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21. opção B, peloamor.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ele reagiu ao beijo muuuuito³ melhor do que eu poderia esperar. No momento em que nossos lábios se encontraram, as mãos dele voaram para minha cintura e me puxaram pra perto dele com tanta vontade que eu achei que fosse colar nele e nunca mais desgrudar. Minhas mãos apertaram os ombros dele e seguraram seus cabelos castanhos com muita força. Era um beijo quase desesperado; Eu nunca sentira tanto desejo de beijar alguém na minha vida. As mãos dele acariciaram minhas costas inteiras, arranharam meus braços. Seus dedos, ágeis, levantaram minha blusa quase um palmo, e suas mãos entraram por dentro da mesma, quentes e macias.


Foi aí que eu parei. Meus olhos demoraram a abrir, pois eu tinha realmente o medo de que aquilo fosse um sonho; Mas você sabe que não era um sonho. Era real, por mais surreal que fosse.


- Greg... - Eu sussurrei. Eu podia, mesmo de olhos fechados, ver um sorriso sem-graça formando-se no seu rosto. Ele beijou meu queixo e meu pescoço. - Isso é... - Ele fez o caminho contrário, beijando meu pescoço e meu queixo. Parou os lábios a milímetros dos meus. - Desculpa.


Eu me afastei dele e senti sua mão pressionar meus dedos antes de eu sair pelo buraco do quadro.


Mal pus o pé pra fora e dei de cara - literalmente - com Sabinna, Bia e Cassie. Caímos todas no chão.


- CON-TA-TU-DO, ROX! - Falou Bia (dã, novas) sem nem se dar ao trabalho de levantar. Eu balancei a cabeça.


- Eu beijei ele, gente. Eu beijei ele! - Eu falei, começando a chorar. Cara, porque eu tava chorando? Não tinha nenhum motivo pra chorar. Que idiota ¬¬.


- E desde quando isso é uma coisa ruim? - Perguntou Cassie, segurando minhas mãos. Elas sorriam tristemente e nos levantamos.


- Sei lá. Mas todo guri que eu beijei acabou com outra garota. Louis está com a Sophis, Kevin com a Alicia. - Eu disse, respirando fundo. - E agora eu beijei o Greg. Com quem ele vai ficar? Com a Alison?


- Você o quê?! - Eu ouvi uma voz agressiva atrás de mim. As três amigas congelaram.


- Louis. - Eu falei, como se ninguém ali estivesse vendo. Não me virei. Ele fez isso por mim; Me segurou pelos ombros e me olhou bem de perto.


- Repete. - Ele disse. O rosto dele estava muito perto. Eu quase sorri de prazer ao ver a fúria nos olhos dele.


- Eu-beijei-o-Greg. - Eu repeti, beeeem lentamente. Ele afastou-se.


- Cadê ele? - Ele praticamente berrou. - Cadê o Greg?


- Lá dentro. - Eu disse, cruzando os braços e indicando o Salão Comunal com a cabeça. Ele berrou a senha (“Pomorim Dourado”) e entrou no buraco com raiva. Eu e as garotas entramos atrás dele.


Greg estava sentado no sofá, com a cabeça pra trás, os olhos fechados e a expressão angustiada. Louis bateu palmas estridentemente. Greg abriu um olho, observou-o e fechou o olho de novo.


- Parabéns, Gregory! Conseguiu passar de amigo confiável pra filho-da-mãe maldito em dez minutos! Parabéns! - Ele disse, rindo. Era até meio maníaco. Segurei o braço dele com força.


- Louis, pára com isso agora. - Eu disse com firmeza, olhando-o com raiva. - E sinta-se com sorte de eu não matar você agora.


- Roxanne. - Disse Greg baixinho, levantando a cabeça com uma expressão cansada. Seus olhos estavam estreitos. Eu soltei o braço de Louis, mas continuei estudando seus movimentos.


- Como pôde, Gregory? - Falou Louis, e eu senti um tom de desespero na sua voz. - Depois de tudo que eu confidenciei pra você... Da confiança que eu pus em você... Você vai lá e beija minha prima?


- Ele não me beijou! - Eu falei, meio histérica. - Eu que beijei ele, fui eu quem começou, eu que quis isso, ele só não negou meu beijo, Louis!


