O dia do Baile foi um dos dias mais movimentados que eu já vi naquela escola. Garotas histéricas a beira de ataques de pelancas constantes. Garotos preocupados em ainda não ter par: Pois todas as meninas gostosas e inteligentes (e sim, eu estou me incluindo nelas) já tinham um.
Ah, eu nem comentei! Adivinha quem convidou Victoire pra ir ao Baile (já que Ted resolveu ir com Lucy, ah, mas ele não ia mesmo, não ia não!)? David Huttenhorn, o garoto mais cobiçado de toda a Slytherin. Ele era absolutamente lindo e charmoso, mas seu sangue era puro e ele tinha muito amor por isso, e era arrogante e pretencioso, mas era o tipo perfeito pra irritar Teddy. E nós nem nos sentíamos mal em estar usando ele.
- Deixe-me ver seu vestido novamente, Vic? - Eu pedi pela enésima vez. Estávamos no meu dormitório da Gryffindor. O vestido de Victoire era o mesmo que tia Fleur usara no Baile do torneio Tribruxo, mas ele ficava trilegal muito melhor em Victoire. Victoire pôs novamente o vestido na frente do corpo e rodopiou no lugar. Cara, ela tinha classe (Y).
- Teddy vai morrer. - Ela disse para si mesma, na frente do espelho, e eu fiquei com medo de ela não estar falando metaforicamente :O.
- Você não me explicou... Quando Teddy convidou Lucy, você terminou com ele de novo? - Eu perguntei, cruzando as pernas. Ela riu.
- Nem pensar! Até parece. Continuei com ele e fingi estar tudo bem. Sabe, fica mais fácil de humilhar a Lucy se eu ainda estiver com o Teddy. Começando pelo Huttenhorn. Teddy vai morrer quando descobrir que vou com Huttenhorn.
- Posso providenciar para que ele saiba agora. Ele tá no castelo? - Eu perguntei. Ela sacudiu a cabeça, jogando o vestido na cama de novo.
- Está, mas não quero que você fale nada para ele. Aliás... QUERO SIM! Quero que chegue de supetão no escritório da Lucy e pegue os dois lá. Ele com certeza está lá... E converse com ele, fale sobre o Greg, sei lá. Depois me conte tudo.
Eu assenti. Adoraaaaaava fazer parte dos planinhos da Victoire, apesar de que preferia os meus planos.
- E se ele perguntar de ti? - Eu perguntei, já com um pé pra fora do quarto. Ela franziu o cenho e depois deu uma risadinha.
- Diga que não vou com ninguém. Diga que não arranjei nenhum par porque sou muito nojenta. - Ela disse, e eu arregalei os olhos, rindo. - Sério! Diz isso mesmo. Beeem assim.
Assenti, né? Ia fazer o que? Sai correndo pelas escadas e fui parada no Salão Comunal por um braço que me abraçou pela cintura.
- Meia-noite. - Sussurrou Louis, surpreendentemente, no meu ouvido. - Meia-noite é o prazo máximo.
- Prazo pra que, Louis? - Eu disse. Ele não soltou minha cintura. Pressionou um pouco mais os lábios na minha orelha e eu me arrepiei inteira.
- Pra desistir do Greg e ser <i>minha</i>. - Ele disse, e me soltou, subindo para o dormitório masculino sem olhar pra trás.
FAZ UMA PAUSA AÍ NA FANFIC, AUDY, PRA EU EXPLICAR UMA PARADINHA UM INSTANTINHO.
Louis me deixou über excitada naquela hora. Fato. Nunca esteve tão sexy, nem tão seguro de si, nem tão... Ui³ (6.
Continua ai, Audy.
Eu respirei fundo, bem fundo, muito fundo, profundamente profundo, ok, vocês já entenderam que foi FUNDO. Senti o corpo estremecer um instante, e daí outra mão me segurou, mas essa foi mais sutil, mais suave. Outra boca tocou minha orelha e deu uma mordidinha bem levemente.
- Oi, meu amor. - Greg. Ai, gosh, será que ele tinha visto eu e Louis? Sem dúvida, tinha sido uma cena suspeita.
- Oi, paixão. - Eu disse, virando o rosto para ele. Arregalei os olhos de surpresa.
