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11. Hoje ou Depois


Fic: Uma Semana Com Meu Melhor Amigo


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Jota Quest - Palavras de Um Futuro Bom





Capítulo 11: Hoje ou depois




Anda enquanto o dia acorda a gente ama, tô pronto pra te ouvir aqui na cama. Te espero vamos rir de todo mundo, nesse quarto tão profundo.
Para, repara tente ver a tua cara, contemple esse momento é coisa rara, uma emoção assim só se compara, a tudo que nós já passamos juntos (nesse quarto em um seguno.).
Preciso tanto aproveitar você, olhar teus olhos, beijar tua boca, ouvir palavras de um futuro bom.
Preciso tanto aproveitar você, olhar teus olhos, beijar tua boca, dizer palavras de um futuro bom.



O Sol veio trazendo um pouco de calor para aquela manhã fria, embora em momento algum Hermione ou Harry, tenham notado a alteração do clima.
Ela ainda estava nos braços dele, acolhida em seu porto seguro, os olhos fechados, como se assim pudesse fugir da realidade de que hoje, era seu ultimo dia. Mas olhos fechados não mudam a realidade. E essa constatação fez com que seu corpo reagisse, tornando-se tenso e apreensivo. Ele sentiu isso, assim como sentia tudo que dizia respeito à sua menina.
Quando em fim ela enfrentou a claridade do dia, encontrou os olhos dele sobre si. Doçura e carinho era isso que ele dizia. E ela temeu perder aquilo. Temeu pelo fim do dia. Agarrou-se ainda mais a ele, talvez aquela fosse sua ultima chance.

Harry deixou sua mão vagar por entre os cabelos encaracolados da mulher ao seu lado, e depositou um suave beijo em seu rosto. Imaginou se ela sofreria tanto quanto ele com a separação que eventualmente ocorreria ao fim do dia. E com grande dor, tentou imaginar sua própria vida, ao findar daquela semana. Ousou até mesmo um sentimento de arrependimento, que logo se esvaiu, afinal, ele jamais se perdoaria se não tivesse arriscado se não tivesse tentado ao menos em uma semana, conquistar a felicidade que tanto lhe faltava.

- Dormiu bem?

Hermione apenas murmurou em resposta, levantando o rosto para melhor encará-lo. E o olhar dele era tão absolutamente profundo que ela poderia se perder ali. Era tão estranho tê-lo assim tão perto e saber que em questão de horas, estariam se separando novamente, e talvez, fosse essa uma separação irremediável.
Harry mexeu-se meio sem jeito na cama, afastando-a levemente para que pudesse levantar, Hermione acompanhou esses movimentos, preparando-se para sair da cama também, porém Harry a impediu.

- Não gostaria de café na cama senhorita?

Imediatamente Hermione deitou-se novamente, com um sorriso serelepe, cobrindo-se até o pescoço. Harry sabia fazer propostas irrecusáveis.


Minutos depois, ele voltou trazendo uma bandeja com pães, geléias, frutas e suco. Hermione olhou sedenta para o objeto nas mãos do amigo.

- Uau! Isso é um café da manhã digno de princesas! _ exclamou satisfeita.

- Talvez porque será degustado por uma. _ respondeu com um leve inclinar de lábios, enquanto observava a garota corar diante do comentário.

- Sabe, nunca recebi nenhum café da manhã na cama de nenhum dos meus namorados. _ comentou casualmente, tentando mudar o rumo da conversa.

Mas para Harry aquilo surtiu como fogo em palha seca. Despertando nele um calor transbordante, não como o costumeiro calor afável que sentia por ela, mas como uma chama incontrolável. Ele sentiu ciúmes.
Pôs-se a imaginar quantos namorados Hermione teve, há quantos ela se entregou... Pôs-se a torturar com o fato de que outros a tiveram, mas ela se recusava a ficar com aquele que sem dúvida, mais a amou.

Ele, que se encontrava sentado ao lado da amiga, levantou-se impetuosamente, caminhando em passos firmes até próximo ao guarda-roupa.
Virou o rosto ainda uma vez mais para olhá-la. Ela parecia não se dar conta do sentimento que queimava em seu âmago. Ela parecia alheia a todo o borbulhar de sensações e idéias que aconteciam a ele. E ele pensou que talvez ela sempre fosse assim. Uma figura marcante, mas ausente aos detalhes da vida.
E Harry irou-se de constatar que a mulher que amava, era intocável, não apenas em corpo, mas principalmente em sua alma. Sem dizer uma palavra, ele selecionou uma roupa, e rumou para o banheiro da suíte, deixando-a sozinha no quarto.
Hermione sequer fazia idéia de que seu inocente comentário havia abalado tanto o moreno.
E sem ao menos imaginar os sentimentos que lhe cabiam, ela terminou calmamente seu café, saindo em seguida para seu quarto, onde arrumaria suas ultimas coisas.


