CAPITULO 117
DESALENTO
-RONY!!!!!!!!!!!!
O grito escapou de seu garganta, quando o horror a tomou. A dor sumiu enquanto corria em direção ao seu corpo ensangüentado.
-Rony, Rony meu amor, fale comigo... – tentou achar a ferida em meio ao sangue, e a imagem era desoladora. Horrível demais para suportar!
-H-Hermione -ele sussurrou, tentando erguer uma das mãos.
Suas respiração era rala e fraca, e ela apanhou sua mão, entrelaçando os dedos, as lágrimas correndo em sua face.
-Não fale mais nada, Rony. Guarde suas forças. Vamos sair daqui! Vou te levar ao hospital e vai ficar bom!
-Não – ele disse engasgando em sangue. Ela tocou seu rosto tão amado, ajudando-o a erguer um pouco a cabeça e respirar – Eu preciso ir...
-Não! não diga isso! não diga isso jamais! -ele apertou os dedos entre os seus – eu não aceito! Vai ficar bom, e vamos ser muito felizes juntos!
Ele pareceu sorrir, fechando os olhos, e reabrindo-os tentando achar foco suficiente para vê-la.
-Rony – apensar de prometer que tudo ficaria bem, ela sentiu a necessidade de falar – Meu amor, eu te amo, não me deixe. Por favor, agüente, não pode me deixar!
-Nunca vou te deixar... – ele sussurrou – as meninas...
-Oh, Rony – ela chorou ao pensar nas gêmeas e na dor que sentiriam.
-O bebê....
Hermione não teve coragem de contar do sangue que emplastava suas calças e da dor lacerante que sentia em seus ventre, dizendo-lhe que aquela criança tão amada já não era mais real.
-Respire, Rony, por favor, apenas se concentre em respirar e agüentar firme – ela soltou sua mão, olhando em volta – Eu já volto.
Ele não reclamou, acompanhou-a com os olhos, não por querer ou achar que poderia ser salvo, mas para guardar sua lembrança em sua mente.
Onde quer que fosse sua alma,queria levar sua imagem consigo.
Hermione se aproximou do lugar onde Harry embalava o corpo sem vida de Gina, com Fely entre eles, ele estava desolado e descontrolado, e Hermione conteve um grito ao constatar que sua amiga, e sua afilhada estavam mortas.
-Harry...?
-Não – ele apenas disse – Não.
-Harry, me ajude... – ela pediu condoída e desesperada – Sua varinha?
Ele olhou para o chão onde jazia sua varinha quebrada entre tantos destroços dos até então intocados moveis da família de Mary.
-Ele conseguiu – Harry disse com os olhos vermelhos, não chorava, o pranto o abandonara. – Ele consegui.
-Harry, Rony precisa de você. –ela tentou trazê-lo a realidade, mas ele a ignorou.
-Eu a perdi – foi só o que pode dizer antes de se perder novamente em seus desespero.
Hermione olhou em volta, atordoada, a dor a sufocava, seu corpo sentia e se ressentia pelas torturas e ela achou que desmaiaria.
Gina estava morta. Fely também. E com ambas, Harry partia, não fisicamente, mas por dentro, o Harry Potter que conhecera e admirara, não existia mais. Reunindo as forças, voltou a Rony, se ajoelhando pertinho e beijando sua face, para acordá-lo.
-Eu não sei o que fazer – confessou.
Àqueles olhos profundamente azuis mostravam toda sua tristeza em partir.
-Preciso ir atrás de ajuda – ela disse insegura, e assustada em deixá-lo só – me prometa que irá me esperar. – implorou.
-Sempre vou te amar... – ele ssuur5rou e ela caiu no pranto, pois ele aceitava o inevitável – Her...Hermione...
-Não! – ela se recusava a acreditar! – Não me deixe! Rony, pelo amor de Deus, não me deixe! – seu rosto tombou sobre seu ombro, e ela se entregou aos soluços, erguendo os olhos e fitando os seus profundamente – Não posso viver sem você. Meu amor, não posso viver sem você!
-Precisa viver -o sangue corria mais forte agora, que ele fazia força para falar.
-Não sem você -ela decidiu, alarmada, quando ele voltou a fechar os olhos, demorando a abri-los. – Rony! Rony! Rony! – sacudiu-o, mas ele não Acordou – NÃO! NÃO! RONY! NÃO ME DEIXE! NÃO!!!!!!
Seus gritos não surtiram efeito e ele não acordou.
Não.
Não.
Não.
O choque a fez se afastar mantendo as mãos longe.
Não.
Nunca aceitaria. Malfoy não podia vencer Harry. Mary não podia vencer Rony. Gina, Rony e Fely não mereciam morrer.
Ela não conseguiria viver sem ele.
Essa certeza, a fez tremer da cabeça aos pés.
Seu amor. Sua vida, seu bebê. Tudo escapara de seus dedos e não podia fazer nada! Cambaleou e acabou caindo, perto da parede, ela caiu, sentindo que seus ferimentos também eram sérios. Talvez Merlin tivesse pena dela afinal, e não a deixasse viver para sofrer aquela perca. Quem sabe, pudesse ter paz para aquela dor?
