FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

41. não quero ser eu.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Vestida de Sophis, escondi a verdadeira Sophis em um armário de vassouras. Eu sei, clichê, mas era o lugar mais próximo. Agora eu tinha outros afazeres.


Subi as escadarias que eu sabia que levariam para o Salão Comunal da Slytherin e corri para lá. Puta merda, a Alison com certeza estaria ali.


AH, MERDA. Qual era a senha da Slytherin? Olhei nos bolsos da roupa da Sophis, procurando por qualquer coisa que pudesse me ajudar a saber a senha. Tinha um papel no bolso interno do sobretudo dela: “Basilisco”.


- Basilisco. - Eu disse à frente do quadro da porta da Slytherin. O quadro pigarreou e abriu-se. Sério? Que senha fácil.


Alison estava lá, realmente, deitada em um sofá, embebedando-se. Olhou-me com os olhos cansados, e provavelmente não percebeu como eu estava totalmente aterrorizada.


- Quer dizer que eu sou... Uma Hastings? - Ela perguntou, dando uma risada, olhando para seu copo do que deveria ser Bourbon. - Que patético. Não dá pra acreditar... Que eu sou irmã daquele... Vermezinho.


Me aproximei, cautelosa, silenciosa.


- Explica muita coisa, na verdade. Como por exemplo, como nossos pais são loiros e eu sou morena? Mas essa pergunta seria de fácil... Resposta. - Me olhou de novo. - Você sabia há muito tempo, eu aposto. E nunca me contou de safada que você é. Aposto que nunca... Me amou como irmã. Deve ter se sentido... Inferior... - Ela suspirou. - Porque papai e mamãe gostam mais de mim. Mas eu sempre... Amei você mais do que tudo, Sophis. Você é... Minha irmã...


Eu suspirei, sentindo lágrimas vindo aos meus olhos. Peguei minha varinha, tentando ser discreta, mas ela percebeu e franziu o cenho.


- Provavelmente você... Está com raiva. E deve estar aqui por causa das suas... Irmãs. As outras. As de verdade. - Ela suspirou e colocou seu copo na mesa de centro. Sentou-se no sofá. - Vai me matar?


Eu continuei me aproximando, sentindo lágrimas molhar-me o rosto.


- Eu sei que sou uma safada sem... Tamanho. Mas eu amo você e não quero... Não quero que me mate. - Ela disse, levantando-se e me olhando nos olhos. - Se me matar, vão descobrir. E se descobrirem... Vão prender você e sua vida... Vai acabar. - Ela foi até mim e me deu um abraço. - Eu sempre amei você... E fiz tudo por você. Não vai ser diferente... Agora. Não agora.


Ela afastou-se e sorriu. Me deu um beijo na boca, rapidamente. Deu mais um sorriso enorme, sem chorar. Depois deu meia-volta, correu e atirou-se pela janela.


O barulho do vidro estilhaçando-se acordou algo no meu coração e eu gritei. Soltei minha varinha no chão e corri para a janela quebrada. Coloquei o pescoço pra fora daquele buraco enorme e olhei pra baixo, sem conter as lágrimas.


Trinta metros abaixo, estirada no chão, jazia o corpo morto e inerte de Alison Travier.


- NÃO! - Eu gritei, me afastando, colocando as mãos no rosto. Recuei e recuei até tropeçar em um caco de vidro e cair pra trás. Algo me segurou.


- Acalme-se. - Disse a voz reconfortante e grave de Alicia, me abraçando pelas costas. - Calma, amiga. Foi um mal necessário. - Ela virou-me e fez eu olhar pra ela. - Pare de chorar, certo? Foi um mal necessário. Foi culpa dela, e não sua.


- Me solta, Alicia! - Eu berrei com todas as forças, caindo no sofá. - Eu sou uma assassina! Uma assassina nojenta!


- Não, você não é, Roxanne. - Ela disse, autoritária. - Levante-se e pare de chorar. Agora.


Olhei para ela com os olhos vermelhos e franzi o cenho.


- O que você fez com a Haley Scott? - Eu perguntei, levantando-me. Ela sorriu.


- Matei-a há duas semanas. Foi um mal necessário. - Ela disse, calmamente. - Pare de chorar.


- Você matou aquela garota? - Eu perguntei, atordoada. Ela revirou os olhos.


- Temos coisas mais importantes pra se preocupar do que com coisas do passado, ok? Se quer se preocupar com alguma pessoa morta, preocupe-se com a Alison. Você tem que convencer a todos que ela se matou, Roxanne. Vão vir atrás de você, pra te interrogar. Tem que convencer a todos, Roxanne.


