Oi galera. Tudo bom com vocês? Espero que sim.
Segue abaixo o capítulo...
Hoje só vou postar um,mas quem sabe amanhã posto outro já que esse sabe deixa aquele gostinho de quero mais rsrsrs
Os comentários eu responderei no 11 ok!!!
Beijos espero que gostem do cap 10!!!
Capítulo 10
SHIELDS COMEÇOU A FAZER SEUS CUMPRIMENTOS. ELE TINHA UMA VOZ CANTADA e hipnótica que ficava entre a de Barry White e a de Mr. Rogers[1].
Mione voltou a cochichar com Gina.
— Desde que entramos, um dos guarda-costas, o cara da esquerda, não tira os olhos de você. Qual é o problema dele?
— Ignore-o — disse Gina.
Shields bateu palmas.
— Minha avó costumava dizer que o pássaro madrugador sempre fica com a melhor minhoca. Amanhã, haverá 500 pessoas no auditório. Considerando que aqui não temos muito espaço, tive de limitar o número de participantes desse seminário, mas como homens e mulheres vieram mais cedo para fazer as inscrições decidi organizar esse pequeno encontro. Se alguém mais aparecer essa noite, abriremos aquelas portas e expandiremos o recinto. Agora, permitam-me dizer-lhes o que vocês aprenderão durante o fim de semana.
Como ele continuava a falar em tom monótono, Gina passou a não mais ouvi-lo. Tirou uma foto dele da pasta que recebera e comparou-a com o original. Parecido, pensou ela. Sua mente vagueou um pouco antes de se fixar em assuntos mais importantes, quando ela virou e começou a escrever alguns lembretes para si mesma no verso. "Informar o serviço de segurança sobre Peter Morris", escreveu ela. Em seguida, "Falar com Rony sobre o problema com Emily Milan". Gina levantou o olhar e observou a audiência, Sem sombra de dúvidas, Shields sabia atrair a atenção dos participantes.
A maior parte das mulheres parecia estar completamente hipnotizada pelas palavras dele. Na verdade, algumas chegavam até a inclinar-se para frente, na tentativa de ficarem mais próximas dele. Ela voltou a prestar atenção em Shields e, depois de ouvir por dez minutos, concluiu que seu discurso improvisado consistia em dois temas: medo e ganância. Sim, insistia Shields, eles realmente poderiam ter tudo o que quisessem. Eles mereciam ter tudo o que quisessem. Mas primeiro precisavam se livrar do veneno que tinham dentro de si mesmos.
Uma mão se levantou. Shields deu um passo à frente, fez uma pausa para dar um sorriso e disse:
— Pois não?
Uma das mulheres se levantou. Enquanto puxava a saia que não lhe caía bem, ela perguntou:
— Eu... eu não sei se entendi direito. Eu sei que o senhor disse que precisamos abrir nossas mentes para novas oportunidades, mas que antes disso precisamos nos livrar do veneno interior...
Quando ela hesitou, Shields disse:
— Isso mesmo.
— Bem... acontece que... eu não sabia que estava envenenada por dentro. — Com certa dramaticidade, Shields agitou as mãos.
— Todos nessa sala estão envenenados por dentro.
— Mas esse é justamente o ponto — disse e mulher, ainda ajeitando a saia. — O que o senhor quer dizer com veneno?
Era evidente que ele esperava esse tipo de pergunta. Cruzando as mãos atrás de si, ele deu outro passo para frente.
— Veja como ele está perto de Luna — sussurrou Mione. — O gravador dela deve estar gravando cada palavra que ele diz.
— Acho ele contratou essa mulher para fazer as perguntas. O que você acha?
— É possível — respondeu Mione.
— Você já foi ferida por alguém? — perguntou Shields à mulher. — Profundamente ferida?
E quem não foi? Gina pensou em Dennis e logo em seguida ficou interessada em saber o que Shields tinha a dizer sobre isso. A mulher que fizera a pergunta baixou o olhar e enrubesceu.
