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1. À Caminho de Hogwarts


Fic: Nem Tão Inimigos - Scorpius e Rose


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eram 8 da manhã. O sol já iluminava o quarto de Rose. Ela ainda estava dormindo, porém uma discussão vinda do lado de fora do quarto a acordou. Eram Hugo e Hermione.

- Mãe, já tenho 12 anos... Quase 13! Não preciso mais que você corte o meu cabelo! - dizia Hugo.

- Mas, querido, eu só queria te deixar bonito para o seu primeiro dia. - dizia Hermione.

- É, só que da última vez, quase me deixou careca! - respondeu Hugo.

- Vocês querem parar com essa discussão? - disse Rony que acabava de sair do banho, com uma toalha enrolada em volta cintura.

- Então diga à seu filho que me deixe cortar o cabelo dele! Olhe só o estado disso... - dizia Hermione enquanto passava a mão sobre os cabelos do filho.

- Amor, você sabe que da última vez quase o deixou careca, - respondia Rony - e além disso o cabelo dele tá ótimo! Vai fazer sucesso com as garotas! - acrescentou, dando um sorriso encorajador ao filho.

- Ai, por Merlin! Você não crescem mesmo! - bufou Hermione ao sair do corredor.

Rose estava definitivamente acordada. Levantou da cama num pulo e foi em direção à penteadeira de seu quarto. Seu cabelos ruivos estavam um tanto armados, então ela os prendeu. Saiu do quarto e desceu as escadas para ir ao encontro da família.

- Bom dia, querida. - disse Hermione.

- Bom dia, mãe, bom dia, pai. - disse Rose enquanto se aproximava da mesa.

- Bom dia, filha! - respondeu Rony com entusiasmo.

- E bom dia pra você também, irmãzinha. - disse Hugo, irônico.

- Um péssimo dia para você! - retrucou Rose.

- Nossa, parece que alguém acordou de mal humor hoje... - disse novamente irônico.

- Também, pudera não acordar depois daquela discussão sua com a mamãe! - disse Rose com um tom mal humorado.

- Realmente, Hugo. Se tivesse me deixado cortar o seu cabelo logo que eu disse, não teríamos discutido. - falou Hermione.

- Se eu tivesse deixado você cortar o meu cabelo, a essa hora, não me restariam nem três fios de cabelo! - respondeu Hugo.

- Não responda à sua mãe, Hugo. - disse Rony, sério, mas na verdade queria rir.

- Desculpe!

- Bom, discussões a parte... Acho que deveríamos nos apressar para podermos pegar o Expresso à tempo, e para não acontecer que nem da última vez. - disse Rose, lançando os olhos sobre o irmão.

- Ah, eu não tenho culpa se deu vontade de ir ao banheiro pouco antes de embarcarmos! - se defendeu Hugo.

- Pois, então, na próxima vez que eu disser "vá ao banheiro antes de sair", espero que você não responda "eu agüento, tenho uma bexiga de aço" como da última vez! - disse a irmã. Hugo lhe amarrou a cara e cruzou os braços.

Eles, então, se arrumaram e verificaram as malas, e claro, Rose não perdeu a oportunidade de dizer ao irmão para que verificasse sua "bexiga de aço" antes de sair e foi respondida com outra careta do irmão.

Ao chegarem lá, logo avistaram Harry, Gina, James, Alvo e Lilian. Se cumprimentaram, mas logo, Harry, Rony, Gina e Hermione se despediram dos filhos. Eles já estavam dentro do trem quando Lilian disse:

- Mal posso esperar para chegarmos lá... Espero que este ano seja tão bom quanto o anterior! - falou a garota, com estusiasmo, dirigindo-se à Hugo.

- Só espero que não precisemos fazer mais daqueles feitiços de levitação. Quase derrubei um vaso na cabeça do Flitwick! - falou Hugo, causando risos em Lilian.

Os dois logo se separaram de seus irmãos para entrarem em uma das cabines onde estavam seus amigos.

- Al, você lembrou de pôr a minha Goles nova autografada pelo Time Oficial de Quadribol da Inglaterra no malão? - perguntou James.

- Sim, e relaxa, Jay! Está dentro do malão como você pediu. - falou Alvo.

- Valeu, Al! Você é o cara! - disse o irmão de Alvo que já estava indo em direção à alguns amigos que se encontravam no fundo do vagão que estavam.