Mas não era isso que desejava. Não era isso que planejara.
Diante de seus olhos, ela viu flashes da infância, rindo com Gina nos dormitórios femininos, em conversar de meninas descobrindo o primeiro amor. Viu-se corada, olhando para Rony escondido, enquanto faziam duplas em uma aula de poções, quando tinham quatorze anos, e ele ao levantar a cabeça, sorrira, perguntando se havia algo no rosto dele. Na ocasião mordera a língua para não confessar, que sim, havia algo em seu rosto. Aqueles olhos azuis límpidos e verdadeiros. Aquela pele macia e branca que parecia feita de leite, e aqueles lábios fartos, de garoto que um dia aprendera a beijar sofregamente!
Seus olhos fitaram o vazio, diante das brigas, dos sorrisos, do modo como ele a tocara na primeira noite quem avançaram o sinal, ainda namorados. Na primeira noite que ele a tomou como sua mulher, a tão pouco tempo, iniciando o começo de uma vida feliz e de sonhos!
Viu-se diante dos quatro, rindo e comemorando o bebê que chegaria. Sara e Hermy tão felizes! Ela tão feliz!!!!!!!!!!!!!!
Viu Harry completo e realizado ao lado da pequena família que construía.
Como era possível?
Não deveria ter sido assim! Não deveriam ter perdida suas vidas, apenas para ao reencontrá-las, sofrerem esse inferno!
Sua mão correu sobre o ventre, tentando aliviar a dor aguda, enquanto seus olhos miravam o corpo sem vida de Rony. O que faria sem ele?
O que faria a gora, sozinha, sem Rony?
A resposta era o vazio ao seu lado.
Com a mão livre, Hermione tocou o colar que carregava consigo todos os dias. O vira-tempo que Prof. MacGonagall lhe dera. Era sábia, e possivelmente tinha o conhecimento que lhe faltava naquele momento.
Quando é tirado o curso de uma vida, ela nunca mais poderá seguir pelos caminhos traçados em seus nascimento. Perdera tudo que amava. Harry perdera tudo que amava.
Voldemort ainda estaria vivo. Condenaria o mundo a sofrer com sua presença e com a guerra. Condenaria aqueles que amava a sofrem sua presença, mas aqueles que amavam, sofriam a partida prematura. O que lhe era mais justo.
O mundo ou a dor que carregava?
Olhou novamente para Rony. A decisão era tão clara!
Engatinhou até Rony e tocou sua face, ainda quente, fazendo carinho e se despedindo. Se despedia de tudo que viveram, pois não sabia como seria seu passado, se viveriam algo parecido.
-Eu sempre vou te amar -ela disse muito baixo, sem voz, o sem vida.
Olhou para Harry, sabendo que ele não a via, não ouvia, e não esperava nada dela. Estava perdido em sua dor. A mesma que nublava sua capacidade de pensar e a fazia agir por impulso.
Queria Rony de volta!
Queria sua vida de volta!
Com essa convicção, girou a peça de ouro, e em segundos, não estava mais ali.
-Hermione!
O grito a fez gelar.
Estava naquele maldito labirinto. Olhou para suas mãos, e roupas, e viu o sangue de outrora. Conseguira voltar. Já era um começo.
-Hermione! Harry!
Aquela voz ao longe encheu seus olhos de lágrimas quentes.
Oh,Rony.......
Todo que desejava era abraçá-lo e senti-lo vivo em seus braços, mas conteve o impulso, se afastando entre os corredores quando ele passou correndo. Ao longe gritos de comensais e pensou ter ouvido a voz de Harry.
Dali a pouco sabia que se veria correr na mesma direção, pois isso fora quando os três foram separados pelos comensais. Com a respiração suspensa, ela assistiu-se correr, parando para olhar em volta, assustada, com medo pelos amigos.
Bem, era inegável, seus cabelos eram terríveis!
Deixando essa constatação de lado, aproximou-se sorrateira, lamentando a falta da varinha, e lançou-se sobre ela, que definitivamente não esperava um ataque físico, mas sim, maldiçoes e feitiços!
Hermione caiu no chão, o rosto contra a terra batida e quase sufocou quando sua agressora segurou sua cabeça naquela posição impossibilitando-a de se mover. Mesmo assim, se debatia desesperadamente, tentando se soltar. A varinha foi tomada de suas mãos, e ela gritou, um grito parecido com de um animal arisco e contrariado.
De todas as maldiçoes imperdoáveis que esperava, o simples feitiço de sono a pegou de surpresa, e adormeceu antes de questionar. Hermione levantou-se olhando para si mesma, e conjurando um feitiço de ilusão em seu corpo adormecido, não desejava que nenhum comensal a encontrasse e a matasse!
Com essa convicção, seguiu seu caminho.
Agora, sem a dor, era capaz de ver.
Sem a confusão de ter perdido dez anos de sua vida, era capaz de ver.
E o que via, era a mais bela das imagens: a saída para o futuro!
AUTORA: eu também me odeio. Não li. Me recusei a ler isso. o fim salvou o capitulo, mas o início...não vou ler. Nos posso culpar ninguém, que esteja me detestando nesse momento.só posso dizer que vai valer a pena.