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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

12. Capítulo XII.


Fic: thegossipqueen. - CAPÍTULO TREZE. coments?


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo XII.
Um dia, os robôs vão chorar.


dois meses depois.
;narrado por emmeline vance.


Estava tudo perfeitamente bem. Eu simplesmente não conseguia acreditar, mas tinha vivido dois meses extremamente normais. Sim, normais. Eu, Emmeline Vance, aquela cuja palavra normal não se adéqua muito bem às realidades... mas eu consegui. Nada de escândalo, nada de fofoca, nada de polêmica.

Parece que a TGQ, depois a Lílian se mudou para a Califórnia, deixou tudo andar perfeitamente bem. Parece até que ela me esqueceu; por uns tempos, ela só falava da Marlene. Ela tinha uma leve suspeita de que o Sirius não estava apaixonado por ela, e sim por outra pessoa. Mas aí depois, ela deve ter se mancado que só é um obstáculo na vida de muita gente e decidiu recuar. Já fazem mais de vinte dias que ela não posta absolutamente nada no blog dela.

- Ela é linda, não é? – indagou Tiago, do meu lado, observando Katherine assistindo a um programa do Discovery Kids no carpete. Ela vestia uma roupa justa, que deixava ela fofinha. Espera, será que é ilusão ou o Tiago ta babando mesmo? Assenti, ajeitando-me no sofá. – Sabe no que eu estava pensando hoje cedo?

Ele se aproximou de mim, como se fosse me beijar. E de repente, eu não tinha me tocado disso, ele estava bem encima de mim. Sussurrei uma negação no seu ouvido... fazia muito tempo que a gente não namorava desse jeito. Sempre que a gente saía, ou tinha a Katherine ou tinha alguém para atrapalhar. Eu não queria estragar esse momento por nada. Ele começou a me beijar na bochecha.

- A gente bem que podia, sei lá, ir assistir um filme, ou ir para a balada sabe...
só nós dois.

Lancei a ele um sorriso alegre. Eu realmente precisa ouvir isso. Ele me respondeu com um olhar malicioso, maroto, e então, voltou a me beijar, com vontade, de uma forma que eu nunca tinha visto antes. Quer dizer, tinha visto sim. Era o mesmo olhar, a mesma forma, a mesma vontade que ele tinha quando beijava Lily. Isso me fez pensar em algo: será que ele estava comigo por que realmente me amava? Afastei ele um pouco. Ele pareceu ter ficado incomodado no início, mas depois, acho que ele entendeu.

- Eu te amo, sabia. – murmurei. – Sempre te amei. Desde a primeira vez que vi você naquele colégio.

- Eu te amo também. – disse ele, de forma alegre. É, eu espero que sim. – Então, onde você vai querer ir? Eu soube que abriu um bar novo. Quase todo mundo já foi lá. A gente podia chamar o Sirius e a Marlene, ou então a íamos só nós mesmos. Pelo que disseram, todo dia tem um show diferente lá.

- Parece perfeito. – eu disse, dando um sorriso satisfeito.

Ele veio me abraçar mais uma vez, só que dessa vez, eu simplesmente decidi não ficar me enchendo de perguntas. Se ele estava aqui, do meu lado (hum, mais especificamente encima de mim, mas isso não vem ao caso no momento) é porque ele sentia, afinal, alguma coisa por mim. E eu, sem dúvida, sentia tudo por ele.

O telefone tocou rapidamente, quase não ouvimos. Katherine precisou dar alguns gritinhos – ela se animava quando ouvia o toque periódico do aparelho. Hesitamos, até que Tiago levantou-se e atendeu. Ele ficou um pouco nervoso ao ouvir o som que vinha do outro lado da linha. Tentou disfarçar. Após repetitivos sim e não, ele desligou o telefone sem dizer adeus.

- Preciso ir. – disse ele, pegando o casaco no sofá ao meu lado, e a carteira, a chave do carro e o celular na pequena mesa de cabeceira. Foi até Katherine e deu um beijo nela. Ele está babando de novo?

- Quem era? – perguntei de forma delicada, sem querer me intrometer na vida dele. Mas, na verdade, ligaram para a minha casa, então eu acho que eu tenho, no mínimo, o direito de saber quem tinha falado com ele agora a pouco.

- Era o Sirius. – mentiu ele. Eu sabia que era mentira porque, se fosse realmente o Sirius, quais motivos ele teria para ficar branco e nervoso? – Eu esqueci totalmente que tinha combinado de jogar tênis com ele e... – você não joga tênis, Potter. – Te pego as sete, ok?

