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11. CAPÍTULO 9


Fic: A Próxima Vítima HG CAP 20 AO 24 ON COMENTE E VOTE


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Capítulo 9


Harry Potter estava com pressa para chegar ao carro e ir direto para casa para poder se livrar das roupas imundas que vestia. Ele estava com a sensação de insetos escalando todo o seu corpo e, no momento, tudo o que queria na vida era tomar um banho quente e demorado. Ele nem chegou a estar correndo quando virou a esquina e quase rolou por cima da mulher que estava parada lá.


A trombada foi feia. A maleta que ela segurava foi voando em uma direção, enquanto ela voava em outra. Ele a agarrou pela cintura no momento exato em que ela perdeu o equilíbrio e teria batido a cabeça numa parede de tijolos.


Harry a segurou até que ela recuperasse o equilíbrio. Maldição, ela era linda. E exalava um perfume muitíssimo gostoso. Depois de uma noite passada no lixo, era de surpreender que ele ainda pudesse sentir qualquer tipo de cheiro.


Ele a soltou, entregou-lhe a maleta e deu um passo para trás.


— Desculpe.


Ela concordou com um aceno de cabeça para que ele soubesse que ouvira seu pedido de desculpas. Ela estava sem voz. Olhou-o nos olhos, tentou sorrir e, em seguida, virou-se e caminhou tão rápido quanto podia. Ela respirava profundamente, tentando afastar a náusea. Deus do céu, o fedor que ele exalava fizera com que seus olhos se enchessem de lágrimas.


Gina soltou uma gargalhada. Quando olhou para trás, ele ainda a observava. Ela sorriu, mas voltou a rir assim que virou a esquina. O homem de dentes brancos e perfeitos a fizera se lembrar de uma visita que fizera ao zoológico quando criança. Seu irmão, Rony, a levara quando ela tinha 7 ou 8 anos de idade. Ela se lembrava de terem entrado num enorme prédio de pedras cinzentas. Havia muita gente e, lá dentro, o ar se apresentava úmido e, ao final de um corredor, estava a nova jaula do gorila. Os detalhes finais ainda não haviam sido incorporados à nova casa. Uma grade dupla separava o gorila da multidão, mas a parede de proteção, de vidro blindado, ainda não havia sido instalada. Gina se afastou de Rony e correu, entrando e saindo da multidão, para chegar lá antes que todo mundo notasse que havia um espaço livre bem na frente da jaula. Ela chegou até a primeira fileira de grades antes que o cheiro a fizesse cair de joelhos. O odor era tão intenso que ela teve ânsia de vômito. Rony teve de pegá-la no colo e levá-la para respirar ar puro.


Até hoje ele se lembrava do terrível fedor da jaula do gorila. O homem que acabara de encontrar fedia muito mais.


Rir de lembranças antigas fez com que seu estado de espírito melhorasse. Infelizmente, seu bom humor não durou muito tempo.


Ela tinha acabado de sair da Neiman Marcus e caminhava apressadamente pela rua lateral, carregando sua maleta em uma mão e a sacola de compras na outra, quando um homem, que tinha o dobro de seu tamanho, chocou-se contra ela. O que está acontecendo? Será que sou invisível?, pensou. Duas vezes num mesmo dia, com dois homens tentando atropelá-la.


Esse nem teve a gentileza de pedir desculpas. Na verdade, parecia ter pisado no pé dela de propósito. Ele continuou caminhando apressado, sem nunca olhar para trás. Como o dedo que fora pisado estivesse latejando, ela diminuiu o passo até a Dickerson. O dia ainda estava apenas na metade, ela disse a si mesma, e as coisas ainda podem melhorar. De que adiantava se perder em pensamentos negativos?


Então, ela entrou na Dickerson e percebeu que manter o alto-astral seria impossível. A vendedora, que trazia um crachá com seu nome, "sra. Patsy", estava inclinada sobre a caixa registradora, falando ao telefone. Ela segurava o fone com o ombro, enquanto lixava as unhas.