- Vão atrás da Sophie, você quis dizer. - Eu disse, e ela sacudiu a cabeça.


- Sophis não vai estar aqui pra responder. Você vai. - Ela respondeu. - Eu já dei conta da Travier 2. Tudo que tem que fazer é continuar bebendo da Polissuco e vai estar tudo bem.


- Você matou a Sophis? - Eu praticamente berrei. Ela bateu o pé no chão com impaciência.


- Não, sua besta. Eu achei ela no armário de vassouras aonde você a colocou e levei-a pra Casa. Aliás, péssimo esconderijo. - Ela disse, e eu sacudi a cabeça.


- Você tá querendo que eu fique bebendo Polissuco pra virar a Sophis e responder às perguntas dos investigadores? - Eu perguntei. Ela assentiu. - É, mas esqueceu de uma coisinha: Eu ainda existo. Roxanne, sabe? Não posso existir ao mesmo tempo que viro a Sophis.


- Eu ficarei no seu lugar. Eu vivo sumindo mesmo, ninguém vai sentir minha falta. - Ela disse. De repente, não parecia mais aquela ninfomaníaca que alguns minutos atrás estava no banheiro quase transando, e sim, parecia mais a Alicia que eu conhecia. Eu neguei com a cabeça.


- Negativo. Vai ficar vivendo por mim? Por que então você não vira a Sophis? - Eu perguntei, cruzando os braços. Ela revirou os olhos.


- Ok. Então eu fico como Sophis, resolvo seus problemas, e você mata a Sophis quando tudo isso acabar?


Eu engasguei como se uma amêndoa enorme estivesse passando pela minha garganta e rasgando tudo por dentro.


- QUÊ?! Você vai matar a Sophis também? - Eu perguntei, e ela revirou os olhos de novo, me segurou pelos ombros e me sacudiu.


- HELLO-O? Acorda, Rox. - Ela disse. - Ela viu você virada nela, ou pelo menos, viu alguém virado nela. Ela viu a Alison um pouco antes de ela morrer. Ela não é completamente idiota, ela sabe juntar dois mais dois. Ela vai se tocar que alguém matou a irmã dela e vai contar pra alguém, ou vai querer se vingar. Enfim, você sabe que as Travier vivem dando trabalho pra Irmandade. Temos que eliminá-las de uma vez por todas. Começando pela Alison.


Ela me soltou e sentou-se na poltrona a minha frente, olhando para o teto.


- Como a Sophis está na Casa... O tempo não vai passar pra ela. Teremos o tempo aqui fora perfeito pra que ela não nos cause problemas.


- Como você tem tanta certeza assim de que ela não vai fugir da Casa? - Eu perguntei, cruzando os braços, meio sarcástica. Alicia sorriu.


- Pode crer, eu tenho certeza que ela não vai conseguir. Não do jeito que ela está.


Eu suspirei.


- Quero vê-la antes de fazer qualquer coisa. - Eu disse. Eu queria pedir desculpas a ela e contar a ela tudo que Alison me contara antes de morrer. Afinal, por mais que eu odiasse as duas Travier, eu ficava penalizada por Sophis. Ela era uma garota sofrida, coitada, e agora tinha perdido a irmã, que era a única coisa que ela tinha restante na vidinha miserável dela. Alicia balançou a cabeça negativamente.


- Nem pensar. Você vai acabar estragando nossos planos com seu coração mole. Ia deixá-la escapar ou contar algo que não deve. Ela não deve saber de nada que aconteceu até...


Deixou a frase no ar e eu completei-a com a voz carregada de sarcasmo.


- Até a hora de você matá-la? - Eu perguntei, inclinando a cabeça e Alicia sorriu.


- Talvez nem ai. - Ela retrucou, presunçosa. - Enfim, você tem trabalho a fazer. Desça, volte pra sua festa. Aliás... - Ela levantou-se e me olhou com os olhos cheios de tristeza. - Volte pra festa da Roxanne e divirta-se, Sophis. Afinal, não aconteceu nada pra você não estar feliz, tipo... Como se a sua irmã tivesse morrido. - Ela me abraçou e deu um sorriso lindo. Eu franzi o cenho e sai do Salão Comunal.


Eu ia mesmo voltar pra festa quando pensei.


- A Alicia que se foda. - Eu sussurrei, e fui direto pra Casa. Foda-se a Alicia e suas ordens idiotas. Eu era uma das Irmãs, e ela não era minha mãe pra me dar ordens: Mesmo porque eu acabara de fazer dezessete anos e ninguém mais poderia me dar ordens. Principalmente a Alicia.


