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119. O fim


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 119


 


 


 


O FIM


 


O pensamento de que perderia  seu futuro era assustador e quando Harry se viu em frente a Toca, pensou que estivesse ficando louco. Não haviam feitiços de proteção.  Como os Wesleys poderiam supor ficar sem proteção?


Depois de Harry Potter, os Wesleys eram os bruxos mais procurados por Voldemort!


Supondo o pior, ele avançou, a presa de ver e estar com todos crescendo, junto como o medo do pior ter se passado com àquelas pessoas que lhe ensinaram o significado da palavra amor.


Ele conhecia o sentimento, e trazia no corpo a marca do amor de sua mãe, em sua cicatriz, que marcava seu sacrifício e total apego ao filho, mesmo assim, nunca conhecera o amor. Não sentira o toque de sua mãe, ou sentira o abraço de seu pai. Não tivera amigos  ou pessoas que o confortasse.


E fora quando conhecera os Wesleys, que descobrira que esses sentimentos, eram mais fortes que laços de sangue.


Esse sentimento nos transforma em pais, filhos e amigos, mesmo que não o sejamos.


Sua mão tremia ao girar a fechadura, e empurrar a porta. A casa parecia impecavelmente desarrumada, como era a casa da matriarca Wesley. Sempre limpa, perfumada, mas caótica com tantos filhos, e amigos, tantos agasalhos, pratos e resto de farelos pelo chão!


Sentiu  o cheiro de pão quente no ar, e se pegou pensando se isso não seria uma peça que sua memória lhe pregava!


Mas não podia ser.


Em meio a sala, ele esperou.


Ouviu som de passos e se escondeu. Não propriamente escondido, apenas fora do campo de visão. Não sabia porque, mas sentia a necessidade de esperar.


-Oh, isso é tão injusto!


Molly Wesley surgiu com um lenço em suas mãos, assoando o nariz e mantendo a filha, Gina, em uma abraço pelos ombros. Ela não parecia muito melhor que a mãe. Gigantescas olheiras e marcas de choro deixavam seu olhar sempre alegre, nublado e pesado.


-Como pode o mundo ficar livre e em paz, e perdermos Harry? – Arthur disse vindo logo atrás de sua mulher e filha.


-Não o perdemos, pai – Rony disse, aparecendo pelo corredor, com Hermione pela mão. – é sobre isso que queremos falar.


Os olhos de Gina brilharam diante das palavras do irmão, mas Molly a fez ficar  calada.


-O que está dizendo Rony? – Artur perguntou sem entender, sentando-se com a mulher no pequeno sofá e amparando-a pelos ombros, enquanto Gina sentava no sofá ao lado, terrivelmente pálida e triste.


Rony e Hermione se entreolharam. Ele tirou algo do bolso e Harry reconheceu o apagueiro.


-Esse objeto é mágico e me diz que Harry está vivo e próximo – ele disse direto, sem dúvidas, ou receio – Hermione e eu vamos procurá-lo.


-Como assim? – os olhos de Molly se arregalaram – Rony, acabou de voltar, meu filho, não pode se aventurar em outra dessas! Eu não vou suportar perder mais ninguém!


-Sra.Wesley, não perdermos Harry. Ele está em algum lugar precisando de nós – Hermione disse, apertando a mão de Rony entre as suas,  - Precisamos ir.


-Porque vocês dois?  -ela reclamou, o choro se acalmando e a indignação aparecendo – são apenas crianças!


-Somos os únicos que sabem informações sobre a Guerra que podem nos levar a Harry – Rony argumentou, mais maduro que alguma vez houvesse sido – Não posso ficar, mãe, e esperar o pior.


-Mas, Rony!  -ela perdeu os argumentos, mesmo assim, parecia pensar em outros para impedi-los de irem.


-Quando pretendem partir? – Artur perguntou sério, sufocando aquele sentimento de perca novamente.


-Fazem dois dias que Harry desapareceu – Hermione disse – não podemos esperar mais.


-Hoje? – Molly se desesperou.


-Mãe, o cara de cobra está morto, a maior parte dos comensais foi preso, ou está em fuga. Não temos o mesmo risco de antes.


-Sempre há  o risco! – ela lamentou – Além do mais...pretendem ir sozinhos?


-Mãe – a voz de Rony era de aviso enquanto Hermione corava.


-Uma coisa é viajarem entre três amigos! Outra coisa bem diferente é dois namorados viajando sozinhos!


-Sra.Wesley, somos maiores de idade – Hermione lembrou-a – e...bem, estaremos atrás de Harry. Apenas isso. não teremos cabeça para mais nada!


