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1. Conhecendo o Inimigo


Fic: Daegonna


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A carruagem cruzou o portão pelo meio da madrugada, esmagando as pedras pelo caminho de terra e chamando a atenção daqueles que ainda estavam acordados no castelo. A noite estava quieta e não havia vento nos arredores e no jardim. A lua cheia brilhava sob a copa das árvores da floresta proibida, agora silenciosa, deixando o ambiente sombrio e assustador. Lentamente a carruagem encostou na escadaria que levava ao saguão de entrada e uma figura coberta de preto saiu de dentro dela. Avistou para uma janela bem acima de sua cabeça, no topo mais alto do castelo, onde a luz da lua batia com mais intensidade, fixou o olhar e em seguida subiu as escadas em direção ao saguão de entrada.



Os corredores do castelo estavam todos escuros a essa hora da madrugada. Não era possível escutar nenhum barulho nos jardins abaixo a não ser um ruído que cortava a noite vindo em sua direção. Severo Snape parou de andar instantaneamente e encostou na janela mais próxima, olhando para baixo. Uma carruagem negra encostava nas escadarias do castelo e dela saía uma figura misteriosa, com uma capa e capuz pretos, cobrindo seu corpo. Olhou em sua direção, como se soubesse que ele estava ali. Snape se esquivou, fugindo da luz da lua, ainda olhando para baixo. A figura subiu as escadarias e entrou no castelo. Ele seguiu pelos corredores e sumiu escada abaixo em direção ao saguão de entrada.



- x -


O saguão de entrada estava assustadoramente escuro, não havia nenhuma vela ou tocha acesa, e quando a porta fechou atrás de si foi impossível ver alguma coisa. O silêncio foi quebrado por passos nos corredores. Uma luzinha vinha seguindo o barulho de pessoas vindo em sua direção.

- Srta. Willows, seja bem vinda. - A voz de Dumbledore ecoou no topo das escadarias. - Espero que a viagem tenha sido proveitosa. Por favor, venha comigo.

O braço acolhedor do diretor levou-a na direção oposta das escadas e momentos depois os dois sumiram na escada em caracol que levava à sala do diretor.



Snape desceu silenciosamente as escadas até o primeiro patamar, onde encontrou o diretor indo para o saguão principal. Seguiu-o sem que percebesse e parou no topo da escadaria enquanto o diretor acolhia a figura recém chegada. Inclinou-se tentando ver a mulher por baixo do capuz antes que Dumbledore a tirasse dali, mas foi impossível. Seguiu os dois silenciosamente pelo corredor oposto, ouvindo o salto do sapato da misteriosa recém chegada ecoar pelo ambiente, até que eles cessaram, e ele não pode mais segui-los. Voltou pelo mesmo caminho, mas não subiu as escadarias por onde veio, e foi direto para as masmorras.



- x -


A manhã veio com o mesmo silêncio da madrugada. Snape acordou cansado, ouvindo os passos dos professores pelo castelo. Ainda era cedo e os alunos estavam em suas camas protegidos do gelo lá fora. Levantou, se vestiu e foi até a sala do diretor, esperando descobrir algo sobre a recém chegada. Bateu na porta e entrou. Dumbledore estava sentado atrás de sua mesa.

_ Diretor, vim apenas avisar que as notas dos NOM`s já estão prontas.

_ Ah, sim, sim, muito bom. Quanto antes passarmos isso a limpo melhor. Não acha?

_ Sim, senhor...bom acho que é só isso.

Snape caminhou até a porta.

_ Ah, diretor, ontem de madrugada, uma carruagem chegou...

_ Trabalhando até altas horas novamente Severo? Eu sei, eu sei, não se preocupe.

_...?

_ Obrigado pelos NOM`s, pode se retirar.

Snape saiu da sala do diretor tão curioso como quando entrou. Passou novamente pelo salão principal, enfiou a cabeça na porta, mas não viu nada além dos mesmos professores que ali estavam antes. Resolveu entrar e sentou-se em seu lugar na mesa central. Minerva McGonagall conversava com Flitwick do seu lado esquerdo e Hagrid entretinha-se com seu enorme caneco de chá. Tomou seu café e saiu em direção aos jardins. Não havia ninguém ali. O vento soprava forte em sua face, arrepiando seus cabelos negros enquanto ele andava em direção à floresta proibida. Parou imediatamente ao ver a silhueta da mulher misteriosa na margem do lago. Ela estava de costas, cabelos lisos castanhos até o meio das costas, sobretudo e botas negras. Snape tentou chegar mais perto, mas continuou sem poder ver mais daquela figura estranha. A mulher não se moveu, apenas olhava para as montanhas além do lago. Snape aproveitou e aproximou-se mais, esquivando-se atrás de uma árvore.