O rosto da sra. Patsy estava tão vermelho que era óbvio que ela estivesse agitada por algum motivo. Ao ver Gina, fez-lhe um sinal impaciente para que aguardasse e continuou conversando ao telefone. A mulher devia estar chegando aos 60 anos, mas tagarelava ao telefone como se fosse uma adolescente. Aparentemente, ela falava com uma amiga, colocando-a a par de todas as fofocas que ouvira sobre uma outra mulher, de nome Jennifer. Gina não estava escutando a conversa, mas não podia deixar de ouvir um pouco o que ela estava dizendo e ficou chocada com os comentários cruéis que ouvia.


Para que não ouvisse, Gina foi até o final do balcão de vidro e, depois de esperar por vários minutos, pegou um vidro de loção hidratante para o corpo e virou-se para ir para um outro balcão. Com um grito, a sra. Patsy pediu que ela esperasse, desligou o telefone e fechou a conta. Quando entregou o pacote à Gina, sua expressão azeda era de claro ressentimento e, sem dizer uma única palavra, ela se retirou. Gina ficou pasma com a grosseria da vendedora.


Na verdade, quando chegou ao hotel e ao seu escritório, ela se sentiu bastante aliviada, mas o dia não melhorou. Ela passou o resto da tarde apagando um incêndio depois do outro.


Trabalhou até as seis da tarde, correu até sua suíte pare se refrescar e, por volta das seis e quinze, estava na porta do saguão, esperando por Mione. Sua amiga chegou de táxi, o que significava que o velho Ford estava novamente com problemas. Antes de sair para encontrar a amiga, pediu que lhe trouxessem seu carro.


— O que foi dessa vez? O radiador?


— O silenciador — gritou Mione, enquanto atravessava a rua. — Amanhã vou comprar um novo para instalar no fim de semana.


Quando o carro de Gina chegou, o porteiro adiantou-se para abrir a porta.


— Eu sei o que você está pensando, Terry — disse Gina, ao sentar-se na direção de seu Chevy de mais de 15 anos.


O porteiro deu um sorriso.


— A senhora deveria pensar seriamente em trocar de carro.


— Está brincando? Ele está novinho em folha. — Mione inclinara-se sobre o banco para fazer seu comentário.


Quando chegaram, Luna não estava esperando por elas na frente de seu prédio de apartamentos. Tiveram de dar três voltas no quarteirão antes que ela aparecesse. Gina estava colocando Mione a par do péssimo dia que tivera e dizendo-lhe que estava perdendo a fé na espécie humana, mas quando Luna entrou no carro Gina não teve a chance de dizer mais nada até que chegassem à Liam House, que ficava a 16 quilômetros dali.


Como o estacionamento ao lado do centro de convenções estava lotado, Gina teve de dar a volta no parque à procura de uma vaga. Por causa da iluminação precária, ela estava com dificuldade para enxergar. Do banco de trás, Luna passava as instruções.


— Tem uma... não, aquilo é uma ruela. Não tem importância. Continue procurando.


— Vejam aquele idiota correndo bem no meio da rua. Será que ele está querendo morrer? — perguntou Mione.


— Preciso voltar a correr — disse Luna. — Vou correr com você, Gina. Na pista da universidade.


— Eu não tenho ido mais lá — disse Gina. — Desde que terminaram a pista coberta do hotel. É bem mais conveniente.


— Eu faria mais exercícios se tivesse os aparelhos em casa — disse Mione.


— Desde quando você faz exercícios? — perguntou Luna.


— Eu me exercito, sim, senhora — argumentou Mione. — O problema é que não tenho o hábito. — Luna deu uma risada. — Se você conseguisse adquirir o hábito, não precisaria fazer dieta o tempo...


Mione a interrompeu.


— Você disse que ia nos contar seu grande plano.


— O quê?


Com paciência, Mione repetiu o lembrete.


— Oh, meu Deus — disse Luna. — Eu me esqueci.


Gina olhou para ela pelo espelho retrovisor.


— Você se esqueceu do seu grande plano?.


— Não, eu me esqueci de contar o que aconteceu hoje comigo. Vocês não vão acreditar.


— Então conte — pediu Mione.


— Finalmente, o vizinho de Mary Coolidge me ligou. Nas últimas semanas, eu havia deixado pelo menos dez mensagens para o homem e estava quase desistindo, mas ele disse que não me ligou porque estava fora da cidade.