-Ah, vocês jovens sempre tem cabeça pra essas coisas! –a sra.Wesley está furiosa – Ao menos levem alguém junto! Um auror! Dessa vez não há segredos a serem escondidos, podem ter escolta!


-Molly – Artur disse gentil, mas firme – Deixe-os em paz. Parece mais preocupada com o namoro deles, do que com os perigos!


-E não é para me preocupar?  -ela perguntou azeda – Eu ouço os passos no corredor, Artur. Não me diga que sou louca ou surda!


-Mamãe, por favor – Rony pediu corando – se ouve os passos, então, porque está fazendo drama por algo que não pode ser evitado?


-Rony! –Hermione ficou corada da cabeça aos pés e soltou sua mão diante do desaforo de admitir diante da família que eram intimo.


Não tão íntimo ainda, mas relativamente, íntimos!


-Ah, Merlin, pensei que fomos casar quando acharmos Harry. Então, qual o problema?


A palavra ‘casamento’ desencadeou uma série de reclamações e  esbravejo da sra.Wesley e até de Artur.


No entanto, nem mesmo a expressão desesperada de Rony, ou constrangida de Hermione pode trazer alegria a face de Gina que apenas corroia a própria tristeza e desespero.


Torceu as mãos sobre o corpo, pensando no namorado desaparecido. E se Voldemort  o tivesse assassinado? Isso explicaria sua súbita morte.


Quebrado o elo entre eles, explicaria sua fraqueza e morte, não explicaria? Esse mero pensamento trouxe lagrimas a seus olhos.


Gina levantou e saiu da sala, ouvindo  o som dos brados de sua mãe, questionando Hermione e Rony sobre a intensidade daquele namoro . pobre, Molly, pensou.


Cuidava tão bem de Rony, que esquecera dela e do gentil e honrado Harry, nem tão honrado, mas muito gentil, que lhe tirara a virgindade a poucas semanas atrás.


Ele desejava-a como esposa e ea o queria como marido. Não dera para esperar. Mas com certeza,sua mãe não veria a poesia dessa historia de amor. Lamentando a má sorte, e o desespero que a impedia de comemorar a vitoria contra Voldemort, ela saiu da Toca, em direção a varandinha.


Sentou-se no balanço, olhando para o vazio da noite que se aproximava. Outra noite chorando em seu travesseiro. Outra noite rezando pela vida de seu grande amor.


Limpou as lágrimas e ergueu o rosto quando notou que alguém se aproximava. Um de seus irmãos querendo consolá-la talvez.


Seus olhos se encontraram, e ela entreabriu os lábios surpresa, aliviada e incrivelmente feliz. A alegria cresceu tão rápida e tão avassaladora dentro de si que contrariando toa sua força interior e sua personalidade forte e destemida, se viu chorando e soluçando desesperadamente.


Harry se aproximou, sem saber porque ela chorava.deveria estar feliz.


-Gina? – tocou seu ombro, e ela derramou mais lágrimas sofridas – eu...eu...talvez deva ir embora. – concluiu.


Tão rápido quando disse, uma das mãos de princesa, segurou seu pulso com força de uma guilhotina.


-Achei que estivesse morto – ela disse chorosa – todos me disseram que não, mas eu achei que estivesse morto. Que sua vida havia se ido junto aquele filho da mãe! – sua voz era rouca, rachada pelo aperto em sua garganta que viera junto  com o choro compulsivo.


-Estou vivo – ele garantiu, sorrindo.


Gina levantou e estendeu ambas as mãos para tirar àqueles óculos estranhos de sua face. Tirou do bolso um de seus óculos redondos e antigos. Era um que, gasto pelo tempo, deixara de lado, comprando outro muito parecido. Mas ela guardava consigo, como uma parte dele. Colocou-o em seu rosto e sorriu reconhecendo àquela expressão que a fazia ser a mulher mais feliz com mundo!


Suas mãos deslizaram por seu rosto, seu pescoço, até pousarem em seus ombros, encantada, deliciada em poder tocá-lo depois de tanto medo.


-Eu te amo, Harry. Nunca mais me assuste assim! – ela exigiu fazendo-o rir.


Estavam prestes a trocar um beijo quando a porta se abriu.


-Gina, com quem está falando...HARRY!!!!!!!!!!!


O grito de Molly Wesley trouxe todos os visitantes da casa e moradores para fora.


E não eram poucos. Carlinhos e sua namorada, Guilherme, Fler e sua avantajada gravidez, Fred e George que de algum modo conseguiram ludibriar a mãe para permitir as namoradas em seus respectivos quartos,  Rony, Hermione e o casal matriarca da família.


-Harry! – Hermione o sufocou com um profundo abraço, mantendo-o assim, ate sentir Rony puxá-la pela cintura, e lhe sorrir.


