela seria mais cuidadosa dali em diante para não cair em nenhuma armadilha. Peque­nas informações somadas poderiam dar uma pista segura de quem ela era e de onde vinha. Depois de descansar, pensaria em tudo que dissera para não se comprometer com o que poderia dizer a esses homens.


Exausta, fechou os olhos e relaxou. Harry sorriu e seu corpo respondeu imediatamente ao corpo da mulher que des­cansava, encostada nele. Gina não era muito habilidosa em dissimulações. Não sabia esconder a verdade. Ele não pre­cisaria de ameaças para saber o que queria, apenas tempo. Quando calma, Gina falava livremente, incapaz de contro­lar a língua. Harry iria orientar a todos que prestassem bas­tante atenção nas palavras dela.


Levaria tempo, mas ele tinha certeza de que, juntando pequenos trechos de conversa, acabaria sabendo quem ela era e de onde vinha.


Quando passou os braços ao redor da delgada cintura de Gina para mantê-la firme na sela, ele sentiu muito prazer. Disse a si mesmo que ficaria feliz ao vê-la partir, e ignorou a voz interior que o chamava de mentiroso.


 

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