Esbarrei com a última pessoa que eu queria ver - e, ao mesmo tempo, a pessoa que eu mais ansiava ter comigo. Louis.


- Ei, Soph! - Ele disse, me segurando pra eu não cair. - Quanto tempo, hein?


Eu sorri. Ele não estava dando um sorriso-Roxanne pra ela, o que me deixou aliviada. Mas ele sorria, e mesmo não sendo o meu sorriso, ainda era lindo.


- Verdade. Bastante. - Eu respondi, meio sem saber direito. - Ahn, Louis, posso te perguntar uma coisa? - Ele assentiu.


OK, OK. Eu sei que vocês vão me julgar pelo que eu fiz agora. Vão dizer tipo “isso não é hora, Roxanne!” ou coisas do tipo, mas pensem bem. Qualquer uma no meu lugar faria a mesma coisa. Não pensem que eu não sei que vocês estão doidas pra saber a mesma coisa.


- Ahn... O que você sente pela R... Pela Weasley? - Eu perguntei, tentando fazer a voz mais chata-nojenta-presunçosa que eu conseguia. Ele riu e coçou a nuca. Sexy demais. Apertei meus braços pra não sorrir.


- Por que a pergunta, Soph? - Ele perguntou. - Ainda sente o que disse que sentia?


FILHA DA PUTA! O que ela disse que sentia pra ele?


- Só responda a pergunta, Louis. Por favor. - Eu disse, torcendo pra ele não perceber o desespero na minha voz. Ele sorriu de novo e deu uma risada, olhando pro teto.


- Desculpe, Soph. Mas eu sou apaixonado pela Rox. Sou absolutamente maluco por ela. Não vai acontecer de novo.


Franzi o cenho e apertei meus braços mais ainda.


- O que não vai acontecer de novo? - Eu perguntei. Ele balançou a cabeça ironicamente.


- Você sabe. - Aproximou-se de mim. - Eu sei que fui um filho-da-puta em te usar daquele jeito pra enciumar a Roxanne. Mas... Eu mudei. E agora eu vou esperar por ela, mesmo que ela nunca largue o Greg na vida. Mas você ainda é a minha loira favorita. - Ele disse, e acariciou meu rosto.


- Eu acho que estou meio bêbada. - Eu disse, rindo, ou melhor, forçando-me a rir. - Não me lembro... Nós... - Eu perguntei, meio que indicando ‘sexo’ com os gestos que fiz. - Você sabe... Fizemos?


Ele riu e passou a mão pelo meu ombro nu.


- Que pena que se esqueceu, Soph. Foi tão ruim assim? - Ele perguntou. - Claro que fizemos. Várias vezes. Mas, como eu disse, eu mudei. E agora, não vamos mais fazer isso, certo? Eu sou... Querendo ou não... Eu sou da Roxanne agora. Mesmo ela não sendo minha.


Senti lágrimas vindo aos meus olhos e corri dali. Louis chamou por meu nome, ou melhor, pelo nome da Sophis, mas eu não virei-me. Corri pra Casa, sentindo os dedos formigando. Devia ser o efeito da poção passando.


Não acreditava no que tinha ouvido. Quer dizer que esse corpo - esse corpo nojento - em que eu estava também já tinha sentido o que era transar com o Louis? NÃO! Aquele era meu Louis. Eu não podia...


Parei, virei, e corri.


- Louis! - Eu berrei pra ele. - Louis, espera! - Eu berrei com todas as forças, e ele apareceu na minha frente.


- O que...? - Ele não terminou a frase porque eu o abracei com toda a força.


- A Roxanne... Tenho certeza... - Eu chorava tanto que mal conseguia falar. - Ela te ama, eu sei que ama. Ela quer você tanto quanto você quer ela.


- Ora, Soph, você sabe que ela ama o Gregory...


- CALA A BOCA! Ela sempre amou você... Ela ama você mais do que... Qualquer coisa, mais do que... Qualquer um... - Eu segurei o rosto dele e o beijei com tanta vontade, como se fosse a última coisa que fosse fazer na vida. Ele retribuiu ao beijo por um breve momento e depois me segurou e me afastou.


- Soph... Eu não vou mais... Fazer isso. Eu jurei que não faria.


- Finja que sou a sua Roxanne. - Eu disse, e beijei-o de novo.


Sim, eu achava maravilhoso e nojento ao mesmo tempo, afinal, ele sentia Sophis beijando Louis, e eu sentia Roxanne beijando Louis. Mas ainda era Louis.


- Eu te amo. - Eu disse, virando-me de novo e correndo de volta pra Casa. Meus dedos estavam voltando ao normal. E eu ainda tinha alguém pra matar.


Nossa, que noite!



Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.