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30. who wants cake?


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Como era de se esperar, dado a minha evidente sorte magnífica, eu perdi a corrida. Mas no fim das contas, não fizemos sanduíches: Fizemos um bolo de chocolate ma-ra-vi-lho-so, e ENOOOORME. Sorte que éramos bruxas, e nosso forno era enorme. Enquanto esperávamos o bolo ficar pronto, sentamos no chão da cozinha, com um pote enorme de cobertura que sobrou na nossa frente, enchendo nossas colheres e comendo aos poucos, sujando tudo ao redor da boca, nossas bochechas e até nossos narizes.


- Mas me diga uma coisa, Rox. – Alicia me perguntou, gesticulando com a colher. – Você chegou a transar com Kevin? – Eu estava com a colher na boca, então fiz um ‘dois’ com os dedos. Ela fez uma cara de quem não tinha se surpreendido. – Ele é bom de cama, admite. – Ela falou, com uma cara de safada, dando com o cotovelo no meu braço significativamente. Eu ri e tirei a colher da boca.


- É mesmo. Mas você não tem noção de como é com o Greg. – Eu falei. Ela abriu os olhos e a boca de espanto.


- Você já transou com o Hastings? Bem que eu falei! – Ela falou, e eu revirei os olhos rindo.


- Aconteceu ontem, tá legal? Quando você tinha dito, eu não tinha nem dado uns amassos com ele direito. – Eu falei, pegando uma grande colherada de cobertura. Ela fez o mesmo, mas terminou o chocolate antes de mim.


- E como ele é? – Ela perguntou. Eu me abanei com a mão rapidamente enquanto terminava o chocolate.


- Ele é... Como vou dizer? Ele me tratou como se eu fosse uma deusa. Como se eu fosse a primeira e única da vida dele, sabe? Não tem idéia de como ele é atencioso e carinhoso e... – Mordi o lábio, sentindo um comichão estranho na barriga. Ela riu.


- Credo, Rox! É tanto assim? – Ela perguntou, pegando um pouco do chocolate com o dedo mesmo e chupando-o. – Quando você terminar com ele, se importa se eu provar também?


Eu dei com o cotovelo no ombro dela, mas ri.


- E quem disse que eu vou terminar com ele? – Eu perguntei. Ela deu de ombros.


- Sei lá, oras. Eu não imaginei que o lance entre vocês fosse sério. Ele é muito... Não sei. Parece que é frio, não é? E é tão gentil, ele não parece ter nenhum momento de descontrole. – Ela falo, coçando a cabeça. – Eu acharia isso meio monótono.


- Ele perdeu o controle hoje. – Eu disse, suspirando. – Louis ultrapassou os limites e o Greg e ele se bateram. Não foi bonito de ver. – Eu enchi a colher de chocolate e ela pôs a mão no meu ombro.


- Por isso você estava mal? – Ela perguntou. Eu assenti. Ela abraçou minha cabeça. – Não fique assim, irmãzinha. Garotos são uns idiotas mesmo. Depois eles se resolvem. Não são como garotas. Garotas guardam rancor pra vida toda.


- Isso se refere ao que aconteceu ontem? – Eu perguntei. Dessa vez, o suspiro pesado veio de Alicia.


- Eu queria matar elas. Ainda quero. Mas não acho sensato fazer isso aqui... – Ela falou, mas fomos interrompidas por passos. Sophie Travier apareceu na porteira da cozinha. Alicia inchou as narinas, e parecia pronta pra enfiar aquela colher nos olhos de Sophis. Mas era Sophis sozinha quem estava ali, e acho que isso ajudou pra que Alicia se comportasse.


- Tá fazendo o que aqui, Travier? – Eu perguntei, com uma cara meio de deboche. Ela mordeu o lábio inferior, confusa.


- Eu queria... Falar com vocês... Numa boa, sabe? – Ela falou, andando um pouquinho pra dentro da cozinha. Alicia ia se levantar, mas eu segurei seu braço e fiz ela sentar.


- O que nós teríamos pra discutir, Travier? A sua expulsão da Irmandade ou sua ida glamurosa para Azkaban por assassinato? – Ela perguntou, a voz tremendo. Eu até ri.


- Eu queria me desculpar. – Ela disse de um fôlego só. – Eu não queria ter escondido isso de você, Alicia... – Alicia levantou o dedo, parecendo Greg, se autocontrolando, e Sophis calou-se.


- Você não queria ter escondido de mim que sua irmã assassinou a minha? – Ela perguntou, as narinas inchando de novo. Sophis avançou um pouco mais.