— E daí? — pressionou Mione.


— Você sabia que o Shields sempre anda com dois assistentes, um de cada lado?


— Sim — disse Gina. — Mary mencionou isso no diário.


— Na verdade, eles são seus capangas.


— Capangas? Quem é que fala "capanga" hoje em dia? — perguntou Mione, soltando uma gargalhada.


— O vizinho de Mary — disse Luna. — Ele os chamou de capangas. Agora, prestem atenção. Mary disse à filha que Shields lhe dissera que contrataria os dois como guarda-costas. Ela tinha medo deles e achava que eles se divertiam intimidando as pessoas. Eles usavam óculos escuros o tempo todo, tanto durante o dia quanto à noite.


— Isso é ridículo — disse Gina.


Ao ver um carro saindo de uma vaga, ela ligou o pisca-pisca e estacionou.


— E o que foi que o vizinho falou? — perguntou Mione. Ela estava ficando de pescoço duro de olhar para Luna.


— Ele estava abrindo a porta para o gato entrar, quando viu dois homens entrar pela entrada da garagem de Mary.


Gina desligou o motor.


— E você acha que eles foram até lá para ameaçá-la?


Luna concordou com um aceno de cabeça.


— Isso não passa de especulação, mas...


— Mas o quê? — perguntou Gina.


— Mas eu acho que ela disse a Shields que chamaria a polícia e ele mandou os gorilas fazer com que ela mudasse de idéia.


— Isso é possível — disse Mione. — Mas vai ser muito difícil provar.


— O vizinho se lembra quando os homens foram lá?— perguntou Gina.


— Ele tem quase certeza de que eles estiveram lá na mesma noite que Mary se suicidou. Eu acho que eles foram até lá para aterrorizá-la e que ela achou que tomar os comprimidos fosse a única saída. Ou isso ou...


— Pelo amor de Deus, Luna, pare de fazer suspense — disse Mione. — Ou o quê?


Numa voz que era quase um sussurro, Luna disse:


— Talvez eles a tenham obrigado a tomar os comprimidos e tenham ficado lá até que ela perdesse a consciência.


Gina balançou a cabeça.


— Pense um pouco, Luna. Você se lembra da última anotação do diário?


Mione respondeu:


— Tarde demais. Eles estão vindo.


— E a letra estava bastante confusa, não é mesmo?


— Sim, espalhada por toda a página — disse Mione —, o que indicava que Mary já havia ingerido os comprimidos.


— A não ser que eles a tenham obrigado a tomar alguns comprimidos e depois tenham dado uma pausa a ela, quando ela pôde escrever alguns pensamentos no diário e, em seguida, a obrigaram a tomar mais. Devo dizer...


— Tudo bem, essa teoria não tem fundamento — disse Luna. — Mas se os homens de Shields foram até lá para ameaçá-la...


— Seria muito difícil provar isso — disse Gina.


— Se tivéssemos uma foto dos guarda-costas que pudéssemos mostrar ao vizinho... — começou Mione.


Luna bateu no apoio de cabeça atrás de Mione.


— Eu estava pensando justamente nisso. O problema é...


— Qual é o problema? — perguntou Gina.


— O vizinho não tem certeza de que poderá reconhecê-los — disse ela. — Ele me disse que não conseguiu vê-los muito bem. Mesmo assim, eu gostaria de poder mostrar uma foto a ele.


— Então, isso é tudo? É esse seu grande plano? Conseguir uma foto dos capangas? — perguntou Mione. — A gente poderia ir até a entrada do prédio da sala de convenções e, quando eles aparecessem, tirar algumas fotos.


— Mas ainda não acabou — disse Luna. — Primeiro, nós vamos entrar e eu pago nossa taxa de inscrição.


— Você não vai pagar a minha — disse Gina.


— Nem a minha — disse Mione.


— Vocês estão me fazendo um grande favor. Estão abrindo mão de um fim de semana para me ajudar, então não quero mais falar sobre esse assunto. Pagar nossas taxas de inscrição é o mínimo que posso fazer para agradecê-las. Vou pagar em dinheiro — continuou ela, numa tentativa de evitar novos argumentos. — Não quero que o Shields e seus funcionários tenham acesso a nenhuma conta e por isso não quero usar cheque nem cartão de crédito.