_ O que acha tão curioso?

A voz da mulher cortou o silêncio congelante, Snape pulou para trás num sopetão, ao mesmo tempo em que a mulher virava-se para encará-lo. Ela devia ter cerca de uns vinte anos, pele branca como a neve, lábios vermelhos de frio e olhos fundos e verdes como pedras preciosas. Não se parecia com nada ao que Snape esperava.

_ Então? O que quer?

_ ...

_ Quem é você? Professor, eu suponho?

_ Quem é você?

_ Fiz essa pergunta primeiro!

_ Então responda primeiro.

_ Não é da sua conta.

_ Então também não te interessa quem sou.

_ Acho que me interessa quando alguém fica me espiando escondido atrás de uma árvore.

_ Então o que faz aqui?

_ Também não é da sua conta. Escuta, você não tem algo melhor para fazer do que ficar aqui me importunando?

_ Na verdade não, acho que devo saber quem é a pessoa que chega no castelo no meio da madrugada sem aviso prévio aos professores e no fim do período letivo.

_ Acertei...professor,...hum...deixe-me ver...cabelos e roupas negras...mal humor...disposição para atormentar o próximo e tendência a meter o nariz anormalmente grande aonde não é chamado...Severo Snape? Acertei de novo?

_ Sua...

Snape debruçou-se sobre ela como alguém pronto para espancar o adversário. Ela tirou a varinha do bolso antes que ele pudesse encostar nela e os dois ficaram cara-a-cara. Sua varinha apertando o pescoço dele.

_ Você não bateria numa mulher...ou bateria...Severo?

_ È Snape prá você. E Quem você acha que é...sua...

_ Já disse, não é da sua conta.

Snape tentou chegar mais perto, e a pressão da ponta da varinha aumentou em seu pescoço.

_ E não vem se fazer de vítima porque eu estava aqui, sozinha, quieta no meu lugar. Foi você e sua curiosidade digamos, um pouco grande, que vieram me atrapalhar. Se você não fosse um homenzinho mal educado, nada disso teria acontecido. Agora, eu tenho mais o que fazer. Se da próxima vez você quiser me interromper com alguma razão mais útil, espero que seja menos rude.

E a moça saiu caminhando em direção ao castelo. Snape ficou ali, indignado, tanto que não conseguiu se mover por mais um bom tempo.



- x -



Os alunos haviam deixado o castelo para as férias de verão há uma semana e a falta do que fazer motivou Snape a ficar em sua sala na masmorra quase o tempo inteiro, saindo eventualmente para comer algo no salão principal e tomar um ar. Dumbledore ainda não havia falado aos professores e funcionários sobre a nova chegada em Hogwarts e a cada dia que passava, mesmo não tendo encontrado-a em nenhum outro momento, Snape a detestava cada vez mais. Os corredores e jardins do castelo abrigavam um sol fresco e uma leve brisa de verão.

Quando Snape retornou a sua sala numa manhã particularmente monótona notou um pequeno bilhete em baixo da porta.


“ Por ordem do Diretor de Hogwarts,
Professor Severo Snape deve atender a uma reunião hoje, na biblioteca, logo após o jantar.
Assinado: Alvo Dumbledore
Diretor”



_ Finalmente... - pensou ao pousar o pedaço de pergaminho amarelado em sua mesa particularmente lotada. Não era porque já a odiava em tão pouco tempo que não queria saber quem era, ou o que veio fazer no castelo, ou quem sabe até saber de onde veio. Essas perguntas ocuparam sua mente a tarde inteira, e quando deu por si, a hora do jantar já estava quase acabando. Guardou alguns ingredientes que estava usando em uma poção, tampou o caldeirão, trancou a porta atrás de si e foi em direção ao saguão de entrada.

O castelo estava inteiramente escuro, com a saída dos alunos não era necessário haver movimento em todos os ambientes do castelo e como os professores e funcionários já sabiam os caminhos de olhos fechados, a maioria das luzes permaneciam apagadas. Snape saiu das masmorras, passou em frente ao salão principal onde o diretor ainda jantava com alguns professores e seguiu direto para a biblioteca. Também estava escura. Seguiu pelas estantes e parou diante da seção proibida aos alunos. Logo a frente uma pequena luz de vela tamborilava fracamente em cima de uma mesa. Snape seguiu-a e deu de frente com a última pessoa que queria encontrar agora na face da terra.