Aquele não parecia o meu Gregory. Parecia outro Gregory, muito mais maravilhoso e sedutor. Os olhos dele transbordavam de desejo quando ele me olhava. Era algo do tipo ‘vou te pegar, baby’. Era um pedaço de mal caminho. Aliás, era o caminho todo. No momento em que olhei pra ele, ele pôs a mão na minha cintura e me puxou bem pra perto. Com ‘bem pra perto’ você deve entender o seguinte: O meu corpo ficou muito, muito colado no dele e ele apertou minha cintura, beijou meu pescoço e embaraçou os dedos no meu cabelo. Ou seja, delícia total (666’
- Meia-noite. - Ele sussurrou no meu ouvido. Eu já tava começando a cansar desse lance de meia-noite, de boa.
- Do que você tá falando? - Eu perguntei. Ele sorriu, e pareceu mais com o meu Greg fofinho.
- Eu sei que você sente falta disso, meu amor. - Ele disse, e não precisava falar do que era, porque nós dois sabíamos o que era: Sexo. Na verdade, eu não sentia falta de sexo. Eu sentia falta (por mais nojento e repugnante que isso seja) de sexo com o <i>Kevin</i>. Por mais mentiroso, salafrário e fdp que ele fosse, sexo com ele era algo maravilhoso. - E eu adoraria satisfazer sua vontade. Mas só se você quiser.
MAIS UMA PAUSA AÍ, AUDY.
Gregory Alexander Hastings III queria transar comigo.
Só queria falar isso pra ver como ficava escrito. Cara, é muito melhor do que eu imaginava.
Voltando a fanfic (a Audy está começando a se irritar com Roxanne e suas pausas ¬¬).
- Greg, você não precisa fazer isso forçadamente. - Eu disse, tocando a ponta do nariz no nariz dele. - Se você quiser, nós podemos fazer. Senão, não precisa fazer só porque eu estou com vontade. - Muita vontade. Ele sorriu e me beijou com vontade.
- Meia-noite então. - Ele disse, deu um chupão forte no meu pescoço, e me soltou, saindo do Salão Comunal.
Cara, eu estava tonta. Por que eu tava ali mesmo, ahn? AH, PQP, TEDDY!
Sai correndo descontroladamente (?) até o escritório de Lucy, com os cabelos ainda meio despenteados voando livremente às minhas costas. Parei na frente da porta do escritório dela, que ficava no terceiro andar. Bato na porta ou entro direto? Ah, foda-se. Dei um pé forte na porta e entrei. Me arrependi. Eu sinceramente não queria ter visto aquilo.
Teddy estava sentado na poltrona na frente da escrivaninha, com a camisa meio aberta. Tudo que deveria estar em cima da escrivaninha estava jogado no chão, e justamente o que NÃO devia estar na escrivaninha estava; Tipo assim, Lucy, sentada com as pernas meio abertas, com o vestido expondo as coxas INTEIRAS, enquanto ela beijava Teddy e ele passava a mão nela. Sabe como se soletra NÁUSEAS? Porque foi o que eu senti, de boa. Os dois se assustaram com o patcha (?) barulho da porta e se separaram, e tentaram se recompor. Nem preciso dizer que não adiantou NADA, né?
- Filha da puta. - Eu sibilei. Sabe o que é ter vontade de matar a própria prima? Aposto que uma em cada três pessoas tem uma prima meio vadia, mas cara, a Lucy extrapolava. Ela arregalou os olhos pra mim, arrumando o vestido.
- Roxanne... Por favor, não fal... - Começou Teddy, vindo na minha direção.
- Nem vem, Lupin! - Ele deve ter sentido a pancada que eu queria dar nele chamando-o pelo sobrenome: Eu nunca o chamara assim. - Como é que você consegue, cara? Trocar a Victoire por uma vadia feito a Lucy?
Lucy não disse nada. Teddy franziu o cenho.
- Não chame a Lucy de vadia, Rox!
- É UMA VADIA SIM! - Eu berrei. A porta tava aberta, então um monte de gente que passava ali na frente começou a ver a cena e comentar. Uma garota com uma câmera tirou uma foto: Eu só vi o flash. - Se ela não fosse uma vadia, não teria beijado Louis e dito que amava Kevin, não teria transado com Kevin enquanto ele tava com a Alicia e não estaria tirando a roupa com você sabendo que você namora a Victoire! Pelo amor de Deus, ela sacaneia com a própria família, nem a MOLLY não gosta dela! - Flash, flash, flash. Muitas fotos, e gente falando atrás de mim. Risadas. Senti uma mão postar-se no meu ombro.