Assenti, fingindo ter engolido a história. Para onde será que ele iria? Assisti ele fazendo o seu caminho pela porta, ainda hesitante. Ao perceber que ele já tinha saído, fui ao telefone, e procurei o número que tinha acabado de ligar. Desconhecido. Disquei a seqüência e esperei até que alguém atendesse. Uma voz grossa, masculina, atendeu. Perguntei com quem falava, e descobri que a ligação tinha sido de um telefone público.

O resto da tarde pareceu estender mais do que devia. Fiquei observando Katherine, o jeito que ela sorria... parecia bastante minha mãe, nas fotos que eu vi dela pequena, e, de longe, lembrava também um pouco a mim. E os cabelos totalmente negros, fazendo alusão aos Potter.

Quando estava perdida nos meus devaneios, quase dormindo, fui interrompida por um barulho que eu não ouvia fazia muito tempo: mensagem. Corri até o telefone e, infelizmente, era o que eu temia. Parece que a TGQ estava à ativa novamente, após quase um mês. Meu coração disparou. O que será que ela estava escrevendo?

OMG.

L
. voltou para mais. Foi vista, sem usar roupas de grife, com um casaco horrendo de um albergue qualquer do interior dos Estados Unidos, com dois sapatos Prada na mão e uma maquiagem totalmente borrada. O que será que a vadia mais... vadia do pedaço veio fazer em Londres de novo? Eu, particularmente, estou doida para descobrir. xoxo.

Então era isso? Lílian Evans estava de volta à cidade? Todos os problemas voltariam, as fofocas da TGQ, os conflitos na escola, a anormalidade da vida? A campainha tocou e eu ainda continuava chocada com o que eu lia da pequena tela do meu celular. Até que, após bastante insistência, a ficha caiu e eu fui ver quem estava na porta.

Vestindo um casaco grande marrom, com a maquiagem toda borrada, os cabelos loiros um pouco despenteados e sapatos da Prada na mão, ela estava lá. Eu juro que se eu não tivesse vendo com os meus próprios olhos, eu jurava que eu não acreditaria que aquela era Lílian. Será que ela tinha sido estuprada ou algo do tipo?

- Lily. – afirmei, incrédula. – Eu...

- Me ajuda, - suplicou ela, jogando os sapatos caríssimos no chão e com os olhos um pouco lacrimosos. – por favor.

- Lily, o que aconteceu? – indaguei eu, indo abraçá-la. Certo. Eu meio que estava com raiva dela, por ela ter voltado, mas ela é a minha melhor amiga, e eu simplesmente não podia deixar ela naquele estado. Ajudei-a a entrar, ainda descalça e sentei ela no sofá. Ela observou fixamente Katherine. Talvez fosse ruim demais olhar para ela; mas o que está feito está feito e não se pode mudar.

Será que eu devia contar para ela que eu e o Tiago estamos namorando?

Não. Melhor não.

- Você precisa de um banho, Lily. – eu disse, ajudando-a a se levantar. Ela ainda olhava fixamente para Katherine. Fiz mais força e consegui levar ela até o banheiro. Ela tomou um bom banho e eu peguei uma das minhas roupas limpas e também uma sandália. Ofereci a ela também alguma comida que tivesse na geladeira e ela aceitou. Fomos até a cozinha e eu preparei um sanduíche para ela. Ela devorou, faminta.

- Então, - comecei. Ela ainda se sentia desconfortável e triste. – você vai me contar o que aconteceu ou não?

- Sim. – disse Lily, ainda hesitante. – Bem, tudo começou naquele dia. Naquele dia em que eu..

- Você mandou a fofoca para a TGQ. – completei. Eu ainda não tinha perdoado Lily totalmente por isso. Mas alguns minutos depois eu transei com o namorado dela, que no caso agora era o meu namorado. Acho que nesse caso, podemos passar o assunto para frente, e definitivamente não voltar a ele.

- É. – disse ela. – Eu tive uma discussão com o Tiago e a gente terminou tudo. – ainda bem que ela lembra desse detalhe, por que quando eu contar para ela eu já não vou ficar mais tão culpada. – E, mais cedo, minha mãe tinha me contado sobre a proposta que ela tinha recebido para ir à Califórnia. Eu, meu pai e ela, iríamos, como uma família feliz. Mas eu não queria ir. Só que quando o Tiago acabou comigo, foi como se o meu chão tivesse... desaparecido. E eu liguei imediatamente para ela, dizendo que eu queria ir.