**

Harry deixou-se invadir pelas águas, tentando de alguma maneira, silenciar tão profundos e inquietantes sentimentos. Abominava sua total falta de controle no que dizia respeito à Hermione.
Ficou em baixo do chuveiro por quase uma hora. Não queria que seu último dia ao lado da amada, fosse marcado por brigas bobas, de um ciúme que não lhe era permitido.

Quando terminou de vestir-se, determinou a si mesmo, ocultar qualquer sentimento que pudesse trazer algum incomodo à já tão estremecida relação deles.

Foi então ao quarto dela, queria passar o máximo de tempo possível ao seu lado. Bateu brevemente à porta, e instantes depois, adentrou no cômodo.

Hermione estava próxima à cama, arrumando sua mala.
Parou para olhá-lo. Harry estava escorado no batente da porta, os braços cruzados sobre o peito.
Hermione sorriu para ele, mas não obteve nenhuma resposta.
Ele apenas manteve firmemente seu olhar no dela. E ela ficou a imaginar, o que afinal teria feito dessa vez.

- Algum problema Harry?

- Com pressa de ir embora Hermione?

Hermione o olhou perplexa. Não podia acreditar que seu melhor amigo, Harry Potter, estava tendo tão infantil reação.

- Não é pressa, é uma questão de organização. Você me conhece...
.
Harry arqueou a sobrancelha, ainda mantendo o contato intenso entre seus olhos. Soltou um breve suspiro, balançando negativamente a cabeça, e saiu, batendo a porta num forte estrondo atrás de si.

Ele saiu em disparada pelos corredores da casa, descendo dois degraus de cada vez, e saindo impetuoso pela porta da sala.
Ele sabia que estava sendo infantil e estúpido. Mas aquele era um dia de muitas emoções, a mulher que amava estava partindo. Ele simplesmente não podia evitar tais sentimentos oportunistas, como o ciúme e a intolerância. Tudo isso, era a conseqüência de um grande amor. Um grande amor não correspondido.

Hermione o alcançou nos jardins.

- Harry! _ chamou aproximando-se.

- Vá embora Hermione! Não é isso que você quer? _ respondeu exasperado.

- Será que você poderia para com essa ceninha?

Rapidamente Harry se virou, tomando rosto dela em suas mãos.

- Fica comigo? Não vá embora. Eu a amo tanto...

Naquele momento,o medo de perdê-la o dominou. Era desesperador viver o ultimo dia ao lado de sua amada.

Hermione o olhou assustada. Ela pôde sentir o medo em suas palavras, as mãos trêmulas dele a segurar-lhe o rosto. Havia tanta expectativa nos olhos dele...

- Eu não posso! _ respondeu simplesmente.

Harry a soltou imediatamente, olhando-a num misto de confusão e desapontamento.

- E por que não? _ perguntou alterado, mal podendo ocultar o desespero que lhe assombrava.


- Harry, eu tenho uma vida em Londres, trabalho, amigos... Eu não posso simplesmente largar tudo e fugir. Não sou mais uma adolescente.

Ele deu alguns passos para trás.

- Por que não diz logo que não quer!

Ela abriu a boca para responder algo, mas não havia palavras. Ela não saberia dizer o que queria, estava absurdamente confusa, e Harry não poderia esperar até que ela se entendesse consigo mesma.

- Você faz tudo errado Hermione. Passa a vida buscando segurança, e se prende a sua própria solidão. Eu estava disposto a tudo por você, mas a Hermione corajosa e destemida que me acompanhou durante anos, já não existe. _ falou ele ferido por suas próprias palavras.

- Tem razão Harry. Ela não existe, e não cabe a você me salvar novamente. Isso é uma coisa que só eu posso fazer. Você com todo esse amor, não é capaz de me aceitar...

- Eu seria se assim você quisesse.

Ela calou-se. Não queria dispensá-lo definitivamente, mas também não queria iludi-lo. Repudiava essa atitude.