— Deus do céu! Quer dizer que você está carregando três mil dólares na bolsa?


Luna deu um sorriso.


— Não havia espaço suficiente em meu sutiã, então a única solução foi colocar tudo na bolsa.


— Quem seria tão louco a ponto de carregar tanto dinheiro assim? — Mione perguntou a Gina.


— Parece que a Luna — respondeu ela.


— Meu pai carrega dez vezes mais que isso o tempo inteiro — comentou Luna.


— Luna, como é que você pode se dar ao luxo de bancar essa quantia? — perguntou Mione. — Você ganha menos que nós.


— Papai.


— No mês passado, você me disse que não aceitaria mais dinheiro de seu pai, está lembrada? Você estava decidida a viver com sua própria grana.


— Foi um presente de aniversário adiantado — disse Luna. — Ele acabou de comprar mais uma casa de férias e, por causa das cargas tributárias, também colocou esse bem em meu nome. Papai tem grana suficiente para esbanjar por três vidas.


Mesmo conhecendo Luna desde o jardim-de-infância e sendo suas melhores amigas, Gina e Mione ainda não sabiam ao certo como o pai dela ganhava a vida. Toda a vez que elas lhe perguntavam, ele dava uma resposta diferente. Ou ele mudava de atividade todo mês, ou estava simplesmente inventando. Por muito tempo, Gina pensou que ele fosse banqueiro, enquanto Mione acreditava que fosse um magnata do mercado imobiliário. Agora que elas eram mais velhas e já tinham ouvido todo tipo de boatos e especulações, sabiam que o pai de Luna estava metido em negócios escusos. Ele estava sempre montando um esquema depois do outro e elas estavam preocupadas com o fato de que seria apenas uma questão de tempo até que suas falcatruas fossem descobertas.


Gina se preocupava com Luna. Mesmo se considerando extremamente sofisticada, sua amiga era terrivelmente ingênua com relação ao pai. E exageradamente protetora.


Mione parecia decidida a continuar a argumentação. Gina, entretanto, resolveu trazer as amigas de volta ao assunto.


— Qual é o plano depois que entrarmos no centro de convenções?


— Vamos participar da recepção e... dar uma olhada em volta.


Gina olhou para Mione.


— O que você quer dizer com "darmos uma olhada em volta"? — perguntou ela.


— O que devemos procurar? — perguntou Mione.


Luna agarrou a bolsa e abriu a porta de trás.


— O computador dele. Andei fazendo algumas investigações e fiquei sabendo que as inscrições e as fichas de cadastro com informações dos participantes estão informatizadas. Além disso, descobri que ele sempre carrega seu laptop. Espero que, em algum momento, durante o fim de semana, a gente consiga botar as mãos nele.


— Hum, não gostei disso — disse Mione.


— Você não pode estar pensando em invadir o computador dele — disse Gina, incrédula com a idéia.


Luna deu uma risada. Esperou até que as amigas saíssem do carro para responder. — Não, é claro que não. Eu não tenho nenhuma competência para invadir o computador dele. A Mione é quem vai ter de fazer o serviço.


— De jeito nenhum. Não vou fazer nada que seja ilegal.


— Preciso ter acesso aos registros dele — argumentou Luna. — É a única maneira de descobrir a respeito das outras mulheres que foram enganadas por ele.


— Você deve estar sonhando se pensa que os guarda-costas vão nos deixar chegar perto do computador dele — disse Gina.


— Temos o fim de semana inteiro para tentar.


— Luna, por favor diga-me que o plano é mais do que simplesmente fazer algo ilegal — disse Gina.


— É claro que é mais do que isso — disse Luna. — Estamos aqui para fazer uma investigação. Vamos falar com todas as pessoas que fizeram inscrição na palestra. Talvez alguém saiba de alguma coisa que possa nos ajudar.


— Como o quê? — perguntou Mione.


— Por exemplo, com quem Shields anda saindo ultimamente — disse ela. — Teremos de agir de acordo com as circunstâncias.