Uma lágrima caiu do rosto de Lily, juntamente com a pausa. Eu acho que tinha entendido essa parte; pelo que tudo indicava, ela não queria ter ido.

- Eu não queria ter ido. E eu percebi isso a tempo. Então, eu decidi ligar para o Tiago, pedir desculpas, dizer que eu queria ficar aqui em Londres. Mas ele nem ao menos atendeu.

/flashback/

Agarrei-o e beijei-o, guiando-nos para o sofá. Eu tirei a sua camisa e abracei-o. Ele tirou o celular do bolso e colocou encima da pequena coffee table. Continuei beijando ele freneticamente. Até que o celular dele tocou.

- Atende. – falei.

Ele pegou o celular. Pude ver que era a Lily. Ele me olhou e então apertou o botão ignorar e sussurrou, no meu ouvido:

- Eu não namoro mais com ela. Eu quero você.

/fim do flashback/

Me senti péssima. Quer dizer então que a culpa da Lily ter saído da Inglaterra era minha? Quer dizer, eu tentei fazer o Tiago atender, mas ele não quis porque ele estava encima de alguém pelada. Ótimo. Como eu posso dizer isso para ela? Oi, Lílian, desculpa, mas quando você tentou ligar para o Tiago, eu estava transando com ele, bjs, me liga.

- Então, eu decidi ir. Chegando lá, tudo estava uma maravilha. Minha mãe saía para trabalhar todas as tardes e meu pai controlava o dinheiro e cuidava da casa. Era simplesmente perfeito. Eu não estava estudando, passava o dia fazendo compras – ela deu um suspiro. – era muito dinheiro que minha mãe trazia, e era por semana.

- Então, por que você se arrependeria de ter ido para lá, sua vida estava totalmente invejável. – objetei confusa.

- Bem. Tudo começou um certo dia. Eu estava fazendo compras, para variar um pouco o meu dia-a-dia, e eu encontrei lá a minha mãe. Só que ela não estava sozinha! Ela estava com outro cara, beijando ele. Fiquei para ver mais, e, depois de conversarem, seguiram. Segui atrás deles e, quando foram para o estacionamento, ele entregou um pacote a ela. O mesmo pacote que ela levava para casa toda semana, com o suposto pagamento dela.

Fiquei chocada. Achei que a mãe dela fosse uma pessoa honesta, que jamais fizesse uma coisa dessas. Quer dizer, ela era meio hippie, meio paz e amor, flor. As pessoas realmente surpreendem, mas o pior é que sempre é na hora que a gente menos deseja. Não consegui pensar em palavras de consolo – eu mal sabia como Lily poderia estar se sentindo agora – então preferi apenas escutar.

- Mas o pior não chegou. – e eu achando que as coisas realmente não podiam piorar. Lily deu um suspiro, ainda mais triste. – Quando cheguei a minha casa, naquele mesmo dia, em estado de choque, deparei com as minhas malas prontas. As minhas, e as do meu pai. E uma placa dizendo vende-se, em cima da mesa da sala. E aí, eu entendi tudo. Entendi que minha mãe tinha nos trocado.

Uma lágrima caiu dos seus olhos, como as muitas outras que já tinham caído, e deslizou sobre a sua face lisa, até que eu percebi que eu também chorava. Era bastante triste a história que tinha acontecido com Lily. Mas como ela veio parar aqui usando um casaco velho e um sapato Prada?

- Eu e meu pai nos mudamos para Las Vegas, com todo o dinheiro que tínhamos. Ficamos no Hard-Rock Hotel e Cassino, um dos mais caros de lá, porque o meu pai ainda estava com o dinheiro da mamãe. Mas ela não ficaria pobre, ela tinha dado um belo golpe do baú! Ficamos bem por um tempo, superando o fato juntos. Porém, certo dia, ela ligou. E meu pai ficou extremamente depressivo. Ele mal comia. Liguei para um médico, aflita, e ele receitou um remédio que ia acalmar o meu pai até que ele fosse lá fazer a consulta. Peguei mais ou menos cem dólares e fui à farmácia. A fila estava grande e eu demorei mais ou menos umas meia hora. Mas foi fatal.

Será que o pai da Lily se suicidou?

- Quando eu cheguei da farmácia, tinha sobrado ainda uns quarenta dólares. Bem no lobby do hotel, deparei com dois seguranças do lado e um carro de policial no meio da rua. Tentei me informar o que tinha acontecido e descobri que meu pai tinha apostado tudo e agora eu só estava com a roupa do corpo e quarenta dólares!