- Droga Mione, acorde! É a sua vida! Faça alguma coisa por você! _ gritou exasperado.

- Será que não podemos passar um dia sem brigar?

- Acho que não. Pelo menos não enquanto você insistir em fugir da realidade.

Hermione o olhou aflita. Odiava quando ele falava essas coisas, odiava porque sabia que era verdade. Tentou acalmar-se, aquela discussão não levaria a nada.

- Eu estou bem Harry. _ falou ela mansamente, embora essas palavras fossem mais para si mesma do que para ele.

Harry aproximou-se novamente.

- Eu não quero perdê-la. _ confessou.

Hermione levantou os olhos para encará-lo, e esboçou um leve sorriso.

- Você não vai. Sempre serei sua menina. _ falou ela agora sorrindo plenamente.

Ele apenas findou a distancia entre eles, tomando-a num abraço desesperado, que foi prontamente correspondido.
Era nos braços um do outro, que encontravam a paz. Era quando palavras eram desnecessárias e eles se permitiam guiar pelos instintos de seus próprios sentimentos, que se entendiam.

E foi dessa maneira, unidos por mãos entrelaçadas, que entraram novamente em casa.
Dobby já havia preparado o almoço, e eles se deliciaram entre conversas amenas e olhares significativos.

Após a refeição, Harry resolveu enterrar todo seu mau humor e angustia, e ajudá-la nos últimos preparos para a viagem de volta.
E assim, rumaram para o quarto dela, onde se ocuparam na arrumação da bagagem dela. E Harry ficou admirado de ver o quanto mulheres poderiam ser detalhistas.
Mas o que realmente o impressionou entre as coisas de Mione, foram suas roupas, mas especificamente, suas roupas íntimas.

- Lingerie vermelha Hermione? _ indagou surpreso segurando a peça na mão.

- Harry, me dê isso! _ exclamou envergonhada tentando tirar a roupa da mão do amigo. A face rubra pela vergonha.

- Sabe você às vezes me surpreende! _ falou risonho, entregando enfim a peça a ela.

- Só às vezes?

- É. Na maioria das vezes eu consigo adivinhar seus atos.

- Ora Harry! Eu sou a mulher mais imprevisível e ousada desse mundo! _ brincou e os dois eclodiram numa gargalhada gostosa, como há muito tempo não faziam, e sequer notaram as horas avançarem, e a tarde partir, trazendo os primeiros sinais de uma noite fria.

Harry em nenhum momento desviou seus olhos da amiga. Ficou a contemplá-la arrumando sua mala, um sorriso matreiro nos lábios, o cabelo preso num rabo de cavalo, já com alguns fios soltos. Pensou se ela tinha idéia do quão bonita e sensual era. E com um sorriso tímido, concluiu que não. Hermione era modesta demais para enxergar todo seu fascínio.

Quando ela passou por ele, carregando a ultima muda de roupa, sem que ao menos planejasse, ele tocou em seu braço, interrompendo-a.
Hermione o olhou sem nenhuma expressão, apenas aguardando que ele se pronunciasse.

Harry aproximou-se mais dela, seu coração deu um salto, ele sabia que a atitude que tomaria era arriscada, mas ele estava disposto a correr esse risco.
Contemplou por um momento as feições dela, seus olhos amendoados, o nariz assimétrico, a boca...

- Antes de ir, quero lhe pedir uma coisa.

Hermione apenas assentiu com a cabeça, como o incentivando a prosseguir.

As mãos dele suavam frio, e seu coração dava saltos, mas ele seguiria em frente.

- Eu quero um beijo. Talvez, o ultimo beijo. _ falou mal podendo ocultar o nervosismo de seu corpo e o anseio pelo toque da amada.

Observou a expressão de choque dela ao ouvir tais palavras, observou a respiração dela tornar-se tão densa quanto à dele, mas o que ele mais notou, foi que em momento algum, ela tentou se esquivar dele.