- Deixa comigo agora, prima. - Era Victoire, dã. Ela andou até Teddy e tirou uma aliança do dedo. Olhou para ela por um momento e enfiou-a na boca do Teddy a força, e todo mundo fez ‘OH’ e depois caíram na gargalhada. Depois, enquanto Teddy cuspia o anel, ela foi até Lucy e sorriu. E daí voou no pescoço dela, e as duas caíram por cima da escrivaninha, que se partiu ao meio no impacto. A galera atrás de mim ria. Teddy quis se adiantar, mas eu fiz um movimento inesperado e saquei a varinha.
- Expelliarmus! - Eu gritei, mas ele também sacou a varinha e se protegeu. - Nem pense nisso, Lupin!
- Não vou machucar você, Weasley. - Ele disse, e jogou a varinha pra perto de mim. Eu a recolhi.
- Fique longe. - Eu disse, enquanto Victoire dava uma baita surra em Lucy. Assim, de tapa na cara, sabe? Eu até me senti mal. Flash, flash, flash. - Chega, Vic. - Eu disse, e puxei Victoire pra trás. Lucy estava chorando, e eu me surpreendi muito: Não via Lucy chorando desde os meus quatro anos de idade. Segurei Victoire pelos ombros, que tremia de raiva.
- Você me paga, Delacour! - Gritou Lucy, caída no chão, jogando um vidrinho de tinta na nossa direção. Desviamos e o vidro espatifou-se na parede, sujando-a de preto. - Você não perde por esperar! - Ela gritou, e depois levantou-se, abrindo caminho nas pessoas na porrada mesmo.
- O sobrenome é Weasley, vagabunda. – Eu disse quase cuspindo quando Lucy passou. Victoire tremia e me abraçou. Flash, flash, flash. As pessoas começaram a se dispersar.
- Acabou o show, bando de sem-noção! - Ela disse maniacamente, virando-se para Teddy. - Azar o seu, Lupin. - Ela disse, apertando o nariz dele. Ele estava claramente atordoado.
- Não... Não acredite em nenhuma palavra que ela lhe disser, Victoire. - Ele disse, e de repente, a abraçou com força. Eu me afastei um pouco. - Não acredite... Em Lucy.
- Me solta, seu porco! - Ela disse, batendo nele sem forças, completamente sem vontade de que ele a soltasse. Ela cedeu e o abraçou. Os dois sussurraram algo um no ouvido do outro e ele, subitamente, jogou Victoire pra cima de mim. Eu a segurei antes que ela caísse no chão.
- Vadias. - Ele disse com desprezo para nós, e depois saiu correndo atrás de Lucy.
Cara, que cena mais confusa O___O’ Victoire sorriu pra mim.
- Tá tudo bem, prima. - Ela me disse. - Sério. Algo está errado com meu Teddy... - Ela falou, olhando para a porta. - Não sei o que é, mas está. Vou descobrir. Fique tranqüila. - Ela beijou minha bochecha e saiu pela porta. Eu me dignei a sugar a tinta da parede com a ponta da varinha, com mil pensamentos me invadindo.
Era estranho, porque eu sabia que Teddy amava Victoire como alguém ama a própria alma. Mas de repente ele está com Lucy, e do nada, agarra Victoire com amor, e depois, nos chama de vadias. Algo estava errada com nosso Teddy, e eu queria muito saber o que era, afinal, o mal de Teddy, além de ser o mal terrível de Victoire, se transformava no meu mal, visto que éramos superamigos desde que me conhecia por gente.
Passos interromperam meus pensamentos. Passos de saltos-altos claquelando (um verbo que a autora inventou pra designar aquele barulho de salto-agulha em chão de pedra, tipo mármore ou azulejo) no escritório de Lucy. Virei-me e dei com as silhuetas perfeitas dos corpos de Alison e Sophis Travier.
Poxa, verdade. Fazia um tempo que elas não vinham encher a porra do meu saco me atazanar.
- Que bagunça. - Disse Sophis, entrando na sala sem ser convidada. Alison continuou na entrada. O batom vermelho das duas estava mais brilhante e vivo do que de costume.
- O que vocês querem, ahn? - Eu perguntei, sem rodeios. Ajeitei a escrivaninha recém-consertada no lugar e comecei a pegar as coisas do chão. Não me perguntem por que eu estava arrumando as coisas daquela vaca da Lucy, mas eu me senti meio culpada por aquela bagunça.