- Pense... Pense que tenha sido o contrário! Que a Olivia tivesse... Matado a Alison... Você teria me contado? – Ela perguntou, lágrimas brotando nos olhos. Alicia pareceu realmente considerar aquela idéia uma coisa sensata. – Me... Me perdoe, Alicia... Faça o que quiser, mas não mate minha irmã. Nos expulse, apague nossas memórias, nos denuncie. Mas não mate minha irmã. – Ela disse, saindo da cozinha. Eu olhei pra Alicia.


- O que pretende? – Eu perguntei, depois de um longo momento de silencio. Alicia deu um sorriso.


- Não sei. Só sei que não vai ser agora que vou fazer qualquer coisa. Vai ser óbvio demais... – Ela deixou a frase no ar e levantou-se. – Quem quer bolo?


 


 


 


 


Depois do bolo – que foi regado a risadas histéricas, histórias picantes e podres sobre nossos passados – eu e Alicia voltamos ao dormitório dela, pesadas de tanto comer. Eu me joguei em um pufe preto perto do espelho e ela deitou na cama.


- Nunca mais como um bolo de chocolate na minha vida. – Alicia disse. Eu ri, mas saiu algo parecido com um guincho afobado. A porta se abriu com um escancaro logo em seguida.


- Roxanne! – Gritou uma garota ruiva de cabelos curtos e espetadinhos que devia ter uns catorze, quinze anos. – Ainda bem que está aqui. Uma das irmãs está em colapso chamando por você! – E ela nem esperou eu me pronunciar: Pegou meu braço e foi me puxando porta afora. Descemos as escadas afobadas e, em volta do que eu sabia que era um sofá, estavam um monte de garotas. Eu abri caminho na base da cotovelada.


- Roxanne! – Victoire gritou, pulando do sofá e me abraçando com força. – Eu... Eu... – Ela caiu no maior choro. Eu a abracei, pensando no pior.


- Calma, calma... Eu tenho certeza que a poção vai passar em breve... Senta aqui, vai? – Eu disse, sentando com Victoire no sofá. Ela sacudiu a cabeça freneticamente.


- N-não, você não tá... Não tá entendendo... – Ela recomeçou a chorar, parecia que estava prestes a ter O faniquito. Eu segurei seu rosto.


- Meu amor, fique calma, tá? Vai dar tudo certo, eu prometo! – Eu disse, e ela sacudiu a cabeça de novo.


- Teddy... Ele... – Ela olhou pra cima, nervosa. Eu ia falar alguma coisa como ‘ele é um idiota’ quando ela berrou, fechando os olhos com força. – EU VOU ME CASAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR!


Eu demorei uns vinte segundos pra processar a informação enquanto Victoire tinha um faniquito e berrava no sofá. Eu peguei a mão dela e vi o anel.


Faniquito duplo entre primas. Nada iguala-se a isso.


- VOCÊ VAI SE CASAR!


- EU VOU ME CASAR!


- AAAAAAH!


- AAAAAAH!


Abraços, abraços e beijinhos e gritinhos histéricos depois, ficamos só ela, Alicia e eu no Hall. Victoire franziu o cenho ao ver Alicia, óbvio.


- Ela é legal, Vic. – Eu falei, tranqüilizando-a. – Só tem uns probleminhas com as irmãs Travier, mas tirando isso, ela é legal. – Eu e Alicia trocamos uma piscadela depois disso. Victoire nem se importou mais com isso e começou a contar em detalhes como ela e Teddy noivaram.


- Eu estava lá, ele também, aí ele me beijou e perguntou “Quer casar comigo?”, e eu falei “Aham”, ai ele pegou o anel do bolso, pôs no meu dedo e eu tive um faniquito e comecei a chorar e ele me beijou de novo.


Nossa, quanta emoção em um pedido de casamento, ahn?


- Só isso? – Eu perguntei. Victoire franziu o cenho.


- Ah, aí ele me arrastou pro quarto em que a Lucy estava ficando e a gente deu uma transada rápida.


Eu e Alicia engasgamos nas risadas.


- CARA, e você fala isso como se fosse pouco. – Falou Alicia. Victoire meio que deu de ombros.


- Não é tanta coisa. Afinal, não é como se eu e Ted nunca tivéssemos transado. Conta pra ela, Rox. – Disse Victoire, e eu me virei bem séria pra Alicia.


- Os dois transam desde os doze anos. – Eu falei e Alicia quase caiu do sofá de tanto rir.


- TÁ FALANDO SÉRIO? – Ela berrou. Assentimos.


- Temos fotos que comprovam. – Eu falei no meu tom mais ‘apresentadora de jornal trouxa’ e não agüentei; Aí éramos as três rindo.


Acho que foi naquele momento. Estava tudo bem, apesar de estar tudo mal. Vic ia se casar, eu estava muito próxima de Alicia e estávamos bem. A partir daquele momento, é verdade.


A partir daquele momento, tudo começou a dar errado.



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