_ Ótimo...tinha que ser... - falou a voz da mulher pousando um grande livro em cima da mesa em que estava.

_ Você...

_ Não precisa nem se dar ao trabalho... prefiro achar outra mesa.
Com a varinha ela apagou a vela e tudo escureceu, Snape não pode distinguir nada a não ser o som dos saltos da bota dela batendo no chão. Os sons cessaram e logo em seguida uma luzinha foi conjurada no fim da biblioteca. As pernas de Snape queriam sair correndo em sua direção e suas mãos agarrá-la até sufocá-la, mas algo o impedia. Queria humilhá-la, acabar com ela, mas esse tipo de pensamento não valia a pena, estava cansado, o esforço de odiá-la deixava-o torpe. Pensou que esse não seria um bom momento para provocá-la. Silenciosamente seguiu pelas fileiras de prateleiras cheias de livros até que a luzinha se tornou mais forte. Parou atrás da última prateleira que os separava e observou-a de costas, sua face espremida numa cópia de “Pequenos Vilarejos de Grandes Anões”. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo no alto da cabeça, seus ombros e costas nuas, a veste escorregando pela cadeira, a pele branca refletida pela luz da vela. Ela lia algo sobre grandes castelos da Grã - Bretanha, pelo que ele podia enxergar. Observou-a por um bom tempo até que a porta da biblioteca se abriu e uma frota de professores entrou biblioteca adentro liderada pelo diretor. Snape se afastou rapidamente e fingiu se interessar por um livro na extremidade oposta do corredor. Ficou observando.

_ Querida... - aproximou-se Dumbledore abraçando-a. - ...que bom que já está aqui. Bom, acho que já estão todos aqui, podemos começar.

Snape aproximou-se, ficando atrás do grupinho que circundava o diretor e sua convidada.

_ Gostaria de apresentá-la aos nossos professores e funcionários. Estes são os professores Hagrid, Minerva, Flitwick, Madame Hooch, Binns, Severo, este é Filch, nosso zelador e sua gata madame Nor-r-a. Receio que o resto de nossos professores não se encontrem no castelo. Professores, essa é Anna Willows, filha de grandes amigos meus, estudou em Durmstang e agora escreve um livro sobre castelos, então resolvi convidá-la para ficar conosco, e quem sabe, completar seu livro. Não tive a oportunidade de apresentá-la antes porque ela chegou de uma viagem muito cansativa em vários países, então deixei-a se recuperar antes de lhe bombardear com tais apresentações.

Anna foi recebida com sorrisos e comprimentos calorosos, o que embrulhou o estômago de Snape. Logo em seguida os professores se separaram em grupinhos, conversando, Minerva foi até a convidada e Snape ficou prestando atenção na conversa.

_ E como está sua mãe? Bem eu espero. Sabe, fomos amigas há muitos anos, na época que ela era Miss Profeta Diário, antes de se mudarem, você ainda era criança, um anjinho, e continua linda, vejo que tem os mesmos traços de sua mãe. Mande lembranças por mim, sim querida?

_ Oh, Srta. Anna... - aproximou-se Binns - ...um trabalho muito interessante o seu...espero poder ser de alguma ajuda sim? Um castelo como Hogwarts esconde uma intrigante história por trás de suas paredes.

Hagrid chegou ao seu lado, meio sem graça.

_ Srta. Anna...estou cuidando de uma ninhada de pelúcios em minha cabana...e eles estão sendo muito bem treinados...e eu...bem, gostaria de presenteá-la com um...se você quiser, eu digo...

Snape deslizou ao seu lado, ouvindo a conversa.

_ Eu acho que você estaria colocando a vida do animalzinho em perigo Rúbeo...

Anna riu e olhou para Hagrid.

_ Eu aceito sim, Hagrid, é muita bondade de sua parte...

Hagrid respirou aliviado e então sorriu. O resto da reunião foi muito divertido para alguns, mas, não demorou para que todos se despedissem e se retirassem um a um. Antes de sair, Anna se aproximou de Snape.

_ Da próxima vez não precisa se intrometer...eu cuido dos meus assuntos, ok?

