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28. olivia cunningham.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Roxanne. – Ele sussurrava no meu ouvido. Meus braços estavam no pescoço dele, em volta do seu pescoço, e os dele estavam em volta da minha cintura.


- Gregory. – Eu dizia, e ele ria. Ria e apertava o abraço em volta de mim.


- Eu amo você. – Ele falava, e eu ria.


- Eu amo você. – Eu repetia, e ele me girava.


A banda tocava uma música mais calma. A maioria das pessoas estava cansada e sentadas nas mesas, conversando, com todas as máscaras retiradas. Mas não nós estávamos cansados, apesar de já termos tirado nossas máscaras. Nós continuamos dançando e girando como se nada tivesse acontecido.


 Louis, do outro lado do salão, falava com Sophis. Ela estava linda, eu admito. Alison estava ao lado dela, mas parecia não prestar atenção na conversa dos dois.


Eu e ele vimos o grande relógio ao mesmo tempo. 11:5O em ponto. Ele falou qualquer coisa para Sophis e saiu, dando uma última olhada pra mim.


Meu coração disparou mais do que você pode imaginar. Eu me senti fraca. O instinto de segui-lo foi maior do que eu esperava. Segurei-me firmemente a Gregory, enterrando meu rosto no pescoço dele. Não o siga, Roxanne. Você ama Gregory, não Louis. Gregory, não Louis. Louis..., eu pensei, e senti uma vontade doida de chorar de dúvida. Greg passou as mãos pelos meus cabelos.


- O que foi, minha princesa? – Ele perguntou no meu ouvido. Eu mexi a cabeça.


- Quero ir me sentar. – Eu falei, meio abafado. – Pega algo pra gente beber, meu amor? – Olhei pra ele e ele viu as lágrimas se formando no meu rosto. Mas assentiu.


- Claro, meu amor. Você está cansada. Sente-se um pouco, eu já volto.


Ele me deu um beijo rápido e me olhou enquanto eu ia para a mesa. O olhar dele estava pesado, bem diferente do olhar que ele costumava mandar para mim. Sentei-me entre Alison e Sophis. Alison estava nervosa.


- Olá, garotas. – Pra ter uma noção de como eu estava com o cérebro avariado: Eu estava falando com as Travier. – Bom baile?


- Sim. – Falou Sophis, sem me convencer.


- Não. – Falou Alison sinceramente. – Daria tudo por um cigarro agora.


- Alison! – Falou Sophis, inclinando-se para ver a irmã melhor. – Nem pense nisso!


- Estava brincando, sua tapada. – Ela disse, mas não me convenceu, e pelo jeito, nem a Sophis. Eu ri.


- Cara, vocês são duas idiotas. – Eu falei, entre risadas.


- Concordo com você. – Disse Alison, suspirando. Ela fazia o movimento de quem leva um cigarro aos lábios, aspirou e soltou ar puro. Sophis riu também. – Sabe que dia é hoje, Roxanne? – Alison falou. Sophis inclinou-se de novo.


- Não ouse, Alison. – Ela falou, mais ameaçadora do que nunca.


- Hoje é aniversário de morte de uma garota. – Alison disse. Relaxou as costas na cadeira. – O nome dela era Olivia. Ela era tão linda, tão inteligente... E tãããão sexy. Sexy o suficiente pra conquistar todos.


- Alison, pare. – Falou Sophis. Eu abri um pequeno sorriso. Vinha bomba por ai.


- Mas ela conquistou uma garota, em especial. Essa garota era tão linda, inteligente e sexy quanto Olivia. Elas viraram melhores amigas. Andavam o tempo todo juntas e se amavam muito. Até que Olivia começou a roubar o espaço e o brilho que antes eram da sua melhor amiga. Começou a roubar amigos, namorados e até mesmo a família dessa amiga. E essa amiga não gostou nem um pouco.


- ALISON MARGARETH GENEVIEVE TRAVIER WINSTEAD, CALE A SUA BOCA! – Berrou Sophis, levantando-se. Alison mal se mexeu.


- Então essa amiga combinou de se encontrar com ela em um lugar que praticamente só as duas conheciam. As duas... – Ela fez um movimento com a cabeça. Estava bêbada. - ...e a irmã da amiga de Olivia. Então a amiga e Olivia discutiram e a amiga perdeu o controle e... – Ela fez um movimento com o punho como se estivesse empunhando uma varinha invisível. - Avada Kedavra. Bem no peito. – Sophis estava chorando. Eu estava arfando, aterrorizada. – O problema é que a irmã da amiga de Olivia seguiu a irmã naquele dia. E viu tu-di-nho. Então as duas prometeram nunca contar o segredo...


