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31. rumors.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sim, Victoire estava completamente doida com esse lance de casamento. Tecnicamente, ela já tinha se casado com Ted, pois ele colocou a aliança na mão esquerda e não na direita: Erro de cálculo, de acordo com ela. O negócio agora era fazer a cerimônia. Ela me chamou pra ser madrinha, o que eu não achei tão surpreendente assim – mas mesmo assim, eu tive um faniquito do miocárdio (?).


Só quem não estava muito contente era Louis, ela me contou.


- Quando eu falei a Louis, - Ela me disse, dois dias depois de ter noivado/casado. – ele nem sorriu. Nem um ‘parabéns’. Nem um abracinho. Ele ficou meio em choque e depois caiu no sofá. Não falou nada.


Claro que, agora que o Baile já tinha passado, ela e Ted tinham que voltar pra casa. O que pra mim foi uma droga, porque eu sentia muita falta da Vic quando estava estudando. Mas eu tinha Alicia agora, além de Cassie, Bia e Sabinna, e sabia que seria mais fácil agora que Lucy estava fora da escola.


ALIÁS, eu nem contei o que aconteceu com Lucy. Bem, depois do Baile, McGonagall deu um esporro federal na Lucy. Alguns disseram que dava pra ouvir os berros dela a três corredores de distância. A Lucy ficou mais um dia em Hogwarts enquanto McGonagall enviava uma carta ao Ministro contando o que acontecera. Ele não quis acreditar de início, mas depois cedeu e concordou que afastar Lucy da escola por enquanto seria melhor.


Pobre Lucy. Não chegou a dar nenhuma aula. E nesses dois dias depois do Baile em que Victoire ainda estava no colégio, Louis, eu, Greg, Sophis e Alison não nos falamos.


Quer dizer, eu tentei falar com o Greg. Mas ele sempre dizia que estava ocupado e dava um jeito de escapar de mim. Isso me magoou bastante, eu devo dizer, mas eu tentei ao máximo ser compreensiva, pois sabia que Greg faria isso por mim, não importa o quão grossa, distante ou idiota eu estivesse sendo.


Mas dane-se. Não sou o Greg, e por isso, não quis nem saber. Fui atrás dele depois de uma aula de Herbologia com o professor Longbottom – amigo da família e tal, vocês talvez até saibam quem é – e o prensei contra a parede. Não literalmente, claro, mas vocês pegaram a metáfora.


- Greg! – Eu gritei assim que o professor nos liberou. Ele já estava com a mochila nas costas e praticamente correndo para a saída. – Greg! – Eu agarrei ele pelo colarinho da camisa. Ele se virou pra mim, meio timidamente. Não me olhou nos olhos. – Não finja que não pôde me ouvir. Eu praticamente berrei no seu ouvido. – Franzi o cenho pra ele, e suspirei ao ver que os olhos dele estavam tristes. – Fale comigo, Greg. O que aconteceu?


Ele deu uma respirada profunda e eu passei a mão pelo rosto dele. Ele virou o rosto na direção da minha mão e passou os lábios por ela, devagarzinho.


- Por favor, meu amor... – Eu me aproximei dele. – Estou há dois dias sem falar com você direito... O que houve?


Ele abriu os olhos pra mim, e só aí eu percebi que eles estavam vermelhos.


- Eu sei que você gosta do Louis. Sei que tem... Sentimentos... Por ele. Sei que talvez você ainda o ame. – Ele disse quase em um sussurro. Eu engoli em seco, afinal, não sabia se era verdade. Eu não queria Louis naquele momento, é claro. Tudo que eu queria era agarrar Greg e nunca mais solta-lo.


- É mentira. – Eu sussurrei de volta. Ele fechou os olhos.


- Acha mesmo que eu sou o cara pra curar as suas feridas? Acha que vai conseguir o Louis... Por mim?


Ok, pausa pra dizer umas palavras. Greg estava fofo, inseguro e tímido. Muito fofo. Me deu vontade de morder ele geral. Bom, era isso que eu queria dizer.


- Eu tenho cert... Era isso que estava te incomodando? – Eu perguntei, sorrindo. Ele assentiu com a cabeça. Eu ri. – Eu... Olha, Greg. Sei que pra você talvez seja difícil entender, mas eu amo você. Amo você mais do que você me ama. – Ele riu. Fiquei feliz em voltar a ouvir a risada dele, dois dias depois.


- Você é ingênua se acha que algum dia vai me amar como eu amo você. Você é... – Ele olhou pra cima, obviamente envergonhado com o que estava dizendo. – a mulher da minha vida, Rox. – Eu cai na gargalhada.


- Então estamos de bem, homem da minha vida? – Eu perguntei. Ele tirou a mochila das costas e, no ato mais maluco, me pegou no colo e me girou. Eu dei um grito. – GREGORY! – Eu berrei e ele me beijou em todas as partes possíveis e impossíveis do meu rosto. Continuou me segurando no colo.


- Sim, estamos bem. – Ele disse, e me pôs no chão. Depois pegou minha mão direita e tirou o anel. Eu engoli em seco. – Só uma condição. – Ele se ajoelhou. Eu engoli em seco [2]. – Case comigo. Aqui e agora. – Eu ri, nervosa.


- Tá falando sério? – Eu perguntei. Ele franziu o cenho.


- Tô com cara de quem tá brincando? – Ele perguntou. Ainda segurava minha mão suavemente. Eu engoli em seco [3].


- Eu... Eu caso! – Eu falei, meio sem saber o que fazer. Ele beijou meus dedos e pôs o anel bem devagarinho no dedo anular (É o anular, né? Não lembro o nome do dedo que fica do lado do dedo do meio HUAHAIUHAIUHA). Ficamos olhando praquilo em silêncio, meio abismados com o quão impulsivos podíamos ser. E depois ele sussurrou.