Estava quase sem ar. Parecia mentira; parecia coisas que a gente vê quando assistimos a uma série americana, coisas que a gente sabe que nunca acontecem com pessoas normais. Mas era a mais pura realidade.

- Eu fiquei desesperada, lógico. Mas eu tinha feito uma boa amizade com o recepcionista do hotel e ele conseguiu comprar uma passagem de avião por trinta dólares. Não consegui recuperar nenhum dos meus pertences, fiquei só com a roupa do corpo, dez dólares e aquele casaco velho, que ele tinha me emprestado porque estava frio. Mas tinha um problema, a passagem não era até Londres. Tive que parar mais próximo da Costa e vim de metrô.

- Sinto muito, Lily. – eu realmente sentia.

- Agora eu não tenho nada. – murmurou ela. – Nada.

- Você tem a mim. – eu disse, enxugando as suas lágrimas. – Você pode ficar morando aqui por uns tempos, eu tenho certeza que minha mãe e a minha avó não irão se importar, elas vão chegar logo de viagem. Minha avó foi acompanhar o fim da turnê da minha mãe no País de Gales. Aqui tem comida, roupa, você pode dormir no meu quarto, como nos velhos tempos...

Ela sorriu para mim. Jamais poderia ter imaginado que Lily estivesse sofrendo tanto na Califórnia. E eu desejando para que ela não voltasse! Era melhor que, depois de tudo isso que ela tinha passado, eu não contasse que eu e o Tiago estávamos juntos.

Ela me perguntou o que tinha acontecido de bom nesses últimos meses. Contei para ela tudo, sobre a minha avó, sobre a TGQ, sobre todas as coisas boas e ruins que tinham acontecido na escola, e como eu estava feliz com a sua volta. Mas omiti apenas o fato de que eu e Tiago estávamos namorando. Ela não merecia saber isso... pelo menos não agora.

O celular tocou, enquanto falávamos sobre a turnê da minha mãe. Era Lene. Ela estava perguntando se nós duas já estávamos prontas, porque o Tiago ia passar lá para pegar-nos a qualquer momento. Olhei no relógio, já eram quase sete e meia. Mas, como ela sabia que a Lily estava aqui em casa?

- Nós vamos a um novo bar que inaugurou quando você estava fora da cidade. – respondi, após contatar a babá da Katherine, quando Lily me perguntou aonde íamos. Fomos ao meu grande closet e nos arrumamos de maneira adequada, só que em pouco tempo, suficiente para a velha Sra. Jones, a babá, e Tiago chegarem.

Entramos no grande carro preto que nos esperava na entrada do meu apartamento. Lily foi para o bando traseiro, e eu fiquei no dianteiro. Lembrei-me das nossas antigas saídas; ela sempre ficava no dianteiro porque ela era a namorada. E eu era a amiga da namorada. Agora, parece que as coisas se inverteram... Tiago fez menção de me dar um beijo. Olhei para ele severamente. Acho que ele percebeu o que eu queria dizer; Lily não podia descobrir.

- Alguém aí quer ouvir uma música? – indagou ele, animado. Será que ele estava animado apenas com a saída, ou por que Lily estava finalmente aqui?

- Falando em música, - eu disse, desconfortável. – qual vai ser a banda que vai tocar hoje?

- Cobra Starship. – respondeu ele, feliz. Olhei para trás, e percebi que Lily também sorria.

Sim, eu sabia. Quando eles começaram a namorar, há uns três anos atrás, o primeiro beijo deles foi ao som do Cobra Starship. Eu sabia. Lily tinha ido para minha casa, e me contado todo singelo detalhe daquele especial momento. E eu namorava com Remus na época. Nosso primeiro beijo foi em Brighton. Sem graça.

- Cobra Starship é demais. – comentou Lily. – Bem, eles estavam em alta nos EUA. Estavam prestes a lançar um novo CD e gravaram até uma música com a...

- Vou ligar o rádio. – eu disse, cortando. Não me sentia muito bem falando de... Cobra Starship. Aliás, se eu soubesse que eram eles que iam cantar, eu nem tinha aceitado essa saída. O Tiago está em outra agora. Nada pode lembrar ele do primeiro beijo, nada. – McFly, viu só, ótimo.

- Ah, Emmy, eu detesto McFly. – disse Tiago, com cara de enjoado.