- Até agora. – Uma quarta voz se pronunciou. Alicia Embry Cunningham, bem na nossa frente. Mas não estava com aquele sorrisinho presunçoso de sempre. Estava com os olhos arregalados, a boca retorcida em uma expressão de profunda fúria. Algo do tipo ‘Vou matar Alison Travier’. Sophis não teve nem tempo de recuar: Alicia segurou-a pelo braço com força e empurrou-a numa lacuna do nosso lado, espremendo-a na parede. – E você sabia de TUDO, sua puta nojenta! – Ela levou a mão ao pescoço de Sophis. Eu tinha que fazer algo, já que tudo que Alison fazia era rir maniacamente.


- Alicia! – Eu disse, segurando-a pelos ombros e tentando-a separá-la de Sophis. – Solte-a, pelo amor de Deus, você vai matar ela!


- E EU DEVIA! – Ela gritou, olhando pra mim, e seus olhos estavam transbordando de lágrimas. Eu dei uma pequena recuada ao vê-la assim. – EU DEVIA MATAR ELA E ALISON, AGORA MESMO!


- Solte-a, Alicia. – Eu falei com firmeza. Ela franziu o cenho e soltou-a. Sophis, cujo rosto estava vermelho, deu uma respirada profunda e correu. Alison segui-a de má vontade. Eu não as vi, pois estava mais preocupada com Alicia.


- Ela matou minha irmã. – Ela falou, a voz tremendo. – Ela matou minha irmãzinha... – Ela desabou em chorar. Caiu de joelhos e escondeu o rosto nas mãos. Eu não soube o que fazer por um momento, e logo depois, o sentido de irmandade aflorou em mim. Eu ajoelhei ao lado dela e a abracei. Ela enterrou o rosto no meu ombro e chorou. Eu senti aquele quente de lágrimas no meu vestido.


Nem preciso dizer que o terror me invadiu, ou preciso? Alison tinha matado uma pessoa: Bem, ao menos foi isso que ela disse. E eu passei esse tempo todo achando que ela era só uma idiota... Alicia parecia mais frágil do que nunca. Eu vi Greg chegando por trás de Alicia, e me olhou com os olhos arregalados de duvida. Eu segurei o rosto de Alicia e a olhei bem de perto.


- Licia... Licia, me ouça por favor. – Eu falei. Ela parecia muito mais humana daquele jeito que estava, apesar de ser horrível. – Tente se acalmar. Por favor. Senta aqui e beba alguma coisa, ok?


Ela assentiu com a cabeça como uma criança e sentou-se aonde Sophis estava antes. Eu me sentei aonde eu estava sentada e Gregory sentou aonde Alison estava. Eu peguei uma das taças da mão dele com um olhar profundamente agradecido e entreguei-o a Alicia. Era um suco de uva e estava bem gelado. Ela segurou a taça com as duas mãos e bebeu devagar. Eu passei a mão pelos cabelos loiros dela, com um olhar pesaroso. Sabia que ela não estava fingindo. Ela realmente tinha acabado de descobrir que sua irmã tinha sido assassinada. Quando acabou, ela entregou a taça a Gregory com um olhar de profunda gratidão. Ele sorriu. Ela tentou.


- Me desculpe, Rox... – Ela falou, e sua voz não estava mais naquele tom grave e ameaçador de sempre. Parecia mais natural. – É que... Eu sempre soube que ela tinha um envolvimento com a morte da Livia... Ah, Deus. – Ela tampou os olhos com a mão e recomeçou a chorar. Eu me senti péssima, e abracei-a de novo. – Me desculpe...


- Não tem porquê de se desculpar, meu amor. – Eu disse, afagando os cabelos dela. – Sou sua irmã, estou aqui pra isso. Desabafe. – Eu posso ter imaginado que Greg deve ter estranhado aquele lance de ‘sou sua irmã’, mas ele não disse nada. Ela apertou meus braços.


- Obrigada, mana... Obrigada... – Ela falou. E, pela primeira vez, eu me senti realmente irmã de Alicia.


Kevin parou ao nosso lado e arregalou os olhos. Pelo jeito, ele também nunca vira Alicia assim. Eu olhei para ele, suplicante. Não havia ressentimentos naquele momento. O importante era ajudar Alicia.


- Amor? – Ele perguntou, e Alicia olhou pra ele. Aí ela sorriu.


- Ah, meu amor... – Ela sorriu mais ainda. Ele sorriu para ela e estendeu a mão.


- Vem, vou te levar lá pra cima. – Ele disse. Ela sorriu para mim e me abraçou mais uma vez.


- Obrigada, minha irmã. Eu amo você. – Ela beijou minha bochecha e deu a mão para Kevin. Ele parou e acariciou o rosto dela por um momento.


Eu nunca tinha reparado: Mas Kevin e Alicia se amavam.


- Obrigada por cuidar dela. Vocês dois. – Ele disse. Eu percebi então que estava equivocada. Equivocada sobre Kevin. É, ele tinha mentido pra mim e era um babaca. Mas ele amava Alicia e provavelmente foi outra vítima de Lucy, e só isso. Só que Alicia deve ter descoberto isso antes de mim. Ele amava Alicia de verdade, e aquilo era claro. Ele olhava pra ela...