- Nada. Só saber seus planos para o pós-Baile. - Disse Sophis, sorrindo para mim, com as mãos juntas nas costas. Eu franzi o cenho. Alison veio até mim e me entregou um cartão bonito com meu nome manuscrito. - Alicia tá organizando uma festa da Irmandade para depois do Baile. Algo mais liberado, sabe? - Eu ri.
- Qual a graça de uma festa pós-Baile sem garotos? - Eu falei, com um grave tom zombeteiro. Alison riu pelo nariz.
- Quem disse que não haverá garotos? - Disse Sophis. - A festa é da Irmandade, e não na Irmandade. Não somos a única organização secreta de Hogwarts, sabe? - Ela disse, passando o braço pelos meus ombros. - Existem outras irmandades e fraternidades exclusivamente de garotos. Nossas irmandades raramente se juntam, sabe como é, política de tradição. Mas Alicia achava uma idéia legal, então falou com o líder dos Lobos...
- Calmaê. - Eu falei, rindo. - Lobos?
- Não é um nome original, mas é o nome da irmandade. Bem, o convite está feito, você vai se quiser ir. Só não deixe ninguém te ver saindo. Tá tudo explicado no cartão. - Ela disse, impaciente, juntando-se a irmã na porta.
- Cassidy sabe disso? - Eu perguntei, apesar de ter quase certeza da resposta. Alison riu de novo e Sophis sorriu cinicamente.
- Na verdade, ela não sabe. E duvido que seria legal para qualquer uma de nós se alguém desse com a língua nos dentes, certo? - E às gargalhadas, as duas irmãs Travier saíram. Eu ponderei por um momento. As duas irmãs insuportáveis não eram confiáveis, mas eu era amiga de Alicia. Não li o convite naquela hora: Guardei-o dentro do sobretudo, no bolso interno, e voltei para a Torre da Gryffindor.
Mal entrei pelo buraco, e as várias pessoas que estavam ali pararam imediatamente de conversar. Olharam para mim por um momento e recomeçaram a conversar, e eu tinha a nítida impressão de que o assunto mudara, e agora era direcionado a mim e a minha família problemática. Louis estava sentado no sofá com a perna cruzada por cima da outra. Levantou-se quando eu passei e segurou meu braço com uma força que não era comumente dele. Eu olhei para os lados, desesperada para ver se Gregory estava ali. Não estava, e eu percebi que Louis não era burro de falar comigo com toda aquela... ‘Intimidade’ quando Greg estava por perto.
- Espero que faça a escolha certa, priminha. - Ele disse com a voz grave, bem baixinho, no meu ouvido.
- Para, Louis. - Eu disse, e ele só fez rir maliciosamente e chegar ainda mais perto de mim. Subiu a mão para meu ombro e desceu-a novamente, parando com ela no meu seio. Seu corpo cobria dos olhares alheios tudo o que ele fazia, mas eu sabia, e era suficiente pra me fazer estremecer nas bases. Ele apertou meu peito com suavidade.
- Não vou parar. - Ele sussurrou de um jeito que eu pensei que fosse enlouquecer. Em seguida beijou meu pescoço rapidamente e saiu de perto. Eu fiquei ali parada por uns instantes, tonta. Não deveria ter o deixado fazer aquilo, eu pensei, mas era tarde demais, certo? O meu coração pulsava com tanta intensidade que eu via o meu sobretudo pulsando do lado esquerdo. Subi para meu dormitório, com a mão nos cabelos, tentando processar toda a informação daquele dia. Encontrei Amanda, minha outra companheira de quarto, sentada com Jamie, ambas fazendo as unhas, sentadas na cama de Amanda. Elas pararam de conversar quando eu entrei com os olhos meio mareados no quarto e ficaram me encarando.
- Me acordem às sete horas ou serão garotas mortas. - Eu disse, firmemente, e tirei o sobretudo. Joguei-o pra um canto e chutei meus sapatos para fora dos pés. Usei minha gravata como tapa-olho e enfiei a cara no travesseiro.
- Ouvi dizer que ela teve uma recaída com Kevin Walker ontem e os dois transaram no banheiro dos monitores. - Eu ouvi Amanda sussurrar para Jamie.
- Quem não teria uma recaída com um cara daqueles? - Eu ouvi Jamie sussurrar para Amanda, e as duas riram. Aí eu dormi.