- Eu também Emmy, tira isso vai. – suplicou Lily.

- Tudo bem, então. – arfei. Desliguei o rádio. Se a gente não ia ouvir McFly, então não íamos ouvir mais nada. Até nisso eles combinam. Os dois adoram as mesmas bandas, detestam as mesmas bandas, gostam das mesmas coisas. Eles são almas-gêmeas. E eu sou apenas uma intrusa.

O silêncio foi terrível. Enquanto Tiago chegava mais perto do nosso destino. Eu não pude deixar de perceber que ele mal olhava para mim, nesta noite. Os olhares dele estavam totalmente direcionados à Lily. Então, por que diabos ele acabou com ela e veio para mim? Agora, eu não estou disposta a perdê-lo.

Chegamos. A grande placa do O7 Bar dava para ser vista há quilômetros de onde estávamos. Era muito grande e bonito. Típica boate, só que com um toque de sofisticação. Era simplesmente um lugar incrível. Tiago nos deixou na porta onde esperaríamos ele estacionar o carro. Descemos e nos deparamos com a maior vadia de todos os tempos.

- LENE! – gritei, indo abraçá-la, alegre.

- AHH! – berrou ela, ao nos ver. – Isso é demais! – ela olhou Lily de ponta a ponta, depois de me abraçar. – E o trio maravilha volta a atacar novamente!

- Né. – dissemos, as duas juntas.

- Lílian Elizabeth – todo mundo sabia que a Lily odiava esse nome do meio. – Evans, você simplesmente não pode mais fugir sem avisar pra ninguém. Nós somos como... as Charlie’s Angels, as Powerpuff Girls, as Tottaly Spies, você não pode simplesmente fugir assim de nós – ela deu um longo suspiro. – está no seu sangue.

- Do quê você está falando? – indagou Lily. – Não, eu não vou fugir de novo, eu prometo.

O barulhinho e a vibração nas nossas bolsas voltaram. Lily estava sem celular então juntou-se a mim para olhar o que tinha na mensagem. Como previsível, TGQ adorou a volta da Lily e voltou a ativa, mandando mensagens todo o tempo.

O que pode ser melhor que do escutar Cobra Starship a noite inteira? Fácil. L, T, M, S, R e E na mesma festa!
Algo me diz que teremos surpresas... bastante agradáveis esta noite. Eu simplesmente não posso perder essa festa. É, tipo, como nos velhos tempos! Mas, muita coisa mudou. xoxo.

Tiago e Sirius vinham juntos, conversando discretamente, até que se encontraram com a gente mais perto da entrada. Marlene e Sirius deram um beijão. Como era possível que a TGQ afirmasse que Sirius andava apaixonado por outra garota? Ficamos os três, observando o casal se beijar. Foi embaraçoso.

- Hum. Está tudo certo gente, vocês podem se beijar. – disse Lílian, para mim e para o Tiago. Ficamos, os dois, surpresos. – Eu ainda recebia as mensagens da TGQ, ok? Eu sei muito bem que vocês... hum... voltaram.

Ok. Isso foi estranho. 



 thcrown.gif picture by mrmathe


- E então pessoal.  – disse um homenzinho de boné, com a voz engraçada e uma cara de rato. Ele era o apresentador da noite. Andávamos eu, Tiago e Lily, pois não queríamos deixá-la sozinha depois de tudo que ela tinha passado. Mais atrás, vinham Sirius e Marlene. Eles dois tinham brigado por algum motivo, e agora tavam tentando se entender. – Com vocês, a nossa banda da noite, diretamente de Nova York, nos Estados Unidos, vamos chamar ao palco Cobra Starship!

As palmas ecoaram pelo grande bar. A galera do Cobra entrou. Eles estavam simplesmente demais. Lílian foi mais para frente, para ver melhor. Tiago, que estava na minha frente, fez seu caminho e segui-a, me deixando sozinha. Os dois aplaudiam freneticamente a banda que tinha acabado de entrar.

- E aí, galera? – disse Gabe, o vocalista. – A gente vai começar a noite, cantando uma das nossas músicas que fizeram mais sucesso em Londres, o nome dela é Guilty Pleasure e eu quero ouvir todo mundo cantando!

Todo o bar gritou e, quando eles começaram a cantar, muita gente começou até a dançar. Tiago e Lily estavam lá, juntos, cantando a música. Uma música que eu nunca tinha ouvido antes, que eu não podia simplesmente ir lá e cantar junto com eles. Senti uma mão atrás de mim.