Bem, ele olhava pra ela como Greg olhava pra mim. Eu sorri para Kevin e nós nos desculpamos sem falar nada. Ele abraçou Alicia pelos ombros e saiu para o Salão Comunal da Slytherin, provavelmente. Eu respirei fundo. Agora eu tinha um outro problema para cuidar: Tínhamos uma assassina dentro da Casa e Cassidy não sabia. A questão é: Eu deveria contar aquilo? E se fosse contar, como contaria? Ei, Cassidy, sabe a Alison? Então, ela matou a irmã da Alicia e a Sophis viu tudo. As duas são cúmplices. Maneiro, não é?, não dava pra chegar com uma coisa assim.


- Você tá bem, Rox? – Perguntou Greg. Eu de repente me lembrei que ele estava ali. Eu assenti.


- Estou em choque, mas acho que vou ficar bem. – Eu disse, tentando sorrir. Ele passou a mão pelo meu rosto, tirando mechas de cabelo que caiam ali, e eu deitei a cabeça no ombro dele. – Desculpe por destruir nossos planos. – Ele deu uma risadinha.


- Não se preocupe. Ainda temos uma vida inteira pra isso. – Ele falou. Eu levantei a cabeça do ombro dele e olhei-o, intrigada.


- Pretende namorar comigo tanto tempo assim? – Eu perguntei. Ele sorriu e deu de ombros.


- Namorar, não. Eu gostaria mesmo de me casar com você. Ter filhos, uma família com você. Ter uma filha que seja tão linda, inteligente, leal e maravilhosa quanto você. – Eu abri a boca de espanto. Ele falava aquilo com uma naturalidade e tranqüilidade descomunal.


- Greg... Você está me pedindo em casamento ou é impressão minha? – Eu perguntei. Ele deu de ombros de novo.


- Se eu estivesse, o que você responderia?


Cara, ele estava me pedindo em casamento MESMO. Eu sorri. Passei uma perna por cada lado do corpo dele e fiquei assim, ajoelhada em cima do quadril dele. Segurei o rosto dele com as duas mãos e toquei nossos narizes. Os olhos dele foram acidentalmente para o meu decote, e eu ri. Ele segurou minha cintura e fez aquela cara que eu amava: Aquela cara de autocontrole que ele fazia quando eu o excitava demais.


- Eu diria que sim. – Eu respondi, e o beijei. Nossos rostos estavam escondidos pela cortina que meus cabelos fizeram. Eu desci as mãos pelos ombros dele e desfiz sua gravata. Ele tocou minhas coxas delicadamente, pressionando as pontas dos dedos nelas. Deslizou a boca úmida pelo meu pescoço e beijou-o. Subiu as mãos pela minha cintura e foi até meus ombros, descendo uma alça do meu vestido com os dedos. Eu apertei os cabelos dele entre os dedos com força. Tive a impressão de ouvir algo que seria o primeiro gemido da noite.


- Muito tarde pra pedir para mantermos os planos? – Ele suplicou no meu ouvido. Eu nunca tinha visto aquele lado de Greg tão exposto: Um lado que implorava por mim, um lado que desejava por cada pedacinho de mim. Eu senti meu corpo arrepiar-se e meus olhos encontraram os olhos dele. Eu sorri.


- Achei que não fosse perguntar nunca. – Eu disse, assentindo com a cabeça.


Então ele fez o que eu acho que foi a coisa mais legal até aquele momento: Ele me pegou no colo e levantou-se. Eu passei os braços em volta do pescoço dele e nossos rostos ficaram bem próximos. Ele sorriu enquanto andava, me carregando como se eu fosse uma pluma. Eu não conseguia tirar os olhos dos olhos dele. Eles ainda eram misteriosos, com certeza. Mas eu sabia que estava desvendando cada um daqueles mistérios. Ele praticamente quebrou a porta do seu dormitório quando chegamos lá. Apenas uma luz estava acesa: A do abajur da cama dele. Ele me colocou naquela cama delicadamente, e eu senti seu cheiro no travesseiro, inspirando profundamente pra absorver tudo. Ele tirou a gravata do pescoço completamente, ainda de pé. Eu não precisei nem me mexer: Ele sentou-se na borda da cama e segurou uma de minhas pernas (graças a Deus eu tinha me depilado). Tirou o sapato delicadamente e jogou-o para trás, repetindo o movimento na outra perna. Ele me olhava como se eu fosse a relíquia mais preciosa do mundo. Tirou minha meia-calça devagar, apreciando cada mínimo pedacinho que se expunha. Veio pra cima de mim lentamente, e passou uma mão por baixo das minhas costas. Eu sorri para ele e tentei beija-lo, mas ele evitou minha boca, rindo. Me provocando.


Ah, maldito Hastings. Só ele podia fazer aquilo. ele conseguiria.



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