CAPITULO 120
EPILOGO
O FUTURO SEM MEDOS
10 Anos depois
Eles corriam o mais rápido possível, tentando chegar a tempo. No corredor, Rony segurou as duas, para que não atrapalhassem a mulher que entrava apressada. Hermy e Sara estavam agitadas e não era de se admirar. Seguindo seu caminho, ele conduziu as meninas em direção a sala de espera.
Uma mulher esperava em uma das poltronas e ele sorriu para ela, ajudando as meninas a sentarem. Hermy estava nervosa e com razão,enquanto Sara parecia mais preocupada,do que nervosa.
Ela não queria dividir seu quarto com um terceiro membro e depois das brigas sobre quem dormiria e aonde dormiria, ela estava além de com medo de perder sua hegemonia sobre o maior quarto infantil, com o traseiro vermelhado pelas chineladas bem merecidas!
Não era adepto a bater nas filhas, mas a avó Molly não tinha nenhum sentimento de culpa, e corrigira esse pequeno desvio de comportamento, em uma situação tão nova para as meninas.
-Papai, quando vamos poder ver a mamãe? – Sara perguntou chegando-se a ele, e descansando contra seu peito, sentada em seu colo.
-Em breve. Madame Albertina está preparando-a.
Um silencio agradável caiu sobre eles, e Rony não gostaria de admitir, para não assustar as meninas mas estava preocupado.
Na poltrona a frente a mulher que aguardava olhou para eles com olhos brilhantes. Rony pensou se não a conheceria.
Era loura, bonita e impecavelmente vestida. Como uma boneca do seriado I Love Lucy que sua sogra trouxa adorava. Cabelos adoravelmente moldados com gel, em um penteado delicado e romântico. Blusa rosa, com caimento perfeito, junto a uma saia azul, com sapatos de tecido rendado. A maquiagem delicada a deixava linda e carismática.
Diferente de Hermione, claro. Não havia outra mulher como Hermione, pensou, ameaçando um sorriso. Pensou em seus saltos altos, suas botas pretas e o chicote que as vezes usavam, e se pegou sorrindo como um bobo.
-Papai – Hermy chamou mais uma vez, pois ele não ouvira da primeira.
-Estou ouvindo, querida -ele se recuperou dessa lembrança dando sua atenção para a filha.
-Quer que eu chame a tia Gina e o tio Harry? -ela perguntou séria.
-Droga, como pude esquecer disso?! – ele pareceu chocado consigo mesmo.
-Tem que chamar o vô e a vó também. – ela lembrou-o e sorriu apenada – posso ligar se quiser. E usar o espelho portal.
Rony mediu a filha, ponderando que era a mais centrada entre os três. Sua pequena Hermionizina! Era de esperar que o geniozinho fosse lembrar desse ‘pequeno’ detalhe que ele esquecera.
Entregou a ela o celular e o espelho e observou-a se aproximar de uma poltrona ao lado da mulher e começar a discar no telefone celular trouxa. Hermy se divertia com essas tecnologias enquanto ele não tinha nem idéia de como usá-las!
-pai – Sara disse baixo, e ele a abraçou, notando que ela tremia um pouco.
-O que foi, Sara? – estranhou tanta manha.
-A mamãe vai ficar bem, não é? – perguntou num fio de voz.
-Sim, a mamãe vai ficar bem – ele respondeu confiante, querendo ter tanta certeza quando aparentava! – Ela já passou por isso com vocês duas. E saiu tudo bem, vocês três ficaram bem. Não é?
-Sim – ela respondeu ainda insegura.
-Porque não me conta a razão do seu medo?
Sara ficou calada e ele insistiu, fazendo-a sorrir e responder:
-A tia Fler disse que as mamães gostam mais de filhos meninos do que meninas.
-Sim, tia Fler disse isso – ele lembrou-se dessas palavras ditas em um almoço de família – mas ninguém leva muito a sério o que diz a tia Fler, não é? – conseguiu fazer a filha sorrir e sorriu também – Sua mãe e eu amamos vocês duas, do mesmo jeito que vamos amar o bebê, independente do sexo. Não quero que tenha ciúmes. Um bebê é indefeso e precisa que o amemos. Entende isso?
-Sim, papai – ela disse mais aliviada.
Hermy voltou para perto do pai e devolveu os objetos, olhando para ele em expectativa.
-Não. – ele disse antes que ela pudesse dizer algo – não vamos chamar o bebê de Leroy.
-Mas, pai, é o nome do meu escritor favorito! – ela reclamou.
-Sim, e também é o nome da mais feio que já ouvimos.
As filhas riram e ele tirou Sara de seu colo.
-Comprem uma cerveja amanteigada para passar o tempo – ele deu o dinheiro querendo livrar-se um pouco das duas.
Não era um pai ruim, apenas estava tenso demais. Por mais que tentasse aparentar calma, estava ansioso, nervoso e preocupado. O parto das gêmeas fora rápido e sem complicações. Dessa vez também seria assim.