Os dois trocaram um abraço de irmãos e quando se afastaram, Harry olhou para os dois companheiros sem palavras.


-O que aconteceu, Harry? – como sempre , Hermione precisava de respostas.


-Eu ainda não entendo.  Havia duas de você, no labirinto.  –ele disse surpreendo-a – Uma Hermione mais velha, que me deu o vira tempo – ele mostrou a jóia ainda e sua mão. Me disse para tocar o medalha que era uma chave de portal que me levaria ao futuro. Me ensinou como voltar. Eu acreditei e confiei. Foi o que aconteceu. – parecia simples falando!


-Uma mulher me atacou no labirinto  -ela disse pensativa. – Talvez porque eu não devesse vê-la...


-Era um armadilha – Rony disse puxando Hermione pela cintura, e deixando a mão descansar em seu quadril, os dedos colocados no cós da calça enquanto beijava seus cabelos – era uma armadilha para nós.


-Dez anos  -ele disse – Fui parar dez anos a frente, mas pude voltar.  –ele fez algo parecido, abraçando Gina.


-Isso é incrível! – Artur exclamou, fazendo-os entrarem.


-Eu estava sozinha? – Hermione ficou pensando ,até falar – Porque estava sozinha?


-Acho que apenas eu e você saberíamos sobre isso. Eu acho que...era importante que me fosse. Ou apenas teria me avisado do risco. Como sabemos, Hermione, não é capaz de fazer algo ao acaso. Sempre é bem pensado!


Ela não sabia se era um elogio, ou um cutucão em sua personalidade.


-Voldemort apareceu morto. É lógico que havia uma ligação entre vocês dois – Hermione disse não querendo entrar em detalhes sobre a profecia, que era algo que deveria continuar em segredo – Acho que Voldemort fez uma armadilha para si mesmo!!!


-Que bom! – Gina disse de repente – que bom que conseguiu voltar. Dez anos é muito tempo, eu morreria pela sua falta! – ela disse escondendo o rosto em seu pescoço a revelia do desgosto que tanto carinho provocava em seus irmãos mais velhos.


-Hermione não me deixaria para trás – Rony lembrou – É possível que vocês dois tenham tocado a chave? Será que...?


-Fomos para futuro juntos? – Hermione apareceu horrorizada – E como teria sido? Merlin! Não quero pensar nisso!


-Seja lá, o que tenha acontecido, - Molly disse levantando-se  - Estão todos aqui. Vivos. O perigo chegou ao fim, e só Merlin sabe como preciso de uma noite de sono depois desse ano de aflições! E vocês – ela apontou os filhos – voltem para a cama, deixemos que os três conversem em paz.


A sala foi esvaziando e os quatro se olharam. Um sorriso se formou na face de Gina olhando com adoração para Harry.


-Eu não quero conversar  -ela disse beijando-o no pescoço.


-Essa não – resmungou Rony sem poder olhar para a irmã naquela situação – Temos que comemorar, não temos? Um ano atrás daquele maldito e temos que comemorar! –ele sugeriu.


-Rony, amor, acho que é disso mesmo que Gina se referia – ela disse baixo, fazendo-o repensar sua objeção. Havia malicia em sua voz e em seu sorriso, e  ela o viu rir baixo, segurando sua mão para colocá-la sobre seu coração.


-Vamos para o jardim – Gina sussurrou, arrastando Harry para fora.


-Armário de vassouras? – Rony sussurrou em seu ouvido, ignorando a saída de sua irmã.


-Não se você pretende que eu facilite para você  -ela resmungou, deixando-o beijar seu pescoço – Cama, Rony, eu quero uma cama.


Ele conteve a respiração. Chegava de lugares insalubres e de penumbra.


-Acho que somos capazes de disfarçarmos nossos passos no corredor  -ele disse engolindo sem seco pelo grande passo que dariam.


-eu também acho – ela levantou-se oferecendo-lhe a mão e o puxando para a escada.


Os quatros seguiam rumo ao futuro.


O futuro certo. Correto. Um futuro de plena realização e harmonia.


Ou não.


Se os gritos de Molly Wesley no corredor eram um indicio, seria um futuro turbulento!!!!!!!


 


 


 


 


FIM


 


 


 


 


Autora: a fic merecia um momento ‘passado’.


Vamos ter epilogo. Estou estranhamente feliz com o termino da fic. Acho que foi porque teve uns capítulos pesados e fiquei feliz com o ‘feliz para sempre’ desse capitulo!


Agora, o epilogo, que é a mágica da fic. A última chance de vê-los desse jeito!


Beijos


 


P.S: Raissa, a internet caiu no meio da conversa. Sinto muito, mas acontece bastante comigo.


 


 


 


 


 


 


 


 

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