No dia seguinte, estava chovendo. Não estava um dia muito bom em geral. O clima ainda estava pesado e a discussão ainda era motivo de conversas entre os alunos. Rose já não ligava mais. Tudo o que queria era achar Scorpius para poder dar logo um fim naquele clima tenso. Perguntou à todos os alunos com quem o garoto andava, mas nenhum sabia onde ele estava. Na hora do recreio, ainda não havia sinal do sonserino. Estava impaciente, sentada à mesa. A chuva aumentou e Rose sentiu um aperto... Precisava encontrá-lo.
- Onde vai? - perguntou Hugo, torcendo para que não fosse procurar o loiro ao vê-la se levantando.
- Atrás dele.
- Mas tá o maior temporal lá fora! - tentava, sutilmente convencê-la a ficar.
- Não importa, eu tenho que achá-lo!
Ela saiu de dentro do comforto do castelo e ficou totalmente encharcada no momento em que pôs os pés para fora. O procurou nos jardins e nem sinal dele. Já estava quase desistindo, quando lembrou-se de um lugar onde ele poderia estar: o lago.
Chegando lá, viu alguém sentado embaixo de uma árvore bem próxima da margem do lago.
- SCORPIUS! - tinha seu grito abafado pela chuva mas o garoto pôde ouví-la.
- ROSE?!
Ela correu até ele.
- Caramba, Rose! Você está encharcada!
- E-eu sei. - dizia, tremendo.
- Você pode ficar doente, sabia?
- Eu nã-não me importo. Eu pr-precisava te encontrar. Queria te pedir d-desculpas por tudo e te di-dizer que não destruiu minha vida!
- Na verdade, sou eu quem te deve desculpas. Fui um idiota! Será que algum dia você poderá me perdoar?
- Con-considere-se perdoado!
- Eu queria te dizer mais uma coisa.
- O q-quê? Pode falar!
- Eu... Eu...
- Vo-você o quê?
- Eu acho que... gosto de você! Gosto de verdade! Mesmo você sendo uma sabe-tudo irritante...
Ela riu.
- Sempre um amor de pessoa... - disse, sarcástica - Me-mesmo assim, eu também gosto de você.
Ele sorriu e ela retribuiu o sorriso. Seus olhos se encontraram. Foram se aproximando lentamente, até um ponto que não teria mais volta. Sim! Seus lábios estavam finalmente se tocando. E naquele momento, paraceu que a chuva parou de cair e que não havia nada no universo além dos dois. Agora, já de olhos fechados, os dois estavam se beijando com tanta intensidade que parecia que aquele momento não teria fim. Rose tinha um braço em volta da nuca do garoto e uma mão no rosto dele, que estava com as mãos na cintura dela, a puxando contra seu corpo. Aquele com certeza era o melhor beijo de suas vidas!
Rose começou a retirar o braço da nuca de Scorpius e repousou ambas mãos em seus ombros. Então, se separaram.
Começaram a rir.
- Nossa! Eu nem acredito! - disse ela, ainda rindo. Agora não gaguejava mais, pois aquele beijo lhe causara tamanho calor que aqueceu todo seu corpo.
- Quem diria que nós... - respondeu ele, nem conseguindo terminar a frase pois não parava de rir.
- Pois é! Isso é tão... Fora da realidade, sabe?
- Acho que teremos de nos acostumar! Aliás, não só a gente...
- Caramba, nossos pais!
- Daremos um jeito. – ele disse, dando uma piscadela, fazendo-a sorrir.
- Sei que sim.
Fim.