— Parece que estaremos agindo de improviso — disse Mione.


— Como é que ela consegue nos arrastar para essas aventuras? — Gina perguntou, fazendo força para não rir.


— Ela sempre faz seus planos parecer... razoáveis.


— Olááá. Não se esqueçam de que estou bem aqui, ouvindo tudo o que vocês falam de mim.


Mione e Gina a ignoraram.


— É uma maneira bem esquisita de se passar um fim de semana — comentou Mione.


— Mas é por uma boa causa — disse Luna. — Além disso, agora é muito tarde para desistir.


Mione olhou para o céu.


— Vai chover. Droga, meu cabelo vai ficar todo arrepiado.


— Vamos ficar a noite inteira paradas aqui? — perguntou Gina. Mione e Luna tomaram a dianteira, iniciando a marcha para cruzar o escuro estacionamento. Como o joelho de Gina estava latejando, ela andou num ritmo mais lento, tentando não mancar. Amaldiçoou-se a si mesma por ter calçado sapatos desconfortáveis.


— Devagar — disse Mione. — Parece que a Gina está com problemas no joelho de novo. Quando é que você vai fazer aquela cirurgia?


— Logo, logo — disse ela. Para que elas não tivessem a chance de convencê-la a fazer o que ela não estava pronta para fazer, mudou de assunto. — Meu carro está precisando de uma troca de óleo. Você pode me dar uma força, Mione?


— Claro. Que tal no próximo fim de semana?


Luna virou os olhos para cima.


— Você passa mais tempo debaixo do chassis do que um mecânico, Mione. Juro que nunca vou conseguir entender vocês duas. Vocês podem ter qualquer carro que quiserem e dirigem dois montes de ferro-velho. Em todo caso, acho que posso até adivinhar por que Gina insiste em ficar com sua lata velha.


— Rony — ela e Mione disseram ao mesmo tempo.


— Ele fica louco com isso, não é? — disse Luna, dando uma risada. Ela apertou o passo e, ao alcançar a porta, ficou à espera das amigas. — Muito bem, senhoras. Chegou a hora de nos concentrarmos no trabalho que nos espera.


A Liam House era um antigo prédio de pedras que, durante sua longa existência, fora usado para fins variados. Atualmente, servia como ponto de encontro para seminários e retiros. Ao entrar, tinha-se uma agradável surpresa. Com a recente reforma, o piso de mármore brilhava em contraste com o tom de bege agradável das paredes. A mesa de inscrições estava localizada no final do vestíbulo retangular.


Uma mulher de aproximadamente 30 anos, que trazia um crachá com o nome "Debbie", estava sentada atrás da mesa, distribuindo os formulários de inscrição. Ela usava um blazer de flanela azul-arroxeado. Atrás dela, penduradas na galeria acima, havia duas flâmulas de três metros de altura. Cada uma delas trazia fotos do dr. Sheilds em tamanho natural. Em ambas as fotos, Shields vestia o mesmo blazer, no tom azul-arroxeado, e ostentava o mesmo sorriso.


— O cara é psicólogo ou corretor de imóveis? — sussurrou Mione. Luna deu-lhe uma cutucada. — Viu o computador?


— Está na mesa, bem na frente dela. Como poderia não ter visto? Você quer distraí-la, enquanto eu o agarro e saio correndo? — perguntou Mione, num tom irônico.


— Faça conforme combinamos — cochichou Luna.


As três preencheram suas fichas de inscrição. Luna as entregou à Debbie.


— A taxa de inscrição é de mil dólares por pessoa, querida.


— Sim, nós sabemos disso — disse Luna, enquanto entregava o maço de notas à mulher. Debbie não se apressou em contar as notas de 100 dólares. Satisfeita com o recebimento do dinheiro, ela digitou as informações das fichas de inscrição no computador, apertou uma tecla e a impressora sobre o balcão atrás dela logo imprimiu três recibos. — O dr. Shields encontra-se na sala de estar, na companhia de outros participantes. Vamos ter uma recepção de boas-vindas que vocês não podem perder. O doutor faz alguns exercícios maravilhosos.


— Exercícios? — perguntou Gina.