E então, ele a beijou. E a beijou ardentemente, mostrando a ela, todo o amor e desejo que nutria, e o qual ele com tanta dificuldade tentava abafar.
Beijou-a como somente um homem apaixonado sabe beijar. E Hermione correspondeu esse beijo na mesma intensidade, como se ansiasse por isso tanto quanto ele.
E entre o calor desse beijo, deixaram que seus corpos se tocassem, se experimentassem. O que era para ser apenas o último beijo de um casal mal resolvido foi tornando-se um dançar de corpos, um desvendamento de prazeres.
Porque a cada toque que Harry lhe dispensava, Hermione sentia estar no paraíso, e já não ocultava mais gemidos, sussurros. Permitiu que as mãos e os lábios dele vagassem livremente pelo seu corpo, fazendo ela o mesmo com ele. E Harry achou não haver sensação melhor no mundo, do que o toque e o prazer de estar com a mulher que amava.
Livraram-se de tudo que pudesse separar seus corpos, ambos ansiando pelo fim de qualquer obstáculo. E assim, suas roupas foram tornando-se apenas peças jogadas ao chão, enquanto eles se acomodavam na cama, buscando cada um o prazer do outro.
Harry a tocava como se tocasse uma peça rara e frágil, mas sem em nenhum momento perder a ardência e o desejo que embalaram o primeiro beijo. Suas bocas se buscaram sedentas, suas mãos desvendavam cada centímetro do corpo desejado, e então Harry findou de vez a distância entre seus corpos, tornando-se cada um, parte do outro. Iniciou-se uma sucessão de movimentos sincronizados, gemidos, sussurros, palavras desconexas. Seus corpos dançavam e se encontravam em total sintonia, e para eles não poderia haver prazer maior do que esse.
Hermione atingiu seu clímax primeiro, clamando pelo nome do homem que tão ardente e apaixonadamente a tomava, e Harry seguiu a ela, deleitando-se no prazer de sentir sua amada, de tê-la a chamar seu nome, daquela forma, que somente uma mulher completa poderia fazer.

Suas bocas se encontraram uma vez mais, num beijo lento e enternecido. E entregaram-se então ao relaxamento, estando um nos braços do outro. Harry ainda a acariciou mais uma vez, antes de entregar-se a sutil tarefa de afagar-lhe os cabelos.
Suas respirações aos poucos se normalizavam, e no rosto de cada um havia uma expressão de plenitude e contentamento.
O quarto passou a ser iluminado apenas pela luz da Lua e o brilho das estrelas, e Hermione envolveu-se nos braços do moreno, entregando-se a um sono leve e suave, enquanto ele velava pelo descanso dela, seu coração num ritmo de felicidade total, seu corpo num sensação de realização completo.

Quando Hermione despertou de seu sono, encontrou um Harry sorridente e amável a admirar-lhe.
Ele tocou seu lábio num beijo casto, e a apertou ainda mais contra seu peito acolhedor.

- Como está?

- Me sentindo muito mais do que sua menina!

- E o que pode ser maior do que isso?

- Me sinto sua mulher _ respondeu roubando-lhe um outro beijo.

Harry não sabia dizer se havia no mundo felicidade maior do que aquela. Parecia que em fim, ele havia conquistado a mulher que amava.

- Harry? _ chamou ela docemente.

No que ele apenas murmurou em resposta.

- Tenho fome!

Ele sorriu para ela, antes de falar.

- Então prepararei para você o melhor jantar de sua vida. _ respondeu ele, igualmente doce, dispensando-lhe um beijo rápido, antes de se levantar e vestir-se apenas com a calça que usara.

- Vai cozinhar para mim? _ perguntou ela sentada na cama, cobrindo-se apenas com o lençol.

- Sim eu vou, e prometo não despontar-lhe.

- Acho mesmo impossível que isso possa acontecer. _ respondeu com uma leve piscada, esboçando um sorriso puro e pleno.

**

Harry ainda preparava o jantar a contragosto de Dobby, quando ela entrou na cozinha vestida com a camisa dele.

- Meu Senhor, deixe-me que faça a sua comida! _ suplicou o elfo.

- Não precisa Dobby, já lhe disse, eu mesmo quero preparar. _ respondeu sorridente a insistência do amigo.

- Por acaso Meu Senhor não gosta da comida de Dobby?

- Sua comida é maravilhosa Dobby, eu apenas quero preparar o jantar de hoje. É uma questão pessoal. _ respondeu Harry sem perder o sorriso.

- Questão pessoal? _ perguntou Hermione fazendo-se notar pela primeira vez.

Harry dispensou-lhe um olhar quanto às vestes da garota, e sorriu ainda mais abertamente.

- É, uma questão muito pessoal.

Hermione aproximou-se dele, abraçando-o por trás, e olhando por cima de seu ombro para o prato que ele preparava.