- Sozinha também? – gritou Lene, para eu ouvir no som abafado da musica que tocava. Fiz uma cara estranha, pois há alguns minutos ela estava com Sirius. Em resposta, ela apontou para o balcão de bebidas, onde Sirius conversava e bebia com pessoas que eu nunca tinha visto antes. – Vamos comer alguma coisa lá em cima, no restaurante... nunca ouvi essa música na minha vida.

- Nem eu. – confessei, rindo. – Eu estou faminta.

Saímos pelo bar, subimos as escadas para a parte de cima, onde serviam comidas.  Todas as mesas estavam lotadas, então a gente teria que comer em pé mesmo, observando o show pela sacada. Pedimos refrigerantes e um pacote de salgadinhos de milho.

Quando nos direcionávamos à sacada, para assistir ao show, e aproveitar para ver o que os nossos namorados aprontavam e com quem, eu esbarrei com Ashley Hale. Ela usava um vestido rosa, para variar, e andava com uma menina extremamente estranha.

- Olha Adi, quem esbarrou em mim. – comentou ela. A tal Adi deu um risinho jocoso. Ela então fez um tom parecido com quem estava vomitando, e disse: – Vance. – Fiquei na defensiva. Minha vontade era de atacar ela. As duas. Quando Adi viu, estremeceu. – Não se preocupa, Adi. Ela não vai fazer nada; não no meu restaurante.

- Experimenta pra ver. – disse Lene, então pegou no meu braço e deu de costas.

- Sabe o que é isso, Ash? – disse Adi, enquanto nos afastávamos. – É inveja. Por que você está namorando o ex dela e o atual dela só quer saber da Lílian Evans.

- O que você disse, vadia? – disse eu, indo atrás dela com uma lata de Coca-Cola Diet na mão. Ok, eu sei que não soa ameaçador, mas eu estava prestes a derramar todo aquele refrigerante na cara de pau dela. – Eu, com inveja dessa daí?

- Pode ser problema de família também. – arfou Ashley, me olhando com uma cara raivosa. – Eu soube que a mãe dela espancou três paparazzi semana passada. Foi preciso a mãe dela abrir a carteira para a história não vazar nos tablóides.

- Bem, se a minha mãe fez isso, ou não, eu não sei, mas se ela tiver feito, pode ter certeza que eu tive esse problema. – então avancei para matar aquela idiota, mas Marlene segurou bem forte no meu braço, me impedindo de fazer qualquer coisa.

Ela sussurrou no meu ouvido algo como, ela é dona desse bar, você pode ser expulsa, e me convenceu a dar de costas para as duas.

- Não vale a pena. – comentou Lene.

- E você Lene? – indagou Adi, ainda com uma voz jocosa. – Cadê o Sirius?

- Transando com a sua mãe, vaca.

Lene e eu demos as costas totalmente para as duas e seguimos para a sacada. O Cobra Starship já tinha começado a tocar outra música, dessa vez eu conhecia, era a The City is at War e praticamente a platéia inteira pulava lá em baixo. Lene começou a dançar também, e me convenceu totalmente. Parecíamos duas loucas no andar de cima, porque praticamente só nós dançávamos.

Terminei de comer o salgadinho e a Coca. Lene ainda não tinha terminado, então eu fui colocar na lixeira o papel, ainda dançando. Foi aí que esbarrei novamente, mas não foi nem na Ashley, muito menos na tal de Adi. Foi em uma pessoa que, pelo menos eu achava assim, não era muito bom ter esbarrado.

Eu não falava com Remus Lupin desde aquele dia. Desde aquele dia que eu terminei com ele. Logo, eu comecei a namorar com o Tiago e ele ficou com uma imagem péssima de mim. Como se eu tivesse usado ele para construir uma mentira. A mentira de que o Tiago fazia parte da minha vida de uma maneira absoluta. Eu sabia que bem profundamente, ele sentia muita raiva de mim. Se ele ainda era apaixonado ou não, eu não sei, mas eu já tinha superado ele fazia muito, mas muito tempo.

- Desculp... – eu comecei, mas ele fingiu que nada disso tinha acontecido e continuou andando. Eu segurei a mão dele; queria ter a chance de falar com ele. Queria pelo menos, ser amiga dele. – Precisa fingir que nem me conhece?

- Ah, desculpa então. – disse ele. – Quem é você mesmo?