- Roxanne. - Disse Gregory de novo, um pouco mais alto. Eu me calei de novo, meio angustiada. - Desculpe, Louis. Realmente, foi um erro meu ter traído sua confiança. Mas beijar sua prima não foi um erro. - Ele disse, e eu sorri, boba. Eu pude ver seus olhos moverem-se para mim por uma mínima fração de segundo, mas ele não sorriu pra mim.


Louis ficou meio paralisado, estático. Virou o pescoço pra mim bem devagarzinho pra mim e eu dei de ombros, numa cara de ‘É, né, fazer o que?’. Ele fechou os punhos de novo.


- Sabe o que quer dizer, não sabe, Hastings? – Disse ele, a voz engrossando um pouco. Ai, não. Eu sabia o que isso significava, e aparentemente, Greg também. Ele assentiu com a cabeça. – Nós acabamos por aqui. – Ele disse, e virou-se pra mim. Eu achei que ele fosse falar alguma coisa. Seu rosto estava triste, arrasado mesmo. Eu toquei sua face esquerda com a mão. Ele estava quente.


- Louis, dá pra se acalmar? – Eu falei. Ele segurou minha mão e cuidadosamente tirou-a do seu rosto. Parecia se segurar pra não usar força nenhuma comigo. – Pelo amor de Deus, qual o motivo de tanto escândalo?


Ele me olhou. Me olhou profundamente. Ele olhou através de mim, leu meus pensamentos, minhas memórias, meus desejos e sonhos. Ele sorriu e segurou meu rosto com as duas mãos. Então, em um movimento rápido, eu fechei os olhos e senti aqueles lábios me envolverem mais uma vez.


Lembra quando eu disse que o beijo do Kevin era melhor do que o do Louis porque o beijo do Louis era meio... Inexperiente? Pois bem, esqueçam isso. Aparentemente, Louis tinha treinado bastaaante desde o nosso ultimo beijo. E devo admitir, estava muito bom. Eu o beijei por alguns segundos, mas por algum motivo muito idiota, eu imagino, eu não senti vontade de continuar beijando-o. Eu sentia que aquele beijo não era verdadeiro. Quantas vezes Louis me beijaria ainda pra que o beijo saísse mais verdadeiro, sincero? Não queria nem saber. Me separei dos lábios dele um pouco abruptamente. Greg olhava a cena com serenidade.


- Como consegue ser tão falso, Louis? – Eu disse, recuando um passo. Bia e Sabinna colocaram as mãos em meus ombros, e Cassie segurou minha mão. As três não pareciam mais animadas com a cena: Percebiam claramente a tensão instalada no ar. – Como consegue beijar uma pessoa duas vezes e ser falso com ela duas vezes? Logo eu, sua prima, uma pessoa que te ama... – Eu parei por um segundo. – Que te amou como eu amei.


- Então você não me ama mais? Não me ama mais porque eu te beijei? – Ele disse, arregalando os olhos. – Se eu soubesse, nunca teria te beijado.


- Nããão, Louis. Não é por causa do beijo. É porque você tem me usado. Você me usou na boate do tio Greg... – E eu parei por um segundo e quase ri com a coincidência de nomes. - ...pra fazer ciúmes na Lucy. Você me usou pra se aproximar da Sophis. Você me usou, agora, pra atingir Greg, que nem tem nada comigo! – Eu bati com as duas palmas das mãos de leve nas minhas têmporas. – E eu não quero isso! Quero alguém que me queira porque eu sou uma garota linda, encantadora, charmosa e inteligente! Quero alguém que queira me beijar porque anseia por essa boca que você não dá valor. Quero alguém que me beije porque quer borrar toda a minha maquiagem... Quero alguém que me faça senti amada como eu nunca fui amada antes... – Eu parei por um segundo. Respirei fundo de novo. – Porque eu nunca fui amada por você.


Ele parou por um segundo, recuando um palmo. Suas narinas tremeram, e eu já não sabia mais se aquilo era fúria ou ele ia cair no choro. Só sei que abriu caminho entre Cassie, Bia e Sabinna e saiu do Salão Comunal. As três trocaram um olhar de consentimento comigo e saíram também, e eu sabia que elas iriam pra Irmandade.


Greg me olhava com os olhos mistos de tristeza e admiração.


- Você enfrentou seu primo por minha causa? – Ele perguntou. Eu dei de ombros.


- Você enfrentou seu amigo por minha causa? – Eu retruquei, e ele deu de ombros também. Ele sentou-se no sofá, e eu sentei-me ao lado dele. Ele estava com o cenho franzido, olhando para o nada. Eu segurei a mão dele.