— Sim... acredito que a maioria das pessoas nessa sala já tenha se sentido profundamente ferida — disse ela, nervosamente olhando ao redor. — Meu namorado... ele me enganou e não se importou nem um pouco com o fato de ter me machucado. Ele... me usou.
— E você escondeu essa ferida lá no fundo de si mesma, não é mesmo? — enquanto fazia sinais com a cabeça, Shields olhava para o público. — Quantos de vocês viveram relacionamentos difíceis nos últimos anos? Quantos tiveram de suportar traições de familiares ou de pessoas que confiavam ser suas amigas? Quantos de vocês foram esquecidos e nunca receberam uma promoção no trabalho, quando sabiam que tinham o mérito necessário?
Por toda a sala, várias mãos acenavam.
— Shields tem todos aqui comendo na palma de sua mão — disse Mione. — Hum. Aquele guarda-costas ainda estava olhando. Levante a mão.
Obedecendo ao pedido de Mione, Gina levantou a mão. Quanto mais olhava para Shields, mais ela sentia um arrepio percorrendo sua espinha. Agora ele sorria como um iogue benevolente.
— Em minha opinião, todas essas experiências dolorosas se transformaram em gotas de veneno dentro de cada um de vocês, corroendo seus mananciais de talento, criatividade e paixão pela vida.
— Mas o que devemos fazer para nos livrar desse veneno? — pronunciou outra mulher.
— Eu vou mostrar a vocês — disse ele. — No domingo, ao final de nosso seminário, vocês estarão limpos e prontos para enfrentar o mundo. Eu prometo.
Ele fez outra pausa, e sua voz tornou-se cremosa como se fosse um sorvete Hãagen-Dazs, e disse:
— Por que não fazemos um pequeno exercício? Peço que todos peguem o bloco de anotações e a caneta que vocês encontram dentro da pasta que receberam. Nós vamos fazer uma lista.
Ele fez um sinal para o guarda-costas da direita. A montanha de músculos imediatamente ajoelhou-se diante da lareira e ligou os bicos de gás. Segundos depois, um fogaréu esquentava a sala, que já estava quente por causa do grande número de pessoas.
— É melhor a gente pegar o bloco de anotações e mostrar um pouco de ansiedade — disse Mione. — Essa sala está muito quente. Eu deveria ter prendido o cabelo. Ele vai ficar completamente arrepiado.
Como Gina estava acostumada com a obsessão de Mione com o próprio cabelo, ignorou o comentário feito pela amiga.
— Estão prontos? — gritou Shields. — Agora vou dizer a todos no que quero que pensem. Como vocês poderiam transformar o mundo num lugar melhor para viver? Vocês seriam mais felizes, realizados e alegres se as pessoas que os machucaram não existissem mais? E se vocês pudessem ter uma varinha de condão e puf — disse ele, estalando os dedos para conseguir mais efeito — , elas desaparecessem... para sempre? Vocês se sentiriam melhor sem a presença delas por perto? Vocês seriam mais felizes se pudessem se livrar do veneno que existe em vocês? Se vocês acham que sim, façam uma lista das pessoas que vocês gostariam de riscar do mapa.
Gina mal podia acreditar no que estava ouvindo. Ela não era a única. Uma mão tímida fez um aceno.
— Desculpe, sr. Shields. Será que ouvi direito? O senhor quer que nós...
Uma outra mulher se levantou, segurando o bloco de anotações contra o peito.
— O senhor quer que a gente faça uma... lista de assassinatos?
— Não foi bem isso o que ele disse — gritou um rapaz.
Shields levantou as mãos.
— Podem chamar como quiserem. Aqueles que se sentirem melindrados, podem pensar numa lista de pessoas que nunca mais gostariam de ver.
A mulher que segurava o bloco de anotações parecia não estar entendendo o que lhe era pedido para fazer.
— Tudo bem. Então, o senhor quer que a gente escreva os nomes das pessoas que gostaríamos que... estivessem mortas.