Mas faziam seis anos desde que Hermione deu a luz. muita coisa pode mudar no corpo humano em seis anos.
Agoniado, notou que a mulher na sala de espera tinha o olhar fixo nele. Bem, não tinha interesse nela, ou em qualquer outra mulher na face da terra. Não se quisesse ficar vivo para contar sua historia aos netos!
Hermione era o amor da sua vida, mas também seria capaz de matá-lo se o pegasse com outra. E a recíproca era verdadeira.
Nada de traições. Nada de meias fedidas sobre a cama, e nada de jogos de quadribol em datas comemorativas, como aniversários de casamento. Era apenas essas as três exigências de Hermione e ele sentia-se feliz em cooperar.
Ela era inteligente, confiável e sexy. O que mais um homem precisa encontrar em uma mulher para lhe entregar a alma e o coração? Nada!
Aflito, levantou-se quando a chegada de Gina e Harry quebraram o silencio da sala de espera.
-Rony! Meu irmão! E Hermione? – Gina o abraçou, como sempre intensa demais.
-Está sendo preparada para o parto – ele avisou –ainda não posso entrar.
-Está indo tudo bem? – perguntou Harry.
Ele vinha logo atrás com Felicity, a filha dos dois, que nascera a pouco mais de quatro meses, e apesar de estar sendo tratada por um problema na fala, era saudável e risonha, lembrando muito a mãe.
Harry era todo derretido pela filha e Rony parou para pensar que logo seria ele embalando seu bebê!
-Tudo bem. Ela está bem. O bebê está bem. Todos estamos bem! – disse tenso.
-Não, você não está bem – Gina riu – sente-se. Olhe, Harry, as mãos dele estão tremendo!
Rony não respondeu, e eles se sentaram ao seu redor.
-Não fiquei muito melhor quando Fely nasceu – Harry lembrou, beijando a cabeça ruiva da filha – e não vou ficar diferente quando o próximo nascer.
-Oh, nem me lembre! – ela disse alegre – Acredita, Rony, que depois de tanto tempo de casamento, de tanta espera para conseguir engravidar, e quando finalmente tenho Fely, descubro que consegui a proeza de engravidar de novo? E ainda estou amamentando!
-ela não está reclamando – Harry estava todo bobo com as novidades – Fely vai adorar ter um irmãozinho para brincar com ela, além dos primos!
-Sim, e eu vou adorar ter uma babá extra -ela ralhou, mas não estava irritada, estava feliz demais para isso – E as meninas?
-Estão ali – ele apontou as gêmeas que voltavam com seus refrigerantes. Gina apressou-se a beijar as sobrinhas e pedir que elas desse um espaço para o pai,que estava muito nervoso.
As duas foram ler revistas no outro sofá.
-Aquela não é mulher do Malfoy? – Harry balbuciou para não ser ouvido, e Gina concordou com a cabeça – Mary Malfoy?
-Sim, ela mesma. Pobre diaba, depois que Malfoy perdeu tudo é ela quem o sustenta.
-Mas ele não está numa clinica para portadores de seqüelas mágicas? Achei que estivesse perturbado!- Rony ficou em duvida.
-Ora, Rony, é eu sou o papai Noel – Harry ironizou – foi tudo artimanha para fugir de Askaban. Agora, quem deve estar comendo o pão que o diabo amassou é essa mulher!
-Bem merecido, se o escolheu entre tantas opções! – Gina encerou o assunto, aliviada quando Mary deixou a sala ao ser chamada para sua consulta.
Ela se afastou, com um profundo olhar em direção a Rony, mas ele nem notou. Ela ia longe enquanto suspirava, penando como seria se tivesse outra vida. Mas não tinha!
-Vou pedir a Madame Albertina me deixar ver Hermione antes do parto – disse Gina, se levantando.
Não precisou ir longe, pois a medibruxa vinha apressada.
-Sr.Wesley! Sr.Wesley!
-Aconteceu alguma coisa? -ele levantou-se em completo pânico.
-Sim, sim. Sim! Me acompanhe!
A medica era baixinha e gordinha mas andava muito rápido, e estava ficando desesperado quando passou pela sala de partos em direção a um quarto comum. Que Merlin o ajudasse, mas Hermione tinha que estar bem!
-Entre. Tem dez minutos!
Ele não entendeu, mas entrou e enconchou a porta.
Alívio correu por seu corpo quando avistou Hermione deitada na cama. Ela ergueu o rosto e abriu um amplo sorriso em sua direção. Estava tão linda que o emocionou.
Os cabelos estavam penteados para longe do rosto, usava uma camisola que separara para usar no hospital, estava banhada e suave, e ele se perguntou se o parto havia sido atrasado.
-Rony -ela chamou, e ele se aproximou.
Mais perto, notou do lado esquerdo uma trouxinha de roupas azul claro.