— Desafios — corrigiu Debbie. — Desafios mentais. E assim que o dr. Shields os chama. Ele vai ajudá-las a se livrar de toda a raiva, amargura e hostilidade que estão corroendo a criatividade de vocês e, uma vez que tenham se livrado do veneno, poderão seguir uma direção mais positiva. Ele realmente mudou minha vida — continuou ela. — E tenho certeza de que mudará as de vocês também, se trabalharem com ele e confiarem nele.


Gina conseguiu esboçar um largo sorriso.


— Oh, eu realmente quero mudar. Por isso estou aqui.


— Eu também — disse Luna, efusiva.


Debbie concordou com um aceno de cabeça, cheia de energia.


— A recepção será no final do corredor, à esquerda, num salão que fica depois das portas duplas. Vocês não imaginam como são privilegiadas, senhoras. É um grande privilégio que o doutor não gaste seu tempo apenas sendo social. Ele já deu a entender que poderá fazer alguns exercícios essa noite. Isso não está impresso no programa. Nesses últimos tempos, o dr. Shields anda muito ocupado, mas ele adora ser espontâneo, quando a agenda dele permite.


— Ele costuma agendar espontaneidade? — perguntou Gina, segurando o riso.


Debbie estava tão entusiasmada quanto uma adolescente.


— Sim, é claro que sim.


Gina virou-se para sair.


— Esperem — disse Debbie. — Eu me esqueci de entregar-lhes os pacotes. Ela deu uma pasta azul a cada uma delas. — Dentro de cada pasta, há um bloco de anotações e uma caneta para que possam anotar as palavras de sabedoria do doutor. Gravadores e câmeras de vídeos não são permitidos. Se vocês tiverem alguma pergunta ou precisarem de alguma coisa, poderão reconhecer nossa equipe pelo blazer azul, igual ao que estou usando. Esperamos que esse seminário seja uma experiência fabulosa para todas vocês.


— Tenho certeza de que será — disse Luna.


Gina caminhou em direção ao corredor, fez a curva indicada e parou de maneira abrupta.


— Deus do céu — sussurrou ela.


Ali, ao lado da porta dupla, havia uma imagem de Shields com quase dois metros de altura e recortada em papelão. Uma foto colorida de corpo inteiro fora tirada e, com seu blazer azul e os dentes alvíssimos — obviamente cobertos por jaquetas — , ele realmente se parecia com uma propaganda de algum corretor de imóveis que tinha acabado de fechar um contrato milionário. Uma das pálpebras de Shields estava um pouco caída, como se o fotógrafo o tivesse flagrado no meio de uma piscada.


— Você acha que ele se adora? — perguntou Mione.


— Ele é egomaníaco — disse Luna.


— Vocês acham que ele está usando lentes de contato? — perguntou Mione.


— Alguma vez você já encontrou alguém com olhos cor de azul-cobalto antes? — respondeu Gina.


— Bela resposta.


Mione adiantou-se para abrir a porta, quando foi impedida por Luna.


— Espere. Preciso ligar meu gravador.


— É melhor você se sentar bem perto dele — disse Mione. — Eu vou sentar bem atrás.


— Tudo bem. Vamos lá — disse Luna ao abrir a porta.


Apesar de surpreendentemente ampla, a sala estava completamente lotada. Na frente da lareira de pedra, havia uma longa área cor de creme e espreguiçadeiras organizadas em pares ao longo da sala. Na parede do fundo, havia algumas cadeiras de dobrar.


Pelo menos 80 por cento dos participantes eram formados por mulheres. Entretanto, não havia predominância de determinada faixa etária. Gina pensara que a maior parte dos inscritos fosse de pessoas que passavam por algum tipo de crise da meia-idade, mas pôde comprovar que estava enganada. A idade daquelas mulheres variava entre os 20 e os 60 anos, algumas bem mais do que isso.


Ao procurar um lugar na frente, Luna acabou se espremendo entre dois homens no sofá de frente para a lareira. Ambos ficaram bastante satisfeitos em arranjar-lhe um lugarzinho.


Mione notou duas cadeiras de dobrar num canto contra a parede do fundo. Deu uma cutucada em Gina.