— Sim, é exatamente isso o que quero que vocês façam. Se aquelas pessoas que a feriram não mais existissem, você não seria capaz de se livrar do veneno que existe em você?
— Sim... acho que sim... mas...
Um outro homem gritou:
— Vou precisar de mais papel. — Seu comentário foi seguido de um riso nervoso. — Existe um número-limite para os nomes? — perguntou ele.
— Escrevam quantos nomes quiserem. Entretanto, vamos definir o tempo de duração do exercício. Dez minutos — disse ele. — Prontos?
Ele esticou o braço, olhou para o relógio e disse: — Podem começar. O homem sentado na frente de Gina murmurou:
— Isso vai ser divertido. Vou começar com minha esposa.
— Você quer dizer sua ex-esposa — disse a mulher que estava sentada ao lado dele.
— Boa idéia. Vou colocá-la na lista também.
Mione estava horrorizada.
— Você pode acreditar nisso? O Shields transformou o grupo num bando de carrascos.
— Shhh — fez Gina. — É melhor fingirmos que estamos acompanhando. Comece a escrever.
— Mesmo que seja um exercício indecente?
— Sim.
— Bem, então...
— Então o quê?
Mione deu um sorriso.
— Vamos aproveitar e nos divertir um pouco.
Ambas pegaram seus blocos de anotações. No alto da página, Gina escreveu "Lista de Assassinatos" e colocou dois traços sob o título. Um pouco mais abaixo, ela escreveu: "Pessoas que Eu Gostaria de Ver Mortas". E agora? Tentando matar o tempo, ela bateu com a caneta contra a pasta até que o homem da sua frente virasse e fizesse uma careta.
— Esse barulho está me incomodando.
— Desculpe — murmurou ela.
Ela podia sentir que ainda era observada pelo guarda-costas. Talvez estivesse ficando paranóica. Tirou o cabelo dos olhos, olhou para cima e rapidamente abaixou a cabeça. Não. Não estava ficando paranóica. O idiota continuava a encará-la. Qual era a dele?
Mione estava com coriza e remexia a bolsa. Gina entregou-lhe um lenço de papel.
— Cinco minutos mais — anunciou Shields. — Depois, vou dar uma circulada pela sala e quero que todos levantem seus blocos de anotações para que eu veja o número de nomes.
Hum. Gina começou a escrever. Incluiu Shields, o guarda-costas número um e o guarda-costas número dois. Quem mais? A sra. Patsy, a rude vendedora da Dickerson. Sim, é claro que não poderia se esquecer do detestável detetive Sweeney. Estava pronta para adicionar o tenente Lewis à sua lista — afinal ele havia sido terrivelmente cruel com aquele jovem rapaz —, quando o tempo acabou.
Ela não sabia ser uma pessoa tão sedenta de sangue. Shields bateu palmas.
— Guardem as canetas. Levantem seus blocos para que eu possa vê-los. Muito bem. Muito bem — elogiou ele. — Todos participaram. Agora quero que vocês façam o seguinte. Quero que venham até a lareira, um de cada vez. Arranquem e rasguem a folha do bloco. Em seguida, vocês vão jogá-la no fogo e assistir até o momento em que os nomes sejam devorados pelas chamas. Vamos começar?
— Isso vai nos livrar da dor e do veneno? — perguntou uma mulher.
— O que estamos fazendo é um gesto simbólico — explicou Shields. — Com a intenção de abrir suas mentes para todas as possibilidades.
— Como assim? — perguntou Mione.
— Temos a chance de abrir nossas mentes para a possibilidade de podermos eliminar todos os nossos inimigos — explicou Gina, num tom entusiasmado e irônico.
— Vamos começar? — perguntou Shields.
Luna foi a primeira da fila. Quando passou por Shields, ela deu um sorriso.
— Hum, a Luna está paquerando o Shields — murmurou Mione. — E ele está adorando a história.
— Como é que ela pode? Ele é tão... repulsivo.
— Isso é enrolação pura. Você pode acreditar que ele cobra uma fortuna por isso?