- Posso beijar a noiva? – E levantou-se. Eu agarrei-o pelo pescoço com tanta voracidade que devo ter até assustado o coitado, e o beijei com tanta vontade que ele deve ter se assustado, de novo. Ele me segurou pela cintura perto do corpo dele com força, mas não doeu.


Ficamos uns instantes ali até ouvir o professor Longbottom limpar a garganta e vimos seu rosto meio envergonhado. Aí rimos e fomos pra o Salão Principal almoçar (porque tipo assim, aquela história toda de casamento me deu fome).


Foi estranho, na verdade. Enquanto íamos (de mãos dadas, aw) para os lugares aonde normalmente nos sentávamos na mesa da Gryffindor, as pessoas paravam de conversar e nos olhavam com olhares de censura. TÁ BOM, TÁ BOM. ME olhavam com jeito de censura. Assim que nós passávamos, elas recomeçavam a conversar, aos cochichos. Gregory nem pareceu perceber, ou se percebeu, não falou nada. Quando eu ia sentar no meu lugar, Fred apareceu DO NADA e cruzou os braços.


- Maninha, temos que conversar. – Ele não esperou eu responder, me puxou pelo braço e foi me arrastando pra um canto oposto. Eu olhei Greg por um momento, que franziu o cenho, como sempre, compreensivo. Eu sorri pra ele.


- Tá maluco, mano? – Eu perguntei pra Fred. Ele fez um gesto meio impaciente pra mim e soprou pra cima uma mecha de cabelo ruivo. Uma cópia exata do nosso pai.


- Ok, Rox. Eu sei que você já tem 16 anos e já tem idade pra tomar suas decisões sem precisar do seu irmão mais velho te dando liçãozinha de moral ou qualquer coisa do tipo. Mas eu tenho que saber... – Ele cruzou os braços, com um jeito até meio debochado na cara. Uma cópia exata do nosso pai 2. - ...essa história que estão comentando sobre você e o Gregory, é verdade? – Eu ri, né? Meldels, o Fred tava, tipo, desatualizado vezes dez na vinte e três. Eu estiquei a mão e mostrei o anel no meu dedo.


- É óbvio que é verdade, irmãozinho. Nós estamos namorando, eu o amo, ele me ama. E, antes que você pague o mico de perguntar, eu já transei com ele. Era só? – Ele riu pelo nariz; Uma cópia exata do nosso pai 3; e segurou minha mão e a abaixou. Ok, ok. Eu posso odiamar (mistura de odiar com amar, obviamente) meu irmão e achar ele um arrogante metido a maquina sexual, mas tenho que dizer: ELE É GATO. Se não fosse meu irmão e eu não fosse doente de amores pelo Hastings, eu pegava (Y).


- Não estou falando dessa história, maninha. Eu sei bem que vocês estão namorando; Aliás, obrigado por me contar... – Ele falou, inclinando a cabeça de um jeito irônico. Uma cópia exata do nosso pai 4. – E sei que vocês transam periodicamente. – Ele fez um gesto com a cabeça que é bem típico de irmão mais velho, sabe? – Mas estou falando da outra história, de que você... Ah, você sabe.


- Não sei. – Eu disse, cruzando os braços e franzindo a testa. Ele fez uma cara meio divertida, meio constrangida, e coçou a nuca ruiva. Uma cópia... Ah, vocês sabem ¬¬. Ele suspirou e falou de uma vez só, sem pausas.


- Que você tá traindo o Gregory com o Louis nosso primo e com o tal Kevin Walker da Slytherin com quem você namorou por uns tempos ai. – Ele pegou bastante ar depois de falar tudo isso. Eu soltei os braços do lado do corpo, a boca aberta.


- QUEM FOI A FILHA... – Eu berrei, e ele tapou minha boca, rindo, olhando em volta. – Mmmm, mpfff, mpmffff! – Eu tentei dizer, e o que saiu foi isso D: Ele destampou a minha boca e fez um sinal pra eu não gritar. – Quem foi a filha duma cadela que disse isso? – Ele deu de ombros.


- Sei lá aonde começou o boato, mana. Só sei que tá todo mundo comentando. E dizem que esse negócio de você começar a andar com a Cunningham é só um jeito de acobertar a ‘pegação’. – Ele fez aspas com os dedos. Eu estava fula.


- Obrigada, irmãozinho, mas agora eu tenho que resolver uma coisa. – Beijei a bochecha dele e corri pro lado de Greg. Sentei do lado dele violentamente.


- E então, o que ele queria? – Perguntou Greg, com um meio sorrisinho. Eu bati na mesa, me controlando.


- Por acaso você... Acreditou... Nesse boato mentiroso que inventaram sobre mim? Por isso não estava falando comigo? – Minha voz tremia. Ele tirou os olhos de mim por um instante e fitou o prato a sua frente. Eu revirei o rosto, meio enojada. – GREGORY! Como pôde... Ai, Greg.


- Desculpe, meu amor. – Ele disse, a voz tremendo. Ele não me olhou nos olhos. – Mas... Eu sabia que você e Louis e Kevin tinham... Uma história... E Alison disse que viu vocês juntos... – Ele me olhou, mas eu já não estava mais ali. Eu estava correndo pelo meio das mesas da Ravenclaw e da Slytherin.


- SUA PUTA! – Eu berrei antes de me atirar por cima da mesa verde-e-prata da Slytherin, pegando uma certa Travier morena pelo pescoço e levando-a ao chão.



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