- Por que fez isso? – Ele perguntou, sem olhar pra mim. Eu sorri, meio triste.


- Porque você me quer porque eu sou linda, encantadora, charmosa e inteligente. Porque você me beijou também porque anseia esses lábios aqui. Porque você me trata de um jeito que faz eu me sentir amada, mesmo que você não me ame, como eu nunca fui amada antes. Eu me sinto uma rainha.


Exatamente como Daisy se sentia, eu pensei, e sorri. Greg realmente era poderoso.


- Ainda vai querer ir ao Baile comigo? – Ele perguntou, virando a cabeça para mim, na mesma expressão de antes. Era tão sexy quando ele fazia essa cara de angústia, de preocupação comigo. Dava vontade de abraça-lo e nunca mais largar. Eu ri.


- É óbvio que eu quero, Gregory! Pelo amor, só porque Louis deu a louca aqui, não quer dizer... – Eu balancei a cabeça. – Louis estava errado, ok? Você e eu podemos fazer o que quisermos enquanto formos solteiros e livres.


- Ele não estava errado. Eu realmente trai a confiança dele. – Greg disse, soltando minha mão e levantando-se rapidamente, ficando de costas pra mim. Eu me levantei e me pus atrás dele.


- Então foi um erro você ter me beijado? – Eu perguntei, amedrontada com a resposta que eu poderia receber. Ele virou-se pra mim e fez menção de me tocar, mas parou no meio do caminho.


- De jeito nenhum. Beijar você foi... – Ele suspirou, acho que escolhendo as palavras. – Maravilhoso. Eu nunca teria coragem de tomar a iniciativa por medo que você pudesse me rejeitar.


Como alguma garota ia rejeitar você, meu amor?


- Você pareceu ler meus pensamentos. – Ele continuou. – Eu queria ter te agarrado lá em Hogsmeade, mas é claro que eu não agarraria alguém que eu não conhecia. Mas no momento em que eu te vi, sentada no meio-fio com suas amigas, olhando pra mim, tão... Desinibida... – Ele balançou a cabeça. Parecia estar pensando alto, e não falando. – Não sei, não sei o que me deu.


- Então pare de reclamar por causa do Louis e me beije de novo. – Eu disse, inclinando a cabeça de lado. Ele respirou fundo e eu acho que ele trancou a respiração, como se estivesse se segurando pra não fazer aquilo mesmo.


- Louis ama você. – Ele falou de um fôlego só. Eu franzi o cenho. – Louis ama você como ama a própria vida. Louis deseja você como deseja viver. – Ele disse, e eu soltei o fôlego.


Senti o ar fugir dos meus pulmões. E depois voltei ao normal. Não me sentia com aquela histeria, não mais. Não queria mais Louis, pelo menos não naquele momento. Eu queria Gregory de novo, mais uma vez, e outra, e mais uma. Cruzei os braços.


- Bem, eu tenho quase dezessete anos e amei o Louis como amo a própria vida, ou talvez até mais, desde que me conheço por gente, ou talvez até antes disso. Acho que ele demorou um pouquinho pra começar a me ver como uma garota, e não como a priminha bobinha dele. Eu não quero Louis. Então, você tem duas opções. Pode ficar se lamentando por causa da tristeza de Louis, que na realidade não vai ficar triste por muito tempo porque ele deve ter corrido agora pros braços da Sophie Travier, e nenhum de nós dois vai ficar com quem quer. Oooooou> temos sempre a opção B: você pode ser um pouquinho ousado, esquecer do Louis e me agarrar aqui e agora, pelo amor de Deus, e nós dois vamos ficar felizes.


Ele ponderou por menos de 1O segundos. Segurou minha cintura e eu descruzei os braços. Ele sorriu. Seu sorriso não tinha malícia, mas tinha paixão. Era essa a palavra que eu estava procurando o capítulo inteiro :D O que Greg estava sentindo por mim, e eu estava sentindo por ele, reciprocamente, era paixão. Talvez nós (ainda) não nos amássemos mesmo. Mas estávamos apaixonados, com certeza. Era rápido e fulminante, repentino. Mas que paixão adolescente não era assim?


- Acho que ficaria com a opção B. – Eu disse, e mais uma vez, nossos lábios se encaixaram com perfeição.


Ainda tinha gosto de uva.



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