E foi embora. O mestre de poções se retirou logo em seguida e foi se deitar satisfeito. Encrispou a boca num sorriso malicioso, e foi assim que caiu no sono naquela noite.



- x -


A manhã seguinte chegou com um turbilhão de barulhos que sutilmente tiraram o sonolento Snape da cama. Três carruagens estacionaram na frente do castelo, e vinte minutos depois o já mal humorado professor chegou nas portas de carvalho do castelo a tempo de ver o diretor entrando na última carruagem, assim as três partiram. Agora não havia nenhum som no castelo, a não ser os estranhos grunhidos que vinham da floresta proibida. Snape entrou no salão principal e sentou-se em seu lugar na mesa dos professores. Imediatamente panquecas, pães, muffins, geléias, manteigas, sucos e café apareceram na sua frente. Serviu-se de um muffin e café enquanto encarava a porta da frente. Apreciava tomar café sem ser perturbado, mas isso já era demais. Foi quando o fantasma de Sir Nick Quase Sem Cabeça passou flutuando pela parede distraído, lendo um jornal, e ia de encontro a parede oposta, sem dar atenção a nada em sua volta.

_ Ei, ei, Sir Nick...- gritou Snape até que o fantasma se deu conta de onde estava.

_ Ah, professor...tudo incrivelmente vazio por aqui, não acha?

_ Aonde todo mundo se meteu?

_ Foram a Hogsmeade, café no Três Vassouras.

_ Todos?

_ Sim...praticamente...Hagrid está com um resfriado terrível, então...ficou na sua cabana...

_ E ninguém sentiu a necessidade de me informar?

_ Ah sim, o professor Flitwick expressou sua preocupação, mas a adorável Srta. Willows achou que não havia necessidade...

Uma leve veia saltou na testa de Snape, enquanto o pequeno muffin em sua mão foi sutilmente esmagado num só apertão. O fantasma de Nick voltou sua atenção ao jornal e saiu flutuando na parede oposta. Snape levantou-se e desistiu de tomar seu café. Saiu pelos jardins do castelo descontrolado. Não aceitava a idéia de ser deixado de lado, iria até lá, diria tudo o que estava incomodando em seu peito. Mas isso era decair demais, não podia se rebaixar a esse ponto, e o pior, na frente dela. Passou pelos portões do castelo e caminhou pela estrada de terra em direção a Hogsmeade. Iria comprar os ingredientes que estavam faltando em seu estoque pessoal. Assim, já tinha uma desculpa para estar indo tão rápido ao pequeno povoado. Alguns minutos depois já avistava as pequenas casinhas de cima da montanha, não faltava muito para chegar. Passou pela casa dos gritos e entrou na rua principal de Hogsmeade, foi direto à loja de suprimentos medicinais. Não conseguiu se distrair muito fazendo compras e logo depois saiu da loja. Mal havia aberto a porta, e deu de encontro com Minerva. Engoliu em seco e segurou a sacola de compras na frente do corpo.

_ Professor Snape, você por aqui? Fazendo compras eu vejo...

_ Ah...eu estava...sim, sim...

_ Ah, venha conosco, tome uma xícara de café nos Três Vassouras...

_ Não, não posso...

_ Venha comigo, estão todos lá.

A professora segurou-o pelo braço e puxou-o pela rua até a porta do bar. Era incrivelmente forte para a sua idade.

_ Minerva, eu realmente estou sem tempo...

_ Não seja bobo Severo, você está de férias.

Então os dois entraram no estabelecimento, estava incrivelmente cheio para o período da manhã. Snape avistou a mesa lotada de professores na janela do fundo, soltou rapidamente seu braço da mão de Minerva.

_ Vou até o balcão pedir uma bebida.

E saiu pelo meio das pessoas até se sentar num banco no bar. Minerva distraiu-se e foi se sentar na mesa. Snape suspirou aliviado. Madame Rosemerta foi servi-lo.

_ Bom dia prof. Snape, o que vai ser hoje?

_ Whiskie duplo, sem gelo.

_ Logo de manhã?

_ Dá prá ser ou tá difícil?

_ Alguém está de mal humor hoje... - suspirou a mulher ao caminhar até a garrafa. Pegou também um copo limpo e serviu-o.

_ Um bandinho animado, os seus colegas.

_ ...

_ Professora nova?

_ Acho que não tem capacidade para isso.

_ Um pedaço de mal caminho...