- Parece bom.

- E estará, assim que ficar pronto. _ respondeu ele beijando-a no pescoço.

Eles sequer notaram a presença de Dobby que presenciava a toda essa cena.

- Dobby sempre achou que Meu Senhor e a Senhorita Hermione ficariam juntos. _ falou esboçando um sorriso sincero de contentamento.

Hermione afastou-se um pouco de Harry, envergonhada por estar naquela situação diante do elfo.
Harry apenas piscou para ele.

- Dobby acha que um grande amor, não deve ser subjugado por diferenças ou fantasmas do passado. Grandes amores são raros e especiais, devem ser vividos como a chance única de se alcançar a real felicidade. _ falou o elfo sabiamente, dirigindo olhares significativos à castanha, e recebendo um olhar agradecido de Harry.

**

Quando o jantar ficou pronto, Hermione constatou que aquele era realmente, a melhor refeição de sua vida.

- Que receita é essa? _ perguntou maravilhada.

- Um segredo culinário da Família Black. Achei na casa de Sirius há alguns anos, sabia que um dia seria útil. _ respondeu satisfeito.

- Você é cheio de truques não?!

- Eu faço o que posso. _ respondeu charmosamente, beijando-a sutilmente no rosto.

Ao findar do jantar, Hermione subiu para trocar-se e buscar suas coisas. Era hora de partir.

Harry a esperou na sala, caminhando de um lado para outro, apreensivo. Tentou durante todo o dia evitar esse momento, e ainda tinha esperanças de convencer-lhe a ficar.

Quando ela desceu, ele pôde ver nos olhos dela a mesma apreensão que se passava com ele.
Ela deixou sua mala próximo à porta, e aproximou-se trêmula.

Encararam-se por algum instante, buscando algo que só encontrariam em si mesmos.


- Essa é a ultima vez que te peço. Fique comigo. Não vá embora, dê-me uma chance de te amar, dê uma chance a nós. _ suplicou ele, com o coração já sobressaltado e o medo de perdê-la dissipando o ar.

Hermione o olhou ternamente. Diante dela, estava o único homem capaz de salva-la da fria fortaleza em se escondera. O homem capaz de levá-la a extremos sentimentos, o único onde ela sabia sempre estar segura.

Aproximou-se dele, acariciando suavemente seu rosto. Seus olhos já se encontravam marejados, e sua decisão já era incerta.

- Eu jamais o esquecerei Harry. _ respondeu finalmente.

Ele sentiu o ar cortar em seus pulmões, e os batimentos de seu coração falharem. Seus olhos tomaram-se de uma ardência quase insuportável.

- Tem certeza disso? _ perguntou num ultimo fio de esperança.

- Não. Mas acho que é isso que devo fazer.

Ele puxou-a de encontro a si e beijou com ardência e desespero. Suas mãos estavam trêmulas, e todo seu corpo parecia fora do normal.
Hermione envolveu-se nos braços dele, apoiando-se totalmente, pois já não tinha certeza das forças de seu próprio corpo, assim como não tinha certeza de sua escolha. Mas entre as opções a ela postas, decidiu pelo o que aparentava mais seguro. Voltaria para Londres, e para sua velha vida. Seria novamente, ela, e apenas ela, vitima de sua própria escolha.

Quando se separaram ela não pôde mais ocultar as lágrimas que lhe vieram, e antes que ele pudesse notar, afastou, tomou sua mala na mão, e saiu pela porta.

Encontrou uma noite fria e silenciosa, um céu coberto de estrelas. Seu coração bateu forte uma ultima vez enquanto ela virou-se para olhar a casa onde passara a mais avassaladora semana de sua vida. E então aparatou, sendo sugada pelo frio e pela solidão a qual vivia, e a qual resolveu retornar.

Dentro da casa, estava um homem alto, de cabelos pretos e bagunçados, e olhos incrivelmente... Vermelhos.
Harry já não mais podia ocultar suas lágrimas, assim como não podia suportar a dor em seu peito.
Ele havia perdido.
A mulher que amava havia saído de vez de sua vida.
Entregou-se a dor e a angustia daquela situação, chorando como não se permitia chorar há muito tempo.
Diante de si, havia apenas uma porta fechada.
Uma porta que poderia representar certamente o coração de Hermione.
E apesar de tudo, ele sabia, jamais a deixaria de amar.

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