Assim que ele saiu da vista dos dois, Rose disse:

- Al, você tinha me dito que iria parar de fazer tudo o que James manda!

- Mas é que você sabe como ele é, Rose! Se eu não fizer vai me azucrinar pelo resto da vida! - se defendeu Alvo.

- Então você prefere continuar com a sua vida de quase escravo? - indagou Rose.

- Ok, ok! Eu falo com ele depois, tá legal?

- Excelente! Você sabe que eu não gosto de ver o meu priminhozinho dessa forma... - disse a ruiva, apertando as bochechas de Alvo como se fosse um bebê.

- Olha lá, é o Teddy! - apontou Alvo na tentativa de fazer sua prima parar de apertar o seu rosto.

- Olá, Alvo, olá, Rose. - disse o professor de Transfiguração - Como foram as férias?

- Ah, foram boas, apesar de não termos feito nada de tão especial. - respondeu Rose - E como vão as coisas com Victorie?

- Bom, ela anda reclamando um pouco do trabalho, - dizia Teddy Lupin - mas eu lhe disse que trabalhar no Ministério seria dureza.

- Teddy, este ano você vai pegar muito pesado? Porque você sabe que toda aquela matéria sobre animagos me deixou louco no último ano... - disse Alvo, com um ar preocupado.

Teddy soltou uma risada.

- Só você mesmo, Al! Não se preocupe com isso antes mesmo de chegarmos a Hogwarts e, falando nisso, acho que é melhor vocês irem procurar uma cabine, pois logo todas estarão cheias!

E foi o que eles fizeram. Estavam procurando à dez minutos quando avistaram uma na ponta do último vagão que, provavelmente, era a última vazia.

- Finalmente! - disse Alvo, aliviado.

Mas antes mesmo que pudessem por os pés dentro da cabine, uns garotos os empurraram contra à parede e se apossaram da cabine.

- Ei, saiam daí! - reclamou Rose, com autoridade - Nós chegamos aqui primeiro! Essa cabine é nossa!

- Olhem se não é a Weasley e o priminho Potter... - disse o garoto de cabelos loiros quase brancos que se aproximava deles.

- Malfoy, essa cabine é nossa! - exclamou Rose.

- Mas eu não vi os seus nomes escritos aqui. - dizia com um tom desafiador.

- E precisava? Só pelo fato de sermos os primeiros a chegar, ela é nossa! - respondeu a ruiva ao loiro.

- Pois fomos nós que entramos na cabine primeiro! - retrucou Malfoy.

- Saiam daqui, AGORA! - ordenou a garota.

- Hã, deixa eu ver... Você é minha mãe? - perguntou Scorpius.

- Mas é claro que não!

- Minha babá?

- Por Merlin! Não!

- Então, para de mandar como se fosse e vá procurar outra cabine!

- Mas... - Rose falava, mas fora interropida por Scorpius.

- Perdeu, Weasley! - disse o sonserino, fechando a porta na cara de Rose.

Rose soltou um grito, que só soltava quando estava realmente irritada.

- Como ele se atreve? - perguntou mais à si mesma.

- Rose, você conhece o Scorpius, ele faz de tudo para te irritar! - disse Alvo, tentando amenizar a situação.

Mas Rose quase não aprestava atenção no primo. Só podia ouvir as altas risadas de Malfoy e dos amigos, que debochavam, provavelmente, dela.

- Deixe para lá, Al! - disse ela - Podemos achar outra cabine.

- Mas, Rose, essa era a última!

- Eu sei, o que mais podemos fazer? Talvez Hugo e Lily nos deixem ficar com eles na cabine. - sugeriu a garota.

- Rose, eles estão com uns cinco amigos! Mesmo que deixassem não teria espaço!

- E o James?

- Você acha mesmo?

- Poxa, você também não ajuda! - reclamou Rose.

- É porque eu não tenho nenhuma boa idéia.

- Passaremos o resto da viagem em pé!

- Isso se os monitores não nos pegarem... - completou Alvo.

A conversa deles fora interrompida pelo som da porta da cabine de Malfoy se abrindo.

- Olha, vocês até pode ficar na cabine com a gente! - falou Scorpius.

- Não queremos dividí-la com vocês! - respondeu o moreno.

- Ok! Se preferem ficar em pé pelo resto da viagem, o problema não é meu. - disse Malfoy, fechando vagarosamente a porta da cabine.

- Espere! - gritou Rose, segurando a porta.