- Como eu pensei. – comentei, tendo a certeza de que ele me odiava. Argh. Por que eu faço isso com as pessoas, hein? É incrível, ou as pessoas me odeiam, ou as pessoas me amam. E, até hoje, eu ainda não consegui descobrir se isso era uma qualidade, ou um defeito.

Voltei para a sacada, ainda pensativa sobre o Remus e sobre o que as pessoas achavam sobre mim. Olhei para trás e ele estava beijando Ashley e ela olhava para mim com um sorriso perverso. Marlene me perguntou se eu ainda gostava dele. Eu afirmei que não, porém, vendo ele assim com a Ashley... será que eu tinha ficado arrependida de ter terminado tudo?

Olhei para baixo, correndo os olhos para procurar Tiago e Lílian e não os encontrei. Olhei novamente para Marlene, e ela parecia que tinha entendido minha posição. Sussurrou palavras de consolo no meu ouvido, e foi aí que eu tinha percebido que ela também devia estar triste. Aliás, ela e Sirius tinham brigado.

Perguntei o que tinha acontecido mais cedo. Ela disse que, já era de algum tempo, tinha percebido Sirius um pouco distante. Hoje tinha sido a gota d’água, porque ele tinha simplesmente esquecido dela no shopping, deixou ela plantada lá. Já no bar, ela tinha tentado deixar tudo bem, mas ele simplesmente não queria conversar muito com ela, então ela revoltou-se e decidiu deixar ele só, bebendo no bar. Isso explicava um monte de coisas.

Eu perguntei então se ela estava acreditando naqueles boatos que a TGQ inventou sobre ele, de que ele estaria apaixonado por outra pessoa. Ela disse que, a princípio, não acreditou. E que agora, por mais que quisesse o oposto, estava começando a acreditar. Dei um abraço nela, por que devia ser muito ruim saber que o seu namorado estava afim de outra pessoa.

E foi exatamente isso que eu senti, quando eu percebi que o Cobra tinha mudado de música. Agora ele tocava exatamente a música que tinha marcado o primeiro beijo da Lily e do Tiago. Aquele música. Aquela musica que eu tanto abominava, execrava. Por que eles tinham que cantar logo One Day, Robots Will Cry? Ok, não adianta fingir que eu não sabia que eles tocariam essa música, mas eu tinha esperança de que não acontecesse.

Mas aconteceu. Eu procurei-os desesperadamente, ainda abraçando Lene, e eles dois também estavam abraçados. Ela tinha sua cabeça deitada no seu ombro, ele estava com as mãos na sua cintura. Podia ser só um abraço amigável. Mas eu sabia que não. Lá estavam eles, na frente dos meus olhos, o casal perfeito. E não tinha nada que eu pudesse fazer, eles sempre seriam perfeitos um para o outro.

Soltei Marlene. Uma lágrima caiu na minha face. Marlene enxugou, mas eu continuava olhando para os dois. Ela virou e viu os dois, então ficou sem palavras. Dei as costas e comecei a andar em direção à saída do bar.

- Você está saindo? – perguntou Marlene, mesmo sabendo que a resposta era óbvia.

- Não tenho mais nada para fazer aqui. – murmurei infeliz. E então fez o meu caminho até a porta de saída. Dava para os fundos do bar, onde eu desci, ainda pensando em como voltaria para casa e decidi pedir emprestado Jeff pra Lene. Porém, ao chegar vi Sirius e resolvi pedir a carona a ele.

Ele estava sentado, perto do carro dele, com um olho roxo. Bebia uma cerveja e, não pude deixar de perceber, tinha certa quantidade de pó branco no seu carro. Foi aí que eu lembrei da viagem que eu tinha feito à Brighton logo após eu ter “perdido” a Katherine. Lá, equivocadamente, encontrei com Sirius e foi assim que o nosso suposto romance começou. E foi aí que caiu a ficha.

/flashback/

- Sirius! – berrei, desesperada, ao perceber que Sirius estava deitado na praia, sangrando. Eu não sabia o que tinha acontecido, mas eu não queria saber, eu só queria ir lá, e salvá-lo. – Sirius! Meu Deus, você está sangrando!

- Emmy! – gemia ele, desesperadamente. – Fica comigo...

- Sirius, eu...

- Shh... – ele então pegou a minha mão e eu, sem escolha, sentei-me na areia com ele. – Não diz nada, é só que... eu tenho que te dizer isso eu já não estou mais agüentando.

- O que é, Sirius?