-Olhe, só, Rony, que apressadinho – ela disse suave, apanhando o pequeno embrulho.
-O que..? -ele não acreditava no que via.
-Não tive tempo nem de trocar de roupa. Ele nasceu dois minutos depois de ter saído do quarto, Rony. Não deu para ir a sala de parto. Madame Albertina, acha que será apanhador, pois é foi muito veloz para nascer.
-Merlin.... – ele não acreditava, e se aproximou – Nosso menino, Hermione!
-Sim, nosso menino! -ela concordou, deliciada com sua expressão. – Pegue-o.
Com jeito, pois carregara muito as gêmeas que eram bem menores quando nasceram, ele segurou o filho pela primeira vez. Estava emocionado, e mais tarde não saberia dizer quanto tempo ficou segurando-o, até colocá-lo nos braços dela novamente. Ele resmungava e parecia estar acordando.
-Doeu muito? – perguntou beijando sua testa, preocupado com ela.
-Sim, mas foi rápido, então, foi melhor – seu sorris parecia grudado na face – Posso ir para casa hoje a tarde se quiser.
-Acho que está ficando boa nisso - ele brincou ganhando seu sorrido e roubando-lhe um beijo apaixonado e carinhoso – Obrigado, você é maravilhosa.
-Nós somos maravilhosos, olhe só o que fizemos juntos! – ergueu o menino, como se o exibisse. – e as meninas?
-Estão lá embaixo com a Gina e o Harry. Ansiosas para verem a mãe.
-Só espero que não impliquem muito com ele – ela conhecia bem as filhas que tinha! – tadinho, nasceu carequinha-ela mostrou rindo com ele. Mas acho que vai ser ruivo, olhe as sobrancelhas carinhas! E tem os seus olhos, azuis.
-Ele vai ser igual a mim – concordou – pobrezinho, vai sofrer na adolescência – suspirou – mas vai conseguir uma linda e determinada mulher usando esse rosto!
-quanta arrogância -ela o puxou para outro beijo. – eu te amo, Rony.
-Eu te amo, Hermione, não posso imaginar minha vida sem você.
-As vezes, eu penso como deve ter sido, se fomos mesmo parar no futuro com àquela chave de portal...e penso como terá sido, viver sem você -ela sussurrou, abalada só de pensar.
-Não pense. Não aconteceu. Eu jamais viverei ou veria sem você, porque sempre estará dentro de mim. Me acompanhado onde eu for.
-Oh, Rony! – ela aprofundou o beijo, acariciando seu rosto, e pensando nos últimos dez anos de felicidade. Namoraram, casaram, e estavam a seis anos casados. Seis anos de felicidade e caos em uma casa no subúrbio amarela com janelas azuis. Era uma casinha pequena e desarrumada e o elfo que tinham constantemente enlouquecia com a desorganização do patrão e os ovos queimados da patroa! – Preciso ver a meninas agora.
-Me deixe levá-lo para conhecer os tios – ele apanhou o filho, ganhando um olhar de respeito e carinho de Hermione – Você fica com duas, eu com um. O que acha?
-Oh, não, eu também te quero aqui. –ela brincou de volta, piscando para ele.
Ele saiu e ela relaxou contra os travesseiros, sorrindo.
Não mudaria nada na vida que tinha, era a vida certa, cada passo que dera em direção ao seu futuro, fora um passo certeiro em direção a felicidade. E aquela estranha era longa, pensou, ouvindo o som das vozes que se aproximavam do quarto. Longa, e ela não estava sozinha.
Seu sorriso cresceu quando as filhas entraram correndo para abraçá-la e Harry e Gina,com Fely vieram cumprimentá-la, com o bebê no colo, Hermione abraçou asa filhas e deixou-se ficar naquele aconchego, pensando que erra a mulher mais feliz do mundo!!!!
FIM DO EPILOGO.
Autora: bem, eu estou feliz.
Feliz com a fic no geral. Talvez pudesse ter rendido mais alguns capítulos, talvez não, achei que ficou exatamente como eu planejei, o que normalmente não acontece. Sempre fujo da idéia inicial!
Ao contrario das ADIS, não senti pesar, e acredito que se deve ao fato da fic estar completa, sem pontas soltas.
Estou realizada!
Espero que todos tenham gostado e curtido, e aceito criticas e elogios!
Essa fic não vai ter continuação.
Agora,leitoras, eu tenho uma novidade: TEM FIC NOVA A CAMINHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ainda não é a ADI6. seguindo sugestões sobre fazer uma fic diferente, estou lançando nesse domingo a noite, uma fic completamente nova. Enredo novo, tempo novo, tudo novo!!!! Aguardem domingo, e não esqueçam de conferirem.
Como não podia faltar, agradeço a todos que acompanharam a fic Depois da meia noite e sinto-me privilegiada por tantos comentários carinhosos aos quais só posso retribuir escrevendo mais e mais!!!!
Até a próxima e beijos!