Malfoy deu um sorriso, cheio de segundas intenções.

- Aceitam?

- O que você quer em troca?

- Olha, você é espertinha, Weasley! - Malfoy aproximou sua boca do ouvido de Rose, e lhe sussurrou algo inaudível.

- Está louco? Se pensa que eu... - Rose fora interropida pelo olhar que Scorpius lhe lançara - Eu... Eu... - de repente ela sorriu - Eu topo.

- Mas terá de prometer que fará!

- Eu prometo, então. - respondeu ao garoto.

Não haviam percebido até o momento, mas tinham seus rostos muito próximos. Então, ao ver que não haviam nem cinco centímetros de distância entre ele e Rose, o loiro deu quase que um salto para trás, o que fez com que Rose percebesse o motivo e corou.

- O que foi que vocês combinaram? - Alvo sussurrou para a prima.

- Não posso dizer, Al. Desculpe. - disse a ruiva que já estava se acomodando no assento. Alvo parecia tão confuso quanto os amigos de Malfoy que se perguntavam "o que teria sido aquilo?".

A viagem, com certeza, não foi a mais agradável para Alvo e Rose, mas pelo menos, podiam ficar sentados e relaxar um poucos as pernas doloridas.

Ao chegarem nas carruagens que se moviam sozinhas, Alvo logo saiu de perto de Rose, pois havia encontrado com uma "amiga" que, Rose sabia que Alvo tinha um “caso” e logo estariam namorando se tudo desse certo. Então, se lembrou de que havia esquecido sua varinha na estação. Correu para o banco de espera que a deixara e logo que a pegou, alguém esbarrou nela.

- Me desculpe... - disse Scorpius - Ah, foi você! Nessa caso, é melhor não ficar atrapalhando a minha passagem, ruivinha.

- Sempre um gracinha de pessoa!

- De quarquer forma, você não vai furar, vai?

- O quê? O combinado?

- O que mais seria? - disse Malfoy.

- Relaxa, mas não espere que eu te ajude sempre! Só faço isso porque sei que não teria capacidade de fazer isso sozinho e também porque eu não iria passar o resto da minha viagem de pé! - declarou ela.

- Mas você tem certeza de que sabe em qual estante está o livro?

- A biblioteca é a minha segunda casa! Não há um livro que eu não saiba onde encontrar. - disse Rose se sentindo importante e orgulhosa de ser a aluna nº1 de Hogwarts. - Mas, para que que quer o livro de feitiços?

- Explicações não faziam parte do combinado!

- Qual é Scorpius? Você é muito bom nas aulas de feitiços, - ao dizer isso ela corou um pouco - para que quer usar um livro de feitiços feito para iniciantes?

- Ele não é para mim!

- Não? - ficou evidentemente confusa.

- Eu sei todos aqueles feitiços de cor, você realmente acha que é para mim?

- Para mim, está aprontando alguma...

- É que se eu disser, a minha reputação já era! - falou o loiro, mas logo depois se arrependeu.

- Quer dizer que é algo importante? - perguntou a garota.

- Não enche, Weasley! Olha, é melhor nós nos apressarmos para pegar as carruagens, antes que só sobre uma e eu tenho de ir com você!

Ela assentiu, porém ficou pensativa. Para quê ele iria querer um livro para iniciantes, sendo bom aluno como era? Ela não conseguia pensar num motivo ruim para isso, mas coisa boa não devia ser... Afinal, era de Scorpius que estava falando. Pensou na possibilidade de Scorpius estar querendo ajudar algum aluno, mas logo aquela idéia lhe parecia absurda se tratando de Malfoy.

Assim que chegaram onde as carruagens deviam estar, perceberam que todas já haviam partido.

- Droga! Eu disse que todas elas partiriam sem nós... - lamentou Malfoy.

- Não foi bem isso que disse.

- O que importa? Estou preso aqui com a última pessoa que gostaria de estar!

- Você também não é nenhuma maravilha... - retrucou ela.

- Vamos ter que ir à pé!

- Ótimo! Tudo para o meu dia melhorar!

Eles andaram por cerca de uma hora até chegarem ao portão do castelo. Filch abriu com muito mal humor e resmungou como antigamente o alunos eram mais pontuais e outras coisas de sua época preferida de Hogwarts.

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 22/11/2011

Amando a fanfic. Filch ...Saudades desse velho ranzinza! *-----------*

Nota: 5

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