— Ele acabou de dizer que 500 pessoas se inscreveram para o seminário. Multiplique esse número pelos mil dólares que cada uma pagou e...
— E ele estará faturando uma montanha de dinheiro.
— Não posso acreditar que vamos ter de passar o fim de semana inteiro ouvindo essa baboseira.
— Vamos entrar na fila e sair daqui o mais rápido possível. Estou morrendo de fome.
Gina havia acabado de pegar a bolsa quando seu celular tocou. O som fez com que os olhares de ambos os guarda-costas fossem em sua direção.
Ela respondeu, rapidamente recolheu suas coisas e saiu para o corredor enquanto Mione entrava na fila para jogar sua lista no fogo.
Emily Milan estava na linha. Como sempre, estava de mau humor e não economizou palavras desagradáveis.
— Você não me entregou os últimos e-mails do Rony — disse ela, com rispidez. — Por causa disso, a reunião foi um completo desastre. Vai ser impossível fazer meu trabalho se você insistir em fazer esses jogos infantis, Gina.
— Tenho certeza de que Henry imprimiu tudo o que recebi — disse ela. — Como não apaguei nada, posso verificar assim que voltar ao hotel, mas...
— Preciso desses e-mails em minha mesa amanhã.
— Estou certa de que tudo o que meu irmão mandou foi impresso — repetiu ela.
— Será que vou ter de falar com Rony sobre isso?
Ela contou até cinco. Não adiantou muito.
— Por favor, sinta-se à vontade.
Gina desligou o telefone e ficou ali parada, olhando para o aparelho.
— Você vai fazer parte de minha lista — murmurou ela.
Ela gostaria de ter despedido Emily ali, naquele momento, mesmo que por telefone. Mas ela não podia. Não tinha autoridade para isso. Um trovão eclodiu por perto, interrompendo seus pensamentos. Enquanto jogava o celular na bolsa, voltou para dentro da sala para encontrar Mione e Luna. Precisava sair dali antes que seu astral azedasse de uma vez por todas. Estava fechando a pesada porta atrás de si quando percebeu que um dos guarda-costas estava de joelhos na frente da lareira, desligando os bicos de gás. Ela percebeu que havia perdido a chance de jogar sua lista no fogo.
Não foi capaz de encontrar Luna, mas Mione estava exatamente onde a tinha deixado, ainda sentada na desconfortável cadeira dobrável, contra a parede do fundo. Sentou-se ao lado dela e perguntou:
— Vamos embora?
— Em um minuto — disse Mione. — Shields está nos contando o que na opinião dele é uma história inspiradora sobre um de seus alunos.
— Alunos? Ele é professor?
Mione balançou a cabeça.
— Ele acha que somos alunos dele. Todos os que participaram de seus seminários são considerados ex-alunos. Como é que alguém que tenha metade do cérebro funcionando pode acreditar nisso? Esse cara é uma fraude ambulante.
— Olhe ao redor — sussurrou Gina. — A sala está cheia de pessoas infelizes, querendo desesperadamente mudar suas vidas. Ele está dizendo a elas exatamente o que querem ouvir.
— Ele também está lhes dando alguém para culpar, em vez de assumirem a responsabilidade por seus atos. Luna está certa. Ele se aproveita das pessoas vulneráveis.
— Vou pedir que o Rony mande a Emily embora — disse Gina. Mione olhou para ela.
— É mesmo? — Ela parecia entusiasmada. Gina contou-lhe a conversa que acabara de ter com a detestável mulher.
— O que você faria?
— Faça com que Rony dê um chute na bunda dela — murmurou ela. — Você é quem deveria contratar a nova assistente dele. É evidente que ele está contratando o tipo de pessoa errada.
— Que tipo é esse?
— Jovem, bonita, loira, magra...
— Por que você se preocupa com a aparência dela?
Mione encolheu os ombros.
— Eu não me importo com isso — respondeu ela, rapidamente. — É você quem está reclamando.