_ Uma cabeça dura...

_ Parou o bar quando entrou...

_ Porque não a conhecem...

Snape tomou seu drink num gole só, pagou e saiu sem dar satisfações.

Naquela noite Snape entrou em seu quarto e encontrou todas suas gavetas remexidas. O armário estava aberto, havia roupas por todo o chão, seus documentos e papéis estavam espalhados pela cama e tapete. As únicas coisas que permanecia intacta eram seus frascos de poções em cima das prateleiras. Ele tentou arrumar tudo aquilo imaginando quem poderia ter feito aquilo e porquê? Sentou-se na enorme cama de dorséis e reconheceu um barulho peculiar vindo debaixo das cobertas desarrumadas. Afastou-as e o mistério foi rapidamente resolvido. Ali estava um pelúcio de pelo preto, com uma coleira rosa, deitado sobre suas canetas, moedas, abotoaduras e medalhas de ouro, defendendo-as com a maior inocência do mundo. Seu estômago deu uma enorme alavancada quando finalmente assimilou de quem era aquele animal. Um ódio crescente subiu em seu peito, e ele finalmente poderia se vingar daquela mulherzinha. Saiu do quarto numa fúria só. Saiu da masmorra, subiu algumas escadas até sentir a respiração falhar, entrou num corredor particularmente escuro, foi até a terceira porta da direita e bateu com toda sua força. Anna abriu a porta logo em seguida e não entendeu nada que se passou a seguir. Snape agarrou-a pelo braço, encostou-a na parede e segurou seu rosto com a mão que estava livre.

_ Agora me diga o que esse pelúcio nojento esteve fazendo no meu quarto?

_ Me larga Snape.

_ Só largo se me disser o que essa criatura queria com minhas coisas.

_ Esse não é o meu pelúcio.

_ Mesmo? E como explica essa coleira ligeiramente afetada?

Snape largou o rosto da moça e quase esfregou o pelúcio na cara dela.

_ Não sei, ele não é meu.

Anna aproveitou a situação e soltou também seu braço dolorido.

_ E quem mais neste castelo poderia fazer esse animal usar uma coisa tão ridícula como essa?

Anna agarrou o professor pela gola da veste com as duas mãos e inverteu as posições, agora ele estava encostado na parede e ela o dominava.

_ Já disse que não é meu. Pode olhar, meu pelúcio está em cima da cama, com uma coleira lilás.

Snape olhou para a cama dela. Um pequeno montinho de pelos com uma coleira lilás dormia entre as cobertas, enquanto o outro animal se debatia em sua mão. Snape soltou-o no chão e ele saiu correndo para o corredor.

_ Se quiser, arruma outra desculpa para vir correndo no meu quarto.

_ Então vai ver o que aquele desgraçado...fez...

_ Não é problema meu.

_ Ah, não, o problema agora é seu também...

Anna apertou os punhos contra o pescoço de Snape.

_ Hum...o único problema que eu tenho com você...não é esse... - Snape ficou confuso com as palavras dela. Anna soltou a mão direita da gola da veste dele e delicadamente deslizou-a sobre o tórax dele. Aproximou seu rosto do dele, sentiu sua respiração aumentar. Sua mão continuava descendo, até pousar entre as pernas dele. - ...entende?

Snape não sabia o que dizer, nem como reagir, estava arrepiado, estava ficando excitado e Anna sentiu isso com sua mão direita. Tentou balbuciar algumas palavras, mas com a mão esquerda ela delicadamente calou-o. Ajoelhou-se na frente dele e abriu sua calça. Snape estava em transe, não acreditava que aquilo poderia estar acontecendo. Fechou os olhos e abriu-os novamente. Ainda estava ali, e ela continuava o que estava fazendo. Seu coração batia tão descompassadamente que ele poderia ter um ataque ali mesmo. Segurou a respiração e não pode evitar um gemido de prazer quando sentiu a boca de Anna em sua pele. Fechou os olhos novamente, então tudo ficou escuro e ele foi forçado a abrir os olhos num susto. Estava em sua cama, pela janela entrava a luz da lua, sentou-se e controlou a respiração ofegante. A sua volta tudo estava em seu lugar, roupas, documentos, pergaminhos, canetas, abotoaduras e medalhas de ouro...Sua roupa estava grudada em seu corpo, suor escorria em sua testa, afastou as cobertas, seu pijama estava melado entre as pernas, levantou-se e foi tomar um banho.

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