— Siga-me.


Gina apressou o passo para acompanhar a amiga, sentou-se e concentrou sua atenção em Shields. O psicólogo estava em pé diante da enorme lareira. Ele tinha uma figura imponente. Alto, bronzeado... ou será que ele estava usando maquiagem? Seus guarda-costas eram fáceis de ser detectados. Eles estavam parados como robôs, um em cada lado da lareira.


Não usavam óculos escuros e seus olhos constantemente escaneavam a audiência.


— Eles são horripilantes — sussurrou ela.


— Os guarda-costas? — perguntou Mione. — Sim.


— O Shields também. Por acaso ele está usando maquiagem?


— Acho que sim.


O psicólogo não se parecia com um monstro. Ele não passava de uma fraude; cinqüentão vaidoso, tentando ter 20 anos de novo. Mary Coolidge favia relatado em seu diário que ele era o homem mais charmoso que conhecera. Mesmo estando predisposta a não gostar dele, por mais força que fizesse, Gina não conseguia encontrar nenhum carisma nele.


Mione deu uma cutucada nela.


— Sabe quem ele me faz lembrar?


— Quem?


— Seu padrasto.


— Mais uma razão para que eu não goste dele — respondeu Gina. Shields tinha um sorriso fascinante. Ele havia caminhado até um dos cantos da sala e estava rodeado de mulheres. De repente, ele pediu que todos se sentassem. Esperou até que todos encontrassem um lugar e voltou a se posicionar diante da lareira. O grupo ficou em silêncio.


— O show vai começar — sussurrou Gina.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Oi galerinha que bom que estão gostando da fic!


Gostaram dos dois capítulos seguidos ???


Então Harry e Gina já se encontraram ,mas puxa vida ele esta fedendo kkkkk que belo primeira impressão não rsrs.


O que vocês acharam dos planos delas ?


Bome spero que tenha gostado.


Bjs ate um proximo cap!!!


A o meu msn é carolreisz@hotmail.com quem quiser add!


 


Rodrigo Salvador – Gostou desse cap ? Háaaaaa to postando dois capitulos por vez não esta bom rsrsrs bjs fica Deus!!!


 


ana christie – Cara qdo eu li o seu cometario virei para a minha amiga Anny e falei assim achei a minha alma gemea de fic kkkkkkkkkkkkkkkk . Tipo eu amoooooooooooo os livros da Agatha, o caso dos dez negrinhos, morte em veneza e etc.  Tb amoooooooooooooooo Sidney Sheldon omg já li todos os livros dele eu amoooooooooooooooooooooooooooooooooooo suspense e misterio, todos as minhas fics tem isso  rsrs essa fic e uma adaptação do livro a proxima vitima esqueci o nome da autora,mas se quiser eu te mando e que eu comecei a ler e a publicar aqui ao mesmo tempo. Já acabei o livro e como sei o final nessa fic havera muitas alteraçoes sabe paar deixar mais dramatico kkkkk. Voce citou o estrangulador de sidney cara não lembro desse livro era da parte juvenil ? Pois se for só li um.Bom se tiver msn me add carolreisz@hotmail.com.Bjs querida espero que tenha gostado desses cap. Fica Deus


 


Gina_- Oi Giiiiiiiiiiiii!!! Obrigada pelo carinho!!!!!!!!!!!! Hummmmmmmm a fic esta comecando Voce e Harry acabaram de se conhecer rsrsrs! Mais as tudo esta acontecendo aso poucos para vcs se acostumarem com os personages e não ser aquele baque rsrs! Espero que esteja gosatndo beijos fica Deus!


 


 


Juh Sparrow – YEAHHHHHHHHHHH Harry apareceu rsrssrsr! Mais e ai gostou do encontro dele e da Gina ? rs  Sim havera Rony e Mione , por mais que no livro original so houvesse umaindicação aqui a coisa vai esquentar pode ter certeza rsrsrs!  Bks fica Deus


 


 


Fl4v1nh4  YEAHHHHHHHHHHHHH SAIU OS CAP RSRS BJS GURIA ESPERO QUE TENHA GOSTADO!!!!!!!!!!


 


 


 

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