Gina deu um suspiro.
— Eu não posso mandá-la embora. Ela não trabalha para mim. Além disso, Rony precisa de ajuda...
— E daí? Contrate alguém para ajudá-lo.
A medida que se aproximava do fim da história, Shields aumentava o volume da voz. Uma onda de aplausos. Ele esperou até que o barulho diminuísse para anunciar que a sessão informal estava terminada e que as pessoas podiam se aproximar. Em questão de segundos, o psicólogo estava rodeado de mulheres que brigavam para conseguir sua atenção.
— Está chovendo? — perguntou Mione. Ela levantou uma mecha do longo cabelo, deu um suspiro e voltou a colocá-la atrás da orelha. — Sim, está. Meu cabelo já começou a ficar arrepiado.
— Bobagem — disse Gina. — Seu cabelo não fica arrepiado. Fica encaracolado.
Mione procurou alguma coisa na bolsa e, ao encontrar uma presilha de cabelo, começou a fazer um coque.
— Vou pegar o carro e trazer até o toldo da porta de entrada. Encontre a Luna e a leve para fora nem que seja necessário arrastá-la — disse Gina.
Ela pegou suas coisas, colocou a pasta debaixo do braço e começou a deixar a sala. O clima era bastante jovial, com muitos dos participantes rindo nervosamente e conversando entre si. Tanta ansiedade e esperança, pensou ela, que tinha certeza de ter ouvido a risada inconfundível de Luna. Como, em nome de Deus, ela tinha estômago para ficar tão próxima dele?
Gina parecia que era a única pessoa que estava com pressa de sair dali. A iluminação na varanda e ao redor do prédio era abismal. Ela mal podia ver sua própria mão diante do rosto.
Se fosse uma pessoa pessimista, teria pensado que a chuva esperara por ela, pois no momento em que saíra debaixo do toldo o chuvisco transformou-se em aguaceiro.
Ela correu pelo estacionamento com a chuva golpeando seu rosto. Como não pensara em trazer um guarda-chuva, usou a pasta azul para bloquear os pingos de chuva e poder ver onde estava pisando.
Quando chegou ao parque, seu joelho estava latejando. Ela pensou em parar e tirar seus lindíssimos sapatos de salto alto novos — que não pudera resistir de comprar —, mas faltavam apenas uns 40 metros para chegar até o carro e ela não queria parar. As chaves do carro já estavam na sua mão, unidas por uma corrente em forma de bracelete. Gina havia colocado a corrente no pulso para que pudesse segurar a bolsa enquanto corria.
Ela poderia ter pego um atalho pela grama, mas seus lindos sapatos de couro cor de manteiga teriam ficado completamente arruinados. Deus, onde estava com a cabeça quando resolveu usar aqueles sapatos?
Devia estar a 20 ou 30 metros do carro quando ela pensou ter ouvido alguém chamar seu nome. Automaticamente ela se virou na direção do som. Seu joelho esquerdo falhou e ela perdeu o equilíbrio. Gritando de dor, largou a bolsa e a pasta para poder se apoiar no momento da queda. Ela estava acostumada com as falhas de seu joelho — acontecia pelo menos uma vez por mês —, porém a dor normalmente passava depois de alguns segundos. Desta vez, foi diferente. A dor era aguda, constante e insuportável.
Metade do conteúdo de sua bolsa espalhou-se pela calçada. Ela se ajoelhou sobre um dos joelhos para pegar seu batom e sua carteira. Mais uma vez, alguém gritou para ela. Era uma voz alta e estridente ou seria apenas o vento pregando-lhe uma peça? Aguçou os ouvidos enquanto recolocava a carteira na bolsa e tentava se levantar.
Nada. Apenas sua imaginação, decidiu. Tudo o que ela queria era sair da chuva Antes mesmo de poder vê-lo, ela sentiu que ele se aproximava.
[1] Barry White é cantor norte-americano de músicas românticas e Mr. Rogers é apresentador de programa infantil de televisão. (N. da T.)