Ele então segurou minha mão mais forte e levantou-se, colocou seus lábios perto da minha boca, e deu um beijo. Eu não estava em condições de negar... só o que ouvimos foram as ondas, e continuamos lá durante a noite inteira.

/fim do flashback/

Fui, inocentemente, ao seu resgate, tentar ajudá-lo, saber porque estava com o olho roxo. Ele não quis me dizer, estava meio grogue. Ele deixou rolar a garrafa no asfalto e eu percebi que ele estava meio bêbado, meio drogado. Fui tentar ajudá-lo a se levantar, mas ele pareceu se apoiar em mim, e com toda a sua força, colocou a minha face na direção dele.

- Sai! – berrei.

Ele não parecia me ouvir e continuava a me beijar no pescoço. Sussurrava coisas no meu ouvido, como eu sempre gostei de você, Tiago não te merece e você ainda vai ser minha. Tentei revisar, dizendo que ele não sabia do que ele estava falando e ele disse que Tiago tinha ido buscar Lily mais cedo, que ele estava planejando trocar de namorada. Era tudo uma mentira! Quer dizer, isso não podia ser verdade... além do mais ele estava bêbado, drogado...

- Me larga... – disse eu, dando uns tapas contra seu peito. Ele fedia, um mix de maconha com bebida alcoólica. Ninguém passava na rua, além dos carros velozes. Berrei mais alto, para que alguém me ouvisse, mas a música do show estava muito alta, lá de fora dava para escutar o som do Cobra.

Ele me colocou contra o carro, eu estava começando a ficar desesperada. Ele começou a pegar na minha bunda, ficou apalpando e batendo. Eu gritava, chorando. Tentava bater nele, em vão. Até que, com toda a minha força, consegui empurrá-lo e o fiz cair no chão. No momento, saí correndo.

Não demorou muito e ele conseguiu me alcançar, só que dessa vez ele estava furioso, conseguia ver o ódio nos seus olhos. Fiquei com medo e comecei a bater nele. Então, ele me deu um tapa e eu caí no chão, perto do seu carro. Coloquei a mão na cara e ela tinha um pequeno sangramento. Gritei freneticamente. Ninguém parecia me ouvir. As músicas dentro do bar ficavam cada vez mais altas.

Ele se deitou encima de mim e começou a me beijar. Então tentou rasgar o meu vestido. Gritei mais alto ainda. Foi aí que eu ouvi um barulho de vidro quebrando e fechei os olhos. Sirius deitou-se na minha barriga, de olhos fechados e com um sangramento na nuca, inconsciente. Gemi de medo, até que olhei o meu salvador.

Afastei Sirius para o lado, e Remus me ajudou a levantar. Foi como um impulso, assim que estava de pé, dei um abraço muito forte nele. Fechei os olhos e algumas lágrimas caíram pela minha face, deixando o suéter de Remus molhado.

Até que, resolvi olhar para trás e tudo que vi foi Sirius. Larguei Remus imediatamente e, com os olhos esbugalhados, observei o cara que tinha acabado de tentar me estuprar.

- O que você fez, Remus? – indaguei, quase num sussurro.

Sirius estava lá, deitado no chão, desacordado, com o sangue escorrendo pelo asfalto lapidado. Mais lágrimas escorreram pelo meu rosto e Remus, ainda chocado, murmurou:

- Salvei você. 


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ATENÇÃO! todos os nomes de pessoas e lugares foram abreviados para proteger os verdadeiros inocentes. Ou melhor, a minha identidade secreta.

Oi gente!
Parece que hoje foi um dia fora do normal! L. voltou com tudo, com direito a ex buscando na porta da... estação de metrô? O que aconteceu com a sua fortuna, L.? Ou será que simplesmente andar de metrô é a nova moda nos Estados Unidos?

Sim. Ela está de volta. E de maneira mais foda, impossível. Casaco de pele velho? Check. Maquiagem borrada? Check. Sapatos Prada sendo carregados na mão? Check. O que mais falta para L. ascender novamente, dessa vez para sempre?

Se depender de pegar o T., pode ter certeza absoluta que ela está mais perto do que vocês imaginam.

E parece que a noite não acabou muito bem para todo mundo.

Mas pelo menos pra mim e pra você... ela foi perfeita.


Eu sei que vocês me queriam de volta.
xoxo,
The Gossip Queen.

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n/b: Amei o capítulo, Math. Como sempre, dãh. ;)

n/a: eu disse que voltava, num disse? (yn)
tirem as crianças da sala marujos, segurem as periquitas, porque a vadia está de volta.

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